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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Para mudar uma nação, é preciso primeiro mudar a si mesmo.



A Doutrina Espírita, nos ensina muito sabiamente a RACIOCINAR a nossa FÉ. 

Uma fé não submetida ao crivo da ração, nos leva a crer em ideologias fantasiosas, com intenções ocultas de manipulação, para se atingir determinados fins pessoais, apelando para a ingenuidade alheia. E quando assim o faz, seja o indivíduo ou uma tribo representativa de uma ideologia comum, está ou estão se corrompendo, igualmente aos crimes hediondos de corrupções de todos os partidos políticos que já governaram esse país, que pairam impunes porque a lei brasileira foi feita para acobertar os crimes.

Se utilizar da fé alheia, motivações religiosas, para atingir determinados fins políticos, é se utilizar do mesmo viés, da enganação, do engodo, da subjugação como espécie de hipnose coletiva, é ainda se aproveitar da ignorância alheia e da materialidade que o homem de hoje ainda precisa, para crer. É como pegar no ponto fraco, do homem de bem fragilizado pelas suas dificuldades momentâneas,  e não desperto para as realidades conscientes, para abarca-lo como meio de se conquistar um determinado objetivo.

Então, me pergunto, seguramente, como pode uma nação tão rica de recursos naturais, ser tão pobre de princípios morais, éticos, políticos, sociais? Como pode o homem ser tão vil, ao ponto de subir sobre o outro para se valer de seus interesses pessoais? Como podemos mudar uma nação, em que os seus filhos não querem fazer o esforço da transformação pessoal, abrindo mão das enganações em detrimento da honestidade; abrindo mão das satisfações pessoais, em prol de um bem coletivo, solidário e fraterno? Como podemos mudar uma nação, se o próprio homem que a compõe, não deseja se modificar?

A corrupção está em tudo, mas certamente, está em todos os homens ainda imperfeitos que habitam essa terra. A corrupção não está somente no dinheiro roubado de um povo sofrido. Está no poder sim, mas também,  nos atalhos, dos quais o homem se favorece, para atingir seus fins como na fila furada, no jeitinho brasileiro de barganhar uma vantagem, na contramão dada com o veículo para burlar uma lei, na exploração da boa vontade alheia, no desejo muitas vezes fútil, vil, irrelevante, que o faz passar por cima do outro, e tudo isso, porque o homem não consegue despertar para a necessidade de entender dois princípios bem básicos que Jesus nos ensinou: 

"O nosso limite termina quando o do outro começa" e "Não faça com o outro aquilo que você não gostaria que fizessem com você." 

Esses princípios fazem girar a Lei de Retorno, a Lei da Causa e Consequência, ou ainda Lei de Ação e Reação. Hoje a gente faz aqui, amanhã a gente acha quem faça conosco.

Em contradição ao que prega a Lei de Evolução, Jean-Jacques Rousseau,  foi um importante filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidata suíço, que  defendia que os homens nascem bons, mas em contato com a sociedade que é má, tornam-se igualmente maus. 

Um raciocínio ingênuo e romântico da época, que não lhe permitiu perceber que quem faz a sociedade são os homens que nela convivem.  E pela Lei de Evolução, nascemos com diversas imperfeições, a serem buriladas por meio de nossas provas, para que se dê o cumprimento de nosso carma. Isso demonstra que de alguma maneira, por pior que seja o homem na face da terra, esse seguramente, evolui, melhora e aprende em algum aspecto da vida. Isso é o que nos dá um pouco de esperança, mesmo sabendo que andamos em passos lentos como as tartarugas a caminharem pelos caminhos de areia da vida.

Thomas Hobbes foi um matemático, teórico político e filósofo inglês, mais racional que Rousseau, defendeu que o homem nasce mau, com instintos de sobrevivência, e que devido a tais instintos é capaz de fazer qualquer coisa. 

Esses instintos jazem latentes em nossa consciência espiritual, adormecida pelo véu do esquecimento que protege o encarnado de si mesmo, aguardando a oportunidade de mostrar o quanto ainda somos incapazes de lidar com os potenciais nobres da evolução, o quanto ainda somos carentes de aprendizado, e o quanto ainda temos que evoluir em nossa individualidade para que consigamos mudar a sociedade de um país.

Para Hobbes, a sociedade tem o papel de educá-lo, de humanizá-lo, de torná-lo sociável. Hobbes já teve um raciocínio mais evidente do papel de uma sociedade para seu povo.  A educação, a humanização e a sociabilidade como mecanismos de um ideal evolutivo de paz, igualdade, solidariedade e fraternidade, porque não há outro meio de evoluir e crescer, se não for pela aquisição de conhecimentos morais, que propiciem uma transformação evolutiva, capaz de mudar um povo, uma sociedade, e portanto, despertar suas consciências para o que realmente importa.

Brava gente brasileira! Precisamos refletir na nossa individualidade, quem somos, como nos comportamos perante o outro na sociedade, como lidamos com as nossas dificuldades, e se estamos nos utilizando de meios lícitos, nobres e morais para atingirmos nossos objetivos, nossas expectativas. Somente mudando a si mesmo, construiremos uma sociedade  mais justa e moralizada, e por fim, assim, mudaremos essa nação. (Alessandra Uzêda)

domingo, 22 de abril de 2018

FORÇAS POSITIVAS QUE HÁ EM TI.

Conheça as melhores FORÇAS DE SUA PERSONALIDADE e transforme sua vida!

Se você ainda não descobriu quais as maiores forças de sua personalidade, chegou a hora de descobrir e mudar a sua vida.

Somos dotados de uma personalidade ímpar, singular, individual, e jamais irá encontrar alguém igualzinho a você. Partindo desse princípio, não deve ser tão difícil dedicar um tempo hábil para se conhecer, e a partir daí identificar as maiores forças de sua personalidade, e utiliza-las à favor de seu crescimento pessoal na vida como um todo.

Somos formados por muitas imperfeições é verdade, mas também temos muitas qualidades conquistadas em diversas existências nas teias das encarnações.

