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domingo, 16 de junho de 2019

Paciência sempre!


Habitualmente, paciência é um artigo que aspiramos a adquirir de exportação alheia, na loja da vida. Para pesquisar, entretanto, a existência desse talento em nós, urge observar as nossas reações no cotidiano. Para isso, não é a manifestação menos desejável do próximo que nos favorecerá o estudo preciso e sim o próprio comportamento analisado por nós mesmos. 

O chefe que se desmandou em gritaria terá encontrado motivos para agir assim, em vista das aflitivas questões que lhe esfogueiam o pensamento. O subordinado que aderiu à rebeldia, entrou, possivelmente, em perturbação, induzido pelas constrangedoras necessidades materiais que lhe corroem o mundo íntimo. O amigo que se aborreceu indebitamente conosco decerto abraçou semelhante procedimento, impulsionado por lamentáveis equívocos. O adversário que se fez mais azedo, atirando-nos pesadas injurias, terá descido a crises mortais de ódio, reclamando, por isso, mais ampla dose de compaixão. O companheiro que nos espanca mentalmente com o relho da cólera jaz, sem dúvida, ameaçado de colapso nervoso, exigindo o socorro do silêncio e da oração, a fim de não cair em moléstia mais grave. O irmão que abraçou aventuras menos felizes, provavelmente haverá resvalado na sombra de perigosa ação obsessiva, cujos meandros de treva não somos ainda capazes de perceber. 

Paciência é tesouro que acumulamos, migalha a migalha de amor e entendimento, perante os outros; para conquistá-lo, no entanto, é forçoso saibamos justificar com sinceridade a irritação e a hostilidade, sempre que surjam naqueles que nos rodeiam. 

Em síntese, se desejamos a própria integração com os ensinamentos do Cristo, é imperioso compreender que todos os irmãos destrambelhados em fadiga ou desfalecentes na prova, ainda inscientes quanto às próprias responsabilidades, têm talvez razão de perder o próprio equilíbrio, menos nós. 

Livro: Mãos Unidas. Francisco Cândido Xavier. Espírito Emmanuel.

domingo, 26 de maio de 2019

Conforto para a alma

És um ser imortal, essencialmente de amor, aprendendo. 
A autorreflexão é a atitude interna de ouvir a “voz da alma”, dizendo:
Ama sem exigir.
Compreende sem criticar.
Exercita a compaixão, praticando a benevolência. 
Vive a indulgência, que é a qualidade psíquica que representa bondade.
Entende que a verdadeira tolerância é a exteriorização do autoamor.
Sente que a vivência da humildade é grandeza da alma.
Cultiva a fraternidade universal que é a convivência equilibrada entre as pessoas.
Resigna-te perante a vontade de Deus, anulando o impacto dos sofrimentos.
Busca na oração a coragem para superar as aflições.
Cultiva o otimismo, embora sabendo encontrar desafios existenciais.
Liberta-te da discórdia e maledicência interior, construindo a leveza no coração.
Desapega-te com alegria do supérfluo, elegendo o essencial.
Avalia que a maior satisfação na vida é o dever cumprido.
Valoriza a tua permanência na Terra, sendo útil a todos.
Escolhe compreender e servir.
A tua consciência é teu guia.
A experiência é a escola.
O obstáculo, a lição.
Como zelador da Terra, és capaz de semear perdão, bondade, esperança, alegria, tolerância, reconciliação, enfim, amor.
O amor é de origem divina. Quanto mais se doa, mais se tem.
A paz no mundo começa em ti.
Se houver harmonia no lar, haverá ordem na nação e  consequentemente paz no mundo.
Prossegue honrando a posição de aprendiz e servidor da Vida, na alegria de viver em Deus.


Evanise M Zwirtes
Ano XII l N° 64 l Maio e Junho l 2019 - Jornal de Estudos Psicológicos

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Como tem sido seu olhar para o outro?

Um olhar amoroso sobre o mal do outro.

Um olhar amoroso sobre o mal do outro nos remete a lembrar da passagem de Jesus e Maria Madalena, quando o Mestre diz que atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado. E um a um foi saindo até que, ficaram apenas os dois. Então Jesus com seu olhar amoroso, não a condenou, apenas lhe disse que fosse e que não pecasse mais.

Nem sempre o que vemos é de fato o que é. É preciso se colocar no lugar do outro para compreender as motivações pessoais de cada um.

