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domingo, 3 de janeiro de 2016

O Amor - Mensagem do dia

O AMOR


O amor é centelha divina. Todos os seres criados por Deus, têm em seu coração o germe do amor que faz resplandecer a sua ligação com o Pai.

Mesmo o homem mais vil, mais desumano, mais maldoso ama, ainda que seja apenas aquele com o qual se relaciona em seu círculo de maldade.

Há muitas maneiras de amar, umas egoístas, outras exclusivistas, outras ainda possessivas e dominadoras, mas há aqueles que amam com o coração limpo, com a alma desprendida, com o desejo sincero de fazer o bem  sem olhar a quem, amar simplesmente amar sem exigir nada em troca.

Todos, sem exceção, de alguma maneira ama, porque Deus não eximiu nenhum de seus filhos de um sentimento tão nobre como o amor.

Entretanto, é preciso compreender que o amor está submetido à uma lei de evolução moral e espiritual que o torna cada vez mais nobre na sua forma de senti-lo.

À medida que evoluímos moralmente vamos mudando a essência de nossos pensamentos, a forma de como sentimos esse amor, e sobretudo, transformamos as nossas atitudes em amor desprendido, sincero e fortalecido no desejo de fazer o bem.

"Pois bem: para praticar a Lei do Amor, como Deus a quer, é necessário que chegueis a amar, pouco a pouco, e indistintamente,  a todos os vossos irmãos. A tarefa é longa e difícil, mas será realizada.  Deus o quer, e a lei do amor é o primeiro e o mais importante preceito da vossa doutrina, porque é ela que deve um dia matar o egoísmo sob qualquer aspecto em que se apresente,pois além do egoísmo pessoal, há ainda o egoísmo da família, de casta e de nacionalidade. Jesus disse: "amai ao vosso próximo como a vós mesmos"; ora, qual é o limite do próximo? Será a família, a casta, a nacionalidade? Não: é toda a humanidade!"

( O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, Tradução José Herculano Pires, Capítulo XI - Amar o Próximo como a si mesmo, página 149)

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

“Refletindo em Cáritas”

“Refletindo em Cáritas”
DEUS NOSSO PAI
Pai de amor , de justiça e misericórdia.

QUE SOIS TODO PODER E BONDADE
Poder de intervir junto aos seus filhos. Bondade para compreender e perdoá-los.

DAI FORÇA ÀQUELES QUE PASSAM PELA PROVAÇÃO
Provas escolhidas como meio de crescimento e evolução de seu espírito.

DAI LUZ ÀQUELE QUE PROCURA A VERDADE
Iluminando os caminhos obscurecidos pela ignorância moral.

PONDO NO CORAÇÃO DO HOMEM A COMPAIXÃO E A CARIDADE
Tocando-lhe a alma pela necessidade do exercício de caridade moral, material e espiritual.

DEUS, DAÍ AO VIAJOR  A ESTRELA GUIA
Para que possa enxergar a luz do caminho certo a seguir.

AO AFLITO A CONSOLAÇÃO
De que sempre haverá um porvir de mais alegrias.

AO DOENTE O REPOUSO
O repouso do espírito em angústia por sua partida.

À CRIANÇA  O GUIA
Do amor,da orientação, do esclarecimento e da bondade.

AO ÓRFÃO O PAI
De eterna bondade que ampara, cuida e acolhe.

SENHOR, QUE A VOSSA BONDADE SE ESTENDA SOBRE TUDO O QUE CRIASTES
Permitindo que todo o Universo conspire nessa energia de amor, de paz, de harmonia e entendimento da nova era.

PIEDADE PAI PARA AQUELES QUE NÃO VOS CONHECEM.
Que esses irmãos perdidos pelo labirinto de seus livres-arbítrios, possam reencontrar o caminho de volta, com o Seu consentimento e perdão.

ESPERANÇA PARA AQUELES QUE SOFREM
Que a fé robusta tome conta de seus pensamentos, plasmando sentimentos de realizações plenas, na esperança de galgarem uma vida livre de sofrimentos.

QUE A VOSSA BONDADE PERMITA AOS ESPÍRITOS CONSOLADORES DERRAMAREM POR TODA PARTE A PAZ, A ESPERANÇA E A FÉ
Porque somente a Espiritualidade Maior, Espíritos Amigos imbuídos do bem poderão propagar a paz,a esperança  e a fé entre os homens de boa vontade.

