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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

OS OBREIROS DO SENHOR - Capítulo XX: Os Trabalhadores da última hora

 Evangelho no Lar, 10/12/2024

Nunca vi uma obra que, escrita no século XIX, pudesse fazer tanto sentido na vida presente do século XXI. Eu leio o Evangelho Segundo o Espiritismo desde 1989, e sempre tinha a sensação de que jamais chegaríamos a ver essas coisas acontecerem. Hoje, em uma das muitas releituras, leio o mesmo Evangelho com a sensação de estar enxergando os fenômenos implícitos nas mensagens acontecendo.

Muito oportuna a leitura desse capítulo XX para o momento atual em que o Planeta Terra vive seu momento mais intenso de transformação de Planeta de Provas e Expiações para um Planeta de Regeneração.

No item " OS OBREIROS DO SENHOR", O Espírito de Verdade, Paris, 1862 trouxe uma mensagem, que parece fazer muito sentido, neste exato momento do ano 2024-2025, como se os acontecimentos atuais estivessem validando a sua mensagem.

“5 – Chegastes no tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas sobre a transformação da Humanidade. " 

- Atualmente a humanidade tem passado por muitos desafios, catástrofes naturais, doenças jamais vistas, muitos acidentes com resgates coletivos,  mudanças climáticas que acabam impactando no comportamento da humanidade para com a Terra.

"Felizes serão os que tiverem trabalhado o campo do Senhor com desinteresse, e movidos apenas pela caridade! Suas jornadas de trabalho serão pagas ao cêntuplo do que tenham esperado. "

- Fazer o bem, propagar a paz e a fraternidade , fazer por amor e abnegação, coaduna com o comportamento de Jesus, nosso modelo e guia.

"Felizes serão os que houverem dito a seus irmãos: “Trabalhemos juntos, e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, na sua vinda, encontre a obra acabada”, porque a esses o Senhor dirá: Vinde a mim, vós que sois os bons servidores, vós que soubestes calar os vossos melindres e as vossas discórdias, para que a obra não sofresse!” 

- A solidariedade humana anda bastante esquecida a partir do ato voluntário, entretanto, há na centelha divina uma energia que mobiliza muitas pessoas a trabalharem juntas em prol e benefício de outros. Contudo a imaturidade espiritual,  e ainda, a descrença nos líderes atuais, quanto a honestidade e verdade, faz com que a humanidade cansada de sofrer e se decepcionar, precise de um motivo maior para se mobilizar, daí as grandes catástrofes.

"Mas infelizes os que, por suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, porque a tempestade chegará e eles serão levados no turbilhão! Nessa reclamarão: “Graça! Graça!” Mas o Senhor lhes dirá: “Por que pedis graça, se não tivestes piedade de vossos irmãos, se vos recusastes a lhes estender as mãos, e se esmagastes o fraco em vez de o socorrer? Por que pedis graça, se procurastes a recompensa nos prazeres da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebeste a vossa recompensa, de acordo com a vossa vontade. Nada mais tendes a pedir. "
- Ainda assim, há aqueles que passam indiferentes ao sofrimento alheio, como se nada tivesse com o outro, que vive tamanha dor e necessidade.
"As recompensas celestes são para aqueles que não houverem pedido recompensas da Terra”.
- Ainda bem que nem tudo está perdido na humanidade! Apesar as mídias transmitirem notícias que poderiam fazer a pessoa desistir, como se o mundo não tivesse jeito, essa é apenas uma parte do que acontece com a humanidade. Há uma boa parte de obreiros do Senhor trabalhando incessantemente, no bem, na verdade e na luz, no anonimato, e certamente, terás suas recompensas recebidas.
"Deus faz, neste momento, a enumeração dos seus servidores fiéis. E já marcou pelo seu dedo os que só têm a aparência do devotamento, para que não usurpem o salário dos servidores corajosos. Porque é a esses, que não recuaram diante de sua tarefa, que vai confiar os postos mais difíceis, na grande obra da regeneração pelo Espiritismo."
- Tantos regates coletivos têm acontecido nos últimos anos, se intensificando cada vez mais. Seria essa a forma separar joio do trigo, onde possa enumerar seus servidores fiéis? De que lado você quer estar: daqueles que aparentam ser o que não são ou dos servidores corajosos de Deus?
"E estas palavras se cumprirão: “Os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros no Reino dos Céus!”.
- É preciso refletir bastante para descobrir se no agora, você está entre os primeiros que serão os últimos ou se está entre os últimos que serão os primeiros?

