Mostrando postagens com marcador Obsessões Complexas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Obsessões Complexas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de julho de 2018

INFLUENCIAÇÃO NO VAMPIRISMO ESPIRITUAL

André Luiz do lado de fora da casa espírita!

André Luiz do lado de fora, junto aos desencarnados, foi convidado pelo seu Instrutor a  observar a diferenciação do ambiente dentro  e fora da casa espírita.

A atmosfera interior – ambiente onde ocorrera a Mediúnica:

·       Impregnava-se de elementos balsâmicos, regeneradores.

·       Compreende a sublimidade da oração e do serviço da Espiritualidade superior, na intimidade das criaturas.

·       A prece, a meditação elevada, o pensamento edificante, refundem a atmosfera, purificando-a.

·       Observa-se vibrações harmoniosas da paisagem interior, iluminada pela oração.

·       O pensamento elevado santifica a atmosfera em torno, e possui propriedades elétricas que o homem comum está longe de imaginar

A Atmosfera exterior – ambiente fora da casa espírita, nas ruas.

·       A via pública, repleta de emanações inferiores

·       O ar pesava na rua.

·       Acentuou a hipersensibilidade, diante das emanações grosseiras da rua.

·       As lâmpadas elétricas semelhavam-se a globos pequeninos, de luz muito pobre, isolados em sombra espessa.

·       O oxigênio parecia tocado de magnetismo menos agradável.

·        A rua, no entanto, é avelhantado repositório de vibrações antagônicas, em meio de sombrios materiais psíquicos e perigosas bactérias de variada procedência, em vista de a maioria dos transeuntes lançar em circulação, incessantemente, não só as colônias imensas de micróbios diversos, mas também os maus pensamentos de toda ordem. (LOCAIS ONDE ACONTECEM AS VAMPIRIZAÇÕES)

 André Luiz enquanto ponderava o ensinamento ouvido, reparou que:
·       muitos agrupamentos de entidades infelizes e inquietas, em desequilíbrio profundo, se postavam nas cercanias.
·       Faziam-se ouvir, através das conversações mais interessantes e pitorescas; todavia, desarrazoadas e impróprias, nas menores expressões.

O Instrutor fala a André Luiz sobre um pequeno GRUPO DE DESENCARNADOS EM DESEQUILÍBRIO PROFUNDO, e falou:

Aqueles amigos constituem a corte quase permanente dos nossos companheiros encarnados, que voltam agora ao ninho doméstico. (Os obsessores esperam seus algozes saírem da casa espírita e os acompanham em sua vida cotidiana)

Os infelizes não têm permissão para ingressar aqui, em SESSÕES ESPECIALIZADAS, como a desta noite. (Sessões voltadas para desvampirização, por exemplo)

Nas REUNIÕES dedicadas à ASSISTÊNCIA GERAL, podem comparecer.

Necessitávamos socorrer os amigos para que o vampirismo de que são vítimas seja atenuado em suas consequências prejudiciais. ( Encarnados assistidos nas desobsessões)

Tudo, naqueles trabalhos, obedecia à ordem preestabelecida. Tudo estava calculado, programado, previsto.  (Reuniões Mediúnicas)

André Luiz ficou atento a SAÍDA DOS COLABORADORES TERRESTRES da Reunião Mediúnica, e observando a maneira pela qual voltam, instintivamente, aos braços das entidades ignorantes que os exploram relatou:

o   Dispunham-se todos a deixar o recinto, tranquilamente.
o   A porta, junto de nós, começou as despedidas entre eles:

-Graças a Deus! exclamou uma senhora de maneiras delicadas.Fizemos nossas preces em paz, com imenso proveito.
-Como me sinto melhor! -comentou uma das amigas mais idosas. A sessão foi um alívio. Trazia o espírito sobrecarregado de preocupações, mas, agora, sinto-me reconfortada, feliz. Acredito que me retiraram pesadas nuvens do coração.
Ouvindo as orações e partilhando as tentativas de desenvolvimento para o serviço ao próximo, grande é o socorro que recebemos! Ah! Como Jesus é generoso.
Um cavalheiro de porte distinto adiantou-se, observando: O Espiritismo é o nosso conforto. Os compromissos que temos são muito grandes, diante da verdade. E não é sem razão que o Senhor nos colocou nas mãos a lâmpada sublime da fé. Em torno de nossos passos, choram os sofredores, desviam-se os ignorantes no extenso caminho do mal.
Dos Céus chegam até nós ferramentas de trabalho. É necessário servir, intensamente, transformando-nos em colaboradores fiéis da Revelação Nova!
Exatamente! -concordou uma das interlocutoras, comovida com a exortação.Temos grandes obrigações, não devemos perder tempo. A doutrina confortadora dos Espíritos é o nosso tesouro de luz e consolação. Oh! Meus amigos, como necessitamos trabalhar! Jesus chama-nos ao serviço, é imprescindível atender.
Reconhecendo os característicos de gratidão e louvor da palestra, expressei sincera admiração, exaltando a fidelidade dos cooperadores da casa. Demonstravam-se fervorosos na fé, confiantes no futuro e interessados na extensão dos benefícios divinos, considerando as dores e necessidades dos semelhantes.