DEUS, UM RAIO!UMA FAÍSCA DE VOSSO AMOR PODE ABRASAR A TERRA
E que com esse amor possamos multiplicar as diversas centelhas e faíscas que pudermos, nessa imensa energia de amor e de paz para salvar esta Terra tão necessitada.

DEIXA-NOS BEBER NESTA FONTE DE BONDADE FECUNDA E INFINITA, E TODAS AS LÁGRIMAS SECARÃO, TODAS AS DORES SE ACALMARÃO
Diante de tamanha benevolência que o Senhor é capaz de ter para com seu filhos, para que possam encontrar  a paz de espírito e sentir-se amados.

UM SÓ CORAÇÃO, UM SÓ PENSAMENTO SUBIRÁ ATÉ VÓS COMO UM GRITO DE RECONHECIMENTO E AMOR
No qual todos estarão imbuídos e tocados pelo amor de Deus aos seus filhos, indistintamente distribuído a todos.
COMO MOISÉS SOBRE A MONTANHA, NÓS VOS ESPERAMOS COM OS BRAÇOS ABERTOS.       OH BONDADE! OH BELEZA! OH PERFEIÇÃO!
Aquela encontrada no Cristo, modelo e guia que farão iluminar os caminhos daqueles que aqui estão de braços abertos a Te esperar.

E QUEREMOS DE ALGUMA SORTE MERECER A VOSSA MISERICÓRDIA
A sua concessão de oportunidade última para uma Terra de Regeneração.

DEUS, DAÍ-NOS A FORÇA DE AJUDARMOS O PROGRESSO, AFIM DE SUBIRMOS ATÉ VÓS.
Que sejamos instrumentos do progresso espiritual a que nos comprometemos na erraticidade junto ao Pai.

DAÍ-NOS A CARIDADE PURA
Aquela que não impõe, que se faz espontânea regada do amor ao próximo.

DAÍ-NOS A FÉ E A RAZÃO
Para que com a fé jamais possamos viver a desesperança  e a razão, para que possamos viver e discernir no equilíbrio e no bom-senso.

DAÍ-NOS PAI, A HUMILDADE E A SIMPLICIDADE QUE FARÁ DE NOSSAS ALMAS O ESPELHO ONDE SE DEVE REFLETIR  A VOSSA DIVINA E ABENÇOADA IMAGEM.
Atributos da felicidade real a que o espírito encarnado e desencarnado deve almejar.

Que assim seja!

Por Alessandra Uzêda

14/12/2015

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

ESTA É A LEI - Reflexão!

ESTA É A LEI 

Nasceste no lar que precisavas.
Vestiste o corpo físico que merecias.
Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais,nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas. 
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização. 
Teus parentes, amigos são as almas que atraíste, com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle. 
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência. 

MENSAGENS TRANSFORMADORAS PARA NOSSA REFLEXÃO VOLUME 1 Compilação e adaptações: J. Meirelles

sábado, 15 de novembro de 2014

IV- Amor Maternal e Filial- O Livro dos Espíritos, Allan Kardec-LIVRO TERCEIRO -CAPÍTULO XI -LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE

LIVRO TERCEIRO
AS LEIS MORAIS
CAPÍTULO XI -  LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE
IV- Amor Maternal e Filial
 (Questões 890 à 896)

O amor maternal tanto é uma virtude como um sentimento instintivo, comum aos homens e aos animais. A Natureza deu à mãe o amor pelos filhos, no interesse de sua conservação; mas, no animal, esse amor é limitado às necessidades materiais: cessa quando os cuidados se tornam inúteis.

 No homem, ele persiste por toda vida e comporta um devotamento e uma abnegação que constituem virtudes; sobrevive mesmo à própria morte, acompanhando o filho além da tumba. Vedes que há nele alguma coisa mais do que no animal.

O amor materno é uma lei natural, porém existem mães que odeiam os filhos e frequentemente desde o nascimento. Isso ocorre porque as vezes, uma prova escolhida pelo Espírito do filho ou uma expiação, se ele tiver sido um mau pai, mãe ruim ou mau filho em outra existência. 

