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terça-feira, 21 de abril de 2020

Cap. 8 - Permuta Incessante - Espírito Emmanuel

"Embora nem sempre se reconheça isto, de maneira consciente, no mundo, estamos constantemente trocando valores que a existência nos confere por elementos que nos ajudam ou desajudam, enriquecendo a vida ou empobrecendo-a por nossa conta."
- Vivemos numa constante troca, e por essa razão somos seres sociais, e que, portanto, não vivemos sós. Precisamos uns dos outros, para que, através do uso de nosso livre-arbítrio, possamos nos relacionar, possibilitando essa troca de valores em meio a tanta diversidade.

"* Poder, fortuna, inteligência, força, cultura ou habilidade são recursos que a Divina Providência nos situa nas mãos. "
- Por isso mesmo, somos apenas depositários, e não proprietários. São recursos Divinos colocados a nossa disposição, para que, com discernimento, saibamos utilizar.

"* Tudo o que a Terra possui, em matéria de bem ou de mal, luz ou treva é resultado de permuta efetuada pelos homens, no curso do tempo, na utilização dos meios que Deus lhes confia. Em virtude disso, temos no plano físico, os negócios materiais alicerçados em mercado terrestre e negócios da alma envolvendo interesses do espírito imperecível. Uma casa, na essência, é fruto de uma transação. Aqueles que levantaram deram trabalho e suor ao tempo e o tempo lhes retribui com a esperada realização. * Um plano concretizado é a justa equação de um convênio perfeito."
- Os resultados dessas transações de troca no plano material, nunca é unilateral, mas envolve diferentes vias para que a troca ou permuta de valores, sejam eles, materiais ou espirituais, se concretiza.

 "A criatura insiste com os próprios anseios, junto às Leis do Universo, e as Leis do Universo lhe atendem aos anelos, dando-lhe forma aos pensamentos." * Observa o que fazes de ti, em que te trocas. Ainda que o não reconheçamos, de pronto, cada um de nós se dá por aquilo que busca."
- Tudo no Universo que tiver que ser seu encontrará um caminho para chegar até você. A qualidade daquilo que lhe atinge depende da qualidade daquilo que plantas. O plantio e a colheita são diretamente proporcionais sempre.

"* Basta raciocines quanto à responsabilidade de viver e perceberás que a tua própria existência é um ajuste incessante entre as escolhas que eleges e os agentes imponderáveis da natureza que respondem às decisões. Por isso mesmo, estamos hoje naquilo em que nos demos ontem e, naquilo em que nos traçamos hoje, estaremos fatalmente amanhã."
- estamos na condição e na vida em que escolhemos e trabalhamos para estar. A vida hoje é fruto da vida de ontem e certamente, irá determinar a vida do amanhã. Que tenhamos mais responsabilidade com as nossas escolhas, certos de que, para uma boa semeadura, sempre haverá uma colheita farta de alegrias e realizações.


Fonte:

Livro: Mãos Unidas. 
Autor: Francisco Cândido Xavier
Autor Espiritual: Emmanuel

Interpretação: Alessandra Uzêda

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O Evangelho como roteiro para a família.



"Para alcançarmos um significado mais profundo, além das palavras, é preciso abrir o coração para o sentimento do amor a mente para a sabedoria espiritual." (ADENAUER)

OBSERVE AS MENSAGENS SUBLIMINARES !

Detrás das palavras ditas por Jesus Cristo, há preciosas lições de SABEDORIA que, quando CONTEXTUALIZADAS, oferecem ROTEIROS para a COMPREENSÃO dos mais diversos problemas familiares, nos quais todas as pessoas, de alguma maneira estão envolvidas ou se envolverão ao longo de suas vidas.

QUE USO VOCÊ TEM FEITO DO EVANGELHO?

A utilização do Evangelho, como ferramenta para o trato social, não exclui sua aplicação ao mundo íntimo de cada um, sobretudo, quando na vivência das relações familiares.  Não basta aplicá-lo no convívio social. É preciso antes de tudo, aplicá-lo em si e no núcleo familiar.