A análise crítica sobre o problema do outro nos desconecta da totalidade existencial do indivíduo; podemos atingir somente a superficialidade do problema que o outro enfrenta; e, olhamos o problema do outro sob a nossa perspectiva pessoal de mundo.

Ninguém pode saber as causas primeiras, motivadoras de determinadas atitudes a não ser a própria pessoa, portanto, Não julgue!

Se, e somente se, houver a verdadeira intenção de ajudar, é preciso se debruçar na reflexão do conflito para...
  • proporcionar a transformação de algo ou de alguém.
  • perceber que as causas das viciações muitas vezes se encontram no espírito do indivíduo.
  • A vida se encarrega de gerar acontecimentos que servem de gatilhos para testar a sua capacidade de superação.
  • Sendo o homem individual e coletivo, age por seu livre arbítrio e motivação própria, mas também, pelas influências que recebe, seja do meio em que vive, seja pelas interferências espirituais.
Se não consegue ter esse olhar amoroso  sobre o problema do outro, feche os olhos!

É preciso compreender que as nossas ações não decorrem apenas do momento atual,tampouco apenas de seu passado reencarnatório. Tudo se conecta, passado, presente e expectativas futuras, para que um comportamento tão complexo como um vício se instale.
  • O passado lhe dá uma pré-disposição aos vícios, já que os mesmos podem ter sido vivenciados em outras encarnações.
  • O presente lhe submete às provas que trazem os gatilhos que despertam no ser a vontade de realizar, ou a pré-disposição para o vício.
  • As expectativas futuras servem de válvula de escape  para o não enfrentamento do conflito que te empurra para as viciações.
A exemplo disso, uma pessoa que entra no vício das drogas ou qualquer outro vício, já trás no seu corpo mental uma predisposição para desenvolvê-lo em virtude de já ter vivenciado esta prova em outra vida. Os gatilhos são as circunstancias ou situações em que apessoa se depara diante de um vício que lhe desperta interesse, para que se supere, diante da prova. As expectativas futuras influenciam diretamente no enfrentamento ou não do problema. Expectativas promissoras de um ser consciente do que deve ou não, faz com este reaja positivamente às viciações. Expectativas frustradas, na incapacidade de autossuperação, faz o sujeito mergulhar em seus vícios.

Nossa visão não se deve limitar a estabelecer o que é bem e o que é mal, e a partir daí, determinar qual o tratamento para o mal.
  • O bem e o mal estão muito além da objetividade que aparentam ter.
  • Quando enquadramos as atitudes humanas entre as extremas polaridades de bem e de mal, promovemos a falsa sensação de felicidade e de culpa.
  • Nem todo bem é bem e nem todo mal é mal. Aquilo que a mim faz bem, pode fazer mal a outra pessoa, assim como, aquilo que me faz mal pode fazer bem a outra pessoa.
O Evangelho é exímio corretivo para aqueles que estão fora do caminho, e principalmente, para aqueles que criticam e julgam a outro. Através do Evangelho podemos perceber os limites impostos ao ser humano pelas Leis Divinas. Contudo, o indivíduo deve compreender os ensinamentos, discernir sobre eles, com foco no conhecimento de si mesmo e na sua ascensão espiritual.

Os ensinamentos dever ser compreendidos, mas sobretudo, vividos na vida cotidiana, na rotina de cada um. É nosso dever...
  • Aliar teoria à prática, portanto, toda intenção deve vir acompanhada de uma ação correspondente.
  • Enfrentar os conflitos e dificuldades com bom-senso e equilíbrio.
  • Olhar com a amorosidade para o problema do outro.
  • Compreender que o outro age através de sua própria visão de mundo.
  • Enxergar que ao julgar o outro, está julgando a partir de sua visão pessoal de mundo, e que portanto, está desconectada da realidade pessoal do indivíduo.
  • Implica na obrigação moral, primeiramente perante a si, e depois, perante o outro.
Quando nos dispomos a lançar um molhar amoroso para o problema do outro, há ali, implícita, sempre uma proposta de transformação, assim, como Jesus fazia: ajudar o sujeito a cair em si, reconhecer seu erro, assumir responsabilidades e tomar atitudes corretivas.
  • O vício, o erro, ou mesmo, alguma atitude inadequada, devem ser considerados como parte de um contexto psíquico maior do que sua ocorrência.
  • O combate a eles não se deve limitar a advertências punitivas, mas também, se estender a levar o indivíduo à reflexão sobre os motivos que levaram a que, se instalassem em sua personalidade.
  • Que ele identifique o sistema de valores que leva a classificar suas atitudes como erro.
Prevenir desequilíbrios humanos ou algo que o torna infeliz e tira sua paz requer:
  • O despertar para o autoquestionamento
  1. Por que?
  2. Como?
  3. Quem?
  4. Quando?
  • Vivenciar com equilíbrio as provas necessários do crescimento espiritual do ser humano.
  1. Consciência
  2. Discernimento
  3. Responsabilidade
  4. Tempo/Espaço
Nesse sentido, o conselho do Cristo no Evangelho de Mateus, cap.5, v.14, é fundamental a ser pensado: "vós sois a luz do mundo: não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte."

