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domingo, 22 de março de 2020

Salmo 3 - Davi confia em Deus na sua adversidade. Salmo de Davi, quando fugiu de diante da face de Absalão, seu filho/ Compreensão Espiritual

3 Senhor, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim. 

Muitos dizem da minha alma: Não  salvação para ele em Deus. (Selá)

Mas tu, Senhor, és um escudo para mim, a minha glória e o que exalta a minha cabeça. 
Com a minha voz clamei ao Senhor; ele ouviu-me desde o seu santo monte. (Selá)
Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou.
Não terei medo de dez milhares de pessoas que se puseram contra mim ao meu redor.
Levanta-te, Senhor; salva-me, Deus meu, pois feriste a todos os meus inimigos nos queixos; quebraste os dentes aos ímpios.
A salvação vem do Senhor; sobre o teu povo seja a tua bênção. (Selá)
Compreensão Espiritual do Salmo 3
3 Davi fala a Deus, como muitos ficaram contra ele, se tornaram seus inimigos por seguir a Deus.
2 Muitas pessoas acreditam que não há salvação para mim, quando o Senhor nos dá sempre a oportunidade de reparar nossos erros.
3 Busca em Deus a sua  proteção contra os inimigos, e segue as Leis de Deus.
4 Davi pediu ao Senhor e Ele o ouviu.
5 Davi adormeceu, e acordou mais forte pela sustentação das Leis Divinas.
6 Encorajado afirmou não ter medo de quem quer que fosse contra ele.
7 Pede a Deus a salvação, já que seus inimigos se auto-derrotaram, ao irem contra as Leis de Deus.
8 A salvação vem de Deus, e que Ele abençoe a humanidade.    

Referência: Bíblia Sagrada.Antigo Testamento, Salmos. 
Compreensão Espiritual: Alessandra Uzêda

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Princípios fundamentais do Espiritismo


 A Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, trás como princípios fundamentais do Espiritismo:


- Deus é a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas. É eterno, imutável, único, onipotente, soberanamente justo e bom.

- O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.

- Além do mundo material, habitação dos Espíritos encarnados (homens), existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.

- No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.

- Todas as leis da natureza são Leis Divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.

- O homem é um Espírito encarnado em corpo material. O perispírito é corpo semi-material que une o Espírito ao corpo material.   - Os Espíritos são seres inteligentes da Criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.

- Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.

- Os Espíritos preservam sua individualidade antes, durante e depois de cada encarnação.

- Os espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.

- Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso, intelectual e moral, depende dos esforços que façam para chegar a perfeição.

- Os espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pela inferioridade moral e pelas paixões inferiores.

- As relações dos Espíritos com os homens são constantes, e sempre existiram. Os bons espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos impelem para o mal.

- Jesus é o guia e modelo para toda a humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.

- A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela humanidade.

- O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas consequências de suas ações.

- A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.

- A prece é ato de adoração a Deus. Está na lei natural, e é resultado de um sentimento inato do homem, assim como é inata a ideia da existência do Criador.

- A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia os bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.

FONTE: ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA NOSSO LAR , CHAPECÓ/SC
 - Revista Reformador, março,1997)

domingo, 15 de julho de 2018

O DEVER QUE CABE A CADA UM DE NÓS

León Denis, diz que  "O dever é o conjunto das prescrições da lei moral, a regra pela qual o homem deve conduzir-se nas relações com seus semelhantes e com o Universo inteiro."

É preciso compreender que o dever é algo que está bem acima da Humanidade, o que quer dizer, que exige de nós os grandes sacrifícios, franco devotamento nas causas nobres, e a vontade firme de realização.

Nem sempre traz grandes alegrias em seu cumprimento, pode tornar-se  pavoroso, inflexível sempre, exigente, porém, sempre está apontando para o caminho das ascensão e progresso do ser.

Léon Denis, nos afirma que "O dever não é idêntico para todos; varia segundo nossa condição e saber."

Pode-se verificar nessa afirmativa, a certeza de que entre a humanidade, encontramos diferentes níveis de consciência. Quanto mais consciente, mais ampliada a nossa capacidade de perceber e sintonizar com as condições impostas pelo dever, maior habilidade desenvolvemos para o exercício de nosso dever.

O cumprimento do Dever nos proporciona a paz interior, a serenidade de espírito, mais preciosa que todos os bens da Terra, e que, podemos experimentar em meio às  provações e dificuldade que vivenciamos, mas que fazem parte do planejamento evolutivo de cada um.

Não podemos intervir, evitar ou desviar os acontecimentos que perturbam essa paz ou serenidade que o cumprimento do dever nos proporciona, porque o nosso destino deve seguir os seus trâmites rigorosos, mas sempre podemos, enfrentar as mais difíceis provas da vida, buscando a serenidade para aceitar, deixando o conformismo de lado para enxergar a possibilidade de modificar aquela situação ruim em algo de bom. é firmar essa paz de consciência, esse contentamento íntimo que o cumprimento do dever acarreta, mesmo diante das dificuldades.

