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sábado, 19 de dezembro de 2020

A dor

 Amados filhos do coração, que jesus abençoe todos vocês e suas famílias. Que Maria Santíssima possa envolve-los com seu manto de amor e paz, levando a todos o amor, a proteção e a cura.  É  uma  grande satisfação estar aqui presente nesse encontro espiritual que  tem se sustentado, apesar de tantos desafios enfrentados,  durante  esse  período  de pandemia.  Agradecidos pelos momentos de oração e dedicação, onde  as  palavras  ditas  são  gratificantes  e incentivadoras do bem, da justiça e da verdade. Haverá de chegar o dia em que todos irão estar unidos numa mesma sintonia, numa mesma vibração de bem, amor e justiça, conforme a vontade de Deus.

Sabe filhos, a dor é uma ferramenta muito poderosa de engrandecimento da alma. O incômodo necessário para tirar o ser da acomodação e se lançar na busca de alternativas que o impulsione e o tire do estado de sofrimento. A dor ainda é uma condição, indispensável àqueles que encarnam e reencarnam no planeta de provas e expiação. O espírito cansado do sofrimento se lança na busca de alternativas para a sua transformação pessoal. A dor que nasce do espírito, modula o perispírito a reagir contra ela, e essa reação demanda uma ação contrária àquilo que o incomoda de fato. 

A dor existe de diferentes formas. Só existe dor, porque quem a sente, pode relatar. A dor é de quem sente, não de quem esta de fora, observando, o que não nos dá o direito de julgar a dor do outro, mesmo que aparentemente lhe pareça inexistente. A dor pode ser da alma, transbordando em sofrimento moral, causando ansiedade e depressão, uma tristeza profunda, um estado de desânimo que inviabiliza a alegria de viver. A dor pode ser física, uma lesão, uma mutilação  e que irá repercutir na dor psicoemocional, capaz de desequilibrar o indivíduo, sobretudo, quando o sujeito tem baixa tolerância a lidar com as frustração, desequilibra, desespera e isso, só intensifica as dores sejam elas físicas ou da alma.

Lidar com a dor de si, demanda um grande autocontrole para compreender, aceitar e buscar alternativas que lhe proporcionem o fim da dor ou ainda amenizar essa dor. Sabe filhos, há dores que são pra vida toda, ela esta ali sinalizando um controle, que o impede de sucumbir nos seus propósitos quando consegue enfrenta-las com resiliência, sem queixumes e nem Vitimismo. Lidar com a dor do outro, é se eximir do julgamento, portanto,  nunca minimizem a dor do outro. Cada ser é único e cada um percebe o mundo de forma diferente, tenhamos paciência e compreensão, acolhimento e amor ao lidar com a dor do próximo. Cada uma sabe, literalmente, o que passa e somente, Deus sabe de todos. 

Estamos caminhando para uma nova era, onde as dores morais tomarão conta da grande maioria da humanidade, e as dores físicas cuja ciência tem avançado bastante, serão cada vez mais apaziguadas, amenizadas com o desenvolvimento da ciência. As dores morais estão muito presentes nessa geração de espíritos da regeneração, onde a humanidade enfrentará grandes desafios com a saúde mental que permeia o individuo que habita a terra, através de outras "pandemias" que já estão presentes em todo o mundo como a ansiedade e a depressão. Essa "pandemias" não escolhem raça, nem cor, nem sexo, menos ainda nível social. Essas "pandemias"  estão presentes em todo o orbe planetário sinalizando para a importância das pessoas buscarem um propósito e trabalhar para a realização deste propósito, porque o trabalho edificante é uma ferramenta poderosa contra a depressão. A vida sem propósito perde o seu significado. É preciso dar sentido à existência. O propósito lhe tira da condição de "estar tudo bem" e o coloca "na luta" pela conquista daquilo que se deseja realizar. 

Sejamos coerentes com o sofrimento alheio, acolhendo, amando e ajudando no que for possível.  Estamos todos sendo chamados a refletir sobre a necessidade de transformação pessoal, condição necessária para a permanência do ser humano na terra, ainda que essa reflexão seja motivada pelo sofrimento.

Amados filhos, vou me despedindo, deixando no coração de cada um de vocês a semente de amor e do desejo de ajudar àqueles que sofrem.

Que a paz de Deus esteja com todos!

Espírito Irmã Tereza.

Psicografado por Alessandra Uzêda

 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Como tem sido seu olhar para o outro?

Um olhar amoroso sobre o mal do outro.

