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segunda-feira, 20 de abril de 2020

Cap 2 - No Corpo - Espírito Emmanuel

"Há quem menospreze o corpo, alegando com isso honorificar a alma; no entanto, isso é o mesmo que combater a escola, sob o estranho pretexto de beneficiar o aprendiz.  Leve observação, porém, nos fará lembrar a importância da vida física." 

"Diz-se, muitas vezes, que o corpo é adversário do espírito; contudo, é no corpo que dispomos daquele bendito anestésico do esquecimento temporário, com que a cirurgia da vida, nos hospitais do tempo, nos suprime as chagas morais instaladas por nós mesmos, no campo íntimo;"
- Deus é tão Misericordioso que nos permite um corpo que seja capaz de bloquear as experiências de vida pregressa, através do Véu- do esquecimento, afim de que, possamos reconstruir uma nova caminhada no bem.

"nele, reencontramos os desafetos de passadas reencarnações, nas teias da consanguinidade ou nas obrigações do grupo de serviço para a quitação necessária de nossos débitos, perante a lei que nos governa os destinos;"
- No corpo trazemos características hereditárias capazes de identificar as relações de afetividade, sejam elas afeto ou desafetos, que nos vinculam  para os devidos ajustes cármicos.

 "com ele, entesouramos, pouco a pouco, os valores da evolução e da cultura;"
- Trazemos guardado em nosso corpo espiritual, valores de todo nosso processo evolutivo, enquanto Espírito imortal que somos, bem como as diferentes culturas vivenciadas em encarnações pregressas.

"auxiliados por ele, perdemos os derradeiros resquícios de herança animal, que carregamos por força da longa vivência nos reinos inferiores da Criação, a fim de que nos elevemos aos topes da inteligência;"
- A cada encarnação vivida, vamos nos distanciando dos instintos animalescos do homem primitivo, e galgando um horizonte de desenvolvimento intelectual que nos aproxima do homem racional e do bom-senso.

 "integrados nele, é que somos pacientemente burilados pelos instrumentos da Natureza, ante a glória espiritual que a todos nos aguarda, no Infinito, na condição de filhos de Deus;"
- Integrados no corpo físico vamos construindo uma perspectiva evolutiva de crescimento e aprendizado na seara da vida, para que um dia, consigamos alcançar o infinito, na condição de filhos do Pai.

"e, finalmente, é ainda no corpo que somos defrontados pelos grandes amores, a começar pela abnegação dos anjos maternais da Terra, que nos presidem o estágio no plano físico, habilitando-nos para aquisição dos mais altos títulos da escola da experiência."
- É na condição de encarnados, dotados de um corpo físico, que nos reencontramos com os grandes amores, para ajustes e entendimento, rumo a evolução. 

" Meditemos em tudo isso e saibamos ver no corpo a harpa sublime em que a sabedoria do Senhor nos ensina, século a século, existência a existência e dia por dia, a bendita ciência do crescimento e da ascensão para a Vida Imortal."
- Aproveitemos a oportunidade em que a vida de forma globalizada, mesmo que imposta pela viralização do COVID-19 em todo o Planete Terra, para fazermos nossa parte, cuidando de si em casa, fortalecendo o sistema imunológico que enseja seu corpo no enfrentamento da pandemia do coronavírus.

Fonte:
Livro: Mãos Unidas. 
Autor: Francisco Cândido Xavier
Autor Espiritual: Emmanuel

Interpretação: Alessandra Uzêda

domingo, 16 de junho de 2019

Entenda a importância que seu corpo físico tem para você!



O Espírito Emmanuel afirma que há quem menospreze o corpo, alegando com isso honorificar a alma; no entanto, isso é o mesmo que combater a escola, sob o estranho pretexto de beneficiar o aprendiz. É importante lembrar do valor da vida física no âmbito das encarnações, para melhor valorizar o corpo físico, de tal sorte que não o submeta a sofrimentos cuja causas estão em nossas imperfeições morais que a culpa e a angústia nos consome, perante as tentativas de acertos.


É uma ignorância do homem, dizer que o corpo é adversário do espírito. Sem o corpo físico, jamais poderíamos desfrutar da bênção que é o véu do esquecimento e menos ainda, construir uma nova caminhada junto aos nossos desafetos. Como bem explica, Emmanuel é no corpo que dispomos daquele bendito anestésico do esquecimento temporário, com que a cirurgia da vida, nos hospitais do tempo, nos suprime as chagas morais instaladas por nós mesmos, no campo íntimo; nele, reencontramos os desafetos de passadas reencarnações, nas teias da consanguinidade ou nas obrigações do grupo de serviço para a quitação necessária de nossos débitos, perante a lei que nos governa os destinos; com ele, entesouramos, pouco a pouco, os valores da evolução e da cultura; auxiliados por ele, perdemos os derradeiros resquícios de herança animal, que carregamos por força da longa vivência nos reinos inferiores da Criação, a fim de que nos elevemos aos topes da inteligência; integrados nele, é que somos pacientemente burilados pelos instrumentos da Natureza, ante a glória espiritual que a todos nos aguarda, no Infinito, na condição de filhos de Deus; e, finalmente, é ainda no corpo que somos defrontados pelos grandes amores, a começar pela abnegação dos anjos maternais da Terra, que nos presidem o estágio no plano físico, habilitando-nos para aquisição dos mais altos títulos da escola da experiência. (CHICO XAVIER)

Emmanuel nos sugere que meditemos em tudo isso e saibamos ver no corpo a harpa sublime em que a sabedoria do Senhor nos ensina, século a século, existência a existência e dia por dia, a bendita ciência do crescimento e da ascensão para a Vida Imortal. 

Livro: Mãos Unidas de Francisco Cândido Xavier. Espírito Emmanuel. 2.O CORPO.

Inimigos desencarnados ou amigos feridos de outras vidas?


O olhar sobre o problema é algo que muda todo o entendimento sobre determinados fatos. Se pensarmos que para termos um inimigo, é preciso antes de tudo, que haja uma relação de afetividade, que por alguma razão, que muitas vezes desconhecemos, esse afeto foi ferido, seja lá por qual motivo for, e que, a partir daí, ganhamos um inimigo, entendemos que o inimigo pode realmente ser aquele amigo ferido em um dado momento. 

Quando a gente consegue alcançar essa compreensão, passamos a ser mais indulgentes, sabendo que nem sempre o homem é todo mal, e nem sempre o homem é todo bem. Somos parte dessas duas realidades que se expressam motivadas por determinadas causas.  E essas causas, residem no fato de sermos espíritos em processo de evolução, dotados de tamanhas imperfeições, mas que em algum momento, estaremos prontos a sair desses estágios mais primitivos de nossa existência.

