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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Encoraja-te!



O consolo é um escudo
Que protege o individuo
Te todo e qualquer abuso.

O amor é ainda maior,
Capaz de blindar toda dor,
Superar todo dissabor.

A fé é amuleto permanente
Que o mantem constante
Determinado no caminhar.

A esperança traz a certeza
De que um dia o sol irá brilhar
Renovado em ações
Que o ser humano será capaz de realizar.

A caridade estende a mão
Criando um elo de ligação
Entre muitos que por ti passam
Em toda a sua vida.

O olhar criterioso
Deve estar voltado
Para o núcleo familiar
Reconstruindo lações
Fortalecendo vínculos
Intensificando o verdadeiro amor.

A luz está em ti
Na fonte criadora da alma
Deixe-a aflorar
Contagiar os que estão junto a ti.
E quando ela resplandecer
Os sonhos irão acontecer.

Escute o seu íntimo
Sinta emoção que vem da alma
Encontre o seu propósito,
Junto a  Jesus e o Criador.

Descobre a que foi chamado
Nessa escuta intima que te proponho
E aja para que se realize
E sai daqui vitorioso nessa construção.

Encontre a felicidade em ti
Mesmo que esta tenha significados diferentes para cada um,
sinta aquela que já és capaz de alcançar
a partir de suas conquistas pessoais
merecimento espiritual terá
e percebe como devemos ser gratos
pela Lei de retorno funcionar.

Compreenda o que se passa contigo,
Tudo tem relação com o propósito
Daquilo que sua alma veio para alcançar,
Sejamos gratos aos sofrimentos e alegrias
Agentes transformadores
De um espírito em agonia,
Mas que deseja chegar ao topo, algum dia.

Sejamos fortes, na estrada de damasco
Certamente, o Cristo está lá
A te esperar passar
Confiante de seus propósitos
Para que possas abrir os olhos e despertar.
Para junto com Jesus caminhar.

Espírito Irmã Ana Rosa, uma Carmelita de pés descalços.
Psicografia de Alessandra Uzêda
Em 08/06/2020




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Como tem sido seu olhar para o outro?

Um olhar amoroso sobre o mal do outro.

Um olhar amoroso sobre o mal do outro nos remete a lembrar da passagem de Jesus e Maria Madalena, quando o Mestre diz que atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado. E um a um foi saindo até que, ficaram apenas os dois. Então Jesus com seu olhar amoroso, não a condenou, apenas lhe disse que fosse e que não pecasse mais.

Nem sempre o que vemos é de fato o que é. É preciso se colocar no lugar do outro para compreender as motivações pessoais de cada um.

A análise crítica sobre o problema do outro nos desconecta da totalidade existencial do indivíduo; podemos atingir somente a superficialidade do problema que o outro enfrenta; e, olhamos o problema do outro sob a nossa perspectiva pessoal de mundo.

Ninguém pode saber as causas primeiras, motivadoras de determinadas atitudes a não ser a própria pessoa, portanto, Não julgue!

Se, e somente se, houver a verdadeira intenção de ajudar, é preciso se debruçar na reflexão do conflito para...
  • proporcionar a transformação de algo ou de alguém.
  • perceber que as causas das viciações muitas vezes se encontram no espírito do indivíduo.
  • A vida se encarrega de gerar acontecimentos que servem de gatilhos para testar a sua capacidade de superação.
  • Sendo o homem individual e coletivo, age por seu livre arbítrio e motivação própria, mas também, pelas influências que recebe, seja do meio em que vive, seja pelas interferências espirituais.
Se não consegue ter esse olhar amoroso  sobre o problema do outro, feche os olhos!

É preciso compreender que as nossas ações não decorrem apenas do momento atual,tampouco apenas de seu passado reencarnatório. Tudo se conecta, passado, presente e expectativas futuras, para que um comportamento tão complexo como um vício se instale.
  • O passado lhe dá uma pré-disposição aos vícios, já que os mesmos podem ter sido vivenciados em outras encarnações.
  • O presente lhe submete às provas que trazem os gatilhos que despertam no ser a vontade de realizar, ou a pré-disposição para o vício.
  • As expectativas futuras servem de válvula de escape  para o não enfrentamento do conflito que te empurra para as viciações.
A exemplo disso, uma pessoa que entra no vício das drogas ou qualquer outro vício, já trás no seu corpo mental uma predisposição para desenvolvê-lo em virtude de já ter vivenciado esta prova em outra vida. Os gatilhos são as circunstancias ou situações em que apessoa se depara diante de um vício que lhe desperta interesse, para que se supere, diante da prova. As expectativas futuras influenciam diretamente no enfrentamento ou não do problema. Expectativas promissoras de um ser consciente do que deve ou não, faz com este reaja positivamente às viciações. Expectativas frustradas, na incapacidade de autossuperação, faz o sujeito mergulhar em seus vícios.