O Instrutor disse a André Luiz para não se impressionar com o entusiasmo das pessoas, pois o PROBLEMA estava no ESFORÇO PERSISTENTE e  ratifica que raros amigos conseguem guardar uniformidade de emoção e idealismo nas edificações espirituais.

Vai para nove anos, com algumas interrupções, que me encontro em concurso ativo nesta casa e, mensalmente, vejo desfilar aqui as promessas novas e os votos de serviço. Ao primeiro embate com as necessidades reais do trabalho, reduzido número de companheiros permanece fiel à própria consciência.  ( As pessoas falam mas não fazem.)

·       Nas HORAS CALMAS, grandes louvores.

·       Nos HORAS DIFÍCEIS, disfarçadas deserções, a pretexto de incompreensão alheia.

Sou forçado a dizer que, na maioria dos casos, nossos irmãos são PRESTATIVOS E CARIDOSO COM O PRÓXIMO, em se tratando das NECESSIDADE MATERIAIS, mas quase sempre continuam sendo menos bons para si mesmos, por se esquecerem da APLICAÇÃO DA LUZ EVANGÉLICA À VIDA PRÁTICA. Prometem excessivamente com as palavras; todavia, operam pouco no campo dos sentimentos.

Com exceções, irritam-se ao primeiro contato com a luta mais áspera, após reafirmarem os mais SADIOS PROPÓSITOS DE RENOVAÇÃO e, comumente, voltando cada semana ao núcleo de preces, estão nas MESMAS CONDIÇÕES, requisitando conforto e auxílio exterior.

Não é com facilidade que cumprem a promessa de cooperação com o Cristo, em si próprios, base fundamental da verdadeira iluminação.

André Luiz pode observar que:

o   Ainda se achavam todos eles, os encarnados, irradiando alegria e paz, colhidas na rápida convivência com os benfeitores invisíveis.

o   Da fronte de cada um, emanavam raios de espiritualidade surpreendente. Eles ainda se encontram sob as irradiações do banho de luz a que se submeteram, através do serviço espiritual com a oração.

o   Trocavam gentilmente as últimas saudações da noite, demonstrando luminosa felicidade.


O Instrutor ponderou:

Se conseguissem manter semelhante estado mental, pondo em prática as regras de perfeição que aprendem, comentam e ensinam, fácil lhes seria atingir positivamente o nível superior da vida; entretanto, André, como nós, que em outros tempos fomos inexperientes e frágeis, eles, agora, ainda o são também.

Cada hábito menos digno, adquirido pela alma no curso incessante dos séculos, funciona qual ENTIDADE VIVA, no universo de SENTIMENTOS de cada um de nós, compelindo-nos às REGIÕES PERTURBADAS e oferecendo elementos de LIGAÇÃO COM OS INFELIZES que se encontram EM NÍVEL INFERIOR.

André Luiz e o Instrutor acompanham o grupo, onde se encontra o nosso irmão mais fortemente atacado pelas inquietações do sexo para observação.

O rapaz, em companhia de uma senhora idosa e de uma jovem, que logo percebi serem sua mãe e irmã, punha-se de regresso ao lar. Movimentamo-nos, seguindo-os de perto. Alguns metros, além da casa espírita, o ambiente geral da via pública tornava-se ainda mais pesado.

Três entidades de sombrio aspecto, absolutamente cegas para com a nossa presença, em vista do baixo padrão vibratório de suas percepções acercaram-se do trio sob nossa observação.

Encostou-se uma delas à senhora idosa e, instantaneamente, reparei que a sua fronte se tornava opaca, estranhamente obscura. Seu semblante modificou-se. Desapareceu-lhe o júbilo irradiante, dando lugar aos sinais de preocupação forte. Transfigurara-se de maneira completa.

-Oh! Meus filhos -exclamou a genitora, que parecia paciente e bondosa, por que motivo somos tão diferentes no decurso do trabalho espiritual? Quisera possuir, ao retirar-me de nossas orações coletivas, o mesmo bom ânimo, a mesma paz íntima. Isso, porém, não acontece.

Ao retomar o caminho da luta prática, sinto que a essência das preleções evangélicas persevera dentro de mim, mas de modo vago, sem aquela nitidez dos primeiros minutos. Esforço-me sinceramente para manter a continuação do mesmo estado d’alma; entretanto, algo me falta, que não sei definir com precisão.  (ESFORÇO DE PERSISTÊNCIA)

Nesse momento, as duas outras entidades, que ainda se mantinham distanciadas, agarraram-se comodamente aos braços do rapaz, que ofereceu aos meus olhos o mesmo fenômeno.

Embaçou a claridade mental do rapaz, e duas rugas de aflição e desalento, vincaram-lhe as faces, que perderam aquele halo de alegria luminosa e confiante. Foi então que ele respondeu, em voz pausada e triste:
-É verdade, mamãe. Enormes são as nossas imperfeições. Creia que a minha situação é pior. A senhora experimenta ansiedade, amargura, melancolia... É bem pouco para quem, como eu, se sente vítima dos maus pensamentos. Casei-me há menos de oito meses, e, não obstante o devotamento de minha esposa, tenho o coração, por vezes, repleto de tentações descabidas. Pergunto a mim mesmo a razão de tais ideias estranhas e, francamente, não posso responder. A invencível atração para os ambientes malignos confunde-me o espírito, que sinto inclinado ao bem e à retidão de proceder.

