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sábado, 21 de abril de 2018

CONVIVÊNCIA INTOXICANTE


Como lidar com as PESSOAS INTOXICANTES  DE SUA VIDA?


Você já se perguntou, ou já observou quem são as pessoas intoxicantes de sua vida? Antes de tudo, é preciso entender, essencialmente, o que significa "pessoas intoxicantes" e "magnetismo pessoal".

Todos somos dotados de MAGNETISMO PESSOAL e este, necessariamente, não tem que ser denso, nem deletério, menos ainda destruidor. O magnetismo pessoal pode ser leve, positivo, construtivo,e porque não realizador?

Contudo, a condição de " pessoa intoxicante" vai depender do nível de vibrações de seus PENSAMENTOS, SENTIMENTOS, VONTADES E ATITUDES.  

As pessoas que ainda não se permitiram acessar o seu EU INTERIOR, através do AUTOCONHECIMENTO,  para identificar a partir daí, todas as suas QUALIDADES e todas as suas IMPERFEIÇOES, não sabem que direcionamento dar ao seu crescimento pessoal, portanto, agem instintivamente, com base naquilo que acredita ser o certo.

Essas pessoas chamadas intoxicantes, trazem em si, um grande poder de minar a energia alheia, com seu magnetismo denso, deletério, e destruidor.  E esse magnetismo, especificamente, é produto dos seguintes fatores:
  • PENSAMENTOS distorcidos e distanciados do bem e da verdade;
  • SENTIMENTOS egoístas, comandados pelo ego doentio, em desequilíbrio na balança das emoções;
  • VONTADES em desalinho com o bom-senso e a razão, trazendo consequências para si, e para o outro, já que ainda não aprendeu a dizer NÃO para suas próprias vontades.
  • ATITUDES equivocadas, em busca da satisfação iminente das próprias vontades e desejos.

Podemos verificar tal magnetismo, por exemplo, em pessoas que possuem um VISÃO PESSIMISTA constante, e que se utiliza do mecanismo de autodefesa pautado na previsão do que pode dar errado; PESSOAS VITIMISTAS, que fazem de suas dores e dificuldades as maiores do mundo; PESSOAS EGOÍSTAS que não têm a capacidade de se colocar no lugar do outro para sentir suas necessidades; PESSOAS POLÊMICAS que se comprazem de contrariar a vontade alheia; PESSOAS IMPULSIVAS, que não aprenderam a  virtude da moderação para conseguir ouvir e respeitar a opinião alheia.

Além dessas, poderia citar mais uma dúzia de imperfeições que muitos trazem na alma, como uma bomba energética altamente destrutiva da energia alheia. Mas, precisamos de muita cautela nessa hora!

Não precisamos  nem devemos isolar ou deixar de conviver com essas pessoas, porque elas trazem esse potencial intoxicante. Até porque, muitas vezes, temos no núcleo familiar, pessoas nessa vibração de energia. Esta seria uma atitude anti-cristã, contra todos os princípios da caridade.

As pessoas intoxicantes, estão claramente "doentes da alma" e, muitas vezes,  precisam mais de ajuda, do que aquele que se sente energeticamente falido nesse convívio.

Mas como ajudar alguém que me faz mal? E como lidar com tudo isso sem deixar as minhas energias minarem? Essas são as perguntas que estão ai, latentes, em todos.

Primeiramente, precisamos entender que se há pessoas intoxicantes em nossa vida, é porque permitimos que elas nos intoxiquem. É uma relação de concessão, de deixar entrar, de envolvimento com a realidade que não é sua, mas sim, do outro.

Costumamos adotar a postura do certo e o errado com rigidez, e acabamos cometendo o equívoco de tentar mudar o outro, a partir daquilo que acreditamos como verdade.  Essa é a porta de entrada para a intoxicação. Cada um tem seu tempo de amadurecer, e a vida se encarrega de proporcionar às pessoas as provas das quais elas precisam para esse despertar.

Não temos, nunca tivemos, nunca teremos o poder de mudar o outro. É preciso antes de tudo, que o outro queira ser mudado. Além disso, precisamos ter a maturidade necessária para aceitarmos e lidarmos com esta situação,sem  absorver a energia negativa que emana delas. E como fazer isso?