Em todos esses casos, a mãe ruim não pode ser animada senão por um mau Espírito, que procura criar dificuldades ao do filho, para que ele fracasse na prova desejada.

Mas essa violação das leis naturais não ficará impune e o Espírito do filho será recompensado pelos obstáculos que tiver superado.

Quando os pais têm filhos que lhes causam desgostos, não são escusáveis de não terem por eles a ternura que teriam caso contrário, porque se trata de um encargo que lhes foi confiado e sua missão é a de fazer todos os esforços para os conduzir ao bem. 


Por outro lado, esses desgostos são quase sempre a consequência dos maus costumes que os pais deixaram os filhos seguir desde o berço; eles colhem, portanto, o que semearam.

III- Caridade e Amor ao Próximo- O Livro dos Espíritos, Allan Kardec-LIVRO TERCEIRO -CAPÍTULO XI -LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE

LIVRO TERCEIRO
AS LEIS MORAIS
CAPÍTULO XI -  LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE
III- Caridade e Amor ao Próximo
 (Questões 886 à 889)

O verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus, é a Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas.

Comentário de Kardec: O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem possível, que desejaríamos que nos fosse feito. Tal é o sentido das palavras de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como irmãos”.

      A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, mas abrange todas as relações com os nossos semelhantes, quer se trate de nossos inferiores, iguais ou superiores.

Ela nos manda ser indulgentes, porque temos necessidade de indulgência, e nos proíbe humilhar o infortúnio, ao contrário do que comumente se pratica.

Se um rico na procura, atendemo-lo com excesso de consideração e atenção, mas se é um pobre, parece que não nos devemos incomodar com ele. Quanto mais, entretanto, sua posição é lastimável, mais devemos temer aumentar-lhe a desgraça pela humilhação.

O homem verdadeiramente bom procura elevar o inferior aos seus próprios olhos, diminuindo a distância entre ambos.

Jesus ensinou ainda: “Amai aos vossos inimigos”. Sem dúvida não se pode ter, para com os inimigos, um amor terno e apaixonado. E não foi isso que ele quis dizer. Amar aos inimigos é perdoá-los e pagar-lhes o mal com o bem. É assim que nos tornamos superiores; pela vingança nos colocamos abaixo deles.


Quanto à esmola, o homem reduzido a pedir esmolas se degrada moral e fisicamente: se embrutece. Numa sociedade baseada na lei de Deus e na justiça, deve-se prover a vida do fraco, sem humilhação para ele. Deve-se assegurar a existência dos que não podem trabalhar sem deixá-los à mercê do acaso e da boa vontade.

A esmola não é condenada, pois não é a esmola que é censurável, mas quase sempre a maneira por que ela é dada. O homem de bem, que compreende a caridade segundo Jesus, vai ao encontro do desgraçado sem esperar que ele lhe estenda a mão.

      A verdadeira caridade é sempre boa e benevolente; tanto está no ato quanto na maneira de fazê-la. Um serviço prestado com delicadeza tem duplo valor; se o for com altivez, a necessidade pode fazê-lo aceito, mas o coração mal será tocado.

      Lembrai-vos ainda de que a ostentação apaga aos olhos de Deus o mérito do benefício. Jesus disse: “Que a vossa mão esquerda ignore o que faz a direita”. Com isso, ele vos ensina a não manchar a caridade pelo orgulho.

       É necessário distinguir a esmola propriamente dita da beneficência. O mais necessitado nem sempre é o que pede: o temor da humilhação retém o verdadeiro pobre, que quase sempre sofre sem se queixar. É a esse que o homem verdadeiramente humano sabe assistir sem ostentação.

       Amai-vos uns aos outros, eis toda lei, divina lei pela qual Deus governa os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados, e a atração é a lei de amor para a matéria inorgânica.

       Não olvideis jamais que o Espírito, qualquer que seja o seu grau de adiantamento, sua situação como reencarnado ou na erraticidade, esta sempre colocado entre um superior que o guia e aperfeiçoa e um inferior perante o qual tem deveres iguais a cumprir.

Sede, portanto, caridosos, não somente dessa caridade que vos leva a tirar do bolso o óbolo que friamente atirais ao que ousa pedir-vos, mas ide ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes para com os erros dos vossos semelhantes. Em lugar de desprezar a ignorância e o vício, instruí-os e moralizai-os. Sede afáveis e benevolentes para com todos os que vos são inferiores; sede-o mesmo para com os mais ínfimos seres da Criação, e tereis obedecido à lei de Deus. (São Vicente de Paulo.)