A sua aplicação no mundo íntimo de cada um implica uma condição de busca pela transformação pessoal, a destino da reforma íntima tão necessária aos homens de hoje.

O QUE É O EVANGELHO?

É um guia precioso que pode nos fazer entender melhor, do ponto de vista psicológico, os mais complexos problemas envolvendo relacionamento familiar.

Jesus falou para pessoas que viviam num contexto familiar, entretanto, suas palavras ão se dirigiam apenas a eles, mas também, à família da qual faziam parte.

O QUE NOS DIZEM AS IDEIAS DE JESUS?

Jesus trouxe ideias que podem nos levar ao entendimento de que a vida em família é um sistema possível, no qual a convivência e o auxílio mútuo podem proporcionar a felicidade ao grupo de espíritos que dela fazem parte.

Suas ideias penetram o espírito fazendo com que, este olhe para si mesmo,mostrando-lhe que a vida é mais do que o corpo físico, e do que sua exclusiva felicidade.

NÃO ESTAMOS MAIS NO TEMPO EM QUE UMA ÚNICA PESSOA 
É RESPONSÁVEL PELOS DESTINOS DE UMA FAMÍLIA.

Todos agora são convidados a assumir os rumos que o grupo familiar vai seguir. Pais, filhos, e agregados, são corresponsáveis pelo futura da família.

A partir da adolescência, o espírito começa de fato, a assumir a sua encarnação, saindo da condição de criança que precisa de cuidados para a de adulto que já colabora e participa das decisões coletivas.


O ESPÍRITO, CADA VEZ MAIS PRECOCEMENTE, ASSUME SEUS 
PROCESSOS CÁRMICOS QUE INFLUENCIARÃO O PRÓPRIO DESTINO.

Por esse motivo, a família se torna mais cedo, o palco onde todos são convocados a colaborar uns com os outros, no qual se mistura desejos e expectativas, com as provas que a vida propõe a cada um.

É na família que a gente cresce! 
Mais divergências e conflitos, maior a necessidade de ajustes e entendimento.

O EVANGELHO EM FAMÍLIA DEVE SER PASSADO PRINCIPALMENTE PELO EXEMPLO

Quando verbalizado se deve mostrar como LIÇÕES IMORTAIS DE AMOR E LUZ, proferidas com suavidade e sem manipulações moralistas. 

De nada adianta tentar convencer moralmente alguém com palavras, se esta não as pratica em suas relações de convivência. 

O EVANGELHO NÃO DEVE SER IMPOSTO

Não se deve obrigar alguém a aceitar uma ideia. É preciso respeitar os limites de cada um e seu momento evolutivo. Porém, deve-se mostrá-la em doses adequadas, para que sua divina claridade não prejudique sua absorção, ou seja, tudo deve ser ensinado na medida da capacidade que o outro tem de compreender.

CADA UM TRAZ SEUS PROCESSOS CÁRMICOS A SEREM RESOLVIDOS. 
ELES SÃO INTRANSFERÍVEIS.

O Evangelho, se bem vivido, torna-se poderoso instrumento para que a encarnação seja um abençoado momento de equilíbrio e aprendizado.

Os ensinamentos nele contidos, podem ser encontrados em outras religiões, pois o AMOR e a SABEDORIA não são privilégios dos cristãos, e sim patrimônio de Deus (ADENAUER)

A FAMÍLIA É O NÚCLEO BÁSICO DA SOCIEDADE
 EM SUA EXPRESSÃO MAIS SIMPLES

Cada ser humano no convívio familiar deve: 
  • Aprender e vivenciar experiências que serão úteis em sua vida social.
  • Buscar ser na sociedade o que é em família, e vice-versa.
Ausentar-se dela, sob pretexto de que é diferente dos demais com quem convive, é fugir do próprio destino e da oportunidade de crescer espiritualmente.


