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terça-feira, 18 de junho de 2019

Religião, para que serve então?


Religião, para que serve então?
Se não for para a prática do amor
Que o Senhor nos ensinou
Com a sua vivência quando na Terra?

Religião, para que serve então?
Se não for para fazer o bem
E se tornar alguém
A cada dia, melhor?

Religião, para que serve então?
Senão for para ajudar
Aos irmãos necessitados
O socorro que vem dos céus
Fazendo-os sentir amparados
Pelo acolhimento que se dá?

Religião, para que serve então?
Se não for para servir ao Pai,
Deus todo poderoso,
De Infinita bondade,
Que se compadece dos infortúnios
Causados por seus filhos
Que andam no desequilíbrio?

Religião, para que serve então?
Se não for para ser cristão,
Seguindo a trilha do Mestre Jesus de Nazaré,
Com seus ensinamentos
Pautados na justiça, na verdade e no amor?

E se assim NÃO FOR,
Que importa ter uma religião?
Se ela não te conecta
Com o que há de maior valor
Para o seu crescimento interior?

E se assim FOR,
De nada importa qual religião for,
Já que qualquer que seja ela,
Que te encaminhe a seguir,
Os caminhos de Jesus,
Na prática da caridade,
E do amor ao próximo,
Quando a mesma o torna,
Um ser cada vez mais distante
Das imperfeições da alma
Rumo a evolução espiritual.
  
E se ainda tiveres dúvidas
A saber qual religião seguir
Analisa a sua pratica
E veja se ela te faz sorrir.

Um sorriso de alegria
Alegria interior
Que o faz refletir
Sobre a importância do amor
Que a todos contagia
Pelos caminhos da bondade
Do exercício religioso
A que se dispõe a cumprir.

Para os homens da Terra
Religião é importante,
Muitas vezes determinante,
Na condução de seus caminhos
Rumo ao Pai Maior
Ligando-os à Deus pela religiosidade,
Seja ela qual for,
Pois que Deus é único,
Em qualquer que seja a religião.

Para nós aqui na Erraticidade
Envolvidos com a construção da bondade,
De nada serve a religião,
Já que todos nós atuamos,
Na construção do bem,
Na edificação dos ensinamentos Crísticos,
Para que possamos ampará-los
Na sustentação de suas provas,
Tão difíceis de serem vencidas
Na jornada da encarnação.

Trabalhamos todos juntos
Na sustentação de muitas vidas,
Junto ao Mestre Jesus,
Que Governa este Planeta,
E portanto, sendo de uma religião ou outra,
Você sempre verá
A presença desses irmãos,
Rompendo as barreiras
Da libertação religiosa,
Para juntos alcançarmos,
Os objetivos fraternos
De uma solidariedade mútua,
Independentemente das vestimentas,
Com as quais nos apresentamos,
De que serve a religião,
Se temos Deus em nosso caminho,
Permitindo que seu filho Jesus,
Nos guie frente à evolução?

Sejamos irmãos!
Sejamos fraternos e solidários
Com os nossos irmãos de jornadas.
Sejamos luz onde quer que passemos
Semeando a boa semente,
Na certeza de que Jesus
O espera para a colheita
Das boas virtudes que você aqui projeta
Para sua atual encarnação.

É preciso romper barreiras.
É preciso quebrar paradigmas,
Para libertar-se do preconceito
Que distancia as religiões
Pela intolerância de que se ocupam,
Como escudo de autodefesa,
Para a partir de então,
Galgar objetivos que os distanciam
De Jesus e do Pai Maior.

Lindo será o dia,
Em que a religião
Deixará de existir,
Como forte segmentação,
E unidas pelos ideais Crísticos
Todos praticarão
O amor, a justiça e a verdade
Que Jesus nos ensinou.
E aí sim,
Poderás perguntar
Para que serve a religião?
E logo concluirá,
Que para nada serve a religião,
Se não tiveres amor no coração.

Jesus abençoe vocês!
Em 04/09/2017
Espírito Irmã Ana Rosa, uma carmelita de pés descalços.
Psicografia de Alessandra Uzêda

domingo, 16 de junho de 2019

Reflita a ação de sua religião sobre sua vida.

O Espírito Emmanuel, nos diz que religião, em tese, é a presença do Criador na criatura, guiando a criatura no rumo da perfeição. Compreendendo assim, reconhecemos que todos os assuntos de administração humana são temas das leis humanas, que a todos nos compete respeitar e prestigiar.

