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segunda-feira, 18 de abril de 2022

Indicação do livro: Eu escolho ser feliz

 


O psicólogo clínico, Rossandro Klinjey, traz sua ampla experiência e nos convida, neste maravilhoso livro, a fazermos uma conexão conosco, a fim de descobrirmos a relação entre a nossa felicidade e a aceitação de quem somos no mundo. Várias vezes nos queixamos: o quanto não somos valorizados no trabalho, o quanto o parceiro ou parceira não nos valoriza, e saímos a criticar tudo e todos. E terminamos achando que nada que fazemos é bom ou dá certo, então, um sentimento terrível de incompetência pessoal toma conta de nós, e isso destrói o amor próprio de qualquer pessoa. Sem receitas prontas ou miraculosas, ele propõe que a felicidade decorre de uma construção diária e demonstra que quando temos resiliência, nos adaptando às mudanças da vida e compreendendo as experiências cotidianas, aceitamos os processos dessa construção e nos tornamos pessoas felizes.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

FORÇAS NEGATIVAS QUE HÁ EM TI

Qual o seu nível de ENERGIA e DETERMINAÇÃO
 para transformar algo que está ruim em bom?


Refletir sobre como mudar determinadas circunstâncias em nossas vidas é essencial. Falo dos acontecimentos de repercussão negativa na maneira como nos relacionamos com o outro.  Precisamos estar atentos a esses acontecimentos para que não se transformem maiores do nós mesmos, e saiam de controle.

De bebês a velhinhos, temos a oportunidade de construirmos uma nova caminhada com a bênção da vida que nos é dada por Deus. Cada dia, uma nova oportunidade para recomeçarmos, transformarmos, acertarmos, mas será que estamos realmente acertando com as nossas escolhas? E é exatamente aí que precisamos desse alto nível de energia e determinação para transformar tudo que nos incomoda em situações agradáveis.

Entende-se que são nas convivências que crescemos, que há aí, uma relação de troca mútua entre todos com os quais dividimos o nosso dia a dia. E muitas vezes pensamos que nós é que ajudamos o outro, mas em verdade, o outro foi colocado por Deus em nosso caminho para que pudéssemos desenvolver potenciais positivos à partir de nossas imperfeições. Como um teste, uma prova a cada situação.

Antes de qualquer coisa, é preciso fortalecer em nós a fé para conviver com as dificuldades na esperança de que o amanhã será muito melhor. É preciso desenvolver a capacidade de sermos resilientes, virtude que nos faz levantar e seguir adiante. É preciso ainda, desenvolver o amor não só pelas pessoas, mas pela vida com todas as dificuldades a serem vividas. Somente assim, poderemos vencer as forças negativas que há em cada um de nós.  

Quando temos a oportunidade de nascer numa família que pode nos dar uma educação fundamentada na fé cristã, nos ensinamentos do Crísticos, dificilmente canalizamos nossas energias para coisas ruins. Entretanto, precisamos considerar que somos Espíritos, e portanto, carregamos experiências múltiplas, de outras vidas, mas que, embora temporariamente não lembremos, estão, através de nossas intuições, guardadas no íntimo do nosso ser e acabam por vir à tona nessa realidade de vida que nos encontramos. 

E o que fazer com tudo isso que vai surgindo diante das provas da vida, já que essas experiências de vidas passadas trazem coisas boas, mas também, coisas ruins já que, somos seres em evolução ainda?

É importante salientar que não há ninguém na Terra que não tenha imperfeições de diversos gêneros. Todos nós temos imperfeições e podemos encontra-las nos nossos vícios, na nossa forma de pensar, na nossa forma de reagir a sentimentos intensos, nos nossos desejos mais íntimos, mas sobretudo, nas nossas atitudes. Eis o campo de atuação para encontrarmos e estudarmos nossas imperfeições. Isso abrange os campos do intelecto, dos maus hábitos, sobretudo, da nossa moralidade tão comprometida ainda com as teias das reencarnações.