POR QUE EVANGELHO EM FAMÍLIA?

A vida em sociedade é uma parte da vida do espírito. A outra se dá na família. 
Na sociedade ele vive o mundo da "persona", o mundo cheio de máscaras. 
Em família, ele se revela o mais próximo possível de sua realidade existencial.

RECOMENDO O EVANGELHO NO LAR!

  1. Escolha um dia da semana.
  2. Estabeleça um horário fixo para começar.
  3. Reúna a família.
  4. Faça uma prece espontânea de abertura.
  5. Leitura e comentário do Evangelho.
  6. Prece de encerramento.
  7. Mantenha-se firme toda semana, no mesmo dia e horário, para realizar o Evangelho no lar ainda que nenhum membro da família queira participar.

BENEFÍCIOS DO EVANGELHO NO LAR
(Espírito André Luiz, Os Mensageiros, FEB, 2011, p.233)


Os benefícios do culto no lar nos são explicados por André Luiz: 

    "Toda vez que se ora num lar, prepara-se a melhoria do ambiente doméstico. Cada prece do coração constitui emissão eletromagnética de relativo poder. Por isso mesmo, o culto familiar do Evangelho não é tão só um curso de iluminação interior, mas também processo avançado de defesa exterior, pelas claridades espirituais que acende em torno. O homem que ora traz consigo inalienável couraça. O lar que cultiva a prece transforma-se em fortaleza, compreenderam? As entidades da sombra experimentam choques de vulto, em contato com as vibrações luminosas deste santuário doméstico, e é por isso que se mantêm a distância, procurando outros rumos . . . " (André Luiz, Os Mensageiros, FEB, 2011, p. 233).


BENEFÍCIOS DO EVANGELHO NO LAR
(Espírito Emmanuel, mentor espiritual de Chico Xavier)

     Emmanuel destaca a importância dessa prática nos lares, quando afirma:
     1) O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte, onde o cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação.(...)

    Sendo o Evangelho roteiro de transformação moral do indivíduo, convida o homem à autotransformação, e à medida que vai se transformando, vai elevando seu padrão vibratório e sublimando, elevando a sua sintonia com as energias do alto.


     2) Quando o ensinamento do Mestre vibra entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.

       Os sacrifícios do convívio doméstico implica renúncias, entendimento, paciência, tolerância, e outras virtudes que só conquistamos quando compreendemos e apreendemos os ensinamentos crísticos, o que vai tornando a convivência mais leve e feliz.

BENEFÍCIOS DO EVANGELHO NO LAR
(Espírito Bezerra de Menezes, o Médico dos Pobres)

Trabalhemos pela implantação do Evangelho no Lar, quando estiver ao alcance de nossas possibilidades. (...)

Trazer as claridades da Boa Nova ao templo da família é aprimorar todos os valores que a experiência terrestre nos pode oferecer.







BENEFÍCIOS DO EVANGELHO NO LAR
(Espírito Joanna de Ângelis, Mentora Espiritual de Divaldo Franco)

Pelo menos, uma vez por semana, reúne a tua família e felicita-a com o O Evangelho segundo o Espiritismo, criando, assim, e mantendo, o culto evangélico, para que a diretriz do Mestre seja eficiente rota de amor à sabedoria em tua casa... E prossegue: E se desejares felicidade, na Terra, incorpora-o ao teu lar, criando um clima de felicidade geral. Acende o sol do Evangelho em casa, reúne-te com os teus para orar.



sexta-feira, 10 de agosto de 2018

OS COFLITOS TAMBÉM SÃO NECESSÁRIOS!

A transformação pessoal pode ser voluntária, pela busca pessoal, mas também pode ser fruto de conflitos existentes e necessários nas relações de convivências.

É certo que ninguém muda ninguém; e que vivendo isoladamente ninguém ninguém consegue mudar também. Precisamos conviver, para que possamos mudar nos encontros da vida. 