Entretanto, no mundo de nós mesmos, é justo contar com a religião para resolver-nos os problemas da vida íntima.  
E, se a religião não nos ajuda a conduzir atitudes e sentimentos... 
Se não nos ampara, nas horas de crise ou de tentação, ensinando-nos a observar e raciocinar... 
Se não nos suprime os conflitos de origem sexual, esclarecendo-nos que a comunhão afetiva se relaciona com a responsabilidade dos parceiros que a compartilham, baseando-se na lealdade aos compromissos assumidos e nas decisões da consciência de cada um... 
Se não nos propicia entendimento e resignação diante da dor, demonstrando-nos com os princípios de causa e efeito que nunca feriremos a alguém sem ferir a nós próprios... 
Se não nos imuniza contra a revolta, ante as aparentes desigualdades sociais, induzindo-nos a aceitar a Justiça de Deus imanente nas menores ocorrências da vida... 
Se não nos demonstra que a nossa renovação para o melhor pode acontecer em qualquer lugar e em qualquer tempo, tudo dependendo de nossa própria vontade... 
Se não nos favorece com visão nova da vida, para além do plano físico, arrancando-nos ao desespero e sustentando-nos a paz e a conformidade, nos dias cinzentos de adeus aos entes queridos, perante a separação temporária, à frente do túmulo... Então a religião terá fracassado.

Porém, urge reconhecer que não fracassou e nem fracassará, em sua elevada missão de tutora maternal das criaturas terrestres, consolando-as e redimindo-as, nas múltiplas faixas de trabalho em que se especifica; e, por testemunho do que afirmamos, temos atualmente a Doutrina Espírita, entre os homens, restaurando o Cristianismo e explicando as leis que regem o ser e o destino, a vida e a morte, o sofrimento e a evolução, em todas as frentes da Humanidade. 

Livro: Mãos Unidas. francisco Cândido Xavier. Espírito Emmanuel.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

O que é o Espiritismo?

A palavra ESPIRITISMO foi criada por Allan Kardec, e diz respeito a doutrina por ele criada.

 “[...] Diremos, pois, que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípios as relações do mundo material com os espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão espíritas ou, se o quiser, os espiritistas." (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec)

Existe somente um Espiritismo que foi codificado por Allan Kardec, portanto, o Espiritismo é uma doutrina revelada pelos Espíritos Superiores, através de médiuns, e organizada (codificada) por um educador francês, conhecido por Allan Kardec. 

O Espiritismo está fundamentado nos três pilares básico: filosofia, ciência e religião.  

  • Filosofia - porque dá uma interpretação da vida, respondendo a questões como "de onde eu vim?", "o que faço no mundo?", "para onde irei depois da morte?", Toda doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é uma filosofia. 
  • Ciência - porque estuda, à luz da razão e dentro de critérios científicos os fenômenos mediúnicos, isto é, fenômenos provocados pelos espíritos e que não passam de fatos naturais. Todos os fenômenos, mesmo os mais estranhos, têm explicação científica. Não existe sobrenatural no Espiritismo.  
  • Religião - porque tem por objetivo a transformação moral do homem, revivendo os ensinamentos de Jesus Cristo, na sua verdadeira expressão de simplicidade, pureza e amor. Uma religião simples, sem sacerdotes, cerimoniais e nem sacramentos de espécie alguma. Sem rituais, culto a imagens, velas, vestes especiais, sem manifestações exteriores. 
Obs.O Espiritismo não deve ser confundido com religiões de origens africanas, somente porque estas, também acreditam na comunicação dos espíritos e em reencarnação.

Fonte: ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA NOSSO LAR, CHAPECÓ/SC

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Para mudar uma nação, é preciso primeiro mudar a si mesmo.



A Doutrina Espírita, nos ensina muito sabiamente a RACIOCINAR a nossa FÉ. 

Uma fé não submetida ao crivo da ração, nos leva a crer em ideologias fantasiosas, com intenções ocultas de manipulação, para se atingir determinados fins pessoais, apelando para a ingenuidade alheia. E quando assim o faz, seja o indivíduo ou uma tribo representativa de uma ideologia comum, está ou estão se corrompendo, igualmente aos crimes hediondos de corrupções de todos os partidos políticos que já governaram esse país, que pairam impunes porque a lei brasileira foi feita para acobertar os crimes.

Se utilizar da fé alheia, motivações religiosas, para atingir determinados fins políticos, é se utilizar do mesmo viés, da enganação, do engodo, da subjugação como espécie de hipnose coletiva, é ainda se aproveitar da ignorância alheia e da materialidade que o homem de hoje ainda precisa, para crer. É como pegar no ponto fraco, do homem de bem fragilizado pelas suas dificuldades momentâneas,  e não desperto para as realidades conscientes, para abarca-lo como meio de se conquistar um determinado objetivo.

