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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Transformação do mundo


Muitos choram a dor do retorno, do distanciamento, das perdas... mas a luz divina permanece firme iluminando os caminhos de todos aqueles que estão precisando do amparo espiritual. 

O som do desespero pode ser sentido a distâncias ecoando pela psicosfera terrestre, nos quanto cantos do mundo. 

Os gritos do silêncio, da desesperança estão começando a ser ouvidos ávidos de mudanças e transformações. 

Os locais onde se encontram já não estão mais confortáveis, e a humanidade vai em busca de uma nova zona de conforto, que lhe proporcione mais alegrias reais da alma.

Psicografia de Alessandra Uzêda
Em 08/06/2020

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Cap.1 - Teu Livro - Francisco Cândido Xavier


"* A existência na Terra é um livro que estás escrevendo... "
- Nunca perca de vista que é o livro de sua própria vida!
"* Cada dia é uma página..."
- Cada novo dia, uma página em branco para consertar o que errou, e fazer uma nova história.
"* Cada hora é uma afirmação de tua personalidade, através das pessoas e das situações que te buscam. "
- Cada hora é oportunidade de evoluirmos através das relações interpessoais e no contexto em que essas relações acontecem.
"* Não menosprezes o ensejo de criar uma epopeia de amor em torno de teu nome."
- Coloque amor em tudo aquilo com o qual está envolvido, em seu cotidiano.
"* As boas obras são frases de luz que endereças à Humanidade inteira."
- Seja exemplo e modelo para aqueles que ainda estão no aprendizado.
"* Em cada resposta aos outros, em cada gesto para com os semelhantes, em cada manifestação dos teus pontos de vista e em cada demonstração de tua alma, grafas com tinta perene, a história de tua passagem. "
- Nada acontece sem a permissão de deus e ninguém cruza seu caminho por acaso. Há aí um propósito maior de construção de sua história evolutiva.
"* Nas impressões que produzes, ergue-se o livro dos teus testemunhos."
- Não percas a oportunidade de dividir suas experiências já vividas.
"* A morte é a grande colecionadora que recolherá as folhas esparsas de tua biografia, gravada por ti mesmo, nas vidas que te rodeiam."
- A morte é apenas uma passagem cujo espírito carregará consigo todas as páginas escritas na biografia dessa encarnação.
"* Não desprezes a companhia da indulgência, através da senha que o Senhor te deu a trilhar."
- A indulgência para consigo, e a indulgência, sobretudo, para com o outro, compreendendo e perdoando os seus erros, e erros alheios, respectivamente.
"* Faze uma área de amor ao redor do próprio coração, porque só o amor é suficientemente forte e sábio para orientar-te a escritura individual, convertendo-a em compêndio de auxílio e esperança para quantos te seguem os passos. "
- O amor é o único sentimento global e universal capaz de aceitar,compreender, perdoar e cuidar.
"* Vive com Jesus, na intimidade do coração, não te afastes dEle em tuas ações de cada dia e o livro de tua vida, converter-se-á num poema de felicidade e num tesouro de bênçãos. "
- É tempo de vivenciarmos o Evangelho do Cristo, cujos ensinamentos desenham o caminho da felicidade.

Fonte:
Livro: Mãos Unidas. 
Autor: Francisco Cândido Xavier
Autor Espiritual: Emmanuel

Interpretação: Alessandra Uzêda

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Brasil Pátria amada


Brasil, pátria amada!

Pelo povo, idolatrada.

Pátria minha tão sonhada

Que caminha para o alto

Na conquista de um grande salto

Pátria minha, pátria amada!



Brasil de inúmeras espécies,

Onde tudo se mistura, e se agradece.

Brasil que engrandece,

A terra amada de Jesus

Brasil você é luz.



Brasil de um modelo tão sonhado.

Porém, nem sempre conquistado,

Povo sofrido, mas amado.

Brasil, caminho de atalhos

Com atrasos ao destino,

O povo ainda assim, é aclamado.



