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quinta-feira, 31 de maio de 2018

SABIA QUE O FURTO PODE NÃO SER MATERIAL?

Está mesmo na lei: " Não furtarás!
Mas será que a lei se refere unicamente às questões materiais?  

O homem moderno não se apercebe diante de suas intervenções sobre a vida do outro.  Muitas dessas pessoas são até honestas nas questões materiais, mas têm um poder de "roubar a esperança e o entusiasmo dos companheiros dedicados ao bem, como bem diz o Espírito Emmanuel.

E é claro, que roubar a esperança e o entusiasmo das pessoas se constitui, um agravo de grandes proporções ocasionando no outro, telas de amargura e desânimo, abrindo um campo de atuação pernicioso para atuação da maldade.

Ninguém tem o direito de minar o entusiasmo e o desejo de realização do outro, colocando-o em situação de vulnerabilidade, de discórdia, e de insegurança diante dos desafios que precisa enfrentar na vida.

Como sabiamente diz o Espírito Emmanuel:

" É preciso, porém não furtar nem os recursos do corpo, nem os bem da alma,  pois que a consequência de todo furto é prevista na lei."


terça-feira, 9 de junho de 2015

COMO O ESPÍRITO VER O CORPO APÓS A MORTE? - de O Livro dos Médiuns, Allan kardec

COMO O ESPÍRITO VER O CORPO APÓS A MORTE?

A ideia que geralmente se faz dos Espíritos torna a princípio incompreensível o fenômeno das manifestações. Elas não podem ocorrer sem a ação do Espírito sobre a matéria. Por isso, os que consideram o Espírito completamente desprovido de matéria perguntaram, com aparente razão, como o pode agir materialmente. E nisso precisamente está o erro. Porque o Espírito não é uma abstração, mas um ser definido, limitado e circunscrito.
O Espírito encarnado é a alma do corpo; quando o deixa pela morte, não sai desprovido de qualquer envoltório. Todos eles nos dizem que conservam a forma humana, e, com efeito, quando nos aparecem, é sob essa forma que os reconhecemos.
Observamo-los anteriormente no momento em que acabavam de deixar a vida. Acham-se perturbados; tudo para eles é conclusão; vêem o próprio corpo perfeito ou mutilado, segundo o gênero de morte; por outro lado, vêem a si mesmo e se sentem vivos. Alguma coisa lhes diz que aquele corpo lhes pertencia e não compreendem como possam estar separados. Continuam a se ver em sua forma anterior, e essa visão provoca em alguns, durante certo tempo, uma estranha ilusão: julgam-se ainda vivos. Falta-lhes a experiência desse novo estado para se convencerem da realidade. 
Dissipando-se esse primeiro momento de perturbação, o corpo lhes aparece como velha roupa de que se despiram e que não querem mais. Sentem-se mais leves e como livres de um fardo. Não sofrem mais as dores físicas e são felizes de poderem elevar-se e transpor o espaço, como faziam muitas vezes em vida nos seus sonhos.(1) Ao mesmo tempo, apesar da falta do corpo constatam a inteireza da personalidade: tem uma forma que não os constrange nem os embaraça tem a consciência do eu, da individualidade. Que devemos concluir disso? Que a alma não deixa tudo no túmulo mas leva com ela alguma coisa.
54. Numerosas observações e fatos irrecusáveis, de que trataremos mais tarde, demonstraram a existência no homem de três componentes: 
1º) a alma ou Espírito, princípio inteligente em que se encontra o senso moral;
2º) o corpo, invólucro material e grosseiro de que é revestido temporariamente para o cumprimento de alguns desígnios providenciais; 
3º) o perispírito, invólucro fluídico, semimaterial, que serve de liame entre a alma e o corpo.
A morte é a destruição, ou melhor, a desagregação do envoltório grosseiro que a alma abandona
O outro envoltório desprende-se e vai com a alma, que dessa maneira tem sempre um instrumento. Este último, embora fluídico, etéreo, vaporoso, invisível, para nós em seu estado normal, é também material, apesar de não termos, até o presente, podido captá-lo e submetê-lo à análise.
Este segundo envoltório da alma ou perispírito existe, portanto, na própria vida corpórea. É o intermediário de todas as sensações que o Espírito percebe, e através do qual o Espírito transmite a sua vontade ao exterior, agindo sobre os órgãos do corpo. 
Para nos servimos de uma comparação, é o fio elétrico condutor que serve para a recepção e a transmissão do pensamento. É, enfim, esse agente misterioso, inapreensível, chamado fluido nervoso, que desempenha tão importante papel na economia orgânica e que ainda não se considera suficientemente nos fenômenos fisiológicos e patológicos. 