Léon Denis, em seu livro Depois da Morte, afirma que :


 "Todos os Espíritos superiores têm profundamente enraizado em si o sentimento do dever; é sem esforços que seguem a própria rota. "

A medida que evoluem, que vão progredindo, apresentam espontaneamente, como uma tendência natural, a aptidão para o cumprimento do dever sem grandes sacrifícios, que por consequência disso,  se afastam das coisas vis e orientam os impulsos do ser para o bem. Nota-se claramente que os valores se transformam à medida que o ser se transforma e evolui.

Léon Denis nos sugere que: "O dever torna-se, então, uma obrigação de todos os momentos, a condição imprescindível da existência, um poder ao qual nos sentimos indissoluvelmente ligados para a vida e para a morte."

O dever oferece múltiplas formas: 
  • há o dever para conosco, que consiste em nos respeitarmos, em nos governarmos com sabedoria, em não realizarmos senão o que for útil, digno e belo; 
  • há o dever profissional, que exige o cumprimento consciencioso das obrigações de nossos encargos; 
  • há o dever social, que nos convida a amar os homens, a trabalhar por eles, a servir fielmente ao nosso país e à Humanidade; 
  • há o dever para com Deus...
O dever não tem limites.
 Sempre podemos melhorar. 


É no sacrifício de si, que o homem encontra o mais seguro meio de se engrandecer e de se depurar.  

Nesse contexto, podemos encontrar aquelas pessoas que se encontram no caminho de volta a si, através do autoconhecimento, da autorreflexão, na busca de respostas para as questões que desnudam, trazem a tona, o homem velho que nela ainda habita para que, consciente de suas imperfeições, aprendam a dizer não para si, submetendo-se ao sacrifício de si quando consegue dizer não para as coisas que desejam, mas que porém, já não mais lhe convém.

A honestidade é a essência do homem moral, infeliz daquele que dela se afasta. 

Léon Denis define o HOMEM HONESTO como: 
  • Aquele que faz o bem pelo bem, sem procurar aprovação nem recompensa. 
  • Desconhecendo o ódio, a vingança, esquece as ofensas e perdoa aos seus Inimigos. 
  • É benévolo para com todos, protetor para com os humildes. 
  • Em cada ser humano vê um irmão, seja qual for seu país, seja qual for sua fé. 
  • Tolerante, ele sabe respeitar as crenças sinceras, desculpa as faltas dos outros, sabe realçar-lhes as qualidades; jamais é maledicente.
  • Usa com moderação dos bens que a vida lhe concede, consagra-os ao melhoramento social e, quando na pobreza, de ninguém tem Inveja ou ciúme. 
 E nos chama a atenção para o fato de que:

A honestidade perante o mundo nem sempre é honestidade de acordo com as leis divinas. 

 O mérito e a virtude são algumas vezes desconhecidos na Terra, e quando não são desconhecidos, são mesmo ignorados pelas pessoas, como condições indispensáveis para a conquista de uma sociedade consciente, livre das paixões e interesses materiais.

Léon Denis afirma que: "Antes de tudo, o homem honesto busca o julgamento e o aplauso da sua própria consciência."

 A Doutrina Espírita tem um alcance moral que amplia o sentido do dever que cabe ao homem consciente, pois à medida que vai tomando consciência, vai ampliando o seu saber, e na mesma medida, vai aumentando a sua responsabilidade por suas próprias escolhas. Por conseguinte, o saber uma vez ampliado, faz com que sua própria consciência lhe cobre a energia necessária para sua transformação pessoal para melhor.

As vozes dos Espíritos têm feito vibrar ecos em si, têm despertado forças adormecidas na maior parte dos homens e que o Impelem poderosamente na sua marcha ascensional.

A prática constante do dever
 leva-nos ao aperfeiçoamento. 

Para isso, é preciso se dispor À prática constante do AUTOCONHECIMENTO, aprofundando o processo de AUTORREFLEXÃO que lhe permitirá descobrir não só o bem que há em ti, mas também, o mal que ainda cultiva, latente, esperando apenas o momento de vir à tona. Ninguém pode remediar o mal sem antes o conhecer, daí a necessidade da autorreflexão.

Podemos nos estudar analisado outros homens.. Se algum vício, algum defeito terrível em outra pessoa me impressiona, procuremos ver com cuidado se existe em nós germe idêntico; e, se o descobrirmos, empenhemo-nos pelo arrancar.

O autoconhecimento permitirá um contato íntimo consigo mesmo, que lhe permitirá reconhecer a sua alma pela sua realidade, isto é, que com todas as imperfeiçoes deverá ser lapidada na caminhada da vida.

