Mostrando postagens com marcador Razão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Razão. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Para mudar uma nação, é preciso primeiro mudar a si mesmo.



A Doutrina Espírita, nos ensina muito sabiamente a RACIOCINAR a nossa FÉ. 

Uma fé não submetida ao crivo da ração, nos leva a crer em ideologias fantasiosas, com intenções ocultas de manipulação, para se atingir determinados fins pessoais, apelando para a ingenuidade alheia. E quando assim o faz, seja o indivíduo ou uma tribo representativa de uma ideologia comum, está ou estão se corrompendo, igualmente aos crimes hediondos de corrupções de todos os partidos políticos que já governaram esse país, que pairam impunes porque a lei brasileira foi feita para acobertar os crimes.

Se utilizar da fé alheia, motivações religiosas, para atingir determinados fins políticos, é se utilizar do mesmo viés, da enganação, do engodo, da subjugação como espécie de hipnose coletiva, é ainda se aproveitar da ignorância alheia e da materialidade que o homem de hoje ainda precisa, para crer. É como pegar no ponto fraco, do homem de bem fragilizado pelas suas dificuldades momentâneas,  e não desperto para as realidades conscientes, para abarca-lo como meio de se conquistar um determinado objetivo.

Então, me pergunto, seguramente, como pode uma nação tão rica de recursos naturais, ser tão pobre de princípios morais, éticos, políticos, sociais? Como pode o homem ser tão vil, ao ponto de subir sobre o outro para se valer de seus interesses pessoais? Como podemos mudar uma nação, em que os seus filhos não querem fazer o esforço da transformação pessoal, abrindo mão das enganações em detrimento da honestidade; abrindo mão das satisfações pessoais, em prol de um bem coletivo, solidário e fraterno? Como podemos mudar uma nação, se o próprio homem que a compõe, não deseja se modificar?

A corrupção está em tudo, mas certamente, está em todos os homens ainda imperfeitos que habitam essa terra. A corrupção não está somente no dinheiro roubado de um povo sofrido. Está no poder sim, mas também,  nos atalhos, dos quais o homem se favorece, para atingir seus fins como na fila furada, no jeitinho brasileiro de barganhar uma vantagem, na contramão dada com o veículo para burlar uma lei, na exploração da boa vontade alheia, no desejo muitas vezes fútil, vil, irrelevante, que o faz passar por cima do outro, e tudo isso, porque o homem não consegue despertar para a necessidade de entender dois princípios bem básicos que Jesus nos ensinou: 

"O nosso limite termina quando o do outro começa" e "Não faça com o outro aquilo que você não gostaria que fizessem com você." 

Esses princípios fazem girar a Lei de Retorno, a Lei da Causa e Consequência, ou ainda Lei de Ação e Reação. Hoje a gente faz aqui, amanhã a gente acha quem faça conosco.

Em contradição ao que prega a Lei de Evolução, Jean-Jacques Rousseau,  foi um importante filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidata suíço, que  defendia que os homens nascem bons, mas em contato com a sociedade que é má, tornam-se igualmente maus. 

Um raciocínio ingênuo e romântico da época, que não lhe permitiu perceber que quem faz a sociedade são os homens que nela convivem.  E pela Lei de Evolução, nascemos com diversas imperfeições, a serem buriladas por meio de nossas provas, para que se dê o cumprimento de nosso carma. Isso demonstra que de alguma maneira, por pior que seja o homem na face da terra, esse seguramente, evolui, melhora e aprende em algum aspecto da vida. Isso é o que nos dá um pouco de esperança, mesmo sabendo que andamos em passos lentos como as tartarugas a caminharem pelos caminhos de areia da vida.

Thomas Hobbes foi um matemático, teórico político e filósofo inglês, mais racional que Rousseau, defendeu que o homem nasce mau, com instintos de sobrevivência, e que devido a tais instintos é capaz de fazer qualquer coisa. 

Esses instintos jazem latentes em nossa consciência espiritual, adormecida pelo véu do esquecimento que protege o encarnado de si mesmo, aguardando a oportunidade de mostrar o quanto ainda somos incapazes de lidar com os potenciais nobres da evolução, o quanto ainda somos carentes de aprendizado, e o quanto ainda temos que evoluir em nossa individualidade para que consigamos mudar a sociedade de um país.