sexta-feira, 29 de maio de 2015

EXISTEM ESPÍRITOS? - de O Livro dos Médiuns - Allan Kardec

1. A causa principal da dúvida sobre a existência dos Espíritos é a ignorância da sua verdadeira natureza. Imaginam-se os Espíritos como seres à parte na Criação, sem nenhuma prova da sua necessidade. Muitas pessoas só concedem os Espíritos através das estórias fantasiosas que ouviram em crianças, mais ou menos como as que conhecem História pelos romances. Não procuram saber se essas estórias, desprovidas do pitoresco,podem revelar um fundo verdadeiro, ao lado do absurdo que as choca. Não se dão ao trabalho de quebrar a casca da noz para descobrir a amêndoa. Assim, rejeitam a estória, como fazem os religiosos que, chocados por alguns abusos, afastam-se da religião.
Seja qual for à ideia que se faça dos Espíritos, a crença na sua existência decorre necessariamente do fato de haver um princípio inteligente no Universo, além da matéria. Essa crença é incompatível com a negação absoluta do referido princípio. Partimos, pois, da aceitação da existência, sobrevivência e individualidade da alma, de que o Espiritualismo em geral nos oferece a demonstração teórica dogmática, e o Espiritismo a demonstração experimental. Mas façamos, por um instante, abstrações das manifestações propriamente ditas, e raciocinemos por indução. Vejamos a que conseqüências chegaremos.
            2. Admitimos a existência da alma e da sua individualidade após a morte, é necessário admitir também:
                    1º) Que a sua natureza é diferente da corpórea, pois ao separar-se do corpo ela não conserva as propriedades materiais;
                    2º) Que ela possuía consciência própria, pois lhe atribuímos a capacidade de ser feliz ou sofredora, e que tem de ser assim, pois do contrário ela seria um ser inerte e de nada nos valeria a sua existência.

domingo, 3 de maio de 2015

GENTILEZA E GRATIDÃO - XXIX- VIDA FELIZ Pelo Espírito Joanna de Ângelis Psicografado por Divaldo P. Franco



Exercita a gentileza e a gratidão para com todas as pessoas, especificamente os idosos.

A velhice é fase inexorável que alcançarás, caso a morte não te arrebate o corpo antes. 

Nesse período difícil, as forças diminuem, os órgãos se debilitam, as lembranças se apagam e a dependência física, emocional e afetiva se faz imperiosa.

Pode parecer cansativa a presença do idoso; ele, porém, é rico da experiência que te pode brindar, mas carente dos recursos que lhe podes oferecer.

PODER DA PRECE - XXVII - VIDA FELIZ Pelo Espírito Joanna de Ângelis Psicografado por Divaldo P. Franco



Não desconsideres o valor e o poder da oração.

O corpo necessita de alimento adequado para manter-se.Assim também o Espírito, que é a fonte de vitalização da matéria. 

A prece constitui um combustível de alta qualidade para a sua harmonia. 

Adquire o hábito dê orar, incorpora-o aos outros mecanismos naturais da tua existência e constatarás os benefícios disso decorrentes. 

Não te negues o pão da vida, que é a prece sincera e afervorada.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

CORPO MENTAL - Segundo o Espírito Joseph Gleber - Livro: Consciência de Robson Pinheiro

CORPO MENTAL

     1)    MEMORIZA OS FATOS TRANSATOS , DOS MÍNIMO DETALHES DA VIDA DO SER.