Vamos falar especificamente das  forças negativas que há em nós e como transformá-las em  positivas, a fim de que possamos encontrar um equilíbrio e viver em harmonia.
  1. Encontre um tempo hábil para suas reflexões.
  2. Escreva num papel tudo de ruim que te incomoda e que você gostaria de mudar em você. Os pontos de maiores conflitos nas convivências.
  3. Para cada imperfeição encontrada, crie metas, faça projeções de mudanças de pensamentos, sentimentos, vontades e atitudes, transformando-as em virtudes.
  4. Marque um dia para começar e nunca mais parar.
Exemplos que irão fazer você despertar para sua realidade pessoal:
  • se você é uma pessoa PERFECCIONISTA, procure ser mais maleável e tolerante consigo mesma. Ninguém é perfeito para exigir tanta perfeição. Só podemos dar aquilo que temos. se não somos perfeitos, não podemos ficar nos punindo por algo que não conseguimos alcançar. Trabalhar para se aprimorar, dar o ser melhor sempre, sem jamais, se frustrar por não ter conseguido de primeira. O perfeccionismo é fruto de uma imperfeição de raiz que todos ainda temos, a VAIDADE que está sempre na busca da EXALTAÇÃO, do PODER, e da NECESSIDADE DE QUERER SER O MELHOR, uma imperfeição motivando a evidência de outras.
  • se você é uma pessoa SUBSERVIENTE, observe que este comportamento nos afasta do autoamor. Vamos nos anulando cada vez mais, em detrimento do outro. Enquanto estamos servindo somos úteis, o que não quer dizer exatamente, amados. O ato de servir é uma atitude nobre entre aqueles que sabem o limite de parar. Essa imperfeição é fruto da CARÊNCIA AFETIVA, da NECESSIDADE DE SER ACEITO, DE SER QUERIDO.
  • se você é uma pessoa que gosta de se VITIMIZAR, está na hora de sair da própria redoma, e olhar ao seu redor. A vida pede muito mais de todos. A ideia equivocada de que nossas vidas são mais sacrificantes que a dos outros nos coloca numa condição de coitados, órfãos de Deus. E entendendo que a Justiça Divina é intensa e atuante, também vamos compreender que estamos vivendo exatamente nas circunstâncias e com as pessoas que precisamos para evoluirmos, então, saia dessa condição e assuma o comando de sua própria vida que você é muito mais capaz do que imagina. Essa imperfeição é fruto do DESÂNIMO, da FALTA DE FÉ e ESPERANÇA, da NÃO ACEITAÇÃO DA VIDA COMO ELA É.
  • se você é PESSIMISTA, mude esse paradigma o tempo todo. ser pessimista não que dizer desejar o lado ruim das coisas, mas é o caminho pelo qual você enxerga primeira os lado ruim de tudo, as tragédias, o negativo, o que vai dar errado. Comece a olhar o lado bom, belo, otimista das coisas e dos acontecimentos. Tudo que é ruim acontece para que você vá em busca do que é bom. Essa imperfeição é fruto da PRÓPRIA INCAPACIDADE DE LIDAR COM O NOVO, de BUSCAR NOVAS ALTERNATIVAS, da FALTA DE INSTRUÇÃO, da ACOMODAÇÃO.
  • se você é uma pessoa TRISTE, INFELIZ, INSATISFEITA com tudo, corra contra o tempo. descubra urgentemente onde você fez a escolha errada de sua vida. Não tenha medo de enfrentar esse desafio de mudar, a sua felicidade depende exclusivamente disso. Enquanto houver vida, ainda haverá tempo para o arrependimento, o voltar atrás, e o recomeçar para uma vida mais feliz. Essas imperfeições são frutos da NEGAÇÃO DA VIDA, da NÃO ACEITAÇÃO DAS PROVAS, da INCAPACIDADE DE SUPERAÇÃO, sobretudo da falta de VONTADE FIRME para mudar.
  • se você é uma pessoa CIUMENTA,POSSESSIVA, já é tempo de compreender que somos apenas depositários e não proprietários de nossas vidas. Se não temos propriedade sobre nossa própria vida como teremos sobre a vida do outro? As pessoas estão no nosso caminho numa relação de troca de afetividade e experiências que irão contribuir para a realização de nosso carma pessoal, dentro daquilo que planejamos realizar nesta vida. Aqueles que agregam por si só demonstram laços afetivos de simpatia. Aqueles geradores de conflitos, estão nos convidando a exercitar as virtudes contrárias, portanto, é tempo de desapegarmos, de deixarmos ir, de sermos mais desprendidos, porque onde há amor, todos irão querer estar. Essas imperfeições são frutos da INSEGURANÇA, do NÃO MERECIMENTO, da necessidade de ser ACEITO, da AUSÊNCIA DE AUTOAMOR.
  • se você desenvolveu MANIAS ou HÁBITOS que possam te prejudicar, certamente não aprendeu a DIZER NÃO ÁS SUAS VONTADES mais intensas. Precisamos dizer não aos nossos desejos descabidos, às nossa vontades, aos nossos quereres. Dizer não ao outro e fácil, porque dói menos. Mas precisamos dizer não a nós mesmos para nos educarmos dos desvios de conduta, que nos distanciam de nossa moralização tão necessária no mundo de hoje. Quando fazemos isso, entendemos que TUDO PODEMOS MAS NEM TUDO NOS CONVÉM. Essas imperfeições são frutos da NECESSIDADE DE SE DISTANCIAR DA REALIDADE PESSOAL e NÃO ENFRENTAMENTO DAS PROVAS.
  • se você tem VÍCIOS e não consegue se livrar deles sozinho, procure AJUDA PROFISSIONAL. Os vícios podem ser de uma simples mania como por exemplo, os Transtornos Obsessivos Compulsivos (TOC), como o cigarro, o álcool e as drogas mais pesadas. Quando algo se torna um vício, você não consegue dar andamento nos seus projetos de vida sem que antes, você possa atender a essa viciação. É como se os vícios suprissem um vazio, uma insegurança, um medo, ou quem sabe, a fuga de sua realidade pessoal. É preciso descobrir aí, onde está a causa primeira que motivou a viciação para agir diretamente sobre ela, caso contrário, não terá êxito, por isso a necessidade  de ajuda profissional.Essas imperfeições também são frutos da FUGA DA REALIDADE PESSOAL e NÃO ENFRENTAMENTO DAS PROVAS motivados pela CARÊNCIA AFETIVA, pelas ANSIEDADES DESCONTROLADAS.
  • Etc.
São muitas as forças negativas que há em nós, seres humanos, mas o mais importante é percebermos que cada imperfeição identificada em nós, nos convida a uma transformação pessoal, fazendo despertar a necessidade de conquistarmos aquilo que ainda não está maduro em nós. 