REFERÊNCIAS: 
O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec (1804-1869)

domingo, 26 de novembro de 2017

Norma Ideal- Palavras de Fé - Chico Xavier/ Carlos A. Bacelli

 Vós sois a nossa carta, escrita em  nossos corações, conhecida e lida por todos os homens." 
Paulo (II Corintios 3,2) 

O obreiro do Senhor, notadamente na Doutrina Espírita, há que se reger pela harmonia, a fim de que a segurança lhe presida todas as resoluções e atitudes. 

Nem tão ardente no ideal que descambe na precipitação, nem tão extático que apenas viva de sonho. 

Nem tão exigente, no trato com os outros, que se converta em figurino de intolerância, nem tão apático que se torne irresponsável. 

Nem tão fanático na atividade que suscite perturbação, nem tão brando que se faça preguiça. 

Nem tão extremista em questões de direito, que inspire violência, nem tão fraco que encoraje o desrespeito. 

Nem tão isolado em sociedade que se encastele no egoísmo, nem tão agarrado às relações de toda espécie que se queime nas paixões. 

Nem tão prudente que se atenha à frieza, nem tão desabrido que abrace a temeridade. 

Nem tão aflito, ante as lutas e problemas do cotidiano, nem tão despreocupado que se arroje à indiferença. 

A lógica da Doutrina Espírita nos assinala a todos uma norma ideal de ação, nas mais diversas áreas da vida: equilíbrio e mais equilíbrio, a fim de que venhamos identificar-nos com o Bem, sempre mais e melhor. 
Emmanuel 

domingo, 27 de abril de 2014

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec- CAPÍTULO XX-OS TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA-INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS-OS OBREIROS DO SENHOR


CAPÍTULO XX

OS TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA

Instruções dos Espíritos; os últimos serão os primeiros. – Missão dos Espíritas. – Os Obreiros do Senhor.


INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

OS OBREIROS DO SENHOR


Palavras proferidas pelo ESPÍRITO DA VERDADE, Paris, 1863.

“5 – Chegastes no tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas sobre a transformação da Humanidade. Felizes serão os que tiverem trabalhado o campo do Senhor com desinteresse, e movidos apenas pela caridade! Suas jornadas de trabalho serão pagas ao cêntuplo do que tenham esperado. Felizes serão os que houverem dito a seus irmãos: “Trabalhemos juntos, e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, na sua vinda, encontre a obra acabada”, porque a esses o Senhor dirá: Vinde a mim, vós que sois os bons servidores, vós que soubestes calar os vossos melindres e as vossas discórdias, para que a obra não sofresse!” .”

            Mas infelizes os que, por suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, porque a tempestade chegará e eles serão levados no turbilhão!

Nessa hora clamarão: “Graça! Graça!” Mas o Senhor lhes dirá: “Por que pedis graça, se não tivestes piedade de vossos irmãos, se vos recusastes a lhes estender as mãos, e se esmagastes o fraco em vez de o socorrer?

Por que pedis graça, se procurastes a recompensa nos prazeres da Terra e na satisfação do vosso orgulho?

Já recebeste a vossa recompensa, de acordo com a vossa vontade. Nada mais tendes a pedir. As recompensas celestes são para aqueles que não houverem pedido recompensas da Terra”.

            Deus faz, neste momento, a enumeração dos seus servidores fiéis. E já marcou pelo seu dedo os que só têm a aparência do devotamento, para que não usurpem o salário dos servidores corajosos. Porque é a esses, que não recuaram diante de sua tarefa, que vai confiar os postos mais difíceis, na grande obra da regeneração pelo Espiritismo.

E estas palavras se cumprirão: “Os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros no Reino dos Céus!”.

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec- CAPÍTULO XX-OS TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA-INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS-OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS


CAPÍTULO XX

OS TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA

Instruções dos Espíritos; os últimos serão os primeiros. – Missão dos Espíritas. – Os Obreiros do Senhor.


INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS


Palavras proferidas por CONSTANTINO, ESPÍRITO PROTETOR, Bordéus, 1863.


·       Para o trabalho é preciso que a vontade do trabalhador esteja à disposição do senhor que devia emprega-lo, e que essa falta de vontade não seja fruto da preguiça e da má vontade.

·       Aqueles que se recusarem a aceitar o trabalho, terão encontrado o obreiro da preguiça.

·       Àqueles que tiverem blasfemado contra Deus, vestido de sangue seus irmãos, lançado a perturbação nas famílias, arruinado os homens confiantes, abusado da inocência, o Senhor somente lhe dará a oportunidade de trabalhar na sua vinha, quando este recomeçar e aprender o que esqueceu.

“Bons espíritas, meus bem amados, sois todos vós obreiros da última hora. Bem orgulhoso, seria aquele que dissesse: Comecei o trabalho no alvorecer e não o terminei senão no declínio do dia. Todos vós viestes quando fostes chamados, um pouco mais cedo, um pouco mais tarde para a encarnação, da qual carregais os grilhões; mas desde quando séculos e séculos o Senhor lhes chamou para a sua vinha sem que tivésseis nela querido entrar! Eis o momento de receberdes o salário; empregai bem essa hora que vos resta e não olvideis jamais que a vossa existência, tão longa que vos pareça, não é senão um momento bem fugidio na imensidade do tempos que formam para vós a eternidade,”



Palavras proferidas pelo Espíritos HENRI HEINE, Paris, 1863.

Para Jesus...

·       Trabalhadores da primeira hora eram os Profetas. Moisés e todos os iniciadores que marcaram as etapas do progresso, seguido por séculos pelos apóstolos, os mártires, os Pais da Igreja, os sábios, os filósofos. Estes mantêm os olhos voltados para a profunda justiça de Deus.


·       Trabalhadores da última hora enfim, os espíritas. Estes aproveitam dos trabalhos intelectuais dos seus predecessores, porque o homem deve herdar do homem, e seus trabalhos e seus resultados são coletivos. Deus abençoa a solidariedade, que religa todos os seres do presentes ao passado e ao futuro. Estes também, mantêm os olhos voltados para a profunda justiça de Deus


“Muitos dentre eles, aliás, revivem hoje, ou reviverão amanhã, para arrematar a obra que começaram outrora.”


·       A reencarnação, esse belo dogma, eterniza e precisa a filiação espiritual. O Espíritos chamado a prestar conta de seu mandato terrestre, compreende a continuidade da tarefa interrompida, mas sempre retomada.




O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec- CAPÍTULO XX-OS TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA


CAPÍTULO XX

OS TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA

Instruções dos Espíritos; os últimos serão os primeiros. – Missão dos Espíritas. – Os Obreiros do Senhor.

“1O Reino dos Céus é semelhante a um homem pai de família, que ao romper da manhã saiu a assalariar trabalhadores para a sua vinha.

 E feito com os trabalhadores o ajuste de um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha. E tendo saído junto da terceira hora, viu estarem outros na praça, ociosos. E disse-lhes: Ide vós também para a minha vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram.

Saiu porém outra vez, junto da hora sexta, e junto da hora nona, e fez o mesmo. E junto da décima primeira hora tornando a sair, e achou outros que lá estavam, e disse: por que estais vós aqui todo dia, ociosos? Responderam-lhes eles: Porque ninguém nos assalariou. Ele lhes disse: Ide vós também para a minha vinha. Porém, lá no fim da tarde, disse o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores e paga-lhes o jornal, começando pelos últimos e acabando nos primeiros. Tendo chegado, pois, os que foram junto da hora décima primeira, recebeu cada um seu dinheiro.

E chegando também os que tinham ido primeiro, julgaram que haviam de receber mais; porém, também estes não receberam mais do que um dinheiro cada um. E ao recebê-lo, murmuravam contra o pai de família, dizendo: Estes que vieram por último não trabalharam senão uma hora, e tu os igualaste conosco, que aturamos o peso do dia e da calma.

Porém ele, respondendo a um deles, lhe disse: Amigo, eu não te faço agravo; não convieste tu comigo num dinheiro? Toma o que te pertence, e vai-te, que eu de mim quero dar, também a este último, tanto quanto a ti.