Então, me pergunto, seguramente, como pode uma nação tão rica de recursos naturais, ser tão pobre de princípios morais, éticos, políticos, sociais? Como pode o homem ser tão vil, ao ponto de subir sobre o outro para se valer de seus interesses pessoais? Como podemos mudar uma nação, em que os seus filhos não querem fazer o esforço da transformação pessoal, abrindo mão das enganações em detrimento da honestidade; abrindo mão das satisfações pessoais, em prol de um bem coletivo, solidário e fraterno? Como podemos mudar uma nação, se o próprio homem que a compõe, não deseja se modificar?

A corrupção está em tudo, mas certamente, está em todos os homens ainda imperfeitos que habitam essa terra. A corrupção não está somente no dinheiro roubado de um povo sofrido. Está no poder sim, mas também,  nos atalhos, dos quais o homem se favorece, para atingir seus fins como na fila furada, no jeitinho brasileiro de barganhar uma vantagem, na contramão dada com o veículo para burlar uma lei, na exploração da boa vontade alheia, no desejo muitas vezes fútil, vil, irrelevante, que o faz passar por cima do outro, e tudo isso, porque o homem não consegue despertar para a necessidade de entender dois princípios bem básicos que Jesus nos ensinou: 

"O nosso limite termina quando o do outro começa" e "Não faça com o outro aquilo que você não gostaria que fizessem com você." 

Esses princípios fazem girar a Lei de Retorno, a Lei da Causa e Consequência, ou ainda Lei de Ação e Reação. Hoje a gente faz aqui, amanhã a gente acha quem faça conosco.

Em contradição ao que prega a Lei de Evolução, Jean-Jacques Rousseau,  foi um importante filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidata suíço, que  defendia que os homens nascem bons, mas em contato com a sociedade que é má, tornam-se igualmente maus. 

Um raciocínio ingênuo e romântico da época, que não lhe permitiu perceber que quem faz a sociedade são os homens que nela convivem.  E pela Lei de Evolução, nascemos com diversas imperfeições, a serem buriladas por meio de nossas provas, para que se dê o cumprimento de nosso carma. Isso demonstra que de alguma maneira, por pior que seja o homem na face da terra, esse seguramente, evolui, melhora e aprende em algum aspecto da vida. Isso é o que nos dá um pouco de esperança, mesmo sabendo que andamos em passos lentos como as tartarugas a caminharem pelos caminhos de areia da vida.

Thomas Hobbes foi um matemático, teórico político e filósofo inglês, mais racional que Rousseau, defendeu que o homem nasce mau, com instintos de sobrevivência, e que devido a tais instintos é capaz de fazer qualquer coisa. 

Esses instintos jazem latentes em nossa consciência espiritual, adormecida pelo véu do esquecimento que protege o encarnado de si mesmo, aguardando a oportunidade de mostrar o quanto ainda somos incapazes de lidar com os potenciais nobres da evolução, o quanto ainda somos carentes de aprendizado, e o quanto ainda temos que evoluir em nossa individualidade para que consigamos mudar a sociedade de um país.

Para Hobbes, a sociedade tem o papel de educá-lo, de humanizá-lo, de torná-lo sociável. Hobbes já teve um raciocínio mais evidente do papel de uma sociedade para seu povo.  A educação, a humanização e a sociabilidade como mecanismos de um ideal evolutivo de paz, igualdade, solidariedade e fraternidade, porque não há outro meio de evoluir e crescer, se não for pela aquisição de conhecimentos morais, que propiciem uma transformação evolutiva, capaz de mudar um povo, uma sociedade, e portanto, despertar suas consciências para o que realmente importa.

Brava gente brasileira! Precisamos refletir na nossa individualidade, quem somos, como nos comportamos perante o outro na sociedade, como lidamos com as nossas dificuldades, e se estamos nos utilizando de meios lícitos, nobres e morais para atingirmos nossos objetivos, nossas expectativas. Somente mudando a si mesmo, construiremos uma sociedade  mais justa e moralizada, e por fim, assim, mudaremos essa nação. (Alessandra Uzêda)

segunda-feira, 23 de abril de 2018

CONHECER PARA TRANSFORMAR - ABRA-SE AO NOVO!