Nossa visão não se deve limitar a estabelecer o que é bem e o que é mal, e a partir daí, determinar qual o tratamento para o mal.
  • O bem e o mal estão muito além da objetividade que aparentam ter.
  • Quando enquadramos as atitudes humanas entre as extremas polaridades de bem e de mal, promovemos a falsa sensação de felicidade e de culpa.
  • Nem todo bem é bem e nem todo mal é mal. Aquilo que a mim faz bem, pode fazer mal a outra pessoa, assim como, aquilo que me faz mal pode fazer bem a outra pessoa.
O Evangelho é exímio corretivo para aqueles que estão fora do caminho, e principalmente, para aqueles que criticam e julgam a outro. Através do Evangelho podemos perceber os limites impostos ao ser humano pelas Leis Divinas. Contudo, o indivíduo deve compreender os ensinamentos, discernir sobre eles, com foco no conhecimento de si mesmo e na sua ascensão espiritual.

Os ensinamentos dever ser compreendidos, mas sobretudo, vividos na vida cotidiana, na rotina de cada um. É nosso dever...
  • Aliar teoria à prática, portanto, toda intenção deve vir acompanhada de uma ação correspondente.
  • Enfrentar os conflitos e dificuldades com bom-senso e equilíbrio.
  • Olhar com a amorosidade para o problema do outro.
  • Compreender que o outro age através de sua própria visão de mundo.
  • Enxergar que ao julgar o outro, está julgando a partir de sua visão pessoal de mundo, e que portanto, está desconectada da realidade pessoal do indivíduo.
  • Implica na obrigação moral, primeiramente perante a si, e depois, perante o outro.
Quando nos dispomos a lançar um molhar amoroso para o problema do outro, há ali, implícita, sempre uma proposta de transformação, assim, como Jesus fazia: ajudar o sujeito a cair em si, reconhecer seu erro, assumir responsabilidades e tomar atitudes corretivas.
  • O vício, o erro, ou mesmo, alguma atitude inadequada, devem ser considerados como parte de um contexto psíquico maior do que sua ocorrência.
  • O combate a eles não se deve limitar a advertências punitivas, mas também, se estender a levar o indivíduo à reflexão sobre os motivos que levaram a que, se instalassem em sua personalidade.
  • Que ele identifique o sistema de valores que leva a classificar suas atitudes como erro.
Prevenir desequilíbrios humanos ou algo que o torna infeliz e tira sua paz requer:
  • O despertar para o autoquestionamento
  1. Por que?
  2. Como?
  3. Quem?
  4. Quando?
  • Vivenciar com equilíbrio as provas necessários do crescimento espiritual do ser humano.
  1. Consciência
  2. Discernimento
  3. Responsabilidade
  4. Tempo/Espaço
Nesse sentido, o conselho do Cristo no Evangelho de Mateus, cap.5, v.14, é fundamental a ser pensado: "vós sois a luz do mundo: não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte."

Portanto, aquele que tem luz suficiente para iluminar os equívocos alheios, deve possuí-la para apontar caminhos exequíveis, com o fim de transformá-los, em virtudes, a partir de seu próprio exemplo.
  • É preciso ser exemplo de virtudes para iluminar o caminho do outro.
  • Aprende a deixar o problema que é do outro, com ele mesmo. 
  • Ocupa-te de ti!
Jesus mais uma vez disse, com sábias palavras, ... médico, cura-te a ti mesmo.
A personalidade de quem veicula a mensagem do Evangelho sem sombra de dúvidas, interfere na forma como esta é veiculada a na interpretação que se lhe dá. Daí a importância de se alinhar teoria e prática, porque o que você prega, deve refletir quem de fato você é, no seu agir. Isso também, diz respeito a você, quando orienta ou aconselha alguém, dentro do caminho reto que o Evangelho propõe como meio de transformação.