Portanto, aquele que tem luz suficiente para iluminar os equívocos alheios, deve possuí-la para apontar caminhos exequíveis, com o fim de transformá-los, em virtudes, a partir de seu próprio exemplo.
  • É preciso ser exemplo de virtudes para iluminar o caminho do outro.
  • Aprende a deixar o problema que é do outro, com ele mesmo. 
  • Ocupa-te de ti!
Jesus mais uma vez disse, com sábias palavras, ... médico, cura-te a ti mesmo.
A personalidade de quem veicula a mensagem do Evangelho sem sombra de dúvidas, interfere na forma como esta é veiculada a na interpretação que se lhe dá. Daí a importância de se alinhar teoria e prática, porque o que você prega, deve refletir quem de fato você é, no seu agir. Isso também, diz respeito a você, quando orienta ou aconselha alguém, dentro do caminho reto que o Evangelho propõe como meio de transformação.

O Cristo propõe que o curador se curem isto é, que sua fala seja também,  e principalmente, dirigida a si mesmo. Seu exemplo pessoal é a verdadeira mensagem que passa, tendo como base, o que assimilou da original. A partir do que entendeu da mensagem que lhe inspira a vida, levará aos outros, de uma forma típica, aplicável aparentemente, a todos, mas própria, somente para aqueles que têm carma semelhante ao seu, e que portanto, se afiniza com as mesmas ideias. Nossa atitudes revelam quem somos. Não devemos impor nossas verdades. Nem sempre o outro irá compreender.

Quando não der conta do problema, PEÇA AJUDA!
  • Omitir os problemas àqueles que podem ajudar é demonstração de insegurança. O fator surpresa pode aumentar o problema.
  • Em alguns casos, é compreensível que certos problemas possam ser omitidos, a fim de não expor terceiros, porém, deve-se buscar a participação dos envolvidos na solução e discussão de problemas comuns, inclusive, das crianças, para que comecem logo cedo, a entender a vida. Não subestime a fala das crianças. E, quando adolescente, já começam a assumir a responsabilidade de sua própria  encarnação.
A fala do Cristo demonstra segurança e autoconfiança. Ele se expôs diante das pessoas nas Sinagogas, sem esconder suas capacidades e disse para que veio. Nós devemos colocar em família ou amigos, como desejar, o que ali estamos fazendo. Devemos ainda ter equilíbrio e autodeterminação suficientes, para assumir nossas responsabilidades perante à família. É na família, sobretudo, que aprendemos e evoluímos, seja a família carnal, seja a família escolhida pelo coração, seja a família espiritual.

Ter um olhar  mais amoroso com todos requer...
  • Paciência e tolerância.
  • Respeito ao tempo do outro.
  • Aceitar não ser a sua verdade, a verdade absoluta.
  • Se dispor a escutar antes de falar.
  • Entender as razões do outro.
O que diz Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo sobre esse olhar?

"Como é que vedes um argueiro no olho de vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? - Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro do teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? - Hipócritas, tirai primeiro a trave de vosso olho e depois, então, vede como podereis, tirar o argueiro do olho do vosso irmão." (S.MATEUS, cap. VII, v. 3 a 5).

" Tudo o que vocês desejam que os outros façam a vocês, façam vocês também a eles. Pois nisso, consiste a Lei dos Profetas." (S.MATEUS, cap. 7, v.12)

"Não julguem e vocês não serão julgados. De fato, vocês serão julgados com o mesmo julgamento com que vocês julgarem, e serão medidos com a mesma medida com vocês medirem." (S.MATEUS, , cap. 7, v.1 e 2)

"Para julgar-se, a si mesmo, é necessário poder mirar-se num espelho, transportar-se de qualquer maneira para fora de si mesmo, e considerar-se como outra pessoa, perguntando-se: que pensaria eu, se visse alguém fazendo o que faço?" (KARDEC, ESE, cap.X, Item 10).