Você já usou de CONHECIMENTOS FORA DE SUA ESFERA DE COMPREENSÃO para transformar a si mesmo, conquistando o equilíbrio nas diversas formas de convivência?

Somos muito conservadores em nossas crenças, estilos de vida, condutas, enfim, sobre tudo aquilo que acreditamos como verdade que vai gerenciar nossas vidas.  Nesse caso, não se trata de um conservadorismo padrão, que coordena diversas pessoas num único modelo. Trata-se do conservadorismo criado pela pessoa para designar um padrão que deve ser seguido a qualquer custo, porque o tem como verdade, modelo, exemplo. 

Somos conservadores com as nossas próprias escolhas e muitas vezes nos esquecemos que a dinâmica da vida, exige de nós comportamentos diferenciados para cada circunstâncias. 

É aí, que surgem as FRUSTRAÇÕES por se deparar com determinadas circunstâncias, desafios, obstáculos, sobre os quais não estamos preparados para lidar com eles. E diante dessas frustrações, vamos nos sentindo DERROTADOS, VENCIDOS, INCAPAZES, minando a nossa auto-estima. 

E onde está a causa para tantos conflitos de ordem emocionais? Na nossa IGNORÂNCIA, nas nossas LIMITAÇÕES; na incapacidade de se permitir conhecer o novo para a partir daí, discernir sobre o que é conveniente ou melhor para si.

Se instruir para discernir, conhecer para transformar deve ser o nosso guia, a fim de que encontremos as soluções adequadas para os nossos conflitos. 

É claro que, como tudo, estamos sujeitos às Leis Divinas, cabendo aqui o bom-senso e a razão na análise daquilo que é novo, respeitando ainda os limites das outras pessoas, e diante de qualquer decisão tomada, colocar-se sempre, no lugar do outro para saber se gostaríamos que fizessem conosco.

O conhecimento é a chave que abre muitas portas fechadas em seus conflitos mais íntimos. Seria muita limitação entendermos e acreditarmos que só há uma verdade, e esta se encontra dentro daquilo que acreditamos. 

Somos infinitos em nossas vivências enquanto espíritos, até que cheguemos ao nível de evolução espiritual, moral e intelectual que Deus espera de nós. Sendo assim, vamos e precisamos evoluir, crescer, se instruir, à medida que a vida vai acontecendo, considerando o momento e os acontecimentos, bem como, as circunstâncias em que estes acontecem, para encontrarmos o olhar de uma suposta verdade, certamente, que não seja, uma verdade absoluta. A vida pede mais de todos nós!

Portanto, meus amigos, não se acomodem num convencionalismo estereotipado, modulado conforme as convenções da formalidade. 

Exerça o seu direito sobre a Lei de liberdade que nos dá as opções para decidirmos o caminho a seguir, sem ferir os direitos daqueles que compartilhamos da mesma existência.

Muito se fala das crenças, que uma fé diverge da outra, por não se tratar de uma mesma religião. Então eu pergunto, que importa a religião em si, se a pessoa não tiver Deus no coração?  A religião é apenas o meio que o homem se utiliza para sentir Deus. A pessoa espiritualizada não precisa de nenhuma religião para se ligar a Deus.

A ligação espiritual que se busca através das religiões está em Deus, na força suprema que abrange todas as nossas fragilidades, quando buscamos uma religião qualquer. Por isso é imprescindível se abrir ao novo, conhecer para poder ter o direito de escolher aquela com a qual se identifica, aquela que lhe traz maior conforto, aquela que te traz explicações no mínimo racionais da realidade em que vive, aquela ainda que norteia todos os princípios da moralidade que o homem precisa alcançar para sua própria evolução.

Meus amigos, se estiverem felizes nas circunstâncias em que se encontram, permaneçam, mantenham-se firmes nos seus propósitos. Entretanto, se for o contrário, permita-se conhecer  novo, ampliando a sua esfera de compreensão, para que possa ter discernimento nas escolhas acertadas de sua vida. Fiquem com Deus! Alessandra Uzêda



domingo, 1 de abril de 2018

MORTES SÚBITAS

As mortes súbitas representam duro golpe para os amigos e familiares do falecido. Mas servem também de advertência. 

Se é bem verdade que devemos viver a vida com alegria e boa disposição, mesmo sob os golpes de provas e dificuldades, nem por isso devemos nos esquecer de que não somos do mundo. Sim, a verdade final é que não pertencemos ao mundo terreno, material. Passamos rapidamente por aqui e seguimos o nosso caminho espiritual. 

A morte, segundo dizia o filósofo alemão Martin Heidegger, é o momento em que o ser se completa.