Cada imperfeição nos mostra exatamente o que nos falta para sermos felizes. Pense nisso e busque sua felicidade pela transformação pessoal. Alessandra Uzêda




domingo, 2 de julho de 2017

AVISO FRATERNAL - Gotas de Luz - Francisco Cândido Xavier - Espírito Casimiro da Cunha

Meu irmão, 
se tu já sabes 
Que a vida nunca termina, 
Renova -te, enquanto é tempo, 
À bênção da Luz Divina. 

Ninguém renasce na Terra 
Para dar -se ao gozo vão. 
Mas para multiplicar -se 
Em obra de perfeição. 

Aquele que foge à luta, 
Temendo a infelicidade, 
Despreza, sem perceber,
O dom da oportunidade. 

A dor, o charco, o espinheiro, 
O dissabor e a ferida 
Expressam, em toda parte, 
Sagradas lições da vida. 

Os desafios da sorte 
E as dolorosas contendas 
Trazem sempre ao nosso meio 
Avisos e corrigendas. 

Nas flores envenenadas, 
No afeto que desilude, 
Podemos consolidar 
A plantação da virtude. 
Junto à boca enegrecida 

Que nos condena ou magoa, 
Seremos iluminados 
Na glória de quem perdoa. 

Na cruz de sarcasmo e fel, 
De desencanto e aflição, 
Ditosos encontraremos 
A paz e a ressurreição. 

Melhora -te, pois, e esquece 
A senda resvaladiça. 
Ninguém escapa ao rigor 
Dos tribunais de justiça

sábado, 2 de abril de 2016

Anjo Guardião


Nosso Anjo Guardião e Amigos Espirituais estão a todo tempo nos sinalizando para que façamos as melhores escolhas de nossas vidas.
Só precisamos aprender a escutá-lo!

quarta-feira, 16 de março de 2016

Você se considera feliz?

O maior desejo do ser humano atualmente é ser feliz. O conceito de felicidade parece ter uma gama de interpretações de acordo com as vivências de cada pessoa.

O que pode ser percebido é que há uma insatisfação nas pessoas com relação ao que realmente necessitam na vida, e atribuem esses anseios à busca pela felicidade. Ter mais dinheiro, ou até ser rico; ter amor ou ser amado; ser simples ou ter uma vida mais tranquila; ter mais saúde ou viver com saúde; trabalhar menos ou ter um emprego; ter filhos melhores ou ter um filho; almoçar em restaurantes luxuosos ou ter o que comer... o que para uns é ter mais do que possuem, para outros é ter o mínimo do que precisa. Ser feliz está muito associado ao que necessitamos e isso pode ser uma ótica inalcançável a depender do quanto trabalhamos para mudar a nossa realidade.

Por que não procurarmos valorizar o que temos? Esta é a pergunta que deveríamos fazer e buscar respostas dentro de nós mesmos.

Se isto é reflexo de uma sociedade consumista, fruto de uma lavagem cerebral realizada no século XIX com a Revolução Industrial, onde o ter era mais importante do que o ser ou simplesmente distorções de valores morais que foram construídos ao longo dos séculos, seja qual for a origem deste pensamento, vale a pena refletirmos sobre isto. Pode ser até que ambas as afirmações sejam verdadeiras, elas estão impregnadas em nosso “DNA”, pois são ideias difundidas tão sutilmente que nem percebemos que estamos propagando-as de geração em geração.

Valorizar o que temos não é nos conformar com nossa realidade, mas apreciar as graças alcançadas sem perdermos nossa esperança em realizar nossas metas e sonhos.

Vindo para o lado dos relacionamentos amorosos, crescemos ouvindo o discurso que seremos realmente felizes a dois e se encontrarmos nossa alma gêmea, assim, atribuindo ao outro a responsabilidade de nos fazer feliz. 

A sociedade machista dos séculos passados difundia o pensamento às meninas casadoras dizendo que elas iriam se preparar com dotes diversos (costurar, bordar, cozinhar, lavar etc) para cuidar de seu marido, filhos, da casa, e ser feliz com isso, ou seja, sua submissão seria suficiente para ela encontrar a felicidade enquanto que aos moços era atribuído o dever de cuidar do lado material da família e assim ter uma família feliz. Mesmo com as mudanças de posturas adquiridas com as lutas de igualdade de gênero, ainda permeia em nossa sociedade essa divisão estipulada por nossos avós, em que mulher é de casa e o coração da família enquanto que o homem é do mundo e mantenedor do lar.

Graças a Deus isso não é mais via de regra e, hoje, ambos, homem e mulher se tornaram capazes de ser auto-suficientes, dividindo a responsabilidade pelo afeto e o material numa família.

