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domingo, 26 de maio de 2019

Consciência de si e da vida.


A consciência de si é o tesouro escondido no carma de cada ser que ainda habita o mundo de provas e expiações. É aquilo no qual cada indivíduo deve canalizar suas buscas, colocar sua melhor energia para conquista-la.

A consciência de si meus “fios”, traz a serenidade e o discernimento para o enfrentamento das dificuldades, dos desafios que os “fios” hão de ter na vida de meu Deus.

“Ocês” sabem que Deus está em tudo, sinalizando, apontando, guiando ocês “pro” caminho do bem da justiça de Xangô e “pro” amor incondicional de Deus, pai de todas as criaturas vivas que se encontram em processo de desenvolvimento e despertar de suas consciências, na terra.

Meus “fios” “ocês” ainda estão vivendo o processo de despertar da consciência, buscando os estudos “né” meus “fios”, para aprenderem a colocar os ensinamentos em prática conforme Jesus ensinou.

Porém meus fios, o processo de tomada de consciência não se faz assim, da noite pro dia, salvo as almas iluminadas né fios, como Francisco de Assis.
O que diferencia “ocês” dos outros e a disposição para aprender e buscar a reflexão.  O processo de conscientização envolve algumas fases que a veia vai explicar “pra ocês” entenderem “mior”.

Primeiro vem a insatisfação, que é consequência do senso crítico de “ocês”, que já percebem a diferença entre o bem e o mal, a verdade e a mentira.

Segundo meus “fios”, aquela centelha divina que cada um carrega consigo, começa a soltar uma faísca de luz quando os fios já percebem que não cabe mais em suas vidas o mal e a mentira.

Mas vejam bem meus “fios”, perceber que já não cabe mais não quer dizer que não fazem mais o mal e a mentira, entenderam meus fios. É o processo de consciência desabrochando no íntimo de cada um, levando-os a refletir sobre as possibilidades de mudança. Mas a mudança ainda não aconteceu.

Porém, quando surge a oportunidade de colocar em prática, os fios a muitas das vezes, ainda agem por instinto, e pra não contrariar as suas vontades acabam cometendo os mesmos erros, “né fio”, porque é muito difícil mesmo, eu sei, dizer não “pras” próprias vontades, dizer para sai, que não deve mais, que não convém mais. A partir daí, surgem os conflitos entre a sua consciência e o seu inconsciente. O inconsciente ainda te impulsiona para o desacerto, mas se é “bão”, então ocês acabam fazendo... Hahahaha!
Aquilo que meus fios dizem: Só mais uma vez né fios...hahahahaha! (fumando charuto).
Mas aí chega o momento em que, a consciência dos fios começa a enfrentar a inconsciência causando angústia do arrependimento nos atos dos fios. E os problemas então começam a surgir e os “fios” aí se perdem porque não sabem lidar com a ideia de que querem fazer algo, mas quando faz, já não convém mais, e se arrepende.

O não é necessário, é preciso meus “fios” principalmente quando deve ser dito para si mesmo. “Ocês” prestem atenção no que a “veia” vai dizer: o caminho é longo, para se tornar consciente de si. 

Esse caminho não é pontual, linear. “Ocês” podem alcançar a consciência em determinados pontos, determinadas coisas, e negligenciarem outros aspectos.

O ser consciente no seu mais amplo aspecto precisará, meus fios, nascer de novo. Mas nunca desanimem, nem desistam dessa busca, porque a veia pode garantir pra ocês que não há outro caminho pra se chegar a Jesus. E é por isso, que existem as encarnações, as reencarnações, para que todos tenham oportunidades variadas de ir aos poucos se depurando.

E ocês sabem, quando ocês poderão dizer, afirmar com todas as letras que são conscientes de si? Somente quando naturalmente agirem no caminho do bem, da justiça e da verdade. Simplesmente agir, tal como deve ser, sem nem mesmo, prestar atenção nisso, sem nem mesmo precisar pensar, refletir sobre o que é certo e o que é errado.
Num mundo como o de ocês não é possível isso ainda, porque tudo e todos estão em muitos questionamentos, não é mesmo meus fios?

