Mostrando postagens com marcador Doutrina Espírita. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Doutrina Espírita. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Conduta prática do Espiritismo

 O Evangelho nos ensina:  "Dai de graça o que de graça recebeste", portanto, toda prática espírita deve obedecer o princípio da gratuidade.

Importante ressaltar que a prática Espírita é realizada sem nenhum culto exterior, dentro do princípio Cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.

Dentre as características que diferencia o Espiritismo  de outras religiões, é o fato de o Espiritismo não possuir corpo sacerdotal e nem adotar ou usar em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões, indulgências, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais, búzios, ou quaisquer outros objetos, rituais ou forma de culto exterior.

Quanto aos seus princípios, jamais são impostos. O espiritismo convida os interessados a conhecê-los, a submeter os seus ensinos ao crivo da razão, antes de aceitá-los.

A mediunidade, que permite a comunicação dos espíritos com os homens, é uma faculdade orgânica,  que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adote.  A mediunidade não é exclusividade do Espiritismo, já existe muito antes dele.

Prática mediúnica espírita é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral Cristã.

O Espiritismo respeita todas as religiões, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que "o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza." 


Princípios fundamentais do Espiritismo


 A Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, trás como princípios fundamentais do Espiritismo:


- Deus é a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas. É eterno, imutável, único, onipotente, soberanamente justo e bom.

- O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.

- Além do mundo material, habitação dos Espíritos encarnados (homens), existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.

- No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.

- Todas as leis da natureza são Leis Divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.

- O homem é um Espírito encarnado em corpo material. O perispírito é corpo semi-material que une o Espírito ao corpo material.   - Os Espíritos são seres inteligentes da Criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.

- Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.

- Os Espíritos preservam sua individualidade antes, durante e depois de cada encarnação.

- Os espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.

- Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso, intelectual e moral, depende dos esforços que façam para chegar a perfeição.

- Os espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pela inferioridade moral e pelas paixões inferiores.

- As relações dos Espíritos com os homens são constantes, e sempre existiram. Os bons espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos impelem para o mal.

- Jesus é o guia e modelo para toda a humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.

- A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela humanidade.

- O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas consequências de suas ações.

- A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.

- A prece é ato de adoração a Deus. Está na lei natural, e é resultado de um sentimento inato do homem, assim como é inata a ideia da existência do Criador.

- A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia os bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.

FONTE: ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA NOSSO LAR , CHAPECÓ/SC
 - Revista Reformador, março,1997)

O que é o Espiritismo?

A palavra ESPIRITISMO foi criada por Allan Kardec, e diz respeito a doutrina por ele criada.

 “[...] Diremos, pois, que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípios as relações do mundo material com os espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão espíritas ou, se o quiser, os espiritistas." (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec)

Existe somente um Espiritismo que foi codificado por Allan Kardec, portanto, o Espiritismo é uma doutrina revelada pelos Espíritos Superiores, através de médiuns, e organizada (codificada) por um educador francês, conhecido por Allan Kardec. 

O Espiritismo está fundamentado nos três pilares básico: filosofia, ciência e religião.  

  • Filosofia - porque dá uma interpretação da vida, respondendo a questões como "de onde eu vim?", "o que faço no mundo?", "para onde irei depois da morte?", Toda doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é uma filosofia. 
  • Ciência - porque estuda, à luz da razão e dentro de critérios científicos os fenômenos mediúnicos, isto é, fenômenos provocados pelos espíritos e que não passam de fatos naturais. Todos os fenômenos, mesmo os mais estranhos, têm explicação científica. Não existe sobrenatural no Espiritismo.  
  • Religião - porque tem por objetivo a transformação moral do homem, revivendo os ensinamentos de Jesus Cristo, na sua verdadeira expressão de simplicidade, pureza e amor. Uma religião simples, sem sacerdotes, cerimoniais e nem sacramentos de espécie alguma. Sem rituais, culto a imagens, velas, vestes especiais, sem manifestações exteriores. 
Obs.O Espiritismo não deve ser confundido com religiões de origens africanas, somente porque estas, também acreditam na comunicação dos espíritos e em reencarnação.

Fonte: ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA NOSSO LAR, CHAPECÓ/SC

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

O ESPÍRITA E O ESPIRITISMO.


