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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

O ESPÍRITA E O ESPIRITISMO.


O companheiro de ação doutrinária, em certas ocasiões, é defrontado por grave problema — o que transparece da visita efetuada por ele ao templo espírita diferente daquele em que se lhe vinculam os costumeiros serviços. 

Algumas vezes surpreende diretrizes diversas e hábitos que julga inadequados ao cultivo dos princípios que esposa e deixa que descontentamento e desânimo se lhe implantem na alma. 

O Espírito André Luiz, nos convida a raciocinarmos:

O Espiritismo é religião de livre exame, sem poderes humanos que lhe domestiquem as manifestações. 

Na condição de doutrina é um conjunto de ensinamentos lógicos, visando ao aperfeiçoamento moral, sem que lhe possamos desfigurar a grandeza, contudo, no setor da interpretação, não nos esqueçamos que a visão da verdade não é igual para todas as inteligências que transitam na Terra, em múltiplos graus evolutivos. 

Devemos, portanto, contar em qualquer organização espírita, inclusive naquela a que nos ajustamos pelos fatores da afinidade, com senões e deficiências que nos refletem as falhas e imperfeições de consciências gravadas ainda por dívida ou ignorância, com necessidade de resgate ou lição perante a vida. 

Em penetrando a seara espírita de que não partilhamos, em sentido direto, lembremo-nos disso. Provavelmente estão aí nossos velhos enigmas humanos: insatisfação, discórdia, fraquezas, competição

Talvez que raízes de crenças do passado com inúmeros preconceitos aí nos desafiem a discussões e protestos, com resultados negativos para a edificação da fraternidade. 

Visitemos, pois, os irmãos de ideal e trabalho que militam noutros campos de nossa sementeira, mantendo-nos no clima de solidariedade construtiva, sem deixar de sermos nós mesmos. 

Leais à nossa identidade de kardecistas, isto é, abraçando a Doutrina Espírita como sendo a escola da fé raciocinada, com alicerces na "verdade que nos fará livres", segundo a conceituação de Jesus, não precisamos aplaudir o erro para sermos agradáveis, exaltando a mentira, e nem nos compete o papel de censores para sermos cruéis, aniquilando a esperança. 

Seja esse ou aquele o método adotado nessa ou naquela instituição ligada às nossas atividades, aproximemo-nos delas, com respeito e apreço fraterno, sabendo que o programa de nossa tarefa em qualquer ambiente a que formos chamados, se resume em duas legendas distintas e inevitáveis: "compreender" e "auxiliar". 

domingo, 10 de janeiro de 2016

QUE TIPO DE LINGUAGEM DEVE-SE USAR COM OS ESPÍRITOS?


QUE TIPO DE LINGUAGEM DEVE-SE USAR COM OS ESPÍRITOS?


O grau de superioridade ou de inferioridade dos Espíritos indica naturalmente o tom em que se lhes deve falar.
É evidente que quanto mais elevados, mais merecem o nosso respeito, a nossa consideração e a nossa submissão. Não devemos tratá-los com menos deferência do que o faríamos se estivessem vivos, mas por outros motivos: na vida terrena consideraríamos o seu cargo e a sua posição social; no mundo dos Espíritos só temos de respeitar a sua superioridade moral. Essa própria elevação os coloca acima das puerilidades das nossas formas bajulatórias.
 Não é com palavras que podemos conquistar-lhes a benevolência, mas pela sinceridade dos sentimentos. Seria ridículo, portanto, dar-lhes os títulos que usamos na distinção das posições e que em vida poderiam agradar-lhes a vaidade. Se forem realmente superiores, não somente não ligam a isso mas até se desagradam. Um bom pensamento os agrada mais do que os títulos mais lisonjeiros. De outra maneira eles não estariam acima da Humanidade. O Espírito de um venerável sacerdote, que foi na Terra um príncipe da Igreja, homem de bem, praticante do ensino de Jesus, respondeu a quem o evocava pelo título de monsenhor. “Devias pelo menos dizer ex-monsenhor, pois aqui só há um Senhor que é Deus. É bom saber que vejo aqui os que se ajoelhavam diante de mim na Terra e diante deles me inclino”.(6)
No tocante aos Espíritos inferiores, seu próprio caráter determina a linguagem que devemos empregar. Há entre eles os que, embora inofensivos e até mesmo benévolos, são levianos, ignorantes, estouvados. Tratá-los igual aos Espíritos sérios, como o fazem algumas pessoas, seria o mesmo que nos inclinarmos diante de um escolar ou perante um asno com barrete de doutor. O tom familiar não lhes causa estranheza e nem os melindra; pelo contrário, é o que lhes agrada.
             Entre os Espíritos inferiores há os que são infelizes. Sejam quais forem às faltas que expiam, seus sofrimentos merecem tanto mais a nossa piedade, quanto ninguém escapa a estas palavras do Cristo. “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”. A benevolência com que os tratamos é um consolo para eles. Na falta de simpatia, que encontrem em nós a indulgência que desejaríamos para nós mesmos.
            Os Espíritos que demonstram a sua inferioridade pelo cinismo da linguagem, pelas mentiras, pelos sentimentos baixos e os conselhos pérfidos são certamente menos dignos do nosso interesse do que aqueles cujas palavras atestam o seu arrependimento, mas devemos tratá-los pelo menos com a piedade que nos inspiram os grandes criminosos. O meio de os reduzir ao silêncio é nos mostrarmos superiores a eles, pois só estabelecem intimidade com pessoas de que nada tenham a temer. Porque os Espíritos perversos reconhecem a superioridade dos homens de bem, como reconhecem a dos Espíritos superiores.   
            Em resumo: seria irreverente tratarmos os Espíritos superiores de igual para igual, como seria ridículo dispensarmos a todos, sem exceção, a mesma deferência.
Tenhamos veneração pelos que a merecem, reconhecimento pelos que nos protegem e assistem, e para todos os outros a benevolência de que talvez nós mesmos necessitemos um dia. Descobrindo o mundo incorpóreo aprendemos a conhecê-lo e esse conhecimento deve regular as nossas relações com os seus habitantes. Os Antigos, na sua ignorância, levantaram altares a eles. Para nós, não passam de criaturas mais ou menos perfeitas e só elevamos altares a Deus.    
 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Será a Mediunidade a causadora da Obsessão? - Do Livro dos Médiuns, Allan Kardec

 Será a Mediunidade a  causadora da Obsessão? 