O Cristo propõe que o curador se curem isto é, que sua fala seja também,  e principalmente, dirigida a si mesmo. Seu exemplo pessoal é a verdadeira mensagem que passa, tendo como base, o que assimilou da original. A partir do que entendeu da mensagem que lhe inspira a vida, levará aos outros, de uma forma típica, aplicável aparentemente, a todos, mas própria, somente para aqueles que têm carma semelhante ao seu, e que portanto, se afiniza com as mesmas ideias. Nossa atitudes revelam quem somos. Não devemos impor nossas verdades. Nem sempre o outro irá compreender.

Quando não der conta do problema, PEÇA AJUDA!
  • Omitir os problemas àqueles que podem ajudar é demonstração de insegurança. O fator surpresa pode aumentar o problema.
  • Em alguns casos, é compreensível que certos problemas possam ser omitidos, a fim de não expor terceiros, porém, deve-se buscar a participação dos envolvidos na solução e discussão de problemas comuns, inclusive, das crianças, para que comecem logo cedo, a entender a vida. Não subestime a fala das crianças. E, quando adolescente, já começam a assumir a responsabilidade de sua própria  encarnação.
A fala do Cristo demonstra segurança e autoconfiança. Ele se expôs diante das pessoas nas Sinagogas, sem esconder suas capacidades e disse para que veio. Nós devemos colocar em família ou amigos, como desejar, o que ali estamos fazendo. Devemos ainda ter equilíbrio e autodeterminação suficientes, para assumir nossas responsabilidades perante à família. É na família, sobretudo, que aprendemos e evoluímos, seja a família carnal, seja a família escolhida pelo coração, seja a família espiritual.

Ter um olhar  mais amoroso com todos requer...
  • Paciência e tolerância.
  • Respeito ao tempo do outro.
  • Aceitar não ser a sua verdade, a verdade absoluta.
  • Se dispor a escutar antes de falar.
  • Entender as razões do outro.
O que diz Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo sobre esse olhar?

"Como é que vedes um argueiro no olho de vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? - Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro do teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? - Hipócritas, tirai primeiro a trave de vosso olho e depois, então, vede como podereis, tirar o argueiro do olho do vosso irmão." (S.MATEUS, cap. VII, v. 3 a 5).

" Tudo o que vocês desejam que os outros façam a vocês, façam vocês também a eles. Pois nisso, consiste a Lei dos Profetas." (S.MATEUS, cap. 7, v.12)

"Não julguem e vocês não serão julgados. De fato, vocês serão julgados com o mesmo julgamento com que vocês julgarem, e serão medidos com a mesma medida com vocês medirem." (S.MATEUS, , cap. 7, v.1 e 2)

"Para julgar-se, a si mesmo, é necessário poder mirar-se num espelho, transportar-se de qualquer maneira para fora de si mesmo, e considerar-se como outra pessoa, perguntando-se: que pensaria eu, se visse alguém fazendo o que faço?" (KARDEC, ESE, cap.X, Item 10).

E ainda, o Espírito Emmanuel diz: 

"É imprescindível habituar a visão na procura do melhor, a fim de que, não sejamos ludibriados, pela malícia que nos é própria." 

Referências: 
OLIVEIRA, W. Jesus a inspiração das relações luminosas.
KARDEC, A. O evangelho Segundo o Espiritismo.
OLIVEIRA, W. Reforma íntima sem martírio.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Consciência, Maturidade e Autocrítica - Série Meditação - Vídeo 17 - por Alessandra Uzêda