1º)  Se  a pessoa não reconhece que é intoxicante, não tem consciência de suas imperfeições.
  • Agem acreditando que estão certas. Nesse caso, a única coisa que podemos fazer é respeitar a escolha do estilo de vida que a pessoa adotou para si, não deixando que se crie um envolvimento de afetividade negativa sobre aquilo que contraria suas próprias convicções. É preciso que entendamos que não podemos mudar as pessoas. exceto se elas de fato, quiserem.
  • A dica é ouvir, entender suas limitações, orientar quando solicitado, mas não tomar para si as dores do outro, manter a postura da imparcialidade sem entrar no mérito do julgamento, e sobretudo, orar por ela, para que chegue o momento do despertar de sua consciência, e início de uma possível transformação pessoal.
2º) Se a pessoa reconhece que é intoxicante, também tem consciência de suas imperfeições.
  • Se não deseja mudar continua intoxicante como aqueles que acham que, quem os amam tem que amar do jeito que são.  As pessoas intoxicantes que acham que têm que ser suportadas estão tão cegas pelo seu próprio ego, que não percebem que as pessoas acabam se afastando dela.
  • A dica é ouvir e orientar somente quando solicitado, sem tomar  para si as dores de alguém que age no erro com consciência, manter a postura da imparcialidade sem entrar no mérito do julgamento, e sobretudo, orar por ela, para que chegue o momento do despertar de sua consciência, e início de uma possível transformação pessoal.
  • Se deseja mudar, deixa de ser intoxicante, porque se predispõe à transformação pessoal através do autoconhecimento, e com isso,  elevam o padrão vibratório de seus pesamentos, sentimentos, vontades e atitudes, encontram o potencial transformador de suas imperfeições em qualidades.
  • Nesse caso, quando solicitado sempre, devemos dar as mãos, nos unirmos em prol de uma melhoria continuada para a vida, imbuída da elevação espiritual, respeitando o tempo de cada um na estrada de sua singular caminhada. A ajuda deve estar pautada no incentivo das virtudes nobres, na capacidade de transformação pessoal que todos trazemos latente, na motivação e superação dos desafios, mantendo-se na vontade firme, e resilientes diante das provas. Deve-se portanto, se permitir a parcialidade  e o envolvimento afetivo positivo diante das energias geradas pelo magnetismo pessoal positivo edificante.
Em todos os casos, devemos nos dispor à VIRTUDE DO AMOR perante nossos irmãos que ainda se encontram distantes do despertar para a vida espiritual, a fim de que, possamos compreender as suas limitações, a sua incapacidade de se perceber como pessoa intoxicante, sem nos permitir minar essa energia de BONDADE, CUIDADO e CARIDADE pautadas no AMOR que deve haver entre aqueles que juntos foram chamados a viver, mas sobretudo, a conviver.

Quando conseguirmos colocar em prática essa nobre virtude, e reconhecer que não podemos moldar as pessoas de acordo com nossas convicções,  não absorveremos nenhuma toxidade que o outro carrega consigo, nas suas imperfeições.  Pensem nisso! Alessandra Uzêda.


sexta-feira, 6 de abril de 2018

MECANISMO DA OBSESSÃO SIMPLES


1. RECEPÇÃO DA IDEIA PERTURBADORA

Os Espíritos encarnados e desencarnados vivem em constante intercâmbio, motivadas pelas diferenças vividas em vidas pregressas, bem como, pela simples sintonia em vibram os mesmos. Dentre as variações mais comuns estão o desejo de vingança, o ódio, mas também, os contraditores à implantação do Reino do bem na Terra.

Quando as vibrações são negativas, a mente ociosa ou indisciplinada, registra a interferência também negativa, exigindo um esforço na vontade para a reversão da má influência, já que se encontra em afinidade com tais vibrações.

Os ataques dos desencarnados sobre os desencarnados ocorrem de forma exógena, ou seja, de fora para dentro. Entretanto, a captação dessa energia vai depender daquilo que o encarnado produz em sua energia mental, o que determina a faixa de onde este vibra e a sintonia ou não com os obsessores. O que define a aceitação ou não da perturbação por parte do obsidiado.

2.    INTERCÂMBIO MENTAL

O homem guarda em seu inconsciente impressões angustiosas ali armazenadas, confundindo-se com as informações atuais, quando ocorre a desordem pela influência da parasitose. Com isso as lembranças perniciosas que vem do pensamento invasor, acabam evoluindo aos casos de fascinação torturante ou subjugação de difícil reversibilidade. Logo as obsessões simples são parasitoses comuns. Com isso, conduzem ao leito antes do repouso físico, as apreensões angustiantes, ambições desenfreadas, paixões perturbadoras.

Ao desdobrarem-se sob a ação do sono, encontram-se com encarnados ou desencarnados, ampliando a sua carga de influências negativas. Entretanto, permanecendo o homem na construção do bem, dificilmente assimila as induções perversas ou criminosas procedentes dos estagiários das regiões inferiores.

Diante disso, as más virtudes que estavam dormindo em seu subconsciente, podem vir a tona num momento de invigilância, na qual se fixa uma ideia atormentadora na mente do indivíduo invigilante. Com isso, a pessoa entrará numa desordem mental por influência da parasitose externa, que vai dominando o seu mental. Daí a obsessão simples ou sutil vai se aprofundando chagando a fascinação e subjugação.

Todo processo obsessivo se baseia nas tendências e preferências emocionais e intelectuais do paciente, pois os obsessores se aproveitam de imperfeições que os obsidiados já trazem latente em si mesmo.

Quase a totalidade das criaturas humanas na Terra vez ou outra lida com as influenciações espirituais sutis e com a obsessão simples. A influência perniciosa cessará quando a Terra estiver na condição de mundo mais evoluído, onde imperará o bem.

Portanto, não devemos ter grande preocupação com as obsessões em si, mas com o compromisso de fomentar e valorizar nossa energia mental de forma saudável, edificante e fortalecida pelas Leis Divinas.

A seguir algumas questões relacionadas aos Processos Obsessivos:

·       Vulgaridade e prazer – sexolatria.
·       Impiedade – agem com crueldade e desumanidade.
·       Preguiça moral – recusam-se a seguir uma vida de renúncias conscienciais.
·       Vício e desordem -  Incapacidade de dizer não às suas próprias vontades.