Imagine um mundo em que todos pensamentos, todos sentimentos, mas principalmente, toda atitude é voltada para o bem maior da humanidade.! Imaginou? Esse é o mundo das almas conscientes de si. Ocês estão no despertar, de parabéns, porque já estão muito à frente de muitos fios de Deus, que nem sabem que são alma, nem de onde veio, menos ainda pra onde vão.

Fica a reflexão da veia preta do Congar. Salve os fios de Deus! Salve a terra! Salve Jesus! Salve!
Vovó Maria Amélia.
Psicografia de Alessandra Uzêda

Onde tiver, leia-se:
 ocês = vocês
mior - melhor
veia - velha
pro- para o
pra - para
bão - bom


sábado, 12 de janeiro de 2019

Recadinho do céu para você!!!


Tudo caminha para os acertos que a vida tem que conquistar. 


Muitas vezes, pensamos que as coisas estão dando errado, e é pelo erro, que acabamos nos encontrando em nossos propósitos. Aquele velho ditado que diz: Deus escreve certo por linhas tortas". Procure descobrir o que as suas dificuldades estão tentando lhe ensinar, e siga em frente!

Precisamos confiar em DEUS, sabendo que Ele nos reserva sempre o melhor, para que cumpramos os nossos objetivos. 

Tenha FÉ, sejam RESILIENTES e, mantenham-se firmes nos seus propósitos.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Carma ou causa e efeito?


Karma ou Carma é um termo usado principalmente nas religiões Budista e Hinduista.

No hinduísmo, "carma" refere-se ao efeito que nossas ações geram em nosso futuro, tanto nesta como em outras vidas, após eventuais reencarnações.

No budismo, o termo se refere às nossas intenções, que podem ser boas, más ou neutras. Boas intenções geram bons frutos, más intenções geram maus frutos.

Este termo não é usado na doutrina espírita codificada por Allan Kardec. Esta adota simplesmente o conceito de "causa e efeito" ou, usando a terceira lei de Newton como metáfora, "ação e reação". Neste caso, para toda ação tomada pelo homem, este pode esperar uma reação. Se praticou o mal, então receberá de volta um mal em intensidade equivalente ao mal causado. Se praticou um bem, a mesma forma.

Porém, há obras espíritas que tratam do termo carma, com muita propriedade. Na Obra de Wanderley Oliveira, pelo Espírito pai João de Angola, Encontro com pai João, o mesmo define muito bem o que representa o carma para a espiritualidade.

Ele chama atenção para o conceito errado que a cultura ocidental criou para o carma que diz que:

Uma pessoa reencarna ao lado de outra para pagar as dívidas por meio do sofrimento.

Para a espiritualidade, sobre o conceito real de carma se diz que:

O carma é o que a pessoa precisa aprender, aquilo que o nosso próprio espírito necessita realizar.

Ninguém tem carma com o outro. Temos compromisso cármico com nossa libertação pessoal, com o nosso próprio espírito.

E porque as pessoas surgem em nossos caminhos e muitas vezes são causadoras de obstáculos em nossas vidas?

Para nos auxiliar em nossa libertação pessoal criando condições para que coloquemos em prática o planejado para a nossa libertação.

Precisamos entender que:

·      “Todo planejamento reencarnatório está ficado na felicidade e na libertação da consciência. Ninguém planeja sofrer.”

·      “O sofrimento decorre da ausência de habilidades e recursos ainda não adquiridos por nós em nossos relacionamentos e da nossa falta de cuidados par conviver”

·      Sofrer por sofrer sem buscar uma reação positiva para sair do sofrimento é doença e não planejamento.

Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, no capítulo II, fala sobre a Lei de Causa e Efeito ou ação e reação.