No Espiritismo não é o ser, mas a existência que se completa com a morte. Cada vida terrena, cada existência do homem na Terra é um processo que se inicia no berço e se encerra no túmulo. Bem o dizem as Filosofias da Existência: o homem é um projeto. Uns chegam rápido ao alvo através da morte súbita, outros o atingem mais lentamente, mas todos terão de alcançá-lo, mais hoje, mais amanhã. Inútil, pois, nos assustarmos ou aturdirmos com o fenômeno da morte, que não é mais do que um fenômeno biológico. 

Tudo o que vive, morre. Tudo e não apenas o homem. Alguns acreditam que a morte súbita é perigosa. Kardec morreu assim, em pleno trabalho. Quando a criatura viveu bem a morte súbita é boa, é uma libertação imediata do espírito. Quando a criatura não soube viver a morte é sempre difícil, representa uma crise na vida do espírito. E viver bem, no caso é cumprir os deveres que cabem ao homem na Terra, não se apegar às coisas materiais, como ensina o Evangelho. Viver bem, dizia o místico indiano Ramakrishna, é viver como a ama de leite na casa do patrão. Viver sabendo que a casa e as pessoas não nos pertencem. 

Só o Espiritismo, até hoje, entre todas as doutrinas filosóficas, religiosas e científicas, pesquisou objetivamente o fenômeno da morte e pode esclarecê-lo. Muitas pessoas não acreditam nisso.Acham que os espíritas são uns lunáticos, o que agora até não é mau, pois a lua também está prestes a ser conquistada. 

Essas pessoas não conhecem a doutrina e não sabem que ela se baseia em pesquisas científicas das mais rigorosas. Os que quiserem saber o que é a morte, como ela se processa e o que ela representa para o homem não têm outro caminho a seguir senão estudar o Espiritismo. E isso não custa muito, pois o Espiritismo nem sequer exige que os que o estudam se tornem espíritas. 

Livro: O homem novo
Autor: José Herculano Pires

EXIGE A MORAL ESPÍRITA UMA CONDUTA ESPONTÂNEA

Há uma tendência bastante forte, no meio espírita, para um tipo de moral religiosa que se caracteriza pelo artificialismo. 

Compreende-se que grande número de pessoas, em conseqüência das heranças do passado e dos exemplos de presente, não consigam adotar outra forma de conduta. Mas não é justo que os espíritas mais esclarecidos, de mente suficientemente aberta para as novas perspectivas que a doutrina abre sobre o mundo, continuem a formalizar-se na vida social. 

O Espiritismo, ensina Kardec: "é uma questão de fundo e não de forma". De nada vale o exagero nas boas maneiras, a voz macia e os extremos de pureza formal, — não comer carne, não fumar, não tomar bebidas alcoólicas, não frequentar festas mundanas, não contar nem ouvir anedotas picantes, — se o coração não estiver limpo. 

A pureza que o Espiritismo nos ensina é interior. Deve, por isso mesmo, reger a nossa conduta, em vez de esperarmos que uma conduta artificial nos purifique. 

Quando o Espiritismo ensina que os formalismos do culto exterior são inúteis, ensina também que toda exterioridade sem raízes no coração é igualmente inútil. 

E é o mesmo que Jesus ensinava, ao repelir os formalismos da hipocrisia farisaica. Veja-se o caso do ascetismo, da fuga ao mundo, às responsabilidades. pesadas da vida em sociedade, que o Espiritismo condena como produto do egoísmo. 

Se a encarnação é a nossa possibilidade de relações com pessoas e meios sociais, a que estamos ligados em virtude do passado, é claro que devemos aproveitar essa oportunidade e não inutilizá-la. Estamos, agora, no lugar certo, como diz uma recente mensagem mediúnica, e seria prejudicial fugirmos a ele. 

O espírita não tem motivo algum para retornar às práticas da moral farisaica. 

A doutrina lhe ensina a espontaneidade, a naturalidade, e a correção dos seus erros e dos seus defeitos na própria relação com os semelhantes. É na vida de relação que podemos evoluir. 

Querer forçar a evolução com abstenções e atitudes falsas, seria iludir-nos a nós mesmos e também aos outros, o que é ainda mais grave. 

Ninguém vira santo por meio de fórmulas. Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, como Jesus ensinou, mas o que sai da boca. 

Nossa conduta deve refletir o que somos, e por isso devemos cuidar muito mais do nosso coração do que das nossas aparências. 

