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domingo, 1 de abril de 2018

PRATICAR A CARIDADE E CUMPRIR O MANDAMENTO DO AMOR AO PRÓXIMO

Conhece-se a árvore pelos frutos 
O conceito cristão de Deus 
A pele de ovelha e a pele humana. 

O conceito fundamental do Cristianismo é o da paternidade universal de Deus. Por isso é que Deus é único. Os muitos deuses da antiguidade, que dividiam ferozmente os homens, perdem o domínio do mundo, quando Jesus pronuncia a palavra Pai, Até mesmo Jeová, o deus dos exércitos, deixa o seu lugar ao Deus de Amor do Cristianismo. Os privilégios e divisionismos não têm mais razão de ser, diante da parábola do Bom Samaritano e do ensino de Jesus à mulher samaritana. 

O Espiritismo, surgindo na Terra em cumprimento à promessa do Consolador, para restabelecer a pureza do ensino de Jesus, restabelece o conceito cristão de Deus como Pai. Por isso Kardec ensinou, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", que o nosso lema deve ser: "Fora da caridade não há salvação". 

A bandeira sectarista das religiões apegadas ao velho exclusivismo é substituída pela bandeira cristã do "amai-vos uns aos outros". Kardec chega mesmo a esclarecer que não devemos dizer: "Fora da verdade não há salvação", porque cada qual interpretando a verdade a seu modo, esse lema serviria para perpetuar na Terra as lutas religiosas, que são a própria negação da religião. 

A caridade, pelo contrário, a todos une e a ninguém condena, como ensinou o apóstolo Paulo. 

Lemos, entretanto, num pequeno e agressivo artigo contra o Espiritismo, esta curiosa afirmação: "A pele de ovelha do espírita é a caridade. Fazer o bem e praticar a caridade." O articulista entende que os espíritas fazem a caridade para perder as almas. São instrumentos do demônio, mas usam as armas do amor. Se ao menos fingissem que fazem a caridade, ainda se compreenderia. Mas não. Em vez de fingir, praticam mesmo a caridade e fazem o bem. E nisso está o seu terrível disfarce. Tanto mais terrível, quanto Jesus ensinou que só podemos conhecer a árvore pelos frutos.

A preocupação do articulista transparece logo mais, quando ele acrescenta que os espíritas usam nomes de santos nos Centros, expõem imagens e fazem orações, para enganar os incautos. Quer dizer que tudo isso só teria uma finalidade: afastar os filhos de Deus do verdadeiro caminho. 

Acontece, porém, que os espíritas, ao darem nomes de santos a alguns Centros, têm apenas o propósito de homenagear espíritos elevados, que são conhecidos como santos. Por exemplo: Santo Agostinho e São Luiz deram comunicações a Kardec, que figuram em "O Evangelho Segundo o Espiritismo". Por que usaram o título de santo? Porque assim são conhecidos e só assim podiam identificar-se. E somente por isso. 


Não obstante, os organismos dirigentes do movimento espírita são contrários a essas denominações para Centros, justamente para evitar-se a confusão em matéria de princípios religiosos. Quanto ao uso de imagens, é puro engano. Espíritas não usam imagens, como os cristãos primitivos não usavam. As imagens só aparecem em agrupamentos espiritistas humildes, de gente sem instrução, apegadas à religião popular que lhe ensinaram na infância. Também no Cristianismo primitivo acontecia isso. Cristãos novos apegavam-se aos ídolos pagãos, por costume e falta de esclarecimento. Mas, na proporção em que o Espiritismo for sendo compreendido, essa gente humilde abandonará as imagens. 

O Espiritismo ensina que devemos adorar a Deus em espírito e verdade, segundo a lição de Jesus à mulher * Esta crônica mereceu um voto de louvor inserto em ata da Câmara dos Vereadores de Araraquara, a pedido dos então edis Célio Biller Teixeira e Flávio Thomaz de Aquino, que consideraram de "alto valor os ensinamentos na exposição do Irmão Saulo, pregando acima de tudo a liberdade de culto...". 

Agradecendo aos vereadores, principalmente porque não eram eles espíritas, Herculano disse: "Essa compreensão humana, que supera os sectarismos exclusivistas do passado, é característica da civilização samaritana". 