Um olhar amoroso sobre o mal do outro nos remete a lembrar da passagem de Jesus e Maria Madalena, quando o Mestre diz que atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado. E um a um foi saindo até que, ficaram apenas os dois. Então Jesus com seu olhar amoroso, não a condenou, apenas lhe disse que fosse e que não pecasse mais.

Nem sempre o que vemos é de fato o que é. É preciso se colocar no lugar do outro para compreender as motivações pessoais de cada um.

A análise crítica sobre o problema do outro nos desconecta da totalidade existencial do indivíduo; podemos atingir somente a superficialidade do problema que o outro enfrenta; e, olhamos o problema do outro sob a nossa perspectiva pessoal de mundo.

Ninguém pode saber as causas primeiras, motivadoras de determinadas atitudes a não ser a própria pessoa, portanto, Não julgue!

Se, e somente se, houver a verdadeira intenção de ajudar, é preciso se debruçar na reflexão do conflito para...
  • proporcionar a transformação de algo ou de alguém.
  • perceber que as causas das viciações muitas vezes se encontram no espírito do indivíduo.
  • A vida se encarrega de gerar acontecimentos que servem de gatilhos para testar a sua capacidade de superação.
  • Sendo o homem individual e coletivo, age por seu livre arbítrio e motivação própria, mas também, pelas influências que recebe, seja do meio em que vive, seja pelas interferências espirituais.
Se não consegue ter esse olhar amoroso  sobre o problema do outro, feche os olhos!

É preciso compreender que as nossas ações não decorrem apenas do momento atual,tampouco apenas de seu passado reencarnatório. Tudo se conecta, passado, presente e expectativas futuras, para que um comportamento tão complexo como um vício se instale.
  • O passado lhe dá uma pré-disposição aos vícios, já que os mesmos podem ter sido vivenciados em outras encarnações.
  • O presente lhe submete às provas que trazem os gatilhos que despertam no ser a vontade de realizar, ou a pré-disposição para o vício.
  • As expectativas futuras servem de válvula de escape  para o não enfrentamento do conflito que te empurra para as viciações.
A exemplo disso, uma pessoa que entra no vício das drogas ou qualquer outro vício, já trás no seu corpo mental uma predisposição para desenvolvê-lo em virtude de já ter vivenciado esta prova em outra vida. Os gatilhos são as circunstancias ou situações em que apessoa se depara diante de um vício que lhe desperta interesse, para que se supere, diante da prova. As expectativas futuras influenciam diretamente no enfrentamento ou não do problema. Expectativas promissoras de um ser consciente do que deve ou não, faz com este reaja positivamente às viciações. Expectativas frustradas, na incapacidade de autossuperação, faz o sujeito mergulhar em seus vícios.

Nossa visão não se deve limitar a estabelecer o que é bem e o que é mal, e a partir daí, determinar qual o tratamento para o mal.
  • O bem e o mal estão muito além da objetividade que aparentam ter.
  • Quando enquadramos as atitudes humanas entre as extremas polaridades de bem e de mal, promovemos a falsa sensação de felicidade e de culpa.
  • Nem todo bem é bem e nem todo mal é mal. Aquilo que a mim faz bem, pode fazer mal a outra pessoa, assim como, aquilo que me faz mal pode fazer bem a outra pessoa.
O Evangelho é exímio corretivo para aqueles que estão fora do caminho, e principalmente, para aqueles que criticam e julgam a outro. Através do Evangelho podemos perceber os limites impostos ao ser humano pelas Leis Divinas. Contudo, o indivíduo deve compreender os ensinamentos, discernir sobre eles, com foco no conhecimento de si mesmo e na sua ascensão espiritual.

