Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens

sábado, 17 de janeiro de 2015

CARMA - EXPIAÇÕES E PROVAS- Adésio Alves Machado

CARMA - EXPIAÇÕES E PROVAS
Adésio Alves Machado

 Vamos tratar de temas que mexem com o discernimento de todos quantos se interessam por conhecer o funcionamento da Lei de DEUS, ainda mais quando todos trazemos no íntimo mnemônico a noção da existência de um DEUS que nos premia, ao acertarmos, e que nos castiga, ao errarmos.

 Com a Doutrina Espírita, esse verdadeiro atavismo ancestral perdeu substância,tendo em vista que JESUS nos trouxe um DEUS de amor, e mais, que há uma lei de ação e reação, de causa e de efeito que regula e justicia os nossos atos.. Assim sendo, somos nós que nos felicitamos quando obedecemos a Lei de DEUS, e que sofremos quando a desrespeitamos. Ninguém, pois, é culpado pelo nosso destino ditoso ou inditoso, mas sim nós mesmos.

 Esta realidade do funcionamento da Lei Divina em nossas vidas, deixa-nos bem tranquilos, porque passamos a saber que se encontra em nossas mãos o êxito de nossos empreendimentos, de nosso fim existencial.

 Para se entender estas questões aqui apresentadas, importa começarmos por indagarmos: Que é carma? Que são provas e expiações?  Carma é expressão vulgarizada entre os hindus, que em sânscrito significa “ação”, mas que a rigor designa “causa e efeito”, tendo em vista que todo movimento e toda ação procede de uma causa ou de impulsos anteriores. Esta palavra haverá de expressar sempre a conta de cada um de nós, englobando débitos e créditos que, em particular, nos digam respeito, que sejam de nossa responsabilidade.

 “O carma é algo tão inflexível que pune quem nele acredita, se errar, e beneficia a quem nele não acreditar, se acertar”, dizia o desencarnado amigo Newton Boechat. 

 A fim de entendermos melhor a significação das expressões aqui em foco,vejamos como nos podemos situar sobre “a lei de causa e efeito”. Ela regula os nossos atos, as nossas ações e os nossos pensamentos. É por meio da pluralidade das existências que o Espiritismo nos ensina: os males e aflições por nós sofridas são expiações do passado, bem como que sofremos na vida presente as conseqüências das faltas que cometemos em existência anterior. Assim, até que tenhamos quitado a última dívida de nossas imperfeições, vamos prosseguir na seqüência de nossas reencarnações, vida após vida, na Terra, ou noutro mundo semelhante a ela. 

 A lei de ação e reação é a mesma coisa, ou seja, em virtude de sua aplicação em nossas vidas ser fatal, seremos ditosos ou desgraçados, aqui e além túmulo, na proporção do bem ou do mal que houvermos feito.

 No linguajar popular, todas estas denominações são representadas pela expressão “lei do retorno”, pela qual cada um recebe de volta aquilo que tem dado.  

 Ainda mais, se quisermos recorrer à ciência, depararemos com a informação de que a toda ação corresponde uma reação igual e contrária, em sentido inverso.

 Conclusão: a vida devolve o que a ela nós damos. Caso tenhamos dado o bem, receberemos o bem; em caso contrário, ela nos devolverá o mal que a ela tivermos feito.

Mas, perguntarão: quando eu faço mal a alguém é a vida que firo? Exatamente - esta é a resposta. Porque nosso compromisso é com a Vida. O semelhante é uma representação do que é a Vida. Desta forma, toda falta cometida por nós contra alguém, na verdade não a magoamos, não a ferimos, estamos magoando a Vida, e será Esta que nos virá cobrar o que a Ela devemos, sem dúvida.

