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domingo, 19 de outubro de 2014

CONDUTA PERANTE O PASSE- do Livro CONDUTA ESPÍRITA, escrito por Waldo Vieira pelo Espírito André Luiz

CONDUTA PERANTE O PASSE


Quando aplicar passes e demais métodos da terapêutica espiritual, fugir à indagação sobre resultados e jamais temer a exaustão das forças magnéticas.


O bem ajuda sem perguntar.

Lembrar-se de que na aplicação de passes não se faz precisa a gesticulação violenta, a respiração ofegante ou bocejo de contínuo, e de que nem sempre há necessidade de toque direto no paciente.

A transmissão do passe dispensa qualquer recurso espetacular.

Esclarecer os companheiros quanto à inconveniência da petição de passes todos os dias, sem necessidade real, para que esse gênero de auxílio não se transforme em mania.

É falta de caridade abusar da bondade alheia.

Proibir ruídos quaisquer, baforadas de fumo, vapores alcoólicos, tanto quanto ajuntamento de gente ou a presença de pessoas irreverentes e sarcásticas nos recintos para assistência e tratamento espiritual.

De ambiente poluído, nada de bom se pode esperar.

Interromper as manifestações mediúnicas no horário de transmissões do passe curativo.

Disciplina é alma da eficiência.

Interditar, sempre que necessário, a presença de enfermos portadores de moléstias contagiosas nas sessões de assistência em grupo, situando-os em regime de separação para o socorro previsto.

A fé não exclui a previdência.

Quando oportuno, adicionar o sopro curativo aos serviços do passe magnético, bem como o uso da água fluidificada, do auto-passe, ou da emissão de força socorrista, a distância, através da oração.

O Bem Eterno é bênção de Deus à disposição de todos.

- pelo Espírito André Luiz

“E rogava-lhe muito, dizendo: — Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare, e viva.” (MARCOS, 5:23.)

CONDUTA PERANTE A MEDIUNIDADE- do Livro CONDUTA ESPÍRITA, escrito por Waldo Vieira pelo Espírito André Luiz

CONDUTA PERANTE A MEDIUNIDADE


Reprimir qualquer iniciativa tendente a assinalar a mediunidade, o médium ou os fatos mediúnicos como extraordinários ou místicos.


O intercâmbio mediúnico é acontecimento natural e o médium é um ser humano como qualquer outro.

Certificar-se de que o exercício natural da mediunidade não exime o médium da obrigação de viver profissão honesta na sociedade a que pertence.

Não pode haver assistência digna onde não há dever dignamente cumprido.

Precaver-se contra as petições inadequadas junto à mediunidade. 

Os médiuns são companheiros comuns que devem viver normalmente as experiências e as provas que lhes cabem.

Por nenhuma razão elogiar o medianeiro pelos resultados obtidos através dele, lembrando-se que é sempre possível agradecer sem lisonjear. 

Para nós, todo o bem puro e nobre procede de Jesus-Cristo, nosso Mestre e Senhor.

Ainda mesmo premido por extensas dificuldades, colocar o exercício da mediunidade acima dos eventos efêmeros e limitados que varrem constantemente os panoramas sociais e religiosos da Terra.

 A mediunidade nunca será talento para ser enterrado no solo do comodismo.

Conversar sobre fenômenos mediúnicos e princípios espíritas apenas em ambientes receptivos. Há terrenos que ainda não estão amanhados para a semeadura.

Prosseguir sem vacilações no consolo e no esclarecimento das almas, esquecendo espinheiros e pedras do vale humano, para conquistar a luz da imortalidade que fulgura nos cimos da vida.

Desenvolver-se alguém mediunicamente, a bem do próximo, é ascender em espiritualidade.
- pelo Espírito André Luiz

“E nos últimos dias acontecerá, diz o Senhor, que do meu espírito derramarei sobre toda carne.” (ATOS, 2:17.)