244. Em face do perigo da obsessão, ocorre perguntar se não é inconveniente ser médium, se não é essa faculdade que a provoca, enfim, se não é isso uma prova da inconveniência das comunicações espíritas. 
Nossa resposta é fácil e pedimos que a meditem cuidadosamente.
            Não tendo sido os médiuns nem os espíritas que criaram os Espíritos, mas sim os Espíritos que deram origem aos espíritas e aos médiuns, e sendo os Espíritos simplesmente as almas dos homens, é evidente que sempre exerceram sua influência benéfica ou perniciosa sobre a Humanidade. 
A faculdade mediúnica é para eles apenas um meio de se comunicarem, e na falta dessa faculdade eles se comunicam por mil outras maneiras mais ou menos ocultas. 
Seria errôneo, pois, acreditar que os Espíritos só exercem sua influência através das comunicações escritas ou verbais. Essa influência é permanente e os que não se preocupam com os Espíritos, ou nem mesmo creem na sua existência, estão expostos a ela como os outros, e até mais do que os outros, por não disporem de meios de defesa. 
É pela mediunidade que o Espírito se dá a conhecer. 
Se ele for mau, sempre se trai, por mais hipócrita que seja. Pode-se dizer, portanto, que a mediunidade permite ao homem ver o seu inimigo face a face, se assim se pode dizer, e combatê-lo com suas próprias armas. 
Sem essa faculdade ele age na sombra,e contando com a invisibilidade pode fazer e faz realmente muito mal.

            A quantos atos não é o homem impelido, para sua desgraça, e que seriam evitados se ele tivesse um meio de se esclarecer. 
Os incrédulos não supõem dizer uma verdade quando afirmam de um homem que se obstina no erro. “É o seu mau gênio que o impele a perder-se”. É assim que o conhecimento do Espiritismo, longe de facilitar o domínio dos maus Espíritos, deve ter como resultado, num tempo mais ou menos próximo, quando se achar divulgado, destruir esse domínio, dando a cada um os meios de se manter vigilante contra as suas sugestões. E aquele que então sucumbir só poderá queixar-se de si mesmo.
            Regra geral: quem quer que receba más comunicações espíritas, escritas ou verbais, está sob má influência; essa influência se exerce sobre ele, quer escreva ou não, isto é, seja ou não médium, creia ou não creia. A escrita oferece-lhe um meio de assegurar da natureza dos Espíritos em ação e de os combater, se forem maus, os que se consegue com maior êxito quando se chega a conhecer os motivos da sua atividade. Se a sua cegueira é bastante para não lhe permitir a compreensão, outros poderão lhe abrir os olhos.
            Em resumo: o perigo não está no Espiritismo, desde que este pode, pelo contrário, servir-nos de controle e preservar-nos do risco incessante a que nos expomos sem saber. Ele está na orgulhosa propensão de certos médiuns a se considerarem muito levianamente instrumentos exclusivos dos Espíritos superiores, e na espécie de fascinação que não lhes permite compreender as tolices de que são intérpretes. Mas mesmo os que não são médiuns podem se deixar envolver.
            Façamos uma comparação. Um homem tem um inimigo secreto que ele não conhece e que espalha contra ele, às ocultas, a calúnia e tudo o que a mais negra maldade possa engendrar. Vê a sua fortuna se perder, os amigos se afastarem, perturbar-se a sua tranqüilidade interior. Não podendo descobrir a mão que o fere, não pode se defender e acaba vencido. Mas um dia o inimigo secreto lhe escreve e se trai, apesar da sua astúcia. Eis descoberto o inimigo que ele agora pode fazer calar e com isso se reabilitar. Esse o papel dos maus Espíritos, que o Espiritismo nos dá a possibilidade de descobrir e anular.
           

domingo, 31 de maio de 2015

DEVE-SE CONVENCER ALGUÉM A TORNAR-SE ESPÍRITA? - de O Livro dos Médiuns, Allan kardec


DEVE-SE CONVENCER ALGUÉM 
A TORNAR-SE ESPIRITA?