 Vamos dar um exemplo. Nós damos uma paulada numa pessoa. Imediatamente contraímos uma dívida porque este ato contra a Lei de DEUS acionou a Lei de Ação e Reação . Provocamos uma dor de intensidade X nessa pessoa “vítima” (na verdade não há vítima, há, sim, devedores resgatando dívidas do passado). Lembremos JESUS: “Há necessidade do escândalo (a paulada), mas ai daquele através do qual o escândalo venha“. Essa pessoa, já se encaminhando para a evangelização, pode nos perdoar pela paulada que lhe demos. No entanto, a dívida permanece, porque a Vida, a LEI, DEUS (usemos a expressão que quisermos) vai nos registrar na lista dos devedores, sob os auspícios da Lei de Ação e de Reação, ou Lei do Carma.

 Como a LEI não precisa que a pessoa agredida reaja da mesma forma como foi agredida para que haja justiça, e o agressor assim responda pelo dolo cometido, pode acontecer que o agressor, passando por uma rua, seja atingido, pela queda de algum objeto, na cabeça, provocando-lhe aquela mesma dor X que ele causou na agredida criatura.

 Outro exemplo: João quebrou o braço de José. Pode João, mais tarde, levar um tombo e também, como José, quebrar o braço e, nesta ocasião, sentir a mesma dor imposta a José, passando depois pelas mesmas dificuldades que este passou após ter o braço imobilizado.

 Tratemos agora das provas e expiações, procurando, antes de irmos adiante, defini-las.

 Joanna de Ângelis conceitua que, na prova, matriculamo-nos na escola para aprender, e que na expiação nos internamos no hospital para sofrer. E é exatamente isso que acontece. O planeta tanto é um educandário, como também um hospital, ambos sempre abertos para nos acolher. 

 “A provação é a luta que ensina ao discípulo rebelde e preguiçoso a estrada do trabalho e da edificação espiritual. A expiação é a pena imposta ao malfeitor que comete um crime”, afirma Emmanuel.  

Quando nos sentirmos envolvidos por lutas morais, enfrentando humilhações, tendo que suportar pessoas agressivas, invejosas, ciumentas etc, saibamos que estamos diante da prova. Quando, entretanto, a dor nos bate violentamente, causando-nos grande sofrimento, não tenhamos dúvida, estamos expiando. Com os exemplos que se seguirão, acreditamos que será fácil todos compreenderem.

 Recentemente, num choque aquático entre um barco à vela e uma lancha, um dos velejadores teve a perna, na altura da virilha, decepada pela hélice da lancha. A primeira pergunta que deve assomar ao cérebro de qualquer estudioso das leis divinas, é perguntar: por que foi ele o atingido e não o seu companheiro que se achava no mesmo barco? Era ele quem havia de enfrentar a internação num hospital e sentir a dor que, com certeza, no passado, fez um seu semelhante sofrer.

 Diante de todo e qualquer acontecimento, principalmente os desastres com vítimas fatais e outras vezes não, devemos indagar do por quê daquele fato. Tudo é efeito que tem uma causa. Se a causa não se acha nessa existência, achar-se-á numa anterior.

 É bem verdade que o “amor cobre uma multidão de pecados”. No entanto, para que isso ocorra, ou seja, a vivência do amor pelo infrator eliminar a sua dívida, necessário é que ele faça brotar de dentro de si o arrependimento, como primeiro passo para que a Lei possa usar de misericórdia para com ele. Sem esse procedimento emocional, só resta a Lei dar continuidade ao processo de cobrança da dívida contraída pelo infrator, encarregando-se, desta cobrança, a “Lei de causa e efeito”.

 Com respeito ao acima exposto ( o amor cobrir os pecados ), encontramos no livro de Emmanuel o seguinte: “Quando o trabalho, no entanto, se transforma no prazer de servir, surge o ponto mais importante da remuneração espiritual: toda vez que a Justiça Divina nos procura no endereço exato para execução das sentenças que lavramos contra nós próprios, segundo as leis de causa e efeito, se nos encontra em serviço ao próximo, manda a Divina Misericórdia que a execução seja suspensa, por tempo indeterminado”.

 Reflitamos, que esse serviço no bem tem que ser realmente grandioso, altamente meritório, aquele que está exigindo total renúncia e abnegação. Não se trata, é claro, de que qualquer atitude nossa caritativa apagará as nossas dívidas. Por este motivo que nos devemos ligar, cada vez mais, à prática do bem, vincularmo-nos decisivamente ao “Fora da caridade não há salvação”. 