Seja encarnado ou desencarnado, o Espírito em processo de evolução, caminha para o reconhecimento de suas imperfeições afim de se melhorar a cada dia, rumo ao seu destino. Entretanto, em se tratando de espíritos desencarnados, é preciso pensar que a morte não o livre senão, de seu envoltório corporal, mas que o espírito  do desencarnado pode estar vinculado ao seu, mesmo depois de ter deixado a terra. Tudo depende de suas motivações junto aos seus desafetos.

Por essa razão, é que os encarnados, enquanto estiverem na oportunidade da vida na carne, devem procurar encontrar um meio de viver em harmonia com seus amigos, familiares, mas sobretudo, buscarem um entendimento com seus desafetos, no sentido de neutralizar os conflitos, e os consequentes sentimentos de ódio, raiva, desejo de vingança, etc. Para isso, é preciso que estejamos revestidos de sentimentos nobres do entendimento,  pautados na humildade para reconhecer a sua participação no processo de conflito, e buscar o outro para esse entendimento fraterno e amigável; disponibilidade para o perdão verdadeiro, que traz para perto de si, aquele que um dia o ofendeu, sem mesmo lembrar da ofensa; amor para a busca e o acolhimento na medida de uma relação sadia, sem conflitos ou desconfiança, porque é preciso que atinjamos um nível de evolução espiritual que nos permita cumprir a máxima do Cristo: "amai os vossos inimigos".

Não há coração tão perverso que não seja tocado de bons procedimentos, mesmo inconscientemente (ALLAN KARDEC, 1864). Essa afirmativa nos remete a raciocinar sobre os nossos amigos feridos ou inimigos desencarnados sob a perspectiva  do amor, do cuidar, e porque não, da caridade? Pois, mesmo diante de intensos conflitos, que muitas vezes, se estendem por diversas vidas, quando uma das partes, humildemente, reconhece a sua responsabilidade, ela consegue tocar o outro, redirecionando ou lançando um novo olhar para o problema, e da mesma forma que de um amigo, conseguimos fazer um inimigo com a nossa animosidade, também conseguimos fazer de um inimigo um amigo, com a nossa amorosidade.

Os inimigos desencarnados manifestam seu ódio, suas perseguições pelas obsessões e subjugações, ocasionando as grandes provas sobre as quais, as pessoas estão submetidas na vida. A partir daí, é que surgem as dificuldades e os obstáculos que a maioria das pessoas acabam por enfrentar em suas vidas, além é claro, daqueles ocasionados por elas mesmas, por meio de suas respectivas escolhas com o uso de seus livre-arbítrios. Viver implica em escolhas diárias e cotidianas, que nos direcionam e orientam em direção ao nosso destino. Em virtude, de não termos alcançado ainda, um patamar de evolução espiritual e moral ideal, nos perdemos na rota do amor e da caridade, e acabamos nos colocando entre vítimas e algozes, nos caminhos da vida.

    
                                                          RESIGNAÇÃO

Entretanto, essas provas devem ser vistas e aceitas com a RESIGNAÇÃO  (aceitação daquilo que não pode ser mudado) e a RESILIÊNCIA (poder de recuperação, dar a volta por cima) necessárias ao enfrentamento dessas dificuldades. Quando compreender que os espíritos são pessoas desencarnados que já viveram na Terra como nós, e que por hora, orbitam em torno na Terra porque vibram na mesma sintonia dos encarnados dessa Terra de provas e expiações, aceitamos pelo entendimento  e compreensão, que os espíritos desencarnados são os espíritos encarnados de outrora, e que nós, espíritos encarnados, somos os espíritos desencarnados de outrora também. 

Passamos a compreender também que não há demônio , esse bicho cabeludo que andam pintando por aí, como se fosse de outra gênese, que não a do Espírito, ou que não a do homem. Assim como entre encarnados há homens animalizados, capazes das maiores atrocidades, sobre os quais ainda reinam um homem primitivo, possuído por instintos de agressividade constante, por não terem atingido um nível de esclarecimento e evolução que o tornasse capaz de amar, também há espíritos  desencarnados ainda animalizados por essas mesmas características, de tal sorte, que o faz agir como bicho. Ambos nas fieiras da reencarnação, necessitando de oportunidades para encarnar, afim de evoluir, aprender, e se espiritualizar. "O Espiritismo vem provar que esses demônios não são outros senão as almas dos homens perversos, que não se despojaram ainda dos instintos materiais; que não se pode apaziguá-los senão pelo sacrifício de seu ódio, quer dizer, pela caridade..."(ALLAN KARDEC, 1864)

Então fica a dica para todos os que vivem em conflitos, brigando e lutando por coisas alheias ao ser, e voltadas para o ter,  que é na vida de encarnado que temos as oportunidades de apaziguar nossos conflitos internos e externos, e nos entendermos com aqueles com os quais menos afinidades temos, mais conflitos causamos, mais dificuldades enfrentamos. 

Cada ponto de dificuldade, conflito, desafeto que permeia nossas vidas, devem ser olhados, cuidadosamente sob o olhar da indulgência, humildade e caridade, mas sobretudo, sobre o olhar do amor, lembrando que esse desafeto hoje, pode ter sido, o maior de todos os seus afetos por diversas vidas. 

Por Alessandra Uzêda
Reflexão Evangelho no Lar de 16/06/2019 21 hs
O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XII - Amai os vossos Inimigos - Os inimigos desencarnados.

domingo, 26 de maio de 2019

Consciência de si e da vida.


A consciência de si é o tesouro escondido no carma de cada ser que ainda habita o mundo de provas e expiações. É aquilo no qual cada indivíduo deve canalizar suas buscas, colocar sua melhor energia para conquista-la.

A consciência de si meus “fios”, traz a serenidade e o discernimento para o enfrentamento das dificuldades, dos desafios que os “fios” hão de ter na vida de meu Deus.

“Ocês” sabem que Deus está em tudo, sinalizando, apontando, guiando ocês “pro” caminho do bem da justiça de Xangô e “pro” amor incondicional de Deus, pai de todas as criaturas vivas que se encontram em processo de desenvolvimento e despertar de suas consciências, na terra.

Meus “fios” “ocês” ainda estão vivendo o processo de despertar da consciência, buscando os estudos “né” meus “fios”, para aprenderem a colocar os ensinamentos em prática conforme Jesus ensinou.

Porém meus fios, o processo de tomada de consciência não se faz assim, da noite pro dia, salvo as almas iluminadas né fios, como Francisco de Assis.
O que diferencia “ocês” dos outros e a disposição para aprender e buscar a reflexão.  O processo de conscientização envolve algumas fases que a veia vai explicar “pra ocês” entenderem “mior”.

Primeiro vem a insatisfação, que é consequência do senso crítico de “ocês”, que já percebem a diferença entre o bem e o mal, a verdade e a mentira.

Segundo meus “fios”, aquela centelha divina que cada um carrega consigo, começa a soltar uma faísca de luz quando os fios já percebem que não cabe mais em suas vidas o mal e a mentira.