Os homens reduzidos à mendicidade o são por sua própria culpa. Mas se uma boa educação moral lhes tivesse ensinado a lei de Deus, não teriam caído nos excessos que os levaram à perda. E é disso, sobretudo, que depende o melhoramento do vosso globo. 


II- Direito de Propriedade – Roubo - O Livro dos Espíritos, Allan Kardec-LIVRO TERCEIRO -CAPÍTULO XI -LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE

LIVRO TERCEIRO
AS LEIS MORAIS
CAPÍTULO XI -  LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE
II- Direito de Propriedade – Roubo
 (Questões 880 à 885)
O primeiro de todos os direitos naturais do homem é o direito de viver.
É por isso que ninguém tem o direito de atentar contra a vida do semelhante ou fazer qualquer coisa que possa comprometer a sua existência corpórea.

O direito de viver confere ao homem o direito de ajuntar o que necessita para viver e repousar, quando não mais puder trabalhar, mas também deve fazê-lo em família, como a abelha, através de um trabalho honesto, e não ajuntar como um egoísta. Alguns animais lhe dão o exemplo dessa previdência.

O homem tem o direito de defender aquilo que ajuntou pelo trabalho.
Deus não disse: “Não roubarás”; e Jesus: “Dai a César o que é de César”.

Comentário de Kardec: Aquilo que o homem ajunta por um trabalho honesto é uma propriedade legítima, que ele tem o direito de defender. Porque a propriedade que é fruto do trabalho constitui um direito natural, tão sagrado como o de trabalhar e viver.

O desejo de possuir é natural, mas quando o homem só deseja para si e para sua satisfação pessoal, é egoísmo.

Há homens insaciáveis que acumulam sem proveito para ninguém ou apenas para satisfazer as suas paixões. Acreditas que isso seja aprovado por Deus?

Aquele que ajunta pelo seu trabalho, com a intenção de auxiliar o seu semelhante, pratica a lei de amor e caridade e seu trabalho é abençoado por Deus.

Só há uma propriedade legítima. O caráter da propriedade legítima está na que foi adquirida sem prejuízo para os outros.
Comentário de Kardec: A lei de amor e justiça proíbe que se faça a outro o que não queremos que nos seja feito, e condena, por esse mesmo princípio, todo meio de adquirir que o contrarie.

O direito de propriedade é sem limites. Tudo o que é legitimamente adquirido é uma propriedade, mas, como já dissemos, a legislação humana é imperfeita e consagra frequentemente direitos convencionais que a justiça natural reprova.


 É por isso que os homens reformam suas leis à medida que o progresso se realiza e que eles compreendem melhor a justiça. O que em um século parece perfeito, no século seguinte se apresenta como bárbaro.

I- Justiça e Direito Natural - O Livro dos Espíritos, Allan Kardec-LIVRO TERCEIRO -CAPÍTULO XI -LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE

LIVRO TERCEIRO
AS LEIS MORAIS
CAPÍTULO XI -  LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE

(Questões 873 à 879)

O sentimento de justiça é de tal modo que vos revoltais com o pensamento de uma injustiça. O progresso moral desenvolve sem dúvida esse sentimento, mas não o dá: Deus o pôs no coração do homem. Eis porque encontrais frequentemente, entre os homens simples e primitivos, noções mais exatas de justiça do que entre pessoas de muito saber.

Sendo a justiça uma lei natural, quando os homens a entendam de maneiras tão diferentes, que um considere justo o que a outro parece injusto, isso se explica porque em geral se misturam paixões ao julgamento, alterando esse sentimento, como acontece com a maioria dos outros sentimentos naturais e fazendo ver as coisas sob um falso ponto de vista.

A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um. Os direitos de cada um são determinados por duas coisas: a lei humana e a lei natural. Tendo os homens feito leis apropriadas aos seus costumes e ao seu caráter, essas leis estabeleceram direitos que podem variar com o progresso.

Vede se as vossas leis de hoje, sem serem perfeitas, consagram os mesmos direitos que as da Idade Média. Esses direitos superados, que vos parecem monstruosos, pareciam justos e naturais naquela época. O direito dos homens, portanto, nem sempre é conforme à justiça. Só regula algumas relações sociais, enquanto na vida privada há uma infinidade de atos que. São de competência exclusiva do tribunal da consciência.