3.    REFLEXOS DA INTERFERÊNCIA

Geram as síndromes da inquietação, as desconfianças, insegurança pessoal, enfermidades, insucessos em torno do obsidiado, incertezas aumentando o campo das perturbações interiores. Com isso, a vítima passa a viver numa psicosfera de fluidos deletérios  e acabam se afastando das contribuições edificantes que poderiam anular esses efeitos danosos, tais como, a agressividade, a violência, desarmonia emocional, psicológica, mental e espiritual. Daí a necessidade de se adotar hábitos salutares, a atitude nobre diante da vida pautada nas Leis Divinas e na elevação moral do indivíduo.

A seguir algumas síndromes das inquietações que agravam os processos obsessivos:

·       Desconfianças – Desconfiar de tudo e de todos.
·       Estado de Insegurança Pessoal – sente-se inseguro diante das coisas naturais e simples da vida.
·       Enfermidades de pequena monta – o perispírito capta energias deletérias, adoecendo a pessoa com viroses, doenças bacterianas, alergias, transtornos emocionais, etc.
·       Insucessos – gerando por adição angústias, aumentando a perturbação interior.

A  energia mental tóxica faz com que a pessoa crie uma psicosfera perniciosa à própria volta que elimina fluidos deletérios. Nessa situação, a pessoa geralmente se recusa a movimentar uma energia saudável de transformação.

SITUAÇÕES EM QUE O INDIVÍDUO SE RECUSA  NAS CIRCUNSTÂNCIAS ACIMA:

·       Convívios amenos -  isolacionismo social, com familiares e amigos, com os quais possa ter conversas edificantes.
·       Ler Páginas Edificantes – evita boa leitura
·       Auxiliar o próximo – pois não deseja perceber que a dor do outro é ainda maior que a sua.
·       Renovação pela Oração – é comum os obsessores desestimularem a oração no obsidiado, fazendo-o acreditar que de nada adianta orar.

 A OBSESSÃO SILENCIOSA somente é assim, SUTIL e OCULTA, para aqueles que não cultivam o hábito salutar do AUTOCONHECIMENTO.

Muitos não percebem as Influências espirituais, pois estas se misturam às limitações emocionais que estes já apresentam. Os espíritos só fazem potencializar, agravar a situação que na verdade já existe latente no obsidiado. Com isso a conduta da pessoa vai ficando diferente, intempestiva já que o obsidiado sutil não perde a lucidez de seus atos, porém, não percebem a ação dos obsessores.

A OBSESSÃO SIMPLES ocorre quando o Espírito enfermo , consciente ou não de seus próprios atos, vincula-se ao indivíduo com o qual mantém afinidade moral e psíquica.

Livro: Obsessão Simples de Alírio de Cerqueira Filho.


A ENERGIA MENTAL E O PROCESSO OBSESSIVO



1.    Como atua o Espírito na Obsessão?

  u Atua exteriormente, com a ajuda de seu PERISPÍRITO, que ele INDENTIFICA COM O DO ENCARNADO., ficando este enlaçado como uma TEIA e CONSTRANGIDO A AGIR CONTRA A SUA VONTADE. (QUESTAO ENERGÉTICA EM FORMA DE TEIA)

u Se aproveita da IMPERFEIÇÃO MORAL DO ENCARNADO para incita-lo ao mal e influenciá-los ao erro.
u Não basta o Espírito desejar fazer o mal. É preciso que ele atue MAGNETICAMENTE NO NOSSO PERISPÍRITO,  à partir de uma IDENTIFICAÇÃO CONOSCO., criando a TEIA ENERGÉTICA que os une. CONSTRANGIMENTO A VONTADE DO ENCARNADO e  fazendo-o ATUAR PELA VONTADE DO ESPÍRITO OBSESSOR.

ENERGIA MENTAL– (PENSAMENTOS + SENTIMENTOS+ VONTADE)

O Espírito se manifesta o tempo todo, de forma unificada: PENSANDO, SENTINDO E AGINDO. Logo, é impossível PENSAR SEM SENTIR E SEM QUERER AGIR, daí a necessidade de DISCIPLINAR os Pensamentos, Sentimentos e a Vontade.

2.    Podemos tudo mas nem tudo nos convém – PENSAMENTOS

u É preciso EDUCAR e MORALIZAR  a VONTADE .
u A RAZÃO deve ser precedente às EMOÇÕES.
u Direcionar os PENSAMENTOS, SENTIMENTOS e VONTADE para o bem, o bom e o belo.
u O pensamento é a base da ENERGIA MENTAL, possibilitando a apreensão lógica das coisas, a partir do RACIOCÍNIO propiciador do CONHECIMENTO e do AUTOCONHECIMENTO.
u Pensamentos POSITIVOS , evocamos SENTIMENTOS EQUILIBRADOS. Pensamentos NEGATIVOS, evocamos SENTIMENTOS DESEQUILIBRADOS.
u Os PENSAMENTOS nunca cessam, logo quase sempre não temos consciência deles, mas apenas dos sentimentos e ações comportamentais. Por isso, a maioria dos pensamentos ficam na subconsciência.
u Os PENSAMENTOS é um Instrumentos do SER ESSENCIAL, a ESSÊNCIA DIVINA que nos somos. É condutor de ideias, dá sentido à vida.
u Podem nos levar a níveis elevados de consciência ou ao desespero. A escolha é nossa.