Mas vejam bem meus “fios”, perceber que já não cabe mais não quer dizer que não fazem mais o mal e a mentira, entenderam meus fios. É o processo de consciência desabrochando no íntimo de cada um, levando-os a refletir sobre as possibilidades de mudança. Mas a mudança ainda não aconteceu.

Porém, quando surge a oportunidade de colocar em prática, os fios a muitas das vezes, ainda agem por instinto, e pra não contrariar as suas vontades acabam cometendo os mesmos erros, “né fio”, porque é muito difícil mesmo, eu sei, dizer não “pras” próprias vontades, dizer para sai, que não deve mais, que não convém mais. A partir daí, surgem os conflitos entre a sua consciência e o seu inconsciente. O inconsciente ainda te impulsiona para o desacerto, mas se é “bão”, então ocês acabam fazendo... Hahahaha!
Aquilo que meus fios dizem: Só mais uma vez né fios...hahahahaha! (fumando charuto).
Mas aí chega o momento em que, a consciência dos fios começa a enfrentar a inconsciência causando angústia do arrependimento nos atos dos fios. E os problemas então começam a surgir e os “fios” aí se perdem porque não sabem lidar com a ideia de que querem fazer algo, mas quando faz, já não convém mais, e se arrepende.

O não é necessário, é preciso meus “fios” principalmente quando deve ser dito para si mesmo. “Ocês” prestem atenção no que a “veia” vai dizer: o caminho é longo, para se tornar consciente de si. 

Esse caminho não é pontual, linear. “Ocês” podem alcançar a consciência em determinados pontos, determinadas coisas, e negligenciarem outros aspectos.

O ser consciente no seu mais amplo aspecto precisará, meus fios, nascer de novo. Mas nunca desanimem, nem desistam dessa busca, porque a veia pode garantir pra ocês que não há outro caminho pra se chegar a Jesus. E é por isso, que existem as encarnações, as reencarnações, para que todos tenham oportunidades variadas de ir aos poucos se depurando.

E ocês sabem, quando ocês poderão dizer, afirmar com todas as letras que são conscientes de si? Somente quando naturalmente agirem no caminho do bem, da justiça e da verdade. Simplesmente agir, tal como deve ser, sem nem mesmo, prestar atenção nisso, sem nem mesmo precisar pensar, refletir sobre o que é certo e o que é errado.
Num mundo como o de ocês não é possível isso ainda, porque tudo e todos estão em muitos questionamentos, não é mesmo meus fios?

Imagine um mundo em que todos pensamentos, todos sentimentos, mas principalmente, toda atitude é voltada para o bem maior da humanidade.! Imaginou? Esse é o mundo das almas conscientes de si. Ocês estão no despertar, de parabéns, porque já estão muito à frente de muitos fios de Deus, que nem sabem que são alma, nem de onde veio, menos ainda pra onde vão.

Fica a reflexão da veia preta do Congar. Salve os fios de Deus! Salve a terra! Salve Jesus! Salve!
Vovó Maria Amélia.
Psicografia de Alessandra Uzêda

Onde tiver, leia-se:
 ocês = vocês
mior - melhor
veia - velha
pro- para o
pra - para
bão - bom


quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A IMPORTÂNCIA DA PRIMEIRA FASE DA INFÂNCIA PARA A PROGRAMAÇÃO ESPIRITUAL

"A infância ainda tem outra utilidade. Os espíritos só entram na vida corporal para se aperfeiçoarem, para se melhorarem. A delicadeza da idade infantil os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devem fazê-los progredir. 

Nessa fase é que se lhes pode reformar os caracteres e reprimir os maus pendores. Tal o dever que Deus impôs aos pais, missão sagrada de que terão que dar conta, ..." Allan Kardec "O Livro dos Espíritos", questão 385. 

Emmanuel, no prefácio do livro "Missionários da Luz", intitulado "Ante os Tempos Novos", informa que André Luiz retorna: "( ... ) esclarecendo que o homem é um Espírito eterno habitando temporariamente o templo vivo da carne terrestre; que o perispírito não é um corpo de vaga neblina e, sim, organização viva a que se amoldam as células materiais; que a alma, em qualquer parte, recebe, segundo as suas criações individuais; que os laços do amor e do ódio nos acompanham em qualquer círculo da vida; que outras atividades são desempenhadas pela consciência encarnada, além da luta vulgar de cada dia; que a reencarnação é orientada por sublimes ascendentes espirituais e que, além do sepulcro, a alma continua lutando e aprendendo, aperfeiçoando-se e servindo aos desígnios do Senhor, crescendo sempre para a glória imortal a que o Pai nos destinou". (Missionários da Luz, Emmanuel) 

O ser humano não é apenas o resultado do encontro de um espermatozóide e um óvulo, que dá origem ao zigoto, mas acima de tudo, um espírito que retorna ao cenário terreno com uma nova proposta de vida, com todo o seu cabedal de aquisições, conhecimentos e expectativas e que, após a fecundação, se liga, através do seu perispírito, à nova forma física que se inicia. 

Milhares de transformações acontecem então, num processo que nada tem de casual, evidentemente obedecendo às leis da genética, mas trazendo no seu bojo, no fulcro mais recôndito, a presença do espírito reencarnante, que influencia vibratoriamente, com toda a sua carga energética, a seqüência desencadeada.

Esta a gênese da vida física. A presença do espírito é fator determinante e indica que o feto não é apenas um amontoado de células que se organizam de forma automatizada, mas, sim, um ser humano que regressa ao plano material, com seus sentimentos, virtudes e paixões e, acima de tudo, que necessita da sagrada oportunidade de um novo corpo físico. 

A exemplo da crisálida da borboleta, pode-se dizer que a veste física é o casulo da vida, ao qual o espírito está profundamente vinculado, para que ocorra, na experiência reencarnatória, durante o tempo necessário, o  maravilhoso processo de sua transformação e aperfeiçoamento, que, ao final, rompendo-se o casulo pela morte, permitirá que o voo de libertação enfim aconteça. 

No livro acima citado, André Luiz descreve com detalhes os preparativos que antecedem o retorno do espírito Segismundo ao mundo corporal. Segundo este autor espiritual, expressivo número de reencarnações são precedidas por um planejamento meticuloso, que engloba desde a escolha dos pais, o meio em que acontecerá o retorno até minuciosas providências com relação ao corpo carnal que registrará as sequelas, as distonias ou o equilíbrio, a harmonia que expressam as aquisições do espírito através de seu campo perispiritual. 

