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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

O que é o Espiritismo?

A palavra ESPIRITISMO foi criada por Allan Kardec, e diz respeito a doutrina por ele criada.

 “[...] Diremos, pois, que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípios as relações do mundo material com os espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão espíritas ou, se o quiser, os espiritistas." (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec)

Existe somente um Espiritismo que foi codificado por Allan Kardec, portanto, o Espiritismo é uma doutrina revelada pelos Espíritos Superiores, através de médiuns, e organizada (codificada) por um educador francês, conhecido por Allan Kardec. 

O Espiritismo está fundamentado nos três pilares básico: filosofia, ciência e religião.  

  • Filosofia - porque dá uma interpretação da vida, respondendo a questões como "de onde eu vim?", "o que faço no mundo?", "para onde irei depois da morte?", Toda doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é uma filosofia. 
  • Ciência - porque estuda, à luz da razão e dentro de critérios científicos os fenômenos mediúnicos, isto é, fenômenos provocados pelos espíritos e que não passam de fatos naturais. Todos os fenômenos, mesmo os mais estranhos, têm explicação científica. Não existe sobrenatural no Espiritismo.  
  • Religião - porque tem por objetivo a transformação moral do homem, revivendo os ensinamentos de Jesus Cristo, na sua verdadeira expressão de simplicidade, pureza e amor. Uma religião simples, sem sacerdotes, cerimoniais e nem sacramentos de espécie alguma. Sem rituais, culto a imagens, velas, vestes especiais, sem manifestações exteriores. 
Obs.O Espiritismo não deve ser confundido com religiões de origens africanas, somente porque estas, também acreditam na comunicação dos espíritos e em reencarnação.

Fonte: ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA NOSSO LAR, CHAPECÓ/SC

domingo, 25 de março de 2018

A INFLUÊNCIA DO ESPIRITISMO - Espírito Emmanuel

A influência do Espiritismo, em verdade, à feição de movimento libertador das consciências, será precioso fator de evolução, em toda parte. 

Na ciência, criará novos horizontes à glória do espírito. 
Na filosofia, traçará princípios superiores ao avanço inelutável do progresso. 
Na religião, estabelecerá supremos valores interpretativos, liberando a fé viva das sombras que encarceram na estagnação e na ignorância. 
Na justiça, descortinará novos rumos aos direitos humanos. 
No trabalho, proporcionará justa configuração do dever. 
Nas artes, acenderá a inspiração da inteligência para os mais arrojados vôos ao país da beleza. 
Na cultura, desabotoará novas fontes de Luz para a civilização fatigada e decadente. 
Na política, plasmará nova conceituação para a responsabilidade nos patrimônios públicos. 
Na legislação, instituirá o respeito substancial ao bem comum. 

E, em todos os setores do crescimento terrestre, à frente do futuro, ensinará e levantará, construindo e consolando, com a verdade a nortear-lhe a marcha redentora. 

Entretanto, somente no coração é que o Espiritismo pode realmente transformar a vida. Não basta erguer-se o homem às novas experiências de natureza exterior sem base no sentimento. 

Civilizações múltiplas hão surgindo no mundo, alcançando o apogeu e descendo de novo aos sepulcros de pó e cinza. É que lhes faltaram às fibras mais íntimas, essa fonte de água viva que só o amor puro consegue assegurar. 

Conduzamos o coração às bênçãos da doutrina Salvadora que abraçamos com o Cristo e, desse modo, a ressurreição da Terra, começando por dentro de nós, constituir-nos-á, no abençoado amanhã, o Paraíso conquistado para a nossa Alegria Perpétua em Perpétuo Esplendor. 

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Revelação

Filhos, quantos permanecem na expectativa de novas revelações do Mundo Espiritual por suplemento da fé, olvidam que o Evangelho continua sendo a mensagem inédita da vida que todos carecemos assimilar. 