  • ·         Possui a capacidade de organizar todas as ações do espírito na forma de arquivos mentais;
  • ·         Registra estímulos de uma esfera bem mais sutil que a esfera do mundo material;
  • ·         Conserva o registro memorial das mais rudimentares experiencias e lembranças do espírito imortal;
  • ·         Originam as faculdades mais complexar do espírito encarnado ou desencarnado, desde o instinto até a razão;
  • ·         Onde as imagens são arquivadas situando-se no tempo e no espaço;
  • ·         Vibra em 4ª dimensão abrangendo um espaço de ordem superior;
  • ·         Possui sensível capacidade de arquivar fatos e vivências sem perder a continuidade e a sequência temporal deles;



     2)    CAPACIDADE INTELECTIVA  OU A PARTE INTELIGENTE EM SI DO CORPO MENTAL

  • ·         Sua capacidade inteligente é inerente  à sua própria estrutura hiperenergetica;
  • ·         A centelha divina, sede do pensamento e das intuições, manifesta-se através desse corpo, que possui a capacidade de discernir, pensar, avaliar e raciocinar;
  • ·         Possui seus instintos mnemônicos ( imagens) intimamente associados ao intelecto;
  • ·         Processa a associação de diferentes eventos que fazem parte das experiências evolutivas, sociais, espirituais e pessoais do individuo;



    3)    POSSÍVEIS ENFERMIDADES DO CORPO MENTAL, CONECTADO COM OS CHACRAS SUPERIORES:

  • ·         Necessidade exagerada de se expressar e falar de si mesmo;
  • ·         Dificuldade de auto-expressão;
  • ·         Dificuldade de expressar e assumir os sentimentos, pensamentos e n3cessidades;
  • ·         Incapacidade momentânea para externar opiniões, ideias , preocupações e emoções;
  • ·         Bloqueios emocionais intensos e sentimentos reprimidos habitualmente denotam sério comprometimento do corpo mental, cujo funcionamento irregular passa a congestionar  as energias  na região do chacra laríngeo;
  • ·         A raiva que provoca tristeza;
  • ·         As lágrimas não expressas;
  • ·         Problemas de comunicação, dificuldade de pronúncia correta, podem estar associadas a enfermidades do corpo mental, que passa a exteriorizar as irregularidades no campo físico tanto quanto no perispiritual;
  • ·         Adoecimento mais duradouro e intenso  do corpo mental, atinge o corpo físico, nos seguintes órgãos: garganta, tireóide, boca, gengiva, articulação temporomandibular, cordas vocais, traquéia, laringe, faringe, pescoço, vértebras cervicais( órgãos do chacra laríngeo), necessitando de tratamento médico e espiritual.

o   Fatores a que estão subordinadas as enfermidades acima:
§  Egoísmo:
§  Falta de amor e de compaixão, insensibilidade quanto às pessoas;
§  Desconhece a fraternidade;
§  Não se envolve com o próximo
§  Apego excessivo, dependência emocional, auto piedade;
§  Amor possessivo e ciúme obsessivo;
§  Ressentimentos; mágoas profundas,
§  Dificuldade de perdoar;
§  Raiva;
§  Ódio;
§  Inveja
  • ·         Essas enfermidades produzem energias muito densas na intimidade do corpo mental, afetando imediatamente o corpo físico, causando prejuízos ao perispírito ao intermediar tais energias entre os arquivos superiores e o corpo físico.
  • ·         O adoecimento do corpo mental produz no perispírito  um intenso magnetismo e uma fuligem que contamina intensamente as linhas de força e os chacras, por onde fluem as energias oriundas co corpo mental superior.



    4)    A MÔNODA OU NÚCLEO ESPIRITUAL

  • ·         É o resultante da união entre a MENTE e o INTELECTO;
  • ·         Seu campo biomagnético representa o protótipo da alma, o embrião do ser, trazendo em sua constituição íntima todas as capacidades embrionárias constituintes dos corpos superiores.


    5)    O ESPÍRITO PARA JOSEPH GLEBER.

  • ·         O Espírito consiste em sua essência mais profunda, em elementos puramente intelectuais.
  • ·         Se constituem de projeções reais de caráter hiperfísico e hiperenergético, muito além da capacidade de compreensão de estudiosos da ciência terrena.
  • ·         Crer que esses elementos espirituais de natureza não física são a própria criação divina, a qual constitui a esfera monádica (Mente+Corpo) e que vai se materializar nas reencarnações em mundos apropriados.