Vale ressaltar, a esta altura, conforme instrui Joanna de Ângelis, que: 

"Os sofrimentos humanos de natureza cármica podem apresentar-se sob dois aspectos que se complementam: provação e expiação. Ambos objetivam educar ou reeducar, predispondo as criaturas ao inevitável crescimento íntimo, na busca da plenitude que as aguarda". (Plenitude, Joanna de Ângelis) 

Como se pode inferir, estes dois aspectos expressam as condições evolutivas do espírito reencarnante. Registra Allan Kardec, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", ao enfocar as diferentes categorias de mundos habitados (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo), que a nossa Terra está classificada entre aqueles de provas e expiações. O que quer dizer que a Humanidade que habita o Planeta está neste patamar evolutivo. Portanto, a nossa casa planetária está concorde com seus habitantes. Em decorrência, os espíritos encarnados e desencarnados que integram a população total do globo terrestre apresentam-se nestas mesmas condições (Exceção de determinados espíritos que reencarnam em missão no Planeta) e cada um terá a programação espiritual que lhe for mais benéfica e produtiva.

 Ao ser programado o retorno de um espírito, se este estiver no nível de provação, terá condições de solicitar alguma experiência que lhe pareça necessária, propor algo, como também ouvirá as ponderações e orientações de seus guias espirituais, que analisarão sua ficha espiritual e as probabilidades de êxito, de acordo com as tendências, conquistas e comprometimentos relacionados com as experiências pregressas. 

Não se pode perder de vista o fato de que o espírito, quando desencarnado, tem outro entendimento acerca da sua própria situação, exceção, é claro, dos que ainda estão cristalizados em condutas de rebeldia perante as Leis Divinas, que cultivam a crueldade e a violência. 

Assim, o espírito cônscio de sua real condição sentirá, em seu mundo íntimo, a necessidade imperiosa de ressarcir os erros do passado. 

Vejamos como a Benfeitora Joanna assinala as características do quadro provacional: 

"As provações se manifestam, desta forma, de maneira suave, lenificadora no seu conteúdo e abençoada nas suas finalidades. Sem o caráter punitivo, educam de forma consciente, incitando ao aproveitamento da ocasião em forma eficiente e mais lucrativa, com o que equipam aqueles que as experimentam, para que se convertam em exemplos, apóstolos do amor, do sofrimento, missionários do bem, mártires dos ideais que esposam, mesmo que no anonimato dos testemunhos, sempre se tornando modelos dignos de serem imitados por outras pessoas. 

As provações mudam de curso, suavizando-se ou agravando-se conforme o desempenho do espírito". (Joanna de Ângelis, Plenitude) Portanto, a programação delineada poderá ser alterada, amenizada, desde que a vivência, no plano físico, expresse uma característica altruística, empenho no bem e esforço de melhoria íntima. 

Caso o espírito reencarnado, no uso de seu livre-arbítrio, esquecido de seus compromissos e fascinado por certas condutas terrenas, nas quais imperam os vícios e desequilíbrios, optar por estas experiências, terá, como é natural, um agravamento de sua situação

Isto, porém, não significa retrocesso, visto que o espírito não retroage. "O Livro dos Espíritos", perg. 398-a: porquanto o Espírito é suscetível de se adiantar ou de parar; nunca, porém, de retroceder", 

As expiações, entretanto, expressam situações mais graves e, por isso mesmo, são impostas e irrecusáveis. Segundo Joanna, constituem: "medicação eficaz, a cirurgia corretiva para o mal que se agravou", 

Sua diferença primordial, em relação às provações, reside no fato de que estas promovem o indivíduo através do sofrimento reparador, enquanto que as expiações visam a restaurar o equilíbrio perdido, ao tempo em que reconduzem o infrator à posição espiritual em que se encontrava, antes da queda desastrosa. 

Os quadros expiatórios traduzem situações de maior gravidade, não sendo possível uma mudança de curso, embora possam ser atenuados, dependendo da conduta daquele que está submetido a tais experiências. 

É importante ter em mente que a dor não é uma punição divina, mas um processo educativo ínsito na Lei de Ação e Reação. 

Quando agredimos a Lei Divina, esta, nos seus perfeitos mecanismos, nos propiciará a reação correspondente aos atos danosos praticados. 

Isto, como é óbvio, ocorre igualmente em relação às ações altruísticas que realizamos. "Cada ser vive com a consciência que estrutura", enfatiza a mentora citada. 

Podemos observar entre os quadros expiatórios as ocorrências de limitações orgânicas e mentais graves, as patologias congênitas irreversíveis, enfermidades degenerativas, alguns tipos de câncer, certos tipos de transtornos mentais. São recursos educativos para o infrator reincidente e rebelde. 

Diante destas explicações, extremamente justas porque abrangem todos os seres humanos na sua escalada evolutiva, embora apresentem infinitas gradações de acordo com o patamar evolutivo de cada um, trazem no seu bojo a presença permanente da Misericórdia Divina a velar e amparar a todos os seus filhos. 

De nossa parte, diante de nossos irmãos que estão vivenciando expiações dolorosas, devemos ter o cuidado e a sensibilidade de não os rotularmos como criminosos, trânsfugas das divinas leis, pois existem outras situações para as quais devemos atentar, além de expressarmos uma maneira negativa e, até mesmo, descaridosa. Quanto mais não seja porque, quem sabe, talvez em nosso passado tivéssemos a mesma conduta que hoje recriminamos ou condenamos.

Joanna de Ângelis enfoca nesse mesmo livro, a questão das aparentes expiações - seres que, em nome do amor, escolheram situações de grande sofrimento para exemplificarem coragem, paciência, resignação ou mesmo um alerta e um convite para uma vivência espiritualizada junto aos que os cercam. 

Jesus é o exemplo máximo. Na mesma linha estão Francisco de Assis, Helen Keller e alguns outros vultos que não expurgavam débitos e se constituíram em lições vivas de amor à humanidade. 

Huberto Rohden, autor espiritualista, fala a respeito e menciona ser um "sofrimento crédito". (Huberto, Rohden, Por que sofremos) 

No Evangelho de João, cap. 9, nos itens 1 a 41, encontramos a cura do cego de nascença, que é um excelente e belo exemplo de sofrimento crédito. 

Analisemos o trecho a seguir: "E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestassem nele as obras de Deus". (O novo testamento) 

Não está muito claro o texto evangélico? Voltemos agora a André Luiz. 

Usando como exemplo o processo reencarnatório de Segismundo, que retornaria à esfera terrena com o propósito de rearmonizar-se com desafetos do passado, André evidencia a cuidadosa programação que antecede o momento do nascimento, o que nos enseja conhecer um pouco a trajetória do ser em suas etapas evolutivas. 

Assim, já sabemos que, acima de tudo, esplende o espírito imortal, que imprime na organização fetal, através de seu perispírito, os seus conteúdos energéticos, para escrever mais um capítulo da sua história pessoal. 

ndré Luiz esclarece quanto a outros processos reencarnatórios, que vale mencionar. É importante ressaltar, ainda, que cada um de nós conta com orientadores espirituais, espíritos amigos, que se interessam pelo nosso progresso e, em especial, com aquele que é denominado anjo-de-guarda. Este é o espírito protetor, que vela mais diretamente pelo reencarnado. Todos os seres humanos contam com essa proteção. Mas é preciso evidenciar, desde já, que também nos observam, nos cercam, nos acompanham e até podem chegar a perseguir-nos os que prejudicamos no passado, agora desejosos de promover e assistir aos nossos insucessos. 