É nas relações de convivência que nos transformamos. Quando convivemos nos dispomos a conhecer e nos envolver com novas ideias e sentimentos do outro. 

É importante observar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato. Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar. 

Basta analisar a sua relação com as pessoas de seu convívio familiar, de trabalho, amigos, enfim, como essas pessoas contribuem para a sua transformação pessoal cotidianamente? Como elas podem tornar-lhe alguém melhor?

É claro que nem todo relacionamento são flores. Há aquelas convivências  que na verdade gostaríamos que nunca tivessem acontecido. Mas partindo do princípio de que nada acontece por acaso, e que não cai uma só folha no chão sem a permissão de Deus, que tal pensarmos que tal experiência negativa, tinha ou ainda tem algo de positivo a nos ensinar? 

São as pedras do caminho nos convidando a refletir e ressignificar.  Mas como podemos fazer isso, já que não parece tão fácil?

Primeiramente é preciso trabalhar aceitação e perdão. Aceitação para compreender que naquele momento ainda não estava pronto para lidar com o fato, mas que agora é tempo de mudar. Perdão, para se libertar do peso da ofensa, da mágoa, da ferida constantemente aberta. 

Segundo, é preciso refletir sobre a sua parcela de responsabilidade para que tenham chegado a tal conflito, e a partir daí, reconhecendo que nenhum conflito é unilateral e que ambos de alguma forma têm responsabilidades, ressignficar. E ressignificar implica em dar um novo sentido, para o efeito negativo que aquilo causou. 

Para tanto, pergunte-se o que o motivo da ofensa está lhe convidando a aprender? Por exemplo, se o motivo do conflito for poder, que tal aprender a ser um pouco mais humilde? 

É dessa forma que vamos dando novo sentido aos conflitos existentes nas relações de convivência, porque alguém, geralmente com maior maturidade espiritual precisa entender a incapacidade de tomar atitude de reparação do outro, e ter a iniciativa para mudar, transformar.

Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de Deus, é que finalmente nos tornamos grandes em valor, aprendemos a amar mesmo diante dos conflitos.


quarta-feira, 6 de junho de 2018

COMO ESTÁ SEU CONVÍVIO FAMILIAR?

O núcleo familiar é realmente um aprendizado constante. Muitas vezes fico analisando as questões emocionais e comportamentais entre os membros da família, mas sobretudo, como a primeira ramificação desse núcleo familiar pode influenciar dentro de casa. 

É impressionante a capacidade de manifestação das formas-pensamentos pré-estabelecidas, sobretudo, nos momentos de pequenos conflitos que acabam eclodindo em conflitos ainda maiores.

Atualmente, as famílias estão cada vez menores, e também me pergunto o porque disso. Pensar que não deve ser somente uma questão financeira, nos remete a refletir sobre os resgates entre os membros das famílias. 

Quem sou eu pra falar em nome de Deus, mas imagino que Ele na sua Misericórdia Divina, age através de nós, em doses homeopáticas quanto aos resgates com os nossos afetos. Algo do tipo: vou restringir a família a poucos para que consigam dar conta dos conflitos ainda que parcialmente, mas com algum progresso. É a compreensão divina no entendimento de nossas limitações em saber lidar com o outro.

E aí, diria Deus, oportunamente, talvez em outra encarnação, enviaremos outros afetos para seus respectivos resgates, a fim de que consigam dar conta pelo menos de alguma diferença. E vejam só, que as vezes, numa família de apenas dois, não damos conta desse resgate e acabamos tendo que voltar a conviver numa outra vida.  Então para que adiar o inadiável?

Fico pensando como eram as famílias antigas, de apenas  uma ou duas gerações atrás da minha, em que tinham 10 filhos, viviam numa quase "comunidade" com muitas restrições, alimentares, de vestuário, em que a mulher não trabalhava, e estudavam em colégio público.

Havia um ditado popular que dizia assim: onde come um comem dez. De fato, mesmo com toda limitação, não haviam despesas de educação tão altas como as que enfrentamos hoje no Brasil, por não haver colégio público competitivo com as oportunidades dos colégios particulares.