CONDUTA PERANTE A ORAÇÃO- do Livro CONDUTA ESPÍRITA, escrito por Waldo Vieira pelo Espírito André Luiz

CONDUTA PERANTE A ORAÇÃO


Proferir a prece inicial e a prece final nas reuniões doutrinárias, facilitando-se, dessa forma, a ligação com os Benfeitores da Vida Maior.

A prece entrelaça os Espíritos.

Quanto possível, abandonar as fórmulas decoradas e a leitura maquinal das “preces prontas”, e viver preferentemente as expressões criadas de improviso, em plena emotividade, na exaltação da própria fé.

Há diferença fundamental entre orar e declamar.

Abster-se de repetir em voz alta as preces que são proferidas por amigos outros nas reuniões doutrinárias. A oração, acima de tudo, é sentimento.

Prevenir-se contra a afetação e o exibicionismo ao proferir essa ou aquela prece, adotando concisão e espontaneidade em todas elas, para que não se façam veículo de intenções especiosas.

Fervor da alma, luz na prece.

Durante os colóquios da fé, recordar todos aqueles a quem tenhamos melindrado ou ferido, ainda mesmo inconscientemente, rogando-lhes, em silêncio e a distância, o necessário perdão de nossas faltas.

Os resultados da oração, quanto os resultados do amor, são ilimitados.

Cancelar as solicitações incessantes de benefícios para si mesmo, centralizando o pensamento na intercessão em favor dos menos felizes.

Quem ora em favor dos outros, ajuda a si próprio.

Controlar a modulação da voz nas preces públicas, para fugir à teatralidade e à convenção.

O sentimento é tudo.

- pelo Espírito André Luiz

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.” — Jesus. (MATEUS, 26:41.)

CONDUTA PERANTE OS MENTORES ESPIRITUAIS - do Livro CONDUTA ESPÍRITA, escrito por Waldo Vieira pelo Espírito André Luiz

CONDUTA PERANTE 
OS MENTORES ESPIRITUAIS


Ponderar com especial atenção as comunicações transmitidas como sendo da autoria de algum vulto célebre, e somente acatá-las pelos conceitos com que se enquadrem à essência doutrinária do Espiritismo.


A luz não se compadece com a sombra.

Abolir a prática da invocação nominal dessa ou daquela entidade, em razão dos inconvenientes e da desnecessidade de tal procedimento em nossos dias, buscando identificar os benfeitores e amigos espirituais pelos objetivos que demonstrem e pelos bens que espalhem.

O fruto dá notícia da árvore que o produz.

Apagar a preocupação de estar em permanente intercâmbio com os Espíritos protetores, roubando-lhes tempo para consultá-los a respeito de todas as pequeninas lutas da vida, inclusive problemas que deva e possa resolver por si mesmo.

O tempo é precioso para todos.

Acautelar-se contra a cega rendição à vontade exclusiva desse ou daquele Espírito, e não viciar-se em ouvir constantemente os desencarnados, na senda diária, sem maior consideração para com os ensinamentos da própria Doutrina.

Responsabilidade pessoal, patrimônio intransferível.

Honrar o nome e a memória dos  mentores que lhe tenham sido companheiros ou parentes consanguíneos na Terra, abstendo-se de endereçar-lhes petitórios desregrados ou descabidas exigências.

A comunhão com os bons cria para nós o dever de imitá-los.

Furtar-se de crer em privilégios e favores particulares para si, tão somente porque esse ou aquele mentor lhe haja dirigido a palavra pessoal de encorajamento e carinho.

Auxílio dilatado, compromisso mais amplo.

- pelo Espírito André Luiz

“Amados, não creiais a todo Espírito, mas provai se os Espíritos são de Deus.” (I JOÃO, 4:1.)

CONDUTA PERANTE A CRIANÇA - do Livro CONDUTA ESPÍRITA, escrito por Waldo Vieira pelo Espírito André Luiz

CONDUTA PERANTE A CRIANÇA


Ver no coração infantil o esboço da geração próxima, procurando ampará-lo em todas as direções.


Orientação da infância, profilaxia do futuro.