No tocante à oração, é claro que os espíritas devem fazê-las. Kardec chegou mesmo a publicar um livro de preces. Como acontecia no Cristianismo primitivo, os espíritas repetem a prece do Pai Nosso, ensinada por Jesus, e sabem que a oração é o meio de se elevarem a Deus e se comunicarem com os Bons Espíritos. 

Não se trata, pois, de pele de ovelha, mas da própria pele humana. O homem é filho de Deus e deve dirigir-se a Ele. 

Kardec explica o sentimento religioso como lei natural, segundo vemos no capítulo sobre a "Lei da Adoração", em "O Livro dos Espíritos" . 

O que acontece é que os espíritas aprenderam, no Evangelho, que devem orar de coração puro, sem nenhuma prevenção contra os seus irmãos. Porque Deus é Pai e todos são Seus filhos, seja qual for o caminho religioso que estejam seguindo. 



Livro: O homem novo
Autor: José Herculano Pires

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

SE INSTALADOS

Se instalados na compreensão mais ampla, observamos que a amizade apenas sobrevive no clima da caridade que se define por prática do amor de uns para com os outros. 
Saibamos adquirir cooperadores e conservá-los, lembrando-nos de que o próprio Jesus escolheu doze irmãos de ideal para basear a campanha do Cristianismo no mundo. 
De qualquer modo, tolera o opositor com paciência e serenidade. 
Ouve-lhe as frases ásperas em silêncio e reflete no desgosto ou na enfermidade em que provavelmente se encontre. 
Age à frente dos inimigos de teus ideais ou de teus pontos de vista com entendimento e tolerância. Levanta-te ao lume do alvorecer, ofertando aos menos felizes o repasto de tuas próprias consolações e, quando o crepúsculo te venha cerrar os olhos, adormecerás, exultante de paz, nos braços invisíveis do Amigo Eterno, que transformou a própria cruz num sólio de esperança e perdão para alçar-se, em suprema vitória, ao coração das estrelas. 
Observemos a fé em Jesus e a fé em nós, a fim de exercitarmos, em nossas necessidades de evolução, o esquecimento de nossos obscuros caprichos e a aceitação da sábia Vontade de Nosso Pai. 
Não basta compreendas o estatuto que nos rege os destinos para que te harmonizes contigo mesmo. É necessário transfundas o próprio entendimento em serviço aos semelhantes, para que a flama do cérebro se te faça luz no caminho.


Livro: Caminho Iluminado
Autor: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Emmanuel

domingo, 2 de julho de 2017

CONCLUSÕES POPULARES - Gotas de Luz - Francisco Cândido Xavier - Espírito Casimiro da Cunha

Faze tu, quanto te caiba, 
Com teus cuidados cristãos!
O olho fiel do dono 
É mais ágil que cem mãos. 

Quem fala pouco na estrada 
Evita muita contenda. 
Prende agora a tua língua 
Se não queres que te prenda. 

Perdoa e auxilia sempre... 
Quem ofensas muito apura, 
Não tem a calma precisa, 
Nem tem a vida segura. 

Aos homens sem Jesus Cristo
Não mostres, perdendo a calma,
Nem o fundo de teu bolso, 
Nem o fundo de tua alma. 

Se desejas grandes luzes, 
Não sejas aflito e louco. 
Em nenhum lugar da vida, 
O que é muito custa pouco.

UM PÁSSARO ESPIRITUAL - Gotas de Luz


GOTAS DE LUZ 
Espírito Emmanuel 

Um pássaro espiritual. 

Conhecemos velho amigo que, em certo período de provação, não vacilou em sacar do bolso arma mortífera, instigando por insidiosa calúnia, com a intenção de eliminar antigo companheiro, mas, quando se dispunha a penetrar a casa, com o escuro propósito que lhe envenenava o coração, eis que pequerrucho canário começou a cantar em árvore próxima. 

Havia tamanha beleza na melodia desconhecida, que o quase delinquente sustou o ato tresloucado e passou a refletir... 

Aquele cântico sem palavras não seria uma advertência divina?

Deus, que mergulhara a alma do pássaro em harmonia celeste, não saberia exercer a justiça que ele, pobre homem imperfeito e amargurado, pretendia executar com as próprias mãos? 