Mas o fato é que atualmente, onde se come um ainda acabam comendo dez, "massssss", onde estuda um, muitas vezes, nem dois podem estudar,   por conta da baixa renda familiar.  Hoje pra você manter dois filhos numa escola particular conceituada no Brasil é preciso dispensar com eles,entre mensalidade e outros gastos,  cerca de cinco, seis mil reais por mês e posso afirmar, que uma minoria têm renda compatível para isso.

Então fico a analisar os comportamentos dentro de um núcleo familiar restrito de apenas um casal com dois filhos.  Vejo as diferenças nas formas de pensar e agir entre os quatro, como oportunidade de crescimento, mas não é tarefa fácil, porque exige esforço, compreensão, tolerância, empatia, concessões, mas sobretudo, amor. Se não houver amor, as coisas não se mantêm, não se superam, e as famílias acabam sendo separadas, para conseguirem viver bem,

Conviver é algo grandioso, é a sala de aula "on line" do ser humano, e exige muitas habilidades para o consciente manejo das energias que ali se misturam, mas não é nada fácil.

Faz vir a tona sentimentos confusos, muitas vezes sem causa justificável, como a culpa;  remorsos; melindres em relação ao outro; nos distanciamos dos enfrentamentos necessários ao crescimento pessoal, afim de evitarmos conflitos; nem sempre sabemos exatamente o que estão pensando, maquinando na mente; quando mais sensíveis, percebemos as alterações de humor; mudanças nas feições; percebemos ainda quando um se fecha para outro e ai é preciso respeitar o momento, para esperar a hora de entrar no espaço do outro.

A convivência exige um verdadeiro malabarismo, exige jogo de cintura, requer flexibilidade para compreender. Por essas e outras que  muitas vezes fica insustentável e as famílias vão se desfazendo, cada vez mais rápido porque a capacidade de tolerar o outro é quase inexistente.

Só o amor sustenta, aliado a uma maturidade espiritual para perceber o todo, entender o propósito maior da vida,  entender que estamos unidos pelos laços eternos e precisamos transformar nossos nós, em belos laços afetivos.

E como se não bastasse os resgates internos entre os membros de uma família, por ora encarnados, ainda veem os nossos inimigos espirituais se intrometer em nossas demandas pessoais. É isso mesmo! Eles se intrometem de tal maneira que muitas vezes não distinguimos se somos nós, os verdadeiros proprietários daqueles pensamentos, sentimentos e atitudes que achamos serem nossos. Agem diretamente em nosso mental, nos influenciando, nos confundindo, incentivando atitudes contrárias ao entendimento mútuo, alimento nossas mágoas antigas, nossos rancores, acentuando nossas diferenças para que ao invés de buscarmos os entendimentos, entremos na natureza dos conflitos eternos, contraditórios ao caminho de nossa felicidade.

Precisamos refletir sobre nossa própria personalidade e ainda, sobre a personalidade daqueles com os quais convivemos, para encontrarmos os meios mais eficazes e favoráveis à nossa felicidade. Vamos perceber coisas como:

