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segunda-feira, 20 de abril de 2020

Cap 2 - No Corpo - Espírito Emmanuel

"Há quem menospreze o corpo, alegando com isso honorificar a alma; no entanto, isso é o mesmo que combater a escola, sob o estranho pretexto de beneficiar o aprendiz.  Leve observação, porém, nos fará lembrar a importância da vida física." 

"Diz-se, muitas vezes, que o corpo é adversário do espírito; contudo, é no corpo que dispomos daquele bendito anestésico do esquecimento temporário, com que a cirurgia da vida, nos hospitais do tempo, nos suprime as chagas morais instaladas por nós mesmos, no campo íntimo;"
- Deus é tão Misericordioso que nos permite um corpo que seja capaz de bloquear as experiências de vida pregressa, através do Véu- do esquecimento, afim de que, possamos reconstruir uma nova caminhada no bem.

"nele, reencontramos os desafetos de passadas reencarnações, nas teias da consanguinidade ou nas obrigações do grupo de serviço para a quitação necessária de nossos débitos, perante a lei que nos governa os destinos;"
- No corpo trazemos características hereditárias capazes de identificar as relações de afetividade, sejam elas afeto ou desafetos, que nos vinculam  para os devidos ajustes cármicos.

 "com ele, entesouramos, pouco a pouco, os valores da evolução e da cultura;"
- Trazemos guardado em nosso corpo espiritual, valores de todo nosso processo evolutivo, enquanto Espírito imortal que somos, bem como as diferentes culturas vivenciadas em encarnações pregressas.

"auxiliados por ele, perdemos os derradeiros resquícios de herança animal, que carregamos por força da longa vivência nos reinos inferiores da Criação, a fim de que nos elevemos aos topes da inteligência;"
- A cada encarnação vivida, vamos nos distanciando dos instintos animalescos do homem primitivo, e galgando um horizonte de desenvolvimento intelectual que nos aproxima do homem racional e do bom-senso.

 "integrados nele, é que somos pacientemente burilados pelos instrumentos da Natureza, ante a glória espiritual que a todos nos aguarda, no Infinito, na condição de filhos de Deus;"
- Integrados no corpo físico vamos construindo uma perspectiva evolutiva de crescimento e aprendizado na seara da vida, para que um dia, consigamos alcançar o infinito, na condição de filhos do Pai.

"e, finalmente, é ainda no corpo que somos defrontados pelos grandes amores, a começar pela abnegação dos anjos maternais da Terra, que nos presidem o estágio no plano físico, habilitando-nos para aquisição dos mais altos títulos da escola da experiência."
- É na condição de encarnados, dotados de um corpo físico, que nos reencontramos com os grandes amores, para ajustes e entendimento, rumo a evolução. 

" Meditemos em tudo isso e saibamos ver no corpo a harpa sublime em que a sabedoria do Senhor nos ensina, século a século, existência a existência e dia por dia, a bendita ciência do crescimento e da ascensão para a Vida Imortal."
- Aproveitemos a oportunidade em que a vida de forma globalizada, mesmo que imposta pela viralização do COVID-19 em todo o Planete Terra, para fazermos nossa parte, cuidando de si em casa, fortalecendo o sistema imunológico que enseja seu corpo no enfrentamento da pandemia do coronavírus.

Fonte:
Livro: Mãos Unidas. 
Autor: Francisco Cândido Xavier
Autor Espiritual: Emmanuel

Interpretação: Alessandra Uzêda

domingo, 16 de junho de 2019

Entenda a importância que seu corpo físico tem para você!



O Espírito Emmanuel afirma que há quem menospreze o corpo, alegando com isso honorificar a alma; no entanto, isso é o mesmo que combater a escola, sob o estranho pretexto de beneficiar o aprendiz. É importante lembrar do valor da vida física no âmbito das encarnações, para melhor valorizar o corpo físico, de tal sorte que não o submeta a sofrimentos cuja causas estão em nossas imperfeições morais que a culpa e a angústia nos consome, perante as tentativas de acertos.


É uma ignorância do homem, dizer que o corpo é adversário do espírito. Sem o corpo físico, jamais poderíamos desfrutar da bênção que é o véu do esquecimento e menos ainda, construir uma nova caminhada junto aos nossos desafetos. Como bem explica, Emmanuel é no corpo que dispomos daquele bendito anestésico do esquecimento temporário, com que a cirurgia da vida, nos hospitais do tempo, nos suprime as chagas morais instaladas por nós mesmos, no campo íntimo; nele, reencontramos os desafetos de passadas reencarnações, nas teias da consanguinidade ou nas obrigações do grupo de serviço para a quitação necessária de nossos débitos, perante a lei que nos governa os destinos; com ele, entesouramos, pouco a pouco, os valores da evolução e da cultura; auxiliados por ele, perdemos os derradeiros resquícios de herança animal, que carregamos por força da longa vivência nos reinos inferiores da Criação, a fim de que nos elevemos aos topes da inteligência; integrados nele, é que somos pacientemente burilados pelos instrumentos da Natureza, ante a glória espiritual que a todos nos aguarda, no Infinito, na condição de filhos de Deus; e, finalmente, é ainda no corpo que somos defrontados pelos grandes amores, a começar pela abnegação dos anjos maternais da Terra, que nos presidem o estágio no plano físico, habilitando-nos para aquisição dos mais altos títulos da escola da experiência. (CHICO XAVIER)