Reconhecer em nós imperfeições, nos afasta da presunção e da tola vaidade. Porém de nada adianta reconhecer nossas imperfeições se não nos submetermos a uma disciplina reparadora, que nos transforme a cada dia em alguém melhor. É o meio mais eficaz de regularmos as  tendências mais ocultas de nosso ser moral.

 Léon Denis afirma que "Só os primeiros esforços são penosos; por isso, e antes de tudo, aprendamos a dominar-nos."

As primeiras impressões são fugitivas e volúveis, ou seja, tudo acontecerá para que você se desvie de seu propósito. É preciso ter VONTADE FIRME a governar os impulsos da alma.

Aprender a governar a nossa vontade, é estabelecer uma relação de autoridade sobre nossos desejos, nossos impulsos, e então, jamais nos deixaremos dominar por elas.

O homem foi criado por Deus para viver em Sociedade. As boas escolhas de suas relações, seus amigos, num convívio íntegro, de boas influências, tende a desviá-los das conversas frívolas, dos assuntos ociosos, que conduzem à maledicência.

Digamos sempre a verdade, 
quaisquer que possam ser os resultados.

A verdade é ferramenta de aperfeiçoamento quando a sabemos usar. Primeiramente, precisamos compreender o contexto em que a verdade aparece para traze-la a tona.  E esse contexto deve ser pensado considerando as partes envolvidas, de tal sorte que encontrarás o melhor caminho de trazer essa verdade, de evidenciá-la perante o outro.

A verdade deve ser sempre dita, mas é preciso pensar antes de dizê-la, como vai externar essa verdade, há muitas maneiras de dizer a verdade, e o bom cristão precisa encontrar o meio mair eficaz de dize-la sem ferir, sem destruir os sonhos do outro, sem gerar mais traumas e mais problemas em função dessa verdade. É preciso colocar-se no lugar do outro para saber se gostaria de ouvir tal verdade na mesma intensidade. Nem sempre o que o outro espera de você é exatamente a verdade, mas um entendimento, um conforto, um carinho, um apoio. Esteja atento sempre que uma verdade precise ser revelada por você!

Criar o hábito salutar de se fortalecer no estudo e no recolhimento, permitirá que a alma encontre novas forças e nova luz, e sentirá a realização de poder dizer que realizou hoje obra útil, alcançou avanços na sua melhora íntima, no cumprimento fiel de seu dever.

Bibliografia: Depois da Morte , Léon Denis

sábado, 14 de julho de 2018

PRINCÍPIOS ESSENCIAIS DA FILOSOFIA ESPÍRITA - LÉON DENIS - RESUMO

Léon Denis (1846 -1927) foi um pensador espírita, médium e um dos principais continuadores do espiritismo após a morte de Allan Kardec. Fez conferências por toda a Europa em congressos internacionais espíritas e espiritualistas, defendendo ativamente a ideia da sobrevivência da alma e suas conseqüências no campo da ética nas relações humanas. É conhecido como sendo o "consolidador do Espiritismo" em toda a Europa, bem como "apóstolo do Espiritismo", dadas as suas qualidades intrínsecas de estudioso do Espiritismo.
Em sua obra "Depois da Morte", escreveu resumidamente sobre os princípios essenciais da filosofia dos Espíritos.

"1º — Uma inteligência divina rege os mundos. Nela, identifica-se a Lei, lei imanente, eterna, reguladora, à qual seres e coisas estão submetidos.

2º — Assim como o homem, sob seu invólucro material, continuamente renovado, conserva sua identidade espiritual, esse eu indestrutível, essa consciência em que se reconhece e se possui, assim também o Universo, sob suas aparências mutáveis, se possui e se reflete numa unidade central que é o seu Eu. 

O Eu do Universo é Deus, lei viva, unidade suprema onde confinam e se harmonizam todas as relações, foco imenso de lus e de perfeição donde irradiam e se expandem, por todas as humanidades, Justiça, Sabedoria, Amor! 

3º — No Universo, tudo evolve e tende para um estado superior. Tudo se transforma e se aperfeiçoa. Do seio dos abismos a vida eleva-se, a princípio confusa, indecisa, animando formas inumeráveis cada vez mais per feitas, depois desabrocha no ser humano, adquire então consciência, razão, vontade, e constitui a alma ou Espírito. 

4º — A alma é imortal. Coroamento e síntese das potências inferiores da Natureza, ela contém em germe todas as faculdades superiores, está destinada a desenvolvê-las pelos seus trabalhos e esforços, encarnando em mundos materiais, e tende a elevar-se, através de vidas sucessivas, de degrau em degrau, para a perfeição. A alma tem dois invólucros: um, temporário, o corpo terrestre, instrumento de luta e de prova, que se desagrega no momento da morte; o outro, permanente, corpo fluídico, que lhe é inseparável e que progride e se depura com ela. 

5º — A vida terrestre é uma escola, um meio de educação e de aperfeiçoamento pelo trabalho, pelo estudo e pelo sofrimento. Não há nem felicidade nem mal eternos. 

