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quinta-feira, 31 de maio de 2018

VOCÊ SENTE CULPA?

Admitir que quase todos os espíritos se sentem culpado já ajuda bastante. Somos quase todos culpados segundo afirma o espírito Emmanuel. E numa sucessão de fatores acontecidos na evolução da humanidade, Ele descreve situações que favoreceram ao longo da história para que carregássemos as culpas da alma. Emmanuel nos diz que:

"Julgávamos que o poder transitório entre os homens nos fosse conferido como sendo privilégio e imaginário merecimento, e usamo-lo por espada destruidora, aniquilando a alegria dos semelhantes... Contudo, renascemos nos últimos degraus da subalternidade, aprendendo quanto dói o cativeiro da humilhação.

Acreditávamos que a moeda farta nos situasse a cavaleiro dos desmandos de consciência... Entretanto, voltamos à arena terrestre, em doloroso pauperismo, experimentando a miséria que infligimos aos outros. 

Admitíamos que as vítimas de nossos erros deliberados se distanciassem, para sempre de nós, depois da morte... Mas, tornamos a encontrá-los no lar, usando nomes familiares, no seio da parentela, onde nos cobram, às vezes com juros de mora, as dívidas de outro tempo, em suor do rosto, no sacrifício constante, ou em sangue do coração, na forma de lágrimas. 

Supúnhamos que os abusos do sexo nos constituíssem a razão de viver e corrompemos o coração das almas sensíveis e nobres com as quais nos harmonizávamos, vampirizando-lhes a existência... No entanto, regressemos ao mundo em corpos dilacerados ou deprimidos, exibindo as estranhas enfermidades ou as gravosas obsessões que criamos para nós mesmos, a estampar na apresentação pessoal a soma deplorável de nossos desequilíbrios. 

A Perfeita Justiça, porém, nunca se expressa sem a Perfeita Misericórdia e abre-nos a todos, sem exceção, o serviço do bem, que podemos abraçar na altura e na quantidade que desejarmos, como recurso infalível de resgate e reajuste, burilamento e ascensão. 

Atendamos às boas obras quanto nos seja possível. Cada migalha de bem que faças é luz contido, clareando os que amas. E assim é porque, de conformidade com as Leis Divinas, o aperfeiçoamento do mundo depende do mundo, mas o aperfeiçoamento em nós mesmos depende de nós. "

Livro: Justiça Divina
Autor: Chico Xavier
Espírito: Emmanuel

domingo, 17 de agosto de 2014

DOR X EVOLUÇÃO - Refletindo...

Dor X Evolução

Cultuar a dor como meio puro e simples de crescer e evoluir é um grave engano.

Deus nos fez perfeitos em sua essência, para sermos felizes e não para sofrermos como condição de obtermos o direito de evoluirmos na vida.

É preciso compreender que quando nos deparamos de frente com os nossos defeitos e erros, sofremos, daí então, vivemos a dor.

Muitas vezes, desejamos continuar a agir como antes, porém, o crivo da nossa razão e consciência, ao cederem aos apelos do bom senso, nos mostra que devemos mudar para agirmos dentro do que é “certo” e não mais dentro do que simplesmente desejamos.

 Importante esclarecer e compreender que o certo está muito distante de ser o perfeccionismo de que tratamos no item anterior, pois que o “certo” é o caminho a seguir e o objetivo é consequência do bem que semeou. O perfeccionismo é o objetivo que se deseja atingir, as vezes não importando nem os meios de que se utilizou para chegar a ele.

Diante desse processo de combate constante ao que desejamos em prol do que se deve fazer, que então, sofremos e vivemos na dor, que não é aqui exatamente a dor física, mas a dor mais profunda do ser, a dor moral.

É preciso entender a dor como um processo de reeducação do espírito, para que este possa libertar-se da dor.

Dentro desse propósito de educação espiritual, que viabiliza o sentimento de bem estar físico e espiritual, e permite o crescimento moral e espiritual do indivíduo.

É preciso está voltado para as mazelas que os espíritos trazem consigo de vidas pretéritas, que se apresentam destruindo não só os espíritos encarnados, mas sobremaneira, àqueles desencarnados que são: o orgulho, a insensatez, a rebeldia, a hostilidade, o desamor, o ódio, o desejo incessante de vingança, entre muitos outros.
O que educa o espírito é o esforço que se tem que fazer para aprender o caminho do bem, do amor e da verdade.

Não devemos mais nos permitir se esconder em nossos próprios esconderijos mentais, par não toar contato com a realidade pessoal, pois assim, criamos uma neura de virtudes, com hábitos e condutas rígidas, de maneira que não conseguiremos associar nossas ações ao que teorizamos, intensificando ainda mais os nossos conflitos e, por consequência, a dor. Daí vem a culpa, a baixa estima e o medo constante de errar.

Ao culpar-se, deve-se rever a sua conduta como meio de modificar-se; a baixa estima exige um olhar crítico para a identificação de seus valores reais. O medo de errar reflete o medo do desconhecido e o desapego dos padrões. Deve-se desenvolver o ser criativo que todos têm dentro de si para que possa lidar com a própria sombra sem se punir severamente mas, buscando o processo de mudança constante em prol da evolução moral e espiritual.

Não é preciso se condenar, menos ainda, se colocar na cruz do Cristo, como os homens de vidas pretéritas o fizeram.

É preciso reconhecer os erros, aceita-los como verdade do seu ser e, buscar ainda que seja pelo sofrimento e pela dor, a humildade para corrigi-los. Eis uma atitude de auto-amor, cujo propósito é lançar um olhar para si próprio.

Melhorar é transformar o negativo em positivo; o mal no bem; o desamor em amor; e não apenas colocar de lado, esquecer ou anular, o nosso lado ruim, a nossa sombra.

É indispensável ao processo evolutivo, enfrentar as dores e os sofrimentos, aceitá-los como verdade e ter humildade e coragem para modifica-los.