Emmanuel nos sugere que meditemos em tudo isso e saibamos ver no corpo a harpa sublime em que a sabedoria do Senhor nos ensina, século a século, existência a existência e dia por dia, a bendita ciência do crescimento e da ascensão para a Vida Imortal. 

Livro: Mãos Unidas de Francisco Cândido Xavier. Espírito Emmanuel. 2.O CORPO.

domingo, 26 de maio de 2019

Consciência de si e da vida.


A consciência de si é o tesouro escondido no carma de cada ser que ainda habita o mundo de provas e expiações. É aquilo no qual cada indivíduo deve canalizar suas buscas, colocar sua melhor energia para conquista-la.

A consciência de si meus “fios”, traz a serenidade e o discernimento para o enfrentamento das dificuldades, dos desafios que os “fios” hão de ter na vida de meu Deus.

“Ocês” sabem que Deus está em tudo, sinalizando, apontando, guiando ocês “pro” caminho do bem da justiça de Xangô e “pro” amor incondicional de Deus, pai de todas as criaturas vivas que se encontram em processo de desenvolvimento e despertar de suas consciências, na terra.

Meus “fios” “ocês” ainda estão vivendo o processo de despertar da consciência, buscando os estudos “né” meus “fios”, para aprenderem a colocar os ensinamentos em prática conforme Jesus ensinou.

Porém meus fios, o processo de tomada de consciência não se faz assim, da noite pro dia, salvo as almas iluminadas né fios, como Francisco de Assis.
O que diferencia “ocês” dos outros e a disposição para aprender e buscar a reflexão.  O processo de conscientização envolve algumas fases que a veia vai explicar “pra ocês” entenderem “mior”.

Primeiro vem a insatisfação, que é consequência do senso crítico de “ocês”, que já percebem a diferença entre o bem e o mal, a verdade e a mentira.

Segundo meus “fios”, aquela centelha divina que cada um carrega consigo, começa a soltar uma faísca de luz quando os fios já percebem que não cabe mais em suas vidas o mal e a mentira.

Mas vejam bem meus “fios”, perceber que já não cabe mais não quer dizer que não fazem mais o mal e a mentira, entenderam meus fios. É o processo de consciência desabrochando no íntimo de cada um, levando-os a refletir sobre as possibilidades de mudança. Mas a mudança ainda não aconteceu.

Porém, quando surge a oportunidade de colocar em prática, os fios a muitas das vezes, ainda agem por instinto, e pra não contrariar as suas vontades acabam cometendo os mesmos erros, “né fio”, porque é muito difícil mesmo, eu sei, dizer não “pras” próprias vontades, dizer para sai, que não deve mais, que não convém mais. A partir daí, surgem os conflitos entre a sua consciência e o seu inconsciente. O inconsciente ainda te impulsiona para o desacerto, mas se é “bão”, então ocês acabam fazendo... Hahahaha!
Aquilo que meus fios dizem: Só mais uma vez né fios...hahahahaha! (fumando charuto).
Mas aí chega o momento em que, a consciência dos fios começa a enfrentar a inconsciência causando angústia do arrependimento nos atos dos fios. E os problemas então começam a surgir e os “fios” aí se perdem porque não sabem lidar com a ideia de que querem fazer algo, mas quando faz, já não convém mais, e se arrepende.

O não é necessário, é preciso meus “fios” principalmente quando deve ser dito para si mesmo. “Ocês” prestem atenção no que a “veia” vai dizer: o caminho é longo, para se tornar consciente de si. 

Esse caminho não é pontual, linear. “Ocês” podem alcançar a consciência em determinados pontos, determinadas coisas, e negligenciarem outros aspectos.

O ser consciente no seu mais amplo aspecto precisará, meus fios, nascer de novo. Mas nunca desanimem, nem desistam dessa busca, porque a veia pode garantir pra ocês que não há outro caminho pra se chegar a Jesus. E é por isso, que existem as encarnações, as reencarnações, para que todos tenham oportunidades variadas de ir aos poucos se depurando.

