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quinta-feira, 3 de março de 2016

O alerta das emoções


Emoção é uma expressão do campo dos sentimentos humanos. Isso quer dizer que tudo aquilo que sentimos, se expressa através dessa emoção, que pode ser boa ou ruim, dependendo da sintonia de nossos sentimentos.

As emoções emergem nas condutas, atitudes e comportamentos humanos. São forças, poderes que brotam do íntimo e imprimem uma qualidade nas relações interpessoais agradáveis ou desagradáveis.

As emoções pressupõem um estado psicológico provocador de mudanças fisiológicas. 

Há emoções que refletem no físico, por exemplo:

·       Quando estamos muito nervosos, podemos nos deparar com uma dor de barriga inesperada, sudoreses, etc.

·       Quando estamos muito felizes e entramos em estado de euforia intensa também podemos sentir taquicardia, tremer as mãos, etc.

No processo emocional, o psiquismo e a organização física demonstram um estado de excitação que vai se exprimir nos gestos, nas palavras, no rosto, enfim, em todo o corpo.

As emoções básicas: medo, raiva e prazer, combinadas com variedades de sensações e sentimentos correspondem aos momentos e aos impulsos da mente e dos sentimentos.

Sem que haja o controle dos impulsos ficamos à mercê de uma variedade de estímulos e sensações, que nos causam prazer ou desprazer, mas mão teremos a razão lúcida para dirigir os nossos comportamentos senão houver controle dos pensamentos e das atitudes.

A maturação da capacidade de autodeterminação para o equilíbrio das emoções nos ajuda a proceder com mais coerência e sensatez. Ou seja, quando adquirimos maturidade para agir com determinação conseguimos atingir um estado de equilíbrio das emoções satisfatório levando-nos a agir com essa coerência e sensatez a que Lívia se refere.

Sem tal disposição nos deixaríamos envolver pela tensão emocional, agravando as nossas tendências para estados de inquietações e perturbações, provocados por distúrbios de ordem física e psíquica. Como acontece com pessoas que se queixam de cansaço diário, elas já saem de casa para o trabalho, se sentindo esgotadas por enfrentar situações familiares difíceis , ao retornar para as suas residências, ainda traz irritações e impaciências, adquiridas nas atividades profissionais-ou outras – aumentando, assim, o seu estado de ansiedade e fragilidade que concorrem para:

  • ·       Crises emocionais que indicam o sofrimento da pessoa;

  • ·       Tensões profundas as quais muitas vezes necessitam de ajuda médica para saírem desse quadro.


O estado emocional sinaliza a crise que deve ser cuidada de imediato.  Para minimizar tal processo faz necessário o despertar da espiritualidade compreendendo:

            4 – As vicissitudes da vida são de duas espécies, ou, se quisermos, tem duas origens bem diversas, que importa distinguir: umas têm sua causa na vida presente; fora desta vida.
            Remontando à fonte dos males terrenos, reconhece-se que muitos são as consequências naturais do caráter e da conduta daqueles que os sofrem. Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição! Quantas pessoas arruinadas por falta de ordem, de perseverança, por mau comportamento ou por terem limitado os seus desejos!
( O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V item 4)

Os apelos da alma correspondem às suas necessidades mais íntimas que repercutem:

  • ·      No nível de aspiração
  • ·      Na motivação
  • ·      No grau de entendimento
  • ·      Na maturidade

Quando conseguirmos dominar os ímpetos e as tendências que geram motivos e distúrbios psicossomáticos desviaremos os raios da emotividade e controlaremos  as emoções  mais grosseiras que nos causam  constrangimentos. Porém devemos estar atentos para nossa sensibilidade porque sem esta, seremos pessoas indiferentes, insensíveis e robotizadas.

As emoções quando educadas, apresentam-nos mais sensibilidade. A medida em que o espirito evolui esta se sutiliza, imprimindo-lhe um caráter aprimorado e iluminado com sentimentos mais nobres.

Entretanto, quando o homem resiste ao ato de aprender com as experiências que a vida lhe concede, deve se perguntar.

