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sábado, 2 de junho de 2018

CADA EXISTÊNCIA, UMA LIBERTAÇÃO.

Emmanuel nos ensina que cada nova encarnação é como se retivéssemos esperanças, procurando explodir, e, por essa razão, sofremos a impossibilidade transitória de alcançar o ideal a que nos propomos.

Para realizar os melhores sonhos, devemos aspirar ao estudo edificante do Universo, ansiar por atingir as culminâncias da Ciência e da Arte, persistir na aquisição da felicidade e vivenciar as provas, mesmo que de dor,  pela integração da própria alma no amor supremo... 

Entretanto, ele nos mostra que quase sempre temos ainda o coração preso à dívida. E que há problemas que solicitam toda uma existência de renúncia constante, para que o fio do destino se desembarace e possamos enxergar a luz no horizonte. E ainda nos aconselha que mesmo diante de todas as dificuldades, não devemos desertar da prova que nos foi confiada, temporariamente, na grande tribulação.

O lar repleto de sacrifícios, a família consanguíneo a configurar-se por desafios intensos, a viuvez expressando exílio, a obrigação qual golilha atada ao pescoço, o compromisso que aprisiona e as doenças graves, constituem liquidações de longo prazo ou ajuste de contas a prestações, para que a liberdade nos felicite. Resgata, pois, sem revolta, o próprio caminho. 

Enquanto há inquietação na consciência, há resto a resgatar ou ajustar. Agradece, assim, as dificuldades e as dores que te rodeiam. Cada existência, no plano físico, pode ser um passo adiante, que te projete na vanguarda de luz. 

Misericórdia na Justiça Divina, consolações inefáveis, braços amigos, diretrizes renovadores e auxílio constante não te faltam, em tempo algum; contudo, está em ti mesmo aceitar, adiar, reduzir, facilitar ou agravar o preço da tua libertação. 

sábado, 12 de julho de 2014

II - Formação dos Seres Vivos, O Livro dos Espíritos, Allan Kardec - LIVRO PRIMEIRO - CAPÍTULO III: CRIAÇÃO,

LIVRO PRIMEIRO
AS CAUSAS PRIMÁRIAS
CAPÍTULO III– CRIAÇÃO
II – Formação dos Seres Vivos
(Questões 43 à 49)
No começo, tudo era caos; os elementos estavam fundidos. Pouco a pouco, cada coisa tomou o seu lugar; então, apareceram os seres vivos, apropriados ao estado do globo, dando início ao povoamento da Terra.

A Terra continha os germes, que esperavam o momento favorável para desenvolver-se. Os princípios orgânicos reuniram-se desde o instante em que cessou a força de dispersão, e formaram os germes de todos os seres vivos. Os germes permaneceram em estado latente e inerte, como a crisálida e as sementes das plantas, até o momento propício a eclosão de cada espécie; então, os seres de cada espécie se reuniram e multiplicaram. Sendo desta forma que os seres vivos vieram para a Terra.

 Os elementos orgânicos antes da formação da Terra,estavam, por assim dizer, em estado fluídico no espaço, entre os Espíritos, ou em outros planetas, esperando a criação da Terra para começarem uma nova existência sobre um novo globo.

Comentário de Kardec: “A química nos mostra as moléculas dos corpos inorgânicos unindo-se para formar cristais de uma regularidade constante, segundo cada espécie, desde que estejam nas condições necessárias. A menor perturbação destas condições é suficiente para impedir a reunião dos elementos, ou pelo menos a disposição regular que constitui o cristal. Por que não ocorreria o mesmo com os elementos orgânicos? Conservamos durante anos germes de plantas e de animais, que não se desenvolveram a não ser numa dada temperatura e num meio apropriado; viram-se grãos de trigo germinar depois de muitos séculos. Há portanto, nesses germes, um princípio latente de vitalidade, que só espera uma circunstância favorável para desenvolver-se. O que se passa diariamente sob os nossos olhos não pode ter existido desde a origem do globo? Esta formação dos seres vivos, saindo do caos pela própria força da Natureza, tira alguma coisa à grandeza de Deus? Longe disso, corresponde melhor à ideia que fazemos de seu poder, a exercer-se sobre os mundos infinitos através de leis eternas. Esta teoria não resolve, é verdade, a questão da origem dos elementos vitais; mas Deus tem os seus mistérios, e estabeleceu limites às nossas investigações.”

Ainda há seres que nascem espontaneamente, mas o germe primitivo já existia em estado latente. Sois, todos os dias, testemunhas desse fenômeno. Os tecidos dos homens e dos animais não contêm os germes de uma multidão de vermes que esperam, para eclodir a fermentação pútrida necessária à sua existência? E um pequeno mundo que dormitava e desperta.

A espécie humana se achava entre os elementos orgânicos do globo terrestre, e veio a seu tempo. Foi isso que deu motivo a dizer-se que o homem foi feito do limo da Terra.
Não podemos conhecer a época da aparição do homem e de outros seres vivos na Terra; todos os vossos cálculos são quiméricos.

Se o germe da espécie humana estava entre os elementos orgânicos do globo, os homens não mais se formam espontaneamente, como em sua origem por que o princípio das coisas permanece nos segredos de Deus; mas podemos dizer que os homens, uma vez, dispersos sobre a Terra, absorveram em si mesmos os elementos necessários à sua formação, para transmiti-los segundo as leis da reprodução. O mesmo aconteceu com as demais espécies de seres vivos.