Até a idade de sete anos, o espírito protetor está bem próximo de seu protegido. Por essa época, o processo reencarnatório está consolidado, e esse bom amigo passará a segui-lo a certa distância, permitindo-lhe, gradualmente, o exercício do livre-arbítrio e o crescimento pessoal à custa do próprio esforço. Mas sempre estará emitindo ideias e instruções que o ajudem nas suas escolhas. 

O espírito vem, portanto, reaprender a vida e, a partir das novas experiências, reconstruir o seu mundo íntimo, através dos reajustamentos que possa conseguir com seus credores e com os demais que lhe enriquecerão o convívio pessoal.

A importância da missão dos pais avulta, nesse contexto, conforme ressalta Allan Kardec, no cap. XXVIII, item 53, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo": 

"O encargo de lhes guiar os primeiros passos e de encaminhá-los para o bem cabe a seus pais, que responderão perante Deus pelo desempenho que derem a este mandato. Para facilitar-lhes, foi que Deus fez do amor paterno e do amor filial uma lei da Natureza, lei que jamais se transgride impunemente". (Joanna de Ângelis, Plenitude). 

Livro: Mediunidade e obsessão em crianças
Autora: Suely caldas Schubert

QUEM É A CRIANÇA À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA?


A criança é um espírito reencarnado. Esta é a mais revolucionária de todas as ideias, no tocante à compreensão de quem é a criança.

Ao elucidar esta verdade, o Espiritismo promove uma notável revolução nas deduções e métodos dos especialistas em desenvolvimento infantil.

A criança é um espírito imortal, dotado de experiências decorrentes de suas encarnações anteriores. 

Como todos os filhos de Deus, traz em si mesma o germe da perfeição, consoante elucida Allan Kardec, em "O Livro dos Espíritos", nos seus comentários à questão 776:

 "Sendo perfectível e trazendo em si o germe do seu aperfeiçoamento, o homem não foi destinado a viver perpetuamente no estado de natureza, como não o foi a viver eternamente na infância". (Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos) 

Oportuno registrar, para aprofundar nosso entendimento, a palavra do Instrutor Espiritual Calderaro, no livro "No Mundo Maior", ressaltando o processo evolutivo: 

"Somos filhos de Deus e herdeiros dos séculos, conquistando valores, de experiência em experiência, de milênio a milênio. Não há favoritismo no Templo Universal do Eterno,  e todas as forças da Criação aperfeiçoam-se no Infinito. A crisálida de consciência que reside no cristal a rolar na corrente do rio, aí se acha em processo liberatório; as árvores que, por vezes, se aprumam centenas de anos, a suportar os golpes do inverno e acalentadas pelas carícias da primavera, estão conquistando a memória; a fêmea do tigre, lambendo os filhinhos recém-natos, aprende rudimentos do amor; o símio, guinchando, organiza a faculdade da palavra. Em verdade, Deus criou o mundo, mas nós nos conservamos ainda longe da obra completa. Os seres que habitam o Universo ressumbrarão suor por muito tempo, a aprimorá-lo. Assim também a individualidade. Somos criação do Autor Divino e devemos aperfeiçoar-nos integralmente. O Eterno Pai estabeleceu como lei universal que seja a perfeição obra de cooperativismo entre Ele e nós, os seus filhos". (No mundo maior, André Luiz)

Portanto, quando no instante do parto um recém-nascido dá o seu primeiro choro, isto significa que um espírito se revestiu de um corpo físico trazendo consigo uma longa história já escrita, repleta de erros e acertos, a prosseguir pelo tempo afora, em sucessivas e imprescindíveis experiências reencarnatórias, escrevendo novos capítulos, no laborioso processo evolutivo rumo à perfeição

Assim, o ser humano traz em seu íntimo as infinitas possibilidades de crescimento, de amadurecimento espiritual que só através do tempo irão se concretizar. 

A esta altura, é oportuno mencionar que Allan Kardec questionou os Instrutores Espirituais quanto à importância da encarnação, em "O Livro dos Espíritos": 

"Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos? 

- Deus lhes impôs a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação.

 Visa ainda a outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da Criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, afim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. 

É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta. "(Allan Kardec, O livro dos Espíritos) - questão 132. Mais adiante, o Codificador acrescenta: 

Como pode a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea,acabar de depurar-se? 

- Sofrendo a prova de uma nova existência." - questão 166.

Sendo a criança um espírito reencarnado, traz ínsito em seu inconsciente, o acervo de conhecimentos e conquistas anteriores, que assomam durante a vida terrena em forma de  aptidões, tendências, preferências, limitações, bloqueios, traumas, que constituem todo o elenco de facilidades e dificuldades nas múltiplas áreas de sua atuação e que irão influenciar o processo do seu desenvolvimento, educação, formação de caráter para compor a sua personalidade atual.

Infere-se que, a cada encarnação, o espírito, sem perder a sua individualidade, assume uma nova personalidade, decorrente de suas necessidades mais prementes. 

Assim, está sempre vivenciando novas experiências, como por exemplo, desenvolvendo, em determinada existência, uma aptidão artística para cuja atividade encontrará facilidades ou aprimorando uma propensão para a mecânica, para a matemática, para o exercício da medicina, da engenharia, para pesquisas científicas, etc., como também poderá renascer em um meio onde não tenha condições de exercer determinadas tendências, embora estejam latentes em seu íntimo, como uma prova necessária, por tê-las usado de forma prejudicial para si e para os outros. Em contrapartida, a fim de burilar o seu caráter, no âmbito dos valores morais, passará por experiências e situações que o motivem a isso. 

Percebendo a importância do período infantil, Allan Kardec propôs aos Benfeitores Espirituais a seguinte questão:

Qual é, para este [o Espírito], a utilidade de passar pelo estado de infância?

 - Encarnando, com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo. (Allan Kardec, O livro dos Espíritos) - questão 383. 

A infância é, pois, o período propício para que sejam introjetados no íntimo do espírito recentemente reencarnado os novos valores, através da aquisição de hábitos, condutas, vivências que o enriqueçam e preparem para o decurso de sua vida terrena.

Autora: Suely Caldas Schubert
Livro: Mediunidade e Obsessão em crianças

sábado, 2 de junho de 2018

CADA EXISTÊNCIA, UMA LIBERTAÇÃO.

Emmanuel nos ensina que cada nova encarnação é como se retivéssemos esperanças, procurando explodir, e, por essa razão, sofremos a impossibilidade transitória de alcançar o ideal a que nos propomos.