Para Hobbes, a sociedade tem o papel de educá-lo, de humanizá-lo, de torná-lo sociável. Hobbes já teve um raciocínio mais evidente do papel de uma sociedade para seu povo.  A educação, a humanização e a sociabilidade como mecanismos de um ideal evolutivo de paz, igualdade, solidariedade e fraternidade, porque não há outro meio de evoluir e crescer, se não for pela aquisição de conhecimentos morais, que propiciem uma transformação evolutiva, capaz de mudar um povo, uma sociedade, e portanto, despertar suas consciências para o que realmente importa.

Brava gente brasileira! Precisamos refletir na nossa individualidade, quem somos, como nos comportamos perante o outro na sociedade, como lidamos com as nossas dificuldades, e se estamos nos utilizando de meios lícitos, nobres e morais para atingirmos nossos objetivos, nossas expectativas. Somente mudando a si mesmo, construiremos uma sociedade  mais justa e moralizada, e por fim, assim, mudaremos essa nação. (Alessandra Uzêda)

sábado, 14 de julho de 2018

PACIÊNCIA - VOCÊ A TEM?



Conceitualmente a paciência é o estado de perseverança tranquila. Quando a refletimos 
sob a ótica do Espiritismo, é preciso analisar com maior profundidade os aspectos relacionados ao exercício da paciência.

Allan Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo, traz, através de um Espírito Amigo, Havre, 1862, boa reflexão sobre A PACIÊNCIA. Ele inicia a sua abordagem sob a ótica da DOR dizendo-nos:

"7 – A dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos. Não vos aflijais, portanto, quando sofrerdes, mas, pelo contrário, bendizei a Deus todo poderoso, que vos marcou com a dor neste mundo, para a glória no céu."

O Espírito vem nos trazer o testemunho de que, ainda que as coisas não estejam como gostaríamos, ainda que a vida que estamos levando não seja, exatamente, a vida que sonhamos, ainda que a  dificuldade sobremaneira esteja instalada em nossos lares e familiares, que não devemos reclamar, se lamentar, mas sim, agradecer a Deus a oportunidade de vivenciar tais experiências, a fim de que possas através da paciência, vencer tais desafios. 

A Paciência é a  virtude capaz de nos tornar cada vez mais tolerantes perante as provas da vida.

A Paciência amplia a nossa capacidade de sermos resilientes, dando-nos a força necessária para recomeçar.

A Paciência é virtude nobre, que o habilita a compreender e aceitar o outro com todas as suas imperfeições.

"A caridade que consiste em dar esmolas aos pobres é a mais fácil de todas. Mas há uma bem mais penosa, e conseqüentemente, bem mais meritória, que é a de perdoar os que Deus colocou em nosso caminho para serem os instrumentos de nossos sofrimentos e submeterem à prova a nossa paciência"

O Espírito Amigo, em verdade está nos dizendo que a paciência é a porta de entrada para o perdão,  é o sentimento motivador para o exercício do perdão, pois que esta faz você compreender que o seu agressor, sob a premissa de que ainda está num estado de limitação muito aquém daquele em que você se encontra, e compreendendo tais limitações, se abre a possibilidade de perdoá-lo.

As compreensões que devemos ter para com aqueles que nos ofendem, nos causam sofrimento, devem estar relacionados a comportamentos e emoções, que nos vinculam a alguém de forma negativa. Portanto, é preciso refletir:

-  Qual a CAUSA REAL de minha impaciência?
-  Que FATO ACONTECE para  que para eu perca a paciência?
- Quais as MOTIVAÇÕES REAIS para que eu me torne impaciente?
-    Quem são as PESSOAS ou COISAS que me impacientam?
-    POR QUE causa em mim, esse sentimento de intolerância?

O Espírito Amigo então, nos chama a atenção, para as pequenas coisas, sobre as quais não deveríamos atribuir tamanha importância, ao ponto de nos tornarmos impacientes, quando diz:

"A vida é difícil, bem o sei, constituindo-se de mil bagatelas que são como alfinetadas e acabam por nos ferir."
Nos chama atenção para o cumprimento de nossos DEVERES, como meio de nos mantermos no caminho reto, a fim de que, antes de agir com impaciência, possamos vislumbrar um horizonte de compensações ao exercício da paciência para consigo, e para como o outro.

Mas é necessário olhar para os deveres que nos são impostos, e para as consolações e compensações que obtemos, pois então veremos que as bênçãos são mais numerosas que as dores. 