Considerou, portanto, mais aconselhável esperar.

E, enquanto aguardava a cessação do hino comovente, algo surgiu, de improviso, dissipando a densa nuvem de indébitas preocupações que lhe amortalhavam o espírito. 

A paz voltou a felicitar-lhe o íntimo, dantes atormentado, e, em lágrimas, agradeceu ao Senhor que o salvara de lamentável desastre, por intermédio de um passarinho. 

Lembramo-nos do incidente, lendo os versos que Casimiro Cunha enfileirou neste livro. Através de quadras simples, o nosso irmão faz brotar, do solo de sua alma fraterna, verdadeira fonte de amor, em gotas de luz, exaltando a Divina Bondade e as virtudes cristãs que podem erguer-nos à Espiritualidade Santificante. 

Ave da Altura, acordando-nos para a glória imortal do bem eterno, quantos de nós, escutando-lhe o poema de ternura e sabedoria, poderemos interromper as ligações com a sombra? 

Consagremos ao mensageiro do Evangelho alguns minutos de leitura e reflexão e, de certo, compreender-lhe-ão a sublime e musicada mensagem quantos tiverem ouvidos de ouvir.

Psicografia de Chico Xavier
Espírito Emmanuel
 (Pedro Leopoldo, 1 de Janeiro de 1953).

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

PRATICAR A CARIDADE E CUMPRIR O MANDAMENTO DO AMOR AO PRÓXIMO- COMO EU ENTENDO O HOMEM NOVO - JOSÉ HERCULANO PIRES - comentários Valentim Neto - 2014

PRATICAR A CARIDADE E CUMPRIR 
O MANDAMENTO DO AMOR AO PRÓXIMO 

Esta crônica mereceu um voto de louvor inserto em ata da Câmara dos Vereadores de Araraquara, a pedido dos então edis Célio Biller Teixeira e Flávio Thomaz de Aquino, que consideraram de “alto valor os ensinamentos na exposição do Irmão Saulo, pregando acima de tudo a liberdade de culto...”. Agradecendo aos vereadores, principalmente porque não eram eles espíritas, Herculano disse: “Essa compreensão humana, que supera os sectarismos exclusivistas do passado, é característica da civilização”.   

Conhece-se a árvore pelos frutos — O conceito cristão de Deus — A pele de ovelha e a pele humana.   

O conceito fundamental do Cristianismo é o da paternidade universal de Deus. Por isso é que Deus é único. Os muitos deuses da antiguidade, que dividiam ferozmente os humanos, perdem o domínio do mundo, quando Jesus pronuncia a palavra Pai, até mesmo Jeová, o deus dos exércitos, deixa o seu lugar ao Deus de Amor do Cristianismo. 

Os privilégios e divisionismos não têm mais razão de ser, diante da parábola do Bom Samaritano e do ensino de Jesus à mulher samaritana.  

O Espiritismo, surgindo na Terra em cumprimento à promessa do Consolador, para restabelecer a pureza do ensino de Jesus, restabelece o conceito cristão de Deus como Pai.

Por isso Kardec ensinou, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, que o nosso lema deve ser: “Fora da caridade não há salvação”. 

A bandeira sectarista das religiões apegadas ao velho exclusivismo é substituída pela bandeira cristã do “amai-vos uns aos outros”.

Kardec chega mesmo a esclarecer que não devemos dizer: “Fora da verdade não há salvação”, porque cada qual interpretando a verdade a seu modo, esse lema serviria para perpetuar na Terra as lutas religiosas, que são a própria negação da religião.

A caridade, pelo contrário, a todos une e a ninguém condena, como ensinou o apóstolo Paulo.  Lemos, entretanto, num pequeno e agressivo artigo contra o Espiritismo, esta curiosa afirmação: “A pele de ovelha do espírita é a caridade. Fazer o bem e praticar a caridade”. O articulista entende que os espíritas fazem a caridade para perder as almas. São instrumentos do demônio, mas usam as armas do amor.

Se ao menos fingissem que fazem a caridade, ainda se compreenderia. Mas não. Em vez de fingir, praticam mesmo a caridade e fazem o bem. E nisso está o seu terrível disfarce. Tanto mais terrível, quanto Jesus ensinou que só podemos conhecer a árvore pelos frutos.  