Solidarizar-se com os movimentos que digam respeito à assistência à criança, melhorando métodos e ampliando tarefas.

Educar os pequeninos é sublimar a Humanidade.

Colaborar decididamente na recuperação das crianças desajustadas e enfermas, pugnando pela diminuição da mortalidade infantil.

Na meninice corpórea, o Espírito encontra ensejo de renovar as bases da própria vida.

Os pais espíritas podem e devem matricular os filhos nas escolas de moral espírita cristã, para que os companheiros recém-encarnados possam iniciar com segurança a nova experiência terrena.

Os pais respondem espiritualmente como cicerones dos que ressurgem no educandário da carne.

Distribuir incessantemente as obras infantis da literatura espírita, de autores encarnados e desencarnados, colaborando de modo efetivo na implantação essencial da Verdade Eterna.

O livro edificante vacina a mente infantil contra o mal.

Observar quando se deve ou não conduzir as crianças a reuniões doutrinárias.

A ordem significa artigo de lei para toda idade.

Eximir-se de prometer, às crianças que estudam, quaisquer prêmios ou dádivas como recompensa ou (falso) estímulo pelo êxito que venham a atingir no aproveitamento escolar, para não viciar-lhes a mente.

A noção de responsabilidade nos deveres mínimos é o ponto de partida para o cumprimento das grandes obrigações.

Não permitir que as crianças participem de  reuniões ou festas que lhes conspurquem os sentimentos, e, em nenhuma oportunidade, oferecer-lhes presentes suscetíveis de incentivar-lhes qualquer atitude agressiva ou belicosa, tanto em brinquedos quanto em publicações.

A criança sofre de maneira profunda a influência do meio.

Furtar-se de incrementar o desenvolvimento de faculdades mediúnicas em crianças, nem lhes permitir a presença em atividades de assistência a desencarnados, ainda mesmo quando elas apresentem perturbações de origem mediúnica, circunstância esta em que devem receber auxílio através da oração e do passe magnético.

Somente pouco a pouco o Espírito se vai inteirando das realidades da encarnação.

Em toda a divulgação, certame ou empreendimento doutrinário, não esquecer a posição singular da educação da infância na Seara do Espiritismo,    criando seções e programas dedicados à criança em particular.

Sem boa semente, não há boa colheita.

- pelo Espírito André Luiz

“Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais, porque deles é o reino de Deus.” — Jesus. (LUCAS, 18:16.)

CONDUTA PERANTE OS COMPANHEIROS - do Livro CONDUTA ESPÍRITA, escrito por Waldo Vieira pelo Espírito André Luiz

CONDUTA PERANTE OS COMPANHEIROS


Guardar comunicabilidade e atenção ante os companheiros de luta, ainda mesmo para com aqueles que se mostrem distantes do Espiritismo.


Todos somos estudantes na grande escola da Vida.

Respeitar as ideias e as pessoas de todos os nossos irmãos, sejam eles nossos vizinhos ou não, estejam presentes ou ausentes, sem nunca descer ao charco da leviandade que gera a maledicência.

Quem reprova alguém conosco, decerto que nos reprova perante alguém.

Quando emprestar objetos comuns, não porfiar sobre a sua restituição, sustentando-se, firme, no propósito de auxiliar os outros de boamente, naquilo em que lhes possa ser útil. 

Desapego é alicerce de elevação.

Perdoar sem condições àqueles que não nos correspondam às esperanças ou que direta ou indiretamente nos prejudiquem, inclusive os obsessores e outros irmãos infelizes.

Perdão nas almas, luz no caminho.

Fugir de elogiar companheiros que estejam agindo de conformidade com as nossas melhores aspirações, para não lhes criar empecilhos à caminhada enobrecedora, embora nos constitua dever prestar-lhes assistência e carinho para que mais se agigantem nas boas obras.

O elogio é sempre dispensável.

Suprimir toda crítica destrutiva na comunidade em que aprende e serve.

A Seara de Jesus pede trabalhadores decididos a auxiliar.

