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terça-feira, 15 de junho de 2021

Palavras de Consolo, orientação e esperança

 Amados filhos, Jesus abençoe todos vocês! Que Maria Santíssima possa envolvê-los com seu Manto Sagrado de Amor e Paz.

A psicosfera da terra carrega uma densa camada energética de baixa vibração, consequente da frequência em que estão vibrando os pensamentos dos espíritos encarnados. Com isso, acabam, estabelecendo uma forte e intensa sintonia com espíritos desencarnados, que em desequilíbrio psicoespiritual se vinculam a estes, em sentimentos de revolta, não aceitação de suas partidas, gerando muito sentimento de raiva, de ódio que boqueiam a energia da fraternidade universal proposta para instauração do reino de regeneração na Terra.

O momento é crítico em virtude das formas-pensamentos materializadas de maneira hostis, propagando o ódio, incitando as desavenças, desrespeitando as diversidades recorrentes e permanentes encontradas no povo do planeta terra, desenterrando antigas lutas do plano espiritual, que se potencializaram com esse momento crítico de pandemia e desencarne em massa.

Os polos de energia sublime estão ofuscados pela dificuldades que aqueles encarnados, que creem e buscam essa sintonia, nem sempre conseguem fazê-la de forma plena e concentrada, sem interferência dos pensamentos negativos recorrentes a que são bombardeados a todo instante na terra, nem sempre pelas falanges da maldade, mas por hordas de espíritos em estado de hipnose coletiva, que não conseguem olhar, nem discernir sob o crivo da razão, questionando não somente suas crenças mas também, a sua intrínseca capacidade de lidar com a espiritualidade.

É um momento de grande importância para a introspecção especialmente espiritual, para que através da elevação e ressignificação desses pensamentos a luz que emana de cada ser na terra possa brilhar em intensidade junto à luz da espiritualidade que realiza um trabalho muito árduo, intenso de salvamento de almas, requalificando-as para que possam reencarnar em orbe e ambiente apropriado conforme seus respectivos níveis de evolução espiritual.

A verdade é a luz que faz a justiça divina eclodir em raios com intenso brilho, abrindo caminhos e esclarecendo tudo que ainda se encontra obscuro. Sabe-se que o processo de transformação da terra se dará a partir do processo de transformação dos seres que nela habitam, e isso demanda um tempo maior que o imediatismo esperado pelos encarnados, e que, no momento, também em sofrimento, desejam pelo menos com relação ao tempo da Terra, que é puramente cronológico. Do ponto de vista da vida espiritual, o tempo foi marcado por Deus para que tudo aconteça no momento certo. Tenhamos paciência e permaneçamos confiantes de que cada coisa será colocada ao seu devido lugar, e sigamos cada um construindo a própria trajetória de vida, ressignificando seus pensamentos e consequentes comportamentos para que a vida possa florir em seus caminhos.

Fiquem com Deus, Irmã Tereza

Psicografado por Alessandra Uzêda em 14/06/2021

terça-feira, 16 de julho de 2019

Evangelho é Vida!

Quando a angústia chegar,
Apertando seu coração,
Busca no evangelho
A verdadeira consolação.

Quando o desânimo  te alcançar
Paralisando suas ações
Trata de encontrar
No ânimo firme do evangelho
A vontade de realizar.

Quando o Vitimismo te fragilizar
Deixando-o inerte diante do outro
Busca a luz do evangelho
E perceba o quão belo
É o ser que habita em ti.

Quando a desesperança chegar
E não conseguires mais imaginar
Soluções para tuas aflições
Abre o evangelho de Jesus
Que está cheio de consolações.

Quando o autoabandono te alcançar,
E você não mais quiser se cuidar
Abre o evangelho de Jesus
E sente sua presença ao teu lado,
Só querendo te adorar.
E quando a vida física cessar
E sua consciência despertar
Vive e entrega-te à vida do espírito
Que Jesus está a te esperar.


          Em 06 de Agosto  de 2018 
Espírito Irmã Ana Rosa 
Psicografia de Alessandra Uzêda


terça-feira, 7 de agosto de 2018

O CONSOLO DO EVANGELHO! - Pérolas de Ana Rosa



Quando a angústia chegar
Apertando o seu coração
Busca no Evangelho
A verdadeira consolação.