    6)    SOBRE O BOM SENSO E AS INOVAÇÕES

  • ·         Bom senso não é rejeitar qualquer inovação, tampouco adotar tudo sem exame metódico. Ao investigador da alma cabe, sobretudo, buscar a medida do equilíbrio, o que se obtém com estudo e pesquisa sem prevenções, conservando a mentalidade aberta para apreender o desconhecido – exatamente do modo como fazia  Allan kardec.


    7)    DESENVOLVIMENTO DO CORPO MENTAL

  • ·         O aperfeiçoamento  da vida humana e o engrandecimento na vida do ser na busca da ascese espiritual consistem na elaboração de recursos mentais e na  formação de uma vida mental mais ativa, de qualidade superior.
  • ·         O estado mental superior se desenvolve por meio da superação dos embates próprios às vidas sucessivas.
  • ·         As velhas convicções caducam e devem ser compreendidas num panorama mais amplo da realidade, calcado em uma mentalidade mais sadia e abrangente, em conformidade com as necessidades de nova etapa evolutiva do ser humano.

·          

   8)    O DESENVOLVIMENTO DO CORPO MENTAL EXIGE A ENTREGA TOTAL E CONSTANTE AO TRABALHO DE EDIFICAÇÃO INTERIOR

  • ·         Todo pensamento obcecado por qualquer área, seja trabalho, religião, negócios, vida social,  tornam-se iludidos por essa ação contínua e aparentemente produtiva, incapacitando-se para o direcionamento do corpo mental em um foco diferente. Agem como máquinas e não se apercebem do novo.
  • ·         O trabalho deve ser de qualidade e amor e não de constância, como numa hipnose.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

REPOUSO FÍSICO E MENTAL - PREPARO PARA A REUNIÃO - Livro Desobsessão - Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira pelo Espírito André Luiz

PREPARO PARA A REUNIÃO
REPOUSO FÍSICO E MENTAL 
  

Após o trabalho, seja ele profissional ou doméstico, braçal ou mental, faça o seareiro da desobsessão o horário possível de refazimento do corpo físico e do Espírito. 

Repouso externo e interno. Relaxe, com ideações edificantes. 

Abstenção de pensamentos impróprios. Aspirações para cima. Distância de preocupações inferiores. 

Preparação íntima, podendo incluir leitura moralizadora e salutar. 

Formação de ambiente particular respeitável, de cujos agentes espirituais, enobrecidos e puros, se valham os instrutores para a composição dos recursos de alívio e esclarecimento aos irmãos que, desenfaixados da veste física, ainda sofrem. 

Os responsáveis pelas tarefas da desobsessão devem compreender que as comunicações reclamam espontaneidade e que o preparo a que nos referimos é de ordem geral, sem a fixação da mente em exigências ou gratificações de sentimento pessoal.  


(Preparação íntima, podendo incluir leitura moralizadora e salutar.  

Neste preparo vamos repassar as íntimas preocupações do dia-a-dia e reduzi-las aos devidos tamanhos, ou anulá-las.

O Evangelho Segundo o Espiritismo nos apresenta lições magníficas para preparação mental e, esta leitura, deve ser seguida de meditação visando o suave e correto trabalho junto aos irmãos em desequilíbrio.)   

terça-feira, 14 de outubro de 2014

ALÉM DA CARNE- Livro Bênçãos de Amor - Francisco Cândido Xavier - Ditado por Espíritos Diversos