Os ensinamentos dever ser compreendidos, mas sobretudo, vividos na vida cotidiana, na rotina de cada um. É nosso dever...
  • Aliar teoria à prática, portanto, toda intenção deve vir acompanhada de uma ação correspondente.
  • Enfrentar os conflitos e dificuldades com bom-senso e equilíbrio.
  • Olhar com a amorosidade para o problema do outro.
  • Compreender que o outro age através de sua própria visão de mundo.
  • Enxergar que ao julgar o outro, está julgando a partir de sua visão pessoal de mundo, e que portanto, está desconectada da realidade pessoal do indivíduo.
  • Implica na obrigação moral, primeiramente perante a si, e depois, perante o outro.
Quando nos dispomos a lançar um molhar amoroso para o problema do outro, há ali, implícita, sempre uma proposta de transformação, assim, como Jesus fazia: ajudar o sujeito a cair em si, reconhecer seu erro, assumir responsabilidades e tomar atitudes corretivas.
  • O vício, o erro, ou mesmo, alguma atitude inadequada, devem ser considerados como parte de um contexto psíquico maior do que sua ocorrência.
  • O combate a eles não se deve limitar a advertências punitivas, mas também, se estender a levar o indivíduo à reflexão sobre os motivos que levaram a que, se instalassem em sua personalidade.
  • Que ele identifique o sistema de valores que leva a classificar suas atitudes como erro.
Prevenir desequilíbrios humanos ou algo que o torna infeliz e tira sua paz requer:
  • O despertar para o autoquestionamento
  1. Por que?
  2. Como?
  3. Quem?
  4. Quando?
  • Vivenciar com equilíbrio as provas necessários do crescimento espiritual do ser humano.
  1. Consciência
  2. Discernimento
  3. Responsabilidade
  4. Tempo/Espaço
Nesse sentido, o conselho do Cristo no Evangelho de Mateus, cap.5, v.14, é fundamental a ser pensado: "vós sois a luz do mundo: não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte."

Portanto, aquele que tem luz suficiente para iluminar os equívocos alheios, deve possuí-la para apontar caminhos exequíveis, com o fim de transformá-los, em virtudes, a partir de seu próprio exemplo.
  • É preciso ser exemplo de virtudes para iluminar o caminho do outro.
  • Aprende a deixar o problema que é do outro, com ele mesmo. 
  • Ocupa-te de ti!
Jesus mais uma vez disse, com sábias palavras, ... médico, cura-te a ti mesmo.
A personalidade de quem veicula a mensagem do Evangelho sem sombra de dúvidas, interfere na forma como esta é veiculada a na interpretação que se lhe dá. Daí a importância de se alinhar teoria e prática, porque o que você prega, deve refletir quem de fato você é, no seu agir. Isso também, diz respeito a você, quando orienta ou aconselha alguém, dentro do caminho reto que o Evangelho propõe como meio de transformação.

O Cristo propõe que o curador se curem isto é, que sua fala seja também,  e principalmente, dirigida a si mesmo. Seu exemplo pessoal é a verdadeira mensagem que passa, tendo como base, o que assimilou da original. A partir do que entendeu da mensagem que lhe inspira a vida, levará aos outros, de uma forma típica, aplicável aparentemente, a todos, mas própria, somente para aqueles que têm carma semelhante ao seu, e que portanto, se afiniza com as mesmas ideias. Nossa atitudes revelam quem somos. Não devemos impor nossas verdades. Nem sempre o outro irá compreender.

Quando não der conta do problema, PEÇA AJUDA!
  • Omitir os problemas àqueles que podem ajudar é demonstração de insegurança. O fator surpresa pode aumentar o problema.
  • Em alguns casos, é compreensível que certos problemas possam ser omitidos, a fim de não expor terceiros, porém, deve-se buscar a participação dos envolvidos na solução e discussão de problemas comuns, inclusive, das crianças, para que comecem logo cedo, a entender a vida. Não subestime a fala das crianças. E, quando adolescente, já começam a assumir a responsabilidade de sua própria  encarnação.
A fala do Cristo demonstra segurança e autoconfiança. Ele se expôs diante das pessoas nas Sinagogas, sem esconder suas capacidades e disse para que veio. Nós devemos colocar em família ou amigos, como desejar, o que ali estamos fazendo. Devemos ainda ter equilíbrio e autodeterminação suficientes, para assumir nossas responsabilidades perante à família. É na família, sobretudo, que aprendemos e evoluímos, seja a família carnal, seja a família escolhida pelo coração, seja a família espiritual.

Ter um olhar  mais amoroso com todos requer...
  • Paciência e tolerância.
  • Respeito ao tempo do outro.
  • Aceitar não ser a sua verdade, a verdade absoluta.
  • Se dispor a escutar antes de falar.
  • Entender as razões do outro.
O que diz Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo sobre esse olhar?

"Como é que vedes um argueiro no olho de vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? - Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro do teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? - Hipócritas, tirai primeiro a trave de vosso olho e depois, então, vede como podereis, tirar o argueiro do olho do vosso irmão." (S.MATEUS, cap. VII, v. 3 a 5).

" Tudo o que vocês desejam que os outros façam a vocês, façam vocês também a eles. Pois nisso, consiste a Lei dos Profetas." (S.MATEUS, cap. 7, v.12)

"Não julguem e vocês não serão julgados. De fato, vocês serão julgados com o mesmo julgamento com que vocês julgarem, e serão medidos com a mesma medida com vocês medirem." (S.MATEUS, , cap. 7, v.1 e 2)

"Para julgar-se, a si mesmo, é necessário poder mirar-se num espelho, transportar-se de qualquer maneira para fora de si mesmo, e considerar-se como outra pessoa, perguntando-se: que pensaria eu, se visse alguém fazendo o que faço?" (KARDEC, ESE, cap.X, Item 10).