O companheiro de ação doutrinária, em certas ocasiões, é defrontado por grave problema — o que transparece da visita efetuada por ele ao templo espírita diferente daquele em que se lhe vinculam os costumeiros serviços. 

Algumas vezes surpreende diretrizes diversas e hábitos que julga inadequados ao cultivo dos princípios que esposa e deixa que descontentamento e desânimo se lhe implantem na alma. 

O Espírito André Luiz, nos convida a raciocinarmos:

O Espiritismo é religião de livre exame, sem poderes humanos que lhe domestiquem as manifestações. 

Na condição de doutrina é um conjunto de ensinamentos lógicos, visando ao aperfeiçoamento moral, sem que lhe possamos desfigurar a grandeza, contudo, no setor da interpretação, não nos esqueçamos que a visão da verdade não é igual para todas as inteligências que transitam na Terra, em múltiplos graus evolutivos. 

Devemos, portanto, contar em qualquer organização espírita, inclusive naquela a que nos ajustamos pelos fatores da afinidade, com senões e deficiências que nos refletem as falhas e imperfeições de consciências gravadas ainda por dívida ou ignorância, com necessidade de resgate ou lição perante a vida. 

Em penetrando a seara espírita de que não partilhamos, em sentido direto, lembremo-nos disso. Provavelmente estão aí nossos velhos enigmas humanos: insatisfação, discórdia, fraquezas, competição

Talvez que raízes de crenças do passado com inúmeros preconceitos aí nos desafiem a discussões e protestos, com resultados negativos para a edificação da fraternidade. 

Visitemos, pois, os irmãos de ideal e trabalho que militam noutros campos de nossa sementeira, mantendo-nos no clima de solidariedade construtiva, sem deixar de sermos nós mesmos. 

Leais à nossa identidade de kardecistas, isto é, abraçando a Doutrina Espírita como sendo a escola da fé raciocinada, com alicerces na "verdade que nos fará livres", segundo a conceituação de Jesus, não precisamos aplaudir o erro para sermos agradáveis, exaltando a mentira, e nem nos compete o papel de censores para sermos cruéis, aniquilando a esperança. 

Seja esse ou aquele o método adotado nessa ou naquela instituição ligada às nossas atividades, aproximemo-nos delas, com respeito e apreço fraterno, sabendo que o programa de nossa tarefa em qualquer ambiente a que formos chamados, se resume em duas legendas distintas e inevitáveis: "compreender" e "auxiliar". 

domingo, 1 de abril de 2018

MORTES SÚBITAS

As mortes súbitas representam duro golpe para os amigos e familiares do falecido. Mas servem também de advertência. 

Se é bem verdade que devemos viver a vida com alegria e boa disposição, mesmo sob os golpes de provas e dificuldades, nem por isso devemos nos esquecer de que não somos do mundo. Sim, a verdade final é que não pertencemos ao mundo terreno, material. Passamos rapidamente por aqui e seguimos o nosso caminho espiritual. 

A morte, segundo dizia o filósofo alemão Martin Heidegger, é o momento em que o ser se completa.

No Espiritismo não é o ser, mas a existência que se completa com a morte. Cada vida terrena, cada existência do homem na Terra é um processo que se inicia no berço e se encerra no túmulo. Bem o dizem as Filosofias da Existência: o homem é um projeto. Uns chegam rápido ao alvo através da morte súbita, outros o atingem mais lentamente, mas todos terão de alcançá-lo, mais hoje, mais amanhã. Inútil, pois, nos assustarmos ou aturdirmos com o fenômeno da morte, que não é mais do que um fenômeno biológico. 

Tudo o que vive, morre. Tudo e não apenas o homem. Alguns acreditam que a morte súbita é perigosa. Kardec morreu assim, em pleno trabalho. Quando a criatura viveu bem a morte súbita é boa, é uma libertação imediata do espírito. Quando a criatura não soube viver a morte é sempre difícil, representa uma crise na vida do espírito. E viver bem, no caso é cumprir os deveres que cabem ao homem na Terra, não se apegar às coisas materiais, como ensina o Evangelho. Viver bem, dizia o místico indiano Ramakrishna, é viver como a ama de leite na casa do patrão. Viver sabendo que a casa e as pessoas não nos pertencem. 