Visto isso, não me é lícito fazer o que quero? Acaso o teu olho é mau, porque eu sou bom? Assim, serão últimos os primeiros, e primeiros os últimos, porque são muitos os chamados e poucos os escolhidos. (São Mateus, cap.XX, v. 1-16. Ver cap. XVIII, “Parábola da Festa de Núpcias”.)”

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segunda-feira, 21 de abril de 2014

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec-


CAPÍTULO XVIII

MUITOS OS CHAMADOS E POUCOS OS ESCOLHIDOS

Parábola do festim de núpcias. – A porta estreita. – Os que dizem: Senhor! Senhor! Não entrarão todos no reino dos céus. – Muito se pedirá àquele que muito recebeu. – Instruções dos Espíritos: Dar-se-á àquele que tem. – Reconhece-se o cristão pelas suas obras.

                                 INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

RECONHECE-SE O CRISTÃO PELAS SUAS OBRAS

Palavras proferidas pelo Espírito SIMEÃO, Bordeus, 1863...

  16 – “Nem todos os que me dizem Senhor, Senhor, entrarão todos no Reino dos Céus, mas somente o que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus”.

Escutai estas palavras do mestre, todos vós que repelis a doutrina espírita como obra do demônio! Abri os vossos ouvidos, pois chegou o momento de ouvir!

Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis pelas suas obras. “Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos”.

– “Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada no fogo”.

– Eis as palavras do Mestre. Discípulos do Cristo, compreendei-as bem!

·       Os frutos da árvore da vida são frutos de vida, de esperança e fé. O Cristianismo, como o vem fazendo desde muitos séculos, prega sempre essas divinas virtudes, procurando distribuir os seus frutos. Mas quão poucos os colhem!

·       A árvore é sempre boa, mas os jardineiros são maus. Quiseram moldá-la segundo as suas ideias, modelá-la de acordo com as suas conveniências. Para isso a cortaram, diminuíram, mutilaram. Seus ramos estéreis já não produzem maus frutos, pois nada mais produzem.

·       O viajor sedento que se acolhe à sua sombra, procurando o fruto de esperança, que lhe deve dar força e coragem, encontra apenas os ramos adustos, pressagiando mau tempo. É em vão que busca o fruto da vida na árvore da vida: as folhas tombam secas aos pés. A mãos do homem tanto as trabalharam, que acabaram por crestá-las!

·       Abri, pois, vossos ouvidos e vossos corações, meus bem amados! Cultivai esta árvore da vida, cujos frutos proporcionam a vida eterna. Aquele que a plantou vos convida a cuidá-la com amor, que ainda a vereis dar com abundância os seus frutos divinos. Deixai-a assim como o Cristo a deu: não a mutileis.

·       Sua sombra imensa quer estender-se por todo o universo; não lhe corte a ramagem. Seus frutos generosos caem em abundância, para alentar o viajor cansado, que deseja chegar ao seu destino. Não os amontoeis, para guardá-los e deixá-los apodrecer, sem servirem a ninguém.

·       “São muitos os chamados e poucos os escolhidos”. É que há os açambarcadores do pão da vida, como os há do pão material. Não vos coloqueis entre eles; a árvore que dá bons frutos deve distribuí-los para todos.

·       Ide, pois, procurar os necessitados; conduzi-os sob as ramagens da árvore e partilhai com eles o abrigo que ela vos oferece. “Não se colhem uvas dos espinheiros”.

·       Meus irmãos, afastai-vos, pois, dos que vos chamam para apontar os tropeços do caminho, e segui os que vos conduzem à sombra da árvore da vida.

            O divino Salvador, o justo por excelência, disse, e suas palavras não passarão: “Os que me dizem Senhor, Senhor, nem todos entrarão no Reino dos Céus, mas somente aqueles que fazem a vontade de meu Pai, que está nos Céus”.

“Que o Senhor das bênçãos vos abençoe, que o Deus da luz vos ilumine; que a árvore da vida vos faça com abundância a oferenda dos seus frutos! Credes e orai!”