Nossa vida é uma sucessão constante de acontecimentos, de encontros e desencontros, de situações aparentemente inexplicáveis, diante das quais, muitas vezes, sentimo-nos como vítimas diante de carrasco implacável, impotentes diante de um destino cruel e irracional.
No universo, tudo está intimamente relacionado, numa sequência de ações que desencadeiam reações de igual intensidade. Deus é infinitamente justo e bom, e nada ocorre que não seja Seu desígnio. Não existe ocorrência do acaso ou sem uma causa justa. Cada evento ocorre de forma natural, planejada e lógica.
 Ação e Reação
Todos somos responsáveis por cada um dos eventos que ocorrem em nossas vidas, sejam estes eventos bons, ou aparentemente terríveis. Neste contexto, não existem vítimas. O que aparentemente não tem explicação é porque nos falta alcance para compreensão da real origem de cada acontecimento.
Se buscarmos em nós mesmos, em nossas próprias atitudes, quase sempre encontraremos a causa de todas as nossas mazelas, porém, caso não a encontremos a primeira vista, isto não significa que ela não exista, pois não existe efeito sem causa. Muitas vezes, as causas dos males que nos acometem podem encontrar-se num passado distante, em existências anteriores, momentaneamente inacessíveis pelo véu do esquecimento.
“Todas as nossas ações são submetidas às leis de Deus; não há nenhuma delas, por mais insignificante que nos pareçam, que não possa ser uma violação dessas leis. Se sofremos as consequências dessa violação, não nos devemos queixar senão de nós mesmos, que nos fazemos assim os artífices de nossa felicidade ou de nossa infelicidade futura. ” 

Pela lei de causa e efeito, o homem pode compreender a causa de seus sofrimentos, e de todo o mal que aflige a humanidade, e pode acima de tudo conhecer e amar um Deus justo e racional, que dá a cada um segundo suas obras.


sábado, 20 de fevereiro de 2016

Desmistificando o conceito de CARMA

CARMA


Precisamos desmistificar o chamado CARMA. 

Popularmente falando, o conceito, diga-se de passagem equivocado, de carma na cultura ocidental é quando uma pessoa reencarna ao lado de outra para pagar dívidas por meio do sofrimento.

O CONCEITO ESPIRITUAL REAL DO CARMA 

O CARMA é o que a pessoa precisa aprender, aquilo que o nosso próprio espírito necessita realizar.

Ninguém tem carma com o outro. Temos compromisso cármico com nossa libertação pessoal.

As pessoas envolvidas nesse processo estão para nos auxiliar ou criar condições para que coloquemos em prática essa libertação pessoal.

fonte

sábado, 17 de janeiro de 2015

CARMA - EXPIAÇÕES E PROVAS- Adésio Alves Machado

CARMA - EXPIAÇÕES E PROVAS
Adésio Alves Machado

 Vamos tratar de temas que mexem com o discernimento de todos quantos se interessam por conhecer o funcionamento da Lei de DEUS, ainda mais quando todos trazemos no íntimo mnemônico a noção da existência de um DEUS que nos premia, ao acertarmos, e que nos castiga, ao errarmos.

 Com a Doutrina Espírita, esse verdadeiro atavismo ancestral perdeu substância,tendo em vista que JESUS nos trouxe um DEUS de amor, e mais, que há uma lei de ação e reação, de causa e de efeito que regula e justicia os nossos atos.. Assim sendo, somos nós que nos felicitamos quando obedecemos a Lei de DEUS, e que sofremos quando a desrespeitamos. Ninguém, pois, é culpado pelo nosso destino ditoso ou inditoso, mas sim nós mesmos.

 Esta realidade do funcionamento da Lei Divina em nossas vidas, deixa-nos bem tranquilos, porque passamos a saber que se encontra em nossas mãos o êxito de nossos empreendimentos, de nosso fim existencial.

 Para se entender estas questões aqui apresentadas, importa começarmos por indagarmos: Que é carma? Que são provas e expiações?  Carma é expressão vulgarizada entre os hindus, que em sânscrito significa “ação”, mas que a rigor designa “causa e efeito”, tendo em vista que todo movimento e toda ação procede de uma causa ou de impulsos anteriores. Esta palavra haverá de expressar sempre a conta de cada um de nós, englobando débitos e créditos que, em particular, nos digam respeito, que sejam de nossa responsabilidade.

 “O carma é algo tão inflexível que pune quem nele acredita, se errar, e beneficia a quem nele não acreditar, se acertar”, dizia o desencarnado amigo Newton Boechat. 

 A fim de entendermos melhor a significação das expressões aqui em foco,vejamos como nos podemos situar sobre “a lei de causa e efeito”. Ela regula os nossos atos, as nossas ações e os nossos pensamentos. É por meio da pluralidade das existências que o Espiritismo nos ensina: os males e aflições por nós sofridas são expiações do passado, bem como que sofremos na vida presente as conseqüências das faltas que cometemos em existência anterior. Assim, até que tenhamos quitado a última dívida de nossas imperfeições, vamos prosseguir na seqüência de nossas reencarnações, vida após vida, na Terra, ou noutro mundo semelhante a ela. 