Só o Espiritismo, até hoje, entre todas as doutrinas filosóficas, religiosas e científicas, pesquisou objetivamente o fenômeno da morte e pode esclarecê-lo. Muitas pessoas não acreditam nisso.Acham que os espíritas são uns lunáticos, o que agora até não é mau, pois a lua também está prestes a ser conquistada. 

Essas pessoas não conhecem a doutrina e não sabem que ela se baseia em pesquisas científicas das mais rigorosas. Os que quiserem saber o que é a morte, como ela se processa e o que ela representa para o homem não têm outro caminho a seguir senão estudar o Espiritismo. E isso não custa muito, pois o Espiritismo nem sequer exige que os que o estudam se tornem espíritas. 

Livro: O homem novo
Autor: José Herculano Pires

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Infalibilidade

Filhos, não vos considereis criaturas isentas de erros, para que a compaixão vos inspire na apreciação da conduta alheia. Todos, a qualquer momento, poderemos cair, equivocados. 

Em sua maioria, os adeptos da Doutrina estão longe de ser os missionários que se imaginam, ou que companheiros desavisados, os supõem nas tarefas em que se redimem. Não vos consintais a idolatria e nem provoqueis elogios a vosso respeito, suscitando ilusões que muito vos haverão de custar. 

Esquecei o passado e, sob qualquer hipótese ou pretexto, fugi de rememorá-lo, principalmente no que tange às vossas ligações afetivas do pretérito. O esquecimento das vidas que se foram representa uma das maiores dádivas da Lei Divina para o espírito na reencarnação. 

Observai as vossas tendências e inclinações no presente e tereis uma ideia aproximada do que fostes e do que fizestes outrora. Se reparardes um companheiro em queda, em vez de injuriá-lo, procurai socorrê-lo para que se levante e prossiga no desempenho das obrigações que lhe pesam.

Quem escarnece da Humanidade, escarnece de si mesmo; quem apedreja o pecador, lança pedras sobre a sua própria imagem... Feliz de quem já sabe reconsiderar o caminho percorrido e, se necessário, alterar o curso da caminhada. Quase sempre, os erros que identificais nos outros vos servem apenas de justificativa para os erros que cometestes ou pretendeis cometer. Não contemporizeis com o mal que subsiste em vós. Dos outros procurai, única e tão-somente, imitar o que for bom. Pretender a infalibilidade, vossa ou do próximo, na atual conjuntura evolutiva do espírito humano no Planeta, seria pretender o inexequível. 

Filhos, compadecei-vos uns dos outros e não fomenteis discórdias entre vós. Cada qual se encontra estagiando em um degrau especifico da simbólica escada do conhecimento espiritual, de que as mais diversas religiões não passam de simples representantes na Terra.

Livro: A coragem da fé
Autor: Carlos A. Baccelli
Espírito Bezerra de Menezes

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Espíritas

O seguidor da Doutrina é alguém que caminha sobre o mundo, mais  consciente de seus erros que de seus acertos. 

Por este motivo - pela impossibilidade de conformar os interesses do homem velho com os anseios do homem novo, ele quase sempre deduz que professar a fé espírita não é tarefa fácil. 


( Bezerra de Menezes)

Ser Espírita


O Espiritismo não efetua aos seus adeptos quaisquer   exigências,    todavia      quem  toma    consciência    de  seus   postulados, sente-se   naturalmente    constrangido    a 
ceder de si mesmo, cada vez mais. ( Bezerra de Menezes).


Reencarnação

A reencarnação que não promove o renascimento moral da criatura, não passa de ato que não está à altura de sua transcendência e significado. 

O conhecimento espírita é, sem dúvida, a melhor oportunidade de conscientização para o homem que pretende libertar-se do cativeiro de milenar comodismo espiritual, afastando-se, em definitivo, das sinuosas estradas da ilusão, com, até então, diminuto aproveitamento das lições que lhe possibilitam o crescimento diante da Vida. ( Bezerra de Menezes)

domingo, 26 de novembro de 2017

Norma Ideal- Palavras de Fé - Chico Xavier/ Carlos A. Bacelli

 Vós sois a nossa carta, escrita em  nossos corações, conhecida e lida por todos os homens." 
Paulo (II Corintios 3,2) 

O obreiro do Senhor, notadamente na Doutrina Espírita, há que se reger pela harmonia, a fim de que a segurança lhe presida todas as resoluções e atitudes. 