A irmã levanta a possibilidade de o irmão estar sob a influenciação de entidades menos esclarecidas. E ele admite a possibilidade, e diz que, por isso mesmo, vem tentando o desenvolvimento da mediunidade, a fim de localizar a causa de semelhante situação.

Sem perda de tempo, o instrutor colocou a destra na fronte da menina, mantendo-a sob vigoroso influxo magnético e transmitindo-lhe suas ideias generosas, a fim de ajudar o rapaz.

André Luiz reparou que aquela mão protetora, ao tocar os cabelos encaracolados da jovem, expelia luminosas chispas, somente perceptíveis ao meu olhar. A menina, a seu turno, pareceu mais nobre e mais digna em sua expressão quase infantil e respondeu firmemente:

Neste caso, concordo em que o desenvolvimento mediúnico deve ser a última solução, porque antes de enfrentar os inimigos, filhos da ignorância, deveríamos armar o coração com a luz do amor e da sabedoria. (Ao buscar o desenvolvimento mediúnico, está buscando o caminho errado – vídeo de Haroldo Dutra)

Por que o Desenvolvimento Mediúnico nesse caso não é a melhor alternativa?
Se você descobrisse perseguidores invisíveis, em torno de suas atividades, como beneficiá-los cristãmente, sem a necessária preparação espiritual?

A reação educativa contra o mal (Evangelhização) é sempre um dever nosso, mas antes de cogitar dum desenvolvimento psíquico, que seria talvez prematuro, deveremos procurar a ELEVAÇÃO DE NOSSAS IDEIAS e SENTIMENTOS.

Não poderíamos contar com uma boa mediunidade sem a consolidação dos nossos bons propósitos. E para sermos úteis, nos reinos do Espírito, cabe-nos APRENDER, em primeiro lugar, a VIVER ESPIRITUALMENTE, embora estejamos ainda na carne.

A resposta, que constituíra para mim valiosa surpresa, não provocou maior interesse em ambos os interlocutores, quase neutralizados pela atuação dos VAMPIROS HABITUAIS.

Mãe e filho deixavam perceber funda contrariedade, em face das definições ouvidas. A palavra da menina, cheia de verdadeira luz, DESCONCERTAVA-OS.

A mãe falou à filha em contrariedade ao que ouviu:

Não tem você bastante idade, minha filha, não pode, pois, opinar neste assunto. Quando você atravessar os caminhos que meus pés já cruzaram, quando vierem as desilusões sem esperança, então observará como é difícil manter a paz e a luz no coração!

Complementou o irmão: E se algum dia , falou melancólico, experimentar as lutas que já conheço, verá que tenho motivos de queixa contra a sorte e que não me sobram outros recursos senão permanecer no círculo das indecisões que me assaltam. Faço quanto posso por desvencilhar-me das ideias sombrias e vivo a combater inesperadas tentações; no entanto, sinto-me longe da libertação espiritual necessária. Não me falta vontade, mas...

O Instrutor, que havia retirado a destra de sobre a fronte da jovem, informou, a André Luiz que:

O amigo que se uniu à senhora foi seu marido terrestre, homem que não desenvolveu as possibilidades espirituais e que viveu em tremendo egoísmo doméstico. O ex-esposo não concebeu o matrimônio senão como união corporal para atender conveniências vulgares da experiência humana e, em vista de haver passado o tempo de aprendizado terreno sem ideais enobrecedores, interessados em fruir todas as gratificações dos sentidos, não se sente com bastante força para abandonar o círculo doméstico, onde a companheira, por sua vez, somente agora, depois da desencarnação dele, começa a preocupar-se com os problemas concernentes à vida espiritual.

Quanto aos dois infelizes, que se apegam tão fortemente ao rapaz, são dois companheiros, ignorantes e perturbados, que ele adquiriu em contato com a prostituição. De leviandade em leviandade, criou fortes laços com certas entidades ainda atoladas no pântano de sensações da prostituição, das quais se destacam, por mais perseverantes, as duas criaturas que ora se lhe agarram, quase que integralmente sintonizadas com o seu campo de magnetismo pessoal. Ele não se apercebeu dos perigos que o defrontavam, e tornou-se a presa inconsciente de afeiçoados que lhe são invisíveis, tão fracos e viciados quanto ele próprio.

André Luiz, emocionado perguntou ao Instrutor de não havia recurso para libertá-los, então o orientador sorriu paternalmente e considerou:

 -Mas quem deverá romper as algemas, senão eles mesmos?

- Nunca lhes faltou o auxílio exterior de nossa amizade permanente; no entanto, eles próprios alimentam-se uns aos outros, no terreno das sensações sutis, absolutamente imponderáveis, para os que lhes não possam sondar o mecanismo íntimo.

- É inegável que procuram, AGORA, os elementos de libertação. Aproximam-se da fonte de esclarecimento elevado, sentem-se cansados da situação e experimentam, efetivamente, o desejo de vida nova; contudo, esse desejo é mais dos lábios que do coração, por constituir aspiração muito vaga, quase nula. Se, de fato, cultivassem a resolução positiva, transformariam suas forças pessoais, tornando-as determinantes, no domínio da ação regeneradora. Esperam, porém, por milagres inadmissíveis e renunciam às ENERGIAS PRÓPRIAS, ÚNICAS ALAVANCAS DE REALIZAÇÃO.