Quando o desânimo te alcançar
Paralisando suas ações
Trata de encontrar
No ânimo firme do Evangelho
A vontade de realizar.
                                                                                                                          
Quando o Vitimismo te fragilizar
Deixando-o inerte diante do outro
Busca a luz do Evangelho
E perceba o quão belo
É o ser que habita em ti.

Quando a desesperança chegar
E não conseguires mais imaginar
Soluções para tuas aflições,
Abre o evangelho de Jesus,
Que está cheio de consolações.

Quando o autoabandono te alcançar
E você não mais quiser se cuidar
Abre o evangelho de Jesus
E sente Sua presença ao teu lado
Só querendo te adorar.

E quando a vida física te cessar
E sua consciência despertar
Vive e entrega-te à vida do espírito
Que Jesus está a te esperar.

Fiquem com Deus!



          Em 06 de agosto  de 2018
         Espírito Irmã Ana Rosa
   Psicografia de Alessandra Uzêda

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

IMPEDIMENTOS

Sejam quais forem os impedimentos ou provações que te assinalem a vida, asserena o espírito na fé viva e permanece na tarefa que te foi reservada, porquanto, sempre que estejamos guardando paciência e confiança em nossos obstáculos, trabalhando e servindo na prestação de auxílio para liquidar fraternalmente os problemas dos outros, Deus em regime de urgência liquidará também os nossos.
Encontras-te na situação mais adequada às realizações que te dizem respeito à vida espiritual. 
O clima social em que se te instalam as atividades é a paisagem na qual dispões dos melhores recursos de experiência. Solidão é tempo de muda nos mecanismos da alma.
Aceita-te como és e aceita a vida em que deves estar, na condição em que te vês, a fim de que faças em ti o burilamento possível.
Surge quem te faça chorar. Deus, porém, te consola.
Há quem te fira. No entanto, Deus te restaura. 
Não contes amarguras. Considera as bênçãos que usufruis. 
Espera trabalhando. As oportunidades para a construção do bem procedem de Deus. O aproveitamento está em nós. 

Livro: Caminho Iluminado
Autor: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Emmanuel

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

VI- Desgosto pela Vida - Suicídio - O Livro dos Espíritos, Allan Kardec-LIVRO QUARTO: ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES-CAPÍTULO I-PENAS E GOZOS TERRENOS

LIVRO QUARTO
ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES
CAPÍTULO I-  PENAS E GOZOS TERRENOS
VI- Desgosto pela Vida - Suicídio
(Questão 943 a 949)
O desgosto pela vida que se apodera de alguns indivíduos sem motivos plausíveis é o efeito da ociosidade, da falta de fé e geralmente da saciedade. Para aqueles que exercem as suas faculdades com um fim útil e segundo as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente; suportam as suas vicissitudes com tanto mais paciência e resignação quanto mais agem tendo em vista a felicidade mais sólida e mais durável que os espera.

O homem NÃO tem o direito de dispor da sua própria vida; somente Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma transgressão dessa lei.

O suicídio nem sempre é voluntário, pois o louco que se mata não sabe o que faz.

O suicídio que tem por causa o desgosto da vida são praticados pelos Insensatos! Por que não trabalhavam? A existência não lhes teria sido tão pesada!

O suicida que tem por fim escapar às misérias e às decepções deste mundo são os pobres Espíritos que não tiveram a coragem de suportar as misérias da existência! Deus ajuda aos que sofrem e não aos que não têm força nem coragem. As tribulações da vida são provas ou expiações. Felizes os que as suportam sem se queixar, porque serão recompensados! Infelizes, ao contrário, os que esperam uma saída nisso que, na sua impiedade, chamam de sorte ou acaso! A sorte ou acaso, para me servir de sua linguagem, podem de fato favorecê-los por um instante, mas somente para lhes fazer sentir mais tarde, e de maneira mais cruel, o vazio de suas palavras.
Os que levaram o desgraçado a esse ato de desespero sofrerão as consequências disso também. Oh! Infelizes deles! Porque responderão como por um assassínio.
O homem que se vê às voltas com a necessidade e se deixa morrer de desespero é considerado como suicida, mas os que o causaram ou que o poderiam impedir são mais culpáveis que ele, a quem a indulgência espera. Não acrediteis, porém, que seja inteiramente absolvido se lhe faltou a firmeza e a perseverança, e se não fez uso de toda a sua inteligência para sair das dificuldades.