Nem tão ardente no ideal que descambe na precipitação, nem tão extático que apenas viva de sonho. 

Nem tão exigente, no trato com os outros, que se converta em figurino de intolerância, nem tão apático que se torne irresponsável. 

Nem tão fanático na atividade que suscite perturbação, nem tão brando que se faça preguiça. 

Nem tão extremista em questões de direito, que inspire violência, nem tão fraco que encoraje o desrespeito. 

Nem tão isolado em sociedade que se encastele no egoísmo, nem tão agarrado às relações de toda espécie que se queime nas paixões. 

Nem tão prudente que se atenha à frieza, nem tão desabrido que abrace a temeridade. 

Nem tão aflito, ante as lutas e problemas do cotidiano, nem tão despreocupado que se arroje à indiferença. 

A lógica da Doutrina Espírita nos assinala a todos uma norma ideal de ação, nas mais diversas áreas da vida: equilíbrio e mais equilíbrio, a fim de que venhamos identificar-nos com o Bem, sempre mais e melhor. 
Emmanuel 

sábado, 27 de maio de 2017

Conselhos oportunos!


Filhos queridos, o Pai Celestial é a razão única de nosso ser, do nosso existir, do nosso viver.

Lancemos um olhar aos céus e lembremos dos ensinamentos do Cristo que com todo o seu amor e glória sofreu as iniquidades e desequilíbrios humanos que o colocou em sacrifício na cruz. Ainda assim, Jesus nos amou, nos perdoou e até os dias de hoje, Ele nos orienta na sua infinita sabedoria de amor. Portanto, meus filhos:

·       Amem indiscriminadamente, com toda a força de seus corações aflitos;

·   Reflitam a necessidade de se modificarem no bem e construírem valores morais éticos, edificantes para a sua caminhada; vigiem as energias que circundam em nossos caminhos, nos colocando a prova em desalinho com o equilíbrio emocional que o Pai quer de ti;

·    Estudem para o próprio e único bem. Conheçam essa doutrina de amor que o Pai construiu para vocês como guia único para o exercício cristão de amor; sejam indulgentes com aqueles que cruzam os seus caminhos para instigar a discórdia e o desequilíbrio. Cale-se diante dele e ali mesmo, ore a Deus, aos Amigos Espirituais, para agirem em seu socorro e no dele também;

·   Clamem sempre pela misericórdia divina que ela está sempre movimentando as energias sublimes do amor e da bondade para interceder aos filhos do Pai que escolheram o caminho do amor, da bondade e da justiça.

Deus os abençoe!

Pelo espírito Irmã Tereza.
Psicografia de Alessandra Uzêda

Em 22 de fevereiro de 2016

domingo, 6 de novembro de 2016

UM CONVITE A AMAR! Psicografia do Espírito Irmão José

Uma tristeza, uma melancolia, mas nunca uma desistência de lutar!

Eu sei bem como é enxergar mais à frente de uma estrutura tradicionalista, conservadora e rígida. Quando ainda estava encarnado, trabalhava numa casa que fica até hoje na Ribeira. Tudo era nos rigores de uma doutrina que se tornava fria, indiferente sem amorosidade, sem o cuidado de se preocupar como a forma de fazer e a forma de como esse feito tocava as pessoas. Como se costuma dizer é assim que tem que ser, n]ao importa o que pensam, não importa o que sentem. É assim que está escrito. Não importa como interpreta pessoalmente, nem como se veja naquele contexto porque cada um se identifica com determinada situação de forma diferente, cada um na sua real necessidade, cada um com sua forma de amar e também de sentir dor.

Quem pratica a doutrina espírita sem amorosidade, sem se colocar no lugar do outro, sem se abrir ao entendimento da dor do outro, transforma toada a codificação em uma doutrina frígida, indiferente e sem amor, apenas pela interpretação e aplicabilidade que faz dela.

Tenhamos mês amigos, a sensibilidade para perceber a essência dos ensinamentos divinos, que esta doutrina nos traz;

Saibamos meus amigos, que a verdade tem muitas faces e interpretações, e cada um, em seu momento, com suas buscas pessoais, tem a sua face de verdade e razão;

Sejamos ainda meus amigos, mais solícitos, mais condescendentes com as necessidades alheias sem ter que impor como regra uma doutrina escrita para que ajam pelo amor, e não apenas para cumpri-la sem respeitar as limitações daqueles que buscam para sua melhora e crescimento pessoal;

Sabedoria meus amigos, para que tenham humildade ao transmitir aos nossos irmãos, o que há de divino no Consolador, porque o Consolador é uma bênção que Deus nos deu mas que sem amor vira um livro como outro qualquer.