A felicidade está dentro de nós e cabe a nós descobrir onde ela está.
Pai João no livro Abraço de Pai João de Wanderley Oliveira, nos alerta que alma gêmea não existe, que não precisamos de ninguém para ser realmente felizes; não existe essa ideia de que almas possam ser divididas e que só seremos felizes se encontramos nossa outra metade e assim nos sentirmos completos. 

Devemos retirar essa visão de falsa plenitude, divisionismo do ser, devemos por outro lado, mostrar aos nossos filhos e a nós mesmos que temos todos os recursos para ser plenos no que somos e fazemos, basta acreditamos na Lei do Progresso e alimentarmos a vontade para atingir nossos objetivos.

Este conceito de alma gêmea acaba nos forçando a idealizar o(a) companheiro(a) ideal, geralmente seguindo a nossa visão egoísta do que seria bom para nós, ou seja, este ser fantasioso deverá ter atributos que massageiem nosso ego ao reafirmar nossos valores e qualidades ou que nos supra quando este possuir qualidades que não temos e até pior, qualidades que não ansiamos ter, novamente retomando uma visão de total conformismo. Dizemos: sou assim e não quero mudar. Errado!

Não existe alguém perfeito, o ser mais perfeito que andou pela terra foi Jesus e este por sua vez foi crucificado. Amar é valorizar as qualidades do outro em detrimento de suas imperfeições e principalmente permitir que o outro pratique o auto-burilamento. 

“Ninguém muda ninguém” a mudança deve partir de uma busca pessoal. É um exercício que deveria ser praticado mutuamente, por todos os envolvidos numa relação.

Refletir sobre nossas imperfeições, realizando a autoavaliação e autocrítica é o primeiro passo para sermos felizes, o segundo é praticarmos a reforma íntima, traçar metas para mudar pensamentos e ações que alimentam estas nossas imperfeições.

895. À parte os defeitos e os vícios sobre os quais ninguém se enganaria, qual é o indício mais característico da imperfeição? -- O interesse pessoal. As qualidades morais são geralmente como a douração de um objeto de cobre, que não resiste à pedra de toque. Um homem pode possuir qualidades reais que o fazem para o mundo um homem de bem; mas essas qualidades, embora representem um progresso, não suportam em geral a certas provas e basta ferir a tecla do interesse pessoal para se descobrir o fundo. O verdadeiro desinteresse é de fato tão raro na Terra que se pode admirá-lo como a um fenômeno, quando ele se apresenta. O apego às coisas materiais é um indício notório de inferioridade, pois quanto mais o homem se apega aos bens deste mundo, menos compreende o seu destino. Pelo desinteresse, ao contrário, ele prova que vê o futuro de um ponto de vista mais elevado.

KARDEC. O Livro dos Espíritos. Livro III, Cap. XII.

 Perfeição Moral

Acreditar que podemos ser melhores é acreditar em nós mesmos, é buscar em nós algo melhor do que já somos, isto é nada mais que se amar, tem a ver com a elevação da autoestima e que por sua vez amplia a nossa luz, a chamada beleza interior que pode não ser vista a olho nu, mas é sentida por todos que nos cercam e que pode ser um bom meio de definir aquelas pessoas que irão fazer parte de nossa vida, seja no campo profissional, de amizades e até sentimental, a lei da sintonia.

Se amar é ser feliz com você mesmo, fazer as coisas que nós gostamos e nos faz bem, seguindo o nosso coração, tomando como guia as leis divinas, o amor ao próximo e a caridade. Caso surja a possibilidade de viver uma relação, acreditar que os envolvidos deverão somar e não dividir a felicidade, despertando um no outro a vontade de evoluir.

Não existe fórmula para a felicidade, existe esta busca interior que nos dá prazer no presente e nos leva a idealizar o futuro. Vençamos a insatisfação sem ação que nos engessa a vontade. Procuremos nos preocupar apenas com o que está a nossa disposição no momento, dando um passo de cada vez, elevando o pensamento aos protetores que nos acompanham e que nos guiam no caminho para o bem viver.

Analise sua vida, olhe-se começando de dentro e depois amplie sua percepção ao que está a sua volta, veja a grandeza do existir, de estar vivo e busque em Deus a força para vencer seus desafios e tomar as melhores decisões. Sejamos mais reflexivos, ouvindo mais, e caso seja necessário, permitir um diálogo, saber ouvir e saber se colocar é importante para o bom andamento das relações interpessoais evitando assim as ações impulsivas.

Acredite em você, nos seus potenciais, busque seu equilíbrio emocional e espiritual, ser feliz é estar em paz consigo mesmo e com a vida, não a paz que muitas vezes dizemos num momento de descontrole (me deixe em paz!), mas a paz do Cristo que aceita sem murmurar suas provas, mantendo a alegria de viver e os ensinamentos da vida.

Sejam felizes.
15 de março de 2016
Robert Ferreira
Espírito Pe. Antonio Vieira



Referências Bibliográficas

KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. de José Herculano Pires. 70.ed. São Paulo: LAKE, 2013.

quinta-feira, 3 de março de 2016

O alerta das emoções


Emoção é uma expressão do campo dos sentimentos humanos. Isso quer dizer que tudo aquilo que sentimos, se expressa através dessa emoção, que pode ser boa ou ruim, dependendo da sintonia de nossos sentimentos.