A Ciência, sem dúvida, desvendará aos homens novos caminhos e a luz da Verdade gradativamente resplandecerá para as criaturas, todavia os preceitos básicos para a felicidade humana se resumem na lição do amor que o Cristo ensinou à Humanidade. 

O maior desafio para o homem não se constitui na conquista do Cosmos ou no pleno conhecimento das leis que regem o mundo material: o seu maior desafio é a conquista de si mesmo, no domínio mais amplo das próprias emoções e dos pensamentos que se originam em seu mundo intimo. A aplicação das virtudes cristãs no cotidiano - paciência, perdão e solidariedade -, ontem quanto hoje, dentre outras, é constante apelo à autosuperação que a cada dia se renova. 

Tendo-nos sido legado há dois mil anos, o Evangelho não perde atualidade, porquanto as palavras do Cristo, expressando a Verdade, que jamais se altera, são de vida eterna. Assim, não condicioneis a vossa crença na Doutrina às revelações que vos sejam formuladas sem critério pelos que habitam as dimensões da Vida Mais Alta. 

Não façais a vossa fé depender do miraculoso e do sobrenatural, como se, mentes enfermas, sentísseis sempre a necessidade de vos alimentardes do que extrapola os limites do bom senso. Os espíritos que, de hábito, convosco intercambiam ainda não diferem muito de vós outros e possuem parcos conhecimentos Vida que se desdobra fora da matéria. 

Habilitai-vos, em vosso mundo moral, para os acréscimos que desejais ao que já sabeis da Verdade. Por outro lado, considerando-vos, considerai a falta de instrumentação mediúnica adequada para que as realidades de Além-Túmulo vos alcancem sem alterações significativas e sem comprometimento de sua autenticidade.

Filhos, contentai-vos com o que tendes, convictos de que ainda não sois gleba para mais farta semeadura.

Livro: A coragem da fé
Autor: Carlos A. Baccelli
Espírito: Bezerra de Menezes

domingo, 31 de maio de 2015

CATEGORIAS DE INCRÉDULOS E O ESPIRITISMO - de O Livro dos Médiuns, Allan Kardec


ESPIRITISMO ENQUANTO CIÊNCIA, 

FILOSOFIA E MÉTODO E 

SUAS CATEGORIAS DE INCRÉDULOS



            O Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia. Quem desejar conhecê-lo seriamente deve pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando.