Brasil, povo brasileiro.

Escutem as batidas de seus corações.

E despertem das ilusões,

De sonhos fantasiados.



Um Brasil já acordado,

Consciente de sua missão.

Com trabalho e realização,

Brasil segure a emoção,

Põe um pouco de razão.

Desperta Brasil!

Cuida bem do Coração.





          Em 15 de outubro de 2018

         Espírito Irmã Ana Rosa

   Psicografia de Alessandra Uzêda

sábado, 14 de julho de 2018

LIDERANÇA - PACIÊNCIA, Espírito Emmanuel, Chico Xavier

Não raro, ouvimos respeitáveis representantes das comunidades terrestres, reclamando líderes capazes de as conduzir à concórdia e ao progresso, sem ódio e destruição. 

Justo, no entanto, não esquecer que a Terra conhece o Líder de todos os líderes humanos, habilitados a guiar a coletividade para o Reino do Bem. Importante refletir que:
  • Ele transportava consigo a própria grandeza sem mostrar consciência disso. 
  • Não colheu da vida mais que o necessário à própria sustentação. 
  • Associou-se a companheiros tão pobres e tão anônimos quanto Ele o era no início da revelação de que se fazia mensageiro, a fim de realizar o apostolado que trazia.
  • Aconselhou o respeito aos condutores do poder humano mas nunca indicou a desordem e a crueldade para a solução dos problemas do mundo. 
  • Conviveu com a multidão, compadecendo-se de suas aflições e necessidades. 
  • Chamava a si os pequeninos, de modo a os ouvir, atentamente.
  • Amou aos enfermos, aliviando-lhes as enfermidades, com a força do amor, nascida na oração.
  •  Amparou aos irmãos obsessos e dialogou com os desencarnados sofredores, endereçando-lhes expressões de esclarecimento e reconforto.
  • Alimentou os famintos, antes de ministrar-lhes a verdade. 
  • Ensinou o perdão e a tolerância
  • Não possuía ouro nem prata que lhe garantisse a influência.
  • Acusado sem culpa, aceitou agravos e injúrias, sem defender-se.
  • Executado por alguns de seus contemporâneos que se faziam adversários gratuitos, portou-se com humildade e grandeza de espírito, rogando a benevolência dos Céus para os seus próprios inimigos. 
Entretanto, desde que desapareceu do cenário dos homens, passou a viver mais intensamente na Terra, conquistando corações para a sua causa.

Em quase vinte séculos, famosos condutores de povos foram esquecidos. No entanto a influência do Líder dos líderes do mundo, sem ameaças e sem armas, cresce com os dias. 

Quem estiver procurando liderança na Terra, saiba que Ele, Jesus Cristo, até hoje tem o nome de Senhor Jesus e, no limiar do terceiro milênio dos tempos novos, o temos sempre por ESPERANÇA das criaturas e LUZ das nações. 

Nas horas atormentadas da vida, age com PACIÊNCIA e TOLERÂNCIA.
Deus nos sustenta de pé, aguardando a nossa cooperação destinada a reerguer os irmãos caídos. 

sábado, 2 de junho de 2018

CONTEMPLE O HORIZONTE!

É preciso contemplar um horizonte

Mais venturoso, leve e sublime
Onde as coisas da vida
Habitem os campos das emoções
Onde o homem cheio de contentamentos
Possa sorrir livremente
Sem carregar no peito
O pesar do desrespeito
E também do preconceito
Que toma conta da mente perturbada
Pelas viciações distorcidas
Que os desvia dos caminhos da vida
De felicidades tão desejadas,
Mas jamais alcançadas.

É preciso contemplar um horizonte
Onde a fronte do amor divino
Faz em ti renascer a cada momento
A esperança de um novo amanhecer
E a fé de um porvir
De infinitas alegrias
Destinadas a todos os filhos do Pai
Que está aberto a sentir
A influência deste amor
que transforma,  equilibra e agradece
a alma infinita que em ti habita.