As emoções emergem nas condutas, atitudes e comportamentos humanos. São forças, poderes que brotam do íntimo e imprimem uma qualidade nas relações interpessoais agradáveis ou desagradáveis.

As emoções pressupõem um estado psicológico provocador de mudanças fisiológicas. 

Há emoções que refletem no físico, por exemplo:

·       Quando estamos muito nervosos, podemos nos deparar com uma dor de barriga inesperada, sudoreses, etc.

·       Quando estamos muito felizes e entramos em estado de euforia intensa também podemos sentir taquicardia, tremer as mãos, etc.

No processo emocional, o psiquismo e a organização física demonstram um estado de excitação que vai se exprimir nos gestos, nas palavras, no rosto, enfim, em todo o corpo.

As emoções básicas: medo, raiva e prazer, combinadas com variedades de sensações e sentimentos correspondem aos momentos e aos impulsos da mente e dos sentimentos.

Sem que haja o controle dos impulsos ficamos à mercê de uma variedade de estímulos e sensações, que nos causam prazer ou desprazer, mas mão teremos a razão lúcida para dirigir os nossos comportamentos senão houver controle dos pensamentos e das atitudes.

A maturação da capacidade de autodeterminação para o equilíbrio das emoções nos ajuda a proceder com mais coerência e sensatez. Ou seja, quando adquirimos maturidade para agir com determinação conseguimos atingir um estado de equilíbrio das emoções satisfatório levando-nos a agir com essa coerência e sensatez a que Lívia se refere.

Sem tal disposição nos deixaríamos envolver pela tensão emocional, agravando as nossas tendências para estados de inquietações e perturbações, provocados por distúrbios de ordem física e psíquica. Como acontece com pessoas que se queixam de cansaço diário, elas já saem de casa para o trabalho, se sentindo esgotadas por enfrentar situações familiares difíceis , ao retornar para as suas residências, ainda traz irritações e impaciências, adquiridas nas atividades profissionais-ou outras – aumentando, assim, o seu estado de ansiedade e fragilidade que concorrem para:

  • ·       Crises emocionais que indicam o sofrimento da pessoa;

  • ·       Tensões profundas as quais muitas vezes necessitam de ajuda médica para saírem desse quadro.


O estado emocional sinaliza a crise que deve ser cuidada de imediato.  Para minimizar tal processo faz necessário o despertar da espiritualidade compreendendo:

            4 – As vicissitudes da vida são de duas espécies, ou, se quisermos, tem duas origens bem diversas, que importa distinguir: umas têm sua causa na vida presente; fora desta vida.
            Remontando à fonte dos males terrenos, reconhece-se que muitos são as consequências naturais do caráter e da conduta daqueles que os sofrem. Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição! Quantas pessoas arruinadas por falta de ordem, de perseverança, por mau comportamento ou por terem limitado os seus desejos!
( O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V item 4)

Os apelos da alma correspondem às suas necessidades mais íntimas que repercutem:

  • ·      No nível de aspiração
  • ·      Na motivação
  • ·      No grau de entendimento
  • ·      Na maturidade

Quando conseguirmos dominar os ímpetos e as tendências que geram motivos e distúrbios psicossomáticos desviaremos os raios da emotividade e controlaremos  as emoções  mais grosseiras que nos causam  constrangimentos. Porém devemos estar atentos para nossa sensibilidade porque sem esta, seremos pessoas indiferentes, insensíveis e robotizadas.

As emoções quando educadas, apresentam-nos mais sensibilidade. A medida em que o espirito evolui esta se sutiliza, imprimindo-lhe um caráter aprimorado e iluminado com sentimentos mais nobres.

Entretanto, quando o homem resiste ao ato de aprender com as experiências que a vida lhe concede, deve se perguntar.

Causas atuais das aflições
A quem, portanto, devem todas essas aflições, senão a si mesmos? O homem é, assim, num grande número de casos o autor de seus próprios infortúnios. Mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, e menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência, a falta de oportunidade, sua má estrela, enquanto, na verdade, sua má estrela é a sua própria incúria.
            Os males dessa espécie constituem, seguramente, um número considerável das vicissitudes da vida. O homem os evitará, quando trabalhar para o seu adiantamento moral e intelectual.
( O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V item 4)

Os males da vida são criados pelo próprio homem, quando não aceita as lições morais e espirituais da Doutrina Crística, que são indicadores do processo evolutivo e de transformação para a melhoria da humanidade.

Quando temos só a visão imediata das dores e dos sofrimentos, e, não temos a consciência de infringirmos as leis morais, ou de nossas vidas pretéritas, parece-nos que estamos sendo castigados que somos inocentes e que nada cometemos que viesse causar tais infortúnios.

Lívia chama atenção para o fato de que sem conhecermos as Leis da Reencarnação achamos injustas as provas e as expiações.

JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES

                 3 – As compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra só podem realizar-se na vida futura. Sem a certeza do porvir, essas máximas seriam um contrassenso, ou mais ainda, seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, compreende-se dificilmente a utilidade de sofrer para ser feliz. Diz-se que é para haver mais mérito. Mas então se pergunta por que uns sofrem mais do que outros; por que uns nascem na miséria e outros na opulência, sem nada terem feito para justificar essa posição; por que para uns nada dá certo, enquanto para outros tudo parece sorrir? Mas o que ainda menos se compreende é ver os bens e os males tão desigualmente distribuídos entre o vício e a virtude; ver homens virtuosos sofrer ao lado de malvados que prosperam. A fé no futuro pode consolar e proporcionar paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus. ( O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap V item 3)

Sem as verdadeiras instruções dos espíritos ficaríamos sem uma reposta segura par tais paradoxos:

Entretanto, desde que se admite a existência de Deus, não é possível concebê-lo sem suas perfeições. Ele deve ser todo poderoso, todo justiça, todo bondade, pois sem isso não seria Deus. E se Deus é soberanamente justo e bom, não pode agir por capricho ou com parcialidade. As vicissitudes da vida têm, pois, uma causa, e como Deus é justo, essa causa deve ser justa. Eis do que todos devem compenetrar-se. Deus encaminhou os homens na compreensão dessa causa pelos ensinos de Jesus, e hoje, considerando-os suficientemente maduros para compreendê-la, revela-a por completo através do Espiritismo, ou seja, pela voz dos Espíritos. ( O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap V item 3)

A maturidade espiritual favorece o homem em seu equilíbrio emocional e na tomada de decisões frente aos desafios da vida.

Sem o equilíbrio da vida intima e a compreensão das perdas e das frustrações, pois estará sem a sua capacidade de conduzir com vontade e consciência do bem, o ser poderá:

·      Se tornar indiferente;  
·      Se tornar extremamente sensível
·      Sentir ódio
·      Sentir amor sem equilíbrio.

Como antídoto para a cura espiritual nesse processo, será necessário desenvolver algumas virtudes:
  • ·      Paciência
  • ·      Perdão
  • ·      Amor ao próximo

Quando se tem equilíbrio das emoções e autodomínio é possível se ter uma visão realista da vida.

Lívia sugere um meio eficaz para aprendermos a doutrina que nos eleva na atitude de autorrealização que é através dos seguintes meios educativos:

  • ·      Moderação
  • ·      Entendimento
  • ·      Consciência de si mesmo
  • ·      Compreensão
  • ·      Sensatez


Quando buscamos a alegria de viver e a felicidade mobilizamos recursos íntimos que nos proporcionam:

  • ·      Firmeza e decisão;
  • ·      Segurança e vontade;
  • ·      Autoestima
  • ·      Autorreflexão para nos questionarmos sobre:

o  Quem somos?
o  Que pensamos?
o  Que sentimos?
o  Que queremos?
o  Como agimos?
o  Como reagimos?

Fontes:
Livro Frente ao estresse de Lívia Pereira Santos.
O Evangelho Segundo o espiritismo, Allan Kardec.

domingo, 3 de maio de 2015

XII -OFENSAS - VIDA FELIZ Pelo Espírito Joanna de Ângelis Psicografado por Divaldo P. Franco



Nunca retribuas maldade com vingança ou desforço. 0 homem mau se encontra doente e ainda não sabe. 

Dá-lhe o remédio que minorará o seu aturdimento, não usando para com ele dos recursos infelizes de que ele se utiliza para contigo.

Se alguém te ofende, o problema é dele. Quando és tu quem ofende, a questão muda de configuração e o problema passa a ser teu.

O ofensor é sempre o mais infeliz. Conscientiza-te disso e segue tranquilo.

domingo, 5 de abril de 2015

VII - VIDA FELIZ Pelo Espírito Joanna de Ângelis Psicografado por Divaldo P. Franco



VII
"Não ambiciones demasiadamente. "Quem muito abarca, pouco aperta" — afirma o refrão popular. A ambição desmedida enlouquece, quando já não infelicita antes. Cuida de lutar pelo necessário, repartindo o que te exceda, certamente, fazendo falta a outros."

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

ESTA É A LEI - Reflexão!

ESTA É A LEI 

Nasceste no lar que precisavas.
Vestiste o corpo físico que merecias.
Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais,nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas. 
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização. 
Teus parentes, amigos são as almas que atraíste, com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle. 
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência. 

MENSAGENS TRANSFORMADORAS PARA NOSSA REFLEXÃO VOLUME 1 Compilação e adaptações: J. Meirelles

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

I- Felicidade e Infelicidade Relativas- O Livro dos Espíritos, Allan Kardec-LIVRO QUARTO: ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES-CAPÍTULO I-PENAS E GOZOS TERRENOS

LIVRO QUARTO
ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES
CAPÍTULO I-  PENAS E GOZOS TERRENOS
I-            Felicidades e Infelicidades Relativas
 (Questão 920 a 933)
O homem não pode gozar na Terra uma felicidade completa, pois a vida lhe foi dada como prova ou expiação, mas dele depende abrandar os seus males e ser tão feliz, quanto se pode ser na Terra.
 
O homem é, na maioria das vezes, o artífice de sua própria infelicidade. Praticando a lei de Deus, ele pode poupar-se a muitos males e gozar de uma felicidade tão grande quanto o comporta a sua existência num plano grosseiro.