É preciso neste momento, em que o planeta passa por transição, em que o homem vive a necessidade da transformação pessoal, que todos se abram empaticamente, a conhecer o novo, a não temer a diversidade, e acabando com isso, se protegendo de forma a esquecer aquelas mudanças muitas vezes indispensáveis ao crescimento e evolução.

Olhem ao seu redor, perceba o quanto a vida é diversa, eclética e rica , mas, carente dessa amorosidade de que vocês mesmos necessitam para crescer, para o despertar consciente da maturidade espiritual que urge  e se faz  indispensável num planeta de regeneração.

A Terra já viveu muitas eras e esse é um momento histórico, espiritualmente falando porque nessa fase de transição, vocês estão saindo de uma contemporaneidade onde o espiritismo se fundamentou com sua doutrina para construir uma era de regeneração, a Era Nova, mas que na verdade ainda não chegou. Vocês encarnados, nesse instante, são a ponte que liga a contemporaneidade ao Novo,  que está por vir, mas de fato ainda não veio. É preciso solidificar as bases dessa Doutrina que cada vez mais se expande pelo novo, deixando o rígido tradicionalismo sem amorosidade.

O amor meus amigos, é capaz de mover montanhas, mas homens de pouca fé, não conseguem ter ideia da dimensão e da capacidade de expansão dessa doutrina pelo caminho da amorosidade, sem impor suas verdades, se colocando à disposição do outro para ouvi-lo e compreende-lo nas suas limitações.

Um dia, me perguntaram: se eu tivesse que escolher entre amar e agir pela doutrina, respondi que amaria, porque a doutrina sem coração é livro, palavras mortas, que não transformam, que não cura, e não ajuda a nenhum de vocês a crescer.

Reflitam a importância de transformar a rigidez em flexibilidade, rezar em possibilidade de mudança, se livrando de rótulos e amarras que o ligam ao passado que transforma, que educa, aprender a colocar os ensinamentos de jesus em pratica de forma lúdica, interativa, entendendo que o outro é parte desse processo, dessa construção de saberes, tornando agradável e prazeroso o melhor dos ensinamentos mais necessários ao nosso crescimentos pessoal, faz com que nos sintamos amados, e não apenas atendidos, acolhidos, e não apenas com determinações a cumprir simplesmente porque está escrito daquela forma.

Meus queridos amigos, a construção desse pensamento, dessa energia positiva que envolve, que ensina, e que educa, só se faz com amor.

Pelo Espírito Irmão José
Psicografia de Alessandra Uzêda

Em 25 de julho de 2016

domingo, 10 de abril de 2016

domingo, 17 de agosto de 2014

A DOUTRINA ESPÍRITA - Refletindo...

A Doutrina Espírita

A Doutrina da Codificação Espírita, mais especificamente, as obras do Pentateuco, de Allan Kardec, nos dá um manancial de condutas éticas e morais que devem ser aplicadas em nosso dia a dia, independentemente da religião de cada um.

O Espiritismo traz fundamentação religiosa, que atende aos apelos da razão, e que vem propor ao ser humano caminhos de condutas que devem ser adotadas como meio de favorecer o processo de transformação moral e espiritual do indivíduo.

A Doutrina Espírita propõe um crescimento integral, respeitando os limites e os mais variados níveis de experiências dos espíritos, encarnados e desencarnados, dentro da ótica da imortalidade da alma.

As Casas Espíritas devem ter como proposta de trabalho, momentos de discussões no contexto das obras básicas, para que viabilize a possibilidade de ampliação da capacidade de entendimento daqueles que vivem na Doutrina Espírita ou em busca dela.

O Espírita, sobretudo aquele dotado de mediunidade ostensiva, tenham o entendimento claro e objetivo da Doutrina de modo a colocá-la em prática no processo de mudança interior. Esse é o caminho ideal para a melhoria da humanidade e formação do homem de bem.