29) Os meios de convicção variam extremamente, segundo os indivíduos. O que persuade a uns não impressiona a outros. Se um se convence por meio de certas manifestações materiais, outro por comunicações inteligentes, a maioria é pelo raciocínio. Podemos mesmo dizer que, para a maior parte dos que não estão em condições de apreciá-los pelo raciocínio, os fenômenos materiais são de pouca significação. Quanto mais extraordinários são esses fenômenos, afastando-se bastante das leis conhecidas, maior oposição encontram. E isso por um motivo muito simples: é que somos naturalmente levados a duvidar daquilo que não tem uma sansão racional. Cada qual o encara a seu modo e dá sua explicação particular: o materialista descobre uma causa física ou uma trapaça; o ignorante e o supersticioso, uma  causa diabólica ou sobrenatural. Entretanto, uma explicação antecipada tem o efeito de destruir as idéias preconcebidas e mostrar, se não a realidade, pelo menos a possibilidade do fato. Compreende-se antes de ver, pois desde que aceitamos a possibilidade, três quartos da convicção foram realizados.
   30. Será útil procurar convencer um incrédulo obstinado? Já dissemos que isso depende das causas e da natureza da sua incredulidade. Muitas vezes, nossa insistência em persuadi-lo o leva a crer na sua importância pessoal, que é uma razão para mais se obstinar. Aquele que não se convence pelo raciocínio nem pelos fatos, deve ainda sofrer a prova da incredulidade. Devemos deixar à Providência o cuidado de encaminhá-lo a circunstâncias mais favoráveis. 
Há muita gente que só deseja receber a luz, para estarmos perdendo tempo com os que a repelem. Dirigi-vos, pois, aos homens de boa vontade, cujo número é maior do que se pensa, e o exemplo destes, multiplicando-se, vencerá mais facilmente as resistências do que as palavras.
Ao verdadeiro espírita nunca faltará oportunidade de fazer o bem. Há corações aflitos a aliviar, consolações a dispensar, desesperos a acalmar, reformas morais a operar. Essa é a sua missão e nela encontrará a verdadeira satisfação. 
O Espiritismo impregna a atmosfera: expande-se pela própria força das circunstâncias e porque torna felizes aqueles que o professam. Quando os seus adversários sistemáticos o ouvirem ressoando ao seu redor, entre os seus próprios amigos, compreenderão o isolamento em que se encontram e serão forçados a calar ou a se renderem.
   31. Para se proceder, no ensino do Espiritismo, como se faz nas ciências ordinárias, seria necessário passar em revista toda a série de fenômenos que podem produzir-se, a começar dos mais simples até chegar, sucessivamente, aos mais complicados. Ora, isso é impossível, porque não se pode fazer um curso de Espiritismo experimental como se faz um curso de Física ou de Química. Nas Ciências Naturais opera-se sobre a matéria bruta, que se manipula a vontade e quase sempre se consegue determinar os efeitos. 
No Espiritismo, tem-se de lidar com inteligências dotadas de liberdade e que provam, a cada instante, não estarem sujeitas aos nossos caprichos. É necessário, pois observar, esperar os resultados e colhê-los na ocorrência.
     Por isso declaramos energicamente que: todo aquele que se vangloriar de obtê-los à vontade não passa de ignorante ou impostor. Eis porque o verdadeiro Espiritismo jamais servirá para exibições nem subirá jamais aos palcos. É mesmo ilógico supor que os Espíritos se entreguem a exibições e se submetam à pesquisa como objetos de curiosidade. Os fenômenos, por isso mesmo, podem não ocorrer quando mais os desejamos ou apresentar-se de maneira muito diversa da que pretendíamos. Acrescentemos ainda que, para obtê-los, necessitamos de pessoas dotadas de faculdades especiais, que variam ao infinito, segundo a aptidão de cada indivíduo. Ora, sendo extremamente raro que uma mesma pessoa tenha todas as aptidões, a dificuldade aumenta, pois, seria necessário dispormos sempre de uma verdadeira coleção de médiuns, o que não é possível.
            É muito simples o meio de evitar estes inconvenientes. Basta começar pela teoria. Nela, todos os fenômenos são passados em revista, são explicados e se pode conhecê-los e compreender a sua possibilidade, as condições em que podem ser produzidos e os obstáculos que podem encontrar. Dessa maneira, qualquer que seja a ordem em que as circunstâncias nos fizerem vê-los, nada terão que possa surpreender-nos. E há ainda outra vantagem: a de evitar muitas decepções ao experimentador. Prevenido quanto às dificuldades, pode manter-se vigilante e poupar-se das experiências à própria custa.
    Desde que nos ocupamos de Espiritismo foram tantas as pessoas que nos acompanharam, que seria difícil presenciar o seu número. Entre elas, quantas permaneceram indiferentes ou incrédulas diante dos fatos mais evidentes, só se convencendo mais tarde através de uma explicação racional. Quantas outras foram predispostas a aceitar por meio do raciocínio; e quantas, afinal, acreditaram sem nada terem visto, levados unicamente pela compreensão. Falamos, portanto, por experiência, e por isso afirmamos que o melhor método de ensino espírita é o que se dirige à razão e não aos olhos. É o que seguimos em nossas lições, do que só temos que nos felicitar. 
      

domingo, 22 de março de 2015

A FAMÍLIA - por Alessandra Uzêda

 A FAMÍLIA

É na família que encontramos os maiores desafios que a vida no reserva. Olhai ao seu lado e espreita com toda a sabedoria que Deus lhe deu quem são realmente aqueles que lhes foi confiado.
Cuidai para que eles sejam bem sucedidos não só espiritualmente como fisicamente. O caminho está na compreensão do outro, do seu par, para que que em conjunto possam trilhar as melhores perspectivas a todos, enquanto não têm poderes de uso de seus livres-arbítrios respectivamente.
Deus está a orientá-la através de seus mensageiros para que possas conduzir com serenidade a sua família.
Estejais atenta aos sinais, para que em sintonia com aqueles que cuidam de você e dos seus, possamos interceder juntos nos ajustes da formação espiritual que cabe à sua família como um todo.
Continue a manter essa sintonia de conexão com o Plano Maior sem se ocupar daqueles que vibram negativamente, porque assim, não encontrarão acesso nos corações de nenhum de vocês.
Estamos caminhando para uma aproximação real da Espiritualidade contigo, com as melhores perspectivas de realização no caminho do bem e do amor ao próximo.
A sua fé e o seu amor pela Doutrina Espírita iluminam toda a sua visão de mundo, sem mesmo ter que vê-la com os olhos físicos.
Estais a caminho rumo à evolução espiritual em busca de seu crescimento e evolução. Os outros a quem constituiu família nesta vida, a seguirão pela sua luz e verdade.
Vida e Paz!

Um Amigo Protetor
Por Alessandra Uzêda
15 de dezembro de 2014

AO TRABALHO! - por Alessandra Uzêda

AO TRABALHO!

Gentilezas! Gentilezas! Gentilezas!

Ações! Ações! Mais ações!

O homem precisa abandonar essa condição de limitação e acomodação para reagis à inércia e apatia às necessidades de mudanças urgente. Não há mais tempo para adiar o seu compromisso espiritual da necessidade de mudança sobretudo, de transformação. 

O mundo espiritual está cheio de espíritas com a mente cheia de teorias sem a prática aliada ao seu desenvolvimento. O resultado disso está nos hospitais cheios, do mundo espiritual, onde se receita aos seus pacientes a retirada de seus livros.

Irmãos, acordai para a necessidade de sair da acomodação constante, se justificando por traz de suas atividades do cotidiano. O espiritismo como Consolador vem trazer a vocês, o guia para o exercício da prática na família, no trabalho, na rua, com o vizinho, com as pessoas. É com as pessoas que você pode crescer, evoluir e, tornar-se bom. Veja o problema de seu irmão como degrau para o seu aprendizado e evolua concedendo-lhe a ajuda necessária.

Fazei de sua vida a escola de que seu espírito tanto necessita, e fazei de suas experiências vividas, as provas que deverá ser o meio de aprova-lo. Corra! Agilize as suas ações no bem, como meio de tirar da teoria que aprendeste o alimento para a evolução de seu espírito. Não deixem que desculpas tomem conta de sua vida, limitando as suas atitudes. É tempo de transformação no Planeta, mas essa transformação se inicia todo dia em cada um de vocês.