Comentário de Kardec: O homem bem compenetrado do seu destino futuro não vê na existência corpórea mais do que uma rápida passagem. É como uma parada momentânea numa hospedaria precária. Ele se consola facilmente de alguns aborrecimentos passageiros, numa viagem que deve conduzi-lo a uma situação tanto melhor quanto mais atenciosamente tenha feito os seus preparativos para ela.

      Somos punidos nesta vida pelas infrações que cometemos às leis da existência corpórea, pelos próprios males decorrentes dessas infrações e pelos nossos próprios excessos Se remontarmos pouco a pouco à origem do que chamamos infelicidades terrenas veremos a estas, na sua maioria, como a consequência de um primeiro desvio do caminho certo. Em virtude desse desvio inicial, entramos num mau caminho e de consequência em consequência, caímos afinal na desgraça.

A felicidade terrena é relativa à posição de cada um; o que e suficiente para a felicidade de um faz a desgraça de outro. É preciso compreender que para a vida material, a posse do necessário; para a vida moral, a consciência pura e a fé no futuro.

Aquilo que seria supérfluo para um não se torna o necessário para outro, e vice-versa, segundo a posição, pois de acordo com as vossas ideias materiais, os vossos preconceitos, a vossa ambição e todos os vossos caprichos ridículos, para os quais o futuro fará justiça quando tiverdes a compreensão da verdade. Sem dúvida, aquele que tivesse uma renda de cinquenta mil libras e a visse reduzida a dez. mil, considerar-se-ia muito infeliz, por não poder continuar fazendo boa figura, mantendo o que chama a sua classe, ter bons cavalos e lacaios, satisfazer a todas as paixões etc. Julgaria faltar-lhe o necessário. Mas francamente, podes considerá-lo digno de lástima, quando ao seu lado há os que morrem de fome e de frio, sem um lugar em que repousar a cabeça! O homem sensato, para ser feliz, olha para baixo e jamais para os que lhe estão acima, a não ser para elevar sua alma ao infinito. 

Existem males que não dependem da maneira de agir e que ferem o homem mais justo. O atingido deve resignar-se e sofrer sem queixa, se deseja progredir. Entretanto, encontra sempre uma consolação na sua própria consciência, que lhe dá a esperança de um futuro melhor, quando ele faz. o necessário para obtê-lo.

Deus beneficia com os bens da fortuna certos homens que não parecem merecê-los porque esse é um favor aos olhos daqueles que não enxergam além do presente; mas sabei-o, a fortuna e uma prova geralmente mais perigosa que a miséria. 

A civilização, criando novas necessidades, é a fonte de novas aflições? Pois os males deste mundo estão na razão das necessidades artificiais que criais para vós mesmos. Aquele que sabe limitar os seus desejos e ver sem cobiça o que estafara das suas possibilidades, poupa-se a muitos aborrecimentos nesta vida. O mais rico é aquele que tem menos necessidades

        Invejais os prazeres dos que vos parecem os felizes do mundo Mas sabeis, por acaso, o que lhes está reservado? Se não gozam senão para si mesmos, são egoístas e terão de sofrera reverso. Lamentai-os, antes de invejá-los!

Deus, às vezes, permite que o mau prospere, mas essa felicidade não é para se invejar, porque a pagará com lágrimas amargas. Se o justo é infeliz é porque passa por uma prova que lhe será levada em conta, desde que a saiba suportar com coragem. Lembrai-vos das palavras de Jesus: “Bem-aventurados os que sofrem, porque serão consolados”.

O supérfluo não é, por certo, indispensável à felicidade, mas não se dá o mesmo com o necessário. Ora, o homem não é verdadeiramente desgraçado senão quando sente a falta daquilo que lhe é necessário para a vida e a saúde do corpo. Essa privação e talvez a consequência de sua própria falta e então ele só deve queixar-se de si mesmo. Se a falta fosse de outro, a responsabilidade caberia a quem a tivesse causado.

Pela natureza especial das aptidões naturais, Deus indica evidentemente a nossa vocação neste mundo. Muitos males não provêm do fato de não seguirmos essa vocação. Isso é verdade, e muitas vezes são os pais que, por orgulho ou avareza fazem os filhos se desviarem do caminho traçado pela Natureza comprometendo-lhes com isso a felicidade. Mas serão responsabilizados.

Porém, não se precisa cair no absurdo nem no exagero: a civilização tem as suas necessidades. Por que o filho de um homem da alta sociedade como dizes, teria de fazer tamancos, se pode fazer outras coisas? Ele poderá sempre se tornar útil na medida de suas faculdades, se não as aplicar em sentido contrário. Assim, por exemplo, em vez de um mau advogado, poderia ser talvez um bom mecânico etc.

Comentário de Kardec: O deslocamento de sua esfera intelectual é seguramente uma das causas mais frequentes de decepção. A inaptidão para a carreira abraçada é uma fonte inesgotável de reveses. Depois, o amor-próprio vem juntar-se a isso, impedindo o homem de recorrer a uma profissão mais humilde e lhe mostra o suicídio como o supremo remédio para escapar ao que ele julga uma humilhação. Se uma educação moral o tivesse preparado acima dos tolos preconceitos do orgulho, jamais ele seria apanhado desprevenido.