Afirma categoricamente, que aquele que lança o olhar para frente e para o alto, consegue levar uma vida mais leve em meio a todas as dificuldades. Em contrapartida, aquele que segue cabisbaixo, queixoso, vitimista, acaba tornando as provas ainda mais difícil, se distanciando cada vez mais, de compreende-las, como meios necessários à sua própria evolução.

O fardo parece mais leve quando olhamos para o alto, do que quando curvamos a fronte para a terra.

Por fim, no Evangelho, o Espirito Amigo nos encoraja a seguir na direção do Cristo, ensejando a prática cristã da paciência.

"Coragem, amigos: o Cristo é o vosso modelo. Sofreu mais que qualquer um de vós, e nada tinham de que se acusar, enquanto tendes a expiar o vosso passado e de fortalecer-vos para o futuro. Sede, pois, paciente, sede cristãos: esta palavra resume tudo.

VOCÊ É PACIENTE?

O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, questão 909 nos diz que toda e qualquer virtude pode ser desenvolvida, aprendida e praticada, bastando que a gente queira de verdade.

“Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as 
suas más inclinações?” “Sim, e, frequentemente, fazendo
 esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. 
Ah! quão poucos dentre vós fazem esforços!”

Essa afirmativa mostra que todo e qualquer ser humano, em franco processo de desenvolvimento e evolução pode ser regenerado, pode modificar forma de pensar, de sentir e de agir, bastando que o mesmo tenha VONTADE FIRME e DISPOSIÇÃO para tais mudanças. Para tanto, é preciso:

Desenvolver a  CAPACIDADE DE COMPREENDER A SI E O OUTRO
  • O que está a contecendo?
  • O que desejam as pessoas envolvidas?
  • Por que estão desequilibradas?
  • Qual a sua real intenção?
Submeter todas as circunstâncias ao CRIVO DA RAZÃO

  • Analise sob a ótica da realidade.
  • Se restrinja aos fatos, racionalmente.
  • Separe a sua emotividade da análise em questão para não se apavorar.
  • Conhecidos ambos os lados, discernir sobre os fatos, para a partir daí decidir sobre o que fazer, como agir.
Momento de AGIR no bem
  • Disposição para dialogar e escutar o outro.
  • Tomar atitudes para resolver o problema, pautado no entendimento mutuo.

Vida e Paz! Alessandra Uzêda

sábado, 5 de maio de 2018

VOCÊ É MAIS EMOÇÃO OU RAZÃO?

As emoções dão o brilho que a vida precisa para se tornar mais bela, mais intensa, mais feliz, quando estão em equilíbrio.

A razão faz você ponderar sobre a faixa de equilíbrio mantendo uma condição saudável de resultados positivos, quando está em equilíbrio.

As emoções são a expressão sentimental do amor, mas também do ódio; do desprendimento, mas também do apego; da humildade, mas também do egoísmo; da calma, mas também da agitação; da serenidade, mas também do desequilíbrio; da segurança, mas também, do medo; do autoamor, mas também, da baixa auto-estima, etc. 

Poderia aqui citar diversas formas de emoções que expressamos através de nossos sentimentos, inúmeras vezes, a cada minuto de nossos dias, mas a questão aqui é, como tem se manifestado minhas emoções?

A razão é a expressão do certo em relação ao errado, da verdade em relação à perspectiva que o outro traz, a expressão maior da intenção motivacional do fato acontecido. A razão é o limiar da capacidade de pensar com discernimento, ponderação, sem tomar partido de nenhum lado, adotando a imparcialidade como mecanismo de avaliação, o que levará você, a tomar atitudes pautadas na realidade fática, dos acontecimentos com eles de fato são.

Entretanto, não podemos ser só emoção menos ainda só razão. A nossa meta deverá ser sempre a busca pelo equilíbrio dessa balança nem sempre equilibrada pelos homens da Terra.

Um trabalho difícil quando se aplica a nós mesmos, de grande desgaste energético para tornarmos emoções intensas mais controladas, mais moderadas. Por outro lado, para tornarmos mais emotivos, naquilo ou naquela situação em que agimos com indiferença emocional, que não nos causa um vínculo de afetividade, de envolvimento emocional.

Do mesmo jeito, a razão exacerbada pode nos levar a viver uma vida muito prática, indiferente, fria, sem estreitar os laços emocionais que nos unem às pessoas à nossa volta. E assim, a vida vai passando, e vamos vivendo a vida indiferentes ao meio e às pessoas com as quais fomos convidados a viver. É preciso uma a razão como mecanismo de moderação e equilíbrio para as nossas emoções. 