É preciso ainda contemplar
Um horizonte de transformação
Planejar para acontecer
Na caminhada de cada ser
Ainda nesta vida
E pra isso é preciso
Manter um grande sorriso,
Inclusive no olhar,
Durante todo o caminhar.

E não há como não contemplar
Um horizonte mais feliz
Quando cada um pode sentir
O amor do Cristo a unir
Todas as almas encantadas
Pelas semelhanças e diferenças
Ao longo de toda caminhada
Sabendo sobretudo,
Que estão sendo amados e acolhidos
Pelo manto sagrado de Maria Santíssima
Como um bálsamo de alívio
Sobre suas dores vividas na Terra a sarar
Para que na próxima vida
Seja plenamente mais feliz
Em 10/04/2017
Espírito Irmã Ana Rosa, uma carmelita de pés descalços.

Psicografia de Alessandra Uzêda

domingo, 15 de abril de 2018

A TUA FÉ

“Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da Humanidade”. (Allan Kardec 7 )

Nunca ancores a tua fé nos escaninhos do mistério. Pois que, assim, nunca poderás avaliar-lhe o montante. 

Nunca vincules a tua fé em Deus aos que te parecem guias na Terra. Pois que, desse modo, atrelas as coisas divinas ao embaraço humano. 

Nunca te aposses da fé do companheiro de jornada. Posto que, do íntimo de cada um, deve se erguer a fé iluminada pela razão. 

Nunca te afirmes vazio de fé. Pois, o de que necessitas, na verdade, é compreender melhor a vida na sua mais ampla expressão. 

Nunca caminhes de olhos vendados na senda da fé. Pois, assim, aumentas o risco da fanatização que mecaniza o homem. 

Nunca imponhas a tua fé a outrem. A fé deve apenas ser exposta fraternalmente, como mostruário, ao que a busca. 

Nunca desdenhes nem menosprezes a fé do caminhante com quem compartilhes a estrada. Em matéria de fé, todos temos o direito de experimentar o que nos parecer correto. 

Toda criatura traz a sua própria fé em seu íntimo, latente. Pois que cada ser é, por si mesmo, uma prova da existência de Deus e da imortalidade da alma. 

A fé e a razão são indissociáveis, alimentando-se uma da outra para o fortalecimento mútuo. A fé é o teu maior tesouro, a joia mais rara que podes descobrir em tua vida terrena. A fé é capaz de realizar prodígios que a ciência humana não consegue ainda explicar.

Se procuras uma fé robusta, busca na razão os elementos básicos para a sua estruturação. Se queres um modelo racional para o teu processo de parturição da fé, encontrarás no Espiritismo os princípios lógicos para aquela edificação. 

Conselhos Mediúnicos, Psicografia de Francisco Cajazeiras

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

OBSTÁCULOS

Obstáculos são, por si, movimentos de renovação e progresso.
O que possa parecer fracasso ou desencanto é preparação de um mundo novo. 
Estejamos convencidos de que nunca é tarde para que alguém seja feliz e que o Reino de Deus está dentro de nós. 
E com semelhante luz, ser-nos-á possível esquecer quaisquer provocações e vencê-las, situando-nos, desde agora, a caminho da Vida Superior. 
A felicidade que pode realmente não existir na Terra, enquanto a Terra padecer a dolorosa influenciação de um só gemido de sofrimento, pode existir na alma humana, quando a criatura compreender que a felicidade verdadeira é sempre aquela que conseguimos criar para a felicidade do próximo. 
Lembra-te da casa nobre começando nos alicerces e não te desmandes na pressa, a fim de que a tua existência se ajuste à gloriosa sinfonia da vida. 
Protege o próprio lar contra a perturbação e a desarmonia, mas se a tua ação surte efeito, aceita a casa em que vives por tua escola de regeneração e de amor. 
Atende ao bem, conquanto as dificuldades que encontres para isso. 
Sem dúvida é imperioso te guardes no pensamento positivo da confiança em Deus e em ti mesmo. 
À maneira de viajante na travessia do rio da vida, que será de ti, se não controlas o leme do teu barco, orientando-lhe os movimentos em rumo certo? 


