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quinta-feira, 31 de maio de 2018

O INFINITO AMOR DE DEUS

O amor de Deus é de fato infinito. Podemos percebe-lo nas simples coisas da vida, as quais o homem não é capaz de alcançar, nem com seu dinheiro, nem com sua inteligência.

O infinito amor de Deus é perceptível sobretudo, quando no indagamos sobre o porque de Deus tolerar certos abusos.

E é Este Deus infinito de bondade, misericordioso para com seus filhos que nos convida a  direcionar as energias de nossas inquietações para os nossos tutelados, enfrentando com sabedoria os problemas que surgem junto aos nossos filhos, primeiramente.

O Espírito Emmanuel nos aponta o roteiro eficaz que colocamos em pratica, como modelo de tolerância e amor infinito como o de Deus, diante dos nossos mais próximos:


  • Se os filhos tiram notas baixas, os pais lhe assinalam os estudos, dar-lhe na escola o curso repetido ou o transfere para segunda época.
  • Se foges à profissão,indica sempre atividades novas, a fim de vê-lo correto e ajustado ao dever.
  • Se fica doente, da-lhe remédios restaurando-lhe as forças.
  • Se entra no vício, busca na vida os meios necessários para que se reeduque.
  • Se comete erro grave, sentes que a compaixão te sugere novos campos de serviço para a correção.
E diante dessa capacidade de tolerar a quem amamos, a quem nos convida ao exercício do amor divino, o Espírito Emmanuel ainda nos aconselha que:

" Ainda nas circunstâncias em que o mal te pareça abarcar toda a Terra, pensa no Amor Divino, que sustenta as estrelas, alimenta os insetos, a fim e que percebas, vibrando em toda parte, os apelos constantes do perdão e do auxílio.
Compreenderás, então, que a falta de alguém, hoje, pode ser nossa falta, igualmente, amanhã.
E ao notarmos que nós, Espíritos falíveis, conseguimos amar, apesar da imperfeição que nos tisna na sombra, saberemos por fim que Deus é sempre amor, sempre infinito amor, na justiça da lei."



Livro: Justiça Divina
Autor: Francisco Cândido Xavier
Espírito Emmanuel

segunda-feira, 23 de abril de 2018

FORÇAS NEGATIVAS QUE HÁ EM TI

Qual o seu nível de ENERGIA e DETERMINAÇÃO
 para transformar algo que está ruim em bom?


Refletir sobre como mudar determinadas circunstâncias em nossas vidas é essencial. Falo dos acontecimentos de repercussão negativa na maneira como nos relacionamos com o outro.  Precisamos estar atentos a esses acontecimentos para que não se transformem maiores do nós mesmos, e saiam de controle.

De bebês a velhinhos, temos a oportunidade de construirmos uma nova caminhada com a bênção da vida que nos é dada por Deus. Cada dia, uma nova oportunidade para recomeçarmos, transformarmos, acertarmos, mas será que estamos realmente acertando com as nossas escolhas? E é exatamente aí que precisamos desse alto nível de energia e determinação para transformar tudo que nos incomoda em situações agradáveis.

Entende-se que são nas convivências que crescemos, que há aí, uma relação de troca mútua entre todos com os quais dividimos o nosso dia a dia. E muitas vezes pensamos que nós é que ajudamos o outro, mas em verdade, o outro foi colocado por Deus em nosso caminho para que pudéssemos desenvolver potenciais positivos à partir de nossas imperfeições. Como um teste, uma prova a cada situação.

Antes de qualquer coisa, é preciso fortalecer em nós a fé para conviver com as dificuldades na esperança de que o amanhã será muito melhor. É preciso desenvolver a capacidade de sermos resilientes, virtude que nos faz levantar e seguir adiante. É preciso ainda, desenvolver o amor não só pelas pessoas, mas pela vida com todas as dificuldades a serem vividas. Somente assim, poderemos vencer as forças negativas que há em cada um de nós.  

Quando temos a oportunidade de nascer numa família que pode nos dar uma educação fundamentada na fé cristã, nos ensinamentos do Crísticos, dificilmente canalizamos nossas energias para coisas ruins. Entretanto, precisamos considerar que somos Espíritos, e portanto, carregamos experiências múltiplas, de outras vidas, mas que, embora temporariamente não lembremos, estão, através de nossas intuições, guardadas no íntimo do nosso ser e acabam por vir à tona nessa realidade de vida que nos encontramos. 