Não devemos ser nem só emoção, nem só razão. Devemos utiliza-las uma em favor da outra. A razão moderando as emoções e as emoções envolvendo a racionalidade no campo da afetividade tão necessária na vida, onde só o amor tudo resolve. Uma é o contrapeso da outra na balança do equilíbrio emocional.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

CONHECER PARA TRANSFORMAR - ABRA-SE AO NOVO!

Você já usou de CONHECIMENTOS FORA DE SUA ESFERA DE COMPREENSÃO para transformar a si mesmo, conquistando o equilíbrio nas diversas formas de convivência?

Somos muito conservadores em nossas crenças, estilos de vida, condutas, enfim, sobre tudo aquilo que acreditamos como verdade que vai gerenciar nossas vidas.  Nesse caso, não se trata de um conservadorismo padrão, que coordena diversas pessoas num único modelo. Trata-se do conservadorismo criado pela pessoa para designar um padrão que deve ser seguido a qualquer custo, porque o tem como verdade, modelo, exemplo. 

Somos conservadores com as nossas próprias escolhas e muitas vezes nos esquecemos que a dinâmica da vida, exige de nós comportamentos diferenciados para cada circunstâncias. 

É aí, que surgem as FRUSTRAÇÕES por se deparar com determinadas circunstâncias, desafios, obstáculos, sobre os quais não estamos preparados para lidar com eles. E diante dessas frustrações, vamos nos sentindo DERROTADOS, VENCIDOS, INCAPAZES, minando a nossa auto-estima. 

E onde está a causa para tantos conflitos de ordem emocionais? Na nossa IGNORÂNCIA, nas nossas LIMITAÇÕES; na incapacidade de se permitir conhecer o novo para a partir daí, discernir sobre o que é conveniente ou melhor para si.

Se instruir para discernir, conhecer para transformar deve ser o nosso guia, a fim de que encontremos as soluções adequadas para os nossos conflitos. 

É claro que, como tudo, estamos sujeitos às Leis Divinas, cabendo aqui o bom-senso e a razão na análise daquilo que é novo, respeitando ainda os limites das outras pessoas, e diante de qualquer decisão tomada, colocar-se sempre, no lugar do outro para saber se gostaríamos que fizessem conosco.

O conhecimento é a chave que abre muitas portas fechadas em seus conflitos mais íntimos. Seria muita limitação entendermos e acreditarmos que só há uma verdade, e esta se encontra dentro daquilo que acreditamos. 

Somos infinitos em nossas vivências enquanto espíritos, até que cheguemos ao nível de evolução espiritual, moral e intelectual que Deus espera de nós. Sendo assim, vamos e precisamos evoluir, crescer, se instruir, à medida que a vida vai acontecendo, considerando o momento e os acontecimentos, bem como, as circunstâncias em que estes acontecem, para encontrarmos o olhar de uma suposta verdade, certamente, que não seja, uma verdade absoluta. A vida pede mais de todos nós!

Portanto, meus amigos, não se acomodem num convencionalismo estereotipado, modulado conforme as convenções da formalidade. 

Exerça o seu direito sobre a Lei de liberdade que nos dá as opções para decidirmos o caminho a seguir, sem ferir os direitos daqueles que compartilhamos da mesma existência.

Muito se fala das crenças, que uma fé diverge da outra, por não se tratar de uma mesma religião. Então eu pergunto, que importa a religião em si, se a pessoa não tiver Deus no coração?  A religião é apenas o meio que o homem se utiliza para sentir Deus. A pessoa espiritualizada não precisa de nenhuma religião para se ligar a Deus.

A ligação espiritual que se busca através das religiões está em Deus, na força suprema que abrange todas as nossas fragilidades, quando buscamos uma religião qualquer. Por isso é imprescindível se abrir ao novo, conhecer para poder ter o direito de escolher aquela com a qual se identifica, aquela que lhe traz maior conforto, aquela que te traz explicações no mínimo racionais da realidade em que vive, aquela ainda que norteia todos os princípios da moralidade que o homem precisa alcançar para sua própria evolução.

Meus amigos, se estiverem felizes nas circunstâncias em que se encontram, permaneçam, mantenham-se firmes nos seus propósitos. Entretanto, se for o contrário, permita-se conhecer  novo, ampliando a sua esfera de compreensão, para que possa ter discernimento nas escolhas acertadas de sua vida. Fiquem com Deus! Alessandra Uzêda



domingo, 15 de abril de 2018

A TUA FÉ

“Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da Humanidade”. (Allan Kardec 7 )

Nunca ancores a tua fé nos escaninhos do mistério. Pois que, assim, nunca poderás avaliar-lhe o montante. 