Somente o entendimento claro da Doutrina Espírita poderá formar uma nova personalidade do homem em transformação pois que estará se educando moralmente. Contudo, o indivíduo que consegue se educar do ponto de vista da moral, da ética, estará apto a amar a si e ao próximo, fortalecendo a afetividade entre os seres humanos, independentemente dos algozes do passado.

Considerando que o eu verdadeiro de cada ser, se encontra na memória espiritual, cujas experiências regressas foram constituídas ao longo de muitos e muitos anos, em muitas reencarnações, o caminho para chegar ao confronto de si mesmo, ao autoconhecimento, está nas luzes da imortalidade, na qual poderemos encontrar explicações, e o confronto necessário à superação de diversos desafios, que devem ser superados ao tomar posse da verdade sobre si, tais como, a culpa, a autopunição e a baixa estima.

Vida e Paz!


domingo, 29 de junho de 2014

Prolegômenos, O Livro dos Espíritos - Allan Kardec

PROLEGÔMENOS

Fenômenos que escapam às leis da ciência comum manifestam-se por toda parte. E revelam como causa a ação de uma vontade livre e inteligente.

A razão nos diz que um efeito inteligente deve ter como causa uma força inteligente. E os fatos provaram que essa força pode entrar em comunicação com os homens através de sinais materiais.

Essa Força, interrogada sobre sua natureza, declarou pertencer ao mundo dos seres espirituais que se despojaram do envoltório corporal do homem. Desta maneira é que foi revelada a Doutrina dos Espíritos.

As comunicações entre o mundo espírita e o mundo corpóreo pertencem à Natureza e não constituem nenhum talo sobrenatural. É por isso que encontramos os seus traços entre todos os povos e cm todas as épocas. Hoje elas são gerais e evidentes por todo o mundo.

Os Espíritos anunciam que os tempos marcados pela Providência para uma manifestação universal estão chegados e que, sendo os ministros de Deus e os agentes da sua vontade, cabe-lhes a missão de instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade.

Este livro é o compêndio dos seus ensinamentos. Foi escrito por ordem e sob ditado dos Espíritos superiores para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, livre dos prejuízos do espírito de sistema. Nada contém que não seja a expressão de seu pensamento e não tenha sofrido o seu controle. 

A ordem e a distribuição metódica das matérias assim como as notas e a forma de algumas partes da redação constituem a única obra daquele que recebeu a missão de o publicar.

No número dos Espíritos que concorreram para a realização desta obra, há muitos que viveram em diferentes épocas na Terra, onde pregaram e praticaram a virtude e a sabedoria. 

Outros não pertencem, por seus nomes, a nenhum personagem de que a História tenha guardado a memória, mas a sua elevação é atestada pela pureza de sua doutrina e pela união com os que trazem nomes venerados.

Eis os termos em que nos deram, por escrito e por meio de muitos médiuns, a missão de escrever este livro:

“Ocupa-te, com zelo e perseverança, do trabalho que empreendeste com o nosso concurso, porque esse trabalho é nosso. 

Nele pusemos as bases do novo edifício que se eleva e um dia deverá reunir todos os homens num mesmo sentimento de amor e caridade; mas, antes de o divulgares, revê-lo-emos juntos afim de controlar todos os detalhes."

“Estaremos contigo sempre que o pedires, para te ajudar nos demais trabalhos, porque esta não é mais do que uma parte da missão que te foi confiada e que um de nós já te revelou."

“Entre os ensinamentos que te são dados, há alguns que deves guardar somente para ti, até nova ordem; avisaremos quando chegar o momento de os publicar. Enquanto isso, medita-os, a fim de estares pronto quando te avisarmos."

“Porás no cabeçalho do livro o ramo de parreira que te desenhamos porque é ele o emblema do trabalho do Criador. 

Todos os princípios materiais que podem melhor representar o corpo e o Espírito nele se encontram reunidos: o corpo é o ramo; o Espírito é a seiva; a alma ou o espírito ligado à matéria é o bago. 

O homem quintessencia o Espírito pelo trabalho e tu sabes que não é senão pelo trabalho do corpo que o espírito adquire conhecimentos."

“Não te deixes desencorajar pela crítica. Encontrarás contraditares encarniçados, sobretudo entre as pessoas interessadas em trapaças. 