Qualidades e defeitos caminham lado a lado na construção do nosso eu.  Os defeitos exigem maior atenção e esforço continuo para transforma-los em virtudes. Entretanto, o nosso foco aqui são as qualidades que dão sentido positivo, otimista e crescente em sua vida.

1. Reserve um tempo para que possa refletir sobre as coisas boas que já aprendeu, vivenciou e conquistou em sua vida.

2. Escreva todas as qualidades que você acredita que já conquistou. Elas representam as melhores forças de sua personalidade.

3. Estude meios, crie metas, estabeleça objetivos pautados no uso contínuo dessas melhores forças de sua personalidade.

4. Estabeleça um dia para começar e nunca mais parar.


 Por exemplo: 
  • se você é uma pessoa HUMILDE, certamente já deixou de lado o orgulho;  
  • se você é uma pessoa DESPRENDIDA, já abandou o apego às coisas e às pessoas, passando a ter domínio sobre sentimentos como ciúmes; 
  • se você é uma pessoa PERSEVERANTE, já conquistou o domínio sobre a sua vontade firme e já pode direcioná-la ao seu próprio aprimoramento pessoal; 
  • se você é uma pessoa RESILIENTE já entendeu que, as dificuldades são degraus que nos impulsionam ao crescimento pessoal; 
  • se você é uma pessoa EMOTIVA, já entendeu que o amor é pleno e equilibrado quando acompanhado da razão e do bom-senso; 
  • se você é uma pessoa MODERADA, você certamente já aprendeu que o necessário e o supérfluo são duas coisas distintas; 
  • se você é uma pessoa CALMA, já compreendeu que a SERENIDADE é uma virtude nobre capaz de trazer equilíbrio para solucionarmos qualquer problema; 
  • se você é PACIENTE, você já compreendeu que o tempo que comanda o tempo dos acontecimentos só tem um relógio chamado Deus, e portanto, saberá esperar; 
  • se você é uma pessoa SIMPLES, já aprendeu que os grandes valores da vida estão na simplicidade dos acontecimentos da vida;
  • se você é uma pessoa AMOROSA, já compreende a necessidade de amarmos indistintamente, sem restrições, conforme Jesus nos ensinou; 
  • se você é uma pessoa CARIDOSA, já entendeu que precisamos olhar ao nosso redor e perceber que sempre haverá necessidades maiores que as nossas; 
  • se você é uma pessoa COMPREENSIVA é porque já aprendeu o grande ofício de SABER OUVIR os outros; 
  • se você é uma pessoa CURIOSA já entendeu que esta motivação deve ser direcionada para a própria instrução e desenvolvimento.
  • se você é uma pessoa INTELIGENTE já compreende que o sucesso depende do direcionamento que você dará a esta força criadora.
  • se você é uma pessoa CRITERIOSA, precisa compreender que as exigências não devem se tornar perfeccionismo, para que não passes a exigir de você aquilo que ainda não está preparado para dar;
  • se você é uma pessoa TOLERANTE, já é capaz de compreender que somos todos imperfeitos, seres em construção, e por isso mesmo temos muitos defeitos a serem refeitos.
  • se você é uma pessoa ALEGRE já entende a importância de um sorriso largo para que possamos amar a vida, com todas as dificuldades que possamos encontrar em nossos caminhos.
  • etc.
E quando tiver dificuldade de seguir com esse projeto, coloca o AMOR na frente, porque, somente este, engloba todas as demais virtudes que ainda temos por conquistar.

Como o desabrochar de uma flor!
 Fiquem com Deus! Alessandra Uzêda

domingo, 15 de abril de 2018

NAS RELAÇÕES HUMANAS

Nas relações com as pessoas, EVITA SEMPRE

Negar inflexivelmente: há sempre a possibilidade de renovar-se-te a opinião; 

Gritar instigante: os sons mais altos podem indispor-nos uns com os outros; 

Responder sem dar a devida atenção ao que foi dito: ouvir bem é sinal de boa educação e de inteligência; 

Menosprezar-lhes a participação: todos podem ser inspirados de forma positiva; 

Mostrar-lhes os defeitos em público: todos temos as nossas próprias falhas no anonimato; 

Revidar aos insultos: Agir de má vontade: nunca sabemos quando nos encontraremos novamente; 

Bajulações interesseiras: a falsidade é vaso frágil e quebrável; 

Exaltações exacerbadas e indevidas: não há quem não se beneficie com o uso da autocrítica; 

Desvalorizar-lhes a dor: cada um sofre e tem perceptiva a sua própria dor.

Conselhos Mediúnicos, Psicografia de Francisco Cajazeiras

domingo, 1 de abril de 2018

O EGOÍSMO

“Amar a si próprio” é imprescindível para a evolução intelecto-moral, significando investir no seu próprio progresso. Todavia, impedir que as benesses em geral cheguem aos outros, tudo querendo para si, é atitude ingênua, uma vez que uns dependemos dos outros umbilicalmente. “Uma andorinha só não faz verão”, já dizia Aristóteles, há muitos séculos atrás. 

O regime que vigora na Natureza é a colaboração, conforme detectou Jean-Baptiste Lamarck. Demonstra bom senso e inteligência que atua em equipe, dividindo responsabilidades e benefícios. 

O egoísta é tardo no raciocinar com clareza e cego por não ver a própria insignificância da sua pessoa considerada individualmente. Todas as grandes realizações são coletivas. 

O próprio Cristo fazia-se acompanhar de amigos para poder alcançar seu desiderato de divulgar a Mensagem do Amor. 

A virtude contrária ao egoísmo é o desprendimento, que encaminha para a Solidariedade e a Fraternidade. Feliz de quem é solidário, pois nunca está solitário.

Autor: Luiz Guilherme Marques

O HOMEM NOVO

Para construir um mundo novo precisamos de um homem novo.O mundo está cheio de erros e injustiças porque é a soma dos erros e injustiças dos homens. 

Todos sabemos que temos de morrer, mas só nos preocupamos com o viver passageiro da Terra. Por isso, a humanidade desencarnada que nos rodeia é ainda mais sofredora e miserável que a encarnada a que pertencemos.