A recompensa ou o castigo consistem na extensão ou no encurtamento das nossas faculdades, do nosso campo de percepção, resultante do bom ou mau uso que houvermos feito do nosso livre-arbítrio, e das aspirações ou tendências que houvermos em nós desenvolvido. 

Livre e responsável, a alma traz em si a lei dos seus destinos; prepara, no presente, as alegrias ou as dores do futuro. 

A vida atual é a consequência, a herança das nossas vidas precedentes e a condição das que se lhe devem seguir. 

O Espírito se esclarece, se engrandece em potência intelectual e moral, à medida do trajeto efetuado e da impulsão dada a seus atos para o bem e para a verdade. 

6º -  Uma estreita solidariedade une todos os Espíritos, idênticos na sua origem e nos seus fins, diferentes somente por sua situação transitória, uns no estado livre, no espaço; outros, revestidos de um invólucro perecível, mas passando alternadamente de um estado a outro, não sendo a morte mais que uma fase de repouso entre duas existências terrestres. 

Gerados por Deus, seu Pai comum, todos os Espíritos são irmãos e formam uma imensa família. Uma comunhão perpétua e de constantes relações liga os mortos aos vivos. 

7º -   Os Espíritos classificam-se no espaço em virtude da densidade do seu corpo fluídico, correlativa ao seu grau de adiantamento e de depuração. Sua situação é determinada por leis exatas; essas leis exercem no domínio moral uma ação análoga à que as leis de atração e de gravidade executam na 198 ordem material. 

Os Espíritos culpados e maus são envolvidos em espessa atmosfera fluídica, que os arrasta para mundos inferiores, onde devem encarnar para se despojarem das suas imperfeições. 

A alma virtuosa, revestida de um corpo sutil, etéreo, participa das sensações da vida espiritual e eleva-se para mundos felizes onde a matéria tem menos império; onde reinam a harmonia e a bem-aventurança. 

A alma, na sua vida superior e perfeita, colabora com Deus, coo-pera na formação dos mundos, dirige-lhes a evolução, vela pelo progresso das humanidades, pela execução das leis eternas. 

8º — O bem é a lei suprema do Universo e o alvo da elevação dos seres. O mal não tem vida própria; é apenas um efeito de contraste. 

O mal é o estado de inferioridade, a situação transitória por onde passam todos os seres na sua missão para um estado melhor. 

9º — Como a educação da alma é o objetivo da vida, importa resumir os seus preceitos em palavras: 
  • Comprimir necessidades grosseiras, os apetites materiais; 
  • aumentar tudo quanto for Intelectual e elevado; 
  • lutar, combater, sofrer pelo bem dos homens e dos mundos; 
  • iniciar seus semelhantes nos esplendores do Verdadeiro e do Belo;
  • amar a verdade, a benevolência, tal é o segredo da felicidade no futuro, tal e o Dever! "

quinta-feira, 31 de maio de 2018

VOCÊ SENTE CULPA?

Admitir que quase todos os espíritos se sentem culpado já ajuda bastante. Somos quase todos culpados segundo afirma o espírito Emmanuel. E numa sucessão de fatores acontecidos na evolução da humanidade, Ele descreve situações que favoreceram ao longo da história para que carregássemos as culpas da alma. Emmanuel nos diz que:

"Julgávamos que o poder transitório entre os homens nos fosse conferido como sendo privilégio e imaginário merecimento, e usamo-lo por espada destruidora, aniquilando a alegria dos semelhantes... Contudo, renascemos nos últimos degraus da subalternidade, aprendendo quanto dói o cativeiro da humilhação.

Acreditávamos que a moeda farta nos situasse a cavaleiro dos desmandos de consciência... Entretanto, voltamos à arena terrestre, em doloroso pauperismo, experimentando a miséria que infligimos aos outros. 

Admitíamos que as vítimas de nossos erros deliberados se distanciassem, para sempre de nós, depois da morte... Mas, tornamos a encontrá-los no lar, usando nomes familiares, no seio da parentela, onde nos cobram, às vezes com juros de mora, as dívidas de outro tempo, em suor do rosto, no sacrifício constante, ou em sangue do coração, na forma de lágrimas. 

Supúnhamos que os abusos do sexo nos constituíssem a razão de viver e corrompemos o coração das almas sensíveis e nobres com as quais nos harmonizávamos, vampirizando-lhes a existência... No entanto, regressemos ao mundo em corpos dilacerados ou deprimidos, exibindo as estranhas enfermidades ou as gravosas obsessões que criamos para nós mesmos, a estampar na apresentação pessoal a soma deplorável de nossos desequilíbrios. 

A Perfeita Justiça, porém, nunca se expressa sem a Perfeita Misericórdia e abre-nos a todos, sem exceção, o serviço do bem, que podemos abraçar na altura e na quantidade que desejarmos, como recurso infalível de resgate e reajuste, burilamento e ascensão. 