E ainda, o Espírito Emmanuel diz: 

"É imprescindível habituar a visão na procura do melhor, a fim de que, não sejamos ludibriados, pela malícia que nos é própria." 

Referências: 
OLIVEIRA, W. Jesus a inspiração das relações luminosas.
KARDEC, A. O evangelho Segundo o Espiritismo.
OLIVEIRA, W. Reforma íntima sem martírio.

sábado, 14 de julho de 2018

PACIÊNCIA - VOCÊ A TEM?



Conceitualmente a paciência é o estado de perseverança tranquila. Quando a refletimos 
sob a ótica do Espiritismo, é preciso analisar com maior profundidade os aspectos relacionados ao exercício da paciência.

Allan Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo, traz, através de um Espírito Amigo, Havre, 1862, boa reflexão sobre A PACIÊNCIA. Ele inicia a sua abordagem sob a ótica da DOR dizendo-nos:

"7 – A dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos. Não vos aflijais, portanto, quando sofrerdes, mas, pelo contrário, bendizei a Deus todo poderoso, que vos marcou com a dor neste mundo, para a glória no céu."

O Espírito vem nos trazer o testemunho de que, ainda que as coisas não estejam como gostaríamos, ainda que a vida que estamos levando não seja, exatamente, a vida que sonhamos, ainda que a  dificuldade sobremaneira esteja instalada em nossos lares e familiares, que não devemos reclamar, se lamentar, mas sim, agradecer a Deus a oportunidade de vivenciar tais experiências, a fim de que possas através da paciência, vencer tais desafios. 

A Paciência é a  virtude capaz de nos tornar cada vez mais tolerantes perante as provas da vida.

A Paciência amplia a nossa capacidade de sermos resilientes, dando-nos a força necessária para recomeçar.

A Paciência é virtude nobre, que o habilita a compreender e aceitar o outro com todas as suas imperfeições.

"A caridade que consiste em dar esmolas aos pobres é a mais fácil de todas. Mas há uma bem mais penosa, e conseqüentemente, bem mais meritória, que é a de perdoar os que Deus colocou em nosso caminho para serem os instrumentos de nossos sofrimentos e submeterem à prova a nossa paciência"

O Espírito Amigo, em verdade está nos dizendo que a paciência é a porta de entrada para o perdão,  é o sentimento motivador para o exercício do perdão, pois que esta faz você compreender que o seu agressor, sob a premissa de que ainda está num estado de limitação muito aquém daquele em que você se encontra, e compreendendo tais limitações, se abre a possibilidade de perdoá-lo.

As compreensões que devemos ter para com aqueles que nos ofendem, nos causam sofrimento, devem estar relacionados a comportamentos e emoções, que nos vinculam a alguém de forma negativa. Portanto, é preciso refletir:

-  Qual a CAUSA REAL de minha impaciência?
-  Que FATO ACONTECE para  que para eu perca a paciência?
- Quais as MOTIVAÇÕES REAIS para que eu me torne impaciente?
-    Quem são as PESSOAS ou COISAS que me impacientam?
-    POR QUE causa em mim, esse sentimento de intolerância?

O Espírito Amigo então, nos chama a atenção, para as pequenas coisas, sobre as quais não deveríamos atribuir tamanha importância, ao ponto de nos tornarmos impacientes, quando diz:

"A vida é difícil, bem o sei, constituindo-se de mil bagatelas que são como alfinetadas e acabam por nos ferir."
Nos chama atenção para o cumprimento de nossos DEVERES, como meio de nos mantermos no caminho reto, a fim de que, antes de agir com impaciência, possamos vislumbrar um horizonte de compensações ao exercício da paciência para consigo, e para como o outro.

Mas é necessário olhar para os deveres que nos são impostos, e para as consolações e compensações que obtemos, pois então veremos que as bênçãos são mais numerosas que as dores. 

Afirma categoricamente, que aquele que lança o olhar para frente e para o alto, consegue levar uma vida mais leve em meio a todas as dificuldades. Em contrapartida, aquele que segue cabisbaixo, queixoso, vitimista, acaba tornando as provas ainda mais difícil, se distanciando cada vez mais, de compreende-las, como meios necessários à sua própria evolução.

O fardo parece mais leve quando olhamos para o alto, do que quando curvamos a fronte para a terra.