ALÉM  DA  CARNE 
Emmanuel 

              Depois da morte do corpo:                                                  
         A frase amiga que houvermos proferido no estímulo ao bem será um trecho harmonioso do cântico de nossa felicidade. 
         A opinião caridosa que formulamos acerca dos outros, converter-se-á em recurso de benignidade da Justiça Divina, no exame dos nossos erros.  
         O pensamento de fraternidade e compreensão com que nos recordamos do próximo transformar-se-á em fator de nosso equilíbrio. 
         O gesto de auxílio aos irmãos do nosso caminho oferecer-nos-á sublime colheita de alegria. 
         Mas, igualmente, além túmulo: 
         A maledicência de nossa alma e de nossa boca será tremendo espinheiro a provocar-nos dilacerações e feridas. 
         A nossa indiferença para com as amarguras do próximo aparecerá por desolada geleira à frente dos nossos passos. 
         A nossa preguiça surgirá como sendo terrível gerador de miséria. 
         A nossa crueldade exibirá, na tela de nossas consciências a constante repetição dos quadros deploráveis de nossos delitos e de nossas vítimas, compelindo-nos à aflitiva demora em escuras paisagens purgatoriais. 
         A morte é o retrato da vida.  
         A verdade revelará a chapa do teu próprio destino as imagens que estiveres criando, sustentando e movimentando, no campo da existência. 
         Se desejas, assim , a ventura e a tranqüilidade, além das fronteiras de cinza do sepulcro, semeia, enquanto é tempo, a luz e a sabedoria que pretendes recolher nas sendas da ascensão eterna. 
         Hoje-plantação, segundo a nossa vontade. 
         Amanhã – seara, conforme a lei. 
         Se agora cultivarmos a sombra, decerto, encontraremos, depois a resposta das trevas. Se porém, semeamos o amor e a simpatia, onde nos encontramos, indiscutivelmente, mais tarde, penetraremos, ditosos, a beleza divina da Imortalidade Vitoriosa. 

domingo, 10 de agosto de 2014

II- UNIÃO DA ALMA COM O CORPO-O Livro dos Espíritos, Allan Kardec ,CAPÍTULO VII: Retorno à Vida Corporal- LIVRO SEGUNDO

LIVRO SEGUNDO
MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS
CAPÍTULO VII– RETORNO À VIDA CORPORAL
II-            União da Alma com o Corpo
             (Questões 344 à 360)


A união da alma ao corpo na concepção, mas não se completa senão no momento do nascimento. Desde o momento da concepção, o Espírito designado para tomar determinado corpo a ele se liga por um laço fluídico, que se vai encurtando cada vez mais, até o instante em que a criança vem à luz; o grito que então se escapa de seus lábios anuncia que a criança entrou para o número dos vivos e dos servos de Deus.

A união entre o Espírito e o corpo é definitiva desde o momento da concepção no sentido de que outro Espírito não poderia substituir o que foi designado para o corpo; mas, como os laços que o prendem são muito frágeis, fáceis de romper, podem ser rompidos pela vontade do Espírito que recua ante a prova escolhida. Nesse caso, a criança não vinga.

Se o corpo que ele escolheu morrer antes de nascer, o Espírito pode escolher outro.
A utilidade dessas mortes prematuras se deve às imperfeições da matéria, na maioria das vezes, são a causa dessas mortes.

A utilidade pode ter para um Espírito a sua encarnação num corpo que morre poucos dias depois de nascer, se deve ao fato de que o ser ainda não tem consciência bastante desenvolvida da sua existência; a importância da morte é quase nula; frequentemente, como já dissemos, trata-se de uma prova para os pais.

Algumas vezes o Espírito sabe, com antecedência, que o corpo por ele escolhido não tem possibilidade de viver; mas, se o escolheu por esse motivo, é que recua ante a prova.

Quando falha uma encarnação para o Espírito, por uma causa qualquer, nem sempre será imediatamente suprida por outra existência; o Espírito necessita de tempo para escolher de novo, a menos que a reencarnação instantânea decorra de uma determinação anterior.

O Espírito, uma vez unido ao corpo da criança, e não podendo mais retroceder, que se lamenta algumas vezes da escolha feita seria o mesmo que o homem que se queixa da vida que tem, e que deseja outra. Porém, isso não ocorre porque não sabe que a escolheu. O Espírito, uma vez encarnado, não pode lamentar uma escolha de que não tem consciência, mas pode achar muito pesada a carga. E, se a considera acima de suas forças, é então que recorre ao suicídio.

No intervalo da concepção ao nascimento, o Espírito goza de todas as suas faculdades, mais ou menos, segundo a fase, porque não está ainda encarnado, mas ligado ao corpo. Desde o instante da concepção, a perturbação começa a envolver o Espírito, advertido, assim, de que chegou o momento de tomar uma nova existência; essa perturbação vai crescendo até o nascimento. Nesse intervalo, seu estado é mais ou menos o de um Espírito encarnado, durante o sono do corpo. A medida que o momento do nascimento se aproxima, suas ideias se apagam, assim como a lembrança do passado se apaga desde que entrou na vida. Mas essa lembrança lhe volta pouco a pouco à memória, no seu estado de Espírito.