Coibir-se de qualquer acumpliciamento com o mal, a título de solidariedade nesse ou naquele sentido.

Quem tisna a consciência, desce à perturbação.

Nunca fazer acepção de pessoas e nem demonstrar cordialidade fraterna somente em circunstâncias que lhe favoreçam conveniências e interesses materiais.

A Lei Divina registra o móvel de toda ação.

- pelo Espírito André Luiz

“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” — Jesus.(JOÃO, 13:35.)

CONDUTA PERANTE NÓS MESMOS - do Livro CONDUTA ESPÍRITA, escrito por Waldo Vieira pelo Espírito André Luiz

CONDUTA PERANTE NÓS MESMOS


Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável e preferindo a autocrítica do auto-elogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a transformação das criaturas.


Toda presunção evidencia afastamento do Evangelho.

Agir de tal modo a não permitir, mesmo indiretamente, atos que signifiquem profissionalismo religioso, quer no campo da mediunidade, quer na direção de instituições, na redação de livros e periódicos, em traduções e revisões, excursões e visitas, pregações e outras quaisquer tarefas.

A exploração da fé anula os bons sentimentos.

Render culto à amizade e à gentileza, estendendo-as, quanto possível, aos companheiros e às organizações, mas sem escravizar-se ao ponto de contrariar a própria verdade, em matéria de Doutrina, para ser agradável aos outros.

O Espiritismo é caminho libertador.

Recusar várias funções simultâneas nos campos social e doutrinário, para não se ver na contingência de prejudicar a todas, compreendendo, ainda, que um pedido de demissão, em tarefa espírita, quase sempre equivale a ausência lamentável.

O afastamento do dever é deserção.

Efetuar compromissos apenas no limite das próprias possibilidades, buscando solver os encargos assumidos, inclusive os relacionados com as simples contribuições e os auxílios periódicos às instituições fraternais. 

Palavra empenhada, lei no coração. 

Libertar-se das cadeias mentais oriundas do uso de talismãs e votos, pactos e apostas, artifícios e jogos de qualquer natureza, enganosos e prescindíveis.

O espírita está informado de que o acaso não existe.

Esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam.

O servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranquila, a fortaleza inatacável.

- pelo Espírito André Luiz

“Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos.” — Paulo. (II CORÍNTIOS, 13:5.)

CONDUTA NA RADIOFONIA- do Livro CONDUTA ESPÍRITA, escrito por Waldo Vieira pelo Espírito André Luiz

CONDUTA NA RADIOFONIA

Divulgar, em cada programa de rádio, televisão, ou programas outros de expansão doutrinária, conceitos e páginas das obras fundamentais do Espiritismo.

A base é indispensável em qualquer edificação.

Por nenhum motivo, desprezar o apuro e a melhoria dos processos técnicos no aprimoramento constante das programações, a fim de não prejudicar a elevação do ensino.

O pensamento correto sofre influência da forma errônea por que é veiculado.

Nos comentários, palestras e citações, esquivar-se de alusões ofensivas ou desrespeitosas aos direitos e às idéias alheias, especialmente àquelas que se refiram às crenças religiosas e aos interesses coletivos.

A boca invigilante, muitas vezes, discorrendo sobre o amor, condena e fere.

Recordar que a matéria radiofonizada deve obedecer ao critério da simplicidade e do respeito, em correlação com fatos comuns e atuais, clareando-se os temas obscuros ou que exijam maior esforço de compreensão.

Os radiouvintes possuem índices culturais diversos, professando todas as religiões.

Ao elaborar programas radiofônicos, variar os assuntos, preferindo a irradiação de páginas breves.

O interesse dos radiouvintes depende da qualidade das irradiações.

Declarar a qualidade doutrinária das programações, sem disfarces sutis ou mesmo poéticos, com lealdade à própria fé. Sem definição declarada, ninguém vive fiel a si mesmo.

Comunicar sinceridade e sentimento aos conceitos que irradia, jamais apresentando estudos e páginas doutrinárias, pelas emissoras, de modo automático, sem meditar no que esteja falando ou lendo para os ouvidos alheios.