Consciência, Maturidade e Autocrítica


Vamos nos acomodando, nos desligando de tudo o que ocupa a nossa mente nesse momento... direcionando os nossos pensamentos para os trabalhos que se iniciam procure sentir a música e concentrar toda a sua atenção para o trabalho...você não vê nem pensa em mais nada...apenas ouve a melodia da música.
Sinta a harmonia do ambiente, e nessa sintonia de amor e paz, pedimos aos Mentores Espirituais da Casa da Caridade Irmã Elisabete, D. Teresa D’Ávila, Irmã Elisabete, Dr. Bezerra de Menezes, Irmão Arakem e toda a Espiritualidade Amiga que nos acompanhe e nos proteja em mais uma busca interior para que nos tornemos mais seres mais esclarecidos, mais conscientes e cada vez melhores.
Nesse momento, estamos nos preparando para refletirmos sobre a consciência e maturidade espiritual, associadas à autocrítica que nos leva ao processo de autotransformação.
Sinta a presença de seu anjo guardião em mais essa busca de seu espírito. Perceba o quanto é importante para ele, acompanha-lo nessa ascensão espiritual. Ele está feliz por vê-lo fortemente engajado no propósito de melhorar-se a cada dia. Não há ninguém, entre a terra e o céu, que deseje mais a sua mudança interior, o despertar de sua consciência e maturidade espiritual, que ele, o seu Anjo guardião. Aquele que Deus colocou ao seu lado desde o momento da criação de seu espírito. Aquele que sempre esteve e ainda permanece ao seu lado em todos os momentos decisivos e determinantes de sua escalada espiritual. Mentalmente, dirija-se ao seu Anjo Guardião e abrace-o fortemente. Sinta no fundo do seu coração o quanto ele te ama! E retribua-o com o seu sincero agradecimento por essa parceria milenar proposta por Deus.
Nesse momento, nos coloquemos à disposição da espiritualidade maior, e nos coloquemos em oração pelos nossos irmãos desencarnados tão necessitados de esclarecimento, consciência, maturidade e autotransformação. E através da sintonia perfeita de nossos pensamentos oremos...

Deus nosso Pai, que sois todo poder e bondade, dái força àquele que passa pela provação, dái luz àquele que procura a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade. Deus dái ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso, Pai dái ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai. Senhor que a vossa bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade Pai, para aqueles que não vos conhecem. Esperança para aqueles que sofrem. Que a vossa bondade permita aos espíritos consoladores, derramarem por toda a parte a paz, a esperança e a fé. Deus, um raio, uma faísca de vosso amor pode abrandar a terra. Deixa beber nesta fonte de bondade fecunda e infinita e todas as lagrimas secarão, todas as dores se aclamarão, um só coração, um só pensamento subirá até vós como um grito de reconhecimento e amor. Como Moisés sobre a montanha, nos vos esperamos com os braços abertos. Oh bondade! Oh Beleza! Oh perfeição! E queremos de alguma sorte merecer a vossa misericórdia. Deus dai-nos a força de ajudarmos o progresso afim de subirmos até vós, dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão, dai-nos Pai, a humildade e a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a vossa abençoada imagem
Queridos amigos, O Espírito de Verdade, em O Evangelho Segundo o espiritismo de Allan Kardec, nos diz que
“Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos céus, como um imenso exército que se movimenta desde que dele recebeu o comando, espalham-se sobre toda a superfície da Terra; semelhantes às estrelas cadentes, vêm iluminar o caminho e abrir os olhos aos cegos. Eu vos digo em verdade, são chegados os tempos em que todas as coisas devem ser restabelecidas em seu sentido verdadeiro para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos.”
A partir dessas palavras do Espírito de Verdade, é que devemos tomar consciência e maturidade espiritual, e num processo de autocrítica, de autoanálise, nos propormos a nos transformar.
Em se tratando da transformação do ser, cujo espelho de vidas pretéritas lhes reflete condições morais de baixo teor vibratório, faz-se necessário o desenvolvimento dessa consciência, meio pelo qual permitirá enxergar o seu ser espiritual em sua verdadeira origem, trazendo-lhe a maturidade necessária para lidar com essa realidade.
A maturidade lhe servirá como meio de escutar a sua consciência, sensibilizando-o no sentido de perceber os apelos da alma associados à necessidade iminente de mudança.
Esse contato direto e consciente com os apelos da alma lhe permitirá enxergar o seu eu verdadeiro, com todas as imperfeições que traz o seu espírito ao longo de sua evolução, e lhe abrir novas possibilidades de construir uma história diferente e distante dessa realidade passada a que todos nós estamos submetidos em função de nossas escolhas erradas feitas em outras vidas.
A essas imperfeições, é que devemos atribuir a responsabilidade de estar frente aos desafios e de colocar em prática as mudanças de nossas ações com bom senso e equilíbrio emocional.
A Justiça Divina transcende o ideal de verdade distinguindo o que se deve e o que não se deve fazer. Uma boa forma de se obter essa percepção é através da concepção da autocrítica, da autoanálise constante e cotidianamente em nossas vidas. Portanto, ao final de cada dia deverá perguntar-se o que fiz de bom e construtivo neste dia, para a minha vida e a vida de meu próximo? O que poderia ter feito ainda melhor que não fiz por omissão? E a cada novo dia, novas oportunidades de crescimento e evolução aparecerão para que possamos colocar em prática a bondade, o amor, a justiça e a verdade que há em nós.
Quando desenvolvemos o senso crítico, amparado no julgo da justiça e da verdade, desenvolvemos a autoconsciência.
Somente através desses exercícios conseguiremos trazer para a nossa vivência, para as nossas ações, o que Deus nos deu de melhor enquanto seres vivos...o amor! Pois, somente após nos tornarmos melhores enquanto seres humanos, poderemos estabelecer com o nosso próximo um vínculo fraterno e amigo, na condição de igualdade perante a todas as diversidades que a humanidade nos traz como desafio.
Eis o caminho para nos desvencilhar-mos de nossas imperfeições, desses sentimento horrendos de ódio, de inveja, do desejo de vingança por algo sofrido há muito tempo, do desejo puro e simples de perseguir o seu irmão prejudicando-o em sua livre caminhada.
Meus irmãos encarnados e desencarnados aqui presentes, estejamos imbuídos de que Deus, em sua infinita misericórdia, concederá sempre a cada um de nós, uma nova oportunidade para recomeçar, para retomar a sua ascensão espiritual, na condição de que arrependa-se verdadeiramente pelos males que tenham feito, que demonstrem o desejo verdadeiro de perdoar o seu irmão ainda que ele tenha lhe feito mal. Uma nova oportunidade àqueles que consigam transformar o ódio no desejo sincero de amar, a inveja no propósito único de construir a sua própria vida, e a abstenção da vingança em detrimento do perdão, não porque seu algoz merece ser perdoado. A ele, Deus se encarregará de cobra-los todas as suas dívidas perante a justiça Divina, mas principalmente, porque você merece se livrar desses sentimentos entorpecidos pela ignorância, sentindo o alívio no peito e a sensação doce e leve de ser amado, um verdadeiro filho de Deus.
E conservando em seu corpo espiritual essa sensação boa, leve, de liberdade da qual não goza há tempos, unamos os nossos pensamentos e agucemos os nossos sentidos para podermos sentir a presença da luz que irradia nesse ambiente.