Nunca vincules a tua fé em Deus aos que te parecem guias na Terra. Pois que, desse modo, atrelas as coisas divinas ao embaraço humano. 

Nunca te aposses da fé do companheiro de jornada. Posto que, do íntimo de cada um, deve se erguer a fé iluminada pela razão. 

Nunca te afirmes vazio de fé. Pois, o de que necessitas, na verdade, é compreender melhor a vida na sua mais ampla expressão. 

Nunca caminhes de olhos vendados na senda da fé. Pois, assim, aumentas o risco da fanatização que mecaniza o homem. 

Nunca imponhas a tua fé a outrem. A fé deve apenas ser exposta fraternalmente, como mostruário, ao que a busca. 

Nunca desdenhes nem menosprezes a fé do caminhante com quem compartilhes a estrada. Em matéria de fé, todos temos o direito de experimentar o que nos parecer correto. 

Toda criatura traz a sua própria fé em seu íntimo, latente. Pois que cada ser é, por si mesmo, uma prova da existência de Deus e da imortalidade da alma. 

A fé e a razão são indissociáveis, alimentando-se uma da outra para o fortalecimento mútuo. A fé é o teu maior tesouro, a joia mais rara que podes descobrir em tua vida terrena. A fé é capaz de realizar prodígios que a ciência humana não consegue ainda explicar.

Se procuras uma fé robusta, busca na razão os elementos básicos para a sua estruturação. Se queres um modelo racional para o teu processo de parturição da fé, encontrarás no Espiritismo os princípios lógicos para aquela edificação. 

Conselhos Mediúnicos, Psicografia de Francisco Cajazeiras

sexta-feira, 6 de abril de 2018

A ENERGIA MENTAL E O PROCESSO OBSESSIVO



1.    Como atua o Espírito na Obsessão?

  u Atua exteriormente, com a ajuda de seu PERISPÍRITO, que ele INDENTIFICA COM O DO ENCARNADO., ficando este enlaçado como uma TEIA e CONSTRANGIDO A AGIR CONTRA A SUA VONTADE. (QUESTAO ENERGÉTICA EM FORMA DE TEIA)

u Se aproveita da IMPERFEIÇÃO MORAL DO ENCARNADO para incita-lo ao mal e influenciá-los ao erro.
u Não basta o Espírito desejar fazer o mal. É preciso que ele atue MAGNETICAMENTE NO NOSSO PERISPÍRITO,  à partir de uma IDENTIFICAÇÃO CONOSCO., criando a TEIA ENERGÉTICA que os une. CONSTRANGIMENTO A VONTADE DO ENCARNADO e  fazendo-o ATUAR PELA VONTADE DO ESPÍRITO OBSESSOR.

ENERGIA MENTAL– (PENSAMENTOS + SENTIMENTOS+ VONTADE)

O Espírito se manifesta o tempo todo, de forma unificada: PENSANDO, SENTINDO E AGINDO. Logo, é impossível PENSAR SEM SENTIR E SEM QUERER AGIR, daí a necessidade de DISCIPLINAR os Pensamentos, Sentimentos e a Vontade.

2.    Podemos tudo mas nem tudo nos convém – PENSAMENTOS

u É preciso EDUCAR e MORALIZAR  a VONTADE .
u A RAZÃO deve ser precedente às EMOÇÕES.
u Direcionar os PENSAMENTOS, SENTIMENTOS e VONTADE para o bem, o bom e o belo.
u O pensamento é a base da ENERGIA MENTAL, possibilitando a apreensão lógica das coisas, a partir do RACIOCÍNIO propiciador do CONHECIMENTO e do AUTOCONHECIMENTO.
u Pensamentos POSITIVOS , evocamos SENTIMENTOS EQUILIBRADOS. Pensamentos NEGATIVOS, evocamos SENTIMENTOS DESEQUILIBRADOS.
u Os PENSAMENTOS nunca cessam, logo quase sempre não temos consciência deles, mas apenas dos sentimentos e ações comportamentais. Por isso, a maioria dos pensamentos ficam na subconsciência.
u Os PENSAMENTOS é um Instrumentos do SER ESSENCIAL, a ESSÊNCIA DIVINA que nos somos. É condutor de ideias, dá sentido à vida.
u Podem nos levar a níveis elevados de consciência ou ao desespero. A escolha é nossa.