E ocês sabem, quando ocês poderão dizer, afirmar com todas as letras que são conscientes de si? Somente quando naturalmente agirem no caminho do bem, da justiça e da verdade. Simplesmente agir, tal como deve ser, sem nem mesmo, prestar atenção nisso, sem nem mesmo precisar pensar, refletir sobre o que é certo e o que é errado.
Num mundo como o de ocês não é possível isso ainda, porque tudo e todos estão em muitos questionamentos, não é mesmo meus fios?

Imagine um mundo em que todos pensamentos, todos sentimentos, mas principalmente, toda atitude é voltada para o bem maior da humanidade.! Imaginou? Esse é o mundo das almas conscientes de si. Ocês estão no despertar, de parabéns, porque já estão muito à frente de muitos fios de Deus, que nem sabem que são alma, nem de onde veio, menos ainda pra onde vão.

Fica a reflexão da veia preta do Congar. Salve os fios de Deus! Salve a terra! Salve Jesus! Salve!
Vovó Maria Amélia.
Psicografia de Alessandra Uzêda

Onde tiver, leia-se:
 ocês = vocês
mior - melhor
veia - velha
pro- para o
pra - para
bão - bom


quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A IMPORTÂNCIA DA PRIMEIRA FASE DA INFÂNCIA PARA A PROGRAMAÇÃO ESPIRITUAL

"A infância ainda tem outra utilidade. Os espíritos só entram na vida corporal para se aperfeiçoarem, para se melhorarem. A delicadeza da idade infantil os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devem fazê-los progredir. 

Nessa fase é que se lhes pode reformar os caracteres e reprimir os maus pendores. Tal o dever que Deus impôs aos pais, missão sagrada de que terão que dar conta, ..." Allan Kardec "O Livro dos Espíritos", questão 385. 

Emmanuel, no prefácio do livro "Missionários da Luz", intitulado "Ante os Tempos Novos", informa que André Luiz retorna: "( ... ) esclarecendo que o homem é um Espírito eterno habitando temporariamente o templo vivo da carne terrestre; que o perispírito não é um corpo de vaga neblina e, sim, organização viva a que se amoldam as células materiais; que a alma, em qualquer parte, recebe, segundo as suas criações individuais; que os laços do amor e do ódio nos acompanham em qualquer círculo da vida; que outras atividades são desempenhadas pela consciência encarnada, além da luta vulgar de cada dia; que a reencarnação é orientada por sublimes ascendentes espirituais e que, além do sepulcro, a alma continua lutando e aprendendo, aperfeiçoando-se e servindo aos desígnios do Senhor, crescendo sempre para a glória imortal a que o Pai nos destinou". (Missionários da Luz, Emmanuel) 

O ser humano não é apenas o resultado do encontro de um espermatozóide e um óvulo, que dá origem ao zigoto, mas acima de tudo, um espírito que retorna ao cenário terreno com uma nova proposta de vida, com todo o seu cabedal de aquisições, conhecimentos e expectativas e que, após a fecundação, se liga, através do seu perispírito, à nova forma física que se inicia. 

Milhares de transformações acontecem então, num processo que nada tem de casual, evidentemente obedecendo às leis da genética, mas trazendo no seu bojo, no fulcro mais recôndito, a presença do espírito reencarnante, que influencia vibratoriamente, com toda a sua carga energética, a seqüência desencadeada.

Esta a gênese da vida física. A presença do espírito é fator determinante e indica que o feto não é apenas um amontoado de células que se organizam de forma automatizada, mas, sim, um ser humano que regressa ao plano material, com seus sentimentos, virtudes e paixões e, acima de tudo, que necessita da sagrada oportunidade de um novo corpo físico. 

A exemplo da crisálida da borboleta, pode-se dizer que a veste física é o casulo da vida, ao qual o espírito está profundamente vinculado, para que ocorra, na experiência reencarnatória, durante o tempo necessário, o  maravilhoso processo de sua transformação e aperfeiçoamento, que, ao final, rompendo-se o casulo pela morte, permitirá que o voo de libertação enfim aconteça. 

No livro acima citado, André Luiz descreve com detalhes os preparativos que antecedem o retorno do espírito Segismundo ao mundo corporal. Segundo este autor espiritual, expressivo número de reencarnações são precedidas por um planejamento meticuloso, que engloba desde a escolha dos pais, o meio em que acontecerá o retorno até minuciosas providências com relação ao corpo carnal que registrará as sequelas, as distonias ou o equilíbrio, a harmonia que expressam as aquisições do espírito através de seu campo perispiritual. 