Ser espírita não é teorizar e ensinar aquilo que se aprendeu nos livros. Isso é ser professor. 

Ser espírita  é antes de tudo,  não desejar  mal àquele que não lhe quer bem; é colocar-se à disposição de todos na medida do possível; é livrar-se das amarras que te aprisionam no passado por meio do exercício de perdoar; é olhar com benevolência para o seu irmão sem julgar o mérito de ninguém; é se abrir ao novo como aprendiz que és porque o espiritismo não vem lhe trazer a proposta da unificação, para que todos caminhem igualmente por um ideal único de fraternidade. 

O espiritismo vem trazer a possibilidade da diversidade em todas as áreas de sua convivência, pontuando os diferentes como meio de aprendizagem e para o acolhimento fraterno. Deus nos fez únicos, singulares e não se deve buscar a homogeneidade das ações em seres tão diferentes que somos. Ao contrário disso, deve-se buscar o respeito pelas diversidades que devem ser vistas como meio de evolução e não como entraves em seu caminho.

A escalada espiritual é uma só no início e no fim porém, o caminho a ser percorrido depende de cada um isoladamente quando faz uso do livre arbítrio e vai construindo sua vida, escolhendo seus caminhos. 

Amem-se com todas as suas imperfeições e na proposta do espiritismo consolador cuide de dar conta de si mesmo. Dar conta de si mesmo significa agir, agir rápido, agir firmemente no propósito de atitudes cristãs, agir no amor, agir no bem, se fortalecer espiritualmente para que quando retornes não sejais mais um a ocupar o leito dos hospitais, mas a vestir-se do jaleco branco e colocar-se a trabalhar.

Dispa-se da ignorância; dispa-se dos medos; dispa-se da severidade e rigidez; dispa-se das cóleras; dispa-se das revoltas; liberte-se das mágoas e dos rancores; e vista-se de amor; entregue-se à benevolência com o seu semelhante; entregue-se a um trabalho edificante; exerça as vestes que assumistes no mundo espiritual com a dignidade de um bom praticante que és. Os meios para que isto aconteça, Deus já cuidou de colocar individualmente no caminho de cada um de vocês, de acordo com as suas necessidades individuais.

Abre seus olhos às oportunidades de crescimento, e espreita com sabedoria, as oportunidades que surgem. Entra na busca dessa autotransformação, a que está sendo semeado neste terreno, digo nesta casa, como ponto e partida para essa mudança de que precisa vivenciar ainda nesta vida de encarnado.

Não espere que tudo aconteça espontaneamente, vai atrás e busca construir o seu caminho. Reflete onde ainda peças e trata de corrigir para que aqui, cheguem libertos de suas próprias mentes, que o aprisionam no estado de loucura.

Fortalece com o seu semelhante, os pontos negativos que os mantêm, ambos, juntos no erro, e trata de muda-los. A inércia e a acomodação entre os semelhantes podem afundar ambos no mesmo barco. 

Trabalha! Trabalha! Trabalha cada vez mais em suas vicissitudes a fim de enobrecer a sua estadia na Terra e que quando retornardes à casa do Pai, tenhais o bônus da credibilidade, da lucidez, da razão e do amor. Trabalha porque o espírito é incansável e não há descanso a àqueles obreiros que se propuseram a construir a última hora.

Trabalha! Trabalha! Trabalha!
Transforma! Transforma! Transforma!

Que Deus ilumine a todos nesse retorno aos trabalhos, fortalecendo cada vez mais esse elo que liga a todos na Terra e na Espiritualidade. Jesus esteja convosco! Um amigo da Casa.

Por Alessandra Uzêda
12 de Janeiro de 2015





O HOMEM INTEGRAL - por Alessandra Uzêda

O HOMEM INTEGRAL
O homem integral, aquele que chora mas que também consegue sorrir; aquele que luta diariamente em prol de seus objetivos mas que também é agraciado pelas bênçãos do céu; aquele que ama. Embora tenha conquistado muitos de seus desafetos ao longo de suas vidas; aquele que busca reduzir a distância entre aqueles que distanciam-se dele; o homem integral, filho de Deus e que em toda a sua sabedoria e bondade caminha no bem, perdoa e estende a mão ao seu irmão; aquele que segue na direção da luz que o atrai na busca da ascensão espiritual; aquele que compreende que não há outro caminho a seguir que o do desprendimento e do amor a si e ao seu próximo, aquele que compreende que nada adianta seguir sozinho e por isso mesmo, estende as mãos aos seus irmãos.
Minhas irmãs a vida é breve, é passageira, efêmera. Solidifica na sua consciência mental e psicológica apenas o lado bom da vida, aquilo que lhe for construtivo, que envolva o amor, que cause nas suas atitudes positivas as sensações de felicidade e engrandecimento interior.
A vida minhas irmãs, Deus nos concede para que saibamos amar; amar o bom e o ruim, compreender pelo amor, que a dor é necessária; o homem integral é aquele que se abstém de sua individualidade para abraçar seus irmãos; aquele que num simples olhar, num simples gesto de carinho, coloca nos corações apavorados a sementinha da paz e da esperança.
O homem integral cuida de si e dos outros; cuida de alimentar a sua mente na sintonia dos bons corações, mas também, cuida de ensinar aqueles que não conseguem vibrar nessa sintonia de amor, que há um novo caminho a seguir.
O homem integralmente criado e amado por Deus chegará até ele para mostrar-lhe de que todos foram capazes de experimentar a felicidade, embora tenham escolhidos diferentes caminhos que os distanciam de Deus de forma desigual.
Filhos, o homem integral, abarca a mulher esse ser viril que transborda em amor, de sensibilidade inigualável e que carrega a responsabilidade de junto ao Pai criar condições de que outros irmãos também possam estar entre vós.
O homem integral é aquele que se faz presente na mulher integral, nos momentos de dificuldades, de decisões acertadas por todas elas, estarão fundamentadas no amor de mão, amor mulher, mulher integral que és.
Por Alessandra Uzêda

09 de março de 2015

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Os Super Médiuns. Tenha Muito Cuidado! Alamar Régis Carvalho

Os Super Médiuns. Tenha Muito Cuidado! 
Alamar Régis Carvalho 

O Espiritismo é maravilhoso, ele é ético, sensato, coerente, racional e é uma boa proposta para pessoas que raciocinam. 