Chamemos a atenção para que Emmanuel se refere ao “prazer de servir”. Devemos sentir alegria, felicidade no trabalho de doação ao próximo, estar tão mergulhados nesse mister, que somente sentiremos prazer no bem que praticarmos. É desta forma que “o amor cobrirá uma multidão de pecados”. 

 Joanna de Ângelis escreveu: “A soma das tuas ações positivas quitará o débito moral que contraíste perante a Divina Consciência, porquanto o importante não é a quem se faz o bem ou o mal, e sim, a ação em si mesma em relação à harmonia universal”. 

 A Mentora Espiritual acima mencionada, no mesmo livro, expressa-se sobre o carma ao se referir ao caso de Judas Iscariote: “Judas Iscariote, consciente da missão do Mestre, intoxicou-se pelos vapores da ambição descabida, e, despertando depois, ao enforcar-se, estabeleceu o lúgubre carma de reencarnações infelizes para reparar os erros tenebrosos e recuperar-se”.

 Numa outra oportunidade, Ela aborda a texto que denominou “Carma de Solidão”, quando enfatizou que a “Vida na Terra, é feita de muitos paradoxos. E isto se dá em razão de ser um planeta de provações, de experiências reeducativas, de expiações redentoras”. 

No entanto, que nós não desfaleçamos, porque este é o nosso carma de solidão. Acrescentou que o que atualmente nos falta, malbaratamos no passado, e o que perdermos, descuramos enquanto possuíamos. Agora sentimos a necessidade. 

 Repetimos nas palestras que somente temos o melhor, aquilo que nos fará bem, e que servirá ao nosso progresso moral/espiritual. Reclamar, nunca. Resignarmo-nos, sempre.

 O Espiritismo tem a finalidade de qualificar as nossas vidas dentro de um padrão evangélico, ou seja, disciplinar a nossa liberdade, de tal forma que tenhamos na Terra uma vida social digna, bem harmoniosa, o mais perfeitamente ajustada aos impositivos da Lei de DEUS, no âmbito da vida espiritual. Todo o nosso esforço será regiamente recompensado.

 Com esses cuidados, ao demandarmos o mundo espiritual, ao atravessarmos o túmulo, não nos iremos sentir desabrigados. Haveremos de nos acomodar num refúgio moral que nos traga bem estar espiritual, mesmo que ainda estejamos um tanto desgovernados pela mudança de plano vibratório. Lá estarão nos aguardando Aqueles Amigos que se constituíram, enquanto aqui estagiávamos, na mão amiga sempre estendida em nossa direção, abençoando-nos.

AOS FUMANTES - CAMINHANDO PARA O SUICÍDIO INCONSCIENTE - Adésio Alves Machado

CAMINHANDO PARA O SUICÍDIO INCONSCIENTE
Adésio Alves Machado

 A invigilância moral que nasce e se estrutura na ignorância humana com relação ao conhecimento da vida espiritual tem dizimado milhões de criaturas através dos tempos, e o pior é que continuará sua marcha lúgubre.

 O Espiritismo vem tirar da pasmaceira moral os espíritos aqui reencarnados a fim de que melhorem, um pouco que seja, a qualidade de suas vidas, fazendo-os ver e sentir as conseqüências de seus vícios, paixões e desatinos cultivados através do corpo carnal.

 Nessas horas de devaneio a criatura se deixa envolver por espíritos de baixo astral,ou de baixo padrão vibratório, quando o ser perde o domínio integral de si mesmo. Criam-se algemas cruéis, difíceis de serem abertas. É a malha do vício que aprisiona, cerceia a liberdade, impõe condições, passa a dominar.

Queremos nos referir ao tabagismo, esquecendo por enquanto os demais, como por exemplo o alcoolismo, o uso de drogas, a maledicência, o hábito de caluniar, a glutonaria, o sexo em desregramento, a violência, etc., etc, tudo isso causando sérios curtos-circuitos no perispírito do viciado, energeticamente desestruturando-o, lamentavelmente, tendo em vista que ele será o molde do novo corpo físico da próxima reencarnação do viciado.