A preocupação do articulista transparece logo mais, quando ele acrescenta que os espíritas usam nomes de santos nos Centros, expõem imagens e fazem orações, para enganar os incautos. 

Quer dizer que tudo isso só teria uma finalidade: afastar os filhos de Deus do verdadeiro caminho. 

Acontece, porém, que os espíritas, ao darem nomes de santos a alguns Centros, têm apenas o propósito de homenagear Espíritos elevados, que são conhecidos como santos.  Por exemplo: Santo Agostinho e São Luiz deram comunicações a Kardec, que figuram em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

Por que usaram o título de santo? Porque assim são conhecidos e só assim podiam identificar-se. E somente por isso.

 Não obstante, os organismos dirigentes do movimento espírita são contrários a essas denominações para Centros, justamente para evitar- se a confusão em matéria de princípios religiosos. 

Quanto ao uso de imagens, é puro engano. Espíritas não usam imagens, como os cristãos primitivos não usavam. As imagens só aparecem em agrupamentos espiritistas humildes, de gente sem instrução, apegadas à religião popular que lhe ensinaram na infância. 

Também no Cristianismo primitivo acontecia isso. Cristãos novos apegavam-se aos ídolos pagãos, por costume e falta de esclarecimento. Mas, na proporção em que o Espiritismo for sendo compreendido, essa gente humilde abandonará as imagens.

 O Espiritismo ensina que devemos adorar a Deus em Espírito e verdade, segundo a lição de Jesus à mulher samaritana.  

No tocante à oração, é claro que os espíritas devem fazê-las. Kardec chegou mesmo a publicar um livro de preces. Como acontecia no Cristianismo primitivo, os espíritas repetem a prece do Pai Nosso, ensinada por Jesus, e sabem que a oração é o meio de se elevarem a Deus e se comunicarem com os Bons Espíritos.  
   
Não se trata, pois, de pele de ovelha, mas da própria pele humana. O humano é filho de Deus e deve dirigir-se a Ele. Kardec explica o sentimento religioso como lei natural, segundo vemos no capítulo sobre a “Lei da Adoração”, em “O Livro dos Espíritos”. 

O que acontece é que os espíritas aprenderam, no Evangelho, que devem orar de coração puro, sem nenhuma prevenção contra os seus irmãos. Porque Deus é Pai e todos são Seus filhos, seja qual for o caminho religioso que estejam seguindo.   

(Vou opinar:  
- Mas, na proporção em que o Espiritismo for sendo compreendido, essa gente humilde abandonará as imagens.  

Conforme vamos estudando, vamos compreendendo melhor os nossos costumes e suas razões, assim sendo, é questão de tempo o adotar corretas posturas, as propostas pela Doutrina dos Espíritos!...)   

sábado, 8 de novembro de 2014

“A LEI SE FEZ NOSSO PEDAGOGO PARA NOS CONDUZIR ATÉ CRISTO”. - COMO EU ENTENDO O HOMEM NOVO - JOSÉ HERCULANO PIRES

“A LEI SE FEZ NOSSO PEDAGOGO PARA NOS CONDUZIR ATÉ CRISTO”.    


Uma frase de Paulo aos gálatas define a evolução religiosa do humano — Das religiões primitivas à “lei” dos judeus e ao Cristianismo.   

O estudo das religiões só pode ser realizado de maneira fecunda à luz dos princípios espíritas. 

Se encararmos o fenômeno religioso do ponto de vista de qualquer das religiões hoje dominantes no mundo, seremos forçados a uma atitude parcial, que não nos deixará chegar a uma conclusão objetiva. 

Se o encararmos do ponto de vista de qualquer das escolas filosóficas em voga, ou das antigas, ou se o tratarmos à luz da sociologia e da etnologia, ou mesmo da antropologia cultural, chegaremos a conclusões destituídas de sentido espiritual. 

A religião será vista apenas no seu aspecto formal, objetivo.  As escolas ocultistas, esotéricas e teosóficas, penetram mais fundo no assunto. Não obstante, apresentam concepções nem sempre admissíveis à luz da razão. 

Os estudos de religiões comparadas são praticamente formais, e as filosofias espiritualistas, mesmo a de Bergson, que lança maior quantidade de luz sobre o assunto, param no momento exato em que mais deviam avançar. 