Atendamos às boas obras quanto nos seja possível. Cada migalha de bem que faças é luz contido, clareando os que amas. E assim é porque, de conformidade com as Leis Divinas, o aperfeiçoamento do mundo depende do mundo, mas o aperfeiçoamento em nós mesmos depende de nós. "

Livro: Justiça Divina
Autor: Chico Xavier
Espírito: Emmanuel

SABIA QUE O FURTO PODE NÃO SER MATERIAL?

Está mesmo na lei: " Não furtarás!
Mas será que a lei se refere unicamente às questões materiais?  

O homem moderno não se apercebe diante de suas intervenções sobre a vida do outro.  Muitas dessas pessoas são até honestas nas questões materiais, mas têm um poder de "roubar a esperança e o entusiasmo dos companheiros dedicados ao bem, como bem diz o Espírito Emmanuel.

E é claro, que roubar a esperança e o entusiasmo das pessoas se constitui, um agravo de grandes proporções ocasionando no outro, telas de amargura e desânimo, abrindo um campo de atuação pernicioso para atuação da maldade.

Ninguém tem o direito de minar o entusiasmo e o desejo de realização do outro, colocando-o em situação de vulnerabilidade, de discórdia, e de insegurança diante dos desafios que precisa enfrentar na vida.

Como sabiamente diz o Espírito Emmanuel:

" É preciso, porém não furtar nem os recursos do corpo, nem os bem da alma,  pois que a consequência de todo furto é prevista na lei."


segunda-feira, 23 de abril de 2018

CONHECER PARA TRANSFORMAR - ABRA-SE AO NOVO!

Você já usou de CONHECIMENTOS FORA DE SUA ESFERA DE COMPREENSÃO para transformar a si mesmo, conquistando o equilíbrio nas diversas formas de convivência?

Somos muito conservadores em nossas crenças, estilos de vida, condutas, enfim, sobre tudo aquilo que acreditamos como verdade que vai gerenciar nossas vidas.  Nesse caso, não se trata de um conservadorismo padrão, que coordena diversas pessoas num único modelo. Trata-se do conservadorismo criado pela pessoa para designar um padrão que deve ser seguido a qualquer custo, porque o tem como verdade, modelo, exemplo. 

Somos conservadores com as nossas próprias escolhas e muitas vezes nos esquecemos que a dinâmica da vida, exige de nós comportamentos diferenciados para cada circunstâncias. 

É aí, que surgem as FRUSTRAÇÕES por se deparar com determinadas circunstâncias, desafios, obstáculos, sobre os quais não estamos preparados para lidar com eles. E diante dessas frustrações, vamos nos sentindo DERROTADOS, VENCIDOS, INCAPAZES, minando a nossa auto-estima. 

E onde está a causa para tantos conflitos de ordem emocionais? Na nossa IGNORÂNCIA, nas nossas LIMITAÇÕES; na incapacidade de se permitir conhecer o novo para a partir daí, discernir sobre o que é conveniente ou melhor para si.

Se instruir para discernir, conhecer para transformar deve ser o nosso guia, a fim de que encontremos as soluções adequadas para os nossos conflitos. 

É claro que, como tudo, estamos sujeitos às Leis Divinas, cabendo aqui o bom-senso e a razão na análise daquilo que é novo, respeitando ainda os limites das outras pessoas, e diante de qualquer decisão tomada, colocar-se sempre, no lugar do outro para saber se gostaríamos que fizessem conosco.

O conhecimento é a chave que abre muitas portas fechadas em seus conflitos mais íntimos. Seria muita limitação entendermos e acreditarmos que só há uma verdade, e esta se encontra dentro daquilo que acreditamos. 

Somos infinitos em nossas vivências enquanto espíritos, até que cheguemos ao nível de evolução espiritual, moral e intelectual que Deus espera de nós. Sendo assim, vamos e precisamos evoluir, crescer, se instruir, à medida que a vida vai acontecendo, considerando o momento e os acontecimentos, bem como, as circunstâncias em que estes acontecem, para encontrarmos o olhar de uma suposta verdade, certamente, que não seja, uma verdade absoluta. A vida pede mais de todos nós!

Portanto, meus amigos, não se acomodem num convencionalismo estereotipado, modulado conforme as convenções da formalidade. 

Exerça o seu direito sobre a Lei de liberdade que nos dá as opções para decidirmos o caminho a seguir, sem ferir os direitos daqueles que compartilhamos da mesma existência.

Muito se fala das crenças, que uma fé diverge da outra, por não se tratar de uma mesma religião. Então eu pergunto, que importa a religião em si, se a pessoa não tiver Deus no coração?  A religião é apenas o meio que o homem se utiliza para sentir Deus. A pessoa espiritualizada não precisa de nenhuma religião para se ligar a Deus.