E o que fazer com tudo isso que vai surgindo diante das provas da vida, já que essas experiências de vidas passadas trazem coisas boas, mas também, coisas ruins já que, somos seres em evolução ainda?

É importante salientar que não há ninguém na Terra que não tenha imperfeições de diversos gêneros. Todos nós temos imperfeições e podemos encontra-las nos nossos vícios, na nossa forma de pensar, na nossa forma de reagir a sentimentos intensos, nos nossos desejos mais íntimos, mas sobretudo, nas nossas atitudes. Eis o campo de atuação para encontrarmos e estudarmos nossas imperfeições. Isso abrange os campos do intelecto, dos maus hábitos, sobretudo, da nossa moralidade tão comprometida ainda com as teias das reencarnações.

Vamos falar especificamente das  forças negativas que há em nós e como transformá-las em  positivas, a fim de que possamos encontrar um equilíbrio e viver em harmonia.
  1. Encontre um tempo hábil para suas reflexões.
  2. Escreva num papel tudo de ruim que te incomoda e que você gostaria de mudar em você. Os pontos de maiores conflitos nas convivências.
  3. Para cada imperfeição encontrada, crie metas, faça projeções de mudanças de pensamentos, sentimentos, vontades e atitudes, transformando-as em virtudes.
  4. Marque um dia para começar e nunca mais parar.
Exemplos que irão fazer você despertar para sua realidade pessoal:
  • se você é uma pessoa PERFECCIONISTA, procure ser mais maleável e tolerante consigo mesma. Ninguém é perfeito para exigir tanta perfeição. Só podemos dar aquilo que temos. se não somos perfeitos, não podemos ficar nos punindo por algo que não conseguimos alcançar. Trabalhar para se aprimorar, dar o ser melhor sempre, sem jamais, se frustrar por não ter conseguido de primeira. O perfeccionismo é fruto de uma imperfeição de raiz que todos ainda temos, a VAIDADE que está sempre na busca da EXALTAÇÃO, do PODER, e da NECESSIDADE DE QUERER SER O MELHOR, uma imperfeição motivando a evidência de outras.
  • se você é uma pessoa SUBSERVIENTE, observe que este comportamento nos afasta do autoamor. Vamos nos anulando cada vez mais, em detrimento do outro. Enquanto estamos servindo somos úteis, o que não quer dizer exatamente, amados. O ato de servir é uma atitude nobre entre aqueles que sabem o limite de parar. Essa imperfeição é fruto da CARÊNCIA AFETIVA, da NECESSIDADE DE SER ACEITO, DE SER QUERIDO.
  • se você é uma pessoa que gosta de se VITIMIZAR, está na hora de sair da própria redoma, e olhar ao seu redor. A vida pede muito mais de todos. A ideia equivocada de que nossas vidas são mais sacrificantes que a dos outros nos coloca numa condição de coitados, órfãos de Deus. E entendendo que a Justiça Divina é intensa e atuante, também vamos compreender que estamos vivendo exatamente nas circunstâncias e com as pessoas que precisamos para evoluirmos, então, saia dessa condição e assuma o comando de sua própria vida que você é muito mais capaz do que imagina. Essa imperfeição é fruto do DESÂNIMO, da FALTA DE FÉ e ESPERANÇA, da NÃO ACEITAÇÃO DA VIDA COMO ELA É.
  • se você é PESSIMISTA, mude esse paradigma o tempo todo. ser pessimista não que dizer desejar o lado ruim das coisas, mas é o caminho pelo qual você enxerga primeira os lado ruim de tudo, as tragédias, o negativo, o que vai dar errado. Comece a olhar o lado bom, belo, otimista das coisas e dos acontecimentos. Tudo que é ruim acontece para que você vá em busca do que é bom. Essa imperfeição é fruto da PRÓPRIA INCAPACIDADE DE LIDAR COM O NOVO, de BUSCAR NOVAS ALTERNATIVAS, da FALTA DE INSTRUÇÃO, da ACOMODAÇÃO.