"As filas de doentes que eu atendia na vida terrena — diz a mensagem de um espírito — continuam neste lado." 

Muita gente estranha que nas sessões espíritas se manifestem tantos espíritos sofredores. Seria de estranhar se apenas se manifestassem espíritos felizes. 

Basta olharmos ao nosso redor e também para dentro de nós mesmos, para vermos de que barro é feita a criatura humana em nosso planeta. 

Fala-se muito em fraude e mistificação no Espiritismo, como se ambas não estivessem em toda parte, onde quer que exista uma criatura humana. 

Espíritos e médiuns que fraudam são nossos companheiros de plano evolutivo, nossos colegas de fraudes cotidianas. 

O Espiritismo está na Terra, em cumprimento à promessa evangélica de Consolador, para consolar os aflitos e oferecer a verdade aos que anseiam por ela. 

Sua missão é transformar o homem para que o mundo se transforme. Há muita gente querendo fazer o contrário: mudar o mundo para mudar o homem. 

O Espiritismo ensina que a transformação é conjunta e recíproca, mas tem de começar pelo homem. Enquanto o homem não melhora, o mundo não se transforma. 

Inútil, pois, apelar para modificações superficiais. Temos de insistir na mudança essencial de nós mesmos. O homem novo que nos dará um mundo novo é tão velho quanto os ensinos espirituais do mais remoto passado, renovados pelo Evangelho e revividos pelo Espiritismo. 

Sem amor não há justiça e sem verdade não escaparemos à fraude, à mistificação, à mentira, à traição. 

O trabalho espírita é a continuação natural e histórica do trabalho cristão que modificou o mundo antigo. Nossa luta é o bom combate do apóstolo Paulo: despertar as consciências e libertar o homem do egoísmo, da vaidade e da ganância. "

Os anos não nos dão experiência nem sabedoria — dizia o vagabundo de Knut Hamsun — mas nos deixam os cabelos horrorosamente grisalhos."

 É o que vemos no final desse poema bucólico da Noruega que é "Um Vagabundo Toca em Surdina". Knut Hamsun era um individualista e sobretudo um lírico do individualismo. Mas o homem que se abre para o altruísmo sabe que as verdades do indivíduo são geralmente moedas falsas, de circulação restrita. 

A verdade maior — ou verdadeira — é a que nasce do contexto social, da usina das relações, onde o indivíduo se forma pelo contato com os outros. Os anos não trazem apenas os cabelos brancos — trazem também a experiência, mestra da vida, e com ela a sabedoria. E no dia a dia da existência que o homem vai modelando aos poucos a sua própria argila, o barro plástico de que Deus formou o seu corpo na Terra. 

Cada idade, afirmou Léon Denis, tem o seu próprio encanto, a sua própria beleza. É belo ser jovem e temerário, mas talvez seja mais belo ser velho e prudente, iluminado por uma visão da vida que não se fecha no círculo estreito das paixões ilusórias. O homem amadurece com o passar dos anos. A vida tem as suas estações, já diziam os romanos. 

À semelhança do ano, ela se divide nas quatro estações da existência que são: a primavera da infância e da adolescência, o verão da mocidade e outono da madureza e o inverno da velhice. 

Mas também à semelhança dos anos, as vidas se encadeiam no processo da existência, de maneira que as estações se renovam em cada encarnação. Viver, para o individualista, é atravessar os anos de uma existência. Mas viver, para o altruísta, é atravessar as existências palingenésicas, as vidas sucessivas, em direção à sabedoria. 

O branquear dos cabelos não é mais do que o início das nevadas do inverno. Mas após cada inverno voltará de novo a primavera. A importância dos anos é, portanto, a mesma das léguas numa caminhada em direção ao futuro. 

Cada novo ano que surge é para nós, os caminheiros da evolução, uma nova oportunidade de progresso que se abre no horizonte. Entremos no ano novo com a decisão de aproveitá-lo em todos os seus recursos. Não desprezemos a riqueza dos seus minutos, das suas horas, dos seus dias, dos seus meses. Cada um desses fragmentos do ano constitui uma parte da herança de Deus que nos caberá no futuro. 


Livro: O homem novo
Autor: José Herculano Pires.

A LUZ DA RAZÃO E O PODER DA FE

O conceito religioso da Fé como graça especial, concedida por Deus aos crentes de uma determinada religião, pertence ao passado. Esse conceito equivale a uma interpretação profundamente injusta da Justiça Divina. 

A Fé é um dom, sem dúvida, mas a doação de Deus é sempre universal, nunca se processa na medida estreita dos homens. Deus é o Criador e nós somos as suas criaturas. Isso quer dizer que Deus é Pai e nós somos os Seus filhos. 

Como poderia o Pai Supremo, que é fonte de todo o amor, de toda a misericórdia, conceder apenas a alguns dos Seus filhos o dom fundamental da Fé, sem o qual o homem não poderia se elevar a Ele? 

O novo conceito da Fé, estabelecido pelo Espiritismo, coloca o problema em termos claros e precisos. A Fé, como dom natural, está presente no coração de todas as criaturas humanas. 

A semelhança do amor, que todos trazemos em gérmen dentro de nós, a Fé precisa germinar em nosso coração e ser cultivada por nós à luz da Razão. Assim, a Fé nos é dada como semente, mas temos de cultivá-la e desenvolvê-la. Nesse sentido, a Fé se toma uma conquista que temos de fazer na vida. 

Todas as nossas faculdades não devem também ser cultivadas? 
A Fé é uma faculdade da alma, do espírito, e cabe-nos desenvolvê-la em nós mesmos. Fé e Razão se ligam com o Sol e a Terra. 

A Razão é o sol espiritual que alumia o nosso entendimento, afugentando as trevas e o frio da ignorância e da superstição, para nos dar a luz da compreensão e o calor da vida. 

Um homem sem fé está morto em si mesmo, é o seu próprio sepulcro. Mas basta-lhe acender a luz da razão para libertar-se da morte e do túmulo, para ressuscitar como Lázaro ante a voz do Messias. 