Fora do direito consagrado pela lei humana, a base da justiça fundada sobre a lei natural está nas palavras do Cristo:

 “Querer para os outros o que quereis para vós mesmos”. Deus pôs no coração do homem a regra de toda a verdadeira justiça, pelo desejo que tem cada um de ver os seus direitos respeitados. Na incerteza do que deve fazer para o semelhante, em dada circunstância, que o homem pergunte a si mesmo como desejaria que agissem com ele. Deus não poderia dar um guia mais seguro que a sua própria consciência.

Comentário de Kardec:  O critério da verdadeira justiça é de fato o de se querer para os outros aquilo que se quer para si mesmo, e não de querer para si o que se deseja para os outros, o que não é a mesma coisa. Como não é natural que se queira o próprio mal, se tomarmos o desejo pessoal por norma ou ponto de partida, podemos estar certos de jamais desejar ao próximo senão o bem. Desde todos os tempos e em todas as crenças, o homem procurou sempre fazer prevalecer o seu direito pessoal. O sublime da religião crista foi tomar o direito pessoal por base do direito do próximo.

A necessidade de viver em sociedade acarreta para o homem obrigações particulares, e a primeira de todas é a de respeitar os direitos dos semelhantes; aquele que respeitar esses direitos será sempre justo.

No vosso mundo, onde tantos homens não praticam a lei de justiça, cada um usa de represálias e vem daí a perturbação e a confusão da vossa sociedade. A vida social dá direitos e impõe deveres recíprocos.

O homem pode iludir-se quanto à extensão do seu direito, porém, o que pode fazer que ele conheça os seus limites são próprios limites do direito que reconhece para o seu semelhante em relação a ele, na mesma circunstância e de maneira recíproca.

Os direitos naturais são os mesmos para todos os homens, desde o menor até o maior. Deus não fez uns de limo mais puro que outros e todos são iguais perante ele. Esses direitos são eternos; os estabelecidos pelos homens perecem com as instituições. De resto, cada qual sente bem a sua força ou a sua fraqueza, e saberá ter sempre uma certa deferência para aquele que o merecer, por sua virtude e seu saber. E importante assinalar isto, para que os que se julgam superiores conheçam os seus deveres e possam merecer essas deferências. A subordinação não estará comprometida, quando a autoridade for conferida à sabedoria.
    
O caráter do homem que praticasse a justiça em toda a sua pureza seria o do verdadeiro, justo, a exemplo de Jesus; porque praticaria também o amor ao próximo e a caridade, sem os quais não há a verdadeira justiça.


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

LEIS MORAIS - Leitura que capacita você para a vida! Pense nisso! Leiam a íntegra.

7.     Lei de Sociedade (Questão 766 até 775)

Fala da Necessidade da vida social, pois que Deus fez o homem para viver em sociedade; trata da Vida de Isolamento, voto de silêncio, como uma satisfação egoísta; trata dos Laços de Família como uma necessidade ao progresso. Os liames sociais são necessários ao progresso e os laços de família resumem os liames sociais; eis porque eles constituem uma lei natural. Deus quis que os homens, assim, aprendessem a amar-se como irmãos.

8.     Lei de Progresso (Questão 776 até 802)

Faz distinção entre o Estado Natural, que é o estado primitivo e a Lei Natural, que contribui para o progresso da humanidade; Fala da Marcha do Progresso individual dos homens, cada qual a seu tempo e de forma diferenciadas; dos Povos degenerados, convulsionados pela barbárie vão se aniquilando corporalmente, dia a dia; fala das Civilização dos Homens como um Progresso incompleto, pois que o homem não passa subitamente da infância à maturidade; trata do Progresso da Legislação Humana, que tendo sido feita pelos mais fortes, recai no favoritismo beneficiando a uns em detrimento de outros; trata da influência do Espiritismo no Progresso sobre o qual Kardec afirma que Certamente ele se tomará uma crença comum e marcará uma nova era na História da Humanidade, porque pertence à Natureza e chegou o tempo em que deve tomar lugar entre os conhecimentos humanos.