  • se você é uma pessoa TRISTE, INFELIZ, INSATISFEITA com tudo, corra contra o tempo. descubra urgentemente onde você fez a escolha errada de sua vida. Não tenha medo de enfrentar esse desafio de mudar, a sua felicidade depende exclusivamente disso. Enquanto houver vida, ainda haverá tempo para o arrependimento, o voltar atrás, e o recomeçar para uma vida mais feliz. Essas imperfeições são frutos da NEGAÇÃO DA VIDA, da NÃO ACEITAÇÃO DAS PROVAS, da INCAPACIDADE DE SUPERAÇÃO, sobretudo da falta de VONTADE FIRME para mudar.
  • se você é uma pessoa CIUMENTA,POSSESSIVA, já é tempo de compreender que somos apenas depositários e não proprietários de nossas vidas. Se não temos propriedade sobre nossa própria vida como teremos sobre a vida do outro? As pessoas estão no nosso caminho numa relação de troca de afetividade e experiências que irão contribuir para a realização de nosso carma pessoal, dentro daquilo que planejamos realizar nesta vida. Aqueles que agregam por si só demonstram laços afetivos de simpatia. Aqueles geradores de conflitos, estão nos convidando a exercitar as virtudes contrárias, portanto, é tempo de desapegarmos, de deixarmos ir, de sermos mais desprendidos, porque onde há amor, todos irão querer estar. Essas imperfeições são frutos da INSEGURANÇA, do NÃO MERECIMENTO, da necessidade de ser ACEITO, da AUSÊNCIA DE AUTOAMOR.
  • se você desenvolveu MANIAS ou HÁBITOS que possam te prejudicar, certamente não aprendeu a DIZER NÃO ÁS SUAS VONTADES mais intensas. Precisamos dizer não aos nossos desejos descabidos, às nossa vontades, aos nossos quereres. Dizer não ao outro e fácil, porque dói menos. Mas precisamos dizer não a nós mesmos para nos educarmos dos desvios de conduta, que nos distanciam de nossa moralização tão necessária no mundo de hoje. Quando fazemos isso, entendemos que TUDO PODEMOS MAS NEM TUDO NOS CONVÉM. Essas imperfeições são frutos da NECESSIDADE DE SE DISTANCIAR DA REALIDADE PESSOAL e NÃO ENFRENTAMENTO DAS PROVAS.
  • se você tem VÍCIOS e não consegue se livrar deles sozinho, procure AJUDA PROFISSIONAL. Os vícios podem ser de uma simples mania como por exemplo, os Transtornos Obsessivos Compulsivos (TOC), como o cigarro, o álcool e as drogas mais pesadas. Quando algo se torna um vício, você não consegue dar andamento nos seus projetos de vida sem que antes, você possa atender a essa viciação. É como se os vícios suprissem um vazio, uma insegurança, um medo, ou quem sabe, a fuga de sua realidade pessoal. É preciso descobrir aí, onde está a causa primeira que motivou a viciação para agir diretamente sobre ela, caso contrário, não terá êxito, por isso a necessidade  de ajuda profissional.Essas imperfeições também são frutos da FUGA DA REALIDADE PESSOAL e NÃO ENFRENTAMENTO DAS PROVAS motivados pela CARÊNCIA AFETIVA, pelas ANSIEDADES DESCONTROLADAS.
  • Etc.
São muitas as forças negativas que há em nós, seres humanos, mas o mais importante é percebermos que cada imperfeição identificada em nós, nos convida a uma transformação pessoal, fazendo despertar a necessidade de conquistarmos aquilo que ainda não está maduro em nós. 