O materialista, o ateu, o homem sem fé, na verdade confia em si mesmo, tem fé nas suas próprias forças. É como o peixe das profundezas, que sabe dominar a água mas ainda não conhece a luz do sol. 

A fé humana que o sustenta nas lutas diárias da vida vai se abrir na fé divina que lhe mostrará o esplendor das estrelas. 

A luz da Razão, à semelhança da luz solar, fará germinar e crescer o poder da fé em seu coração. 

Ninguém se perde, ninguém está condenado para sempre. A Justiça de Deus se cumpre no íntimo de nós mesmos, porque Deus está em nós, presente em nós na misericórdia da suas leis. 

Livro: O homem novo
Autor: José Herculano Pires.

domingo, 2 de julho de 2017

CENTELHAS - Gotas de Luz - Francisco Cândido Xavier - Espírito Casimiro da Cunha

Se buscas nobre caminho 

Que ao Senhor não desagrade, 
Recorda que a paz reclama 
Serviço e fraternidade. 
Quem deseja ser feliz 
a luz da esperança 
Ocupa lugar pequeno 
E tenta pouca mudança. 
Estende a bondade a todos. 
O bem é a glória da vida. 
O enfermeiro sem cuidado 
 qualquer ferida. 
Quem luta para viver 
Vai mais longe, calmo e forte. . . 
Quem vive para lutar 
Mais cedo recebe a morte. 
Cultiva nos teus lazeres 
Pensamento nobre e ativo. 
Todo ócio sem estudo 
É sepulcro do homem vivo. 
Trabalha, atendendo alegre 
Aos planos de maior vulto. 
Recorda que a paciência 
É sempre um tesouro oculto. 
Não aplaudas, nem procures 
O coração desatento 
Que gasta dinheiro e sangue, 
Comprando arrependimento.
Se pretendes, cada dia, 
Servir, prover e acertar, 
Medita devagarinho 
E apressa -te a executar. 
No ciúme envenenado, 
Escuro e destruidor, 
Há sempre muito amor próprio 
E pouca expressão de Amor. 
Respira ao Sol do Evangelho, 
Sereno, ditoso e crente.
Sem Jesus, o homem não passa 
De animal inteligente.

domingo, 12 de julho de 2015

"Homem Integral" - Série Meditação - Vídeo 14 - por Alessandra Uzêda




O HOMEM INTEGRAL

O homem integral, aquele que chora mas que também consegue sorrir; aquele que luta diariamente em prol de seus objetivos mas que também é agraciado pelas bênçãos do céu; aquele que ama. Embora tenha conquistado muitos de seus desafetos ao longo de suas vidas; aquele que busca reduzir a distância entre aqueles que distanciam-se dele; o homem integral, filho de Deus e que em toda a sua sabedoria e bondade caminha no bem, perdoa e estende a mão ao seu irmão; aquele que segue na direção da luz que o atrai na busca da ascensão espiritual; aquele que compreende que não há outro caminho a seguir que o do desprendimento e do amor a si e ao seu próximo, aquele que compreende que nada adianta seguir sozinho e por isso mesmo, estende as mãos aos seus irmãos.
Minhas irmãs a vida é breve, é passageira, efêmera. Solidifica na sua consciência mental e psicológica apenas o lado bom da vida, aquilo que lhe for construtivo, que envolva o amor, que cause nas suas atitudes positivas as sensações de felicidade e engrandecimento interior.
A vida minhas irmãs, Deus nos concede para que saibamos amar; amar o bom e o ruim, compreender pelo amor, que a dor é necessária; o homem integral é aquele que se abstém de sua individualidade para abraçar seus irmãos; aquele que num simples olhar, num simples gesto de carinho, coloca nos corações apavorados a sementinha da paz e da esperança.
O homem integral cuida de si e dos outros; cuida de alimentar a sua mente na sintonia dos bons corações, mas também, cuida de ensinar aqueles que não conseguem vibrar nessa sintonia de amor, que há um novo caminho a seguir.
O homem integralmente criado e amado por Deus chegará até ele para mostrar-lhe de que todos foram capazes de experimentar a felicidade, embora tenham escolhidos diferentes caminhos que os distanciam de Deus de forma desigual.
Filhos, o homem integral, abarca a mulher esse ser viril que transborda em amor, de sensibilidade inigualável e que carrega a responsabilidade de junto ao Pai criar condições de que outros irmãos também possam estar entre vós.
O homem integral é aquele que se faz presente na mulher integral, nos momentos de dificuldades, de decisões acertadas por todas elas, estarão fundamentadas no amor de mão, amor mulher, mulher integral que és.
Por Alessandra Uzêda

09 de março de 2015

domingo, 22 de março de 2015

O HOMEM INTEGRAL - por Alessandra Uzêda

O HOMEM INTEGRAL
O homem integral, aquele que chora mas que também consegue sorrir; aquele que luta diariamente em prol de seus objetivos mas que também é agraciado pelas bênçãos do céu; aquele que ama. Embora tenha conquistado muitos de seus desafetos ao longo de suas vidas; aquele que busca reduzir a distância entre aqueles que distanciam-se dele; o homem integral, filho de Deus e que em toda a sua sabedoria e bondade caminha no bem, perdoa e estende a mão ao seu irmão; aquele que segue na direção da luz que o atrai na busca da ascensão espiritual; aquele que compreende que não há outro caminho a seguir que o do desprendimento e do amor a si e ao seu próximo, aquele que compreende que nada adianta seguir sozinho e por isso mesmo, estende as mãos aos seus irmãos.
Minhas irmãs a vida é breve, é passageira, efêmera. Solidifica na sua consciência mental e psicológica apenas o lado bom da vida, aquilo que lhe for construtivo, que envolva o amor, que cause nas suas atitudes positivas as sensações de felicidade e engrandecimento interior.
A vida minhas irmãs, Deus nos concede para que saibamos amar; amar o bom e o ruim, compreender pelo amor, que a dor é necessária; o homem integral é aquele que se abstém de sua individualidade para abraçar seus irmãos; aquele que num simples olhar, num simples gesto de carinho, coloca nos corações apavorados a sementinha da paz e da esperança.
O homem integral cuida de si e dos outros; cuida de alimentar a sua mente na sintonia dos bons corações, mas também, cuida de ensinar aqueles que não conseguem vibrar nessa sintonia de amor, que há um novo caminho a seguir.
O homem integralmente criado e amado por Deus chegará até ele para mostrar-lhe de que todos foram capazes de experimentar a felicidade, embora tenham escolhidos diferentes caminhos que os distanciam de Deus de forma desigual.
Filhos, o homem integral, abarca a mulher esse ser viril que transborda em amor, de sensibilidade inigualável e que carrega a responsabilidade de junto ao Pai criar condições de que outros irmãos também possam estar entre vós.
O homem integral é aquele que se faz presente na mulher integral, nos momentos de dificuldades, de decisões acertadas por todas elas, estarão fundamentadas no amor de mão, amor mulher, mulher integral que és.
Por Alessandra Uzêda