Todavia há muita gente que resolveu resumi-lo a uma simples religião, emprestando-lhe todas as características normalmente encontradas nas religiões tradicionais, ou seja: obrigações, proibições, rituais, censuras, hierarquias, subserviência a encarnados e a desencarnados, equívocos na concepção do que seja de fato moralidade e também fanatismos. 

Um espírita excessivamente empolgado, sem uma forte base doutrinária, ou melhor, conhecedor do que realmente propõe a doutrina, chega a ser tão chato e inconveniente como aqueles crentes que em plena hora de almoço, ao meio dia, toca a campainha da nossa casa e praticamente impõem que os atendamos.

Já sei que espíritas chatos vão, mais uma vez, baixar-me o sarrafo por utilizar aqui a indispensável sinceridade e transparência que devemos ter para com as pessoas, mas não posso trair a minha consciência porque não quero estar inserido no universo da ridicularidade.

A grande verdade é que existe muito espírita bobo por aí, inclusive muitos dirigentes de centros. E muita gente, que chega agora ao movimento espírita, na expectativa de encontrar no Espiritismo alguma resposta que nunca teve na sua andança pelas igrejas, termina se decepcionando com o que vê, tendo frustrações que nem a amizade que nutre por espíritas sérios consegue demover. 

Porque escrevo para muita gente do universo chamado leigo, ou seja, aquele constituído por pessoas de diversas religiões, é muito comum, por curiosidade, alguém que recebe um artigo meu, repassado por algum amigo comum, consultar o site www.redevisao.net para saber maiores informações sobre esse tal Alamar, que assinou a matéria que chegou ao seu computador, quando, de repente... "Ih, o cara é espírita!!! É envolvido com Espiritismo!!!". 

A grande maioria procura conversar sobre o assunto, muitos falam de algumas "coisas" que vêem mas não sabem por que vêem, "a minha mãe sente isto", "o meu marido vê aquilo", "A minha sogra escuta"... Terminam chegando a um centro espírita.

Eu sempre indico a procura por um centro, além do indispensável encaminhamento ao estudo (não apenas leitura) das obras básicas, na sua seqüência que todos nós espíritas conhecemos. 

Semanas ou meses depois, volta a mesma pessoa ao Alamar, pelo e-mail, MSN ou outro meio de comunicação a questionar, com muito jeitinho para não praticar indelicadeza com o amigo, relatando dúvidas acerca das suas primeiras convivências que o Espiritismo. 

- "Sabe, Alamar, eu conheci a dona Fulana de Tal, lá no centro, e toda vez que eu chego lá ela me diz que está vendo isto, está vendo aquilo, está vendo o meu marido, que já morreu, ao meu lado, está sentindo isto..." 

E nessa onda encontramos muitos espíritas "trabalhadores" deitando e rolando na inexperiência dos outros, proveniente do conhecimento da doutrina, nem sempre no interesse do cobrarem diretamente algum valor financeiro mas, certamente, com algum interesse que nem sempre corresponde à ética que o Espiritismo propõe. E haja chutes, na necessidade que se acham de convencerem os outros de que "sou médium!!!". Só faltam usar crachá de médium. 

Tem casos de médiuns que vão logo dizendo que está vendo o avô da pessoa ao seu lado, que ele está bem e que está lhe protegendo, quando a pessoa termina por ter que dizer: - "A senhora me desculpe, mas os meus dois avôs, o paterno e o materno, ainda são vivos". E por aí vai. 

Quero aqui, com este artigo, orientar e informar às pessoas que estão chegando agora ao Espiritismo, bem como a várias outras que já estão há algum tempo, mas não entenderam bem a proposta da doutrina, algumas coisas:

 Primeiro: O Espiritismo não é doutrina do "porque sim" e nem do "porque não". Isto quer dizer que você não é obrigado a ficar calado, aceitando tudo o que tentam lhe empurrar. Nada de ter que aceitar isto ou aquilo só porque determinada pessoa afirma que "é assim, tem que ser assim e você não pode questionar". Muito pelo contrário, em Espiritismo você tem que questionar, sim, e estar ciente de que todo espírita que foge de questionamentos dos outros, invariavelmente é um despreparado porque não tem condições básicas de sustentar um diálogo com alguém que pensa. Doutrina do "porque sim" e do "porque não" é a doutrina católica e outras inúmeras por aí. 

Segundo: Não existe nenhum super-médium com capacidade para estar vendo o tempo todo parentes desencarnados de todos os freqüentadores dos centros, a ponto de ficar dizendo que vê e que sente a todo momento. Na maioria dos casos você pode ter certeza de uma coisa: é exibicionismo, é palhaçada de alguns que se dizem videntes quando, na realidade, estão sempre querendo se colocar em evidência. Uma amostra disto você verá em determinadas reuniões mediúnicas quando o médium A ou B começa a se estribuchar todo, sacudindo a cabeça e os braços, fungando, dando murros na mesa, quando mulheres de cabelos longos, balançam bem a cabeça para fazerem os cabelos irem pra frente e pra trás... enfim, o que querem é chamar a atenção. Cuidado. Fungados e saculejos não significam autenticidade mediúnica e sim desequilíbrio e perturbação. 

Existe possibilidade, sim, de um ou outro médium ter uma mediunidade mais apurada e até poder ver um ou outro espírito desencarnado acompanhando uma pessoa encarnada. Só que, quando este é realmente equilibrado e tem consciência do seu papel, como médium espírita, jamais fica se colocando em evidência, na necessidade de ter que dizer para a pessoa que está vendo fulano ou fulana. 

São médiuns que fazem da casa espírita uma casa de sensatez e não necessariamente um picadeiro de circo. Um dos grandes problemas que acontecem neste campo que estou denunciando, é a irresponsabilidade de alguns que, talvez para terem o freqüentador da casa nas suas mãos, insinuam algum possível perigo que a pessoa pode estar correndo, para deixá-la com medo, receio ou dúvida; daí ficarem com ela sob o seu domínio: - "Olha. Eu estou vendo ao seu lado uma entidade que está pedindo para você ter muito cuidado, viu?" O diabo é que esses infelizes, propositalmente, não dizem que cuidado é esse que a pessoa deve ter, cuidado com quê. Aí fica a dúvida e o medo na cabeça da maioria das pessoas, já que invariavelmente essa maioria que chega à casa espírita é porque está enfrentando algum problema. É um Deus nos acuda!!! 