Livro: O homem novo
Autor: José Herculano Pires

A LUZ DA RAZÃO E O PODER DA FE

O conceito religioso da Fé como graça especial, concedida por Deus aos crentes de uma determinada religião, pertence ao passado. Esse conceito equivale a uma interpretação profundamente injusta da Justiça Divina. 

A Fé é um dom, sem dúvida, mas a doação de Deus é sempre universal, nunca se processa na medida estreita dos homens. Deus é o Criador e nós somos as suas criaturas. Isso quer dizer que Deus é Pai e nós somos os Seus filhos. 

Como poderia o Pai Supremo, que é fonte de todo o amor, de toda a misericórdia, conceder apenas a alguns dos Seus filhos o dom fundamental da Fé, sem o qual o homem não poderia se elevar a Ele? 

O novo conceito da Fé, estabelecido pelo Espiritismo, coloca o problema em termos claros e precisos. A Fé, como dom natural, está presente no coração de todas as criaturas humanas. 

A semelhança do amor, que todos trazemos em gérmen dentro de nós, a Fé precisa germinar em nosso coração e ser cultivada por nós à luz da Razão. Assim, a Fé nos é dada como semente, mas temos de cultivá-la e desenvolvê-la. Nesse sentido, a Fé se toma uma conquista que temos de fazer na vida. 

Todas as nossas faculdades não devem também ser cultivadas? 
A Fé é uma faculdade da alma, do espírito, e cabe-nos desenvolvê-la em nós mesmos. Fé e Razão se ligam com o Sol e a Terra. 

A Razão é o sol espiritual que alumia o nosso entendimento, afugentando as trevas e o frio da ignorância e da superstição, para nos dar a luz da compreensão e o calor da vida. 

Um homem sem fé está morto em si mesmo, é o seu próprio sepulcro. Mas basta-lhe acender a luz da razão para libertar-se da morte e do túmulo, para ressuscitar como Lázaro ante a voz do Messias. 

O materialista, o ateu, o homem sem fé, na verdade confia em si mesmo, tem fé nas suas próprias forças. É como o peixe das profundezas, que sabe dominar a água mas ainda não conhece a luz do sol. 

A fé humana que o sustenta nas lutas diárias da vida vai se abrir na fé divina que lhe mostrará o esplendor das estrelas. 

A luz da Razão, à semelhança da luz solar, fará germinar e crescer o poder da fé em seu coração. 

Ninguém se perde, ninguém está condenado para sempre. A Justiça de Deus se cumpre no íntimo de nós mesmos, porque Deus está em nós, presente em nós na misericórdia da suas leis. 

Livro: O homem novo
Autor: José Herculano Pires.

domingo, 25 de março de 2018

A INFLUÊNCIA DO ESPIRITISMO - Espírito Emmanuel

A influência do Espiritismo, em verdade, à feição de movimento libertador das consciências, será precioso fator de evolução, em toda parte. 

Na ciência, criará novos horizontes à glória do espírito. 
Na filosofia, traçará princípios superiores ao avanço inelutável do progresso. 
Na religião, estabelecerá supremos valores interpretativos, liberando a fé viva das sombras que encarceram na estagnação e na ignorância. 
Na justiça, descortinará novos rumos aos direitos humanos. 
No trabalho, proporcionará justa configuração do dever. 
Nas artes, acenderá a inspiração da inteligência para os mais arrojados vôos ao país da beleza. 
Na cultura, desabotoará novas fontes de Luz para a civilização fatigada e decadente. 
Na política, plasmará nova conceituação para a responsabilidade nos patrimônios públicos. 
Na legislação, instituirá o respeito substancial ao bem comum. 

E, em todos os setores do crescimento terrestre, à frente do futuro, ensinará e levantará, construindo e consolando, com a verdade a nortear-lhe a marcha redentora. 

Entretanto, somente no coração é que o Espiritismo pode realmente transformar a vida. Não basta erguer-se o homem às novas experiências de natureza exterior sem base no sentimento. 

Civilizações múltiplas hão surgindo no mundo, alcançando o apogeu e descendo de novo aos sepulcros de pó e cinza. É que lhes faltaram às fibras mais íntimas, essa fonte de água viva que só o amor puro consegue assegurar. 

Conduzamos o coração às bênçãos da doutrina Salvadora que abraçamos com o Cristo e, desse modo, a ressurreição da Terra, começando por dentro de nós, constituir-nos-á, no abençoado amanhã, o Paraíso conquistado para a nossa Alegria Perpétua em Perpétuo Esplendor. 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Carma ou causa e efeito?