Há pessoas que, privadas de todos os recursos, mesmo quando reine a abundância em seu redor, não veem outra perspectiva de solução para o seu caso a não ser a morte. Nesse caso, o homem jamais deve ter a ideia de se deixar morrer de fome, pois sempre encontraria meios de se alimentar, se o orgulho não se interpusesse entre a necessidade e o trabalho.  Frequentemente dizemos que não há profissões humilhantes e que não é o ofício de desonra; mas dizemos para os outros e não para nós.
       
É evidente que, sem os preconceitos sociais, pelos quais se deixa dominar, o homem sempre encontraria um trabalho qualquer que o pudesse ajudar a viver, mesmo deslocado de sua posição. Numa sociedade organizada segundo a lei do Cristo, ninguém deve morrer de fome.
Comentário de Kardec: Com uma organização social previdente e sábia, o homem não pode sofrer necessidades, a não ser por sua culpa. Mas as próprias culpas do homem são frequentemente o resultado do meio em que ele vive. Quando o homem praticar a lei de Deus, disporá de uma ordem social fundada na justiça e na solidariedade e com isso mesmo ele será melhor.  

As classes sociais sofredoras não são mais numerosas do que as supostamente felizes, pois que nenhuma é perfeitamente feliz, pois aquilo que se considera a felicidade muitas vezes oculta pungentes aflições. O sofrimento está por toda parte. Entretanto, para responder ao teu pensamento, direi que as classes a que chamas sofredoras são mais numerosas porque a Terra é um lugar de expiação. Quando o homem a tiver transformado em morada do bem e dos bons espíritos, não mais será infeliz nesse mundo, que será para ele o paraíso terrestre.

Neste mundo, os maus exercem geralmente maior influência sobre os bons por causa da fraqueza dos bons. Os maus são intrigantes e audaciosos; os bons são tímidos. Estes, quando quiserem, assumirão a preponderância.

Se é o homem, em geral, o artífice dos seus sofrimentos materiais sê-lo-á também dos sofrimentos morais, mais ainda, pois os sofrimentos materiais são, às vezes, independentes da vontade, enquanto o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, enfim constituem torturas da alma.
     
  Inveja e ciúme!, felizes os que não conhecem esses dois vermes vorazes. Com a inveja e o ciúme, não há calma, não há repouso possível.  Para aquele que sofre desses males, os objetos da sua cobiça, do seu ódio e do seu despeito; se erguem diante dele como fantasmas que não o deixam em paz e o perseguem até no sono. O invejoso e o ciumento vivem num estado de febre contínua. É essa uma situação desejável? Não compreendeis que, com essas paixões, o homem cria para si mesmo suplícios voluntários e que a Terra se transforma para ele num verdadeiro inferno?

Comentário de Kardec: Muitas expressões figuram energicamente os efeitos de algumas paixões. Diz-se: está inchado de orgulho, morrer de inveja, secar de ciúme ou de despeito, perder o apetite por ciúmes etc. esse quadro nos dá bem a verdade. Às vezes, o ciúme nem tem objeto determinado. Há pessoas que se mostram naturalmente ciumentas de todos os que se elevam, de todos os que saem da vulgaridade, mesmo quando não tenham no caso nenhum interesse direto, mas unicamente por não poderem atingir o mesmo plano. Tudo aquilo que parece acima do horizonte comum as ofusca, e, se formassem a maioria da sociedade, tudo desejariam rebaixar ao seu próprio nível. Temos nestes casos o ciúme aliado à mediocridade.
       O homem é infeliz, geralmente, pela importância que liga às coisas deste mundo.  A vaidade, a ambição e a cupidez fracassadas o fazem infeliz. Se ele se elevar acima do círculo estreito da vida material, se elevar o seu pensamento ao infinito, que é o seu destino, as vicissitudes  da Humanidade lhe parecerão mesquinhas e pueris, como as mágoas da criança que se aflige pela perda de um brinquedo que representava a sua felicidade suprema.
       Aquele que só encontra a felicidade na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros é infeliz quando não os pode satisfazer, enquanto o que não se interessa pelo supérfluo se sente feliz com aquilo que para os outros constituiria infortúnio.
       Referimo-nos aos homens civilizados porque o selvagem, tendo necessidades mais limitadas, não tem os mesmos motivos de cobiça e de angústias; sua maneira de ver as coisas é muito diferente. No estado de civilização, o homem pondera a sua infelicidade, a analisa, e por isso é mais afetado por ela, mas pode também ponderar e analisar os seus meios de consolação. Esta consolação ele a encontra no sentimento cristão, que lhe dá a esperança de um futuro melhor, e no Espiritismo, que lhe dá a certeza do futuro(1).




(1) Consultar “A Gênese”, onde Kardec analisa os motivos do aparecimento do Espiritismo em meados do século dezenove, quando o mundo atingia um estado de adiantada civilização. O conhecimento da realidade espírita da vida só é possível, em sua plenitude, em mundos civilizados, da mesma maneira que no estado de civilização esse conhecimento é um imperativo do próprio progresso e um meio de acelera-lo.(Ver “A Gênese”, cap. I, itens 16 a 18 e particularmente o período final deste último.) (N. do T.)