Quem sente o que diz, vive o que pensa.

- pelo Espírito André Luiz

“Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.” — Paulo. (TITO, 2:1.)

CONDUTA NA OBRA ASSISTENCIAL- do Livro CONDUTA ESPÍRITA, escrito por Waldo Vieira pelo Espírito André Luiz

CONDUTA NA OBRA ASSISTENCIAL


Pelo menos uma vez por semana, cumprir o dever de dedicar-se à assistência, em favor dos irmãos menos felizes, visitando e distribuindo auxílios a enfermos e lares menos aquinhoados.

Quem ajuda hoje, amanhã será ajudado.

Prestar serviço espiritual e material nas casas assistenciais de internação coletiva, sem perceber remunerações e sem criar constrangimento às pessoas auxiliadas.

Só impõe restrições ao bem quem se acomoda com o mal.

Na casa assistencial de caráter espírita, alimentar a simplicidade doutrinária, desistindo da exibição de quaisquer objetos, construções ou medidas que expressem supérfluo ou luxo. 

O conforto excessivo humilha as criaturas menos afortunadas.

Viver em familiaridade respeitosa com todos, desde o servo menor até o dirigente mais responsável e categorizado, nos lares e escolas, hospitais e postos de socorro fraterno.

A humildade assegura a visita contínua dos Emissários do Senhor.

Jamais reter, inutilmente, os excessos no guarda-roupa e na despensa, objetos sem uso e reservas financeiras que podem estar em movimento nos serviços assistenciais.

Não há bens produtivos em regime de estagnação.

Converter em socorro ou utilidades, para os menos felizes, relíquias e presentes, jóias e lembranças afetivas de familiares e amigos desencarnados, ciente de que os valores materiais sem proveito, mantidos em nome daqueles que já partiram, representam para eles amargo peso na consciência.

Posse inútil, grilhão mental. 

Seja qual for o pretexto, nunca permitir que as instituições espíritas venham a depender econômica, moral ou juridicamente de pessoa ou organização meramente política, de modo a evitar que sejam prejudicadas em sua liberdade de ação e em seu caráter impessoal. 

A obra espírita cristã não se compadece com qualquer cativeiro. 

Sempre que os movimentos doutrinários, em particular os de assistência social, envolvam a aceitação de muitos donativos, apresentar periodicamente os quadros estatísticos dos recebimentos e distribuições, como satisfação justa e necessária aos cooperadores.

O desejo de acertar aumenta o crédito de confiança. 

Organizar a diretoria e o corpo administrativo das instituições assistenciais exclusivamente com aqueles companheiros que se eximam de perceber ordenados, laborando apenas com finalidade cristã, gratuitamente.

O trabalho desinteressado sustenta a dignidade e o respeito nas boas obras.

- pelo Espírito André Luiz

“E quanto fizerdes, por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando a Ele graças a Deus, o Pai.” — Paulo. (COLOSSENSES, 3:17.)

CONDUTA DO MÉDIUM- do Livro CONDUTA ESPÍRITA, escrito por Waldo Vieira pelo Espírito André Luiz

CONDUTA DO MÉDIUM

Esquivar-se à suposição de que detém responsabilidades ou missões de avultada transcendência, reconhecendo-se humilde portador de tarefas comuns, conquanto graves e importantes como as de qualquer outra pessoa.

O seareiro do Cristo é sempre servo, e servo do amor.

No horário disponível entre as obrigações familiares e o trabalho que lhe garante a subsistência, vencer os imprevistos que lhe possam impedir o comparecimento às sessões, tais como visitas inesperadas, fenômenos climatéricos e outros motivos, sustentando lealdade ao próprio dever.

Sem euforia íntima não há exercício mediúnico produtivo.

Preparar a própria alma em prece e meditação, antes da atividade mediúnica, evitando, porém, concentrar-se mentalmente para semelhante mister durante as explanações doutrinárias, salvo quando lhe caibam tarefas especiais concomitantes, a fim de que não se prive do ensinamento.