3.    Podemos tudo mas nem tudo nos convém -SENTIMENTOS

u Expressam a capacidade que tem o ser humano de CONHECER, COMPREENDER, SENTIR e COMPARTILHAR EMOÇÕES que ocorrem na sua intimidade.
u Geram AFETIVIDADE, quando estão sob a ação da VONTADE DIGIFICADA, tornando a PESSOA EQUILIBRADA, conduzindo-a para o estado de CONSCIÊNCIA a que se destina.
u Sentimentos DESEQUILIBRADOS tornam a existência amarga e inquietante.
u Os sentimentos poder ser:
u SUPERIORES ou ESSENCIAIS – realizações nobres, à justiça, beleza, amor, abnegação, compaixão, ao bem de si e do próximo.
u INFERIORES ou EGOICOS – Ambição, posse, inveja, ciúme, ódio, sensualismo egoísta e egocêntricos, etc.


SENTIMENTOS E RAZÃO

u Razão deve sempre conduzir os sentimentos, para não se transformar em desarmonias.
u Sentimentos possuem uma energia muito mais intensa que os pensamentos, dái as sensações observadas no corpo físico, a partir das alterações ocorridas no corpo fluídico do Espírito.
u As sensações são sempre VICERAIS, sentidas no CORPO FÍSICO, logo, se sentimos ODIO, nosso corpo também sente, se sentimos RAIVA nosso corpo também sente. São energias dos Espírito, transmitidas ao Perispírito e depois ao corpo físico. Ao contrário, quando sentimos AMOR, da mesma forma nosso corpo físico o sente.

Como mobilizar a energia mental  em nosso favor?

u É necessário MOVIMENTAR  A ENERGIA DA VONTADE que age como ELEMENTO DISCIPLINADOR de PENSAMENTOS E SENTIMENTOS.
u Vontade de mudar nossa vida.
u Vontade de conquistar determinado objetivo.
u Vontade de realizar algo.

Esses NOVOS PENSAMENTOS evocarão SENTIMENTOS de AUTOCONFIANÇA, CORAGEM, DETERMINAÇÃO, MOTIVAÇÃO:  EU SOU CAPAZ, EU POSSO, EU CONSIGO SUPERAR AS MINHAS LIMITAÇÕES, EU POSSO SUPERAR AS LIMITAÇÕES QUE TENHO.


4.     Podemos tudo mas nem tudo nos convém - VONTADE

u É faculdade de bem conduzir as nossas aspirações.
u Propiciam a autorrealização.
u Deve ser trabalhada por meio de exercícios mentais, geradores de motivação, visando a autotransformação.
u Transformando instintos em sentimentos
u Hábitos doentios em hábitos salutares.
u Pensamentos negativos em positivos e saudáveis.
u O bom uso da vontade disciplina os pensamentos e sentimentos.
u Vontade bem canalizada, energia construtiva e mal canalizada energia destrutiva.
u Vontade nos convida a uma ação, que deve ser regida pela razão para ressignificar o que há de negativo em positivo.



Bibliografia: Livro: A Obsessão Silenciosa, Alírio Cerqueira Campos.





domingo, 1 de abril de 2018

A LUZ DA RAZÃO E O PODER DA FE

O conceito religioso da Fé como graça especial, concedida por Deus aos crentes de uma determinada religião, pertence ao passado. Esse conceito equivale a uma interpretação profundamente injusta da Justiça Divina. 

A Fé é um dom, sem dúvida, mas a doação de Deus é sempre universal, nunca se processa na medida estreita dos homens. Deus é o Criador e nós somos as suas criaturas. Isso quer dizer que Deus é Pai e nós somos os Seus filhos. 

Como poderia o Pai Supremo, que é fonte de todo o amor, de toda a misericórdia, conceder apenas a alguns dos Seus filhos o dom fundamental da Fé, sem o qual o homem não poderia se elevar a Ele? 

O novo conceito da Fé, estabelecido pelo Espiritismo, coloca o problema em termos claros e precisos. A Fé, como dom natural, está presente no coração de todas as criaturas humanas. 

A semelhança do amor, que todos trazemos em gérmen dentro de nós, a Fé precisa germinar em nosso coração e ser cultivada por nós à luz da Razão. Assim, a Fé nos é dada como semente, mas temos de cultivá-la e desenvolvê-la. Nesse sentido, a Fé se toma uma conquista que temos de fazer na vida. 