09 de março de 2015

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

OS INIMIGOS DESENCARNADOS


" O Espírita tem ainda outros motivos de INDULGÊNCIA para com os inimigos. Porque sabe antes de mais nada, que a maldade não é o estado permanente do homem, mas decorre de uma imperfeição momentânea e que da mesma maneira que a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom."

domingo, 23 de novembro de 2014

IV-Caracteres do Homem de Bem- O Livro dos Espíritos, Allan Kardec-LIVRO TERCEIRO -CAPÍTULO XII -PERFEIÇÃO MORAL

LIVRO TERCEIRO
AS LEIS MORAIS
CAPÍTULO XII -  PERFEIÇÃO MORAL
IV- Caracteres do homem de bem

 (Questão 918)
Os sinais pelos quais se pode reconhecer no homem o progresso real que deve elevar o seu Espírito na hierarquia espírita, é p de que o Espírito prova a sua elevação aliando todos os atos da sua vida corpórea constituem a prática da lei de Deus e quando compreende por antecipação a vida espiritual.

Comentário de Kardec: O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e de caridade na sua mais completa pureza. Se interrogar sua consciência sobre os atos praticados, perguntará se não violou essa lei, se não cometeu nenhum mal, se fez todo o bem que podia, se ninguém teve de se queixar dele. Enfim, se fez para os outros tudo o que queria que lhe fizessem.

       O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperança de recompensa, e sacrifica o seu interesse pela justiça.

       Ele é bom, humano e benevolente para com todos, porque vê irmãos em todos os homens, sem exceção de raças ou de crenças.

      Se Deus lhe deu o poder e a riqueza, olha essas coisas como um depósito do qual deve usar para o bem, e disso não se envaidece porque sabe que Deus, que lhes deu, também poderá retirá-los.

      Se a ordem social colocou homens sob sua dependência, trata-os com bondade e benevolência porque são seus iguais perante Deus; usa de sua autoridade para lhes erguer o moral e não para os esmagar com o seu orgulho.

      É indulgente para com as fraquezas dos outros porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência e se recorda destas palavras do Cristo: “Que aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra”.

      Não é vingativo: a exemplo de Jesus, perdoa as ofensas para não se lembrar senão dos benefícios, porque sabe que lhe será perdoado assim como tiver perdoado.

      Respeita, enfim, nos seus semelhantes, todos os direitos decorrentes da lei natural, como desejaria que respeitassem os seus.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O HUMANO NOVO - COMO EU ENTENDO O HOMEM NOVO - JOSÉ HERCULANO PIRES - COMO EU ENTENDO O HOMEM NOVO - JOSÉ HERCULANO PIRES - comentários Valentim Neto - 2014

O HUMANO NOVO   ´

Para construir um mundo novo precisamos de um humano novo. 

O mundo está cheio de erros e injustiças porque é a soma dos erros e injustiças dos humanos. Todos sabemos que temos de morrer, mas só nos preocupamos com o viver passageiro da Terra. Por isso, a humanidade desencarnada que nos rodeia é ainda mais sofredora e miserável que a encarnada a que pertencemos.

“As filas de doentes que eu atendia na vida terrena — diz a mensagem de um Espírito — continuam neste lado”. 

Muita gente estranha que nas sessões espíritas se manifestem tantos Espíritos sofredores. Seria de estranhar se apenas se manifestassem Espíritos felizes. Basta olharmos ao nosso redor — e também para dentro de nós mesmos — para vermos de que barro é feita a criatura humana em nosso planeta.

Fala-se muito em fraude e mistificação no Espiritismo, como se ambas não estivessem em toda parte, onde quer que exista uma criatura humana. Espíritos e médiuns que fraudam são nossos companheiros de plano evolutivo, nossos colegas de fraudes cotidianas.  

O Espiritismo está na Terra, em cumprimento à promessa evangélica de Consolador, para consolar os aflitos e oferecer a verdade aos que anseiam por ela. 

Sua missão é transformar o humano para que o mundo se transforme. 

Há muita gente querendo fazer o contrário: mudar o mundo para mudar o humano.

 O Espiritismo ensina que a transformação é conjunta e recíproca, mas tem de começar pelo humano. Enquanto o humano não melhora, o mundo não se transforma. Inútil, pois, apelar para modificações superficiais. Temos de insistir na mudança essencial de nós mesmos.  

O humano novo que nos dará um mundo novo é tão velho quanto os ensinos espirituais do mais remoto passado, renovados pelo Evangelho e revividos pelo Espiritismo.

Sem amor não há justiça e sem verdade não escaparemos à fraude, à mistificação, à mentira, à traição.

 O trabalho espírita é a continuação natural e histórica do trabalho cristão que modificou o mundo antigo. 

Nossa luta é o bom combate do apóstolo Paulo: despertar as consciências e libertar o humano do egoísmo, da vaidade e da ganância. 

“Os anos não nos dão experiência nem sabedoria — dizia o vagabundo de Knut Hamsun — mas nos deixam os cabelos horrorosamente grisalhos”. 

É o que vemos no final desse poema bucólico da Noruega que é “Um Vagabundo Toca em Surdina”. Knut Hamsun era um individualista e, sobretudo, um lírico do individualismo.