Quanta luz!


                         





domingo, 17 de agosto de 2014

CONSCIÊNCIA, MATURIDADE E AUTOCRÍTICA- Refletindo...

Consciência, Maturidade e Autocrítica

Em se tratando da transformação do ser, cujo espelho de vidas pretéritas lhes reflete condições morais de baixo teor vibratório, faz-se necessário o desenvolvimento dessa consciência, meio pelo qual permitirá enxergar o seu ser espiritual em sua verdadeira origem, trazendo-lhe a maturidade necessária para lidar com essa realidade.

A maturidade lhe servirá como meio de escutar a sua consciência, sensibilizando-o no sentido de perceber os apelos da alma.

Esse contato direto e consciente com os apelos da alma lhe permitirá enxergar o seu eu verdadeiro, com todas as imperfeições que traz o seu espírito ao longo de sua evolução.

A essas imperfeições, é que devemos atribuir a responsabilidade de estar frente aos desafios e de colocar em prática as mudanças de nossas ações com bom senso.

A Justiça Divina transcende o ideal de verdade distinguindo o que é certo do que é errado. Uma boa forma de fazer essa distinção entre o que é certo e o que é errado é através da concepção da autocrítica, da autoanálise.

Quando desenvolvemos o senso crítico, amparado no julgo do justo e da verdade, desenvolvemos a autoconsciência.

Somente através desses exercícios conseguiremos trazer para a nossa vivência, para as nossas ações, o que Deus nos deu de melhor enquanto seres vivos...o amor! Pois, somente após nos tornarmos melhores enquanto seres humanos, poderemos estabelecer com o nosso próximo um vínculo fraterno e amigo.