Livro: Caminho Iluminado
Autor: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Emmanuel

domingo, 26 de novembro de 2017

NÓS E O MUNDO - Palavras de Fé - Chico Xavier/ Carlos A. Bacelli

Comentando sobre os acontecimentos do mundo, refere-te habitualmente a eles como se não fosses parte integrante da comunidade em que vives. 

Recriminas as decisões tomadas, qual se as tuas atitudes, de alguma forma, não as tivessem influenciado. 

Criticas as pessoas, imaginando, assim, isentar-te dos problemas que lhes dizem respeito, esquecendo-te que todos nós, os espíritos encarnados e desencarnados ainda vinculados à evolução da Terra, agimos e reagimos, incessantemente, uns sobre os outros. 

Apontas falhas nesse ou naquele setor, fugindo de lhes partilhar a responsabilidade e ignorando o que tem sido para corrigi-las. 

Todavia, ninguém condena os outros sem condenar a si mesmo. 

O mundo é o que é porque os homens são o que são. A vida exterior da Humanidade e conseqüência natural da vida interior de cada um. 


Se desejas renovação, renova-te.
Se anseias por justiça, sê justo. 
Se aspiras à paz, toma a iniciativa de exemplificá-la. 
Não acredites jamais que nada possas fazer. 
Muitos dos que hoje são reverenciados como autênticos heróis e passaram às páginas da história, foram homens anônimos que souberam superar a própria fragilidade e que se destacaram pelo esforço que empreenderam. 
A omissão voluntária no bem é uma falta grave pela qual, mais cedo ou mais tarde, todos responderemos. 
O enxurro que solapa os alicerces da casa vizinha pode demolir a tua e a pedra que atiras a esmo, pode cair sobre a tua cabeça. 
Não olvides que Jesus, nosso Senhor e Mestre, na tarefa de redimir o mundo, não hesitou um instante sequer em tomar nos ombros o madeiro infamante que, em verdade, não Lhe pertencia. 
Odilon Fernandes 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

VOCÊ SABIA QUE A TERRA POSSUI UMA AURA ENERGÉTICA? - Mudanças de Padrões Mentais

A aura energética da Terra existe tanto quanto a aura energética do Homem.



A AURA ENERGÉTICA da Terra é constituída pelo conjunto 
de PENSAMENTOS e  EMOÇÕES de todos os seus HABITANTES,
sejam eles encarnados ou desencarnados.


POPULAÇÃO DA TERRA
DE ENCARNADOS
7,2 BILHÕES DE HABITANTES


POPULAÇÃO DO ORBE TERRESTRE
DE DESENCARNADOS
28 BILHÕES DE ESPÍRITOS

O que PENSAMOS e SENTIMOS afeta diretamente a atmosfera ao nosso redor, e para não sustentarmos desequilíbrios e perturbações, precisamos estar 
VIGILANTES e OPERANTES.


sábado, 12 de julho de 2014

III-Povoamento da Terra. Adão., O Livro dos Espíritos, Allan Kardec - LIVRO PRIMEIRO - CAPÍTULO III: CRIAÇÃO,

LIVRO PRIMEIRO
AS CAUSAS PRIMÁRIAS
CAPÍTULO III– CRIAÇÃO
III-Povoamento da Terra. Adão
(Questões 50 e 51)
A espécie humana não começou por um só homem. Aquele que chamais Adão não foi o primeiro nem o único a povoar a Terra.

Adão viveu mais ou menos naquela época em que lhe assinalais: cerca de quatro mil anos antes do Cristo.