Encontrá-los-ás mesmo entre os Espíritos, pois aqueles que não são completamente desmaterializados procuram, muitas vezes, semeara duvida, por malícia ou por ignorância. Mas prossegue sempre; crê em Deus e marcha confiante: aqui estaremos para te sustentar e aproxima-se o tempo em que a verdade brilhará por toda parte."

PREENCHENDO OS VAZIOS DO ESPAÇO, O Livro dos Espíritos, Allan Kardec-Introdução aos Estudos da Doutrina Espírita-

O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Allan Kardec
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA
XVII- PREENCHENDO OS VAZIOS DO ESPAÇO

A CIÊNCIA ESPÍRITA contém duas partes:

·       Uma experimental, sobre as manifestações em geral.
·       Uma filosófica, sobre  as manifestações inteligentes.

A verdadeira Doutrina Espírita está nos ensinamentos dados pelos Espíritos, e os conhecimentos que os ensinamentos encerram são mistérios para serem adquiridos por outro modo que não seja por um estudo profundo e continuado, feito no silêncio e no recolhimento.

Há muitos espaços vazios que a razão nos diz, entre o homem e Deus, com muitos elos perdidos, cuja capacidade física, intelectual e espiritual do homem limita-o a conhece-los.


 A Filosófia espírita preenche a lacuna entre o Homem e Deus, pelos seres de todas as categorias espirituais do mundo invisível, e esses seres não são mais que espíritos dos homens nos diferentes graus que conduzem à perfeição. E assim, tudo se liga, tudo se encadeia no alfa e no ômega. Vós que negais a existência dos Espíritos preenchei o vazio que eles ocupam. Vós, que deles rides, ousai rir das Obras de Deus e da rua onipotência! (Allan Kardec)

A LOUCURA E SUAS CAUSAS, O Livro dos Espiritos, Allan Kardec-Introdução aos Estudos da Doutrina Espírita

O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Allan Kardec
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA

xv- A LOUCURA E SUAS CAUSAS

Todas as grandes preocupações intelectuais podem ocasionar a loucura: as artes, a ciência e a religião fornecem os seus contingentes.

A loucura tem por causa primária, uma pré-disposição orgânica do cérebro, que o torna mais ou menos acessível a determinadas impressões.

Havendo essa pré-disposição à loucura, ela se manifestará com caráter de preocupação principal do indivíduo, que se tornará uma ideia fixa.

Essa ideia poderá ser a dos Espíritos, dos Anjos, ou do Diabo que nada mais e que um espírito não evoluído, da fortuna, do poder, da arte, de uma ciência, da maternidade ou de um sistema político ou social.

“Digo, portanto, que o Espiritismo não tem nenhum privilégio neste assunto. E vou mais longe: digo que o Espiritismo bem compreendido é um preservativo à loucura. ” (José Herculano Pires)


AS QUESTÕES DE ORTOGRAFIASO, Livro dos Espiritos, Allan Kardec-Introdução aos Estudos da Doutrina Espírita

O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Allan Kardec
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA
XIV-AS QUESTÕES DE ORTOGRAFIAS

Da Ortografia dos Espíritos....

·       Nem sempre é impecável.

·       A ideia é tudo, a forma não é nada.

·       Deve-se considerar que as formas humanas de comunicação são demoradas e embaraçosas. Sentimos a mesma dificuldade quando não escrevemos numa língua que não é a nossa.

·       Espíritos não atribuem grande importância às puerilidades ortográficas, sobretudo quando tratam de ensinamentos importantes.


·       Deve-se comparar a linguagem do espírito comunicante com a linguagem habitual do Médium.

AS DIVERGÊNCIAS DE LINGUAGEM, O Livro dos Espiritos, Allan Kardec-Introdução aos Estudos da Doutrina Espírita

O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Allan Kardec
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA
XIII-AS DIVERGÊNCIAS DE LINGUAGEM

·       Os Espíritos se diferencial essencialmente pelo seu conhecimento e pela sua moral.

·       É essencial que saibamos a quem nos dirigimos, que sentimento a entidade traz em si, seu nome nada importa.


·       O estudo espírita requer atenção contínua e observação profunda, uma vez que o Espiritismo é imenso; liga-se a todas as questões da metafísica e da ordem social; é todo um mundo que abre ante nós; exige muito tempo para o seu entendimento, sobretudo a persistência e a perseverança.


·       Os Espíritos Superiores não se preocupam absolutamente com a forma; para eles, a essência do pensamento é tudo.