Cada imperfeição nos mostra exatamente o que nos falta para sermos felizes. Pense nisso e busque sua felicidade pela transformação pessoal. Alessandra Uzêda




domingo, 4 de junho de 2017

Deu no Jornal da Vida : “Menina não escutou os pais e está numa pior.”

A HISTÓRIA

O grande laço cor de rosa que adornava a porta do quarto da maternidade , anunciava que mais uma menina contava entre os vivos da Terra. A família sentiu grande alegria. Papai e mamãe eram somente sorrisos e contentamento. O tempo foi passando , e a pequena garotinha era tratada com muito amor e carinho. O pai dizia ser ela a sua princesinha , enquanto a mãe , dedicada e carinhosa, desmanchava-se em beijos e carícias. Assim , cercada de carinho , a pequena flor desabrochou e tornou-se uma linda adolescente.

Infelizmente , apesar dos cuidados da família , a menina viu-se envolvida em funesta trama ; a sombra , através da figura de um sedutor rapaz , armava sua armadilha para desviar a garota do bom caminho.

Contra a vontade dos pais , a menina iniciou o namoro com um jovem que habitualmente frequentava o bar em frente ao colégio onde ela estudava. O pai lhe dizia que o moço possuía comportamento estranho , que não  era boa influência , pois andava em más companhias. Todavia, a menina , completamente apaixonada e sem usar a razão , retrucava dizendo que o namorado era incompreendido por todos , que ela o amava e chegaria às últimas conseqüências para ficar ao seu lado. A jovem agora vivia trancada em seu quarto ou ao telefone em longas conversas com o rapaz. Não mais sorria , e na escola , nem de longe , lembrava a aluna extrovertida e aplicada de outros tempos.

Os pais desesperados tentavam de todos os meios persuadi-la a mudar a conduta , mas ela parecia indiferente a qualquer orientação. Incentivada pelo namorado acabou envolvendo-se com drogas.

Frequentava lugares perigosos e andava em companhia de pessoas completamente alienadas das responsabilidades da vida.

Por que não ouviu as orientações de seus pais ? 
Por que preferiu dar ouvidos ao namorado , que tão pouco conhecia , ao invés de escutar aqueles que mais lhe amavam na vida ?

 Hoje encontra-se internada em uma clínica para viciados , onde luta para livrar-se do vício e voltar a uma vida normal. O namorado desencarnou , vítima de uma dose fatal de cocaína. ·

A MORAL

“Devido ao orgulho , a imaturidade , ou até mesmo a ignorância , muitas vezes fechamos nossos ouvidos justamente para aqueles que desejam nosso bem e nosso sucesso. Não bastasse isso , lá estamos nós a seguir conselhos de pessoas que , intencionalmente ou não , querem nos arrastar para a mesma situação infeliz em que se encontram. Não faça isto. Mesmo que os pais não tenham muita habilidade com as palavras , devemos procurar escutá-los com o coração desarmado, pois desejam nossa felicidade. Aja com maturidade , reflita bem e decida com sabedoria a quem você deve escutar.

A PRECE

 Jesus! Faça com que minha alma seja dócil e receptiva às orientações que visam conduzir-me para o bem. Amigo fiel , retire do meu coração a rebeldia e a teimosia e não permita que o mal venha sobre minha vida. Muito obrigado.


Livro: Se liga, Juventude!
Autor: Carlos Caldo

Deu no Jornal da Vida : “Menino que bebericava tornou-se alcoólatra.”


 A HISTÓRIA

Quando menino , durante os festejos, gostava de bebericar cerveja do pai e todos achavam graça. Veio a adolescência e o jovem , na companhia de seus colegas , exibia com orgulho , o número de garrafas vazias das quais havia sorvido o líquido alcoólico nas tardes ensolaradas no clube. 

Nas noitadas com os amigos , o bar sempre era a primeira etapa , pois dizia que precisa “calibrar” para ficar no ponto ideal para divertir-se. Assim seguia o nosso alegre e desatento jovem; sempre cedendo ao convite do álcool .

Quando alguém lhe alertava que estava exagerando , respondia que se sentia bem , confiante , e que tinha total controle. 

Os anos passaram e veio o casamento e os filhos. Mas o que começou como inocente brincadeira , tornou-se um vício cruel e destruidor. 

O álcool que antes se disfarçara como amigo, agora mostrava suas garras: No lar somente ofendia a esposa dedicada e maltratava os filhos que Deus lhe confiara. O bar era seu reduto predileto , onde ao lado de outros infelizes , desperdiçava dinheiro e saúde. 

Perdeu a esposa , o emprego e o amor dos filhos. Perdeu também a saúde e hoje é verdadeiro trapo humano , a perambular pelas ruas a espera da morte ... · 

A MORAL

“Procure trocar o copo de cerveja ou a dose de whishy por um bom suco de frutas. Acha muito “careta”? Pode ser , mas é muito mais saudável e não coloca em risco nossa vida. 

Tome muito cuidado com a ingestão de bebidas alcoólicas. Não foram poucos os acidentes causados por algumas doses a mais ; sem falar que milhares de pessoas acabaram no vício e destruíram suas vidas e as de suas famílias. Se liga ! 

A PRECE

 Deus ! Afasta de minha vida , o vício do álcool. Dê-me sabedoria e força de vontade para resistir às tentações deste nosso mundo e ajude-me a manter a mente e o corpo saudáveis e em harmonia. Muito Obrigado Pai.