 Segundo dados colhidos num trabalho sobre saúde, da jornalista Magaly Sonia Gonzales, publicado na revista “Isto É”, de julho de 2000, “o vício do fumo foi adquirido pelos espanhóis, junto aos índios da América Central, que o encontraram nas adjacências de Tobaco, província de Yucatán. 

Um dos primeiros a cultivar o tabaco na Europa foi o Monsenhor Nicot, embaixador da França, em Portugal, de onde se derivou o nomenicotina, dado à principal toxina nele contida”.

 Através das constatações médicas científicas, verifica-se que o fumo é um veneno para o corpo. Como aliado deste princípio, encontramos os preceitos médicos/morais do Espiritismo, que mostra o fumo como um destruidor da mente, que provoca tonteiras, que enseja vômitos no estômago, dispara perturbações brônquicas nos pulmões e no sangue;é um agente envenenador, com ameaças de leucemia.

 O tabagismo se apodera do viciado em processo lento mas contínuo, fazendo-o mais uma “vítima”, inicialmente de si mesmo, depois dele, fumo. Em verdade, o viciado se torna escravo de sua vontade pusilânime. 

O tabagismo é uma doença que, tratada a tempo, tem cura, requerendo do viciado, no entanto, muita obstinação para dele se desvencilhar, determinação esta que ainda não é apanágio dos espíritos aqui residentes.

 Para deixar o cigarro é preciso readquirir o poder da vontade que se estiolou diante da prepotência, do autoritarismo da nicotina e seus sequazes.

 O viciado é aquele que perde o comando da mente. A luta do viciado pela recuperação do controle da vontade torna-se mais acerba pelo fato do vício haver encontrado quem lhe insufla maior potência: os espíritos desencarnados tabagistas. As mentes de além-túmulo não se desvinculam com facilidade, sem mais nem menos, deste foco que alimenta seus desregramentos: o fumante terreno.

 Os efeitos do tabagismo são devastadores, a saber: afeta o sistema respiratório, provocando bronquite, enfisema, câncer pulmonar, angina do peito, laringite, tuberculose, tosse e rouquidão; ataca o sistema digestivo, dificultando o apetite e a digestão, além de provocar úlcera gastroduodenal, hepatite; aumenta a concentração do ácido úrico, instalando a chamada gota; o sistema circulatório sofre com o aparecimento de varizes, flebite, isquemia, úlceras varicosas, palpitação, trombose, aceleração de doenças coronarianas e cardiovasculares; o sistema nervoso, sempre muito sensível, leva à uremia, mal de Parkinson, vertigem, náuseas, dores de cabeça, nervosismo e opressão. 

falta do fumo no organismo do viciado gera ansiedade, angústia, desencadeando crises, convulsões e espasmos. Instala-se, como se depreende, toda uma dependência mental, psíquica e física.

 Para os indígenas, a fumaça afastava os “maus espíritos”, daí o surgimento dos defumadores. Os pagés jogavam folhas secas no braseiro, ao mesmo tempo em que invocavam os seus deuses. Com o passar do tempo, habituaram-se a fazer um rolo de folhas secas de tabaco, fumegantes, aspirando e tragando a fumaça, o que neles provocava sensações de prazer. Nascia aí, para desgraça de tantas pessoas e o enriquecimento despudorado de muitas outras, o vício de fumar.

 Rogamos a Deus que surjam, cada vez mais, medidas restritivas aos fumantes e aos que propagam o cigarro, como também exemplos de abominação ao tabagismo nas famílias, nas escolas e na sociedade em geral. Com tal procedimento se dará uma demonstração de que o tabagismo é um suicídio em processo inconsciente lento, porém pertinaz.

A tendência do tabagismo é desaparecer antes do alcoolismo. Os dois têm seus dias contados na face da Terra.