A oração é luz na alma refletindo a Luz Divina.

Controlar as manifestações mediúnicas que veicula, reprimindo, quanto possível, respiração ofegante, gemidos, gritos e contorções, batimentos de mãos e pés ou quaisquer gestos violentos.

O medianeiro será sempre o responsável direto pela mensagem de que se faz portador.

Silenciar qualquer prurido de evidência pessoal na produção desse ou daquele fenômeno.

A espontaneidade é o selo de crédito em nossas comunicações com o Reino do Espírito.

Mesmo indiretamente, não retirar proveito material das produções que obtenha.

Não há serviço santificante na mediunidade vinculada a interesses inferiores.

Extinguir obstáculos, preocupações e impressões negativas que se relacionem com o intercâmbio mediúnico, quais sejam, a questão da consciência vigilante ou da inconsciência sonambúlica durante o transe, os temores inúteis e as suscetibilidades doentias, guiando-se pela fé raciocinada e pelo devotamento aos semelhantes.

Quem se propõe avançar no bem, deve olvidar toda causa de perturbação.

Ainda quando provenha de círculos bem-intencionados, recusar o tóxico da lisonja.

No rastro do orgulho, segue a ruína.

Fugir aos perigos que ameaçam a mediunidade, como sejam a ambição, a ausência de autocrítica, a falta de perseverança no bem e a vaidade com que se julga invulnerável.

O medianeiro carrega consigo os maiores inimigos de si próprio.

-pelo Espírito André Luiz

“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.” — Paulo. (I CORÍNTIOS, 12:7.)

CONDUTA NO TEMPLO (Casa Espírita) - do Livro CONDUTA ESPÍRITA, escrito por Waldo Vieira pelo Espírito André Luiz

CONDUTA NO TEMPLO
A Casa Espírita

Entrar pontualmente no templo espírita para tomar parte das reuniões, sem provocar alarido ou perturbações.

O templo é local previamente escolhido para encontro com as Forças Superiores.

Dedicar a melhor atenção aos doutrinadores, sem conversação, bocejo ou tosse bulhenta, para que seja mantido o justo respeito ao lar da oração.

Os atos da criatura revelam-lhe os propósitos.

Evitar aplausos e manifestações outras, as quais, apesar de interpretarem atitudes sinceras, por vezes geram desentendimentos e desequilíbrios vários.

O silêncio favorece a ordem.

Com espontaneidade, privar-se dos primeiros lugares no auditório, reservando-os para visitantes e pessoas fisicamente menos capazes.
O exemplo do bem começa nos gestos pequeninos.

Coibir-se de evocar a presença de determinada entidade, no curso das sessões, aceitando, sem exigência, os ditames da Esfera Superior no que tange ao bem geral.

A harmonia dos pensamentos condiciona a paz e o progresso de todos.

Acostumar-se a não confundir preguiça ou timidez com humildade, abraçando os encargos que lhe couberem, com desassombro e valor.

A disposição de servir, por si só, já simplifica os obstáculos.

Desaprovar a conservação de retratos, quadros, legendas ou quaisquer objetos que possam ser tidos na conta de apetrechos para ritual, tão usados em diversos meios religiosos.Os aparatos exteriores têm cristalizado a fé em todas as civilizações terrenas.

Oferecer a tribuna doutrinária apenas a pessoas conhecidas dos irmãos dirigentes da Casa, para não acumpliciar-se, inadvertidamente, com pregações de princípios estranhos aos postulados espíritas.

Quem se ilumina, recebe a responsabilidade de preservar a luz.

Nas reuniões doutrinárias, jamais angariar donativos por meio de coletas, peditórios ou vendas de tômbolas, à vista dos inconvenientes que apresentam, de vez que tais expedientes podem ser tomados à conta de pagamento por benefícios.

A pureza da prática da Doutrina Espírita deve ser preservada a todo custo.
-André Luiz

“Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” — Jesus. (MATEUS, 18:20.)