  • Afinidades maiores entre alguns dos membros.
  • Desidentificação nos propósitos da vida como um todo.
  • Posicionamentos diferenciados entre seres que recebem a mesma educação, mas que adotam atitudes diferenciadas.
  • Condutas morais diferentes, embora fruto de uma mesma educação.
  • Valores diferentes constituído nas teias das sucessivas encarnações que por ora, eclodem na atual encarnação.
  • Pontos de vista equivocados perante o equilíbrio tão necessário na hora de discernir.
  • Disputas muitas vezes fúteis, em aparato de competitividade, sobre ser melhor, estar melhor, conquistar mais, etc,
  • Sensibilidades mais afloradas, ensejando sentimentos de vitimismo, coitadismo, injustiçado.
  • Emocionalmente mais frágeis uns que os outros.
  • Traços de rudeza que ainda carregam do homem velho primitivo que há em si.
  • Comportamentos agressivos, de autodefesa, por não desejar que o outro perceba suas fragilidades
  • Isolacionismo dentro do próprio lar, a fim de fazerem cada um, aquilo que o satisfaz, sem ter que se submeter ao sacrifício de ceder de alguma forma para o outro.
  • Absenteísmo, prática de estar fora, fora de si, fora do contexto, deslocado, e isso se faz, pelo usos de ferramentas sociais de alienação, tais como, whatsapp, séries, vídeo games, sites de relacionamentos, etc, etc, etc. Enquanto está envolvido o ser se distancia de sua realidade pessoal e do meio em que vive, para viver uma realidade subjetiva e ilusória, fugindo de si.
  • Hábitos diferentes em virtude de rotinas criadas em consonância com as necessidades individuais de cada um.
  • Viciações comportamentais ou morais que podem ser adquiridas ou trazidas em sua  personalidade congênita.
  • Escolhas diferentes que muitas vezes levam uns aos sucesso e outros ao fracasso.
  • Formas de tratamentos diferenciadas entre os membros da família, onde se pode ver que, um pai ou uma mãe pode proteger mais um filho que o outro, e vice-versa. 
Etc, etc, etc.... são muitas as observações que poderia aqui estar dirigindo à autoanálise no núcleo familiar, mas de que importa tudo isso?

Importa que concentremos nossa melhor energia nos nossos maiores desafios, colocando o amor para abrir os caminhos, a compreensão para abrir uma possibilidade de dialogar, a tolerância para aprender a conviver sem julgar, e a vontade firme para buscar um ponto de equilíbrio que lhe permita conviver em harmonia, sem grandes demandas de energia gasta pelo sacrifício.

Tarefa fácil? Não. Diria ainda, que esta é a tarefa mais difícil e desafiadora, que enfrentamos nos resgates de nossas respectivas encarnações.

Sejamos, portanto, perseverantes em nossas demandas pessoais, sejamos resilientes ensejando a capacidade de nos superarmos a cada dia, para o bem de nós mesmos, e daqueles que amamos e fomos convidados a conviver.

Esta não é uma questão isolada de minha família, de minha cidade ou do meu País. Esta é uma questão que envolve todas as nações, porque se trata da humanidade em si.

Vida e Paz!
Alessandra Uzêda

domingo, 6 de novembro de 2016

CONVIVER BEM! - Psicografia do Espírito Irmã Tereza

Meus amados filhos, Jesus esteja com todos, em todos os momentos de seu dia a dia, em todos os dias de suas vidas tão curtas sobre a Terra.

Precisamos de mais tempo para consertarmos, transformarmos tantas imperfeiçoes em virtudes e por isso Deus nos deu a bênção da reencarnação.

Muitas vezes estamos imbuídos de um bem maior, mas no caminho, surgem obstáculos que nos transformam, nos desequilibram emocionalmente e tudo que pregamos e cultuamos como ideal passa a ser efêmero diante de nossas reações.

Aprender, transformar as más virtudes que ainda trazemos de vidas pretéritas exige a experiência, a vivência do Evangelho. Transformar é sobretudo, experienciar o evangelho, os ensinamentos do Cristo em suas vidas.

Tomai as palavras do Cristo como verdade, mas sobretudo, como o caminho a ser percorrido. Entendemos aqueles momentos em que o homem encarnado se perde nos seus propósitos cristãos e ainda agem em contradição aos ensinamentos de Jesus. Porém, quando estiverem diante dessas contradições, que sintonizam energias contrárias ao bem, ora fervorosamente, fortalece a tua fé, vigia seus pensamentos recorrentes que os colocam em conflitos constantes com os seres amados. Cuida continuamente, para que nada, nem ninguém, encarnado ou desencarnado, os desvirtue de agir como cristãos.