Vale ressaltar, a esta altura, conforme instrui Joanna de Ângelis, que: 

"Os sofrimentos humanos de natureza cármica podem apresentar-se sob dois aspectos que se complementam: provação e expiação. Ambos objetivam educar ou reeducar, predispondo as criaturas ao inevitável crescimento íntimo, na busca da plenitude que as aguarda". (Plenitude, Joanna de Ângelis) 

Como se pode inferir, estes dois aspectos expressam as condições evolutivas do espírito reencarnante. Registra Allan Kardec, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", ao enfocar as diferentes categorias de mundos habitados (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo), que a nossa Terra está classificada entre aqueles de provas e expiações. O que quer dizer que a Humanidade que habita o Planeta está neste patamar evolutivo. Portanto, a nossa casa planetária está concorde com seus habitantes. Em decorrência, os espíritos encarnados e desencarnados que integram a população total do globo terrestre apresentam-se nestas mesmas condições (Exceção de determinados espíritos que reencarnam em missão no Planeta) e cada um terá a programação espiritual que lhe for mais benéfica e produtiva.

 Ao ser programado o retorno de um espírito, se este estiver no nível de provação, terá condições de solicitar alguma experiência que lhe pareça necessária, propor algo, como também ouvirá as ponderações e orientações de seus guias espirituais, que analisarão sua ficha espiritual e as probabilidades de êxito, de acordo com as tendências, conquistas e comprometimentos relacionados com as experiências pregressas. 

Não se pode perder de vista o fato de que o espírito, quando desencarnado, tem outro entendimento acerca da sua própria situação, exceção, é claro, dos que ainda estão cristalizados em condutas de rebeldia perante as Leis Divinas, que cultivam a crueldade e a violência. 

Assim, o espírito cônscio de sua real condição sentirá, em seu mundo íntimo, a necessidade imperiosa de ressarcir os erros do passado. 

Vejamos como a Benfeitora Joanna assinala as características do quadro provacional: 

"As provações se manifestam, desta forma, de maneira suave, lenificadora no seu conteúdo e abençoada nas suas finalidades. Sem o caráter punitivo, educam de forma consciente, incitando ao aproveitamento da ocasião em forma eficiente e mais lucrativa, com o que equipam aqueles que as experimentam, para que se convertam em exemplos, apóstolos do amor, do sofrimento, missionários do bem, mártires dos ideais que esposam, mesmo que no anonimato dos testemunhos, sempre se tornando modelos dignos de serem imitados por outras pessoas. 

As provações mudam de curso, suavizando-se ou agravando-se conforme o desempenho do espírito". (Joanna de Ângelis, Plenitude) Portanto, a programação delineada poderá ser alterada, amenizada, desde que a vivência, no plano físico, expresse uma característica altruística, empenho no bem e esforço de melhoria íntima. 

Caso o espírito reencarnado, no uso de seu livre-arbítrio, esquecido de seus compromissos e fascinado por certas condutas terrenas, nas quais imperam os vícios e desequilíbrios, optar por estas experiências, terá, como é natural, um agravamento de sua situação

Isto, porém, não significa retrocesso, visto que o espírito não retroage. "O Livro dos Espíritos", perg. 398-a: porquanto o Espírito é suscetível de se adiantar ou de parar; nunca, porém, de retroceder", 

As expiações, entretanto, expressam situações mais graves e, por isso mesmo, são impostas e irrecusáveis. Segundo Joanna, constituem: "medicação eficaz, a cirurgia corretiva para o mal que se agravou", 

Sua diferença primordial, em relação às provações, reside no fato de que estas promovem o indivíduo através do sofrimento reparador, enquanto que as expiações visam a restaurar o equilíbrio perdido, ao tempo em que reconduzem o infrator à posição espiritual em que se encontrava, antes da queda desastrosa. 

Os quadros expiatórios traduzem situações de maior gravidade, não sendo possível uma mudança de curso, embora possam ser atenuados, dependendo da conduta daquele que está submetido a tais experiências. 

É importante ter em mente que a dor não é uma punição divina, mas um processo educativo ínsito na Lei de Ação e Reação. 

Quando agredimos a Lei Divina, esta, nos seus perfeitos mecanismos, nos propiciará a reação correspondente aos atos danosos praticados. 

Isto, como é óbvio, ocorre igualmente em relação às ações altruísticas que realizamos. "Cada ser vive com a consciência que estrutura", enfatiza a mentora citada. 

Podemos observar entre os quadros expiatórios as ocorrências de limitações orgânicas e mentais graves, as patologias congênitas irreversíveis, enfermidades degenerativas, alguns tipos de câncer, certos tipos de transtornos mentais. São recursos educativos para o infrator reincidente e rebelde. 

Diante destas explicações, extremamente justas porque abrangem todos os seres humanos na sua escalada evolutiva, embora apresentem infinitas gradações de acordo com o patamar evolutivo de cada um, trazem no seu bojo a presença permanente da Misericórdia Divina a velar e amparar a todos os seus filhos. 