A ligação espiritual que se busca através das religiões está em Deus, na força suprema que abrange todas as nossas fragilidades, quando buscamos uma religião qualquer. Por isso é imprescindível se abrir ao novo, conhecer para poder ter o direito de escolher aquela com a qual se identifica, aquela que lhe traz maior conforto, aquela que te traz explicações no mínimo racionais da realidade em que vive, aquela ainda que norteia todos os princípios da moralidade que o homem precisa alcançar para sua própria evolução.

Meus amigos, se estiverem felizes nas circunstâncias em que se encontram, permaneçam, mantenham-se firmes nos seus propósitos. Entretanto, se for o contrário, permita-se conhecer  novo, ampliando a sua esfera de compreensão, para que possa ter discernimento nas escolhas acertadas de sua vida. Fiquem com Deus! Alessandra Uzêda



domingo, 22 de abril de 2018

PENSAMENTOS TÊM FORÇA!

Qual o POTENCIAL REALIZADOR de SEUS PENSAMENTOS?


Os  PENSAMENTOS têm um potencial realizador capaz de movimentar energias que jamais tínhamos observado antes em nosso cotidiano, em nossa forma de manifestar nossos sentimentos, nossas vontades e atitudes, simplesmente, pelo fato de que, não paramos em nenhum momento, para refletir sobre o que pensamos, e sobretudo, sobre que energia carregam as nossas formas-pensamentos.

Você sabia, que todos nós, encarnados num mundo de provas e expiações, em busca da evolução de nosso espírito, temos latente em nós,  uma lado bom a ser aprimorado e uma lado ruim a ser transformado?

Para entender melhor, é preciso admitir que o ser encarnado tem sua personalidade subdividida em Personalidade congênita, e a Personalidade atual em construção nesta nova vida, em que se encontra. E ainda, compreender que a primeira está oculta em nosso corpo mental, e a segunda, está vivenciando uma nova oportunidade de reconstrução da primeira.

PERSONALIDADE CONGÊNITA, que é a personalidade de nosso espírito, contida pela encarnação presente em nosso corpo mental, sobre a qual não temos fácil acesso no nosso cotidiano, se manifesta espontaneamente, motivadas por gatilhos que surgem em nosso dia a dia, trazendo-a à tona. 

E porque precisamos estar atentos a esses pensamentos?

Quando esses pensamentos são negativos, surgem para que tomemos uma atitude transformadora positiva ou para melhor, do mesmo, ressignificando-os. 

Quando esses pensamentos são positivos, surgem para nos chamar a atenção sobre as habilidades que carregamos para usufruir do bom e do belo, se permitindo ainda, aprimorá-los, e assim, encontrarmos em nossa essência, o caminho de realização de nosso planejamento espiritual.

Muitas vezes, pensamos coisas que nós mesmos, julgamos absurdas a ponto de nos questionarmos: como pude pensar algo assim diante dos atuais valores de minha atual encarnação? 

E não entendemos de onde veem esses pensamentos, já que se tivéssemos pensado pelo crivo da razão, recuaríamos, sem alimentar pensamentos tão distorcidos, quando comparados àquilo que, nesta vida, aprendemos como ideal. 

Certamente, você já ouviu falar em nossa "SOMBRA" que é a manifestação do lado sombrio da nossa personalidade congênita, que se não dermos a devida importância para transformá-lo, poderá se tornar um monstro que irá contribuir para sabotarmos os nossos ideais realizadores da verdade, da justiça, do bom e do belo. 

Mas não temos somente sombras em nós, temos também em nossa personalidade congênita tudo de bom, de edificante, que denotam no nosso crescimento e evolução espiritual, com tudo o que aprendemos no caminhar de nossas vidas pregressas, na escola da vida. É nessa busca que devemos concentrar nossas energias, para que, à partir destas, possamos buscar a transformação de nossas sombras, aumentando as nossas qualidades, na caminhada do espírito.

Além de tudo isso, trazemos em nossa ESSÊNCIA DIVINA, enquanto Espíritos que somos, as LEIS DIVINAS, que regem o Universo, a Natureza, os seres vivos. 

Essas Leis vivem latentes em nós, aguardando a oportunidade de se manifestar, sempre nos corrigindo sobre algo de errado que pensamentos em fazer. É certo que nem sempre estamos na sintonia dessa Essência Divina, e não a escutamos. Mas, quando pensamos em fazer algo errado, que não seja muito legal, e em seguida, a nossa consciência te diz, que de fato não é o certo a pensar ou a realizar, é essa essência divina lhe convidando à transformar algo errado em certo, algo ruim em bom. 

E quando percebemos que algo não está errado como nossos pensamentos, e ainda assim, decidimos por dar vazão ao mesmo, chegando muitas vezes, ao ponto de realiza-los, estamos fazendo uso claro de nosso livre-arbítrio, que é regido pela Lei de causa e efeito, que nos faz entender que temos responsabilidades sobre nossas escolhas, e que para cada escolha, seja ela positiva ou negativa, have´ra uma consequência, também positiva ou negativa.