Livro: Se liga, Juventude!
Autor: Carlos Caldo

sábado, 17 de janeiro de 2015

AOS FUMANTES - CAMINHANDO PARA O SUICÍDIO INCONSCIENTE - Adésio Alves Machado

CAMINHANDO PARA O SUICÍDIO INCONSCIENTE
Adésio Alves Machado

 A invigilância moral que nasce e se estrutura na ignorância humana com relação ao conhecimento da vida espiritual tem dizimado milhões de criaturas através dos tempos, e o pior é que continuará sua marcha lúgubre.

 O Espiritismo vem tirar da pasmaceira moral os espíritos aqui reencarnados a fim de que melhorem, um pouco que seja, a qualidade de suas vidas, fazendo-os ver e sentir as conseqüências de seus vícios, paixões e desatinos cultivados através do corpo carnal.

 Nessas horas de devaneio a criatura se deixa envolver por espíritos de baixo astral,ou de baixo padrão vibratório, quando o ser perde o domínio integral de si mesmo. Criam-se algemas cruéis, difíceis de serem abertas. É a malha do vício que aprisiona, cerceia a liberdade, impõe condições, passa a dominar.

Queremos nos referir ao tabagismo, esquecendo por enquanto os demais, como por exemplo o alcoolismo, o uso de drogas, a maledicência, o hábito de caluniar, a glutonaria, o sexo em desregramento, a violência, etc., etc, tudo isso causando sérios curtos-circuitos no perispírito do viciado, energeticamente desestruturando-o, lamentavelmente, tendo em vista que ele será o molde do novo corpo físico da próxima reencarnação do viciado.

 Segundo dados colhidos num trabalho sobre saúde, da jornalista Magaly Sonia Gonzales, publicado na revista “Isto É”, de julho de 2000, “o vício do fumo foi adquirido pelos espanhóis, junto aos índios da América Central, que o encontraram nas adjacências de Tobaco, província de Yucatán. 

Um dos primeiros a cultivar o tabaco na Europa foi o Monsenhor Nicot, embaixador da França, em Portugal, de onde se derivou o nomenicotina, dado à principal toxina nele contida”.

 Através das constatações médicas científicas, verifica-se que o fumo é um veneno para o corpo. Como aliado deste princípio, encontramos os preceitos médicos/morais do Espiritismo, que mostra o fumo como um destruidor da mente, que provoca tonteiras, que enseja vômitos no estômago, dispara perturbações brônquicas nos pulmões e no sangue;é um agente envenenador, com ameaças de leucemia.

 O tabagismo se apodera do viciado em processo lento mas contínuo, fazendo-o mais uma “vítima”, inicialmente de si mesmo, depois dele, fumo. Em verdade, o viciado se torna escravo de sua vontade pusilânime. 

O tabagismo é uma doença que, tratada a tempo, tem cura, requerendo do viciado, no entanto, muita obstinação para dele se desvencilhar, determinação esta que ainda não é apanágio dos espíritos aqui residentes.

 Para deixar o cigarro é preciso readquirir o poder da vontade que se estiolou diante da prepotência, do autoritarismo da nicotina e seus sequazes.

 O viciado é aquele que perde o comando da mente. A luta do viciado pela recuperação do controle da vontade torna-se mais acerba pelo fato do vício haver encontrado quem lhe insufla maior potência: os espíritos desencarnados tabagistas. As mentes de além-túmulo não se desvinculam com facilidade, sem mais nem menos, deste foco que alimenta seus desregramentos: o fumante terreno.

 Os efeitos do tabagismo são devastadores, a saber: afeta o sistema respiratório, provocando bronquite, enfisema, câncer pulmonar, angina do peito, laringite, tuberculose, tosse e rouquidão; ataca o sistema digestivo, dificultando o apetite e a digestão, além de provocar úlcera gastroduodenal, hepatite; aumenta a concentração do ácido úrico, instalando a chamada gota; o sistema circulatório sofre com o aparecimento de varizes, flebite, isquemia, úlceras varicosas, palpitação, trombose, aceleração de doenças coronarianas e cardiovasculares; o sistema nervoso, sempre muito sensível, leva à uremia, mal de Parkinson, vertigem, náuseas, dores de cabeça, nervosismo e opressão. 

falta do fumo no organismo do viciado gera ansiedade, angústia, desencadeando crises, convulsões e espasmos. Instala-se, como se depreende, toda uma dependência mental, psíquica e física.