 Mas o humano que se abre para o altruísmo sabe que as verdades do indivíduo são geralmente moedas falsas, de circulação restrita. 

A verdade maior — ou verdadeira — é a que nasce do contexto social, da usina das relações, onde o indivíduo se forma pelo contato com os outros.  Os anos não trazem apenas os cabelos brancos — trazem também a experiência, mestra da vida, e com ela a sabedoria. 

É no dia a dia da existência que o humano vai modelando aos poucos a sua própria argila, o barro plástico de que Deus formou o seu corpo na Terra. 

Cada idade, afirmou Léon Denis, tem o seu próprio encanto, a sua própria beleza. É belo ser jovem e temerário, mas talvez seja mais belo ser velho e prudente, iluminado por uma visão da vida que não se fecha no círculo estreito das paixões ilusórias. 

O humano amadurece com o passar dos anos.  A vida tem as suas estações, já diziam os romanos. À semelhança do ano, ela se divide nas quatro estações da existência que são: a primavera da infância e da adolescência, o verão da mocidade e outono da madureza e o inverno da velhice. Mas também à semelhança dos anos, as vidas se encadeiam no processo da existência, de maneira que as estações se renovam em cada encarnação. 

Viver, para o individualista, é atravessar os anos de uma existência. Mas viver, para o altruísta, é atravessar as existências palingenésicas, as vidas sucessivas, em direção à sabedoria. 

O branquear dos cabelos não é mais do que o início das nevadas do inverno. Mas após cada inverno voltará de novo a primavera. A importância dos anos é, portanto, a mesma das léguas numa caminhada em direção ao futuro. 

Cada novo ano que surge é para nós, os caminheiros da evolução, uma nova oportunidade de progresso que se abre no horizonte. Entremos no ano novo com a decisão de aproveitá-lo em todos os seus recursos

Não desprezemos a riqueza dos seus minutos, das suas horas, dos seus dias, dos seus meses. Cada um desses fragmentos do ano constitui uma parte da herança de Deus que nos caberá no futuro.  

(Vou opinar:  
- “As filas de doentes que eu atendia na vida terrena — diz a mensagem de um Espírito — continuam neste lado”.  

Todas essas ‘doenças’ pertencem ao psiquismo humano, portanto, ao Espírito! 

Ao desencarnar levamos conosco essas ‘doenças’ e, no nosso desequilíbrio egoístico, nos deitamos em lamentações inúteis, crendo em ‘milagres’ que nunca virão.

Temos que estudar para nos conhecermos e, assim sendo, podermos ‘trabalhar-nos’ e caminhar na senda correta; a ensinada pelo Cristo! Só assim é que nos ‘curaremos’ de nossas ‘doenças’...   

- Enquanto o humano não melhora, o mundo não se transforma.  

Realmente, a transformação do mundo começa ‘dentro’ de cada humano! Enquanto não nos transformarmos, o mundo não mudará, e continuaremos encarnando neste mundo que ‘gostamos’ assim mesmo, do jeito que está! Portanto, não reclame, transforme-se!... 

- O branquear dos cabelos não é mais do que o início das nevadas do inverno. Mas após cada inverno voltará de novo a primavera.
  
Quando entendermos os ciclos do mundo material e a Lei de Deus, estaremos prontos para ‘aproveitar’ plenamente todas as ferramentas materiais que o Pai empresta para o nosso progresso espiritual!...)   

A LUZ DA RAZÃO E O PODER DA FE - COMO EU ENTENDO O HOMEM NOVO - JOSÉ HERCULANO- COMO EU ENTENDO O HOMEM NOVO - JOSÉ HERCULANO PIRES - comentários Valentim Neto - 2014 PIRES

A LUZ DA RAZÃO E O PODER DA FÉ   


O conceito religioso da Fé como graça especial, concedida por Deus aos crentes de uma determinada religião, pertence ao passado. Esse conceito equivale a uma interpretação profundamente injusta da Justiça Divina. 

A Fé é um dom, sem dúvida, mas a doação de Deus é sempre universal, nunca se processa na medida estreita dos humanos.

Deus é o Criador e nós somos as suas criaturas. Isso quer dizer que Deus é Pai e nós somos os Seus filhos. 

Como poderia o Pai Supremo, que é fonte de todo o amor, de toda a misericórdia, conceder apenas a alguns dos Seus filhos o dom fundamental da Fé, sem o qual o humano não poderia se elevar a Ele?  

O novo conceito da Fé, estabelecido pelo Espiritismo, coloca o problema em termos claros e precisos.

A Fé, como dom natural, está presente no coração de todas as criaturas humanas. A semelhança do amor, que todos trazemos em gérmen dentro de nós, a Fé precisa germinar em nosso coração e ser cultivada por nós à luz da Razão. Assim, a Fé nos é dada como semente, mas temos de cultivá-la e desenvolvê-la. Nesse sentido, a Fé se torna uma conquista que temos de fazer na vida.

Todas as nossas faculdades não devem também ser cultivadas? A Fé é uma faculdade da alma, do Espírito, e cabe-nos desenvolvê-la em nós mesmos.  

Fé e Razão se ligam com o Sol e a Terra. A Razão é o sol espiritual que alumia o nosso entendimento, afugentando as trevas e o frio da ignorância e da superstição, para nos dar a luz da com- preensão e o calor da vida.

Um humano sem fé está morto em si mesmo, é o seu próprio sepulcro. Mas basta-lhe acender a luz da razão para libertar-se da morte e do túmulo, para ressuscitar como Lázaro ante a voz do Messias. 

O materialista, o ateu, o humano sem fé, na verdade confia em si mesmo, tem fé nas suas pró- prias forças. É como o peixe das profundezas, que sabe dominar a água, mas ainda não conhece a luz do sol. 

A fé humana que o sustenta nas lutas diárias da vida vai se abrir na fé divina que lhe mostrará o esplendor das estrelas. A luz da Razão, à semelhança da luz solar, fará germinar e crescer o poder da fé em seu coração. Ninguém se perde, ninguém está condenado para sempre. 