O Espiritismo, se relaciona com todos os problemas da Humanidade. Seu campo é imenso e devemos encará-lo sobretudo quanto às suas conseqüências. A crença nos Espíritos constitui sem dúvida a sua base, mas não basta para fazer um espírita esclarecido, como a crença em Deus não basta para fazer um teólogo. Vejamos, pois, de que maneira convém proceder no seu ensino, para levar-se com mais segurança à convicção.
                       No Espiritismo, a questão dos Espíritos está em segundo lugar, não constituindo o seu ponto de partida. E é esse, precisamente, o erro em que se cai e que acarreta o fracasso com certas pessoas. Sendo os Espíritos simplesmente as almas dos homens, o verdadeiro ponto de partida é então a existência da alma. Como pode o materialista admitir a existência de seres que vivem fora do mundo material, quando ele mesmo se considera apenas material? Como pode crer na existência de Espíritos ao seu redor, se não admite seu próprio Espírito? Em vão se amontoarão aos seus olhos as provas mais palpáveis. Ele contestará a todas elas, porque não admite o princípio.
            Todo ensino metódico deve participar do conhecido para o desconhecido. Para o materialista, o conhecido é a matéria. Parti, pois, da matéria e tratai de lhe demonstrar, antes de tudo, que há nele próprio alguma coisa que escapa às leis materiais. Numa palavra: antes de torná-lo espírita procurai fazê-lo ESPIRITUALISTA. Mas, para isso, é necessária outra ordem de fatos e se deve proceder, por outros meios, a uma forma especial de ensino. Falar-lhe de Espíritos antes que ele esteja convencido de ter uma alma é começar pelo fim, pois ele não pode admitir a conclusão se não aceita as premissas.
            Antes, pois, de tentar convencer um incrédulo, mesmo por meio dos fatos, convém assegurar-se de sua opinião sobre a alma, ou seja, se ele crê na sua existência, na sua sobrevivência ao corpo, na sua individualidade após a morte. Se a resposta for negativa, será tempo perdido falar-lhe dos Espíritos. Eis a regra. Não dizemos que não haja exceção. Mas nesse caso deve existir outra razão que o torne menos refratário.
INCRÉDULOS POR SISTEMA
       20. Devemos distinguir duas classes de materialistas: na primeira estão os que o são por sistema. Para eles não há dúvida, mas a negação absoluta, segundo a sua maneira de raciocinar. Aos seus olhos o homem não passa de uma máquina enquanto vivo, mas que se desarranja e depois da morte só deixa o esqueleto. Seu número é felizmente bastante restrito e em parte alguma representa uma escola abertamente declarada. Não precisamos acentuar os deploráveis efeitos que resultariam para a ordem social da vulgarização de semelhante doutrina. Estendemo-nos suficientemente a respeito em O LIVRO DOS ESPÍRITOS (nº 147 e parágrafo III da Conclusão).
     Quando dissemos que a dúvida dos incrédulos cessa diante de uma explicação racional, é necessário excetuar os materialistas radicais, que negam toda potência e qualquer princípio inteligente fora da matéria. A maioria se obstina nessa opinião por orgulho e acha que deve mantê-lo por amor próprio. Persistem nela apesar de todas as provas contrárias porque não querem ficar por baixo. Nada se tem a fazer com eles. Nem se deve acreditar na falsa expressão de sinceridade dos que dizem: Fazei-me ver e acreditarei. Há os que são mais francos e logo dizem: Mesmo se eu visse não acreditaria.
     
INCRÉDULOS POR INDIFERENÇA
21. A segunda classe de materialistas, muito mais numerosa, compreende os que o são por indiferença, e, podemos dizer, por falta de coisa melhor, já que o materialismo real é um sentimento antinatural. Não o são deliberadamente e o que mais desejam é crer, pois a incerteza os atormenta. Sentem uma vaga aspiração do futuro, mas esse futuro lhes foi apresentado de maneira que sua razão não pode aceitar, nascendo daí a dúvida, e como conseqüência da dúvida, a incredulidade. Para eles, pois, a incredulidade não se apóia num sistema. Tão logo lhes apresenteis alguma coisa de racional, eles a aceitarão com ardor. Esses podem nos compreender, porque estão mais próximos de nós do que poderiam supor.
     Com os primeiros, não faleis de revelação, nem de anjos ou do Paraíso, pois, não compreenderiam. Mas colocai-vos no seu próprio terreno e provai-lhes, primeiro, que as leis da Filosofia não podem explicar tudo: o resto virá depois. A situação é outra quando não se trata de incredulidade preconcebida, pois nesse caso a crença não foi totalmente anulada e permanece como germe latente, asfixiado pelas ervas daninhas, que uma centelha pode reanimar. É o cego a que se restitui à vista e que se alegra de rever a luz, é o náufrago a que se atira uma tábua de salvação.

INCRÉDULOS DE MÁ VONTADE

            22. Ao lado dos materialistas propriamente ditos há uma terceira classe de incrédulos que, embora espiritualistas, pelo menos no nome, não são menos refratários ao Espiritismo: são os incrédulos de má vontade. Esses não querem crer, porque isso lhes perturbaria o gozo dos prazeres materiais. Temem encontrar a condenação de sua ambição, do seu egoísmo e das vaidades humanas com que se deliciam. Fecham os olhos para não ver e tapam os ouvidos para não ouvir. Só podemos lamentá-los.