De nossa parte, diante de nossos irmãos que estão vivenciando expiações dolorosas, devemos ter o cuidado e a sensibilidade de não os rotularmos como criminosos, trânsfugas das divinas leis, pois existem outras situações para as quais devemos atentar, além de expressarmos uma maneira negativa e, até mesmo, descaridosa. Quanto mais não seja porque, quem sabe, talvez em nosso passado tivéssemos a mesma conduta que hoje recriminamos ou condenamos.

Joanna de Ângelis enfoca nesse mesmo livro, a questão das aparentes expiações - seres que, em nome do amor, escolheram situações de grande sofrimento para exemplificarem coragem, paciência, resignação ou mesmo um alerta e um convite para uma vivência espiritualizada junto aos que os cercam. 

Jesus é o exemplo máximo. Na mesma linha estão Francisco de Assis, Helen Keller e alguns outros vultos que não expurgavam débitos e se constituíram em lições vivas de amor à humanidade. 

Huberto Rohden, autor espiritualista, fala a respeito e menciona ser um "sofrimento crédito". (Huberto, Rohden, Por que sofremos) 

No Evangelho de João, cap. 9, nos itens 1 a 41, encontramos a cura do cego de nascença, que é um excelente e belo exemplo de sofrimento crédito. 

Analisemos o trecho a seguir: "E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestassem nele as obras de Deus". (O novo testamento) 

Não está muito claro o texto evangélico? Voltemos agora a André Luiz. 

Usando como exemplo o processo reencarnatório de Segismundo, que retornaria à esfera terrena com o propósito de rearmonizar-se com desafetos do passado, André evidencia a cuidadosa programação que antecede o momento do nascimento, o que nos enseja conhecer um pouco a trajetória do ser em suas etapas evolutivas. 

Assim, já sabemos que, acima de tudo, esplende o espírito imortal, que imprime na organização fetal, através de seu perispírito, os seus conteúdos energéticos, para escrever mais um capítulo da sua história pessoal. 

ndré Luiz esclarece quanto a outros processos reencarnatórios, que vale mencionar. É importante ressaltar, ainda, que cada um de nós conta com orientadores espirituais, espíritos amigos, que se interessam pelo nosso progresso e, em especial, com aquele que é denominado anjo-de-guarda. Este é o espírito protetor, que vela mais diretamente pelo reencarnado. Todos os seres humanos contam com essa proteção. Mas é preciso evidenciar, desde já, que também nos observam, nos cercam, nos acompanham e até podem chegar a perseguir-nos os que prejudicamos no passado, agora desejosos de promover e assistir aos nossos insucessos. 

Até a idade de sete anos, o espírito protetor está bem próximo de seu protegido. Por essa época, o processo reencarnatório está consolidado, e esse bom amigo passará a segui-lo a certa distância, permitindo-lhe, gradualmente, o exercício do livre-arbítrio e o crescimento pessoal à custa do próprio esforço. Mas sempre estará emitindo ideias e instruções que o ajudem nas suas escolhas. 

O espírito vem, portanto, reaprender a vida e, a partir das novas experiências, reconstruir o seu mundo íntimo, através dos reajustamentos que possa conseguir com seus credores e com os demais que lhe enriquecerão o convívio pessoal.

A importância da missão dos pais avulta, nesse contexto, conforme ressalta Allan Kardec, no cap. XXVIII, item 53, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo": 

"O encargo de lhes guiar os primeiros passos e de encaminhá-los para o bem cabe a seus pais, que responderão perante Deus pelo desempenho que derem a este mandato. Para facilitar-lhes, foi que Deus fez do amor paterno e do amor filial uma lei da Natureza, lei que jamais se transgride impunemente". (Joanna de Ângelis, Plenitude). 

Livro: Mediunidade e obsessão em crianças
Autora: Suely caldas Schubert

sábado, 2 de junho de 2018

CADA EXISTÊNCIA, UMA LIBERTAÇÃO.

Emmanuel nos ensina que cada nova encarnação é como se retivéssemos esperanças, procurando explodir, e, por essa razão, sofremos a impossibilidade transitória de alcançar o ideal a que nos propomos.

Para realizar os melhores sonhos, devemos aspirar ao estudo edificante do Universo, ansiar por atingir as culminâncias da Ciência e da Arte, persistir na aquisição da felicidade e vivenciar as provas, mesmo que de dor,  pela integração da própria alma no amor supremo... 

Entretanto, ele nos mostra que quase sempre temos ainda o coração preso à dívida. E que há problemas que solicitam toda uma existência de renúncia constante, para que o fio do destino se desembarace e possamos enxergar a luz no horizonte. E ainda nos aconselha que mesmo diante de todas as dificuldades, não devemos desertar da prova que nos foi confiada, temporariamente, na grande tribulação.