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec- CAPÍTULO XVIII- MUITOS OS CHAMADOS E POUCOS OS ESCOLHIDOS-INSTRUÇÕS DOS ESPÍRITOS DAR-SE-Á ÀQUELE QUE TEM


CAPÍTULO XVIII

MUITOS OS CHAMADOS E POUCOS OS ESCOLHIDOS

Parábola do festim de núpcias. – A porta estreita. – Os que dizem: Senhor! Senhor! Não entrarão todos no reino dos céus. – Muito se pedirá àquele que muito recebeu. – Instruções dos Espíritos: Dar-se-á àquele que tem. – Reconhece-se o cristão pelas suas obras.

                                 INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

DAR-SE-Á ÀQUELE QUE TEM

“13Seus discípulos se aproximaram e lhe disseram: Por que razão lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, lhes disse: Porque a vós vos é dado saber os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não lhes é concedido. Porque ao que tem, se lhe dará e terá em abundância, mas ao que não tem, até o que tem, lhe será tirado? Por isto é que eu lhes falo em parábolas; porque eles, vendo, não veem, e ouvindo não ouvem, nem entendem. De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Escutareis com os vossos ouvidos e não ouvireis; olhareis com os vossos olhos e não vereis. (São Mateus, c. XIII: v.10-14).”

            “14 – Prestai bem atenção naquilo que ouvis, porque se servirá convosco da mesma medida da qual vos servirdes para com os outros, e vos será dado ainda mais; porque se dará àquele que já tem e pra aquele que não tem, se lhe tirará mesmo o que tem. (Marcos, IV: 24-25) “  


                   Refletindo...

 “Dá-se ao que tem e retira-se ao que não tem”.

Aquele que recebeu é o que possui o sentido da palavra divina. Ele a recebeu porque se esforçou para fazer-se digno, e porque o Senhor, no seu amor misericordioso, encoraja lhe os esforços em direção ao bem. Esses esforços contínuos, perseverantes, atraem as graças do Senhor. São como um ímã, que atraísse as melhoras progressivas, as graças abundantes, que vos tornam fortes para a subida da montanha sagrada, em cujo cume encontrareis o repouso que sucede ao trabalho.

       

     “Tira-se àquele que nada tem, ou que tem pouco”.

 Tomai isto como um ensino figurado. Deus não tira das suas criaturas o bem que se dignou conceder-lhes. Homens cegos e surdos! Abri vossas inteligências e vossos corações, procurai ver pelo espírito; compreendei com a alma; e não interpreteis de maneira grosseiramente injusta as palavras daquele que fez resplandecer aos vossos olhos a Justiça do Senhor!

Não é Deus quem retira daquele que pouco havia recebido, mas é o seu próprio Espírito que, pródigo e descuidado, não sabe conservar o que tem, e aumentar, fecundando-a, a migalha que caiu no seu coração.

             Aquele que não cultiva o campo que o trabalho do pai conquistou, para deixar-lhe de herança, vê esse campo cobrir-se de ervas daninhas.

Será o seu pai quem lhe tira as colheitas que ele não preparou?

Se ele deixou a sementeira morrer nesse campo, por falta de cuidado, deve acusar seu pai pela falta de produção? Não, não! Em vez de acusar aquele que tudo lhe deu, como se lhe houvesse retomado os bens, deve acusar-se a si mesmo, que é o verdadeiro responsável pela sua miséria, e arrependido e ativo, entregar-se corajosamente ao trabalho.

Que com o esforço de sua própria vontade; que o lavre a fundo, com a ajuda do arrependimento e da esperança; que nele atire, confiante, a semente que escolheu como boa entre as más; que o regue com o seu amor e a sua caridade;

E Deus, o Deus de Amor e Caridade, dará aquele que já tem. Então, ele verá os seus esforços coroados de sucesso, e um grão a produzir cem, e outro, mil. Coragem, trabalhadores! Tomai as vossas grades e charruas; arrotei os vossos corações; arrancai deles o joio; semeai a boa semente que o Senhor vos confia, e o orvalho do amor os fará produzir os frutos da caridade.