Dialoga sem precisar gritar, sem precisar o enfrentamento agressivo, fazendo o mal-uso das palavras. Se assim o faz, aceita as tuas limitações como verdades, volta atrás, retoma a situação em que te perdeu e refaz a trajetória positivamente sem ferir ninguém.

Não é necessário que te culpes por não conseguirem sempre se manter numa linha de conduta a qual gostaria, mas é necessário sim, o refazimento positivo do caminho interrompido pelo agravo da situação desequilibrante a qual possas ter se submetido.
Reflete antes de agir para que o impulso não o torne indesejado nas relações de convivência.

Aprende a servir, tanto aos que amam, quanto aos que desconhecem, , quantas vezes se fizerem necessárias.

Compreende que aquelas pessoas que estão em seu caminho tem o propósito maior de aprender e lhe ensinar algo pertinente à sua caminhada.

Procurada se organizar para que a família não seja objeto de segundo plano, buscando o amor, o amparo mútuo, e o crescimento no grupo, no qual escolheu viver.

Fiquem com Deus!

Pelo Espírito Irmã Tereza
Psicografia de Alessandra Uzêda

Em 08 de Agosto de 2016

sábado, 2 de abril de 2016

Convivência e Sabedoria


As únicas coisas que levamos da vida após nosso desencarne são os laços afetivos que conquistamos, sejam bons ou ruins, e o conhecimento que adquirimos, portanto, invista na boa convivência e em sua própria sabedoria.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Misericórdia & Perdão = Bondade em nossa convivência

O Espírito José Mário, através do médium Wanderley Oliveira em sua Obra "Quem Perdoa Liberta" nos traz a sábia e tão necessária proposta de rompermos os fios das mágoas que carregamos no coração por meio da misericórdia.

Para tanto, é preciso iluminar a vida alheia com educação, reconhecimento e estímulo  como a divina arte de acender dentro de nós próprios a luz dos talentos libertadores.

Que se propõe a realizar  a importante e indispensável Reforma Interior para a nossa própria evolução,, jamais poderá se descuidar de enobrecer a vida, onde quer que seja. Segundo o Espírito José Mario a luz que exteriorizamos nos alivia e abençoa com o frescor da sensação de leveza e progresso.

Ele também nos chama a atenção para o conteúdo moral de que dispõe o Evangelho convidando-os à vigilância constante de nossos pensamentos, sentimentos e atitudes.

Quanto às convivências, propõe uma excelente reflexão sobre a importância da BONDADE em nossa convivência, como sendo a maior proteção contra os assaltos impiedosos da sombra que ainda reside em nós próprios e com a qual o mal organizado procura avançar em suas iniciativas de colonizar mentes, ressaltando as teias vibratórias que envolve o homem carnal nas esferas espirituais quando descuidamos de aplicar o perdão genuíno.

A casa espírita está longe de ser um ambiente de perfeição e pureza imaculada, sendo improdutivo pensar uma psicosfera de um centro espírita como um céu de fantasiosa educação. Por isso mesmo, deve-se prezar por um ambiente de paz e asseio espiritual, pois onde se faz luz da oração e das boas intenções é natural que o caudal das sombras se reúna, atraído para o clarão que se faz intenso.

Eis a proposta edificante do espírito José Mario: estimular a misericórdia nos sagrados laços da convivência, por meio dos ensinamentos do Mestre e Senhor, estendendo-nos as mãos uns aos outros e aceitando-nos com legítima fraternidade nas atitudes.

"A misericórdia é a porta de entrada para o perdão. Perdão é aceitação da vida e do outro como se encontram e como são, e quem perdoa liberta."

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

VIVER COM SABEDORIA - Reflexão!


VIVER COM SABEDORIA 

Em um antigo mosteiro budista, um jovem monge questiona o mestre Mestre, como faço para não me aborrecer? 

Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.

- Pois viva como as flores! advertiu o mestre. 

- Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo Repare nas flores, continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim. 

- Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável... ...mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento.

- Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.  