Causas atuais das aflições
A quem, portanto, devem todas essas aflições, senão a si mesmos? O homem é, assim, num grande número de casos o autor de seus próprios infortúnios. Mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, e menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência, a falta de oportunidade, sua má estrela, enquanto, na verdade, sua má estrela é a sua própria incúria.
            Os males dessa espécie constituem, seguramente, um número considerável das vicissitudes da vida. O homem os evitará, quando trabalhar para o seu adiantamento moral e intelectual.
( O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V item 4)

Os males da vida são criados pelo próprio homem, quando não aceita as lições morais e espirituais da Doutrina Crística, que são indicadores do processo evolutivo e de transformação para a melhoria da humanidade.

Quando temos só a visão imediata das dores e dos sofrimentos, e, não temos a consciência de infringirmos as leis morais, ou de nossas vidas pretéritas, parece-nos que estamos sendo castigados que somos inocentes e que nada cometemos que viesse causar tais infortúnios.

Lívia chama atenção para o fato de que sem conhecermos as Leis da Reencarnação achamos injustas as provas e as expiações.

JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES

                 3 – As compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra só podem realizar-se na vida futura. Sem a certeza do porvir, essas máximas seriam um contrassenso, ou mais ainda, seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, compreende-se dificilmente a utilidade de sofrer para ser feliz. Diz-se que é para haver mais mérito. Mas então se pergunta por que uns sofrem mais do que outros; por que uns nascem na miséria e outros na opulência, sem nada terem feito para justificar essa posição; por que para uns nada dá certo, enquanto para outros tudo parece sorrir? Mas o que ainda menos se compreende é ver os bens e os males tão desigualmente distribuídos entre o vício e a virtude; ver homens virtuosos sofrer ao lado de malvados que prosperam. A fé no futuro pode consolar e proporcionar paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus. ( O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap V item 3)

Sem as verdadeiras instruções dos espíritos ficaríamos sem uma reposta segura par tais paradoxos:

Entretanto, desde que se admite a existência de Deus, não é possível concebê-lo sem suas perfeições. Ele deve ser todo poderoso, todo justiça, todo bondade, pois sem isso não seria Deus. E se Deus é soberanamente justo e bom, não pode agir por capricho ou com parcialidade. As vicissitudes da vida têm, pois, uma causa, e como Deus é justo, essa causa deve ser justa. Eis do que todos devem compenetrar-se. Deus encaminhou os homens na compreensão dessa causa pelos ensinos de Jesus, e hoje, considerando-os suficientemente maduros para compreendê-la, revela-a por completo através do Espiritismo, ou seja, pela voz dos Espíritos. ( O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap V item 3)

A maturidade espiritual favorece o homem em seu equilíbrio emocional e na tomada de decisões frente aos desafios da vida.

Sem o equilíbrio da vida intima e a compreensão das perdas e das frustrações, pois estará sem a sua capacidade de conduzir com vontade e consciência do bem, o ser poderá:

·      Se tornar indiferente;  
·      Se tornar extremamente sensível
·      Sentir ódio
·      Sentir amor sem equilíbrio.

Como antídoto para a cura espiritual nesse processo, será necessário desenvolver algumas virtudes:
  • ·      Paciência
  • ·      Perdão
  • ·      Amor ao próximo

Quando se tem equilíbrio das emoções e autodomínio é possível se ter uma visão realista da vida.

Lívia sugere um meio eficaz para aprendermos a doutrina que nos eleva na atitude de autorrealização que é através dos seguintes meios educativos:

  • ·      Moderação
  • ·      Entendimento
  • ·      Consciência de si mesmo
  • ·      Compreensão
  • ·      Sensatez


Quando buscamos a alegria de viver e a felicidade mobilizamos recursos íntimos que nos proporcionam:

  • ·      Firmeza e decisão;
  • ·      Segurança e vontade;
  • ·      Autoestima
  • ·      Autorreflexão para nos questionarmos sobre:

o  Quem somos?
o  Que pensamos?
o  Que sentimos?
o  Que queremos?
o  Como agimos?
o  Como reagimos?

Fontes:
Livro Frente ao estresse de Lívia Pereira Santos.
O Evangelho Segundo o espiritismo, Allan Kardec.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Como eliminar as dores que carregamos na alma?

AUTOCONHECIMENTO
BUSCA DE SI MESMO

Primeiramente, é preciso identificar o que se quer e o que não se quer perante a sua existência. Essa é a condição indispensável para efetuarmos mudanças consistentes e mudar o rumo de nossas provas, isto é, de tudo aquilo que acontece em nossa vida para aprendermos e nos desenvolvermos.

