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domingo, 5 de julho de 2015

APTIDÕES ESPECIAIS DOS MÉDIUNS

APTIDÕES ESPECIAIS DOS MÉDIUNS

Médiuns de Efeitos Físicos
Médiuns de Efeitos Intelectuais:
  • Médiuns Audientes
  • Médiuns Falantes
  • Médiuns Videntes
  • Médiuns Inspirados
  • Médiuns de Pressentimentos
  • Médiuns Proféticos
  • Médiuns Sonâmbulos
  • Médiuns Extáticos
  • Médiuns Pintores ou Desenhistas
  • Médiuns Musicais
Variedades Comuns a Todos os Gêneros de Mediunidade:
  • Médiuns Sensitivos
  • Médiuns Naturais ou Insconscientes
  • Médiuns Facultativos ou Voluntários
Variedades Especiais para Efeitos Físicos:
  • Médiuns Tiptólogos
  • Médiuns Motores
  • Médiuns de Translações e Suspensões
  • Médiuns de Efeitos Musicais
  • Médiuns de Transporte
  • Médiuns de Aparições
  • Médiuns Noturnos
  • Médiuns Pneumatógrafos
  • Médiuns Curadores
  • Médiuns Excitadores
Variedades de Médiuns Escreventes:
  • Médiuns Escreventes ou Psicógrafos
  • Médiuns Escreventes Mecânicos
  • Médiuns Semimecânicos
  • Médiuns Intuitivos
  • Médiuns Polígrafos
  • Médiuns Poliglotas
  • Médiuns Analfabetos
Segundo o Desenvolvimento da Faculdade
  • Médiuns Novatos
  • Médiuns Improdutivos
  • Médiuns Desenvolvidos ou Formados
  • Médiuns Lacônicos
  • Médiuns Explícitos
  • Médiuns Experimentados
  • Médiuns Flexíveis
  • Médiuns Exclusivos
  • Médiuns de Evocações
  • Médiuns de Ditados Espontâneos
Segundo o Gênero e a Especialidade das Comunicações:
  • Médiuns Versificadores
  • Médiuns Poéticos
  • Médiuns Positivos
  • Médiuns Literários
  • Médiuns Incorretos
  • Médiuns Historiadores
  • Médiuns Científicos
  • Médiuns Medicinais
  • Médiuns Religiosos
  • Médiuns Filósofos e Moralistas
  • Médiuns de Comunicações Triviais e Obscenas
Segundo as Qualidades Físicas do Médium:
  • Médiuns Calmos
  • Médiuns Velozes
  • Médiuns Convulsivos
Segundo as Qualidades Morais do Médium
Médiuns Imperfeitos:
  • Médiuns Obsedados
  • Médiuns Fascinados
  • Médiuns Subjugados
  • Médiuns Levianos
  • Médiuns Indiferentes
  • Médiuns Presunçosos
  • Médiuns Orgulhosos
  • Médiuns Susceptíveis
  • Médiuns Mercenários
  • Médiuns Ambiciosos
  • Médiuns de Má Fé
  • Médiuns Egoístas
  • Médiuns Ciumentos
Bons Médiuns
  • Médiuns Sérios
  • Médiuns Modestos
  • Médiuns Devotados
  • Médiuns Seguros
Além das categorias mediúnicas já enumeradas, a mediunidade apresenta infinitas variedades que constituem os chamados médiuns especiais, dotados de aptidões particulares ainda não definidas, abstraindo-se as qualidades próprias e os conhecimentos do Espírito manifestante.
A natureza das comunicações está sempre relacionada com a natureza do Espírito e traz o cunho da sua elevação ou da sua inferioridade, do seu saber ou da sua ignorância.

Mas apesar da semelhança de grau, no tocante à hierarquia, há sempre entre eles uma tendência maior para este ou aquele campo. Os Espíritos batedores, por exemplo, raramente se afastam das manifestações físicas; entre os que dão manifestações inteligentes há Espíritos poetas, músicos, desenhistas, sábios, moralistas, médicos, etc.
Referimo-nos a Espíritos de uma ordem mediana, porque num grau mais elevado as aptidões se confundem na unidade da perfeição. Mas ao lado da aptidão do Espírito existe a do médium, instrumento que é para ele mais ou menos cômodo, mais ou menos flexível, e no qual ele descobre qualidades particulares que não podemos apreciar.
Façamos uma comparação. Um músico bastante hábil tem ao seu dispor numerosos violinos que, para o vulgo, serão todos bons instrumentos, mas entre os quais o artista consumado faz grande diferença, percebendo nuanças de extrema delicadeza que o farão escolher uns e rejeitar outros, nuanças que ele percebe por intuição, sem poder defini-las.