Os males de um vício altamente destruidor da vida física, como o tabagismo, destroem também a vida espiritual pelo fato de lesar o perispírito. Acompanhando o espírito na erraticidade, não só de imediato aparecem as sequelas, mas também no seu retorno à vida carnal, num novo corpo altamente comprometido, estruturado que se acha em matriz defeituosa – o perispírito.

Largar o tabagismo, dizem os entendidos, tem de ser feito de uma só vez. Não concordamos tacitamente com isso, tendo em vista que cada criatura tem suas próprias reações orgânicas. O resultado que se obtém em relação a um caso pode ser diverso daquele que se constata em um outro. Deve-se, entendemos, colocar em ação todos os recursos existentes e, estando a pessoa determinada a parar com o uso do cigarro, surgirá o meio mais eficaz, o que seja mais aconselhável para o seu organismo reagir ao assédio do vício.

Referimos-nos ao fato de que, na hora em que o viciado se predispõe a deixar o vício, logo a Espiritualidade Superior passa a cuidar do caso, a ele se dedicando com determinação e amor. Os resultados só poderão ser o melhor – libertação do vício.

O Espiritismo analisa o tabagismo como um “inimigo” do ser humano que precisa ser “eliminado”. Sendo um gerador de doenças e de dependências, merece do Espiritismo uma batalha sem trégua. Contudo, ele atuará sem violentamento de consciências, somente ajudando, com a sua terapia, a quem quer ser ajudado.

O viciado recebe do Espiritismo, além de informações fornecidas pela medicina tradicional quanto aos males provocados pelo fumo, o alerta contra as obsessões e as desastrosas conseqüências no campo energético do espírito, fator este a exigir atenções especiais e procedimentos profundos na mentalização do fumante.

Mostra a Doutrina Espírita a necessidade não só de se cuidar do corpo, mas, sobretudo, do espírito e de seu campo vibratorial, o perispírito.

A visão reencarnatória é o principal fator que induz reformulação dos valores éticos/morais de quem se aproxima do Espiritismo, pois ela representa, acima de tudo, o uso da lógica e da razão na busca de uma melhor compreensão da vida, abrangendo o aspecto dual da existência: o material e o espiritual.

Compete-nos, portanto, ajudar os nossos irmãos e irmãs que se encontram sob o jugo do vício a fugirem desta forma sub-reptícia de mergulhar num suicídio inconsciente.

(Artigo publicado originalmente em Reformador / FEB - abril de 2002) 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

FATAL ENCONTRO COM A LUZ - Artigo

FATAL ENCONTRO COM A LUZ 

A maioria da humanidade terrena jaz distraída, jornadeando pelos 
labirintos sombrios da vida material. Vive, em realidade, postergando o encontro fatal com uma fé religiosa racional, lúcida, convincente. Enquanto isso, vai preferindo as ilusões factíveis que são do agrado momentâneo somente do mundo físico e dos que a ele se mantêm enjaulados. 

Acordar espiritualmente, para essa maioria dos humanos, é caminhar sobre calhaus onde espinhos lhes espetam a consciência, mesmo assim sem lograr que seus olhos vejam o que se faz necessário e urgente, pejados que estão pelo bafio das ilusões transitórias que satisfazem por momentos. 

Não querem esses religiosos tristes e pessimistas, que apenas vivem 
com a sua própria dor e a dos seus seguidores, empregar esforços no sentido de se apropriarem, através de uma visão atualizada, de princípios religiosos racionais embasados que se acham em estudos metódicos e persistentes, os quais abrangem tudo quanto lhes falta em matéria de solidificação e de maturidade do real senso religioso. 

Tomada tal iniciativa, melhor poderão, iluminando-se a si mesmos, esclarecer os seus seguidores. Esse religiosos "acomodados acomodadores" na visão de Joanna de Ângelis, costumam mostrar-se diante dos que lhes seguem os passos com promessas falaciosas onde sobressai o simplismo na "crença em Jesus" para que o ser humano possa "salvar-se", pois que Ele carrega todas as faltas e problemas dos que nEle acreditam e O aceitam. 