A questão a ser refletida aqui é: 

- Você tem CONSCIÊNCIA de suas IMPERFEIÇÕES e de suas QUALIDADES?

-  Se reconhece suas verdadeiras QUALIDADES, o que tem feito para aprimorá-las em benefício de sua vida, de sua encarnação?

-   Se reconhece suas SOMBRAS, como tem enfrentado os desafios de sua personalidade no sentido de transforma-las em algo positivo?

E se você NÃO CONSEGUIU responder às perguntas acima, sugiro que inicie o processo do AUTOENCONTRO. Comece escrevendo em um papel, todas as suas qualidades e todas as suas imperfeições.

A partir daí, crie mecanismos de transformações possíveis, através de metas e perspectivas de melhoria contínua da qualidade de seus pensamentos, apontado as soluções que tem para  cada imperfeição encontrada, e por consequência. haverá uma melhoria expressiva de seus sentimentos, vontades e atitudes, elevando seu padrão vibratório, e consequência sintonia, permitindo uma  melhor conexão com o sublime da espiritualidade.

Não deixe passar a oportunidade de ser alguém melhor do que já tem sido. Esse é o nosso propósito maior de vida!  Alessandra Uzêda.

sábado, 15 de novembro de 2014

IV- Amor Maternal e Filial- O Livro dos Espíritos, Allan Kardec-LIVRO TERCEIRO -CAPÍTULO XI -LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE

LIVRO TERCEIRO
AS LEIS MORAIS
CAPÍTULO XI -  LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE
IV- Amor Maternal e Filial
 (Questões 890 à 896)

O amor maternal tanto é uma virtude como um sentimento instintivo, comum aos homens e aos animais. A Natureza deu à mãe o amor pelos filhos, no interesse de sua conservação; mas, no animal, esse amor é limitado às necessidades materiais: cessa quando os cuidados se tornam inúteis.

 No homem, ele persiste por toda vida e comporta um devotamento e uma abnegação que constituem virtudes; sobrevive mesmo à própria morte, acompanhando o filho além da tumba. Vedes que há nele alguma coisa mais do que no animal.

O amor materno é uma lei natural, porém existem mães que odeiam os filhos e frequentemente desde o nascimento. Isso ocorre porque as vezes, uma prova escolhida pelo Espírito do filho ou uma expiação, se ele tiver sido um mau pai, mãe ruim ou mau filho em outra existência. 

Em todos esses casos, a mãe ruim não pode ser animada senão por um mau Espírito, que procura criar dificuldades ao do filho, para que ele fracasse na prova desejada.

Mas essa violação das leis naturais não ficará impune e o Espírito do filho será recompensado pelos obstáculos que tiver superado.

Quando os pais têm filhos que lhes causam desgostos, não são escusáveis de não terem por eles a ternura que teriam caso contrário, porque se trata de um encargo que lhes foi confiado e sua missão é a de fazer todos os esforços para os conduzir ao bem. 


Por outro lado, esses desgostos são quase sempre a consequência dos maus costumes que os pais deixaram os filhos seguir desde o berço; eles colhem, portanto, o que semearam.

III- Caridade e Amor ao Próximo- O Livro dos Espíritos, Allan Kardec-LIVRO TERCEIRO -CAPÍTULO XI -LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE

LIVRO TERCEIRO
AS LEIS MORAIS
CAPÍTULO XI -  LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE
III- Caridade e Amor ao Próximo
 (Questões 886 à 889)

O verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus, é a Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas.

Comentário de Kardec: O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem possível, que desejaríamos que nos fosse feito. Tal é o sentido das palavras de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como irmãos”.

      A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, mas abrange todas as relações com os nossos semelhantes, quer se trate de nossos inferiores, iguais ou superiores.

Ela nos manda ser indulgentes, porque temos necessidade de indulgência, e nos proíbe humilhar o infortúnio, ao contrário do que comumente se pratica.

Se um rico na procura, atendemo-lo com excesso de consideração e atenção, mas se é um pobre, parece que não nos devemos incomodar com ele. Quanto mais, entretanto, sua posição é lastimável, mais devemos temer aumentar-lhe a desgraça pela humilhação.

O homem verdadeiramente bom procura elevar o inferior aos seus próprios olhos, diminuindo a distância entre ambos.

Jesus ensinou ainda: “Amai aos vossos inimigos”. Sem dúvida não se pode ter, para com os inimigos, um amor terno e apaixonado. E não foi isso que ele quis dizer. Amar aos inimigos é perdoá-los e pagar-lhes o mal com o bem. É assim que nos tornamos superiores; pela vingança nos colocamos abaixo deles.