                    INCRÉDULOS INTERESSEIROS OU DE MÁ FÉ
     
23. Somente para lembrá-la, falaremos de uma quarta categoria a que chamaremos de incrédulos interesseiros ou de má fé. Estes sabem muito bem o que há de certo no Espiritismo, mas o condenam ostensivamente por motivos de interesse pessoal. Nada temos a dizer deles nem a fazer com eles. Se o materialista radical se engana, tem ao menos a desculpa da boa fé; podemos corrigi-lo, provando-lhe o erro. Neste último, há uma determinação contra a qual se esboroam todos os argumento. O tempo se encarregará de lhe abrir os olhos e lhe mostrar, talvez á sua própria custa, onde estavam os seus verdadeiros interesses. Porque, não podendo impedir a expansão da verdade, eles serão arrastados pela correnteza, juntamente com os interesses que pensavam salvaguardar.      

                                 INCRÉDULOS POR COVARDIA

    24. Além dessas categorias de opositores há uma infinidade de variações, entre as quais se podem contar os incrédulos por covardia, que terão coragem quando verificarem que os outros não foram prejudicados; os incrédulos por escrúpulo religioso, que um ensino esclarecido fará ver que o Espiritismo se apóia nos próprios fundamentos da Religião e respeita todas as crenças, tendo como um de seus efeitos despertar os sentimentos religiosos nos descrentes, fortalecendo-os nos vacilantes; os incrédulos por orgulho, por espírito de contradição, por negligência, por leviandade, etc. etc.

                                 INCRÉDULOS POR DECEPÇÃO
  25. Não podemos esquecer uma categoria que chamaremos de incrédulos por decepção. Abrange os que passaram de uma confiança exagerada à incredulidade, por terem sofrido desilusões. Assim, desencorajados, abandonaram tudo e tudo rejeitaram. São como aquele que negasse a boa fé por ter sido enganado. São ainda as conseqüências de um estudo incompleto do Espiritismo e da falta de experiência. Aquele que é mistificado por Espíritos, geralmente é porque lhes fez perguntas indevidas ou que eles não podiam responder, ou porque não estavam bastante esclarecidos para distinguir a verdade da impostura. Muitos, aliás, só vêem o Espiritismo como uma nova forma de adivinhação e pensam que os Espíritos existem para ler a buena-dicha. Ora, os Espíritos levianos e brincalhões não perdem a oportunidade de se divertirem á sua custa: é assim que anunciarão casamentos para as moças; honrarias, heranças e tesouros ocultos para os ambiciosos, e assim por diante. Disso resultam, freqüentemente, desagradáveis decepções, de que o homem sério e prudente sabe sempre se preservar.
                                                 VACILANTES                
   26. Uma classe muito numerosa, a mais numerosa de todas, mas que não poderia figurar entre os opositores, é a dos vacilantes. São geralmente espiritualistas por princípio. Na sua maioria tem uma vaga intuição das idéias espíritas e desejam alguma coisa que não podem definir. Falta-lhes apenas coordenar e formular os seus pensamentos. O Espiritismo aparece-lhes como um raio de luz: é a claridade que afugenta as névoas. Por isso o acolhem com sofreguidão, pois ele os liberta das angústias da incerteza.


    

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Do Livro Os EXILADOS DA CAPELA-.TRANSIÇÃO PLANETÁRIA- Expurgo da Humanidade- As Profecias e a Ciência Atual-Chico Xavier pelo Espírito Emmanuel-

O que dizem as Profecias? 

Os períodos de expurgo estão também previstos nesse planejamento imenso. Quando os orbes se aproximam desses períodos, entram em uma fase de transição durante a qual aumenta enormemente a intensidade física e emocional da vida dos espíritos encarnados ali, quase sempre de baixo teor vibratório, vibração essa que se projeta maleficamente na aura própria do orbe e nos planos espirituais que lhe são adjacentes; produz-se uma onda de magnetismo deletério, que erige um processo, quase sempre violento e drástico, de purificação geral.  Estamos, agora, em pleno regime dum período destes. 