É a propagação da lei do menor esforço. "Se Jesus pode assumir os meus problemas, por que iria eu carregá-los?" - deve ser o pensamento inicial dos baldos da verdadeira fé, aquela que é estruturada na razão. Desta forma, os "religiosos" pouco ou quase nada vão exigindo dos seus seguidores em matéria de transformação dos princípios educativos norteadores, não incentivam o amor pelo próximo, o prazer que é trabalhar no e pelo Bem dos demais irmãos em humanidade, indiscriminadamente. 

Convivem assim com a punição do céu para os "pecadores" e a "morte" imposta por um impiedoso Deus, Aquele da época de Abraão e de Moisés. 

Estivessem em suas épocas, até que se poderia dar-lhes uma certa razão, mas estamos no 3º milênio, em pleno século XXI, quando estão sendo atingidos os corações e as mentes pelas ternas e sublimes palavras de Jesus, sempre nos convidando à vivência do amor recíproco, entre todos. 

Mostrou Jesus um Pai, não algo ou alguém que, para ser amado, tivesse, antes de ser temido pela Sua capacidade de punir severamente aquele que não Lhe fizesse a vontade. 

Não obstante tantas informações enganosas distribuídas às pessoas 
naquela época recuada, havia o conforto da difusão da imortalidade da da esperança aos que ainda se encontravam nos alicerces dos ventres generosos do amor. 

Hoje, no entanto, abomina-se a ideia da reencarnação e, com isso, as mentes se desarvoram em busca de soluções cabíveis para os seus problemas, suas lutas, suas dores físicas e/ou morais.

Uma verdade precisa ser repetida: ninguém ficará totalmente e para sempre divorciado da estrutura da vida do espírito porque temos um compromisso com a Consciência Espiritual, e e Ela somente chegaremos através do conhecimento encontrado na literatura religiosa espírita. 

Fatos inevitáveis estão ocorrendo na vida da criatura, cuja finalidade é despertar-lhe a realidade espiritual, por mais ela teime em se mostrar distraída. Ela é forçada à necessidade da fé religiosa como suporte de segurança, sem a qual as suas aflições se tornam acerbas e insuportáveis. É a dor que passa a fazer o que o amor não conseguiu. 

Algumas pessoas, nesses instantes, ainda buscam uma saída para não encontrar a Luz. costumando fugir pelos mecanismos depressivos ou alucinantes das drogas, simplesmente por teimosia. 

É, em verdade, uma relutância que leva o ser a se submeter aos impositivos transformadores de conduta e modo de viver, que uma nova vida solicita. 

Toda alegria derivada dos sentidos se mostra breve, enquanto as que são decorrentes dos hábitos saudáveis e das ações enobrecidas têm sabor de perenidade. Estas, destaquemos, só podem ser detonadas pela pessoa caso ela baseie seus pensamentos e idéias no Evangelho de Jesus e Sua vivência. 

Ignoram os indivíduos adormecidos que as mais doridas aflições 
derivam do arrependimento quanto ao tempo perdido na malversação das horas, nos abusos vividos de forma desregrada e nos compromissos não cumpridos. 

Possuidores que são do conhecimento, os Nobres Espíritos, mostraram, ao trazerem à Terra a Luz Imarcescível do Espiritismo, que Ela haveria de nos iluminar, não abruptamente, porque encegueceria ou fanatizaria, mas sim de forma gradual, tocando-nos suavemente a fim de que nos adaptássemos ao seu fulgor. 

Não seria pedagógico, como igualmente não o seria caso a Luz rasgasse as trevas íntimas do homem, fazendo-o sofrer em vez de torná-lo feliz, pois a quase totalidade vive atormentada pela consciência de culpa de seus erros transatos. 

"O bem aturde o mal qual ocorre com a labareda que aquece e também queima", adverte Joanna de Ângelis, mostrando o estado 
espiritual infantil em que estagia a humanidade e os infantis religiosos. Inevitável o enfrentamento dos frívolos e distraídos com a Luz, abrindo espaço para que se instale em seu interior a convicção da vida imortal e como a ela chegar pelos caminhos não mais da dor, mas do amor. 