André Luiz pergunta:

Mas não poderíamos provocar a retirada dos VAMPIROS INCONSCIENTES ? (Aqueles plantados pelos obsessores em forma de larvas mentais)

- Os OBSESSORES INTERESSADOS forçariam a volta deles. (encontrariam receptividade do obsidiado)

O instrutor afirma que já se fez a tentativa que André Luiz sugeriu, no propósito de beneficiá-los de modo indireto, mas veja o que aconteceu:

A mulher se declarou demasiadamente saudosa do companheiro e o seu ex-marido obsessor, afirmou, intimamente, sentir-se menos homem, ao ter humildade para  admitir-se covarde,  e tomando o desapego aos impulsos inferiores por tédio destruidor. ( AMBOS NÃO DESEJAM A SEPARAÇÃO). Eles expediram reclamações mentais que as suas atividades interiores constituíram verdadeiras invocações, e, em vista do vigoroso magnetismo do desejo constantemente alimentado, AGREGARAM-SE-LHE, de novo, os companheiros infelizes.

Quase sempre, VIVEM IMANTADOS UNS AOS OUTROS, EM TODOS OS LUGARES. Satisfazem-se, mutuamente, na permuta contínua das emoções e impressões mais íntimas.

Essas entidades têm sido conduzidas ao devido fortalecimento, para que através da doutrinação, incentivando-as ao equilíbrio e ao respeito próprio, com a perseverança e o método preciso.

Todavia, tratando-se de um caso em que os ENCARNADOS SE CONVERTERAM EM PODEROSOS IMÃS DE ATRAÇÃO, a medida exige tempo e tolerância fraternal. Temos grande número de trabalhadores, consagrados a esse mister, em nosso plano, e aguardamos que a semeadura de ensinamentos dê seus frutos. De qualquer modo, esteja convicto de que toda a assistência tem sido prestada aos amigos sob nossa observação se ainda não avançaram, todos eles, no terreno da espiritualidade elevada, isto só se verifica em razão da FRAQUEZA e da IGNORÂNCIA a que VIVEM VOLUNTARIAMENTE ESCRAVIZADOS. Colhem o que semeiam.

Nesse instante, fixamos novamente a atenção na CONVERSA ENTRE A MÃE E O FILHO que se desdobrava:

-Faço o que posso -repetia o rapaz, em desalento -, entretanto, não consigo obter a tranquilidade interior.

 -Ocorre comigo o mesmo fato -observava a genitora, em tom triste. Minhas únicas melhoras se verificam por ocasião de nossas preces coletivas. Em seguida, as piores emoções me assaltam o espírito. Vivo sem paz, sem apoio. Oh! Meus filhos, é cruel rolar assim, pelo mundo, como náufrago sem orientação!

-Compreendo-a, mamãe, tornou o filho, como que satisfeito por alimentar as impressões nocivas que lhe ocupavam a mente -, compreendo-a, porque as tentações me transformam a vida num cipoal de sombras espessas.

Não sei mais que fazer para resistir aos pensamentos amargos. Ai de nós, se o Espiritismo não houvesse chegado aos nossos destinos como sagrada fonte de sublimes consolações!

Nesse momento, Alexandre colocou novamente a destra sobre a fronte da jovem, que Lhe traduziu o pensamento, em tom de respeito e carinho:

-Concordo em que o Espiritismo é nosso manancial de consolo, mas não posso esquecer que temos na Doutrina a bendita escola de preparação. Se permanecermos arraigados às exigências de conforto, talvez venhamos a olvidar as obrigações do trabalho.

Creio que os instrutores da verdade espiritual desejam, antes de tudo, a nossa renovação íntima, para a vida superior. Se apenas buscarmos consolação, sem adquirir fortaleza, não passaremos de crianças espirituais.

 Se procurarmos a companhia de orientadores benevolentes, tão-só para o gozo de vantagens pessoais, onde estará o aprendizado? Acaso não permanecemos, aqui na Terra, em lição? Teríamos recebido o corpo, ao renascer, apenas para repousar?

 É incrível que os nossos amigos da esfera superior nos venham suprimir a possibilidade de caminhar por nós mesmos, usando os próprios pés. Naturalmente, não nos querem os benfeitores do Além para eternos necessitados da casa de Deus e, sim, para companheiros dos gloriosos serviços do bem, tão generosos, fortes, sábios e felizes quanto eles já o são.

 E modificando a inflexão de voz, desejosa de demonstrar a ternura filial que lhe vibrava n’alma, acentuou: Mamãe sabe como lhe quero bem, mas alguma coisa, no fundo da consciência, não me permite comentar as nossas necessidades senão assim, ajustando-me aos elevados ensinamentos que a Doutrina nos gravou no coração.  Não posso compreender Cristianismo sem a nossa integração prática nos exemplos do Cristo.

