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domingo, 26 de maio de 2019

Conforto para a alma

És um ser imortal, essencialmente de amor, aprendendo. 
A autorreflexão é a atitude interna de ouvir a “voz da alma”, dizendo:
Ama sem exigir.
Compreende sem criticar.
Exercita a compaixão, praticando a benevolência. 
Vive a indulgência, que é a qualidade psíquica que representa bondade.
Entende que a verdadeira tolerância é a exteriorização do autoamor.
Sente que a vivência da humildade é grandeza da alma.
Cultiva a fraternidade universal que é a convivência equilibrada entre as pessoas.
Resigna-te perante a vontade de Deus, anulando o impacto dos sofrimentos.
Busca na oração a coragem para superar as aflições.
Cultiva o otimismo, embora sabendo encontrar desafios existenciais.
Liberta-te da discórdia e maledicência interior, construindo a leveza no coração.
Desapega-te com alegria do supérfluo, elegendo o essencial.
Avalia que a maior satisfação na vida é o dever cumprido.
Valoriza a tua permanência na Terra, sendo útil a todos.
Escolhe compreender e servir.
A tua consciência é teu guia.
A experiência é a escola.
O obstáculo, a lição.
Como zelador da Terra, és capaz de semear perdão, bondade, esperança, alegria, tolerância, reconciliação, enfim, amor.
O amor é de origem divina. Quanto mais se doa, mais se tem.
A paz no mundo começa em ti.
Se houver harmonia no lar, haverá ordem na nação e  consequentemente paz no mundo.
Prossegue honrando a posição de aprendiz e servidor da Vida, na alegria de viver em Deus.


Evanise M Zwirtes
Ano XII l N° 64 l Maio e Junho l 2019 - Jornal de Estudos Psicológicos

sexta-feira, 29 de maio de 2015

EXISTEM ESPÍRITOS? - de O Livro dos Médiuns - Allan Kardec

1. A causa principal da dúvida sobre a existência dos Espíritos é a ignorância da sua verdadeira natureza. Imaginam-se os Espíritos como seres à parte na Criação, sem nenhuma prova da sua necessidade. Muitas pessoas só concedem os Espíritos através das estórias fantasiosas que ouviram em crianças, mais ou menos como as que conhecem História pelos romances. Não procuram saber se essas estórias, desprovidas do pitoresco,podem revelar um fundo verdadeiro, ao lado do absurdo que as choca. Não se dão ao trabalho de quebrar a casca da noz para descobrir a amêndoa. Assim, rejeitam a estória, como fazem os religiosos que, chocados por alguns abusos, afastam-se da religião.
Seja qual for à ideia que se faça dos Espíritos, a crença na sua existência decorre necessariamente do fato de haver um princípio inteligente no Universo, além da matéria. Essa crença é incompatível com a negação absoluta do referido princípio. Partimos, pois, da aceitação da existência, sobrevivência e individualidade da alma, de que o Espiritualismo em geral nos oferece a demonstração teórica dogmática, e o Espiritismo a demonstração experimental. Mas façamos, por um instante, abstrações das manifestações propriamente ditas, e raciocinemos por indução. Vejamos a que conseqüências chegaremos.
            2. Admitimos a existência da alma e da sua individualidade após a morte, é necessário admitir também:
                    1º) Que a sua natureza é diferente da corpórea, pois ao separar-se do corpo ela não conserva as propriedades materiais;
                    2º) Que ela possuía consciência própria, pois lhe atribuímos a capacidade de ser feliz ou sofredora, e que tem de ser assim, pois do contrário ela seria um ser inerte e de nada nos valeria a sua existência.