Se a pessoa, por exemplo, tiver com alguma gastrite ou indisposição estomacal, vai logo imaginar que o médium está vendo algum câncer nela, sem querer dizer, e vai ficar apavorada. Se teve algum problema com alguém que, talvez lhe tenha feito alguma ameaça, poderá começar a achar que poderá ser assassinado por esse alguém. E haja noites em claro, insônias, preocupações, gente a recorrer ao diazepan, valium, somalium e outros, inclusive desequilíbrios dentro de casa, a ponto de agredir todo mundo, perturbado que ficou com o medo que lhe foi plantado por um irresponsável. Este assunto renderia um artigo enorme e e não quero, aqui, falar de todos e nem de muitos casos que podem acontecer em relação a isto. 

O que quero alertar é o seguinte: Cuidado com os tais super-médiuns que existem por aí. Nem todas as pessoas que você vê trabalhando, ou "trabalhando", em um centro espírita necessariamente é médium. 

Tem centro espírita onde até a cantineira se acha no direito de dar diagnósticos espirituais para frequentadores da casa. 

Médium equilibrado e responsável, nenhum, amedronta ninguém e nem pronuncia frases vagas para lhe deixar perturbado, sem saber o que ele quer dizer com aquilo. Os espíritos bons não permitem que ele faça isto e nem o conhecimento que ele realmente tem deixa que ele faça brincadeiras de tamanho mau gosto. 

Quando espíritos, verdadeiramente bons e evoluídos, detectam algum problema numa pessoa, jamais eles se utilizam da boca de qualquer médium para dizer, porque sabem do despreparo de todos nós em relação a notícias sobre doenças, sobretudo em nós mesmos. 

Eles tomam as providências de cura, silenciosamente, sem que nem saibamos que fomos tratados e curados, quando merecemos a cura, ou, se for um problema cármico, eles deixam que a coisa prossiga conforme o que está programado. Portanto, estejamos todos preparados, dentro de um centro espírita, para convivermos com a casa e com aqueles que estão lá, inclusive com os seus dirigentes que nem sempre expressam o equilíbrio e os bons qualitativos da Doutrina Espírita.

Recomendo o ESTUDO criterioso, atencioso e bem RACIONAL das obras básicas do Espiritismo, com outra dica, que eu acho fundamental para as pessoas mais exigentes e mais preocupadas com fidelidade: É sempre bom ter mais de uma tradução das obras básicas em casa, principalmente de O LIVRO DOS ESPÍRITOS. Se possível todas que existem disponíveis. 

Eu sei porque estou recomendando isto. A melhor garantia que temos para estarmos bem acompanhados por espíritos bons, espíritos que nos ajudam a livrar dos males, espíritos que podem nos curar é o nosso BOM PROCEDER. E este bom proceder não é aquele que atende apenas as conveniências e etiquetas sociais e religiosas, é aquele que se enquadra dentro da VERDADEIRA E AUTÊNTICA MORAL, que é aquele: 

"Faça ao seu próximo aquilo que você gostaria que os outros lhe fizessem" e também "não faça a ninguém o que você não quer que façam contigo".

Artigo reproduzido com autorização do autor pela Biblioteca Virtual

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Psicografia de Alessandra Uzêda


Que o menino Jesus possa renascer em nós nesse momento de renovação espiritual a que tanto necessitamos nesse período de transição do Planeta Terra.

É tempo de transformarmos nossas ideologias teorizadas em doutrina em atitudes de amor, de sabedoria à luz da razão e do esclarecimento de que tanto necessitamos.

Somos almas carentes de renovação imediata e somente a luz do espiritismo redivivo poderá nos fazer espíritas melhores. O trabalho urge não só na casa espírita, mas também na família, no trabalho, nas relações que se estabelecem entre aqueles que estão em nossos caminhos, a propósito de aprender ou ensinar algo entre si.

Sejamos conscientes de nossas responsabilidades espirituais as quais somos chamados a praticá-las com seriedade, amor e equilíbrio com o nosso próximo.

Estejamos atentos à espiritualidade amiga que nos acompanha em nossa escalada de evolução espiritual a fim de compreendermos as sinalizações que nos são dadas nos momentos dos quais mais precisamos.

 A sintonia da oração, com o coração puro nos torna receptivos à compreensão daquilo que vem para nós. A sintonia se estabelece pela oração e pelo sentimento puro que colocamos naquilo a que nos propomos fazer num ideal de amor.

Vamos construir uma edificação de luz, de energia positiva onde os sentimentos pequenos dos quais se ocupam o homem encarnado, sejam desfeitos por essa energia de amor, energia construtiva, imbuídos no bem.

Sejamos fortes e determinados a se ocupar das causas nobres que engrandecem o nosso ser perante o Cristo.

Separemos o joio do trigo de maneira que o joio não seja renegado, mas acolhido e transformado. Entendamos que o trigo de hoje foi o joio de ontem e se hoje você é trigo ontem já foi joio.

Jesus disse: “Amai os vossos inimigos como a si mesmo”. Essa máxima engloba toda a caridade necessária que deve ser praticada ao seu próximo ainda que o seu próximo esteja bem distante daquilo que seja o ideal perante o Cristo. Mas quem somos nós para julgar?

Exerçamos o que nos cabe por direito, o que dispomos para derramarmos sobre os nossos irmãos que nada mais é que o perdão de todas as ofensas sofridas e causadas por cada um de nós, não só nessa vida como em vidas passadas.

Essa casa amparada pelos Irmãos Espirituais, Mentores Celestes, vem ajuda-los a reerguer a seara do bem, pois vos sois os trabalhadores da última hora. Estejamos sempre na sintonia com a Espiritualidade Maior que jamais desampara, jamais castiga, porque está livre de julgamentos, porém se mantém na condição desse barco de amor a guiar o leme.

Ao joio raramente a luz vai esclarecer e é preciso saber lidar com ele. Pois, é preciso compreender que cada um tem seu tempo de esclarecimento, de compreender o espiritismo à luz da razão e não mais da emoção pura e simples.