Todas as nossas faculdades não devem também ser cultivadas? 
A Fé é uma faculdade da alma, do espírito, e cabe-nos desenvolvê-la em nós mesmos. Fé e Razão se ligam com o Sol e a Terra. 

A Razão é o sol espiritual que alumia o nosso entendimento, afugentando as trevas e o frio da ignorância e da superstição, para nos dar a luz da compreensão e o calor da vida. 

Um homem sem fé está morto em si mesmo, é o seu próprio sepulcro. Mas basta-lhe acender a luz da razão para libertar-se da morte e do túmulo, para ressuscitar como Lázaro ante a voz do Messias. 

O materialista, o ateu, o homem sem fé, na verdade confia em si mesmo, tem fé nas suas próprias forças. É como o peixe das profundezas, que sabe dominar a água mas ainda não conhece a luz do sol. 

A fé humana que o sustenta nas lutas diárias da vida vai se abrir na fé divina que lhe mostrará o esplendor das estrelas. 

A luz da Razão, à semelhança da luz solar, fará germinar e crescer o poder da fé em seu coração. 

Ninguém se perde, ninguém está condenado para sempre. A Justiça de Deus se cumpre no íntimo de nós mesmos, porque Deus está em nós, presente em nós na misericórdia da suas leis. 

Livro: O homem novo
Autor: José Herculano Pires.

sábado, 27 de maio de 2017

O Perdão


O perdão é a chave para a libertação do ser, não só do ser espiritual, mas do ser humano propriamente dito, pois que é na carne que se estabelecem as relações de troca de afinidades e desafetos nos quais se pratica o exercício do perdão.

É na escola da vida que podemos exercer a mais difícil condição, que é a de perdoar, mas tão necessário é o perdão para a vida! Não há evolução sem perdão.

O espírito que não consegue perdoar fica preso aos ressentimentos, carregam o coração com o peso da mágoa e deixam em si feridas profundas causadas pelo rancor.
 Eis o preço da libertação do ser meus filhos: aprender a perdoar com o coração; aprender a compreender as limitações de seus irmãos; aprender a se doar ao outro porque perdoar é doação, é caridade, é amor.

As coisas poderiam ser vistas de uma forma mais simples na vida dos encarnados, para que muitas situações fossem remediadas e relevadas entre vocês.

É preciso refletir a questão do perdão sem o sentimento do orgulho que te faz pensar que perdoando ou pedindo perdão estarás se humilhando. Não meus filhos, perdoar e pedir perdão são, respectivamente, amar e agir com a nobreza da alma.

O difícil não é perdoar ou pedir perdão. O mais difícil está na situação que antecede o ato de perdoar ou pedir o perdão, porque exige o encontro entre as almas afins, exige o diálogo entre os desafetos, e acima de tudo, exige coragem para o enfrentamento com humildade no coração. Virtude de poucos na Terra!

Muitos fogem, se distanciam, ignoram e até se tornam indiferentes àqueles com os quais precisam ajustar os desafetos. Sejamos inteligentes, fortes, perseverantes meus filhos. 

A Terra não tem mais lugar para fuga das soluções dos problemas. Vocês espíritas, que estudam, e que embora melindram em muitas das situações de suas caminhadas, precisam acordar para a necessidade de enfrentamento das situações que exigem diálogo, compreensão, concessão, caridade e entendimento.

Sabeis que as causas para estes conflitos muitas vezes não estão nesta vida e é esta consciência da pluralidade das existências que o faz capaz de pensar, refletir e enfrentar situações de conflitos que exigem de cada um de vocês o pedido de perdão ou simplesmente o ato de perdoar. 

A força está no espiritual, nos irmãos que estão a todo instante sinalizando-os  para as oportunidades de aprendizado e crescimento.

A transição já começou e os trabalhadores da última hora engrossam as fileiras do bom senso, da razão , da justiça e da verdade que precisa prevalecer nesse Planeta de provas e expiações.

Eu, irmã Tereza, os convido a lançar um olhar profundo sobre a necessidade individual de cada um, quanto ao perdão, para que possam estar presentes nos trabalhos com o coração leve, sem a mágoa, sem a culpa e sem a angústia do remorso.

É preciso que todos façam uma assepsia na alma, expurgando os fluidos densos que carregam em virtude desses sentimentos muitas vezes movidos pelo fato de acharem que têm razão, mas, e o que é a razão, senão a visão individual de cada um? 