3.    Podemos tudo mas nem tudo nos convém -SENTIMENTOS

u Expressam a capacidade que tem o ser humano de CONHECER, COMPREENDER, SENTIR e COMPARTILHAR EMOÇÕES que ocorrem na sua intimidade.
u Geram AFETIVIDADE, quando estão sob a ação da VONTADE DIGIFICADA, tornando a PESSOA EQUILIBRADA, conduzindo-a para o estado de CONSCIÊNCIA a que se destina.
u Sentimentos DESEQUILIBRADOS tornam a existência amarga e inquietante.
u Os sentimentos poder ser:
u SUPERIORES ou ESSENCIAIS – realizações nobres, à justiça, beleza, amor, abnegação, compaixão, ao bem de si e do próximo.
u INFERIORES ou EGOICOS – Ambição, posse, inveja, ciúme, ódio, sensualismo egoísta e egocêntricos, etc.


SENTIMENTOS E RAZÃO

u Razão deve sempre conduzir os sentimentos, para não se transformar em desarmonias.
u Sentimentos possuem uma energia muito mais intensa que os pensamentos, dái as sensações observadas no corpo físico, a partir das alterações ocorridas no corpo fluídico do Espírito.
u As sensações são sempre VICERAIS, sentidas no CORPO FÍSICO, logo, se sentimos ODIO, nosso corpo também sente, se sentimos RAIVA nosso corpo também sente. São energias dos Espírito, transmitidas ao Perispírito e depois ao corpo físico. Ao contrário, quando sentimos AMOR, da mesma forma nosso corpo físico o sente.

Como mobilizar a energia mental  em nosso favor?

u É necessário MOVIMENTAR  A ENERGIA DA VONTADE que age como ELEMENTO DISCIPLINADOR de PENSAMENTOS E SENTIMENTOS.
u Vontade de mudar nossa vida.
u Vontade de conquistar determinado objetivo.
u Vontade de realizar algo.

Esses NOVOS PENSAMENTOS evocarão SENTIMENTOS de AUTOCONFIANÇA, CORAGEM, DETERMINAÇÃO, MOTIVAÇÃO:  EU SOU CAPAZ, EU POSSO, EU CONSIGO SUPERAR AS MINHAS LIMITAÇÕES, EU POSSO SUPERAR AS LIMITAÇÕES QUE TENHO.


4.     Podemos tudo mas nem tudo nos convém - VONTADE

u É faculdade de bem conduzir as nossas aspirações.
u Propiciam a autorrealização.
u Deve ser trabalhada por meio de exercícios mentais, geradores de motivação, visando a autotransformação.
u Transformando instintos em sentimentos
u Hábitos doentios em hábitos salutares.
u Pensamentos negativos em positivos e saudáveis.
u O bom uso da vontade disciplina os pensamentos e sentimentos.
u Vontade bem canalizada, energia construtiva e mal canalizada energia destrutiva.
u Vontade nos convida a uma ação, que deve ser regida pela razão para ressignificar o que há de negativo em positivo.



Bibliografia: Livro: A Obsessão Silenciosa, Alírio Cerqueira Campos.





sábado, 27 de maio de 2017

O amor


Tudo fica tranquilo, sereno e em paz quando a gente aprende a amar, porque...

... só o amor é capaz  de transformar a incapacidade de compreender o outro em entendimento e respeito; 
... só o amor é capaz de transformar a intolerância em perdão e aceitação dos diferentes; ainda assim meus irmãos, não aprendemos a amar em sua essência divina. 

O homem preso aos prazeres materiais colocam sempre o amor como moeda de troca; amo a quem me ama; amo porque é bom para mim; amo porque me dá o que preciso; amor não tem “porque” seguido dele. 

Apenas se ama, é espontâneo; é iluminado; é desapegado; é o amor que precisamos  aprender a sentir; aquele que não cobra; aquele que não exige nada em troca; aquele que fazendo o bem, beneficia-se pelo que sente; aquele amor que liberta o amado sem que menos se espere e ele está ali retribuindo. Esse é  o Amor Divino, o amor do Cristo de tão puro e desinteressado, porque simplesmente ama.

Meus filhos, é preciso que exercitem o desprendimento, a abnegação, e a benevolência para que consigam dar sem anda exigirem do outro. 

Deus nos empresta uns aos outros para que essas conquistas se realizem.

 Um dia quando segui o Cristo como meu ideal de vida passei a não escolher a quem amar. Compreendi que era preciso seguir adiante mesmo distanciando-me de minha família biológica em prol dos ideais de amor que Jesus propunha em tempos tão difíceis para os perseguidos judeus. 

Mas Jesus estava em nós, e ao descobrir esta luz,  nada pode mudar esse sentimento tão puro que abrando o sentimento do outro, eu acolhe sem olhar a quem, que aceita com todas as diferenças, que caminham para o ideal de fraternidade, que Deus nos propõe a todo instante para vivenciarmos com amor e união fraternal como irmãos.

Muitos ainda aqui na terra estão muito distantes de experimentar esse amor que faz reviver os mais esquecidos no tempo, quando tocados.

 O ódio, a raiva, a mágoa, são em verdade, um amor ferido que abre a ferida que nunca cicatrizou de tempos remotos. Um amor ferido, aliado à ignorância de não saber o real significado do amor Divino faz estragos significativos na vida de um espírito, muitas vezes precisando de diversas encarnações para o seu restabelecimento.