E ainda, o Espírito Emmanuel diz: 

"É imprescindível habituar a visão na procura do melhor, a fim de que, não sejamos ludibriados, pela malícia que nos é própria." 

Referências: 
OLIVEIRA, W. Jesus a inspiração das relações luminosas.
KARDEC, A. O evangelho Segundo o Espiritismo.
OLIVEIRA, W. Reforma íntima sem martírio.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

ABSTEM-SE

Abstém-se de fixar as deficiências do companheiro e procura destacar-lhe as qualidades nobres, nas quais se caracterizem de alguma forma. Examina o bem, louva o bem e estende o bem quanto puderes. 

A paz pode passar a residir hoje mesmo em nosso campo íntimo. Basta lhe ofereçamos o refúgio da compreensão e isso depende unicamente de nós.

 Se te encontras na condição de peça na engrenagem de hoje, a que se acolhem tantas criaturas aflitas, não te entregues ao luxo do desânimo e, sim, trabalha servindo sempre. É preciso aprender a suportar os revezes do mundo, sem perder a própria segurança. Haja o que houver, trabalha na edificação do bem e segue adiante. 

Dor, na maioria das vezes, é o tributo que se paga ao aperfeiçoamento espiritual. Dificuldade mede eficiência. Ofensa avalia a compreensão. A própria morte é nova forma de vida. 

Resiste aos movimentos que tendam a desfibrar-te a coragem e mantém-te de pé na tarefa a que a vida te buscou. Recorda que tudo se altera para o bem.

Livro: Caminho Iluminado
Autor: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Emmanuel

quarta-feira, 30 de março de 2016

É preciso acreditar mais uns nos outros!

O Espírito Maria Modesto Cravo, em o livro "Quem perdoa liberta" de Wanderley Oliveira, traz um enfoque de grande relevância para a natureza das relações de convivência que estamos construindo diante de tantos conflitos éticos e morais entre os diversos tipos de relações interpessoais e intrapessoais.

Ela nos mostra que a psicologia de Jesus é a de valorização dos potenciais  da alma por meio da tolerância mútua e incondicional. Ele deu exemplos infinitos sobre a importância de ressaltar a luz alheia no convívio diário.

A vida do mestre é rica em estímulo, incentivo, desapego de julgamentos, bondade, acolhimento e misericórdia com todos os que passaram por seu caminho.

Segundo Maria Modesto Cravo, os princípios das relações sadias se baseiam na:
  • seletividade mental para a luz
  • beleza exuberante que cada criatura carrega em si mesma.
Cientes do nosso HÁBITO INFELIZ DE CRITICAR, JULGAR E MALDIZER, torna-se imprescindível uma investigação de  uma das mais destrutivas doenças da convivência em grupo: A DESCONFIANÇA, resultado emocional de julgamentos crônicos.

Ela nos chama a atenção para a pior descrença na vida que não é a em relação à Deus, mas sim, a descrença que temos em relação ao nosso próximo.

Deus mesmo quando desacreditado por nós, continua ativamente  crendo em nós. Quanto ao próximo, a desconfiança é 
lixo atirado que vai infestar a convivência.

"É preciso acreditar um tanto mais nos potenciais, na luz que há em cada um de nós,caso queiramos desenvolver  melhores laços e uma convivência  genuinamente fraterna."
Maria Modesto Cravo.



domingo, 14 de setembro de 2014

CRITÉRIO DE JULGAMENTO - Episódios Diários - Divaldo Pereira Franco pelo Espírito Joanna e Ângelis

Critério de Julgamento 
Há uma tendência muito grande para o indivíduo supervalorizar ou desconsiderar as tarefas que executa. Por processo de autoafirmação, um grande número de criaturas se crê a razão pela qual o Sol se movimenta nos espaços, superestimando-se, em prosaico processo de engrandecimento pessoal. 

Não se dão conta de que todos possuem critérios de avaliação e de julgamento, derrapando no ridículo que poderiam evitar. Tornam-se, assim, desagradáveis no trato e na convivência, evitados por uns e antipatizados por outros. 

Da mesma forma, encontramos larga faixa de pessoas que se subestimam e não concedem o valor que merecem às suas realizações. Creem-se incapazes para qualquer atividade e supõem-se dispensáveis em toda parte. 