Em virtude de o instrutor haver interrompido a operação magnética e porque me encontrasse perplexo ante a facilidade com que a menina lhe recebia os pensamentos, quando observara tanta complexidade nos serviços de psicografia, expus ao orientador amigo as indagações que me assaltavam o espírito. Sem titubear, O INSTRUTOR EXPLICOU:

 -Aqui, André, observa você o trabalho simples da transmissão mental e não pode esquecer que o intercâmbio do pensamento é movimento livre no Universo.

- Desencarnados e encarnados, em todos os setores de atividade terrestre, vivem na mais ampla permuta de ideias.

- Cada mente é um verdadeiro mundo de emissão e recepção e cada qual atrai os que se lhe assemelham. Os tristes agradam aos tristes, os ignorantes se reúnem, os criminosos comungam na mesma esfera, os bons estabelecem laços recíprocos de trabalho e realização.

 Aqui temos o fenômeno intuitivo, que, com maior ou menor intensidade, é comum a todas as criaturas, não só no plano construtivo, mas também no círculo de expressões menos elevadas.
Temos, sob nossos olhos, uma velha irmã e seu filho maior completamente ambientados na exploração inferior de amigos desencarnados, presas de ignorância e enfermidade, estabelecendo perfeito comércio de vibrações inferiores.

Falam sob a determinação direta dos vampiros infelizes, transformados em hóspedes efetivos do continente de suas possibilidades fisicopsíquicas.

Um novo caso exposto pelo instrutor a André Luiz

Permanece também sob nossa análise uma jovem que, presentemente, atingiu dezesseis anos de nova existência terrestre. Suas disposições, contudo, são bastante diversas. Ela consegue receber nossos pensamentos e traduzi-los em linguagem edificante. Não está propriamente em serviço técnico da mediunidade, mas no abençoado trabalho de espiritualização. E indicando a mocinha, cercada de maravilhoso halo de luz, acrescentou:

-Conserva, ainda, o seu vaso orgânico na mesma pureza com que o recebeu dos benfeitores que lhe prepararam a presente reencarnação. Ainda não foi conduzida ao plano de emoções mais fortes, e as suas possibilidades de recepção, no domínio intuitivo, conservam-se claras e maleáveis. Suas células ainda se encontram absolutamente livres de influências tóxicas; seus órgãos vocais, por enquanto, não foram viciados pela maledicência, pela revolta, pela hipocrisia; seus centros de sensibilidade não sofreram desvios, até agora; seu sistema nervoso goza de harmonia invejável, e o seu coração, envolvido em bons sentimentos, comunga com a beleza das verdades eternas, através da crença sincera e consoladora.  E, além disso, não tendo débitos muito graves do pretérito, condição que a isenta do contato com as entidades perversas que se movimentam na sombra, pode refletir com exatidão os nossos pensamentos mais íntimos.

Vivendo muito mais pelo espírito, nas atuais condições em que se encontra, basta a permuta magnética para que nos traduza as ideias essenciais. Isto significa que esta jovem ainda conserva os benefícios que trouxe do plano espiritual e as cartas da felicidade ainda permanecem nas suas mãos para extrair as melhores vantagens no jogo da vida, mas dependerá dela o ganhar ou perder, futuramente. A consciência é livre.

André Luiz indagou o Instrutor se não seria difícil prepararem todas as criaturas para receberem a influenciação superior?

-De modo algum esclareceu ele: todas as almas retas, dentro do espírito de serviço e de equilíbrio, podem comungar perfeitamente com os mensageiros divinos e receber-lhes os programas de trabalho e iluminação, independentemente da técnica do mediunismo que, presentemente, se desenvolve no mundo.

 Não há privilegiado na Criação. Existem, sim, os trabalhadores fiéis, compensados com justiça, seja onde for.

Livro: Mensageiros da Luz-Francisco Cândido Xavier-Espírito André Luiz.

VAMPIRISMO ESPIRITUAL


O Espírito André Luiz faz as seguintes observações sobre a sessão de desenvolvimento mediúnico em que participou:

  •                        Achou que a sessão não parecia ter sido de grandes realizações para os encarnados.
  •                Verificou que no ambiente dele, entre os desencarnados, havia uma enorme satisfação entre todos os espíritos que ali trabalhavam em prol do bem, mesmo após duas horas de trabalhos.
  •        Observou um esforço intenso despendido pelos servidores da Erraticidade. Eram em grande número. Assistiam os companheiros terrestres, e também atendiam a longas filas de entidades sofredoras do plano espiritual.

·        A preocupação de André Luiz naquela reunião era o VAMPIRISMO.

    o   Vira os mais estranhos bacilos de natureza psíquica, completamente desconhecidos na microbiologia mais avançada. Entretanto, formavam também colônias densas e terríveis.



Não guardavam a forma esférica das cocáceas, nem o tipo de bastonete das bacteriáceas diversas, já conhecidas pela Medicina:
















Reconhecera-lhes o ataque aos elementos vitais do corpo físico, atuando com maior potencial destrutivo sobre as células mais delicadas.

·       André Luiz foi tomado por diversos questionamentos:

o   Que significava aquele mundo novo?
o Que agentes seriam aqueles, caracterizados por indefinível e pernicioso poder?
o   Estariam todos os homens sujeitos à sua influenciação?

·    Observou que em se tratando de vampiros que visitam os encarnados, é necessário reconhecer que eles atendem aos sinistros propósitos a qualquer hora, desde que encontrem guarida no estojo de carne dos homens.