O amor movimenta energias poderosas naquele que recebe esse amor, e naquele que apenas sente tão serenamente a vivacidade de Deus dentro de si. Quando nos encontramos com Deus, no compromisso de evolução e crescimentos espiritual, passamos a perceber quanto tempo desperdiçamos com pequenas coisas da matéria, do apego desnecessário, passamos a perceber o quão rápido podemos seguir com essa luz do amor divino no âmago do peito perispiritual. 

A vida do espírito é cíclica, porém sempre ascendente. A nossa ignorância faz retornar muitas vezes ao mesmo ponto de partida ainda que neste ciclo possamos crescer em alguns aspectos. 

São necessárias muitas encarnações para que possamos atingir essa maturidade espiritual e emocional para caminharmos com Jesus na sua verdadeira essência de amor a Deus, Amor a si e amor ao próximo.

Vocês já têm uma longa caminhada, na história construída de muitas vidas passadas.

É tempo de crescerem emocionalmente, de crescerem com equilíbrio e discernimento para que possam amar sem apegos, sem julgamentos, e sem porquês. Só aí vocês poderão sentir que amor é esse considerado tão impossível de acontecer entre os encarnados, Só aí vocês poderão sentir a verdadeira paz de espírito que os farão flutuar no reino de Deus.

Jesus os abençoe!

Pelo Espírito Irmã Tereza
Psicografia de Alessandra Uzêda

Em 16 de Maio de 2016

segunda-feira, 22 de maio de 2017

DR. BEZERRA DE MENEZES - Curas Espirituais

Ao abordarmos a questão das curas espirituais, não podemos nos esquecer de falar mais detalhadamente de uma grande figura, um grande espírito que viveu entre nós e que hoje atua no plano espiritual para orientar todo um trabalho competente de auxílio médico. Estamos falando do dr. Bezerra de Menezes, conhecido por muitos como “o médico dos pobres”, um dos nomes mais significativos na história do Espiritismo. 

 Além de grande médico, Bezerra de Menezes sempre foi um homem de reputação ilibada, um político de atitudes dignas e de grande honradez. Mas, fundamentalmente, foi ao abraçar os pobres necessitados e dividir com eles sua vida e trabalho que a pureza desse espírito de escol aflorou, dando exemplos e mais exemplos de amor e dedicação ao próximo. 

Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu em uma pequena localidade do interior do Ceará, Riacho do Sangue (hoje Jaguaretama), em 29 de agosto de 1831. 

Aos sete anos, ingressou na escola pública, levando cerca de 10 meses apenas para ficar bem instruído. 

Aos 11, já cursava humanidades e, aos 13, dava aulas de latim, substituindo a ausência do professor. Por questões de ordem política, sua família se mudou para o Rio Grande do Norte, de onde só regressou em 1846, passando a morar em Fortaleza. Bezerra de Menezes era filho de Antônio Bezerra de Menezes, um tenente-coronel da antiga Guarda Nacional que legou ao filho toda a sua carga de caráter e honradez. 

Seu pai tinha um coração muito bom, usando sua grande fortuna para ajudar muitas pessoas, mas diante da exploração de amigos e parentes, o velho coronel viu sua riqueza minguar. Acabou por se tornar um administrador de suas próprias posses, como se fossem apenas “emprestadas”, utilizando o suficiente para manter sua família dignamente. Foi assim que o coronel teve uma conversa com Bezerra de Menezes, pois sabia do sonho do filho de se formar em medicina. Disse-lhe que não podia, por dever de consciência, usar as posses que tinha para custear sua formação, já que cuidava de seus bens como um verdadeiro empréstimo. Foi essa demonstração de probidade que deu mais ânimo para Bezerra de Menezes lutar como nunca para realizar sua vontade e justificar o merecimento de  ter um pai com tamanha nobreza de espírito. 

Com uma quantia razoável, partiu em 1851 para o Rio de Janeiro, pronto para estudar e se tornar médico. Com a coragem e a honradez herdadas do pai, Bezerra de Menezes fez de tudo para custear seus estudos. Dava aulas particulares para sustentar suas despesas com moradia e taxas do curso, até que, em 1856, conseguiu o diploma de médico com as melhores notas da faculdade em todo o período que lá passou. Um ano depois, entrou no exército graças à indicação de seu professor, o dr. Manuel Feliciano Pereira de Carvalho, sendo nomeado cirurgião-tenente. 

E, em 1858, casou-se com Maria Cândida de Lacerda, com quem teve dois filhos. Apesar das recomendações de seu pai para que não entrasse na política, além de estar atarefado com seus doentes, Bezerra de Menezes foi procurado para que fizesse parte da lista de candidatos a vereador 90 do Partido Liberal (o mesmo partido ao qual seu pai sempre esteve ligado ideologicamente) nas eleições de 1860 . Foi eleito, mas teve seu mandato impugnado por ser integrante do exército. Entretanto, ele não pensou duas vezes para abandonar o cargo militar e poder, assim, assumir sua vaga na Câmara. Como político, sempre se preocupou em trabalhar para trazer benefícios ao povo que o elegeu. Sempre bateu de frente com o poder, atitude que lhe trouxe problemas tanto com o governo como com integrantes de seu próprio partido, mais interessados em fazer ações convenientes politicamente. Em 1867, Bezerra de Menezes foi eleito deputado pelo Rio de Janeiro, quando então seu nome tomou uma projeção nacional. Porém, com a ascensão do Partido Conservador e a dissolução da Câmara dos Deputados, ele se afastou um pouco da política, retornando somente em 1876, novamente como vereador. 