Por fim, no Evangelho, o Espirito Amigo nos encoraja a seguir na direção do Cristo, ensejando a prática cristã da paciência.

"Coragem, amigos: o Cristo é o vosso modelo. Sofreu mais que qualquer um de vós, e nada tinham de que se acusar, enquanto tendes a expiar o vosso passado e de fortalecer-vos para o futuro. Sede, pois, paciente, sede cristãos: esta palavra resume tudo.

VOCÊ É PACIENTE?

O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, questão 909 nos diz que toda e qualquer virtude pode ser desenvolvida, aprendida e praticada, bastando que a gente queira de verdade.

“Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as 
suas más inclinações?” “Sim, e, frequentemente, fazendo
 esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. 
Ah! quão poucos dentre vós fazem esforços!”

Essa afirmativa mostra que todo e qualquer ser humano, em franco processo de desenvolvimento e evolução pode ser regenerado, pode modificar forma de pensar, de sentir e de agir, bastando que o mesmo tenha VONTADE FIRME e DISPOSIÇÃO para tais mudanças. Para tanto, é preciso:

Desenvolver a  CAPACIDADE DE COMPREENDER A SI E O OUTRO
  • O que está a contecendo?
  • O que desejam as pessoas envolvidas?
  • Por que estão desequilibradas?
  • Qual a sua real intenção?
Submeter todas as circunstâncias ao CRIVO DA RAZÃO

  • Analise sob a ótica da realidade.
  • Se restrinja aos fatos, racionalmente.
  • Separe a sua emotividade da análise em questão para não se apavorar.
  • Conhecidos ambos os lados, discernir sobre os fatos, para a partir daí decidir sobre o que fazer, como agir.
Momento de AGIR no bem
  • Disposição para dialogar e escutar o outro.
  • Tomar atitudes para resolver o problema, pautado no entendimento mutuo.

Vida e Paz! Alessandra Uzêda

quinta-feira, 31 de maio de 2018

MERECIMENTO MAIOR NA CARIDADE

O Espírito Emmanuel, no livro Justiça Divina de Francisco Cândido Xavier, aborda a caridade acrescida de méritos maiores à caridade em si.

Muitas vezes perdemos a oportunidade de servir duplamente nas contendas da caridade para com o próximo. Portanto, observemos o que podemos fazer para engrandecer o ato da caridade a um merecimento maior.


  • Ao dividir o alimento, oferecendo-lhe com humildade e discrição o pão do conhecimento espiritual.
  • Ao comprar agasalhos aos desabrigados, encontra um tempo para produzi-los com as próprias mãos.
  • Ao enviar um remédio ao enfermo, estende-lhe uma palavra de encorajamento e esperança.
  • Ao abraçar os necessitados no convívio doméstico, encontra o tempo para lhe ajudar a enfrentar os problemas da vida.
  • Ao ajudar o companheiro na compreensão e harmonia ideal, ampara-lhe a alma diante de suas provações.
  • Quando orar de alma tranquila com os irmãos de fé, ora com eles nos momentos de lutas e dores também.
  •  No exercício da beneficência,  atende à renúncia silenciosa pela felicidade dos outros, começando dentro de casa.
  •  Perdoa aqueles que te ofendem, e se possível, assume a iniciativa da reconciliação, cultivando a humildade.
  • Todo bem, qualquer que ele seja, é bênção creditada a favor de quem o pratica.  Todo bem praticado com sacrifício tem merecimento maior.

Livro: Justiça Divina
 Autor: Francisco Cândido Xavier
Espírito Emmanuel

O INFINITO AMOR DE DEUS

O amor de Deus é de fato infinito. Podemos percebe-lo nas simples coisas da vida, as quais o homem não é capaz de alcançar, nem com seu dinheiro, nem com sua inteligência.

O infinito amor de Deus é perceptível sobretudo, quando no indagamos sobre o porque de Deus tolerar certos abusos.

E é Este Deus infinito de bondade, misericordioso para com seus filhos que nos convida a  direcionar as energias de nossas inquietações para os nossos tutelados, enfrentando com sabedoria os problemas que surgem junto aos nossos filhos, primeiramente.