Infeliz dele, sobretudo, se o seu desespero é filho do orgulho; quero dizer, se é um desses homens em que o orgulho paralisa os recursos da inteligência e que se envergonhariam se tivessem de dever a existência ao trabalho das próprias mãos, preferindo morrer de fome a descer do que chamam a sua posição social!

Não há cem vezes mais grandeza e dignidade em lutar contra a adversidade, em enfrentar a crítica de um inundo f útil e egoísta, que só tem boa vontade para aqueles a quem nada falta, e que vos volta as costas quando dele necessitais? Sacrificar a vida à consideração desse mundo é uma coisa estúpida, porque ele não se importará com isso.

O suicida que tem por fim escapar à vergonha de uma ação má é tão repreensível como o que é levado pelo desespero pois o suicídio não apaga a falta. Pelo contrário, com ele aparecem duas em lugar de uma. Quando se teve a coragem de praticar o mal, é preciso tê-la para sofrer as consequências. Deus é quem julga. E, segundo a causa, pode, às vezes, diminuir o seu rigor.       
              
O suicídio não é perdoável quando tem por fim impedir que a vergonha envolva os filhos ou a família, pois aquele que assim age não procede bem, mas acredita que sim, e Deus levará em conta a sua intenção, porque será uma expiação que a si mesmo se impôs. Ele atenua a sua falta pela intenção, mas nem por isso deixa de cometer uma falta. De resto, se abolirdes os abusos da vossa sociedade e os vossos preconceitos, não tereis mais suicídios.

Comentário de Kardec: Aquele que tira a própria vida para fugir à vergonha de uma ação má, prova que tem mais em conta a estima dos homens que a de Deus, porque vai entrar na  vida espiritual carregado de suas iniquidades, tendo-se privado dos meios de repará-las durante a vida. Deus é muitas vezes menos inexorável que os homens: perdoa o arrependimento sincero e leva em conta o nosso esforço de reparação; mas o suicídio nada repara.
Aquele que tira a própria vida com a esperança de chegar mais cedo a uma vida melhor age com loucura! Que ele faça o bem e estará mais seguro de alcançá-la, porque, daquela forma, retarda a sua entrada num mundo melhor e ele mesmo pedirá para vir completar essa vida que interrompeu por uma falsa ideia. Uma falta, qualquer que ela seja, não abre jamais o santuário dos eleitos.

O sacrifício da vida é às vezes meritório, quando tem por fim salvar a de outros ou ser útil aos semelhantes. Isso é sublime, de acordo com a intenção, e o sacrifício da vida não é então um suicídio. Mas Deus se opõe a um sacrifício inútil e não pode vê-lo com prazer, se estiver manchado pelo orgulho. Um sacrifício não é meritório senão pelo desinteresse, e aquele que o pratica tem, às vezes, uma segunda intenção que lhe diminui o valor aos olhos de Deus.

Comentário de Kardec: Todo sacrifício feito à custa da própria felicidade é um ato soberanamente meritório aos olhos de Deus, porque é a prática da lei de caridade. Ora, sendo a vida o bem terreno a que o homem dá maior valor, aquele que a ela renuncia pelo bem dos seus semelhantes não comete um atentado: é um sacrifício que ele realiza. Mas antes de o realizar deve refletir se a sua vida não poderá ser mais útil que a sua morte.

O homem que perece como vítima do abuso das paixões que, como o sabe, deve abreviar o seu fim mas às quais não tem mais o poder de resistir, porque o hábito as transformou em verdadeiras necessidades físicas, comete um suicídio moral. Não compreendeis que o homem, neste caso, é duplamente culpado? Há nele falta de coragem e bestialidade, e além disso o esquecimento de Deus.

É mais culpado porque teve tempo de raciocinar sobre o seu suicídio. Naquele que o comete instantaneamente há. Às vezes, uma espécie de desvario que se aproxima da loucura; o outro será muito mais punido, porque as penas são sempre proporcionadas à consciência que se tenha das faltas cometidas.

Quando uma pessoa vê à sua frente uma morte inevitável e terrível, é culpada por abreviar de alguns instantes o seu sofrimento, por uma morte voluntária, pois sempre se é culpado de não esperar o termo fixado por Deus. Aliás, haverá certeza de que ele tenha chegado, malgrado as aparências, e não se pode receber um socorro inesperado no derradeiro momento?