   O Instrutor espiritual que esclarece as dúvidas de André Luiz, se dispôs a conversar, provocando nele uma reflexão:

- Você não ignora que, no círculo das enfermidades terrestres, cada espécie de micróbio tem o seu ambiente preferido.

o   O pneumococo aloja-se habitualmente nos pulmões;
o   o bacilo de Eberth localiza-se nos intestinos onde produz a febre tifoide;
o   o bacilo de Klebs-Löffler situa-se nas mucosas onde provoca a difteria.
o   em condições especiais do organismo, proliferam os bacilos de Hansen ou de Koch.

- Acredita você que semelhantes formações microscópicas se circunscrevem à carne transitória?
- Não sabe que o macrocosmo está repleto de surpresas em suas formas variadas?

No campo infinitesimal (Universo-infinito), as revelações obedecem à mesma ordem surpreendente.

André, meu amigo, as doenças psíquicas são muito mais deploráveisA patogênese da alma está dividida em quadros dolorosos.

o   A cólera, a intemperança, os desvarios do sexo, as viciações de vários matizes, formam criações inferiores que afetam profundamente a vida íntima.

o   Quase sempre o CORPO DOENTE assinala a MENTE ENFERMIÇA.

o   A organização fisiológica (o corpo físico), segundo conhecemos no campo de cogitações terrestres, não vai além do vaso de barro, dentro do molde preexistente do corpo espiritual. (corpo espiritual)

o   Atingido o molde em sua estrutura pelos golpes das vibrações inferiores, o vaso refletirá imediatamente. (A enfermidade do corpo físico, começa pelo corpo espiritual)

André Luiz ainda tinha as seguintes indagações a esclarecer:

o   Como encarar o problema das formações iniciais?

o   Enquadrava-se a afecção (na medicina é qualquer alteração patológica do corpo) psíquica no mesmo quadro sintomatológico (mesmos sintomas entre encarnados) que conhecera, até então, para as enfermidades orgânicas em geral?

o   Haveria contágio de moléstias da alma? E seria razoável que assim fosse, na esfera (no plano espiritual) onde os fenômenos patológicos da carne não mais deveriam existir?

Afirmara Virchow que o CORPO HUMANO “é um país celular, onde cada célula é um cidadão, constituindo a doença um atrito dos cidadãos, provocado pela invasão de elementos externos”.

De fato, a criatura humana, desde o berço, deve lutar contra diversas flagelações climáticas, entre venenos e bactérias de variadas origens. Pôs-se a perguntar:

o   Como se verificam os processos mórbidos de ascendência psíquica?

o   Não resulta a afecção do assédio de forças exteriores?

o   Em nosso domínio, como explicar a questão?

o   É a viciação da personalidade espiritual que produz as criações vampirísticas ou estas que avassalam a alma, impondo-lhe certas enfermidades?

o   Nesta última hipótese, poderíamos considerar a possibilidade do contágio?

O orientador ouviu-me, atencioso, e esclareceu:

- Primeiramente a semeadura, depois a colheita; e, tanto as sementes de trigo como de escalracho, encontrando terra propícia, produzirão a seu modo e na mesma pauta de multiplicação. Nessa resposta da Natureza ao esforço do lavrador, temos simplesmente a lei.

Considerou que André Luiz estava observando o SETOR DE LARVAS com justificável admiração, e RESPONDEU:

- Não tenha dúvida. Nas moléstias da alma, como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção existe o ambiente.

o   As AÇÕES produzem efeitos;
o   Os SENTIMENTOS geram criações.
o   Os PENSAMENTOS dão origem a formas e consequências de infinitas expressões.

E, em virtude de cada Espírito representar um universo por si, CADA UM DE NÓS É RESPONSÁVEL pela EMISSÃO DE FORÇAS que lançamos em circulação nas correntes da vida, tais como:

o   A cólera, a desesperação, o ódio e o vício são forças que oferecem campo a perigosos germens psíquicos na esfera da alma.

o   Da mesma forma que acontece no terreno das enfermidades do corpo, o contágio no plano espiritual é fato consumado, desde que, a IMPREVIDÊNCIA ou a NECESSIDADE DE LUTA estabeleça ambiente propício, entre companheiros do mesmo nível, ou seja, de mesmo padrão vibratório.

o   Não se pode ignorar que muita gente cultiva a vocação para o abismo e que cada viciação particular da personalidade produz as formas sombrias que se alastra, por relaxamento do responsável, às regiões onde não prevalece o espírito de VIGILÂNCIA e DEFESA.

Ponderações feitas pelo Benfeitor Espiritual de André Luiz:

Não se pode esquecer a nossa condição de velhos reincidentes no abuso da lei. Desde o primeiro dia de razão na mente humana, Deus criou princípios religiosos, sugerindo-nos as regras de bem-viver. Contudo, à medida que se refinam conhecimentos intelectuais, parece que há menor respeito no homem para com as dádivas sagradas.