O Espírito Emmanuel nos aponta o roteiro eficaz que colocamos em pratica, como modelo de tolerância e amor infinito como o de Deus, diante dos nossos mais próximos:


  • Se os filhos tiram notas baixas, os pais lhe assinalam os estudos, dar-lhe na escola o curso repetido ou o transfere para segunda época.
  • Se foges à profissão,indica sempre atividades novas, a fim de vê-lo correto e ajustado ao dever.
  • Se fica doente, da-lhe remédios restaurando-lhe as forças.
  • Se entra no vício, busca na vida os meios necessários para que se reeduque.
  • Se comete erro grave, sentes que a compaixão te sugere novos campos de serviço para a correção.
E diante dessa capacidade de tolerar a quem amamos, a quem nos convida ao exercício do amor divino, o Espírito Emmanuel ainda nos aconselha que:

" Ainda nas circunstâncias em que o mal te pareça abarcar toda a Terra, pensa no Amor Divino, que sustenta as estrelas, alimenta os insetos, a fim e que percebas, vibrando em toda parte, os apelos constantes do perdão e do auxílio.
Compreenderás, então, que a falta de alguém, hoje, pode ser nossa falta, igualmente, amanhã.
E ao notarmos que nós, Espíritos falíveis, conseguimos amar, apesar da imperfeição que nos tisna na sombra, saberemos por fim que Deus é sempre amor, sempre infinito amor, na justiça da lei."



Livro: Justiça Divina
Autor: Francisco Cândido Xavier
Espírito Emmanuel

A DOUTRINA ESPÍRITA EXPLICA...

A Doutrina Espírita nos explica muitas coisas, sobre as quais não encontramos explicação nem nas demais religiões, nem na ciência, nem nas filosofias de vida.

E para cada explicação dada pela Doutrina Espírita, verifica-se um propósito maior, que permeia os horizontes iluminativos do ser em evolução.

A Doutrina Espírita explica....

Quanto ao futuro, que nos encontramos provisoriamente no mundo, em busca de um aperfeiçoamento individual, afim de que quando estivermos na espiritualidade, possamos gozar de uma imortalidade vitoriosa com relação aos nossos objetivos. Sabendo-se disso, sossegou-se as Ânsias.

Quanto aos desajustes do corpo e alma, quando as enfermidades ou mutilações aparecem,  explica que  o espírito se utiliza de um corpo imperfeito, para a corrigenda de si mesmo. Consciente dessa demanda de sacrifício, asserenou-te as aflições íntimas pela não aceitação de si.

Quanto à finalidade dos problemas domésticos,  explica a Doutrina que o lar é instituto de regeneração e amor, onde volta a conviver com amigos e desafetos de existências passadas, visando um futuro melhor. E diante desse entendimento, se desfaz qualquer dúvida que possa surgir em virtude da família.

Quanto aos entes queridos que partem após a morte do corpo físico, a Doutrina explica que a morte não é o fim, assim como, o berço não é o princípio. Todas as criaturas que se vão pela morte do corpo físico, partem na direção de seu aprimoramento e ascensão do ponto evolutivo em que se achava na Terra.

Quanto ao campo religioso, a Doutrina explica que Deus não concede privilégios e que, em qualquer estância do universo, a alma recebe, inevitavelmente,  da vida o bem ou o mal que dá de si própria. Consciente de que se colhe exatamente na mesma medida, o que se planta, acaba-e com qualquer inquietação no que tange a Justiça Divina.

Quanto à questão da Fé, a Doutrina explica que ninguém pode violentar ou outros em matéria de crença, acentuando, porém, que toda fé, para nutrir-se de luz, deve ser raciocinada em bases de lógica, e diante das Leis Divinas, sabendo-se que cada indivíduo é responsável pelo próprio destino. Com isso, se desfaz toda e qualquer possibilidade de tortura mental contra o outro, no que tange à sua fé, além de impor o respeito e a tolerância à fé de todos.


Livro: Justiça Divina
Autor: Francisco Cândido Xavier
Espírito Emmanuel

domingo, 22 de abril de 2018

FORÇAS POSITIVAS QUE HÁ EM TI.

Conheça as melhores FORÇAS DE SUA PERSONALIDADE e transforme sua vida!

Se você ainda não descobriu quais as maiores forças de sua personalidade, chegou a hora de descobrir e mudar a sua vida.

Somos dotados de uma personalidade ímpar, singular, individual, e jamais irá encontrar alguém igualzinho a você. Partindo desse princípio, não deve ser tão difícil dedicar um tempo hábil para se conhecer, e a partir daí identificar as maiores forças de sua personalidade, e utiliza-las à favor de seu crescimento pessoal na vida como um todo.