Concebe-se que, em circunstancias ordinárias, seja o suicídio repreensível, mas figuramos o caso em que a morte é inevitável e em que a vida só é abreviada por alguns instantes. É sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade do Criador.

Nesse caso, as consequências de tal ação são uma expiação proporcional à gravidade da falta, segundo as circunstâncias, como sempre.

Uma imprudência que compromete a vida sem necessidade não é repreensível pois que não há culpabilidade quando não há a intenção ou a consciência positiva de fazer o mal.

As mulheres que, em certos países, se queimam voluntariamente sobre os corpos de seus maridos podem ser consideradas como tendo se suicidado e sofrem as consequências disso. Elas obedecem a um preconceito e geralmente o fazem mais pela força do que pela própria vontade. Acreditam cumprir um dever, o que não é característica do suicídio. Sua escusa está na falta de formação moral da maioria delas e na sua ignorância. Essas usanças bárbaras e estúpidas desaparecem com a civilização.

Os que, não podendo suportar a perda de pessoas queridas, se matam, na esperança de se juntarem a elas, não atingem o seu objetivo. O resultado para elas é bastante diverso do que esperam, pois, em vez de se unirem ao objeto de sua afeição, dele se afastam por mais tempo, porque Deus não pode recompensar um ato de covardia e o insulto que lhe é lançado com a dúvida quanto à sua providencia. Eles pagarão esse instante de loucura com aflições ainda maiores do que aquelas que quiseram abreviar, e não terão para os compensar a satisfação que esperavam. (Ver item 934 e seguintes.)
      
As consequências do suicídio sobre o estado do Espírito são as mais diversas. Não há penalidades fixadas e em todos os casos elas são sempre relativas às causas que o produziram. Mas uma consequência a que o suicida não pode escapar é o desapontamento. De resto, a sorte não é a mesma para todos, dependendo das circunstâncias. Alguns expiam sua falta imediatamente, outros numa nova existência, que será pior que aquela cujo curso interromperam.
Comentário de Kardec: A observação mostra, com efeito, que as consequências do suicídio não são sempre as mesmas. Há, porém, as que são comuns a todos os casos de morte violenta, as que decorrem da interrupção brusca da vida. É primeiro a persistência mais prolongada e mais tenaz do laço que liga o Espírito e o corpo, porque esse laço está quase sempre em todo o seu vigor no momento em que foi rompido, enquanto na morte natural se enfraquece gradualmente e em geral até mesmo se desata antes da extinção completa da vida. As conseqüências desse estado de coisas são a prolongação da perturbação espírita, seguida da ilusão que, durante um tempo mais ou menos longo, faz o Espírito acreditar que ainda se encontra no número dos vivos. (Ver itens 155 e 165.)
      A afinidade que persiste entre o Espírito e o corpo produz, em alguns suicidas, uma espécie de repercussão do estado do corpo sobre o Espírito, que, assim, ressente, malgrado seu, os efeitos da decomposição, experimentando uma sensação cheia de angústia e horror. Esse estado pode persistir tão longamente quanto tivesse de durar a vida que foi interrompida. Esse efeito não é geral; mas em alguns casos o suicida não se livra das consequências de sua falta de coragem e, cedo ou tarde, expia essa falta, de uma ou de outra maneira.  É assim que certos Espíritos, que haviam sido muito infelizes na Terra, disseram haver se suicidado na existência precedente e estar voluntariamente submetidos a novas provas, tentando suportá-las com mais resignação. Em alguns, é uma espécie de apego à matéria, da qual procuram inutilmente desembaraçar-se para se dirigirem a mundos melhores, mas cujo acesso lhes é interditado. Na maioria, é o remorso de haverem feito uma coisa inútil, da qual só provam decepções.
       A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário à lei natural. Todas nos dizem, em princípio, que não se tem o direito de abreviar voluntariamente a vida. Mas por que não se terá esse direito? Por que não se é livre de pôr um termo aos próprios sofrimentos? Estava reservado ao Espiritismo demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é apenas uma falta como infração a uma moral, consideração que pouco importa para certos indivíduos, mas um ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica e até pelo contrário. Não é pela teoria que ele nos ensina isso, mas pelos próprios fatos que coloca sob os nossos olhos(1).