 Para os indígenas, a fumaça afastava os “maus espíritos”, daí o surgimento dos defumadores. Os pagés jogavam folhas secas no braseiro, ao mesmo tempo em que invocavam os seus deuses. Com o passar do tempo, habituaram-se a fazer um rolo de folhas secas de tabaco, fumegantes, aspirando e tragando a fumaça, o que neles provocava sensações de prazer. Nascia aí, para desgraça de tantas pessoas e o enriquecimento despudorado de muitas outras, o vício de fumar.

 Rogamos a Deus que surjam, cada vez mais, medidas restritivas aos fumantes e aos que propagam o cigarro, como também exemplos de abominação ao tabagismo nas famílias, nas escolas e na sociedade em geral. Com tal procedimento se dará uma demonstração de que o tabagismo é um suicídio em processo inconsciente lento, porém pertinaz.

A tendência do tabagismo é desaparecer antes do alcoolismo. Os dois têm seus dias contados na face da Terra.

Os males de um vício altamente destruidor da vida física, como o tabagismo, destroem também a vida espiritual pelo fato de lesar o perispírito. Acompanhando o espírito na erraticidade, não só de imediato aparecem as sequelas, mas também no seu retorno à vida carnal, num novo corpo altamente comprometido, estruturado que se acha em matriz defeituosa – o perispírito.

Largar o tabagismo, dizem os entendidos, tem de ser feito de uma só vez. Não concordamos tacitamente com isso, tendo em vista que cada criatura tem suas próprias reações orgânicas. O resultado que se obtém em relação a um caso pode ser diverso daquele que se constata em um outro. Deve-se, entendemos, colocar em ação todos os recursos existentes e, estando a pessoa determinada a parar com o uso do cigarro, surgirá o meio mais eficaz, o que seja mais aconselhável para o seu organismo reagir ao assédio do vício.

Referimos-nos ao fato de que, na hora em que o viciado se predispõe a deixar o vício, logo a Espiritualidade Superior passa a cuidar do caso, a ele se dedicando com determinação e amor. Os resultados só poderão ser o melhor – libertação do vício.

O Espiritismo analisa o tabagismo como um “inimigo” do ser humano que precisa ser “eliminado”. Sendo um gerador de doenças e de dependências, merece do Espiritismo uma batalha sem trégua. Contudo, ele atuará sem violentamento de consciências, somente ajudando, com a sua terapia, a quem quer ser ajudado.

O viciado recebe do Espiritismo, além de informações fornecidas pela medicina tradicional quanto aos males provocados pelo fumo, o alerta contra as obsessões e as desastrosas conseqüências no campo energético do espírito, fator este a exigir atenções especiais e procedimentos profundos na mentalização do fumante.

Mostra a Doutrina Espírita a necessidade não só de se cuidar do corpo, mas, sobretudo, do espírito e de seu campo vibratorial, o perispírito.

A visão reencarnatória é o principal fator que induz reformulação dos valores éticos/morais de quem se aproxima do Espiritismo, pois ela representa, acima de tudo, o uso da lógica e da razão na busca de uma melhor compreensão da vida, abrangendo o aspecto dual da existência: o material e o espiritual.

Compete-nos, portanto, ajudar os nossos irmãos e irmãs que se encontram sob o jugo do vício a fugirem desta forma sub-reptícia de mergulhar num suicídio inconsciente.

(Artigo publicado originalmente em Reformador / FEB - abril de 2002) 

domingo, 23 de novembro de 2014

I- As Virtudes e os Vícios- O Livro dos Espíritos, Allan Kardec-LIVRO TERCEIRO -CAPÍTULO XII -PERFEIÇÃO MORAL

LIVRO TERCEIRO
AS LEIS MORAIS
CAPÍTULO XII -  PERFEIÇÃO MORAL
I-           As Virtudes e os Vícios
(Questões 893 à 906)

Todas as virtudes têm o seu mérito, porque todas são indícios de progresso no caminho do bem. Há virtude sempre que há resistência voluntária ao arrastamento das más tendências; mas ti sublimidade da virtude consiste no sacrifício do interesse pessoal para o bem do próximo, sem segunda intenção. A mais meritória é aquela que se baseia na caridade mais desinteressada.