O expurgo que se aproxima será feito em grande parte com auxílio de um astro 3.200 vezes maior que a Terra, que para aqui se movimenta, rapidamente, há alguns séculos, e sua influência já começou a se exercer sobre a Terra deforma decisiva, quando o calendário marcou o início do segundo período deste século. 

Essa influência irá aumentando progressivamente até esta época, que será para todos os efeitos o momento crucial desta dolorosa transição.  

Como sua órbita é oblíqua em relação ao eixo da Terra, quando se aproximar mais, pela força magnética de sua capacidade de atração de massas, promoverá a verticalização do eixo com todas as terríveis consequências que este fenômeno produzirá. 

Por outro lado, quando se aproximar, também sugará da aura terrestre todas as almas que afinem com ele no mesmo teor vibratório de baixa tensão; ninguém resistirá à força tremenda de sua vitalidade magnética; da Crosta, do Umbral e das Trevas nenhum espírito se salvará dessa tremenda atração e será arrastado para o bojo incomensurável do passageiro descomunal. 

Ainda não existe confirmação quanto ao citado astro, astronomicamente falando, nem quanto ao seu tamanho, mesmo porque o autor se refere à sua aura etéreo-astral. 

Essas são épocas consideradas críticas, sob o ponto de vista de alterações climáticas tanto quanto de crises sócio-econômicas. 

Com a verticalização do eixo da Terra, profundas mudanças ocorrerão: maremotos, terremotos, afundamento de terras, elevação de outras, erupções vulcânicas, degelos e inundações de vastos territórios planetários, profundas alterações atmosféricas e climáticas, fogo e cinzas, terror e morte por toda a parte. 

 Mas, passados os tormentosos dias, os pólos se tornarão novamente habitáveis e a Terra se renovará em todos os sentidos, reflorescendo a vida humana em condições mais perfeitas e mais felizes.

A humanidade que virá habitá-la será formada de espíritos mais evoluídos, já filiados às hostes do Cristo, amanhadores de sua seara de amor e de luz, evangelizados, que já desenvolveram em apreciável grau as formosas virtudes da alma que são atributo

"Voltemo-nos, pois, para o Cristo, enquanto é tempo; filiemo-nos entre os que o servem, com humildade e amor, servindo ao próximo, e abramos os nossos corações, amplamente, amorosamente, para o sofrimento do mundo, do nosso mundo..."

O que diz a Ciência atual?

Ouçamos, agora, a ciência do mundo atual. 
Segundo revelações conhecidas, vindas do Plano Espiritual em várias datas, os acontecimentos previstos para este fim de ciclo evolutivo, diariamente, vão-se aproximando, e seus primeiros sinais podemos verificar à simples observação do que se passa no mundo que nos rodeia, tanto no setor humano, como no da Natureza.

Segundo revelações novas, provindas do mesmo Plano, o começo crítico desses acontecimentos se dará em 1984; mas como são revelações que vêm através da mediunidade, muita gente, inclusive espíritas, não lhes dão muita atenção. 

Mas sucede que agora a própria ciência materialista está trazendo seu contributo e confirmações, sobretudo na parte referente às atividades astronômicas e geofísicas.  

As últimas publicações prenunciam para 1983 terríveis acontecimentos revelados por cientistas da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, e de Sidney, na Austrália, e estas revelações diferem muito pouco do que foi previsto por Nostradamus e outros.

Um dos pontos diferentes é no afirmar que a verticalização do eixo terrestre será promovida pela aproximação de um planeta, quando Nostradamus afirma que o será pela Lua.  

Considerando a época em que tais mensagens foram escritas (em torno de 1950), as previsões se confirmaram, uma vez que 1983/84 foram anos muito críticos para o clima do planeta - com muitas enchentes e secas - tanto quanto para a economia mundial. 