Para realizar os melhores sonhos, devemos aspirar ao estudo edificante do Universo, ansiar por atingir as culminâncias da Ciência e da Arte, persistir na aquisição da felicidade e vivenciar as provas, mesmo que de dor,  pela integração da própria alma no amor supremo... 

Entretanto, ele nos mostra que quase sempre temos ainda o coração preso à dívida. E que há problemas que solicitam toda uma existência de renúncia constante, para que o fio do destino se desembarace e possamos enxergar a luz no horizonte. E ainda nos aconselha que mesmo diante de todas as dificuldades, não devemos desertar da prova que nos foi confiada, temporariamente, na grande tribulação.

O lar repleto de sacrifícios, a família consanguíneo a configurar-se por desafios intensos, a viuvez expressando exílio, a obrigação qual golilha atada ao pescoço, o compromisso que aprisiona e as doenças graves, constituem liquidações de longo prazo ou ajuste de contas a prestações, para que a liberdade nos felicite. Resgata, pois, sem revolta, o próprio caminho. 

Enquanto há inquietação na consciência, há resto a resgatar ou ajustar. Agradece, assim, as dificuldades e as dores que te rodeiam. Cada existência, no plano físico, pode ser um passo adiante, que te projete na vanguarda de luz. 

Misericórdia na Justiça Divina, consolações inefáveis, braços amigos, diretrizes renovadores e auxílio constante não te faltam, em tempo algum; contudo, está em ti mesmo aceitar, adiar, reduzir, facilitar ou agravar o preço da tua libertação. 

quinta-feira, 31 de maio de 2018

RETORNO À PÁTRIA ESPIRITUAL

Sabemos que somos Espíritos encarnados, vivendo as experiências desta vida, e que, cumprindo a programação de nossa encarnação, retornaremos à pátria espiritual.  

A questão é como se sente os Espíritos que retornam à pátria espiritual, após a morte do corpo físico?

Segundo Emmanuel, em o livro Justiça Divina, de Francisco Cândido Xavier, o Espírito ao retornar para a vida espiritual, vivencia: 
  1. A Emoção do reencontro daqueles que lhes são afins.
  2. A Alegria da redescoberta de si e da própria vida espiritual.
Contudo, vivencia uma série de conflitos antagônicos, que os colocam em situação de fragilidade emocional, tais como diz Emmanuel:
  1. Por fora o carinho que nos reúne.
  2. Por dentro o remorso que nos fustiga.
  3. Vanguarda que fulgura.
  4. Retaguarda que obscurece.
  5. Êxtase e dor.
  6. Esperança e arrependimento.
Muitos sentem-se envergonhados diante daqueles que os encorajam ao acerto, quando tomam consciência do dever nem sempre cumprido quando encarnado. Com isso, acabam buscando o recomeço, através de uma nova encarnação.

Afim de que não desperdicemos nossas atuais encarnações, o Espírito Emmanuel nos sugere:

" Agradece, assim, o lugar de prova em que te situas.
Corpo doente, companheiro difícil, parente complexo, chefe amargo e dificuldade constante são oportunidades que se renovam.
Todo título exterior é instrumentação de serviço.
A existência terrestre é o bom combate.
Defeito e imperfeição, débito e culpa são inimigos que nos defrontam.
Aperfeiçoamento individual é a única vitória que não se altera.
E, em toda parte, o verdadeiro campo de luta somos nós mesmos."


domingo, 1 de abril de 2018

O HOMEM NOVO

Para construir um mundo novo precisamos de um homem novo.O mundo está cheio de erros e injustiças porque é a soma dos erros e injustiças dos homens. 

Todos sabemos que temos de morrer, mas só nos preocupamos com o viver passageiro da Terra. Por isso, a humanidade desencarnada que nos rodeia é ainda mais sofredora e miserável que a encarnada a que pertencemos.

"As filas de doentes que eu atendia na vida terrena — diz a mensagem de um espírito — continuam neste lado." 

Muita gente estranha que nas sessões espíritas se manifestem tantos espíritos sofredores. Seria de estranhar se apenas se manifestassem espíritos felizes. 

Basta olharmos ao nosso redor e também para dentro de nós mesmos, para vermos de que barro é feita a criatura humana em nosso planeta. 

Fala-se muito em fraude e mistificação no Espiritismo, como se ambas não estivessem em toda parte, onde quer que exista uma criatura humana. 

Espíritos e médiuns que fraudam são nossos companheiros de plano evolutivo, nossos colegas de fraudes cotidianas. 

O Espiritismo está na Terra, em cumprimento à promessa evangélica de Consolador, para consolar os aflitos e oferecer a verdade aos que anseiam por ela. 

Sua missão é transformar o homem para que o mundo se transforme. Há muita gente querendo fazer o contrário: mudar o mundo para mudar o homem. 

O Espiritismo ensina que a transformação é conjunta e recíproca, mas tem de começar pelo homem. Enquanto o homem não melhora, o mundo não se transforma. 

Inútil, pois, apelar para modificações superficiais. Temos de insistir na mudança essencial de nós mesmos. O homem novo que nos dará um mundo novo é tão velho quanto os ensinos espirituais do mais remoto passado, renovados pelo Evangelho e revividos pelo Espiritismo. 

Sem amor não há justiça e sem verdade não escaparemos à fraude, à mistificação, à mentira, à traição. 

O trabalho espírita é a continuação natural e histórica do trabalho cristão que modificou o mundo antigo. Nossa luta é o bom combate do apóstolo Paulo: despertar as consciências e libertar o homem do egoísmo, da vaidade e da ganância. "

Os anos não nos dão experiência nem sabedoria — dizia o vagabundo de Knut Hamsun — mas nos deixam os cabelos horrorosamente grisalhos."

 É o que vemos no final desse poema bucólico da Noruega que é "Um Vagabundo Toca em Surdina". Knut Hamsun era um individualista e sobretudo um lírico do individualismo. Mas o homem que se abre para o altruísmo sabe que as verdades do indivíduo são geralmente moedas falsas, de circulação restrita. 

A verdade maior — ou verdadeira — é a que nasce do contexto social, da usina das relações, onde o indivíduo se forma pelo contato com os outros. Os anos não trazem apenas os cabelos brancos — trazem também a experiência, mestra da vida, e com ela a sabedoria. E no dia a dia da existência que o homem vai modelando aos poucos a sua própria argila, o barro plástico de que Deus formou o seu corpo na Terra. 

Cada idade, afirmou Léon Denis, tem o seu próprio encanto, a sua própria beleza. É belo ser jovem e temerário, mas talvez seja mais belo ser velho e prudente, iluminado por uma visão da vida que não se fecha no círculo estreito das paixões ilusórias. O homem amadurece com o passar dos anos. A vida tem as suas estações, já diziam os romanos. 