Há pessoas que fazem o bem por um impulso espontâneo, sem que tenham de lutar com nenhum sentimento contrário. Isso ocorre porque já realizaram o progresso: lutaram anteriormente e venceram; é por isso que os bons sentimentos não lhes custam nenhum esforço e suas ações lhes parecem tão fáceis: o bem tornou-se para eles um hábito.

Deve-se honrá-los como a velhos guerreiros que conquistaram suas posições. Como estais ainda longe da perfeição, esses exemplos vos espantam pelo contraste e os admirais tanto mais porque são raros. Mas sabei que nos mundos mais avançados que o vosso, isso que entre vós é exceção se torna regra.

O sentimento do bem se encontra por toda parte e de maneira espontânea, porque são mundos habitados somente por bons Espíritos e uma única intenção má seria neles uma exceção monstruosa. Eis porque os homens ali são felizes e assim será também na Terra, quando a Humanidade se houver transformado e quando compreender e praticar a caridade na sua verdadeira acepção.

O indício mais característico da imperfeição é o interesse pessoal. As qualidades morais são geralmente como a douração de um objeto de cobre, que não resiste à pedra de toque. Um homem pode possuir qualidades reais que a fazem para o mundo um homem de bem; mas essas qualidades, embora representem um progresso, não suportam em geral a certas provas, e basta ferir a tecla do interesse pessoal para se descobrir a fundo. O verdadeiro desinteresse, é de fato tão raro na Terra que se pode admirá-lo como a um fenômeno, quando ele se apresenta. O apego às coisas materiais é um indício notório de inferioridade, pois, quanto mais o homem se apega aos bens deste mundo, menos compreende o seu destino. Pelo desinteresse, ao contrário, ele prova que vê o futuro de um ponto de vista mais elevado.

Há pessoas desinteressadas, mas sem discernimento, que prodigalizam os seus haveres sem proveito real, por não saberem empregá-los de maneira razoável. Têm o mérito do desinteresse mas não o do bem que poderiam fazer. Se o desinteresse é uma virtude, a prodigalidade irrefletida é sempre, pelo menos uma falta de juízo.

A fortuna não é dada a alguns para ser lançada ao vento como não o é a outros para ser encerrada num cofre. E um depósito de que terão de prestar contas, porque terão de responder por todo o bem que poderiam ter feito e não o fizeram: por todas as lágrimas que poderiam ter enxugado com o dinheiro dado aos que na verdade não estavam necessitados.

Aquele que faz o bem sem visar a uma recompensa na Terra, mas na esperança de que lhe seja levado em conta na outra vida e que nessa a sua posição seja melhor, é repreensível, e esse pensamento prejudica o seu adiantamento. É necessário fazer o bem por caridade, ou seja, com desinteresse.

Mas cada um tem o desejo muito natural de progredir para sair da situação penosa desta vida. Os Espíritos nos ensinam a praticar o bem com esse fim. Não é exatamente um mal pensar que pela prática do bem se pode esperar uma situação melhor. Mas aquele que faz o bem sem segunda intenção, pelo prazer único de ser agradável a Deus e ao seu próximo sofredor, já se encontra num grau de adiantamento que lhe permitirá chegar mais rapidamente à felicidade do que o seu irmão que, mais positivo, faz o bem por cálculo e não pelo impulso natural do coração. 
Perfazer o bem queremos dizer ser caridoso. Aquele que calcula o que lhe pode render cada uma de suas boas ações, na outra vida ou na vida terrena, procede de maneira egoísta. Mas não há nenhum egoísmo em se melhorar com vistas de se aproximar de Deus, pois esse é o objetivo de todos.

Desde que a vida corpórea é apenas uma efêmera passagem por este mundo, e que o nosso futuro deve ser a nossa principal preocupação, é útil esforçar-nos por adquirir conhecimentos científicos que se referem somente às coisas e necessidades materiais. Primeiro, isso vos torna capazes de aliviar os vossos irmãos; depois, vosso Espírito se elevará mais depressa se houver progredido intelectualmente.

No intervalo das encarnações, aprendereis em uma hora aquilo que na Terra demandaria anos. Nenhum conhecimento é inútil; todos contribuem mais ou menos para o adiantamento, porque o Espírito perfeito deve saber tudo e, devendo o progresso realizar-se em todos os sentidos, todas as ideias adquiridas ajudam o desenvolvimento do Espírito.

