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quinta-feira, 31 de maio de 2018

A DOUTRINA ESPÍRITA EXPLICA...

A Doutrina Espírita nos explica muitas coisas, sobre as quais não encontramos explicação nem nas demais religiões, nem na ciência, nem nas filosofias de vida.

E para cada explicação dada pela Doutrina Espírita, verifica-se um propósito maior, que permeia os horizontes iluminativos do ser em evolução.

A Doutrina Espírita explica....

Quanto ao futuro, que nos encontramos provisoriamente no mundo, em busca de um aperfeiçoamento individual, afim de que quando estivermos na espiritualidade, possamos gozar de uma imortalidade vitoriosa com relação aos nossos objetivos. Sabendo-se disso, sossegou-se as Ânsias.

Quanto aos desajustes do corpo e alma, quando as enfermidades ou mutilações aparecem,  explica que  o espírito se utiliza de um corpo imperfeito, para a corrigenda de si mesmo. Consciente dessa demanda de sacrifício, asserenou-te as aflições íntimas pela não aceitação de si.

Quanto à finalidade dos problemas domésticos,  explica a Doutrina que o lar é instituto de regeneração e amor, onde volta a conviver com amigos e desafetos de existências passadas, visando um futuro melhor. E diante desse entendimento, se desfaz qualquer dúvida que possa surgir em virtude da família.

Quanto aos entes queridos que partem após a morte do corpo físico, a Doutrina explica que a morte não é o fim, assim como, o berço não é o princípio. Todas as criaturas que se vão pela morte do corpo físico, partem na direção de seu aprimoramento e ascensão do ponto evolutivo em que se achava na Terra.

Quanto ao campo religioso, a Doutrina explica que Deus não concede privilégios e que, em qualquer estância do universo, a alma recebe, inevitavelmente,  da vida o bem ou o mal que dá de si própria. Consciente de que se colhe exatamente na mesma medida, o que se planta, acaba-e com qualquer inquietação no que tange a Justiça Divina.

Quanto à questão da Fé, a Doutrina explica que ninguém pode violentar ou outros em matéria de crença, acentuando, porém, que toda fé, para nutrir-se de luz, deve ser raciocinada em bases de lógica, e diante das Leis Divinas, sabendo-se que cada indivíduo é responsável pelo próprio destino. Com isso, se desfaz toda e qualquer possibilidade de tortura mental contra o outro, no que tange à sua fé, além de impor o respeito e a tolerância à fé de todos.


Livro: Justiça Divina
Autor: Francisco Cândido Xavier
Espírito Emmanuel

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

II- Perdas de Entes Queridos- O Livro dos Espíritos, Allan Kardec-LIVRO QUARTO: ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES-CAPÍTULO I-PENAS E GOZOS TERRENOS

LIVRO QUARTO
ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES
CAPÍTULO I-  PENAS E GOZOS TERRENOS
II- Perdas de Entes Queridos
(Questão 934 a 936)
A perda de entes queridos  não nos causa um sofrimento tanto mais legítimo quanto é ela irreparável e independente da nossa vontade. Essa causa de sofrimento atinge tanto o rico como o pobre: é uma prova de expiação e lei para todos. Mas é uma consolação poderdes comunicar-vos com os vossos amigos pelos meios de que dispondes, enquanto esperais o aparecimento de outros mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos.
 
Que pensar da opinião das pessoas que consideram as comunicações do além-túmulo como uma profanação? Não pode haver profanação quando há recolhimento e quando a evocação é feita com respeito e decoro. O que o prova é que os Espíritos que vos são afeiçoados se manifestam com prazer, sentem-se felizes com a vossa lembrança e por conversarem convosco. Profanação haveria se as evocações fossem feitas com leviandade.

Comentário de Kardec: A possibilidade de entrar em comunicação é um bem doce consolação, que nos proporciona o meio de nos entretermos com os parentes e amigos que deixaram a Terra antes de nós. Pela evocação, eles se aproximam de nós, permanecem do nosso lado, nos ouvem e nos respondem. Não existe mais, por assim dizer, separação entre nós e eles, que nos ajudam com os seus conselhos, nos dão testemunhos da sua afeição e do contentamento que experimentam por nos lembrarmos deles.  É para nós uma satisfação sabê-los felizes e aprender através deles os detalhes da sua nova existência, adquirindo a certeza de um dia, por nossa vez, nos juntarmos a eles.

A dores inconsoláveis dos que ficam na Terra afetam os Espíritos que partiram por que o Espírito é sensível a lembrança e às lamentações daqueles que amou, mas uma dor incessante e desarrazoada o afeta penosamente, porque ele vê nesse excesso uma falta de fé no futuro e de confiança em Deus, e por conseguinte um obstáculo ao progresso e talvez ao próprio reencontro com os que deixou.
Comentário de Kardec:  Estando o Espírito mais feliz do que na Terra, lamentar que tenha deixado esta vida é lamentar que ele seja feliz. Dois amigos estão presos na mesma cadeia; ambos devem ter um dia a liberdade, mas um deles a obtém primeiro. Seria caridoso que aquele que continua preso se entristecesse por ter o seu amigo se libertando antes? Não haveria de sua parte mais egoísmo do que afeição, ao querer que o outro partilhasse por mais tempo do seu cativeiro e dos seus sofrimentos?  O mesmo acontece entre dois seres que se amam na Terra.  O que parte primeiro foi o primeiro a se libertar e devemos felicitá-lo por isso, esperando com paciência o momento em que também nos libertaremos.

       Faremos outra comparação. Tendes um amigo que, ao vosso lado, se encontra em situação penosa. Sua saúde ou seu interesse exige que vá para outro país, onde estará melhor sob todos os aspectos. Dessa maneira, ele não estará mais ao vosso lado, durante algum tempo. Mas estareis sempre em correspondência com ele. A separação não será mais que material. Ficareis aborrecido com o seu afastamento, que é para o seu bem?

      A doutrina espírita, pela s provas patentes que nos dá quanto à vida futura, à presença ao nosso redor dos seres aos quais amamos, à continuidade da sua afeição e da sua solicitude, pelas relações que nos permite entreter com eles, nos oferece uma suprema consolação, numa das causas mais legitimas de dor. Com o Espiritismo, não há mais abandono. O mais isolado dos homens tem sempre amigos ao seu redor, com os quais pode comunicar-se.

      Suportamos impacientemente as tribulações da vida. Elas nos parecem tão intoleráveis que supomos não as poder suportar. Não obstante, se as suportarmos com coragem, se soubermos impor silêncio às nossas lamentações, haveremos de nos felicitar quando estivermos fora desta prisão terrena, como o paciente que sofria se felicita, ao se ver curado, por haver suportado com resignação um tratamento doloroso.