O lar repleto de sacrifícios, a família consanguíneo a configurar-se por desafios intensos, a viuvez expressando exílio, a obrigação qual golilha atada ao pescoço, o compromisso que aprisiona e as doenças graves, constituem liquidações de longo prazo ou ajuste de contas a prestações, para que a liberdade nos felicite. Resgata, pois, sem revolta, o próprio caminho. 

Enquanto há inquietação na consciência, há resto a resgatar ou ajustar. Agradece, assim, as dificuldades e as dores que te rodeiam. Cada existência, no plano físico, pode ser um passo adiante, que te projete na vanguarda de luz. 

Misericórdia na Justiça Divina, consolações inefáveis, braços amigos, diretrizes renovadores e auxílio constante não te faltam, em tempo algum; contudo, está em ti mesmo aceitar, adiar, reduzir, facilitar ou agravar o preço da tua libertação. 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Reencarnação

A reencarnação que não promove o renascimento moral da criatura, não passa de ato que não está à altura de sua transcendência e significado. 

O conhecimento espírita é, sem dúvida, a melhor oportunidade de conscientização para o homem que pretende libertar-se do cativeiro de milenar comodismo espiritual, afastando-se, em definitivo, das sinuosas estradas da ilusão, com, até então, diminuto aproveitamento das lições que lhe possibilitam o crescimento diante da Vida. ( Bezerra de Menezes)

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Resignação

Amar a quem não nos ama
Não é tarefa fácil,
Mas Jesus nos estendeu o braço
Para que a força de um forte abraço
Seja o veículo desse amor
Que ainda em pedaços
Luta com fervor
Há tantas décadas de distância
Para reconstruir esse amor.

E ainda quando fragilizado
O amor martirizado
Pelo erros do passado
Se reacende pelo amor
Dessa dádiva divina
Que a reencarnação nos atina
A enfrentar com firmeza
Na certeza e  vitória desse amor.

Seja firme nos seus desígnios
E ainda determinada
Porque a vida não é nada
Se o esforço e a vontade
Não estiverem alinhados
Com certeza da verdade.

E ainda com a verdade
De uma vida acertada
Luta sem o melindre
Dos empecilhos vinculados
Ao seu grande aprendizado.

E com esse aprendizado,
Seja firme e resignada
Para que com a sua vontade
Nada mais venha tarde
E ainda no presente
Tudo se concretize.




Espírito Irmã Ana Rosa
Uma Carmelita de Pés Descalços
Psicografia de Alessandra Uzêda
05 de Novembro de 2016

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Espíritos Nobres que estão reencarnados na Terra para a Regeneração.


Divaldo Franco nos informa acerca dos espíritos que estão reencarnando na Terra (crianças índigo e cristal), originários de um dos orbes da estrela Alcione, da constelação das Plêiades. Ademais, esclarece que irão reencarnar, dentre outros: Krishna, Sidarta Gautama (Buda), Bezerra de Menezes, Joanna de Angellis, etc etc etc... Emmanuel encontra-se encarnado e vive em São Paulo.

  • Emmanuel  no ano 2000
  • Joanna de Ângelis a partir de 2015
  • Adolfo Bezerra de Menezes


domingo, 10 de agosto de 2014

VIII-ESQUECIMENTO DO PASSADO- O Livro dos Espíritos, Allan Kardec ,CAPÍTULO VII: Retorno à Vida Corporal- LIVRO SEGUNDO

LIVRO SEGUNDO
MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS
CAPÍTULO VII– RETORNO À VIDA CORPORAL
VIII- Esquecimento do Passado
             (Questões 392 à 399)


O Espírito encarnado perde a lembrança do seu passado porque o homem nem pode nem deve saber tudo; Deus assim o quer na sua sabedoria. Sem o véu que lhe encobre certas coisas, o homem ficaria ofuscado como aquele que passa sem transição da obscuridade para a luz Pelo esquecimento do passado, ele é mais ele mesmo.

Como pode o homem ser responsável por atos e resgatar faltas dos quais não se recorda? Como pode aproveitar-se da experiência adquiria em existências que caíram no esquecimento? Seria concebível que as tribulações da vida fossem para ele uma lição, se pudesse lembrar-se daquilo que as atraiu mas desde que não se recorda, cada existência é para ele como se fosse a primeira, e é assim que ele está sempre a recomeçar. Como conciliar isto com a justiça de Deus?