Quanto à esmola, o homem reduzido a pedir esmolas se degrada moral e fisicamente: se embrutece. Numa sociedade baseada na lei de Deus e na justiça, deve-se prover a vida do fraco, sem humilhação para ele. Deve-se assegurar a existência dos que não podem trabalhar sem deixá-los à mercê do acaso e da boa vontade.

A esmola não é condenada, pois não é a esmola que é censurável, mas quase sempre a maneira por que ela é dada. O homem de bem, que compreende a caridade segundo Jesus, vai ao encontro do desgraçado sem esperar que ele lhe estenda a mão.

      A verdadeira caridade é sempre boa e benevolente; tanto está no ato quanto na maneira de fazê-la. Um serviço prestado com delicadeza tem duplo valor; se o for com altivez, a necessidade pode fazê-lo aceito, mas o coração mal será tocado.

      Lembrai-vos ainda de que a ostentação apaga aos olhos de Deus o mérito do benefício. Jesus disse: “Que a vossa mão esquerda ignore o que faz a direita”. Com isso, ele vos ensina a não manchar a caridade pelo orgulho.

       É necessário distinguir a esmola propriamente dita da beneficência. O mais necessitado nem sempre é o que pede: o temor da humilhação retém o verdadeiro pobre, que quase sempre sofre sem se queixar. É a esse que o homem verdadeiramente humano sabe assistir sem ostentação.

       Amai-vos uns aos outros, eis toda lei, divina lei pela qual Deus governa os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados, e a atração é a lei de amor para a matéria inorgânica.

       Não olvideis jamais que o Espírito, qualquer que seja o seu grau de adiantamento, sua situação como reencarnado ou na erraticidade, esta sempre colocado entre um superior que o guia e aperfeiçoa e um inferior perante o qual tem deveres iguais a cumprir.

Sede, portanto, caridosos, não somente dessa caridade que vos leva a tirar do bolso o óbolo que friamente atirais ao que ousa pedir-vos, mas ide ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes para com os erros dos vossos semelhantes. Em lugar de desprezar a ignorância e o vício, instruí-os e moralizai-os. Sede afáveis e benevolentes para com todos os que vos são inferiores; sede-o mesmo para com os mais ínfimos seres da Criação, e tereis obedecido à lei de Deus. (São Vicente de Paulo.)

Os homens reduzidos à mendicidade o são por sua própria culpa. Mas se uma boa educação moral lhes tivesse ensinado a lei de Deus, não teriam caído nos excessos que os levaram à perda. E é disso, sobretudo, que depende o melhoramento do vosso globo. 


II- Direito de Propriedade – Roubo - O Livro dos Espíritos, Allan Kardec-LIVRO TERCEIRO -CAPÍTULO XI -LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE

LIVRO TERCEIRO
AS LEIS MORAIS
CAPÍTULO XI -  LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE
II- Direito de Propriedade – Roubo
 (Questões 880 à 885)
O primeiro de todos os direitos naturais do homem é o direito de viver.
É por isso que ninguém tem o direito de atentar contra a vida do semelhante ou fazer qualquer coisa que possa comprometer a sua existência corpórea.

O direito de viver confere ao homem o direito de ajuntar o que necessita para viver e repousar, quando não mais puder trabalhar, mas também deve fazê-lo em família, como a abelha, através de um trabalho honesto, e não ajuntar como um egoísta. Alguns animais lhe dão o exemplo dessa previdência.

O homem tem o direito de defender aquilo que ajuntou pelo trabalho.
Deus não disse: “Não roubarás”; e Jesus: “Dai a César o que é de César”.

Comentário de Kardec: Aquilo que o homem ajunta por um trabalho honesto é uma propriedade legítima, que ele tem o direito de defender. Porque a propriedade que é fruto do trabalho constitui um direito natural, tão sagrado como o de trabalhar e viver.

O desejo de possuir é natural, mas quando o homem só deseja para si e para sua satisfação pessoal, é egoísmo.

Há homens insaciáveis que acumulam sem proveito para ninguém ou apenas para satisfazer as suas paixões. Acreditas que isso seja aprovado por Deus?

Aquele que ajunta pelo seu trabalho, com a intenção de auxiliar o seu semelhante, pratica a lei de amor e caridade e seu trabalho é abençoado por Deus.

Só há uma propriedade legítima. O caráter da propriedade legítima está na que foi adquirida sem prejuízo para os outros.
Comentário de Kardec: A lei de amor e justiça proíbe que se faça a outro o que não queremos que nos seja feito, e condena, por esse mesmo princípio, todo meio de adquirir que o contrarie.

O direito de propriedade é sem limites. Tudo o que é legitimamente adquirido é uma propriedade, mas, como já dissemos, a legislação humana é imperfeita e consagra frequentemente direitos convencionais que a justiça natural reprova.


 É por isso que os homens reformam suas leis à medida que o progresso se realiza e que eles compreendem melhor a justiça. O que em um século parece perfeito, no século seguinte se apresenta como bárbaro.