Pessimistas, por índole, fazem-se desestimulantes e arredios, caindo em frustrações desnecessárias.  Dá o valor real aos teus atos. 

Se poderias fazer melhor o que te parece imperfeito, logra-o da próxima vez. Se consideras insignificante o teu feito, menor seria sem ele. 

Se outros realizam com mais eficiência qualquer coisa, exer- cita-te e chegarás à mesma posição dele. Todas as ações positivas são importantes no contexto geral da vida.

Até mesmo o erro tem o sentido de ensinar como se não deve fazer o que ora resulta prejudicial. 

Esforça-te um pouco mais, quando estiveres produzindo algo, e, mediante o teu critério de julgamento, valoriza sem excesso nem depreciamento o que faças, pensando na finalidade para que se destina

domingo, 26 de janeiro de 2014

O Evangelho Segundo o Espiritismo-Allan Kardec-CAPÍTULO X-BEM AVENTURADOS AQUELES QUE SÃO MISERICORDIOSOS-Não julgueis a fim de que não sejais julgados.Aquele que estiver sem pecado, lhe atire a primeira pedra.


CAPÍTULO X

NÃO JULGUEIS, A FIM DE QUE NÃO SEJAIS JULGADOS. AQUELE QUE ESTIVER SEM PECADO, LHE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA


“Não julgueis, a fim de que não sejais julgados; porque vós sereis julgados segundo houverdes julgado os outros; e se servirá para convosco da mesma medida da qual vos servistes para com eles. (São Mateus, cap. VII, v. 1,2)”


Os Escribas e os Fariseus conduziram a Jesus, uma mulher adúltera e

Disseram-lhe:

-        Mestre, esta mulher acaba de ser surpreendida em adultério.


   Jesus lhes disse:

-        Ora, Moisés nos ordena na lei para lapidar as adúlteras.


           Jesus continuou escrevendo na terra com a mão e os Escribas e

Fariseus continuaram a interrogá-lo. Então Jesus levantou-se, e disse-lhes:

-        Aquele dentre vós que estiver sem pecado, lhe atire a primeira pedra.


Eles foram saindo um a um e Jesus ficou sozinho com a mulher.

Então Jesus levantou-se, e lhe disse:

-        Mulher, onde estão os seus acusadores...Ninguém vos condenou...


Ela lhe disse:

-        Não Senhor.


Então Jesus respondeu:

-          Eu também não vos condenarei. Ide, e, no futuro, não pequeis mais. (São João, cap. VIII, v.3 a 11)


INDULGÊNCIA:


·       Um dever de todos, pois não há quem não precise dela.

·       Facilidade de perdoar os erros cometidos pelos outros;

·       Tolerância, perdão, misericórdia;


Para refletir...


  Não devemos julgar os outros mais severamente do que julgaríamos a nós mesmos.


  Não devemos condenar em outrem, o que nos desculpamos em nós.


  Antes de censurar uma falta em alguém, vejamos se a mesma reprovação não pode recair sobre nós.


O ARGUEIRO E A TRAVE NO OLHO.- O Evangelho Segundo o Espiritismo-Allan Kardec-CAPÍTULO X-BEM AVENTURADOS AQUELES QUE SÃO MISERICORDIOSOS


CAPÍTULO X

O ARGUEIRO E A TRAVE NO OLHO


“Por que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso olho? Ou como dizeis ao vosso irmão: Deixai-me tirar um argueiro de vosso olho, e então vereis como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão. (São Mateus, cap.VII, v.3,4,5).


Para refletir...


Um dos maiores defeitos da humanidade é ver o mal dos outros sem antes ver o que está em nós.

·       Olhe-se num espelho e transporte-se para fora de si;

·       Considere-se uma outra pessoa e pergunte-se:

o   Que pensaria eu, se visse alguém fazendo o que faço?

o   Sou orgulhoso... senão porque procuro dissimular os próprios defeitos, tantos morais como físicos?



A verdadeira CARIDADE é...


·       Modesta – que pensa a seu respeito e fala de si sem orgulho.

·       Simples – sem afetação, natural.

·       Indulgente – que perdoa facilmente, tolerante.


A caridade orgulhosa é um contra senso...

  Deve-se ressaltar, em lugar do mal que poderia realçar do outro, o bem que esse outro pode ter feito;


  Se o orgulho é o pai de muitos vícios é também a negação de muitas virtudes;


  O orgulho está implícito em quase todas as ações, por isso, Jesus se dedicou a combatê-lo como o principal obstáculo do progresso.