De dois homens ricos, um nasceu na opulência e jamais conheceu a necessidade; o outro deve a sua fortuna ao seu próprio trabalho; e todos os dois a empregam exclusivamente em sua satisfação pessoal. O mais culpado foi aquele que conheceu o sofrimento. Ele sabe o que é sofrer. Conhece a dor que não alivia, mas como geralmente acontece, nem se lembra mais dela. 

Aquele que acumula sem cessar e sem beneficiar a ninguém assume um compromisso de má consciência.

De dois avarentos, o primeiro se priva do necessário e morre de necessidades sobre o seu tesouro; o segundo é avaro só para os demais e pródigo para consigo mesmo; enquanto recua diante do mais ligeiro sacrifício para prestar um serviço ou fazer uma coisa útil, nada lhe parece muito para satisfazer aos seus gostos e às suas paixões. Pecam-lhe um favor, e estará sempre de má vontade; ocorra-lhe, porém, uma fantasia, e estará sempre pronto a satisfazê-la. Qual deles é o mais culpável e qual terá o pior lugar no mundo dos Espíritos? Aquele que goza. É mais egoísta do que avarento. O outro já recebeu uma parte de sua punição.
                             .
Não é repreensível cobiçar a riqueza com o desejo de praticar o bem. O sentimento é louvável, sem dúvida, quando puro. Mas esse desejo é sempre bastante desinteressado? Não trará oculta uma segunda intenção pessoal? A primeira pessoa a quem se deseja fazer o bem não será muitas vezes a nossa? Precisamos refletir as verdadeiras intenções.


Quando estudamos os defeitos alheios com o fito de os criticar e divulgar, há muita culpa, porque isso é faltar com a caridade. Se é com intenção de proveito pessoal, evitando-se aqueles defeitos, pode ser útil. Mas não se deve esquecer que a indulgência para com os defeitos alheios é uma das virtudes compreendidas na caridade. Antes de censurar as imperfeições dos outros, vede se não podem fazer o mesmo a vosso respeito. Tratai, pois, de possuirás qualidades contrarias aos defeitos que criticais nos outros. Esse é um meio de vos tomardes superiores.

  Se os censurais por serem avarentos, sede generosos; por serem duros, sede dóceis- por agirem com mesquinhez, sede grandes em todas as vossas ações. Em uma palavra, fazei de maneira que não vos possam aplicar aquelas palavras de Jesus: “Vedes um argueiro no olho do vizinho e não vedes uma trave no vosso”.   
    
Ser ou não culpado o que sonda os males da sociedade e os desvenda depende do sentimento que o leva afazê-lo. Se o escritor só quer fazer escândalo, é um prazer pessoal que se proporciona, apresentando quadros que são, em geral, antes um mau do que um bom exemplo. O Espírito faz uma apreciação mas pode ser punido por essa espécie de prazer que sente em revelar o mal.

Nem sempre é útil julgar a pureza das intenções e a sinceridade do escritor.
Se ele escreve boas coisas, procura aproveitá-las; se escreve más, e uma questão de consciência que a ele diz respeito. De resto, se ele quer provar a sua sinceridade, cabe-lhe apoiar os preceitos no seu próprio exemplo.

Alguns autores publicaram obras muito belas e moralmente elevadas, que ajudam o progresso da Humanidade, mas das quais eles mesmos não tiraram proveito. A moral sem ações é como a semente sem o trabalho. De que vos serve a semente se não a fizerdes frutificar pura vos alimentar? Esses homens são mais culpáveis porque tinham inteligência para compreender; não praticando as máximas que ofereciam aos outros, renunciaram a colher os seus frutos.


 Não é repreensível aquele que, fazendo conscientemente o bem, reconhece que o faz. Desde que pode ter consciência do mal que fizer, deve tê-la igualmente do bem, a fim de saber se age bem ou mal. É pesando todas as suas ações na balança da lei de Deus, e sobretudo na da lei de justiça, de amor e de caridade, que ele poderá dizer a si mesmo se as suas ações são boas ou más e aprová-las ou desaprová-las. Não pode, pois, ser responsabilizado por reconhecer que triunfou das más tendências e de estar satisfeito por isso, desde que não se envaideça, com o que cairia em outra falta.