À semelhança do ano, ela se divide nas quatro estações da existência que são: a primavera da infância e da adolescência, o verão da mocidade e outono da madureza e o inverno da velhice. 

Mas também à semelhança dos anos, as vidas se encadeiam no processo da existência, de maneira que as estações se renovam em cada encarnação. Viver, para o individualista, é atravessar os anos de uma existência. Mas viver, para o altruísta, é atravessar as existências palingenésicas, as vidas sucessivas, em direção à sabedoria. 

O branquear dos cabelos não é mais do que o início das nevadas do inverno. Mas após cada inverno voltará de novo a primavera. A importância dos anos é, portanto, a mesma das léguas numa caminhada em direção ao futuro. 

Cada novo ano que surge é para nós, os caminheiros da evolução, uma nova oportunidade de progresso que se abre no horizonte. Entremos no ano novo com a decisão de aproveitá-lo em todos os seus recursos. Não desprezemos a riqueza dos seus minutos, das suas horas, dos seus dias, dos seus meses. Cada um desses fragmentos do ano constitui uma parte da herança de Deus que nos caberá no futuro. 


Livro: O homem novo
Autor: José Herculano Pires.

domingo, 10 de agosto de 2014

I- PRELÚDIO-O Livro dos Espíritos, Allan Kardec ,CAPÍTULO VII: Retorno à Vida Corporal- LIVRO SEGUNDO

LIVRO SEGUNDO
MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS
CAPÍTULO VII– RETORNO À VIDA CORPORAL
I-              Prelúdio do Retorno
             (Questões 330 à 343)


Os Espíritos pressentem a época em que terão de se reencarnar, como o cego sente o fogo de que se aproxima. Sabem que devem retomar um corpo, como sabeis que deveis morrer um dia, mas ignoram quando isso acontecerá

A reencarnação é, portanto, uma necessidade da vida espírita, como a morte é uma necessidade da vida corpórea.
Nem todos os Espíritos se preocupam com a sua reencarnação. Há os que absolutamente não pensam nela, que nem mesmo a compreendem; isso depende de sua natureza mais ou menos avançada. Para alguns, a incerteza quanto ao futuro é uma punição.

O Espírito pode abreviar ou retardar o momento da reencarnação. Pode abreviá-lo, solicitando-o por suas preces, e pode também retardá-lo, se recuar ante a prova. Porque entre os Espíritos há também indiferentes e poltrões; mas não o faz impunemente, pois sofre com isso, como aquele que recusa o remédio que o pode curar.

Se um Espírito se sentisse bastante feliz numa condição mediana entre os Espíritos errantes, e não tivesse a ambição de se elevar, poderia prolongar esse estado por um dado tempo, porém não indefinidamente; cedo ou tarde, o Espírito sente a necessidade de avançar; todos devem elevar-se, pois esse é o destino de todos.

A união da alma com este ou aquele corpo é sempre designada com uma certa antecedência. O Espírito é sempre designado com antecedência. Escolhendo a prova que deseja sofrer, o Espírito pede para se encarnar; ora, Deus, que tudo sabe e tudo vê, sabe e vê com antecedência que tal alma se unirá a tal corpo.

O Espírito tem o direito de escolher o corpo e o gênero de vida que lhe deve servir de prova, porque as imperfeições do corpo são provas que o ajudam no seu adiantamento, se ele vencer os obstáculos encontrados; mas a escolha nem sempre depende dele, que pode pedi-la.

Se o Espírito, no último momento, recusar o corpo escolhido, sofreria muito mais do que aquele que não tivesse tentado nenhuma prova.

Não poderia acontecer de um corpo que deve nascer não encontrasse Espírito para encarnar-se nele, pois que Deus proveria a isso. A criança, quando deve nascer para viver, tem sempre uma alma predestinada: nada é criado sem um desígnio.

A união do Espírito com determinado corpo pode ser imposta por Deus, da mesma maneira que as diferentes provas, sobretudo quando o Espírito ainda não está apto afazer uma escolha com conhecimento de causa. Como expiação, o Espírito pode ser constrangido a se unir ao corpo de uma criança que, por seu nascimento e pela posição que terá no mundo, poderá tornar-se para ele um meio de castigo.

Se acontecesse que muitos Espíritos se apresentassem para ocupar um mesmo corpo que vai nascer, Deus é quem julga, em casos assim, qual é o mais capaz, de preencher a missão a que a criança se destina. Mas, como já disse, o Espírito é designado antes do instante em que devem unir-se ao corpo.

O momento da encarnação é seguido de maior perturbação ao que se verifica na desencarnação, e sobretudo mais longa. Na morte, o Espírito sai da escravidão; no nascimento, entra nela.

O instante em que o Espírito deve encarnar-se é para ele um instante como um viajante que embarca para uma travessia perigosa e não sabe se vai encontrar a morte nas vagas que afronta.

  Comentário de Kardec: O viajante que embarca sabe a que perigos se expõe, mas não sabe se naufragará. Assim se dá com o Espírito: ele conhece o gênero de provas a que se submete, mas não sabe se sucumbirá.

      Da mesma maneira que a morte do corpo é um renascimento para o Espírito, a reencarnação é para ele uma espécie de morte, ou antes, de exílio e de clausura. Ele deixa o mundo dos Espíritos pelo mundo corpóreo, como o homem deixa o mundo corpóreo pelo mundo dos Espíritos. O Espírito sabe que se reencarnará, como o homem sabe que morre; mas, como este, não tem consciência do fato senão no último momento, quando chega o tempo desejado. Então nesse momento supremo, a perturbação o envolve, como no homem em agonia, e essa perturbação persiste até que a nova existência esteja nitidamente firmada. O início da reencarnação é uma espécie de agonia para o Espírito.

A incerteza do Espírito quanto à eventualidade do sucesso das provas que vai sofrer na vida é para ele uma causa de grande aflição, antes da encarnação, pois as provas da sua existência o retardarão ou farão avançar, segundo as tiver bem ou mal suportado.

No momento de sua reencarnação, a depender da esfera que o Espírito habita, o Espírito é acompanhado por outros Espíritos, seus amigos, que assistem à sua partida do mundo espírita, como o vão receber na sua volta. Se está nas esferas em que reina a afeição, os Espíritos que o amam o acompanham até o derradeiro momento, o encorajam e frequentemente, mesmo, o seguem durante a vida.

Os Espíritos amigos que nos seguem durante a vida, muito frequentemente, são os que, por vezes,  vemos em sonho, que nos testemunham a sua afeição e que se nos apresentam com feições desconhecidas; eles vêm visitar-nos, como ides ver um prisioneiro sob chaves.


terça-feira, 5 de agosto de 2014

VIII- LEMBRANÇAS DAS EXISTÊNCIAS CORPÓREAS-O Livro dos Espíritos, Allan Kardec ,CAPÍTULO VI: Vida Espírita- LIVRO SEGUNDO



O Espírito se lembra da sua existência corpórea, tendo vivido muitas vezes como homem, recorda-se do que foi. E te asseguro que, por vezes, ri-se de piedade de si mesmo.
 Comentário de Kardec:    Como o homem que, atingindo a idade da razão, ri das suas loucuras da juventude ou das puerilidades da sua infância.