Karma ou Carma é um termo usado principalmente nas religiões Budista e Hinduista.

No hinduísmo, "carma" refere-se ao efeito que nossas ações geram em nosso futuro, tanto nesta como em outras vidas, após eventuais reencarnações.

No budismo, o termo se refere às nossas intenções, que podem ser boas, más ou neutras. Boas intenções geram bons frutos, más intenções geram maus frutos.

Este termo não é usado na doutrina espírita codificada por Allan Kardec. Esta adota simplesmente o conceito de "causa e efeito" ou, usando a terceira lei de Newton como metáfora, "ação e reação". Neste caso, para toda ação tomada pelo homem, este pode esperar uma reação. Se praticou o mal, então receberá de volta um mal em intensidade equivalente ao mal causado. Se praticou um bem, a mesma forma.

Porém, há obras espíritas que tratam do termo carma, com muita propriedade. Na Obra de Wanderley Oliveira, pelo Espírito pai João de Angola, Encontro com pai João, o mesmo define muito bem o que representa o carma para a espiritualidade.

Ele chama atenção para o conceito errado que a cultura ocidental criou para o carma que diz que:

Uma pessoa reencarna ao lado de outra para pagar as dívidas por meio do sofrimento.

Para a espiritualidade, sobre o conceito real de carma se diz que:

O carma é o que a pessoa precisa aprender, aquilo que o nosso próprio espírito necessita realizar.

Ninguém tem carma com o outro. Temos compromisso cármico com nossa libertação pessoal, com o nosso próprio espírito.

E porque as pessoas surgem em nossos caminhos e muitas vezes são causadoras de obstáculos em nossas vidas?

Para nos auxiliar em nossa libertação pessoal criando condições para que coloquemos em prática o planejado para a nossa libertação.

Precisamos entender que:

·      “Todo planejamento reencarnatório está ficado na felicidade e na libertação da consciência. Ninguém planeja sofrer.”

·      “O sofrimento decorre da ausência de habilidades e recursos ainda não adquiridos por nós em nossos relacionamentos e da nossa falta de cuidados par conviver”

·      Sofrer por sofrer sem buscar uma reação positiva para sair do sofrimento é doença e não planejamento.

Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, no capítulo II, fala sobre a Lei de Causa e Efeito ou ação e reação.

Nossa vida é uma sucessão constante de acontecimentos, de encontros e desencontros, de situações aparentemente inexplicáveis, diante das quais, muitas vezes, sentimo-nos como vítimas diante de carrasco implacável, impotentes diante de um destino cruel e irracional.
No universo, tudo está intimamente relacionado, numa sequência de ações que desencadeiam reações de igual intensidade. Deus é infinitamente justo e bom, e nada ocorre que não seja Seu desígnio. Não existe ocorrência do acaso ou sem uma causa justa. Cada evento ocorre de forma natural, planejada e lógica.
 Ação e Reação
Todos somos responsáveis por cada um dos eventos que ocorrem em nossas vidas, sejam estes eventos bons, ou aparentemente terríveis. Neste contexto, não existem vítimas. O que aparentemente não tem explicação é porque nos falta alcance para compreensão da real origem de cada acontecimento.
Se buscarmos em nós mesmos, em nossas próprias atitudes, quase sempre encontraremos a causa de todas as nossas mazelas, porém, caso não a encontremos a primeira vista, isto não significa que ela não exista, pois não existe efeito sem causa. Muitas vezes, as causas dos males que nos acometem podem encontrar-se num passado distante, em existências anteriores, momentaneamente inacessíveis pelo véu do esquecimento.
“Todas as nossas ações são submetidas às leis de Deus; não há nenhuma delas, por mais insignificante que nos pareçam, que não possa ser uma violação dessas leis. Se sofremos as consequências dessa violação, não nos devemos queixar senão de nós mesmos, que nos fazemos assim os artífices de nossa felicidade ou de nossa infelicidade futura. ” 

Pela lei de causa e efeito, o homem pode compreender a causa de seus sofrimentos, e de todo o mal que aflige a humanidade, e pode acima de tudo conhecer e amar um Deus justo e racional, que dá a cada um segundo suas obras.


sábado, 8 de novembro de 2014

RESIGNAÇÃO ESPÍRITA - COMO EU ENTENDO O HOMEM NOVO - JOSÉ HERCULANO PIRES

RESIGNAÇÃO ESPÍRITA    




Uma das acusações que se fazem ao Espiritismo é a de levar o humano ao conformismo.