 O encontro com o Espiritismo 

No entanto, o que movia o dr. Bezerra de Menezes era mesmo o trabalho médico, a possibilidade de exercer a caridade e levar a cura para tantos necessitados, sobretudo, para aqueles mais pobres e sem condições materiais. Tanto que sua pouca fortuna veio de quando foi detentor da Companhia da Estrada de Ferro Macaé-Campos, o que não durou muito, devido às perseguições governamentais que o levaram a ficar sem recursos financeiros. 

Mas Bezerra de Menezes não se preocupava com isso, não era aferrado aos bens materiais. No livro Vida e Obra de Bezerra de Menezes, de Sylvio Brito Soares, temos uma boa ideia de sua vocação para a caridade:

 “Seu espírito, porém, pairava sempre acima dos bens efêmeros do mundo e tanto isso é verdade que, dispondo de todos os elementos para reconquistá-los, mostrou em todas as horas sua completa indiferença, para se dedicar única e exclusivamente ao exercício de seu sacerdócio médico e ser caridoso com todos os infelizes”. 

O jovem Bezerra de Menezes havia sido criado no seio de uma família católica, porém, chegando ao Rio de Janeiro, passou a deixar de lado essa crença, pois, segundo ele, não era firmada em uma fé raciocinada. 

Só voltou a se interessar mais por questões religiosas quando sua esposa faleceu, em 1863. De um amigo, recebeu um exemplar da Bíblia, que passou a ler e ficar interessado, mas depois teve a necessidade de crer em algo firmado na razão. Era uma época em que o espiritismo começava a ganhar forma, afinal de contas, a codificação da doutrina realizada por Allan Kardec havia acontecido em 1857. 

Inicialmente, Bezerra de Menezes repudiava as idéias espíritas, por temer que elas desarranjassem os pensamentos que haviam lhe conduzido novamente à religião de sua família. Porém, foi um colega de profissão, o dr. Joaquim Carlos Travassos, quem lhe  abriu as portas dessa doutrina consoladora e esclarecedora. 

Ao ter em mãos a tradução em português de O Livro dos Espíritos, o dr. Joaquim presenteou Bezerra de Menezes com a obra, gentilmente aceita por este. 

Certo dia, ao tomar um bonde, o “médico dos pobres” passou a ler o livro para se distrair durante a viagem. Apesar de repudiar o Espiritismo, considerava que deveria ao menos estudá- la, como fazia com outras doutrinas. Ficou tão absorvido com o conteúdo de O Livro dos Espíritos (dizia encontrar ali nada que fosse novo para o espírito, mas novo para ele) que chegou à conclusão de que parecia ser “um espírita inconsciente ou, como se diz vulgarmente, de nascença”, conforme palavras dele mesmo. 

Mas foi ao sofrer de dispepsia que Bezerra de Menezes pôde começar a comprovar e se encantar com a doutrina espírita. Ele não conseguia obter melhoras por meio da medicina oficial e, depois de cinco anos de tratamentos infrutíferos, resolveu procurar um médium de nome João Gonçalves do Nascimento. 

Bezerra não acreditava muito, achava se tratar apenas de um especulador, mas queria também ter uma convicção mais fundamentada sobre o que acabava de conhecer. Um médico amigo seu é quem foi à presença desse médium e depois, ao ler o que este havia escrito, surpreendeu-se com o teor da mensagem, que trazia uma descrição de quem ele era (apesar de ter se identificado apenas com seu primeiro nome, pouquíssimo conhecido) e do mal que sofria. 

Em três meses de tratamento espiritual, Bezerra de Menezes estava completamente curado e pronto para voltar a seus afazeres. Para impressioná-lo ainda mais, tempos depois, sua segunda esposa também ficou seriamente doente, chegaram a condená-la como tuberculosa. 

Recorreu novamente ao médium, que diagnosticou que o problema estava no útero, o que refletia nos pulmões. Tratada espiritualmente, ela ficou curada e não apresentou mais problemas. Bezerra de Menezes se sentia um novo homem, havia encontrado no espiritismo o porto seguro onde aportar, algo em que podia crer depois de tanto procurar. 

Segundo ele, “não encontrava onde assentar minha crença porque o ensino de Jesus me era oferecido sob um aspecto impossível de se acomodar com um sentimento íntimo, instrutivo, exato, que me desse a razão e a consciência de ali estar a verdade”. 

Em 16 de agosto de 1886, diante de cerca de 2 mil pessoas da alta sociedade reunidas no salão da Guarda Velha, o dr. Adolfo Bezerra de Menezes declarava solenemente e cheio de orgulho que havia aderido ao espiritismo. 

A partir de então, passou a ser um dos maiores divulgadores e defensores da doutrina em nosso país. Trabalhou incansavelmente para levar a palavra dos espíritos para todos os cantos e todas as pessoas, sobretudo, aos enfermos. 96 Lutou contra aqueles que detratavam a doutrina, virando-se contra atos como a condenação das práticas espíritas contida no Código Criminal promulgado quando da proclamação da República. 