(1) 0 argumento espírita contra o suicídio não é apenas moral, como se vê, mas também biológico, firmando-se no princípio de ligação entre o Espírito e o corpo. A morte, como fenômeno natural, tem as suas leis, que o Espiritismo revelou através de rigorosa investigação. O sofrimento do suicida decorre do rompimento arbitrário dessas leis; é como arrancar à força um fruto verde da árvore.           
— As estatísticas mostram que a incidência do suicídio é maior nos países e nas épocas em que a ambição e o materialismo se acentuam, provocando mais abusos e excitando preconceitos. A falta de organização social justa e de educação para todos é causa de suicídios e crimes. Ver o final do item 949: “… se abolirdes os abusos da vossa sociedade e os vossos preconceitos, não tereis mais suicídios.” (N. do T.)



V- Preocupação com a Morte -O Livro dos Espíritos, Allan Kardec-LIVRO QUARTO: ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES-CAPÍTULO I-PENAS E GOZOS TERRENOS

LIVRO QUARTO
ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES
CAPÍTULO I-  PENAS E GOZOS TERRENOS
V- Preocupação com a Morte
(Questão 941 a 942)

A preocupação com a morte é para muitas pessoas uma causa de perplexidade; Embora tenham um futuro pela frente, preocupam-se com a morte.  É errado que tenham essa preocupação. Mas que queres? Procuram persuadi-las, desde cedo, de que há um inferno e um paraíso, sendo mais certo que elas vão para o inferno, pois lhes ensinam que aquilo que pertence à própria Natureza é um pecado mortal para a alma. Assim, quando se tornam grandes, se tiverem um pouco de raciocínio, não podem admitir isso e se tornam ateus ou materialistas. É dessa maneira que são levados a crer que nada existe além da vida presente. Quanto aos que persistiram na crença da infância, temem o fogo eterno que deve queima-los sem os destruir. A morte não inspira nenhum temor ao justo, porque a fé lhe dá a certeza do futuro, a esperança lhe acena com uma vida melhor e a caridade, cuja lei praticou, lhe dá a segurança de que não encontrará, no mundo em que vai entrar, nenhum ser cujo olhar ele deva temer. 

Comentário de Kardec: O homem carnal mais ligado à vida corpórea do que à vida espiritual, tem na Terra as suas penas e os seus prazeres materiais. Sua felicidade está na satisfação fugidia de todos os seus desejos. Sua alma, constantemente preocupada e afetada nelas vicissitudes da vida, permanece numa ansiedade e numa tortura perpétuas. A morte o amedronta, porque ele duvida do futuro e porque acredita deixar na Terra todas as suas afeições e todas as suas esperanças.
      O homem moral, que se elevou acima das necessidades artificiais criadas pelas paixões tem desde este mundo, prazeres desconhecidos do homem material. A moderação dos seus desejos dá ao seu Espírito calma e serenidade. Feliz com o bem que fez não há para ele decepções e as contrariedades deslizam por sua alma sem lhe deixarem marcas dolorosas.   
Algumas pessoas não acharão estes conselhos de felicidade um pouco banais, não verão neles o que chama lugares-comuns ou verdades cediças, e  dirão, por fim, que o segredo da felicidade consiste em saber suportar a infelicidade. Há as que dirão tudo isso, e numerosas. Mas muitas delas são como certos doentes aos quais o médico prescreve a dieta: desejariam ser curados sem remédios e continuando a entregar-se aos excessos.


IV- Uniões Antipáticas -O Livro dos Espíritos, Allan Kardec-LIVRO QUARTO: ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES-CAPÍTULO I-PENAS E GOZOS TERRENOS

LIVRO QUARTO
ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES
CAPÍTULO I-  PENAS E GOZOS TERRENOS
IV- Uniões Antipáticas
(Questão 939 a 940)
Desde que os Espíritos simpáticos são levados a se unir, pode-se explicar que entre os encarnados a afeição frequentemente exista apenas de um lado e o amor sincero seja recebido com indiferença e mesmo com repulsa.
 
Não compreendes, então, que seja uma punição, embora passageira? Além disso, quantos há que pensam amar perdidamente porque julgam apenas as aparências, e, quando são obrigados a viver em comum, não tardam a reconhecer que se tratava somente de uma paixão material! Não é suficiente estar enamorado de uma pessoa que vos agrada e que supondes dotada de belas qualidades; é vivendo realmente com ela que a podereis apreciar. Quantas uniões, por outro lado, que a princípio pareciam incompatíveis e com o correr do tempo, quando ambos se conheceram melhor, se transformaram num amor terno e durável porque baseado na estima recíproca! É necessário não esquecer que o Espírito é quem ama, e não o corpo, e que, dissipada a ilusão material, o Espírito vê a realidade.