ADÉSIO ALVES MACHADO
Escritor, Orador e Radialista. 
Autor dos livros: Ser, Crer e Crescer - Elucidações Para uma Vida Melhor; 
Diálogo com Deus - Preces de MEIMEI e Verdades que o tempo não apaga, 
lançado recentemente. Para adquiri-los ligue: 
(22) 2555-4753 ou (22) 2555-1580 
E-MAIL: adeleila@brasilvision.com.br
ENDEREÇO: Rua Roque de Oliveira Cardoso, 74 - Térreo 
CEP.: 28500-000 - CANTAGALO - RJalma, pregava-se através da "ressurreição", desfraldando assim a bandeira 

O DEFICIENTE - Artigo publicado em 24/10/2003

O Deficiente
Doenças Congênitas, Monstros e Prodígios

Adauto Reami

Nenhum pai ou mãe deseja ou aceita com normalidade filhos com defeito congênito. Deve ser um dos momentos mais difíceis para o médico ou equipe hospitalar, quando precisa comunicar a família que o bebê não saiu de acordo com os projetos sonhados.

Para tais situações se faz necessário adotar-se uma generosa postura de aceitação fundamentadas no amor que Jesus nos ensinou. 

Se a sociedade ainda alimenta preconceitos raciais de cor e contra a pobreza, podemos fazer ideia de como está marcada a história cultural das deficiências físicas que podem se manifestar até mesmo em alguém de nossa descendência.

Obstinados pelo preconceito, essas pessoas são vistas como híbridos animais e até algumas décadas atrás eram exibidas como aberração da natureza em atração circense. Doença congênita é muito terrível sim, mas nada que impossibilite essas pessoas de viverem plena e produtivamente. 

São múltiplos e diferentes os casos da deficiência congênita que temos conhecimento na história da humanidade. Poderíamos começar lembrando a história do gigante caolho que Ulisses derrota na odisseia, poema épico de Homero, é uma deformação em que a criança nasce apenas com um olho, ciclopia; a Síndrome de Hurler, ou Gargulismo, deficiência genética no metabolismo de açucares que causa deformação facial, Gêmeos Siameses, (com duas cabeças no mesmo corpo), podemos incluir ainda a Síndrome de Down e os conhecidos casos de cérebro exposto, as más formações de mãos e pés, corpos humanos com cabeças de supostos animais etc... 

Devido à falta de explicação para a origem de tantos defeitos, a ciência acabou colaborando com o desenvolvimento de crenças e mitos dos mais variados. 

Mas graças aos avanços das pesquisas da genética molecular e o projeto Genoma Humano, muitos ou quase metade desses defeitos congênitos já tem explicação; e a outra parte seriam de causa desconhecida. 

Cuidados básicos que a gestante deve ter, tais como não fumar, não beber, alimentar-se bem, fazer os exames pré-natais, etc, contribuem para a prevenção e diminuição de riscos, embora muitos dos casos de doença genética sejam casuais, independendo de fatores de risco. 

Enquanto não possuímos os meios de diminuirmos esses casos, o que devemos fazer é levar a zero o preconceito com relação ao deficiente. 

A questão 335 do Livro dos Espíritos diz que além do gênero de vida que lhe deve servir de prova, o espírito pode também escolher o corpo, porque as imperfeições deste corpo são para ele provas que ajudam o seu progresso, se vence os obstáculos que nele encontra. Mas a escolha não depende sempre dele. Quando o espírito é atrasado ou não tem aptidão para fazer uma escolha com conhecimento de causa, Deus lhe impõe experiências como instrumento 
de expiação. Os espíritos mais evoluídos fazem o próprio planejamento, conscientes de suas responsabilidades que lhe servirão de provação. 


Consultas: REVISTA SUPER INTERESSANTE Agosto/ 2000 
(Artigo originalmente publicado no Informativo Peixinho Vermelho n. 52 em 24/10/2003 e reproduzido com autorização do Centro Espírita Seareiros de Jesus)