Usava páginas de jornais como O Paiz para publicar seus artigos em favor do Espiritismo, gerando grandes e acalorados debates. Em 11 de abril de 1900, Adolfo Bezerra de Menezes partiu para o mundo espiritual, causando muita comoção em todos os amigos e admiradores. Sua missão terrena chegava ao fim, mas o trabalho no plano superior tinha muito ainda a se realizar. Bezerra de Menezes passaria a inspirar a divulgação da doutrina e trabalhar para curar espiritualmente muitas almas necessitadas do amor e dedicação que caracterizavam o “médico dos pobres”. 

Os trabalhos de cura

 Quando encarnado, Bezerra de Menezes disse certa feita: “Um médico não  tem o direito de terminar uma refeição nem de perguntar se é longe ou perto quando um aflito qualquer lhe bate à porta. O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e se achar fatigado ou por ser alta hora da noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe ou no morro, o que, sobretudo, pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, esse não é médico, é negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos de formatura”. 

Sendo assim, nunca teve pudores de cuidar e curar quem quer que fosse, na hora e no lugar que fosse, sempre tendo em mente que “fora da caridade não há salvação”. 

Trabalhava de graça, levando sua palavra de conforto, seus recursos de médico e sua bolsa de remédios para minorar o sofrimento das pessoas. Medicamentos, aliás, que eram fornecidos gratuitamente na Pharmacia Cordeiro, no Rio de Janeiro, onde costumava fazer seus atendimentos. 

Mas ao partir para o plano espiritual, Bezerra de Menezes manteve viva a vontade e a disposição de trabalhar pela cura dos enfermos. Por meio de cirurgias espirituais, traz conforto e saúde para aqueles que tanto necessitam. 

No livro Lindos Casos de Bezerra de Menezes, de Ramiro Gama, podemos encontrar vários relatos sobre casos de cura promovidos pelo “médico dos pobres”, como este que transcrevemos a seguir: “Este caso quem nos contou foi o prezado amigo e irmão Manuel Epaminondas, residente em Três Rios, Estado do Rio de Janeiro. 

Sua sobrinha Luzia se achava atacada há quase dois anos por uma sinusite crônica, segundo o diagnóstico de seu médico assistente. Em meados do ano anterior, 1941, a doença se agravou, complicando-se com outras velhas enfermidades. Seu médico, depois de lançar mão de todos os recursos de sua ciência, desenganou-a, tanto mais que a operação que lhe poderia salvar era contraindicada, dada sua fraqueza orgânica, que  progredia diariamente. Foi quando, à residência da irmã dele, que residia no Rio nesta época, na qual estava sua sobrinha, chegou uma senhora espírita. Observou a doente desenganada e aconselhou: ‘Por que não levam a Luzia a um grupo espírita e não a tratam pelo espiritismo? Tenho a intuição de que ficará boa, tanto mais que a medicina da Terra se mostra impotente para curá-la’. Sua irmã e o cunhado eram católicos, se bem que eram simpáticos à doutrina espírita também, e ficaram indecisos. 

Mais tarde, apareceram outras visitas que aconselharam a terapêutica espírita. Dormiram, pois, todos apreensivos com as recomendações. Pela manhã, sua irmã, o cunhado e a própria doente contaram seus sonhos. Eram idênticos. Sonharam os três que o dr. Bezerra de Menezes havia lhes aparecido e dito: ‘O caso é de operação. Amanhã, no fim da tarde, às 18h, concentrem-se porque vou operá-la. Tenham fé em Jesus’. 

A perplexidade era geral. Então o caso era mesmo sério e haveria de dar bom resultado. Confiaram e esperaram. Neste ínterim, entra a senhora espírita que os visitara na véspera e os aconselhara a procurar um grupo espírita, contando-lhes: ‘Esta noite sonhei com Luzia e o dr. Bezerra. Ouvi nitidamente ele dizer que vai operá-la hoje à tarde’. Era demais. A comoção invadiu a todos. A graça lhes parecia além de seus merecimentos. E à tarde, às 18h, de acordo com as recomendações do dr. Bezerra de Menezes nos quatro sonhos, concentraram-se. Oraram com respeito e emoção. A doente foi colocada na cama e esperaram todos, temerosos, apreensivos. Daí em diante, a enferma dormiu para acordar minutos depois, gritando emocionadíssima: 

‘Fui operada por um velhinho de branco, que aqui esteve, fez-me dormir e, depois, senti que me operava, que abria minha testa e limpava. Despediu-se me abraçando e ouvi que dizia: vão lhe aparecer na  testa algumas feridinhas, mas não se incomode, depressa desaparecerão e depois você ficará completamente curada. Dê graças a Deus! Eleve seu coração para Jesus, o divino médico do corpo e da alma, que, por intercessão de Maria Santíssima, permitiu a operação. E partiu’. Isto se deu, concluiu nosso caro amigo Nonda, há 17 anos e sua sobrinha Luzia se acha hoje completamente curada.