 A lei de ação e reação é a mesma coisa, ou seja, em virtude de sua aplicação em nossas vidas ser fatal, seremos ditosos ou desgraçados, aqui e além túmulo, na proporção do bem ou do mal que houvermos feito.

 No linguajar popular, todas estas denominações são representadas pela expressão “lei do retorno”, pela qual cada um recebe de volta aquilo que tem dado.  

 Ainda mais, se quisermos recorrer à ciência, depararemos com a informação de que a toda ação corresponde uma reação igual e contrária, em sentido inverso.

 Conclusão: a vida devolve o que a ela nós damos. Caso tenhamos dado o bem, receberemos o bem; em caso contrário, ela nos devolverá o mal que a ela tivermos feito.

Mas, perguntarão: quando eu faço mal a alguém é a vida que firo? Exatamente - esta é a resposta. Porque nosso compromisso é com a Vida. O semelhante é uma representação do que é a Vida. Desta forma, toda falta cometida por nós contra alguém, na verdade não a magoamos, não a ferimos, estamos magoando a Vida, e será Esta que nos virá cobrar o que a Ela devemos, sem dúvida.

 Vamos dar um exemplo. Nós damos uma paulada numa pessoa. Imediatamente contraímos uma dívida porque este ato contra a Lei de DEUS acionou a Lei de Ação e Reação . Provocamos uma dor de intensidade X nessa pessoa “vítima” (na verdade não há vítima, há, sim, devedores resgatando dívidas do passado). Lembremos JESUS: “Há necessidade do escândalo (a paulada), mas ai daquele através do qual o escândalo venha“. Essa pessoa, já se encaminhando para a evangelização, pode nos perdoar pela paulada que lhe demos. No entanto, a dívida permanece, porque a Vida, a LEI, DEUS (usemos a expressão que quisermos) vai nos registrar na lista dos devedores, sob os auspícios da Lei de Ação e de Reação, ou Lei do Carma.

 Como a LEI não precisa que a pessoa agredida reaja da mesma forma como foi agredida para que haja justiça, e o agressor assim responda pelo dolo cometido, pode acontecer que o agressor, passando por uma rua, seja atingido, pela queda de algum objeto, na cabeça, provocando-lhe aquela mesma dor X que ele causou na agredida criatura.

 Outro exemplo: João quebrou o braço de José. Pode João, mais tarde, levar um tombo e também, como José, quebrar o braço e, nesta ocasião, sentir a mesma dor imposta a José, passando depois pelas mesmas dificuldades que este passou após ter o braço imobilizado.

 Tratemos agora das provas e expiações, procurando, antes de irmos adiante, defini-las.

 Joanna de Ângelis conceitua que, na prova, matriculamo-nos na escola para aprender, e que na expiação nos internamos no hospital para sofrer. E é exatamente isso que acontece. O planeta tanto é um educandário, como também um hospital, ambos sempre abertos para nos acolher. 

 “A provação é a luta que ensina ao discípulo rebelde e preguiçoso a estrada do trabalho e da edificação espiritual. A expiação é a pena imposta ao malfeitor que comete um crime”, afirma Emmanuel.  

Quando nos sentirmos envolvidos por lutas morais, enfrentando humilhações, tendo que suportar pessoas agressivas, invejosas, ciumentas etc, saibamos que estamos diante da prova. Quando, entretanto, a dor nos bate violentamente, causando-nos grande sofrimento, não tenhamos dúvida, estamos expiando. Com os exemplos que se seguirão, acreditamos que será fácil todos compreenderem.

 Recentemente, num choque aquático entre um barco à vela e uma lancha, um dos velejadores teve a perna, na altura da virilha, decepada pela hélice da lancha. A primeira pergunta que deve assomar ao cérebro de qualquer estudioso das leis divinas, é perguntar: por que foi ele o atingido e não o seu companheiro que se achava no mesmo barco? Era ele quem havia de enfrentar a internação num hospital e sentir a dor que, com certeza, no passado, fez um seu semelhante sofrer.