Quando é chegado o tempo do esclarecimento à luz da razão, o momento se abre à maioridade das ideias espíritas que exige de nós a educação de nossos sentimentos, de nossos instintos, tornando possível uma relação harmônica entre todos.

Não há outro caminho para a autotransformação que não seja através da educação de nossos sentimentos.


Irmãos, eu venho lhes convidar a fazer parte dessa busca incessante, de auto-burilamento a qual a humanidade está inserida sem a consciência real de seus atos perante a construção de sua escalada espiritual, rumo à evolução.

Sejamos fortes e determinados, imbuídos no sentimento de amor e nos dediquemos nesse momento, a identificar em nós, cada imperfeição moral que trazemos de vidas passadas, construindo o homem novo que Deus escolheu para habitar o Planeta Terra que busca construir os alicerces da regeneração, deixando aos poucos de ser um planeta de provas e expiações. Tomemos a consciência de que a regeneração começa em cada um de nós individualmente, para daí construirmos o todo de um planeta tão complexo.

Irmãos, estejamos unidos pelos mesmos objetivos, em tempos de concórdia e amorosidade de que tanto necessitamos.

Que a Paz de Deus esteja com todos!


 Psicografia de  Alessandra Uzêda

Salvador, 17 de novembro de 2014

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

PRATICAR A CARIDADE E CUMPRIR O MANDAMENTO DO AMOR AO PRÓXIMO- COMO EU ENTENDO O HOMEM NOVO - JOSÉ HERCULANO PIRES - comentários Valentim Neto - 2014

PRATICAR A CARIDADE E CUMPRIR 
O MANDAMENTO DO AMOR AO PRÓXIMO 

Esta crônica mereceu um voto de louvor inserto em ata da Câmara dos Vereadores de Araraquara, a pedido dos então edis Célio Biller Teixeira e Flávio Thomaz de Aquino, que consideraram de “alto valor os ensinamentos na exposição do Irmão Saulo, pregando acima de tudo a liberdade de culto...”. Agradecendo aos vereadores, principalmente porque não eram eles espíritas, Herculano disse: “Essa compreensão humana, que supera os sectarismos exclusivistas do passado, é característica da civilização”.   

Conhece-se a árvore pelos frutos — O conceito cristão de Deus — A pele de ovelha e a pele humana.   

O conceito fundamental do Cristianismo é o da paternidade universal de Deus. Por isso é que Deus é único. Os muitos deuses da antiguidade, que dividiam ferozmente os humanos, perdem o domínio do mundo, quando Jesus pronuncia a palavra Pai, até mesmo Jeová, o deus dos exércitos, deixa o seu lugar ao Deus de Amor do Cristianismo. 

Os privilégios e divisionismos não têm mais razão de ser, diante da parábola do Bom Samaritano e do ensino de Jesus à mulher samaritana.  

O Espiritismo, surgindo na Terra em cumprimento à promessa do Consolador, para restabelecer a pureza do ensino de Jesus, restabelece o conceito cristão de Deus como Pai.

Por isso Kardec ensinou, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, que o nosso lema deve ser: “Fora da caridade não há salvação”. 

A bandeira sectarista das religiões apegadas ao velho exclusivismo é substituída pela bandeira cristã do “amai-vos uns aos outros”.

Kardec chega mesmo a esclarecer que não devemos dizer: “Fora da verdade não há salvação”, porque cada qual interpretando a verdade a seu modo, esse lema serviria para perpetuar na Terra as lutas religiosas, que são a própria negação da religião.

A caridade, pelo contrário, a todos une e a ninguém condena, como ensinou o apóstolo Paulo.  Lemos, entretanto, num pequeno e agressivo artigo contra o Espiritismo, esta curiosa afirmação: “A pele de ovelha do espírita é a caridade. Fazer o bem e praticar a caridade”. O articulista entende que os espíritas fazem a caridade para perder as almas. São instrumentos do demônio, mas usam as armas do amor.

Se ao menos fingissem que fazem a caridade, ainda se compreenderia. Mas não. Em vez de fingir, praticam mesmo a caridade e fazem o bem. E nisso está o seu terrível disfarce. Tanto mais terrível, quanto Jesus ensinou que só podemos conhecer a árvore pelos frutos.  

A preocupação do articulista transparece logo mais, quando ele acrescenta que os espíritas usam nomes de santos nos Centros, expõem imagens e fazem orações, para enganar os incautos. 

Quer dizer que tudo isso só teria uma finalidade: afastar os filhos de Deus do verdadeiro caminho. 

Acontece, porém, que os espíritas, ao darem nomes de santos a alguns Centros, têm apenas o propósito de homenagear Espíritos elevados, que são conhecidos como santos.  Por exemplo: Santo Agostinho e São Luiz deram comunicações a Kardec, que figuram em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

Por que usaram o título de santo? Porque assim são conhecidos e só assim podiam identificar-se. E somente por isso.

 Não obstante, os organismos dirigentes do movimento espírita são contrários a essas denominações para Centros, justamente para evitar- se a confusão em matéria de princípios religiosos. 

Quanto ao uso de imagens, é puro engano. Espíritas não usam imagens, como os cristãos primitivos não usavam. As imagens só aparecem em agrupamentos espiritistas humildes, de gente sem instrução, apegadas à religião popular que lhe ensinaram na infância. 

Também no Cristianismo primitivo acontecia isso. Cristãos novos apegavam-se aos ídolos pagãos, por costume e falta de esclarecimento. Mas, na proporção em que o Espiritismo for sendo compreendido, essa gente humilde abandonará as imagens.

 O Espiritismo ensina que devemos adorar a Deus em Espírito e verdade, segundo a lição de Jesus à mulher samaritana.  

No tocante à oração, é claro que os espíritas devem fazê-las. Kardec chegou mesmo a publicar um livro de preces. Como acontecia no Cristianismo primitivo, os espíritas repetem a prece do Pai Nosso, ensinada por Jesus, e sabem que a oração é o meio de se elevarem a Deus e se comunicarem com os Bons Espíritos.  
   
Não se trata, pois, de pele de ovelha, mas da própria pele humana. O humano é filho de Deus e deve dirigir-se a Ele. Kardec explica o sentimento religioso como lei natural, segundo vemos no capítulo sobre a “Lei da Adoração”, em “O Livro dos Espíritos”. 