Os EXILADOS DA CAPELA dizem que se está encaminhando um alinhamento de planetas do nosso sistema em um dos lados do Sol , que isso provocará um aumento considerável de manchas solares e de labaredas, de dimensões inusitadas, que impulsionarão o vento solar; correntes volumosas de radiações e de partículas atômicas que se projetarão sobre a Terra colidindo com sua atmosfera, criando auroras, formando tempestades violentas que perturbarão o ritmo de rotação do planeta, modificando o ângulo de sua inclinação sobre a órbita, com as terríveis conseqüências que estes fenômenos provocarão.  

É evidente que a esta parte astronômica e geofísica se acrescentarão as ocorrências já previstas, de caráter espiritual que não se torna necessário aqui repetir. 

No fim deste século, o clima em todo o mundo estará mais quente, o nível dos oceanos estará mais elevado e os ventos mudarão de direção.  É esta a conclusão a que chegaram os cientistas do Observatório Geofísico de Leningrado , na Rússia, depois de estudarem matematicamente as tendências das mudanças climáticas ocorridas até agora na Terra. 

Dizem eles que com o aumento da temperatura da atmosfera terrestre, no fim do século, as calotas polares terão  alinhamento de planetas - exteriores à Terra, de movimento orbital mais lento - já foi muito comentado nos meios astronômicos e astrológicos, e na mídia em geral. 

Um fenômeno dessa natureza pode ocasionar alterações físicas sobre o campo magnético da Terra e, provavelmente, sobre as criaturas que nela habitam. Gráficos provam que as concentrações planetárias coincidem com períodos críticos da humanidade, como no século XX:(Astrologia Mundial, El Gran Desiquilibrio Planetário de 1982 1983, Àndre Barbault, Vision Libros, Barcelona). Atual São Petersburgo. (Nota da Editora) 163 Edgard Armond retrocedido (diminuído) consideravelmente e haverá modificações na distribuição das chuvas.  

Estes prenúncios científicos destacam justamente os pontos mais marcantes das previsões espirituais que têm sido reveladas aos homens encarnados pelo Plano Espiritual, através de médiuns de confiança, que asseguram a necessária autenticidade das comunicações.  

Assim, pois, estamos no princípio das dores e um pouco mais os sinais dos grandes tormentos estarão visíveis no céu e na Terra, não havendo mais tempo para tardios arrependimentos.

Nesse dia: - "Quem estiver no telhado não desça à casa e quem estiver no campo não volte atrás." (Lc,17:31) Porque haverá grandes atribulações e cada homem e cada mulher estará entregue a si mesmo.  Ninguém poderá interceder pelo próximo; haverá um tão grande desalento que somente a morte será o desejo dos corações; até o Sol se esconderá, porque a atmosfera se cobrirá de sombras; e nenhuma prece mais será ouvida e nenhum lamento mais comoverá as Potestades ou desviará o curso dos acontecimentos. 

Como está escrito: - "E nesse dia haverá uma grande aflição como nunca houve nem nunca há de haver." (Mt, 24:21) Porque o Mestre é o Senhor, e se passam a Terra e os Céus Suas palavras não passarão.  

E Ele disse:  - "Jerusalém! Jerusalém! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas e não o quiseste...  Por isso, não me vereis mais até que digais: Bendito seja o que vem em nome do Senhor." (Lc,13:34-35).

E enquanto nossos olhos conturbados perscrutam os céus, seguindo, aflitos, a réstia branca de luz que deixa, na sua esteira, a linda Capela, o orbe longínquo dos nossos sonhos, reboa ainda aos nossos ouvidos, vindas das profundezas do tempo, as palavras comovedoras de João, nos repetindo: - "Ele era a luz dos homens, a luz resplandeceu nas trevas e as trevas não a receberam." (Jo,1:4-5)

E só então, penitentes e contritos, nós medimos, na trágica e tremenda lição, a enormidade dos nossos erros e a extensão imensa de nossa obstinada cegueira: -porque fomos daqueles para os quais, naquele tempo, a luz resplandeceu e foi desprezada; - somos daqueles que repudiamos a salvação;  - somos os proscritos que ainda não se redimiram e que vão ser novamente julgados, pesados e medidos, no tribunal do divino poder. 