 Diante de todo e qualquer acontecimento, principalmente os desastres com vítimas fatais e outras vezes não, devemos indagar do por quê daquele fato. Tudo é efeito que tem uma causa. Se a causa não se acha nessa existência, achar-se-á numa anterior.

 É bem verdade que o “amor cobre uma multidão de pecados”. No entanto, para que isso ocorra, ou seja, a vivência do amor pelo infrator eliminar a sua dívida, necessário é que ele faça brotar de dentro de si o arrependimento, como primeiro passo para que a Lei possa usar de misericórdia para com ele. Sem esse procedimento emocional, só resta a Lei dar continuidade ao processo de cobrança da dívida contraída pelo infrator, encarregando-se, desta cobrança, a “Lei de causa e efeito”.

 Com respeito ao acima exposto ( o amor cobrir os pecados ), encontramos no livro de Emmanuel o seguinte: “Quando o trabalho, no entanto, se transforma no prazer de servir, surge o ponto mais importante da remuneração espiritual: toda vez que a Justiça Divina nos procura no endereço exato para execução das sentenças que lavramos contra nós próprios, segundo as leis de causa e efeito, se nos encontra em serviço ao próximo, manda a Divina Misericórdia que a execução seja suspensa, por tempo indeterminado”.

 Reflitamos, que esse serviço no bem tem que ser realmente grandioso, altamente meritório, aquele que está exigindo total renúncia e abnegação. Não se trata, é claro, de que qualquer atitude nossa caritativa apagará as nossas dívidas. Por este motivo que nos devemos ligar, cada vez mais, à prática do bem, vincularmo-nos decisivamente ao “Fora da caridade não há salvação”. 

Chamemos a atenção para que Emmanuel se refere ao “prazer de servir”. Devemos sentir alegria, felicidade no trabalho de doação ao próximo, estar tão mergulhados nesse mister, que somente sentiremos prazer no bem que praticarmos. É desta forma que “o amor cobrirá uma multidão de pecados”. 

 Joanna de Ângelis escreveu: “A soma das tuas ações positivas quitará o débito moral que contraíste perante a Divina Consciência, porquanto o importante não é a quem se faz o bem ou o mal, e sim, a ação em si mesma em relação à harmonia universal”. 

 A Mentora Espiritual acima mencionada, no mesmo livro, expressa-se sobre o carma ao se referir ao caso de Judas Iscariote: “Judas Iscariote, consciente da missão do Mestre, intoxicou-se pelos vapores da ambição descabida, e, despertando depois, ao enforcar-se, estabeleceu o lúgubre carma de reencarnações infelizes para reparar os erros tenebrosos e recuperar-se”.

 Numa outra oportunidade, Ela aborda a texto que denominou “Carma de Solidão”, quando enfatizou que a “Vida na Terra, é feita de muitos paradoxos. E isto se dá em razão de ser um planeta de provações, de experiências reeducativas, de expiações redentoras”. 

No entanto, que nós não desfaleçamos, porque este é o nosso carma de solidão. Acrescentou que o que atualmente nos falta, malbaratamos no passado, e o que perdermos, descuramos enquanto possuíamos. Agora sentimos a necessidade. 

 Repetimos nas palestras que somente temos o melhor, aquilo que nos fará bem, e que servirá ao nosso progresso moral/espiritual. Reclamar, nunca. Resignarmo-nos, sempre.

 O Espiritismo tem a finalidade de qualificar as nossas vidas dentro de um padrão evangélico, ou seja, disciplinar a nossa liberdade, de tal forma que tenhamos na Terra uma vida social digna, bem harmoniosa, o mais perfeitamente ajustada aos impositivos da Lei de DEUS, no âmbito da vida espiritual. Todo o nosso esforço será regiamente recompensado.

 Com esses cuidados, ao demandarmos o mundo espiritual, ao atravessarmos o túmulo, não nos iremos sentir desabrigados. Haveremos de nos acomodar num refúgio moral que nos traga bem estar espiritual, mesmo que ainda estejamos um tanto desgovernados pela mudança de plano vibratório. Lá estarão nos aguardando Aqueles Amigos que se constituíram, enquanto aqui estagiávamos, na mão amiga sempre estendida em nossa direção, abençoando-nos.