 “Os espíritas se conformam com tudo, — escrevem-nos — e dessa maneira acabarão impedindo o progresso, criando entre nós um clima de marasmo, favorável às tiranias políticas do Oriente. 

A ideia da reencarnação é o caldo de cultura do despotismo, pois as massas crentes se entregam a qualquer jugo”.  

Muitos confundem a resignação espírita com o conformismo religioso. Mas, contraditoriamente, acusam o Espiritismo e não acusam as religiões. Por outro lado, tiram conclusões teóricas de fatos que podem ser observados na prática. 

A ideia da reencarnação não é nova, não nasceu com o Espiritismo, e não precisamos teorizar a respeito, pois temos toda a história da humanidade ante os olhos, para nos mostrar praticamente os seus efeitos. 

Vamos, entretanto, por ordem. E tratemos, primeiro, da resignação e do conformismo. A resignação espírita decorre, não de uma sujeição místico-religiosa a forças incontroláveis, mas de uma compreensão do problema da vida. 

Quando o espírita se resigna, não está se submetendo pelo medo, mas apenas aceitando uma realidade à qual terá de sujeitar, exatamente para superá-la, para vencê-la.

Não é, pois, o conformismo que se manifesta nessa resignação, mas a inteligente compreensão de que a vida é um processo em desenvolvimento, dentro do qual o humano tem de se equilibrar. 

 Acaso não é assim que fazemos todos, espíritas e não espíritas, em nossa vida diária?

O leitor inconformado não é também obrigado, diariamente, a aceitar uma porção de coisas a que gostaria de furtar-se?

Mas a diferença entre resignação ou aceitação, de um lado, e conformismo, de outro, é que a primeira atitude é ativa e consciente, enquanto a segunda é passiva e inconsciente. 

O Espiritismo nos ensina a aceitar a realidade para vencê-la.  “Se a doença o acossa, — dizem — o espírita entende que está sendo vítima do fatalismo da Lei de Deus, do destino irrevogável. 

Se a morte lhe rouba um ente querido, ele acha que não deve chorar, mas agradecer a Deus. Se o patrão o pune, ele se submete; se o amigo o trai, ele perdoa; se o inimigo lhe bate na face esquerda, ele lhe oferece a direita. 

O Espiritismo é a doutrina da despersonalização humana”.  Mas acontece que essa despersonalização não é ensinada pelo Espiritismo, e sim pelo Cristianismo.

Quando o Espiritismo ensina a conformação diante da doença e da morte, o perdão das ofensas e das traições, nada mais está fazendo do que repetir as lições evangélicas. 

Ora, como o leitor acusa o Espiritismo em nome do Cristianismo, é evidente que está em contradição. Além disso, convém esclarecer que não se trata de despersonalização, mas de sublimação da personalidade.

O que o Cristianismo e o Espiritismo querem é que o humano egoísta, brutal, carnal, agressivo, animalesco, seja substituído pelo humano espiritual.

A “personalidade” animal deve dar lugar à verdadeira personalidade humana.  

Quanto ao caso das doenças, seria oportuno lembrar ao leitor as curas espíritas. Não chega isso para mostrar que não há fatalismo divino? 

O que há é a compreensão de que a doença tem o seu papel na vida humana. Mas cabe ao humano, nesse terreno, como em todos os demais, lutar para vencê-la. 

O Espiritismo, longe de ser uma doutrina conformista, é uma doutrina de luta. O espírita luta incessantemente, dia e noite, para superar o mundo e superar-se a si mesmo. Conhecendo, porém, o processo da vida e as suas exigências, não se atira cegamente à luta, mas procurando realizá-la com inteligência, num constante equilíbrio entre as suas forças e o poder dos obstáculos.   

(Vou opinar:  
- Quando o espírita se resigna, não está se submetendo pelo medo, mas apenas aceitando uma realidade à qual terá de sujeitar, exatamente para superá-la, para vencê-la.  

Entendendo que, o ‘problema’ tem suas razões para estar ocorrendo, é mais fácil aceitá-lo e trabalhar para resolvê-lo de forma equilibrada e correta. O princípio básico é: Deus é justíssimo, portanto a Lei de Deus é justíssima, sendo tudo justo, devo me corrigir para superar esse ‘problema’ de forma definitiva, se não conseguir plenamente nesta encarnação concluirei na próxima!...  

- O espírita luta incessantemente, dia e noite, para superar o mundo e superar-se a si mesmo.  

Aqui está se referindo ao estudante equilibrado da Doutrina dos Espíritos. Existem muitos espíritas que o são por ‘osmose’, não estudam, não se atualizam...)