A Justiça de Deus se cumpre no íntimo de nós mesmos, porque Deus está em nós, presente em nós na misericórdia das suas leis.  

(Vou opinar:  
- Esse conceito equivale a uma interpretação profundamente injusta da Justiça Divina. 

No estágio evolutivo espiritual em que nos encontramos, de resgates e expiações, é natural a demonstração da nossa ‘cegueira’ frente aos valores espirituais. 

Se pensássemos bem na frase do Mestre: 
Aquele que quiser, pegue ‘sua’ cruz e siga-me! Entenderíamos facilmente a razão de estarmos ‘acomodados’, em acreditar que os ‘outros’ devem carregar a nossa cruz! Assim sendo, é muito ‘cômodo’ a- creditar que ‘Deus’ privilegiou uma comunidade, exatamente ‘aquela’ em que estou!...   

- O materialista, o ateu, o humano sem fé, na verdade confia em si mesmo, tem fé nas suas próprias forças.  

Devemos ter extremo cuidado com as palavras, elas podem ser entendidas ou mal entendidas dependendo apenas da disposição do ‘ouvinte’. 

As palavras ‘fé’, ‘esperança’, ‘crença’, ‘credo’, ‘acreditar’, ‘certeza’, ‘confiança’ etc., podem representar a ‘mesma’ coisa ou ‘outra’ coisa dependendo apenas do ‘humor’ do irmão. Paulo diz: 

Fé, esperança e caridade! Aqui a ‘fé’ aparenta ser a ‘fé raciocinada’, e a ‘esperança’ seria uma ‘confiança’ em Deus! Podemos fazer uma série de considerações pelas ‘palavras’, mas o importante é que, a ‘fé’ deve representar uma lúcida ‘confiança’ em si mesmo e em Deus!...)   

sábado, 8 de novembro de 2014

RESIGNAÇÃO ESPÍRITA - COMO EU ENTENDO O HOMEM NOVO - JOSÉ HERCULANO PIRES

RESIGNAÇÃO ESPÍRITA    




Uma das acusações que se fazem ao Espiritismo é a de levar o humano ao conformismo.

 “Os espíritas se conformam com tudo, — escrevem-nos — e dessa maneira acabarão impedindo o progresso, criando entre nós um clima de marasmo, favorável às tiranias políticas do Oriente. 

A ideia da reencarnação é o caldo de cultura do despotismo, pois as massas crentes se entregam a qualquer jugo”.  

Muitos confundem a resignação espírita com o conformismo religioso. Mas, contraditoriamente, acusam o Espiritismo e não acusam as religiões. Por outro lado, tiram conclusões teóricas de fatos que podem ser observados na prática. 

A ideia da reencarnação não é nova, não nasceu com o Espiritismo, e não precisamos teorizar a respeito, pois temos toda a história da humanidade ante os olhos, para nos mostrar praticamente os seus efeitos. 

Vamos, entretanto, por ordem. E tratemos, primeiro, da resignação e do conformismo. A resignação espírita decorre, não de uma sujeição místico-religiosa a forças incontroláveis, mas de uma compreensão do problema da vida. 

Quando o espírita se resigna, não está se submetendo pelo medo, mas apenas aceitando uma realidade à qual terá de sujeitar, exatamente para superá-la, para vencê-la.

Não é, pois, o conformismo que se manifesta nessa resignação, mas a inteligente compreensão de que a vida é um processo em desenvolvimento, dentro do qual o humano tem de se equilibrar. 

 Acaso não é assim que fazemos todos, espíritas e não espíritas, em nossa vida diária?

O leitor inconformado não é também obrigado, diariamente, a aceitar uma porção de coisas a que gostaria de furtar-se?

Mas a diferença entre resignação ou aceitação, de um lado, e conformismo, de outro, é que a primeira atitude é ativa e consciente, enquanto a segunda é passiva e inconsciente. 

O Espiritismo nos ensina a aceitar a realidade para vencê-la.  “Se a doença o acossa, — dizem — o espírita entende que está sendo vítima do fatalismo da Lei de Deus, do destino irrevogável. 

Se a morte lhe rouba um ente querido, ele acha que não deve chorar, mas agradecer a Deus. Se o patrão o pune, ele se submete; se o amigo o trai, ele perdoa; se o inimigo lhe bate na face esquerda, ele lhe oferece a direita. 

O Espiritismo é a doutrina da despersonalização humana”.  Mas acontece que essa despersonalização não é ensinada pelo Espiritismo, e sim pelo Cristianismo.

Quando o Espiritismo ensina a conformação diante da doença e da morte, o perdão das ofensas e das traições, nada mais está fazendo do que repetir as lições evangélicas. 

Ora, como o leitor acusa o Espiritismo em nome do Cristianismo, é evidente que está em contradição. Além disso, convém esclarecer que não se trata de despersonalização, mas de sublimação da personalidade.

O que o Cristianismo e o Espiritismo querem é que o humano egoísta, brutal, carnal, agressivo, animalesco, seja substituído pelo humano espiritual.

A “personalidade” animal deve dar lugar à verdadeira personalidade humana.  

Quanto ao caso das doenças, seria oportuno lembrar ao leitor as curas espíritas. Não chega isso para mostrar que não há fatalismo divino? 

O que há é a compreensão de que a doença tem o seu papel na vida humana. Mas cabe ao humano, nesse terreno, como em todos os demais, lutar para vencê-la. 

O Espiritismo, longe de ser uma doutrina conformista, é uma doutrina de luta. O espírita luta incessantemente, dia e noite, para superar o mundo e superar-se a si mesmo. Conhecendo, porém, o processo da vida e as suas exigências, não se atira cegamente à luta, mas procurando realizá-la com inteligência, num constante equilíbrio entre as suas forças e o poder dos obstáculos.   

(Vou opinar:  
- Quando o espírita se resigna, não está se submetendo pelo medo, mas apenas aceitando uma realidade à qual terá de sujeitar, exatamente para superá-la, para vencê-la.  