Acontece o mesmo em relação aos médiuns: apesar da igualdade de condições quanto à potência mediúnica, o Espírito dará preferência a um ou a outro, segundo o gênero de comunicações que deseja transmitir. Assim, por exemplo, vêem-se alguns escreverem, como médiuns, admiráveis poesias, quando nas condições ordinárias jamais puderam ou souberam fazer versos. Outros, pelo contrário, são poetas, mas como médiuns só escrevem prosas, apesar do seu desejo de escrever poesias. Acontece o mesmo com o desenho, a música etc.
Há médiuns que, sem possuírem conhecimentos científicos, são mais aptos a receber comunicações dessa ordem. Outros são mais aptos para estudos históricos; outros servem mais facilmente de intérpretes a Espíritos moralistas. Numa palavra, qualquer que seja a flexibilidade do médium, as comunicações que recebe com mais facilidade tem geralmente um cunho especial.

Há ainda os que nunca saem de um determinado campo, e quando deles se afastam só recebem comunicações incompletas, lacônicas e muitas vezes falsas.
Além da questão das aptidões, os Espíritos ainda se comunicam dando preferência mais ou menos acentuada a este ou aquele médium, de acordo com as suas simpatias. Dessa maneira, apesar da plena semelhança de condições, o mesmo Espírito será mais explícito através de certos médiuns, unicamente porque esses melhor lhe convêm. 

Seria errôneo, querer obter-se, só por se dispor de um bom médium escrevente, boas comunicações de todos os gêneros. A primeira condição é a de assegurar-se da fonte dessas comunicações, quer dizer, das qualidades do Espírito que as transmite. Mas não é menos necessário atentar para as qualidades do instrumento mediúnico.

Temos pois de estudar a natureza do médium como se faz com a do Espírito, porque são eles os elementos essenciais para um resultado satisfatório. Mas há um terceiro elemento igualmente importante, que é a intenção, o pensamento íntimo, o sentimento mais ou menos louvável de quem interroga o Espírito. E isso é fácil de compreender.
Para que uma comunicação seja boa é necessário que provenha de um Espírito bom. Para que esse Espírito bom POSSA transmiti-la precisa dispor de um bom instrumento. Para que ele QUEIRA transmiti-la, é necessário que o objetivo lhe convenha.
O Espírito, que lê o pensamento, julga se a questão proposta merece uma resposta séria e se a pessoa que a formula é digna dessa resposta. Caso contrário, não perde tempo lançando boas sementes nas pedras. É então que os Espíritos levianos e zombeteiros se intrometem, porque, pouco se importando com a verdade, não encaram o assunto como deviam e são geralmente bem pouco escrupulosos no tocante aos meios e aos objetivos.


domingo, 19 de outubro de 2014

II- Desigualdade de Aptidões- O Livro dos Espíritos, Allan Kardec -AS LEIS MORAIS CAPÍTULO IX- LEI DE IGUALDADE

LIVRO TERCEIRO
AS LEIS MORAIS
CAPÍTULO IX- LEI DE IGUALDADE
II- Desigualdade de Aptidões
(Questão 804 a 805)

Deus criou todos os Espíritos iguais, mas cada um deles viveu mais ou menos tempo, e por conseguinte realizou mais ou menos aquisições; a diferença está no grau de experiência e na vontade, que é o livre-arbítrio: daí decorre que uns se aperfeiçoam mais rapidamente, o que explica o fato de que os homens em geral não têm as mesmas aptidões, e sim, aptidões diversas.

A mistura de aptidões é necessária a fim de que cada um possa contribuir para os desígnios da Providência, nos limites do desenvolvimento de suas forças físicas e intelectuais; o que tini não faz, o outro faz., e é assim. que cada um tem a sua função útil. Além disso, todos os mundos sendo solidários entre si, é necessário que os habitantes dos mundos superiores, na sua maioria criados antes do vosso, venham habitar aqui para vos dar exemplo. 

Passando de um mundo superior para um inferior, o Espírito conserva integralmente as faculdades adquiridas, pois que o Espírito que progrediu não regride mais. Ele pode escolher, no estado de Espírito, um envoltório mais rude ou uma situação mais precária que a anterior, mas sempre para lhe servir de lição e ajudá-lo a progredir. 

Comentário de Kardec: Assim, a diversidade das aptidões do homem não se relaciona com a natureza íntima de sua criação, mas com o grau de aperfeiçoamento a que ele tenha chegado como Espírito. Deus não criou, portanto, a desigualdade das faculdades, mas permitiu que os diferentes graus de desenvolvimento se mantivessem em contato a fim de que os mais adiantados pudessem ajudar os mais atrasados a progredir. E também a fim de que os homens, necessitando uns dos outros, compreendam a lei de caridade que os deve unir.