A cada nova existência o homem tem mais inteligência e pode melhor distinguir o bem e o mal. Onde estaria o seu mérito se ele se recordasse de todo o passado? Quando o Espírito entra na sua vida de origem (a vida espírita) toda a sua vida passada se desenrola diante dele; vê as faltas cometidas e que são causa do seu sofrimento, bem como aquilo que poderia tê-lo impedido de cometê-las; compreende a justiça da posição que lhe é dada e procura então a existência necessária a reparara que acaba de escoar-se.  Procura provas semelhantes àquelas por que passou, ou as lutas que acredita apropriadas ao seu adiantamento e pede a Espíritos que lhe são superiores para o ajudarem na nova tarefa a empreender, porque sabe que o Espírito que lhe será dado por guia nessa nova existência procurará fazê-lo reparar suas faltas, dando-lhe uma espécie de intuição das que ele cometeu. Essa mesma intuição é o pensamento, o desejo criminoso que frequentemente vos assalta e ao qual resistis instintivamente, atribuindo a vossa resistência, na maioria das vezes, aos princípios que recebestes de vossos pais, enquanto é a voz da consciência que vos fala e essa voz e a recordação do passado, voz que vos adverte para não cairdes nas faltas anteriormente cometidas. Nessa nova existência, se o Espírito sofrer as suas provas com coragem e souber resistir, eleva-se a si próprio e ascenderá na hierarquia dos Espíritos, quando voltar para o meio deles.

Comentário de Kardec:  Se não temos, durante a vida corpórea, uma lembrança precisa daquilo que fomos, e do que fizemos de bem ou de mal em nossas existências anteriores, temos, entretanto, a sua intuição. E as nossas tendências instintivas são uma reminiscência do nosso passado, as quais a nossa consciência, — que representa o desejo por nós concebido de não mais cometer as mesmas faltas — adverte que devemos resistir.

Nos mundos mais adiantados que o nosso, onde não existem todas as nossas necessidades físicas e as nossas enfermidades, os homens compreendem que são mais felizes do que nós? A felicidade, em geral, é relativa; sentimo-la por comparação com um estado menos feliz. Como, em suma, alguns desses mundos, embora melhores que o nosso, não chegaram ao estado de perfeição, os homens que os habitam devem ter motivos de aborrecimento a seu modo. Entre nós, o rico, ainda que não sofra a angústia das necessidades materiais, como o pobre, não está menos sujeito a tribulações que lhe amarguram a vida. Ora, pergunto se, na sua posição, os habitantes desses mundos não se sentem tão infelizes quanto nós e não lastimam a própria sorte, já que não têm a lembrança de uma existência inferior para comparação?

A isto é preciso dar duas respostas diferentes. Há mundos, entre aqueles de que falas, em que os habitantes, situados, como dizes, em melhores condições que vós, nem por isso estão menos sujeitos a grandes desgostos, e mesmo a infelicidades. Estes não apreciam a sua felicidade pelo fato mesmo de não se lembrarem de um estado ainda mais infeliz. Se, entretanto não a apreciam como homens, o fazem como Espíritos.

 Comentário de KardecNão há, no esquecimento dessas existências passadas sobretudo quando foram penosas, alguma coisa de providenciai, onde se revela a sabedoria divina?

  É nos mundos superiores, quando a lembrança das existências infelizes não passa de um sonho mau que elas se apresentam à memória. Nos mundos inferiores as infelicidades presentes não seriam agravadas pela recordação de tudo aquilo que tivesse suportado?

  Concluamos, portanto, que tudo quanto Deus fez é bem feito e que não nos cabe criticar as suas obras e dizer como ele deveria ter regulado o Universo.

 A lembrança de nossas individualidades anteriores teria gravíssimos inconvenientes. Poderia em certos casos, humilhar-nos extraordinariamente; em outros, exaltar o nosso orgulho e por isso mesmo entravar o nosso livre-arbítrio Deus, nos deu para nos melhorarmos, justamente o que nos é necessário e suficiente; a voz da consciência e nossas tendências instintivas, tirando-nos aquilo que poderia prejudicar-nos. Acrescentemos ainda que, se tivéssemos a lembrança de nossos atos pessoais anteriores, teríamos a dos atos alheios, e esse conhecimento poderia ter os mais desagradáveis efeitos sobre as relações sociais. Não havendo sempre motivo para nos orgulharmos do nosso passado, é quase sempre uma felicidade que um véu seja lançado sobre ele. Isso concorda perfeitamente com a doutrina dos espíritos sobre os mundos superiores aos nossos. Nesses mundos, onde não reina senão o bem, a lembrança do passado nada tem de penosa; é por isso que neles se recorda com frequência a existência precedente. Como nos lembramos do que fizemos na véspera. Quanto à passagem que se possa ter tido por mundos inferiores, a sua lembrança nada mais é, como dissemos, que um sonho mau.