Entendendo que, o ‘problema’ tem suas razões para estar ocorrendo, é mais fácil aceitá-lo e trabalhar para resolvê-lo de forma equilibrada e correta. O princípio básico é: Deus é justíssimo, portanto a Lei de Deus é justíssima, sendo tudo justo, devo me corrigir para superar esse ‘problema’ de forma definitiva, se não conseguir plenamente nesta encarnação concluirei na próxima!...  

- O espírita luta incessantemente, dia e noite, para superar o mundo e superar-se a si mesmo.  

Aqui está se referindo ao estudante equilibrado da Doutrina dos Espíritos. Existem muitos espíritas que o são por ‘osmose’, não estudam, não se atualizam...) 

ENTRE O NEGATIVISMO E A CRENDICE O EQUILÍBRIO ESPIRITUAL DO HUMANO - COMO EU ENTENDO O HOMEM NOVO - JOSÉ HERCULANO PIRES

ENTRE O NEGATIVISMO E A CRENDICE O EQUILÍBRIO ESPIRITUAL DO HUMANO  


Fragilidade das posições extremas do Espírito — Fixação da mente no torvelinho do mundo material ou das convenções religiosas — A luta espírita pelo esclarecimento espiritual do humano.   


A vida perde o seu sentido, a sua significação, a sua razão de ser, quando o humano se afasta da compreensão espiritual, buscando no mundo material a única explicação das coisas.

O chamado humano prático dos nossos dias, inteiramente imerso nos problemas imediatos, funciona como uma máquina. Está muito próximo da concepção cartesiana dos animais: corpos em atividade mecânica, sem alma. 

Se em meio desse funcionamento inconsciente a que se entrega, alguma desgraça lhe ocorrer, os horizontes se fecharão ao seu redor. Nenhuma perspectiva lhe restará. E é por isso que, em geral, o humano prático, atingido por um golpe arrasador, recorre ao suicídio. 

Mas, se o materialismo da vida prática é perigoso, também o é o materialismo teórico, intelectual, equivalente a uma cegueira mental, que não permite ao humano divisar os contornos da realidade. 

O materialista intelectual, que se apoia numa doutrina filosófica negativa, sente-se forte para enfrentar o mundo enquanto não lhe faltam as forças físicas e os recursos materiais da existência. 

Uma ideia, como bem acentua Annie Besant em sua “Autobiografia”, o sustenta nas duras lutas da vida: a ideia da dignidade intrínseca do ser humano, que deve manter-se digno pela própria dignidade, sem esperar qualquer recompensa por isso. 

Mas, diante do desastre, do fracasso temporário, de uma mutilação moral ou física, essa ideia será facilmente eclipsada por outra: a do nada.  

Por outro lado, no reverso da medalha, a crendice do religiosismo comum não é menos perigosa que o materialismo. O humano que crê sem indagar, sem compreender nem querer compreender, apegado a crenças que lhe impuseram através da tradição, está sujeito às mesmas dolorosas surpresas daquele que não crê. 

A fé pela fé é tão insegura quanto a dignidade pela dignidade, a que acima aludimos. Tanto para uma, como para outra, a mente humana exige uma base racional.

 Fé cega e dignidade cega são frágeis como peças de vidro. Ambas podem quebrar-se com a maior facilidade, ante os golpes da vida. Porque numa como noutra o humano está preso a um ponto de vista estreito, sem a visão global do processo da vida, que lhe daria compreensão e coragem para enfrentar a luta em qualquer circunstância.

Ateísmo e crendice são os dois extremos perigosos da condição humana. E tanto assim, que ambos descambam para as soluções extremas, com a maior facilidade, não somente no plano individual, mas também no coletivo. 

Os crimes do fanatismo religioso e do fanatismo materialista enodoam a história humana. Porque tanto à descrença absoluta como à crendice beata faltam as luzes do verdadeiro esclarecimento espiritual, da verdadeira ligação do humano com o sentido da vida. 

O materialismo age como um ímã, fixando a mente no torvelinho da matéria. A crendice fanática faz a mesma coisa com os convencionalismos religiosos, em cujo redemoinho de cerimônias e dogmas prende a mente subjugada. Daí as terríveis contradições que assinalam a história da religião, com os dramas cruéis do fanatismo.  

Foi por isso que Kardec inscreveu, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, esta legenda de luz: “Só é inabalável a fé que pode encarar a razão face a face, em todas as etapas da humanidade”. 

É por isso que o Espiritismo insiste na necessidade do esclarecimento permanente da razão para os problemas da fé. 

Combatendo o materialismo, com as próprias armas deste, através da observação e da experimentação científicas, o Espiritismo combate, por outro lado, o religiosismo cego, a aceitação fanática de princípios religiosos. Não combate nenhuma religião, mas combate o fanatismo religioso. E nesse combate não usa jamais as armas da impiedade, porque suas armas são o esclarecimento através da pesquisa, do estudo e da exposição da verdade.

Ajudar o humano a se equilibrar na posição justa do espiritualismo esclarecido, para que o mundo seja melhor e mais belo, é a missão do Espiritismo neste período difícil da evolução terrena.  


(Vou opinar:  
- E é por isso que, em geral, o humano prático, atingido por um golpe arrasador, recorre ao suicídio. 
   
Ou às ‘doenças típicas’ do momento evolutivo espiritual que passamos no Orbe terreno; depressões, angústias, fobias, inseguranças e, por consequência, as marcas no corpo físico, provocadas por resgates, expiações e desequilíbrios psíquicos...  

- O humano que crê sem indagar, sem compreender nem querer compreender, apegado a crenças que lhe impuseram através da tradição, está sujeito às mesmas dolorosas surpresas daquele que não crê.  

Sempre que cegos se deixam ‘conduzir’ por cegos, ambos se dirigem para os ‘abismos’ da vida, e quem disse isso foi Jesus, o Cristo! Mas nós fazemos questão de não ler, não aprender, não mudar, é tão ‘confortável’ acreditar que os outros vão carregar nosso fardo!...)   

COMO  EU  ENTENDO  O HOMEM NOVO  
Valentim Neto - 2014 (Revisão de expressões e notas) vale.aga@hotmail.com  
JOSÉ HERCULANO PIRES