Os pais terrestres, com raríssimas exceções, são as primeiras sentinelas viciadas, agindo em prejuízo dos filhinhos. Comumente, aos vinte anos, em virtude da inércia dos vigias do lar, a mulher é uma boneca e o homem um manequim de futilidades doentias, muito mais interessados no serviço dos alfaiates que no esclarecimento dos professores; alcançando o monte do casamento, muitas vezes são pessoas excessivamente ignorantes ou demasiadamente desviadas.

Cumpre, ainda, reconhecer que nós mesmos (os Espíritos), em todo o curso das experiências terrestres, na maioria das ocasiões fomos campeões do endurecimento e da perversidade contra as nossas próprias forças vitais.

Entre ABUSOS DO SEXO e da ALIMENTAÇÃO, desde os anos mais tenros, nada mais fazíamos que desenvolver as tendências inferiores, cristalizando hábitos malignos.

- Seria, pois, de admirar tantas moléstias do corpo e degenerescências psíquicas?

O Plano Superior jamais nega recursos aos necessitados de toda ordem e, valendo-se dos mínimos ensejos, auxilia os irmãos de humanidade na restauração de seus patrimônios, seja cooperando com a NATUREZA ou inspirando a DESCOBERTAS DE NOVAS fontes medicamentosas e reparadoras.  (O auxílio da ciência vem do Plano Superior)

Por nossa vez, em nos despojando dos fluidos mais grosseiros, através da morte física, à proporção que nos elevamos em COMPREENSÃO e COMPETÊNCIA, transformamo-nos em AUXILIARES DIRETOS das criaturas.

Apesar disso, porém, o cipoal da ignorância é ainda muito espesso. E o VAMPIRISMO mantém considerável expressão, porque, se o Pai é sumamente misericordioso, é também infinitamente justo. Ninguém lhe confundirá os desígnios, e a morte do corpo quase sempre surpreende a alma em terrível condição parasitária.

Desse modo, a PROMISCUIDADE entre os encarnados indiferentes à Lei Divina e os desencarnados que a ela têm sido indiferentes, é muito grande na crosta da Terra.

Absolutamente sem preparo, e tendo vivido muito mais de sensações animalizadas que de sentimentos e pensamentos puros, as criaturas humanas, além do túmulo, em muitíssimos casos, prosseguem imantadas aos ambientes domésticos que lhes alimentavam o campo emocional.

Dolorosa ignorância prende-lhes os corações, repletos de particularismos, encarceradas no magnetismo terrestre, enganando a si próprias e fortificando suas antigas ilusões.

Aos infelizes que caíram em semelhante condição de parasitismo, as larvas que você observou servem de alimento habitual.

Semelhantes larvas são portadoras de vigoroso magnetismo animal.

 O Instrutor Espiritual de André Luiz, observando como suas indagações o entrechocavam no cérebro, considerou:

- Naturalmente que a fauna microbiana, em análise, não será servida em pratos; bastará ao desencarnado agarrar-se aos companheiros de ignorância, ainda encarnados, qual erva daninha aos galhos das árvores, e sugar-lhes a substância vital.

André Luiz não conseguia dissimular o assombro que o dominava, então o instrutor espírtual levantou as seguintes reflexões:

 -Porque tamanha estranheza?
- E nós outros, quando nas esferas da carne?
- Nossas mesas não se mantinham à custa das vísceras dos touros e das aves?
- A pretexto de buscar recursos proteicos, exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis.
- Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos.
- Não contentes em matar os pobres seres que nos pediam roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem a Obra do Pai, dilatávamos os requintes da exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que nos servissem ao paladar, com a máxima eficiência.
- O suíno comum era localizado por nós, em regime de ceva, e o pobre animal, muita vez à custa de resíduos, devia criar para nosso uso certas reservas de gordura, até que se prostrasse, de todo, ao peso de banhas doentias e abundantes.
- Colocávamos gansos nas engordadeiras para que hipertrofiassem o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes que ficaram famosos, despreocupados das faltas cometidas com a suposta vantagem de enriquecer os valores culinários.
- Em nada nos doía o quadro comovente das vacas-mães, em direção ao matadouro, para que nossas panelas transpirassem agradavelmente.
- Encarecíamos, com toda a responsabilidade da Ciência, a necessidade de proteínas e gorduras diversas, mas esquecíamos de que a nossa inteligência, tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos proteicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte.
- Esquecíamos-nos de que ° aumento dos laticínios, para enriquecimento da alimentação, constitui elevada tarefa, porque tempos virão, para a Humanidade terrestre, em que o estábulo, como o lar, será também sagrado.


André Luiz interviu para as seguintes considerações:

A ideia de que muita gente na Terra vive à mercê de vampiros invisíveis é francamente desagradável e inquietante.

o   E a proteção das esferas mais altas?
o   E o amparo das entidades angélicas, a amorosa defesa de nossos superiores?

André, meu caro, falou o instrutor, benevolente:

- Devemos afirmar a verdade, embora contra nós mesmos.

- Em todos os setores da Criação, Deus, nosso Pai, colocou os superiores e os inferiores para o trabalho de evolução, através da colaboração e do amor, da administração e da obediência.

o   Atrever-nos-íamos a declarar, porventura, que fomos bons para os seres que nos eram inferiores?

o   Não lhes devastávamos a vida, personificando diabólicas figuras em seus caminhos?