No momento do nascimento, o Espírito não recobra imediatamente a plenitude de suas faculdades; elas se desenvolvem gradualmente com os órgãos. Ele se encontra numa nova existência; é preciso que aprenda a se servir dos seus instrumentos; as ideias lhe voltam pouco a pouco, como a um homem que acorda e se encontra numa posição diferente da que ocupava antes de dormir.

A união do Espírito com o corpo não estando completa e definidamente consumada, senão depois do nascimento, pode considerar-se o feto como tendo uma alma; pois o Espírito que deve animar existe, de qualquer maneira, fora dele. Propriamente falando, ele não tem uma alma, pois a encarnação está apenas em vias de se realizar, mas está ligado à alma que deve possuir.

A vida intrauterina se explica da mesma forma com a da planta que vegeta. A criança vive a vida animal. O homem possui em si a vida animal e a vida vegetal, que completa, ao nascer, com a vida espiritual.

Há, como o indica a Ciência, crianças que desde o ventre da mãe não têm possibilidades de viver; e Deus o permite como prova, seja para os pais, seja para o Espírito destinado a encarnar.

Há crianças natimortos que não foram destinadas à encarnação de um Espírito; há as que jamais tiveram um Espírito destinado aos seus corpos: nada devia cumprir-se nela. É somente pelos pais que essa criança nasce.

Um ser dessa natureza pode chegar ao tempo normal de nascimento, mas então não vive.

Toda criança que sobrevive tem, portanto, necessariamente, um Espírito encarnado em si, caso contrário não seria um ser humano.

Par o Espírito, a consequência do aborto seria de uma existência nula e a recomeçar.
O aborto provocado é um crime, qualquer que seja a época da concepção, pois que o aborto transgride a lei de Deus. A mãe ou qualquer pessoa cometerá sempre um crime ao tirar a vida à criança antes do seu nascimento, porque isso é impedir a alma de passar pelas provas de que o corpo devia ser o instrumento.

No caso em que a vida da mãe estaria em perigo pelo nascimento   da criança, e em sacrificar a criança para salvar a mãe, é preferível sacrificar o ser que não existe a sacrificar o que existe.

E racional ter pelos fetos o mesmo respeito que se tem pelo corpo de uma criança que tivesse vivido, pois que em tudo isto vede a vontade de Deus e a sua obra, e não trateis levianamente as coisas que deveis respeitar. Por que não respeitar as obras da criação, que, às vezes, são incompletas pela vontade do Criador? Isso pertence aos seus desígnios, que ninguém é chamado a julgar


terça-feira, 22 de julho de 2014

Condições de Longevidade nos Diferentes Mundos.

Fonte: "O Livro dos Espíritos", Livro Segundo, Capítulo III- Encarnação nos Diferentes Mundos, na questão 188


CONDIÇÕES DE LONGEVIDADE 
NOS DIFERENTES MUNDOS

As condições de longevidade não são, por toda parte, as mesmas da Terra, não sendo possível a comparação de idades. 

Uma pessoa, falecida há alguns anos, quando evocada, disse haver encarnado, seis meses antes, num mundo cujo nome é desconhecido. Interpelada sobre a idade que tinha nesse mundo, respondeu:

“Não posso calcular, porque não contamos o tempo como vós; além disso, o nosso meio de vida não é o mesmo; desenvolvemo-nos muito mais rapidamente; tanto assim que há apenas seis dos vossos meses nele me encontro, e posso dizer que, quando à inteligência, tenho trinta anos de idade terrena.”



Muitas respostas semelhantes foram dadas por outros Espíritos e nada há nisso de inverossímil. Não vemos na Terra tantos animais adquirirem em poucos meses um desenvolvimento normal? Porque não poderia dar-se o mesmo com o homem, em outras esferas? Notemos, por outro lado, que o desenvolvimento alcançado pelo homem na Terra, na idade de trinta anos, talvez não seja mais que uma espécie de infância comparado ao que ele deve atingir. É preciso ter uma visão bem curta para nos considerarmos os protótipos da criação, e seria rebaixar a Divindade, acreditar que, além de nós, ele nada mais poderia criar.