Somos formados por muitas imperfeições é verdade, mas também temos muitas qualidades conquistadas em diversas existências nas teias das encarnações.

Qualidades e defeitos caminham lado a lado na construção do nosso eu.  Os defeitos exigem maior atenção e esforço continuo para transforma-los em virtudes. Entretanto, o nosso foco aqui são as qualidades que dão sentido positivo, otimista e crescente em sua vida.

1. Reserve um tempo para que possa refletir sobre as coisas boas que já aprendeu, vivenciou e conquistou em sua vida.

2. Escreva todas as qualidades que você acredita que já conquistou. Elas representam as melhores forças de sua personalidade.

3. Estude meios, crie metas, estabeleça objetivos pautados no uso contínuo dessas melhores forças de sua personalidade.

4. Estabeleça um dia para começar e nunca mais parar.


 Por exemplo: 
  • se você é uma pessoa HUMILDE, certamente já deixou de lado o orgulho;  
  • se você é uma pessoa DESPRENDIDA, já abandou o apego às coisas e às pessoas, passando a ter domínio sobre sentimentos como ciúmes; 
  • se você é uma pessoa PERSEVERANTE, já conquistou o domínio sobre a sua vontade firme e já pode direcioná-la ao seu próprio aprimoramento pessoal; 
  • se você é uma pessoa RESILIENTE já entendeu que, as dificuldades são degraus que nos impulsionam ao crescimento pessoal; 
  • se você é uma pessoa EMOTIVA, já entendeu que o amor é pleno e equilibrado quando acompanhado da razão e do bom-senso; 
  • se você é uma pessoa MODERADA, você certamente já aprendeu que o necessário e o supérfluo são duas coisas distintas; 
  • se você é uma pessoa CALMA, já compreendeu que a SERENIDADE é uma virtude nobre capaz de trazer equilíbrio para solucionarmos qualquer problema; 
  • se você é PACIENTE, você já compreendeu que o tempo que comanda o tempo dos acontecimentos só tem um relógio chamado Deus, e portanto, saberá esperar; 
  • se você é uma pessoa SIMPLES, já aprendeu que os grandes valores da vida estão na simplicidade dos acontecimentos da vida;
  • se você é uma pessoa AMOROSA, já compreende a necessidade de amarmos indistintamente, sem restrições, conforme Jesus nos ensinou; 
  • se você é uma pessoa CARIDOSA, já entendeu que precisamos olhar ao nosso redor e perceber que sempre haverá necessidades maiores que as nossas; 
  • se você é uma pessoa COMPREENSIVA é porque já aprendeu o grande ofício de SABER OUVIR os outros; 
  • se você é uma pessoa CURIOSA já entendeu que esta motivação deve ser direcionada para a própria instrução e desenvolvimento.
  • se você é uma pessoa INTELIGENTE já compreende que o sucesso depende do direcionamento que você dará a esta força criadora.
  • se você é uma pessoa CRITERIOSA, precisa compreender que as exigências não devem se tornar perfeccionismo, para que não passes a exigir de você aquilo que ainda não está preparado para dar;
  • se você é uma pessoa TOLERANTE, já é capaz de compreender que somos todos imperfeitos, seres em construção, e por isso mesmo temos muitos defeitos a serem refeitos.
  • se você é uma pessoa ALEGRE já entende a importância de um sorriso largo para que possamos amar a vida, com todas as dificuldades que possamos encontrar em nossos caminhos.
  • etc.
E quando tiver dificuldade de seguir com esse projeto, coloca o AMOR na frente, porque, somente este, engloba todas as demais virtudes que ainda temos por conquistar.

Como o desabrochar de uma flor!
 Fiquem com Deus! Alessandra Uzêda

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

COMPREENSÃO


Compreensão que se exprima, através de tolerância e bondade incessantes, na sadia convicção de que auxiliando aos outros é que poderemos encontrar o auxílio indispensável à segurança de nossa marcha. 
A bondade Infinita de Criador ou daqueles que O representam nos afaga e desculpa sempre, entretanto, nossa consciência jamais nos perdoa. 
Sem a humildade não há progresso possível. 
Todo o trabalho humano – serviço nosso na obra do Cristo – não pode apresentar características de perfeição absoluta. 
O Mestre, porém, aceita-nos a boa vontade no esforço da cooperação sincera e estende-nos mão forte, sempre que a perseverança na Luz e no Bem vibre em nossas atitudes. Continuemos, desse modo, atentos aos nossos deveres. Indispensável acordar vossas energias interiores com Cristo que nos renova a ser, marchando ao encontro da Vida Maior. 
Quem te enviou ao trabalho da Terra está observando o teu esforço. A vida é um cântico em todos os lugares. 
Cada ser é uma nota da Sinfonia Universal. 
Não firas a harmonia com a maldade ou com o lamento.