MENSAGENS TRANSFORMADORAS PARA NOSSA REFLEXÃO VOLUME 1 Compilação e adaptações: J. Meirelles

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

CONVIVÊNCIA - Do Livro respostas da vida - Chico Xavier pelo Espírito André Luiz

16. Convivência 


A vida vem de Deus, a convivência vem de nós.

Aqueles companheiros que nos partilham a experiência do cotidiano são os melhores que a Divina Sabedoria nos concede, a favor de nós mesmos. 

Se você encontra uma pessoa difícil em sua intimidade, essa é a criatura exata que as leis da reencarnação lhe trazem ao trabalho de burilamento próprio. 

As pessoas que nos compreendem são bênçãos que nos alimentam o ânimo de trabalhar; entretanto, aquelas outras que ainda não nos entendem são testes que a vida igualmente nos oferece, a fim de que aprendamos a compreender. 

Recordemos: nos campos da convivência é preciso saber suportar os outros para que sejamos suportados. 

Se alguém surge como sendo um enigma em seu caminho, isso quer dizer que você é igualmente um enigma para esse alguém. 

Nunca diga que a amizade não existe; qual nos acontece, cada amigo nosso tem as suas limitações e se algo conseguimos fazer em auxílio do próximo, nem sempre logramos fazer o máximo, de vez que somente Deus consegue tudo em todos.

Se você realmente ama aqueles que lhe compartilham a estrada, ajude-os a ser livres para encontrarem a si mesmos, tal qual deseja você a independência própria para ser você, em qualquer lugar. 

Quem valoriza a estima alheia, procura igualmente estimar. 

Se você acredita que franqueza rude pode ajudar alguém, observe o que ocorre com a planta que você atire água fervente.

 Abençoemos se quisermos ser abençoados. 

sábado, 20 de setembro de 2014

VIVÊNCIA - Do Livro respostas da vida - Chico Xavier pelo Espírito André Luiz

10. Vivência 


Habitualmente perdemos tempo em desgosto inútil, quando nos achamos em antagonismo com alguém ou vice-versa.

Entretanto, vejamos: os outros pensam segundo imaginam; falam o que melhor lhes parece; fazem o que lhes ocorre aos desejos; abraçam o que lhes agrada; adquirem o que estimam; valorizam o que mais amam; inclinam-se para aquilo que os atrai; vivem com quem mais se afinam; estão no caminho que escolheram; acham sempre o que procuram. 

Isso, porém, não é novidade, porque todos nos padronizamos por diretrizes idênticas; agimos como somos e reagimos, conforme a própria vontade, na condução de nossos impulsos. 

A novidade é reconhecer que os outros e nós teremos inevitavelmente aquilo que fizermos. 

Alcançando a certeza disso, vale, acima de tudo, auxiliarmo-nos reciprocamente, sem queixas uns dos outros, de vez que nenhum de nós consegue aperfeiçoamento próprio senão à custa de numerosas experiências. 

À frente da realidade, vivamos com as nossas lições, mantendo a consciência em paz, e deixemos aos outros o seu próprio dom de aprender e de viver. 

domingo, 31 de agosto de 2014

CONVIVÊNCIA - Refletindo...

   Convivência

A convivência é indispensável para o processo de evolução dos seres humanos. 

É através das relações interpessoais que conseguimos trocar experiências, aprender e crescer enquanto seres humanos.

Contudo, conviver bem com todos, não é tarefa das mais fáceis, e somente será possível quando aprendermos a conviver conosco mesmo. 

Quando conseguimos viver bem conosco mesmo, irradiamos uma psicosfera de atração aos outros, o que favorece atingir o objetivo de autotransformação, sobretudo do ponto de vista espiritual, tornando-nos mais felizes ainda nesta vida. 

É importante que se desenvolva a virtude maior da caridade, estando disponível para servir e aprender, à todo e qualquer instante.

“Conviveremos bem com os outros na proporção em que estivermos convivendo bem conosco mesmos.”

-Ermance Dufaux



 Vida e Paz!