Nem sempre podemos ter algumas revelações sobre as nossas existências anteriores. Muitos sabem, entretanto, o que foram e o que fizeram; se lhes fosse permitido dizê-lo abertamente, fariam singulares revelações sobre o passado.

Algumas pessoas creem ter a vaga lembrança de um passado desconhecido, vislumbrado como imagem fugitiva de um sonho, que em vão se procura deter. Essa ideia não seria uma ilusão?

Algumas vezes é real; mas quase sempre é também uma ilusão, contra a qual se deve precaver, pois pode ser o efeito de uma imaginação superexcitada.     
                    
Nas existências corpóreas de natureza mais elevada que a nossa, a lembrança das existências anteriores é mais precisa, à medida que o corpo é menos material, recorda-se melhor. A lembrança do passado é mais clara para aqueles que habitam os mundos de uma ordem superior.

As tendências instintivas do homem, sendo uma reminiscência do seu passado, pelo estudo dessas tendências ele poderá conhecer as faltas que cometeu, até certo ponto; mas é necessário ter em conta a melhora que se possa ter operado no Espírito e as resoluções que ele tomou no seu estado errante. A existência atual pode ser muito melhor que a precedente.

     O homem poderá ou não, cometer numa existência faltas não cometidas na precedente. Isso depende do seu adiantamento. Se ele não souber resistir às provas, pode ser arrastado a novas faltas, que serão a consequência da posição por ele mesmo escolhida. Mas, em geral, essas faltas denunciam antes um estado estacionário do que retrógrado, porque o Espírito pode avançar ou se deter, mas não recuar.

Sendo as vicissitudes da vida corpórea ao mesmo tempo uma expiação das faltas passadas e provas para o futuro, segue-se que, da natureza dessas vicissitudes, muito frequentemente, possa induzir-se o gênero da existência anterior, pois cada um é punido naquilo em que pecou. Entretanto, não se deve tirar daí uma regra absoluta; as tendências instintivas são um índice mais seguro, porque as provas que um Espírito sofre, tanto se referem ao futuro quanto ao passado.

 Comentário de KardecChegado ao termo que a Providência marcou para a sua vida errante, o Espírito escolhe por ele mesmo as provas às quais deseja submeter-se, para apressar o seu adiantamento, ou seja, o gênero de existência que acredita mais apropriado a lhe fornecer os meios, e essas provas estão sempre em relação com as faltas que deve expiar. Se nelas triunfa, ele se eleva; se sucumbe, tem de recomeçar.
      O Espírito goza sempre do seu livre-arbítrio. É em virtude dessa liberdade que, no estado de Espírito, escolhe as provas da vida corpórea e, no estado de encarnado, delibera o que fará ou não fará, escolhendo entre o bem e o mal. Negar ao homem o livre-arbítrio seria reduzi-lo à condição de máquina.

     Integrado na vida corpórea, o Espírito perde momentaneamente a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as ocultasse. Não obstante, tem, às vezes, uma vaga consciência, e elas podem mesmo lhe ser reveladas em certas circunstâncias. Mas isto não acontece senão pela vontade dos Espíritos superiores, que o fazem espontaneamente, com um fim útil e jamais para satisfazer uma curiosidade vã.

       As existências futuras não podem ser reveladas em caso algum, por dependerem da maneira por que se cumpre a existência presente e da escolha ulterior do Espírito.
       O esquecimento das faltas cometidas não é obstáculo à melhoria do Espírito porque, se ele não tem uma lembrança precisa, o conhecimento que delas teve no estado errante e o desejo que concebeu de as reparar guiam-no pela intuição e lhe dão o pensamento de resistir ao mal. Este pensamento é a voz da consciência, secundada pelos Espíritos que o assistem, se ele atende às boas inspirações que estes lhe sugerem.

       Se o homem não conhece os próprios atos que cometeu em suas existências anteriores, pode sempre saber qual o gênero de faltas de que se tornou culpado e qual era o seu caráter dominante. Basta que se estude a si mesmo e poderá julgar o que foi, não pelo que é. mas pelas suas tendências.

o tempo, uma expiação das faltas passadas e provas para o futuro. Elas nos depuram e nos elevam, se as sofremos com resignação e sem reclamações.

       A natureza das vicissitudes e das provas que sofremos pode também esclarecer-nos sobre o que fomos e o que fizemos, como neste mundo julgamos os atos de um criminoso pelo castigo que a lei lhe inflige. Assim, este será castigado no seu orgulho pela humilhação de uma existência subalterna; o mau rico e avarento, pela miséria; aquele que foi duro para os outros, pelos tratamentos duros que sofrerá; o tirano, pela escravidão; o mau filho, pela ingratidão dos seus filhos; o preguiçoso, por um trabalho forçado etc.