A lembrança da existência corpórea não se apresenta ao Espírito de maneira completa e inopinada, após a morte; mas pouco a pouco, como alguma coisa que sai do nevoeiro, e à medida que nela vai fixando a sua atenção.

O Espírito se lembra e das coisas na razão das consequências que acarretam para a sua situação de Espírito. Mas compreende que há circunstâncias às quais ele não atribui nenhuma importância e que nem mesmo procura recordar.
Pode lembrar-se dos detalhes e dos incidentes mais minuciosos, sejam de acontecimentos, sejam mesmo de seus pensamentos. Mas quando isso não tem utilidade, ele não o faz.

Seguramente, entrevê a finalidade da vida terrestre, com relação à vida futura; a vê e compreende muito melhor do que quando vivia no corpo. Compreende a necessidade de purificação para chegar ao infinito, e sabe que a cada existência se livra de algumas impurezas.

A vida passada se desenrola na memória do Espírito, por um esforço da sua imaginação ou como um quadro que ele tenha ante os olhos. Todos os atos que tenham interesse para a sua lembrança são para ele como se estivessem presentes; os outros ficam mais ou menos no fundo da memória, ou completamente esquecidos. Quanto mais desmaterializado estiver, menos importância atribui às coisas materiais. Fazes muitas vezes a evocação de um Espírito errante, que acabou de deixar a Terra e não se lembra dos nomes das pessoas que amava, nem dos detalhes   que para ti parecem importantes: é que pouco lhe interessam e caem no esquecimento. Aquilo de que ele se lembra muito bem são os fatos principais, que o ajudam a se melhorar.
O Espírito se lembra de todas as existências que precederam a que acabou de deixar, pois que todo o seu passado se desenrola diante dele, como as etapas de um caminho que o viajante percorreu. Mas, como já dissemos, ele não se lembra de uma maneira absoluta de todos os atos, recordando-os apenas na razão da influência que tenham sobre o seu estado presente. Quanto às primeiras existências, as que se podem considerar como a infância do Espírito, perdem-se no vago e desaparecem na noite do esquecimento.

O Espírito considera o corpo que acabou de deixar, como uma veste imprópria, que o incomodava e da qual se sente feliz por se ter desembaraçado.

O sentimento que experimenta à vista do seu corpo em decomposição, quase sempre o de indiferença, como por uma coisa a que não dá mais importância.

Algumas vezes, ao fim de um certo lapso de tempo, o Espírito reconhece os ossos ou outras coisas que lhe tenham pertencido. Isso depende da maneira mais ou menos elevada pela qual considere as coisas terrestres.

O Espírito se sente sempre feliz de ser lembrado. As coisas que dele conservamos avivam em nós a sua lembrança, mas é o pensamento o que o atrai para vós e não os objetos.

Frequentemente, os Espíritos conservam a lembrança dos sofrimentos que suportaram durante sua última existência corpórea, e essa lembrança os faz melhor avaliar a felicidade que podem desfrutar como Espíritos.

Somente os Espíritos inferiores podem lastimar os gozos que correspondem à impureza de sua natureza, e que eles expiam pelo sofrimento. Para os Espíritos elevados, a felicidade eterna é mil vezes preferível aos prazeres efêmeros da Terra.

Aquele que iniciou grandes trabalhos com uma finalidade útil e que os vê interrompidos pela morte não lamenta tê-los deixado por acabar, porque vê que os outros estão destinados a concluí-los. Ao contrário, trata de influenciar outros Espíritos humanos a continuá-los. Seu objetivo, na Terra, era o bem da Humanidade; esse objetivo é o mesmo, no mundo dos Espíritos.

Aquele que deixou trabalhos de arte ou de literatura conserva pelas suas obras o amor que tinha durante a vida em função de sua elevação; segundo sua elevação, julga-as de outra maneira e frequentemente reprova o que mais admirava.

O Espírito se interessa ainda pelos trabalhos que se fazem na Terra, pelo progresso das artes e das ciências, a depender se de sua elevação ou da missão que possa ter a cumprir. Aquilo que vos parece magnífico é frequentemente bem pouca coisa para certos Espíritos, que o admiram como o sábio admira a obra de um escolar. Eles examinam o que pode provar a elevação dos Espíritos encarnados e seus progressos.

Os Espíritos conservam, depois da morte, o amor da pátria, e sempre o mesmo princípio: para os Espíritos elevados, a pátria é o universo; na Terra, é aquela em que possuem maior número de pessoas simpáticas.

   Comentário de Kardec: A situação dos Espíritos e sua maneira de ver as coisas variam ao infinito, na razão do grau de seu desenvolvimento moral e intelectual. Os Espíritos de uma ordem elevada geralmente fazem, na Terra, estações de curta duração. Tudo quanto aqui se faz é assaz mesquinho em comparação com as grandezas do infinito; as coisas a que os homens atribuem a maior importância são tão pueris aos seus olhos, que eles encontram poucos atrativos neste mundo, a menos que tenham sido chamados a fim de concorrer para o progresso da Humanidade. Os Espíritos de uma ordem intermédia passam mais frequentemente por aqui, embora considerem as coisas de maneira mais elevada do que durante a encarnação. Os Espíritos vulgares são de alguma forma os que aqui permanecem, constituindo a massa da população ambiente do mundo invisível. Conservam, com pouca diferença, as mesmas ideias, os mesmos gostos e as mesmas tendências que tinham no seu envoltório corporal. Intrometem-se nas nossas reuniões, nos nossos negócios, nas nossas diversões, tomando parte mais ou menos ativa, segundo o seu caráter. Não podendo satisfazer as suas paixões, gozam com os que a elas se entregam, e as excitam nessas pessoas. Encontramos entre eles alguns mais sérios, que veem e observam, para se instruir e aperfeiçoar.

As ideias dos Espíritos se modificam muito na vida de espírito; sofrem modificações muito grandes, à medida que o Espírito se desmaterializa. Ele pode, às vezes, permanecer muito tempo com as mesmas ideias, mas pouco a pouco a influência da matéria diminui e ele vê as coisas   mais claramente. É então que procura os meios de se melhorar.

Desde que o Espírito já viveu a vida espírita antes da sua encarnação, de o espanto, ao reentrar no mundo dos Espíritos, é apenas o efeito do primeiro momento e da perturbação que se   segue ao despertar. Mais tarde ele reconhece perfeitamente o seu estado, à medida que lhe volta a lembrança do passado e que se desfaz a impressão da vida terrestre.