Por isso, é que permanecemos ainda neste vale expiatório de sombras e de morte a entoar, lamentosamente, à melancolia do arrependimento.  

domingo, 15 de junho de 2014

O Livro dos Espiritos, Allan Kardec-Introdução aos Estudos da Doutrina Espírita-A CIÊNCIA E O ESPIRITISMO


O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Allan Kardec

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA

VII - A CIÊNCIA E O ESPIRITISMO

O Espiritismo não levanta a voz contra os sábios, isto é, contra as corporações científicas. Porém, não poderia considerar sua opinião irrevogável a todo o tempo.

A opinião dos sábios (cientistas):

·       No tocante às COISAS EVIDENTES... é digna de fé, porque eles a conhecem mais, e melhor que o vulgo.

·       No tocante às COISAS DESCONHECIDAS... vêm hipoteticamente porque eles não são mais livres de preconceitos que os outros. Pois, tudo o leva a subordinar ao ponto de vista de sua especialidade.


“Todo homem que se dedica a uma especialidade escraviza a ele as suas ideias.”

“As ciências comuns se apoiam nas propriedades da matéria, que podem ser experimentadas e manipuladas à vontade; os fenômenos espíritas se apoiam na ação de inteligências que têm vontade própria e nos provam a todo instante não estarem submetidas ao nosso capricho.”

O Espiritismo é o resultado de uma convicção pessoal, que como indivíduos, podem ter os sábios, abstração feita de sua condição de sábio.

O Espiritismo está por inteiro na existência da alma e em seu estado após a morte.

Vê-se pois, que o Espiritismo não é da alçada da Ciência. Quando as crenças espíritas estiverem vulgarizadas e aceitas pelas massas, e, a julgar pela rapidez com a qual se propaga, esse tempo não estará muito longe. Acontecerá com ele como com todas as ideias novas que encontraram oposição; os sábios render-se-ão às evidências.

O homem que julga sua razão infalível está bem perto do erro. Os que têm as mais falsas ideias apoiam-se sobre a sua própria razão e, por isso, repelem tudo o quanto lhe pareçam impossível. Referimo-nos às criaturas ponderadas, que põem em dúvida aquilo que não viram e que, julgando o futuro pelo passado, não pensam que o homem tenha atingido o apogeu, nem que a natureza lhes tenha virado a última página de seu livro.

domingo, 8 de junho de 2014

Livro dos Espiritos, Allan Kardec-Introdução a "O livro dos Espíritos" -O Problema Científico


O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Tradução de José Herculano Pires.

O Problema Científico

“A ciência propriamente dita, como ciência, é incompetente para se pronunciar sobre a questão do espiritismo: não lhe cabe ocupar-se do assunto e seu pronunciamento a respeito, qualquer que seja, favorável ou não, nenhum peso teria. (Allan Kardec).”


·       A Doutrina tem um caráter científico, caráter próprio, pois se trata de uma ciência que deve ter seus próprios métodos, uma vez que seu objeto não é a matéria, mas o Espírito.

·       A insistência do “caráter científico” se deve ao fato de que “O Livro dos Espíritos” vem abrir uma nova era no estudo dos problemas espirituais.

·       O Espiritismo vem mostrar a possibilidade de encararmos os problemas espirituais através da experiência agostiniana, ou seja, através da razão que aplicamos aos problemas materiais.

·       O Livro dos Espíritos se apresenta como o divisor de águas, em que tudo aquilo que, antes dele, constitui o espiritualismo, pode ser chamado de “espiritualismo utópico”, e tudo o que vem com e depois dele, seguindo a sua linha doutrinária,” espiritualismo científico”.

·       Com O Livro dos Espíritos o sobrenatural tornou-se natural. Tudo se reduziu a uma questão de conhecimento das leis que regem o universo. Não existe o sobrenatural, senão para a ignorância humana das leis naturais, uma vez que o Universo é um sistema único, e todas as suas partes se entrosam na grande estrutura.