Tudo se realizou como o dr. Bezerra lhe disse, pequenas feridas apareceram-lhe na testa e, depois, desapareceram como que por encanto”. Mesmo ao partir para o plano espiritual, Bezerra de Menezes manteve viva a vontade e a disposição de trabalhar pela cura dos enfermos  Para concluir, vejamos as palavras de Sylvio Brito Soares, em seu livro Vida e Obra de Bezerra de Menezes, sobre o “médico dos pobres”:

 “Bezerra de Menezes é, para todos os que mourejam em terra do “coração do mundo”, a âncora de salvação quando a borrasca do infortúnio os atinge. Milhões de vozes pedem diariamente seu socorro. Milhões de corações a todo instante agradecem a esse grande benfeitor as dádivas de seu amor. Bezerra de Menezes vive nos corações de todos os espiritistas do Cruzeiro do Sul”.



Fonte: Revista Crista de Espiritismo - O Que e Cura Espiritual- Biblioteca Espírita Virtual

IRRADIAÇÃO - Saúde!


Na irradiação, transmitimos a carga de força vital que dispomos para doar ao paciente através do mecanismo da força mental. 

A irradiação se faz a distância, projetando nosso pensamento e sentimento em favor de alguém, movimentando as forças psíquicas através da vontade. 

A pessoa que irradia fluidos deve cultivar bons sentimentos, pensamentos e atos. Isto vai formar uma atmosfera espiritual positiva, criando uma tonalidade vibratória e uma quantidade de fluidos agradáveis e salutares, que poderão ser dirigidos para outras pessoas através da vontade.

A pessoa deve focalizar mentalmente o paciente para quem vai fazer a irradiação e transmitir para ele aquilo que deseja, como paz, conforto, coragem, saúde, equilíbrio, paciência etc. 

Todas as nossas ações e atitudes refletem nossas disposições mentais e emocionais.

Quando escrevemos, não apenas alinhamos no papel nossas ideias, mas grafamos também nossas disposições íntimas. Isto significa que podemos escrever com a luz dos sentimentos nobres ou com as tintas escuras do negativismo. 

Portanto, quando escrevermos os nomes de irmãos que necessitam de ajuda, que façamos isto movidos pelo desejo sincero de auxiliar e socorrer e não apenas com o propósito de nos libertar do dever de orar em benefício do semelhante.


Fonte: Revista Crista de Espiritismo - O Que e Cura Espiritual- Biblioteca Espírita Virtual

A PRECE - Saúde!



A prece é uma manifestação da alma em busca da presença divina e deve ser despida de todo e qualquer formalismo, pois se trata de uma conversa com Deus ou seus prepostos.

Ela terá mais eficácia se partir de uma criatura de bons sentimentos. É necessário que nos despojemos da ignorância e da perturbação que o mal engendra em nós para descobrirmos que, pela prece, conseguiremos muita coisa para o benefício espiritual próprio e de nossos semelhantes, que acionaremos com naturalidade o mecanismo do auxílio que ela nos propicia. 

Por depender fundamentalmente da sinceridade e da elevação com que é feita, devemos encarar a prece como uma manifestação espontânea e pura da alma, não apenas como uma repetição formal de termos alinhados convencionalmente, de peditório interminável ou de fórmula mágica para afastar o sofrimento e o problema que nos atinge. 

O passe é uma transfusão de energias espirituais e vitais, isto é, a passagem de energias de um indivíduo para o outro. A transfusão se dá através da imposição das mãos sobre a cabeça do paciente, sem a necessidade de tocar o corpo, pois a força energética se projeta de uma aura para outra, estabelecendo uma verdadeira ponte de ligação. 

O fluxo energético se mantém e se projeta pela vontade do médium passista, como também de entidades espirituais que auxiliam na composição dos fluidos necessários ao paciente. 

A aplicação do passe é um ato de amor em sua expressão mais sublimada. É uma doação ao paciente daquilo que o médium passista tem de melhor, enriquecido com os fluidos dos espíritos benfeitores, o que forma uma única vontade e expressa o mesmo sentimento de amor. Por isso, ele traz benefício imediato. 

O doente, sentindo-se aliviado mesmo por alguns momentos, terá  condições de lutar na parte que lhe compete no tratamento. Aos poucos, a constância da aplicação da fluidoterapia propiciará ao enfermo as energias de que carece e o alívio que tanto busca. A atividade de passes é um serviço de conjunto. 

Os fluidos vitais dos médiuns se associam aos fluidos espirituais, beneficiando as criaturas em nível material, emocional e espiritual. Porém, é importante lembrarmos que é a disposição psíquica de quem recebe o passe que garantirá uma maior ou menor assimilação das energias. 

A vontade e a disciplina mental são a base do fenômeno de transfusão e absorção de energias. 

Quando a pessoa que vai receber o passe está no clima de meditação e de prece, permite um afrouxamento dos laços vitais que unem o espírito ao corpo. Em conseqüência disso, experimenta a expansibilidade do perispírito ou corpo espiritual, que se utiliza da inerente propriedade de absorção para assimilar os fluidos, como uma esponja em contato com um líquido qualquer. 

Como o perispírito está unido ao corpo físico, essas energias também alcançam a roupagem orgânica, propiciando-lhe um grande alívio.

 A absorção dos fluidos ocorre particularmente através dos centros vitais ou centros de força, onde a ligação do perispírito ao corpo acontece de uma forma mais intensa e completa.



Fonte: Revista Crista de Espiritismo - O Que e Cura Espiritual- Biblioteca Espírita Virtual