Claro que não desejamos criar um princípio de falsa proteção aos irracionais, obrigados, como nós outros, a cooperar com a melhor parte de suas forças e possibilidades no engrandecimento e na harmonia da vida, nem sugerimos a perigosa conservação dos elementos reconhecidamente daninhos.

Todavia, devemos esclarecer que, no capítulo da indiferença para com a sorte dos animais, da qual participamos no quadro das atividades humanas, nenhum de nós poderia, em sã consciência, atirar a primeira pedra.

Os seres inferiores e necessitados do Planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis.

Confiam na tempestade furiosa que perturba as forças da Natureza, mas fogem, desesperados, à aproximação do homem de qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos que, por confiar em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir com o raciocínio embrionário onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão.

Se não protegemos nem educamos aqueles que o Pai nos confiou, como germens frágeis de racionalidade nos pesados vasos do instinto; se abusarmos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exigir o amparo de superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples são para nós difíceis de suportar, pela nossa lastimável condição de infratores da lei de auxílios mútuos?
Na qualidade de médico, você não pode ignorar que o embriologista, contemplando o feto humano em seus primeiros dias, a distância do veículo natural, não poderá afirmar, com certeza, se tem sob os olhos o gérmen dum homem ou de um cavalo.

O médico legista encontra dificuldades para determinar se a mancha de sangue encontrada eventualmente provém de um homem, dum cão ou dum macaco.

O animal possui igualmente o seu sistema endocrínico, suas reservas de hormônios, seus processos particulares de reprodução em cada espécie e, por isso mesmo, tem sido auxiliar precioso e fiel da Ciência na descoberta dos mais eficientes serviços de cura das moléstias humanas, colaborando ativamente na defesa da Civilização.

Entretanto... Interrompera-se o instrutor e, considerando a gravidade do assunto, perguntei com emoção:

o   Como solucionar tão dolorosos problemas?

Os problemas são nossos -esclareceu o generoso amigo, tranquilamente, não nos cabe condenar a ninguém.

Abandonando as faixas de nosso primitivismo, devemos acordar a própria consciência para a responsabilidade coletiva.

A missão do superior é a de amparar o inferior e educá-lo.

E os nossos abusos para com a Natureza estão cristalizados em todos os países, há muitos séculos. Não podemos renovar os sistemas econômicos dos povos, dum momento para outro, nem substituir os hábitos arraigados e viciosos de alimentação imprópria, de maneira repentina.

Refletem eles, igualmente, nos seus erros multimilenários. Mas, na qualidade de filhos endividados para com Deus e a Natureza, devemos prosseguir no trabalho educativo, acordando os companheiros encarnados, mais experientes e esclarecidos, para a nova era em que os homens cultivarão o solo da Terra por amor e utilizar-se-ão dos animais, com espírito de respeito, educação e entendimento.

Semelhante realização é de importância essencial na vida humana, porque:
o   sem AMOR para com os nossos inferiores, não podemos aguardar a proteção dos superiores;

o   sem RESPEITO para com os outros, não devemos esperar o respeito alheio.

Se temos sido VAMPIROS INSACIÁVEIS DOS SERES FRÁGEIS que nos cercam, entre as formas terrenas, abusando de nosso poder racional ante a fraqueza da inteligência deles, não é demais que, por força da animalidade que conserva desveladamente, venha a cair à maioria das criaturas em situações enfermiças pelo vampirismo das entidades que lhes são afins, na esfera invisível.

Os esclarecimentos de Alexandre, ministrados sem presunção e sem crítica, penetravam-me fundo. Algo de novo despertava-me o ser. Era o espírito de veneração por todas as coisas, o reconhecimento efetivo do Paternal Poder do Senhor do Universo. 

O delicado orientador interrompeu-me o transporte de íntima adoração ao Pai, acentuando:

- Segundo observa, o legítimo desenvolvimento mediúnico é problema de ascensão espiritual' dos candidatos às percepções sublimes. Entretanto. André, não importa que os nossos amigos, ansiosos pelos altos valores psíquicos, tenham vindo até aqui sem a devida preparação. Embora incipientes no assunto, lucraram muitíssimo, porque foram auxiliados contra o vampirismo venenoso e destruidor.

André Luiz o indagou:

o   Surpreendeu-se você com as larvas que lhes avassalam as energias espirituais; agora ver as entidades exploradoras que permanecem fora do recinto, esperando-lhes o regresso lá fora?

Respondeu o instrutor:

o   Sim. Se os nossos irmãos conseguissem de fato estabelecer sobre si mesmos os desejáveis golpes de disciplina, muito ganhariam em força contra a influenciação dos infelizes que os seguem.

o   Lamentavelmente, no entanto, são raros os que mantêm a necessária resolução, no terreno da aplicação viva da luz que recebem.

o   A maioria, rompido o nosso círculo magnético, organizado no curso de cada reunião, esquece as bênçãos recebidas e volta-se, novamente, para as mesmas condições deploráveis de horas antes, SUBJUGADA PELOS VAMPIROS renitentes e cruéis.

 Notando que os nossos amigos encarnados se dispunham a sair, o     instrutor convidou André Luiz:

                   - Venha comigo à via pública e observe por si mesmo.


Livro: Missionários da Luz – Francisco Cândido Xavier – Espírito André Luiz