A razão e a verdade são o olhar individualizado para o fato. Há duas virtudes que precisam colocar em meio a razão e a verdade: o bom-senso e a indulgência. Aí todos perceberão que nem sempre somos donos da razão de fato.

Coragem meus filhos!

Pelo espírito Irmã Tereza
Psicografia de Alessandra Uzêda

Em 15 de fevereiro de 2016

domingo, 6 de novembro de 2016

TRABALHO EDIFICANTE - Psicografia do Espírito Irmã Tereza

Meus amados filhos, Jesus esteja convosco!

Que a semente do entendimento e da compreensão das coisas nobres da vida esteja presente no jardim de seus corações.

O trabalho só é edificante quando nele conseguimos encontrar uma finalidade útil de servir e amar.

O sacrifício na realização desse trabalho o distancia desses dois objetivos servir ao próximo e amor pelo que faz. Entretanto, nada acontece por acaso e a na vida de ninguém, Deus não coloca senão, tudo aquilo que precisamos para crescermos, em nossos caminhos, e acreditem nos nossos aqui também.

O homem ainda está vencendo as amarras das conquistas materiais que os fazem valorizar a segurança e a estabilidade material. Entendeis que até mesmo a busca desse ideal de segurança e estabilidade é necessário para o fechamento de um ciclo, do resgate num determinado grupo de pessoas com as quais vocês se relacionam. É preciso mesmo equilíbrio para discernir, refletir para não se perderem numa atitude intempestiva. Orar a Deus, ao seu Anjo Guardião a fim de que você possa estar sensível à aproximação que o intuirá a sair desse estado de desânimo em que muitas vezes se encontram.

A razão tem que estar à frente da emoção nas grandes decisões que a vida lhe exige para que não tome a atitude errada, não faça a escolha incoerente com seus ideais.

Quando e entregam ao desânimo, nossos amigos espirituais já conhecidos de longas datas se juntam a vós, e potencializam esses sentimentos que os puxam ao chão.

Procura transformar o trabalho rotineiro em realização de amor, de perseverança. Exercício da paciência, da tolerância d sua iminente capacidade de resignação para que o dia seguinte possas sorrir e sentir-se realizado com aquilo que faz e constrói.

Jesus abençoe a todos vocês! Que os seus corações possam estar cheios de alegrias pelas conquistas do bem viver. Olhais as entrelinhas, o caminhos e busca ai a motivação para a sua trajetória, pelo trabalho que te concede a satisfação material de que necessitas, para viver nesta Terra de meu Deus.

Fiquem com Deus!

Pelo Espírito Irmã Tereza.
Psicografia de Alessandra Uzêda

Em 15 de Agosto de 2016

sábado, 18 de junho de 2016

DEUS E NÓS


Deus nos garante a vida. Cabe a nós outros aperfeiçoá-la e engrandecê-la.

Deus nos provê de inteligência. Respondemos pela formação da cultura. 

Deus nos ilumina com razão. O discernimento ocorre por nossa conta.

Deus nos alimenta através do amor. Obteremos sempre do amor o que fizermos com ele. 

Deus suscita as circunstâncias. De nós depende a escolha da ação para utilizá-las. 

Deus cria a possibilidade. O trabalho é obra nossa. 

Deus concede o dom de falar. A palavra nos diz respeito. 

Deus espalha recursos. Somos chamados a valorizá-los e desenvolvê-los. 

Deus sugere o bem. Está em nós o senso de concordância. 

Deus cria a semente. Temos o privilégio da plantação no cultivo do solo. 

Deus nos envia o melhor que somos capazes de receber. Aceitação ou rebeldia vertem de nós com os resultados atribuíveis a cada uma. 

Deus estabelece o pensamento livre. Detemos o poder de manejá-lo na pauta dos princípios de causa e efeito. Em todos os lugares encontraremos a criatura associada ao Criador nas ocorrências da Criação. 

A Divina Providência e a Humana Cooperação surgem sempre juntas em todas as realizações da vida, isso porque de Deus vem a dádiva e do Humano dimana a aplicação. 

E já que a Justiça Perfeita nos acompanha e observa em todos os passos da jornada evolutiva, a lei da responsabilidade funciona em todos os climas, determinando méritos ou necessidades de toda pessoa em particular e reduzindo todas as teorias de recompensa e punição ao sábio preceito evangélico: “A cada um segundo as suas obras”

Espírito: EMMANUEL 
Médium: Francisco Cândido Xavier 
Livro: "Encontro Marcado" - EDIÇÃO FEB