Um bom começo está em identificar os próprios medos:

  • É a partir dos medos que efetuamos alguma condição íntima para efetuarmos mudanças;
  • Não permita que o medo o impeça de falar dele. É preciso o enfrentamento da situação que lhe causa medo, para deixar de senti-lo após a superação;

Como identificar esse medo em você?

  • Escreva uma relação de coisas que te incomodam na vida, causando-lhe qualquer tipo de dor emocional, psicológica, espiritual ou física.

EXERCÍCIO DE REFLEXÃO 
PARA ELIMINAR UMA DOR QUE TRAZ NA ALMA
  1. No que lhe trás DOR:
  • Identifique a causa dessa dor  
  • Responda porque você se permite sentir esta dor?
  • A quem você atribui a responsabilidade dessa dor? A você mesmo ou a outro?
  • Se SUA, quais os impedimentos para você se livrar dessa dor e o que você pode fazer para eliminar esses impedimentos?

  •  Se do OUTRO, porque permite que façam isso com você e o que fazer para mudar essa situação de subjugação?
  • Trace METAS - planeje a MUDANÇA dessa situação. 
  • Para mudar o quadro de dor, eliminando o problema.
HORA DE DECIDIR

Surge o MEDO DE DECIDIR. Então responda às seguintes pergunta:

O que vou "perder" e "ganhar" com o cumprimento dessas metas para a eliminação do meu problema?


HORA DA TOMADA DE DECISÃO

Esse é o momento em que VOCÊ PRECISA SEGUIR SOZINHO, porque depende única e exclusivamente  de VOCÊ.

Enfrente o medo de decidir e assuma o comando de seu livre-arbítrio, sem ferir os ensinamentos elementares de respeito ao próximo:

  • Coloque-se no lugar do outro e permita-se sentir se gostaria que fizessem o mesmo com você.
  • Compreenda que o seu limite termina quando o do outro começa.
  • Compreenda que tudo é permitido, mas nem tudo nos convém.
  • A Lei de Causa e Efeito é implacável. Temos responsabilidades sobre nossas decisões.






domingo, 5 de abril de 2015

IX - VIDA FELIZ Pelo Espírito Joanna de Ângelis Psicografado por Divaldo P. Franco


IX

"Mantém o teu controle emocional em todas as situações. Sistema nervoso alterado, vida em desalinho. Se dificuldades ameaçarem o teu equilíbrio, utiliza-te da oração. A prece é medicamento eficaz para todas as doenças da alma."

domingo, 17 de agosto de 2014

EMOÇÃO & RAZÃO - Refletindo...

Emoção & Razão

A emoção está para o temperamento, assim como, a razão está para o raciocínio. 

O equilíbrio emocional é a válvula propulsora do agir consciente, pois quando estamos em desequilíbrio do ponto de vista emocional, sentimentos afloram como dominadores absolutos de nossas ações.

Infelizmente, geralmente esses sentimentos estão associados às emoções negativas do ódio, da inveja, de ciúmes, da posse, do desejo de vingança, motivos estes que nos levam a agir no calor das emoções sem deixar prevalecer o comando do raciocínio à luz da razão, do bom-senso, enfim, do domínio da razão frente às emoções.

É importante que, ainda nesta vida, que trabalhemos cada uma de nossas emoções negativas, que carregamos no íntimo do nosso ser espiritual, e nos colocarmos contra todos e quaisquer males que possamos cometer ocasionados pelo calor dessas emoções. 

Esse confronto com os nossos verdadeiros sentimentos, ainda que sejam os mais mesquinhos que alguém possa sentir, é o passo inicial para a autotransformação.

Enfrentar a si mesmo para que possa lidar melhor com o próximo, numa relação de respeito à individualidade e singularidade de cada ser, a que Deus cuidou de nos dar pelo seu amor, é um ato de coragem!

Não se deve adotar uma atitude auto primitiva, eu o levará ao fundo do poço, como se tivesse perdida a uma guerra. Trata-se somente de uma batalha, voltada para a autotransformação do ser. É por esta razão que muitos seres humanos se julgam incapazes de se transformarem intimamente, pois que aceitam a condição de “ser assim” ao invés de raciocinar na condição de “estar assim”.

O “ser assim” está na essência do espírito, sobre o qual Deus nos criou igualmente uns para com os outros, para que pudéssemos evoluir em nossa caminhada.