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec- CAPÍTULO XVIII- MUITOS OS CHAMADOS E POUCOS OS ESCOLHIDOS-MUITO SE PEDIRÁ ÀQUELE QUE MUITO RECEBEU


CAPÍTULO XVIII

MUITOS OS CHAMADOS E POUCOS OS ESCOLHIDOS

Parábola do festim de núpcias. – A porta estreita. – Os que dizem: Senhor! Senhor! Não entrarão todos no reino dos céus. – Muito se pedirá àquele que muito recebeu. – Instruções dos Espíritos: Dar-se-á àquele que tem. – Reconhece-se o cristão pelas suas obras.

                  MUITO SE PEDIRÁ A QUEM MUITO RECEBEU

“10Porque aquele servo, que soube a vontade de seu Senhor, e que todavia, não estiver preparado e não tiver feito o que esperava dele, será batido rudemente. Mas aquele que não a soube, e fez coisas dignas de castigo, será menos punido. Porque a todo aquele, a quem muito foi dado, muito será pedido, e se fará prestar contas àqueles a quem se estiver confiado mais coisas. (São Lucas, c. XII: v. 47-48).”

         “11E Jesus lhe disse: Eu vim a este mundo para exercitar um juízo, a fim de que os que não veem, vejam, e os que veem, se tornem cegos. E ouviram alguns dos fariseus que estavam com ele, e lhe disseram: Logo, também nós somos cegos? Respondeu-lhes Jesus: Se vós fôsseis cegos, não teríeis culpa; mas como agora mesmo dizeis: Nós vemos, fica subsistindo o vosso pecado. (João, IX: 39-41).”

            12 – Estas máximas encontram sobretudo a sua aplicação no ensinamento dos Espíritos. Quem quer que conheça os preceitos do Cristo é seguramente culpado, se não os praticar. Mas além de não ser suficientemente difundido o Evangelho que os contêm, senão entre as seitas cristãs, mesmo entre estas, quantas pessoas existem que não o leem, e entre as que o leem, quantas não o compreendem! Disso resulta que as próprias palavras de Jesus ficam perdidas para a maioria.

O ensinamento dos Espíritos, que reproduz essas máximas sob diferentes formas, que as desenvolve e comenta, pondo-as ao alcance de todos, sob a particularidade de não ser circunscrito a cada um, letrados ou não, crentes ou descrentes, cristãos ou não cristãos, podem recebê-lo, pois os Espíritos se comunicam por toda à parte.

Nenhum dos que o recebam, diretamente ou por intermédio de outros, pode pretextar ignorância, ou pode desculpar-se com a sua falta de instrução ou com a obscuridade do sentido alegórico.

 Aquele, pois, que não o põe em prática para se melhorar, que o admira apenas como interessante e curioso, sem que seu coração seja tocado, que não se faz menos fútil, menos orgulhoso, menos egoísta, nem menos apegado aos bens materiais, nem melhor para o seu próximo, é tanto mais culpado, quanto teve maior facilidade para conhecer a verdade.

            Os médiuns que obtêm boas comunicações são ainda mais repreensíveis por persistirem no mal, pois escrevem frequentemente a sua própria condenação, e se não estivessem cegos pelo orgulho, reconheceriam que os Espíritos se dirigem a eles mesmos. Mas, em vez de tomarem para eles as lições que escrevem, ou que veem os outros escreverem, sua única preocupação é a de aplicá-las as outras pessoas, incidindo assim nestas palavras de Jesus: “Vedes um argueiro no olho do próximo, e não vedes a trave no vosso”. (Ver cap. X, nº 9).

            Por estas palavras: “Se fosseis cegos, não teríeis culpa”, Jesus confirma que a culpabilidade está na razão do conhecimento que se possui. Ora, os fariseus, que tinham a pretensão de ser, e que realmente eram, a parte mais esclarecida da nação, tornavam-se mais repreensíveis aos olhos de Deus que o povo ignorante. O mesmo acontece hoje.

            Aos espíritas, portanto, muito será pedido, porque muito receberam, mas também aos que souberam aproveitar os ensinamentos, muito lhes será dado.

            O primeiro pensamento de todo espírita sincero deve ser o de procurar, nos conselhos dados pelos Espíritos, alguma coisa que lhe diga respeito.

            O Espiritismo vem multiplicar o número dos chamados, e pela fé que proporciona, multiplicará também o número dos escolhidos.