O que acontece é que os espíritas aprenderam, no Evangelho, que devem orar de coração puro, sem nenhuma prevenção contra os seus irmãos. Porque Deus é Pai e todos são Seus filhos, seja qual for o caminho religioso que estejam seguindo.   

(Vou opinar:  
- Mas, na proporção em que o Espiritismo for sendo compreendido, essa gente humilde abandonará as imagens.  

Conforme vamos estudando, vamos compreendendo melhor os nossos costumes e suas razões, assim sendo, é questão de tempo o adotar corretas posturas, as propostas pela Doutrina dos Espíritos!...)   

PRECONCEITO CONTRA O ESPIRITISMO - COMO EU ENTENDO O HOMEM NOVO - JOSÉ HERCULANO PIRES - comentários Valentim Neto - 2014

PRECONCEITO CONTRA O ESPIRITISMO 
   
Ainda existe, em maior escala do que se pensa, o medo do Espiritismo. 

Há pouco, fomos procurados por uma pessoa que, sentindo evidentes perturbações de origem mediúnica, e tendo percorrido os consultórios de psiquiatria, vira-se obrigada a recorrer aos “recursos espirituais”, segundo dizia. 

Quando soube que não estava tratando com um “espiritualista”, mas com um espírita, assustou-se de tal maneira, que viu-se forçada a confessar o seu medo. “Se eu soubesse que o senhor era espírita — declarou — não o teria procurado”.  

A verdade é que, apesar disso, acabou se convencendo de que o Espiritismo poderia ajudá-la, e mais tarde tornou-se espírita. 

Mas não foi muito fácil arrancar-lhe da mente o pavor doentio que lhe haviam infundido. Sacerdotes, pessoas da família, amigos e médicos, todos haviam contribuído para que o medo se enraizasse em sua alma.Terrível medo, que a desviava da única solução possível para o seu problema. E o que é mais curioso, a maior contribuição para esse estado de temor foi dado por certas publicações espiritualistas, que apesar de admitirem a reencarnação e a lei de causa e efeito, condenam a mediunidade, pintando-a com as mais negras pinceladas. 

 O preconceito anti-espírita assemelha-se muito à prevenção contra o Cristianismo, no mundo antigo. 

As pessoas que temem o Espiritismo não conhecem a doutrina, dão ao termo aplicações indevidas, perdem-se num cipoal de lendas e suposições a respeito das sessões espíritas. Em geral nos acusam de endemoniados, necromantes, feiticeiros e coisas do mesmo teor, como faziam gregos e romanos com os cristãos primitivos. 

E essas deturpações do Espiritismo não são apenas orais, correndo entre pessoas simples, figuram também em publicações eruditas, revistas, jornais, livros de ensaios e estudos, com signatários cultos. 

 Pitágoras já dizia que a Terra é a morada da opinião. E como a opinião é a coisa mais frívola que existe, a mais incerta e a mais irresponsável, não é de admirar que tanta gente opine sobre o que não conhece. 

Mesmo entre os letrados, a opinião é um hábito enraizado. Mas é evidente que, quando se trata de uma doutrina espiritual, esposada por tantos humanos de projeção no mundo das ciências e do pensamento, em todo o mundo, as pessoas de cultura, ou mesmo de mediana cultura, deviam ter mais cautela ao se manifestarem a respeito. Porque se é livre o direito de opinar, não é menos livre o direito de se julgar o senso de responsabilidade de quem opina.  O maior motivo de temer do Espiritismo é o próprio temor. Ou seja: é a covardia humana, essa terrível covardia que faz os humanos estremecerem de horror diante do perigo de mudarem de posição diante da vida e do mundo. 

O Espiritismo, entretanto, não exige outra mudança, senão a da concepção estreita de uma vida utilitarista e falsa, para a ampla concepção de uma vida espiritual, profunda e verdadeira.

Quanto ao problema das relações com o mundo invisível, o Espiritismo não estabelece essas ligações, que existem na vida de todas as criaturas, mas apenas as explica e orienta, dando-lhes o verdadeiro sentido no processo da existência:

Temer o Espiritismo é temer a verdade, que os seus princípios nos revelam, apesar de todos os que lutam para deturpá- los.   

(Vou opinar:  
- E o que é mais curioso, a maior contribuição para esse estado de temor foi dado por certas publicações espiritualistas, que apesar de admitirem a reencarnação e a lei de causa e efeito, condenam a mediunidade, pintando-a com as mais negras pinceladas.  

Apesar desta falha das publicações, a maioria dos ‘problemas’ enfocados referentes ao exercício mediúnico estão afetos aos comportamentos dos próprios médiuns.

Embora possam existir comentários radicais, a razão desses visa o correto exercício da atividade medianeira. Caso outros irmãos utilizem esses comentários para denegrir a Doutrina dos Espíritos, devemos nos lembrar das ações dos ‘doutores da lei’ para com o Mestre!...  

- E como a opinião é a coisa mais frívola que existe, a mais incerta e a mais irresponsável, não é de admirar que tanta gente opine sobre o que não conhece.
  
Dentre as várias possibilidades de se ‘opinar’ podemos destacar as seguintes: Opinar sem conhecer; opinar, com ou sem conhecimento, mas radicalizando; opinar para aborrecer o ouvinte; opinar de viés sem ser chamado etc. Existe um ditado popular que assim diz: Se ‘palpite’ fosse bom, não se dava, vendia!...  

- Ou seja: é a covardia humana, essa terrível covardia que faz os humanos estremecerem de horror diante do perigo de mudarem de posição diante da vida e do mundo.  

Quando o Mestre falou: Deixai que os ‘mortos’ enterrem seus ‘mortos’, nos deu a impressão de insensibilidade para com os irmãos que desencarnam. 

Mas aqui devemos entender a ‘direta’ dada pelo Mestre.

Nós podemos ‘viver’ pela matéria, mas o ‘existir’ é do Espírito! Estão ‘mortos’ os que ‘vivem’, mas ‘vivos’ os que ‘existem’! Nós adoramos milenarmente, e por muito tempo ainda, ‘viver’, mas não queremos mexer uma palha para ‘existir’, este é o nosso maior medo; ter que ‘trabalhar’ pelo nosso progresso espiritual...)