O “estar assim” é a condição que se encontra perante suas escolhas, através do uso do livre-arbítrio, mas que porém, ainda podem ser modificadas de agora em diante, através do equilíbrio emocional e o uso da razão.

Reagir com lamentações aos nossos erros e nos colocarmos na condição de vítimas dos atos exteriores não nos transforma em seres melhores. Essa vitimização pode ser perigosa, pois que abre um canal de acesso às influências de caráter expiatórios, e obsessivos, que se não reagir a tempo, irá afundar ainda mais com relação aos propósitos de mudança e autotransformação a que se propõe. Somos vítimas de fato, mas vítimas de nós mesmos, de nossas escolhas.

A vida continua no seu ciclo de oportunidades, nos convidando a agir de maneira inovadora, reconstrutora e salutar. Inovar, reconstruir e vencer cada batalha, a cada dia, a cada passada que damos em nossas vidas.
 Vida e Paz!




terça-feira, 1 de julho de 2014

REEDUCAÇÃO DA VIDA EMOCIONAL E PSICOLÓGICA À LUZ DO ESPIRITISMO - Do Livro Educando Sentimentos de Wanderley Oliveira, pelo Espírito ERMMANCE DUFAUX


REEDUCAÇÃO DA VIDA EMOCIONAL E PSICOLÓGICA
 À LUZ DO ESPIRITISMO

Pelo Espírito ERMMANCE DUFAUX

A reeducação da vida emocional e psicológica à luz do Espiritismo obedece aos fundamentos elencados a seguir:

RESPONSABILIDADE

Somos os únicos responsáveis pelos nossos sentimentos.

CONSCIÊNCIA

O sentimento é o espelho da vida profunda do ser e expressa os recados da consciência. Nossos sentimentos são a porta que se abre para esse mundo glorioso que se encontra oculto, desconhecido.

ÉTICA PARA CONOSCO

Somos tratados como nos tratamos. Como sermos merecedores do outro, se não recebemos nem o nosso próprio?

JUÍZO DE VALOR

Não existem sentimentos certos ou errados.

AUTOMATISMO E COMPLEXOS

O sentimento pode ser sustentado por mecanismos alheios à vontade e à intenção.

AUTO-AMOR É UM APRENDIZADO

Construir um novo olhar sobre si, desenvolver sentimentos elevados em relação a nós, constitui um longo caminho de experiências nas fieiras da educação.

DOMÍNIO DE SI

Educar sentimentos é tomar posse de nós próprios.

ACEITAÇÃO

Só existe amor a si através de uma relação pacífica com a sua própria sombra.

RENOVAÇÃO DO SISTEMA DE CRENÇAS

Superar os preconceitos. Julgamentos formulados a partir do sistema de crenças desenvolvidas com base na opinião alheia desde a infância.

AÇÃO NO BEM

Integração em projetos solidários. A aquisição do valor pessoal e convivência com a dor alheia trazem gratidão, estima pelas vivências pessoais. Cuidando bem de nós próprios, somos, simultaneamente, levados a estender ao próximo, o tratamento que aplicamos a nós. Quando aprendemos a gostar de nós, independente de sermos amados, passamos a experimentar alegria em amar. A ética de amor a si deve estar afinada com o amor ao próximo.

ASSERTIVIDADE

Diálogo interno. Uma negociação íntima para zelar pelos limites do interesse pessoal.
FLORESCER A SINGULARIDADE

O maior sinal de maturidade. Estamos muito afastados do que verdadeiramente somos.

TER AS RÉDEAS DE SI MESMO

Para muitos os personalismos surge nesse ato de gerir a vida pessoal com independência. Pelo simples fato de não saberem manifestar seus desejos e suas intenções, abdicam do controle íntimo e submetendo-se ao controle externo de pessoas e normas.

CONSTRUÇÃO DA AUTONOMIA

Autonomia é capacidade de sustentar sentimentos nobres acerca de nós próprios.

IDENTIFICAÇÃO DAS INTENÇÕES

Aprender a reconhecer o que queremos, qual nossa busca na vida. Quase sempre somos treinados a saber o que não queremos.

Sentir-se bem consigo é sinônimo de felicidade, acesso à liberdade. É permitir que a centelha sagrada de Deus se acenda em nós.


 “O amor é de essência divina e todos vós, do primeiro ao último, tendes, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado. ” (FÉNELON).