     Há duas espécies de afeição: a do corpo e a da alma, e freqüentemente se toma uma pela outra. A afeição da alma, quando pura e simpática, é duradoura; a do corpo é perecível; eis porque os que se julgam amar com um amor eterno acabam se odiando, quando passa a ilusão.

A falta de simpatia entre os seres destinados a viver juntos é igualmente uma fonte de sofrimentos, tanto mais amarga quando envenena toda a existência. Muito amarga, de fato; mas é uma dessas infelicidades de que, na maioria das vezes, sois a primeira causa. Em primeiro lugar, as vossas leis são erradas, pois acreditais vós que Deus vos obriga a viver com aqueles que vos desagradam? Depois, nessas uniões procurais quase sempre mais a satisfação do vosso orgulho e da vossa ambição do que a felicidade de uma afeição mútua. E sofreis, então, apenas a consequência dos vossos preconceitos.

Nesse caso haverá quase sempre uma vítima inocente, e isso é para ela uma dura expiação, mas a responsabilidade de sua infelicidade recairá sobre os que a causaram. Se a luz da verdade tiver penetrado em sua alma, ela se consolará com a fé no futuro. De resto, à medida que os preconceitos se enfraquecerem, desaparecerão também as causas das infelicidades íntimas.


III- Decepção, Ingratidão e Quebra de Afeição - O Livro dos Espíritos, Allan Kardec-LIVRO QUARTO: ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES-CAPÍTULO I-PENAS E GOZOS TERRENOS

LIVRO QUARTO
ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES
CAPÍTULO I-  PENAS E GOZOS TERRENOS
III- Decepção, Ingratidão e Quebra de Afeição
(Questão 937 a 938)
As decepções provocadas pela ingratidão e pela fragilidade dos laços de amizade são, também, para o homem de coração, uma fonte de amarguras, mas já vos ensinamos a lastimar os ingratos e soa amigos infiéis, que serão mais infelizes do que vós.

A ingratidão é filha do egoísmo e o egoísta encontrará mais tarde corações insensíveis como ele próprio o foi. Pensai em todos os que fizeram mais bem do que vós, que valiam mais do que vós, e no entanto foram pagos com a ingratidão.
 Pensai que o próprio Jesus, quando na Terra, foi injuriado e desprezado, tratado de patife e impostor, e não vos admireis de que o mesmo vos aconteça.

Que o bem que fizeste seja vossa recompensa neste mundo e não vos importeis com o que dizem os beneficiados. A ingratidão é uma prova para a vossa persistência em fazer o bem. Isso vos será levado em conta, e os que não vos foram reconhecidos serão punidos tanto mais quanto maior houver sido a sua ingratidão.

 Não se deve pensar que as decepções causadas pela ingratidão não podem endurecer o coração e torná-lo insensível, porque o homem de coração, como dizes, será sempre feliz pelo que praticar. Ele sabe que, se não o reconhecerem nesta vida, na outra o farão, e o ingrato sentirá então remorso e vergonha.

Este pensamento não impede que o seu coração se sinta ferido. Ora, disso pode nascer-lhe a ideia de que seria mais feliz se fosse menos sensível. Se ele preferir a felicidade do egoísta, uma bem triste felicidade! Se ele sabe, no entanto, que os amigos ingratos que o abandonam não são dignos de sua amizade e que se enganou a respeito dos mesmos, não deve mais lamentar a sua perda. Mais tarde encontrará os que melhor o compreenderão. Lamentai os que vos tratam de maneira que não mereceis, pois terão uma triste recompensa. Mas não vos aflijais por isso: é o meio de vos elevardes sobre eles.

Comentário de Kardec: A Natureza deu ao homem a necessidade de amar e ser amado. Um dos maiores gozos que lhe são concedidos na Terra é o de encontrar corações que simpatizem com o seu. Ela lhe concede, assim, as primícias da felicidade que lhe está reservada no mundo dos Espíritos perfeitos, onde tudo é amor e benevolência: essa é uma ventura recusada ao egoísta.