O Espiritismo, combinando a razão e a intuição, a observação objetiva e a subjetiva, os métodos de pesquisa e observação da ciência e os métodos próprios de indagação espírita, abrange na sua concepção todo o panorama do fenômeno religioso. 

Precisamente em virtude dessa capacidade de amplitude da visão espírita, muitos estudiosos da doutrina se recusam a admiti-la como uma manifestação cristã. 

Habituados a encarar o Cristianismo como uma simples forma de religião, pensam que o qualificativo de cristão estabelece limites à interpretação espírita do fenômeno religioso. 

Não obstante, os que têm aprofundado o assunto são unânimes, a partir de Kardec e Denis, em reconhecer que a condição cristã é indispensável ao Espiritismo, para que ele realmente seja a doutrina ampla que é. 

O Cristianismo, analisado “em Espírito e verdade”, não é uma forma estreita de crença, mas uma forma ampla de compreensão.

Na sua apreciação do fenômeno religioso, o Espiritismo começa, desde Kardec, por admitir que o desenvolvimento religioso do humano atingiu, com o Cristianismo, um dos seus momentos decisivos.

 Cristo não foi apenas um marco entre dois mundos, mas também e, sobretudo, a expressão mais alta da evolução espiritual do humano e o orientador do seu desenvolvimento futuro. 

Pouco importa que, no processo histórico, o Cristianismo tenha sido submetido a injunções temporais, e aparentemente perdido a sua força transformadora.

A própria história nos mostra que ele nunca pôde ser completamente submetido, e que, no momento previsto pelo próprio Cristo, conseguiu romper todas as amarras da tradição e mostrar-se novamente na sua verdadeira natureza. À semelhança do próprio Cristo, o Cristianismo ressuscitou, depois de haver descido ao sepulcro e às regiões inferiores.

O Espiritismo nos mostra a evolução religiosa do humano como um lento processo, que vem do animismo e fetichismo primitivos até às formas complexas de religiões da antiguidade, com sua multiplicidade de deuses e de fórmulas, suas hierarquias sacerdotais e seus sistemas aparatosos de cultos. 

Depois, num estágio mais adiantado, aparece a religião monoteísta dos judeus, embora ainda apegada a fórmulas pagãs, inclusive no tocante aos rituais sangrentos do sacrifício. 

Por fim, surge o Cristianismo, com seu espírito de liberdade, que o apóstolo Paulo exalta em suas epístolas. O Cristianismo é a espiritualização da religião. Liberta-a do culto formalista, da exterioridade, da organização social. Liberta-a da “lei”, como ensina Paulo, advertindo aos gálatas (23:24) que a única função da lei foi a de pedagogo, para conduzir-nos à liberdade em Cristo.  

Como vemos, o Cristianismo surge no curso da evolução religiosa como um momento de emancipação espiritual do humano. Depois, submerge também no oceano de fórmulas sacramentais e sistemas dogmáticos a que a mente humana se habituara através dos tempos.

Mas, no meio de todas as exterioridades, conserva a sua força interior, até o momento anunciado pelo Cristo, segundo o Evangelho de João, em que teria de ser restabelecido. 

O Espiritismo aparece, então, como a verdadeira Renascença Cristã, na expressão feliz de Emmanuel. Sua missão é completar a 
obra do Cristo, libertando a religião dos compromissos exteriores e instaurando na Terra aquele reinado do Espírito de que Jesus falou à mulher samaritana.    

(Vou opinar:  
- Cristo não foi apenas um marco entre dois mundos, mas também e, sobretudo, a expressão mais alta da evolução espiritual do humano e o orientador do seu desenvolvimento futuro.  

O Mestre veio nos mostrar como poderemos ser, basta que sigamos os seus ensinos, em Espírito e verdade!, e confiemos que por eles chegaremos à estatura do Cristo. Como Ele disse: Vós sois ‘deuses’! Nós seremos servos ‘deuses’ ao seguirmos TODOS os ensinos Dele, de forma natural...)   

COMO  EU  ENTENDO  O HOMEM NOVO  
Valentim Neto - 2014 (Revisão de expressões e notas) vale.aga@hotmail.com  

JOSÉ HERCULANO PIRES