III- Perturbação Espírita, O Livro dos Espíritos, Allan Kardec ,CAPÍTULO III-RETORNO DA VIDA CORPORAL À VIDA ESPIRITUAL,- LIVRO SEGUNDO

LIVRO SEGUNDO
MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS
CAPÍTULO III– RETORNO DA VIDA CORPORAL À VIDA ESPIRITUAL
III – Perturbação Espírita
(Questão 163 à 165)

Deixando o corpo, a alma não tem imediata consciência de si mesma; ela fica perturbada por algum tempo.

Nem todos os Espíritos experimentam, no mesmo grau e pelo mesmo tempo, a perturbação que se segue à separação da alma e do corpo, pois isso depende da sua elevação. Aquele que já está depurado se reconhece quase imediatamente, porque se desprendeu da matéria durante a vida corpórea, enquanto o homem carnal, cuja consciência não é pura, conserva por muito tempo mais a impressão da matéria.

 O conhecimento do Espiritismo exerce uma grande influência sobre a duração maior ou menor da perturbação, pois o Espírito compreende antecipadamente a sua situação; mas a prática do bem e a pureza de consciência são o que exerce maior influência.

Comentário de Kardec: No momento da morte, tudo, a princípio, é confuso; a alma necessita de algum tempo para se reconhecer; sente-se como atordoada, no mesmo estado de um homem que saísse de um sono profundo e procurasse compreender a sua situação. A lucidez das ideias e a memória do passado lhe voltam à medida que se extingue a influência da matéria de que se desprendeu, e que se dissipa essa espécie de nevoeiro que lhe turva os pensamentos.

  A duração da perturbação de após morte é muito variável: pode ser de algumas horas, como de muitos meses e mesmo de muitos anos. Aqueles em que é menos longa são os que se identificaram durante a vida com o seu estado futuro, porque então compreendem imediatamente a sua posição.

  Essa perturbação apresenta circunstâncias particulares, segundo o caráter dos indivíduos e sobretudo de acordo com o gênero de morte. Nas mortes violentas, por suicídio suplício, acidente, apoplexia, ferimentos etc. o Espírito é surpreendido, espanta-se, não acredita que esteja morto e sustenta teimosamente que não morreu. Não obstante, vê o seu corpo, sabe que é dele, mas não compreende que esteja separado Procura as pessoas de sua afeição, dirige-se a elas e não entende por que não o ouvem. Esta ilusão mantém-se até o completo desprendimento do espírito, e somente então ele reconhece o seu estado e compreende que não faz mais parte do mundo dos vivos.

  Esse fenômeno é facilmente explicável. Surpreendido pela morte imprevista, o Espírito fica aturdido com a mudança brusca que nele se opera. Para ele, a morte é ainda sinônimo de destruição, de aniquilamento; ora, como continua a pensar, como ainda vê e escuta, não se considera morto. E o que aumenta a sua ilusão é o fato de se ver num corpo semelhante ao que deixou na terra, cuja natureza etérea ainda não teve tempo de verificar. Ele o julga sólido e compacto como o primeiro e, quando se chama a sua atenção para esse ponto, admira-se de não poder apalpá-lo.

  Assemelha-se este fenômeno ao dos sonâmbulos inexperientes que não creem estar dormindo. Para eles, o sono é sinônimo de suspensão das faculdades; ora, como pensam livremente e podem ver, não acham que estejam dormindo. Alguns Espíritos apresentam esta particularidade, embora a morte não os tenha colhido inopinadamente; mas ela é sempre mais generalizada entre os que, apesar de doentes, não pensavam em morrer. Vê-se então o espetáculo singular de um Espírito que assiste aos próprios funerais como os de um estranho, deles falando como de uma coisa que não lhe dissesse respeito, até o momento de compreender a verdade.
  A perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem; é calma e em tudo semelhante à que acompanha um despertar tranquilo. Para aquele cuja consciência não está pura, é cheia de ansiedades e angústias.

  Nos casos de morte coletiva, observou-se que todos os que pereceram ao mesmo tempo nem sempre se reveem imediatamente. Na perturbação que se segue à morte, cada um vai para o seu lado ou só se preocupa com aqueles que lhe interessam.