Livro: Caminho Iluminado
Autor: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Emmanuel

sábado, 17 de junho de 2017

ISSO É DA LEI DE DEUS- COMO EU ENTENDO 2 0 0 M E N S A G E N S Francisco Cândido Xavier e vários.

Tolera, construindo
Todo o bem que puderes
Não exija dos outros
Dons que ainda te faltam.
Erros nos companheiros
Poderiam ser nossos.
Aceita as provações
Por exames de fé.
Trarás contigo a paz
Que fizeres nos outros.
Temos sempre o que damos.
Isso é a lei de Deus.

Espírito: EMMANUEL
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro - "Tocando o Barco" - EDIÇÃO IDEAL

sábado, 18 de junho de 2016

CONQUISTA ÍNTIMA



Todos os estados enfermiços do Espírito se assemelham, no fundo, aos estados enfermiços do corpo físico, solicitando remédio adequado que lhes patrocine a cura. E a impaciência que tantas vezes gera rixas inúteis, é um deles, pedindo o especifico da calma que a desterre do mundo íntimo. 

Como, porém, obter a serenidade, quando somos impulsivos por vocação ou por hábito? 

Justo lembrar que assim como nos acomodamos, obedientes, para ouvir o professor trazido a ensinar-nos, é forçoso igualmente assentar a emotividade, na carteira do raciocínio, a fim de educá-la, educando-nos; e, aplicando os princípios de fraternidade e de amor que abraçamos, convidaremos os nossos próprios sentidos à necessária renovação. Feito isso, perceberemos que todo instante de turvação ou desequilíbrio, é instrumento de teste para avaliação de nosso próprio aproveitamento. 

Aprenderemos, por fim, que diante da crítica estamos convocados à demonstração de benevolência, diante da censura é preciso exercer a bondade; à frente do pessimismo, somos induzidos a cultivar esperança; ante a condenação, somos indicados à benção, e que renteando com quaisquer aparências do erro, é imperioso pensar no certo, dispondo-nos a servi-lo.

Entregando-nos com sinceridade a semelhantes exercícios de compreensão e tolerância, estaremos em aula profícua, para a aquisição de valores eternos no terreno do Espírito. 

É assim que, em matéria de paciência, se a paciência nos foge, urge reconhecer que, perante as circunstâncias mais constrangedoras da vida, estamos todos nós, no justo momento de conquistá- la.

Espírito: EMMANUEL 
Médium: Francisco Cândido Xavier 
Livro: "Rumo Certo" - EDIÇÃO FEB

ISSO É DA LEI DE DEUS


Tolera, construindo todo o bem que puderes.
Não exija dos outros dons que ainda te faltam. 
Erros nos companheiros poderiam ser nossos.
Aceita as provações por exames de fé. 
Trarás contigo a paz que fizeres nos outros.
Temos sempre o que damos. 
Isso é a lei de Deus. 

Espírito: EMMANUEL 
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro - "Tocando o Barco" - EDIÇÃO IDEAL 

domingo, 3 de maio de 2015

FALHAS ALHEIAS - IX - VIDA FELIZ Pelo Espírito Joanna de Ângelis Psicografado por Divaldo P. Franco



Tolera as falhas alheias e não as apresentes no festival de fofocas. Todos erramos. 

Sábio é aquele que, no erro, aprende a agir com correção. 

Quando vejas alguém caído, dá-lhe a mão, ao invés de te comprazeres em censurá-lo. 

Ninguém tomba por querer. E se tal ocorre, nele predomina a ignorância, que é um cruel inimigo do homem. 

Ainda assim, o equivocado merece mais socorro do que reprimenda.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Oração da Paciência

Paciência! Tudo vai se ajeitar! Deus está no comando de nossas vidas nos proporcionando os melhores meios de melhorarmos a cada dia em nossas dificuldades .
Que a nossa coragem de enfrentar as dificuldades esteja fortalecida pelas virtudes da PACIÊNCIA, da TOLERÂNCIA e da RESIGNAÇÃO em nossa labuta diária com o trabalho, com os amigos , com a família ,com o viver.
Vida e paz!