9.     Lei de Igualdade (Questão 803 até 824)

Trata da igualdade natural sobre a qual Kardec diz que todos os homens são submetidos às mesmas leis naturais, todos nascem com a mesma fragilidade, estão sujeitos às mesmas dores e o corpo do rico se destrói como o do pobre. Deus não concedeu, portanto, superioridade natural a nenhum homem, nem pelo nascimento, nem pela morte: todos são iguais diante dele; fala das desigualdades de aptidões na Deus criou todos os Espíritos iguais, mas cada um deles viveu mais ou menos tempo, e por conseguinte realizou mais ou menos aquisições; a diferença está no grau de experiência e na vontade, que é o livre-arbítrio; afirma categoricamente que as Desigualdades Sociais é obra do homem e não de Deus; trata das desigualdades das riquezas nas suas mais diversas origens; fala das Provas da Riqueza e da Pobreza, e de seus respectivos perigos, pois a miséria provoca a lamentação contra a  Providência; a riqueza leva a todos os excessos. Fala da Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher, pois que Deus deu a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir. Todos são iguais perante a Deus; Igualdade perante o Túmulochama a atenção para o orgulho parental no ato de perpetuar a memória dos seus.


10.  Lei de Liberdade (Questão 825 até 872)

Trata da Liberdade Natural como a do a do eremita no deserto. Desde que haja dois homens juntos, há direitos a respeitar e não terão eles, portanto, liberdade absoluta; Fala da Escravidão, e afirma que toda sujeição de um homem a outro é contrária a Lei de Deus; da Liberdade de Pensamento sobre a qual o homem goza de uma liberdade sem limites, porque o pensamento não conhece entraves. Pode-se impedir a sua manifestação, mas não aniquilá-lo. O homem é responsável perante Deus. Só Deus, podendo conhecê-lo, condena-lo ou absolve-lo, segundo a sua justiça; fala da Liberdade da Consciência como sendo um pensamento íntimo, que pertence ao homem como todos os outros pensamentos. Trata do Livre-Arbítrio como meio de pensar e agir; Fala da Fatalidade, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte. Chegando esse momento, de uma forma ou de outra, a ele não podeis furtar- vos. Assim, qualquer que seja o período que nos ameace, não morreremos se a nossa hora não chegou, e tens destes milhares de exemplos. Mas quando chegar a tua hora de partir, nada te livrará; fala sobre o Conhecimento do Futuro pelo homem. Em princípio o futuro lhe é oculto e só em casos raros e excepcionais Deus lhe permite a sua revelação. Faz um Resumo Teórico do Móvel das Ações Humanas e explica que a questão do livre-arbítrio pode resumir-se assim: o homem não é fatalmente conduzido ao mal; os atos que pratica não “estavam escritos”; os crimes que comete não são o resultado de um decreto do destino Ele pode como prova e expiação, escolher uma existência cm que se sentirá arrastado para o crime, seja pelo meio em que estiver situado, seja pelas circunstâncias supervenientes. Mas será sempre livre de agir como quiser. Assim, o livre-arbítrio existe, no estado de Espírito, com a escolha da existência e das provas; e, no estado corpóreo, com a faculdade de ceder ou resistir aos arrastamentos a que voluntariamente estamos submetidos. Cabe à educação combater as más tendências, e ela o fará de maneira eficiente quando se basear no estudo aprofundado da natureza moral do homem. Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza moral, chegar-se-á a modificá-la, como se modificam a inteligência pela instrução e as condições físicas pela higiene.

11.  Lei de Justiça, Amor e Caridade (Questão 873 até 892)


Mostra que o Sentimento de Justiça é natural ao homem, posto que Deus o pôs em seu coração; fala do Direito de Propriedade, Roubo, com ênfase no Direito de Viver. Deus disse: “Não roubarás” e Jesus disse: “Dái a César o que é de César”. Aquilo que o homem ajunta por um trabalho honesto é propriedade legítima, afirma Kardec; Kardec fala sobre a Caridade e Amor ao Próximo, como complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem possível, que desejaríamos que nos fosse feito. Tal é o sentido das palavras de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como irmãos”, por fim Amor Maternal e Filial, dado ao homem, e que persiste por toda vida e comporta um devotamento e uma abnegação que constituem virtudes; sobrevive mesmo à própria morte, acompanhando o filho além da tumba.