Comentário de Kardec: “O homem cuja tradição se conservou sob o nome de Adão foi um dos que sobreviveram, em alguma região, a um dos grandes cataclismos que em diversas épocas modificaram a superfície do globo, e tornou-se o tronco de uma das raças que hoje o povoam As leis da Natureza contradizem a opinião de que os progressos da Humanidade, constatados muito tempo antes do Cristo, se tivessem realizado em alguns séculos como o teria de ser, se o homem não tivesse aparecido senão depois da época abalada para a existência de Adão. Alguns, e com muita razão, consideram Adão como um mito ou uma alegoria, personificando as primeiras idades do mundo.”


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Contradições acerca da vida no planeta Marte-(ESDE)

Contradições acerca da vida no planeta Marte

José Marcelo Gonçalves Coelho
Desde as épocas mais remotas o Universo tem nos acenado com a possibilidade, cada vez mais admissível, de existência de vida extraterrena; e, ao elevarmos a fronte em direção ao firmamento, uma profunda intuição nos dá a certeza de que Deus não ergueria bilhões de corpos celestes apenas para nossa contemplação. 
A partir de 18 de abril 1857, data da primeira publicação de O Livro dos Espíritos, passamos a ter o respaldo das Inteligências Celestiais, que vinham para atestar a pluralidade dos mundos habitados—um dos postulados da Doutrina Espírita—revivendo, na verdade, o próprio Cristo, que já nos havia asseverado: “Na casa de meu Pai há muitas moradas (...)” (João 14:2). 
Uma dessas moradas, o planeta Marte, tem sido alvo das mais variadas especulações, que vão desde as historietas e filmes infantis, povoados de imagens hilariantes e fantasiosas, que tanto fertilizam a nossa imaginação, até as mais profundas ilações de cunho esotérico ou cientifico. 
Sob a ótica espírita, a temática sob análise atinge conotações ainda mais profundas, em virtude da observância do tríplice aspecto — Ciência, Filosofia e Religião. Visando à elucidação dos fatos, examinemos, preliminarmente, a nota de Kardec, atrelada à questão 188 da primeira obra basilar, que ora transcrevemos, em parte: 
“De acordo com o ensinamento dos Espíritos, de todos os globos que compõem o nosso sistema planetário, a Terra é onde os habitantes são menos avançados, tanto física como moralmente. Marte lhe seria ainda inferior (...)” (grifo nosso). 
Certamente valeu-se o codificador, inclusive, da comunicação dos Espíritos Mozart e Bernard Pallissy, que se diziam encarnados em Júpiter, em mensagem canalizada pelo médium e teatrólogo francês Victorien Sardou. Segundo eles, Marte seria o planeta mais inferior do Sistema Solar, de precárias condições de vida, habitado por criaturas sub-humanas. 
Alguns anos após, mais precisamente em 1935, viria a lume a obra Cartas de Uma Mortauma coletânea de mensagens psicografadas pelas mãos de Francisco Cândido Xavier, na qual o Espírito Maria João de Deus, sua querida mãe, entre outros temas, nos descrevia com riqueza de detalhes a vida marciana. Atentemos para o trecho que se segue:
“Todavia, o que mais me admirou não foram as expressões físicas deste planeta, tão adiantado em comparação com o vosso. Nele a sociedade está constituída de tal forma, que as guerras ou os flagelos seriam fenômenos jamais previstos ou suspeitados. A vibração de paz e de harmonia que ali se experimenta irradia aos corações felicidades nunca sonhadas na Terra. A mais profunda espiritualidade caracteriza essa humanidade, rica de amor fraterno e respeito ao Criador”. 
Mais tarde, novamente através da mediunidade segura de Chico Xavier, em crônica datada de 25 de julho de 1939, integrante da obra intitulada Novas Mensagens,o Espírito Humberto de Campos nos trazia informações complementares, corroborando o relato acima; vejamos:
“Tive, então, o ensejo de contemplar os habitantes do nosso vizinho, cuja organização física difere um tanto do arcabouço típico com que realizamos as nossas experiências terrestres. Notei, igualmente, que os homens de Marte não apresentam as expressões psicológicas da inquietação em que se mergulham os nossos irmãos das grandes metrópoles terrenas. Uma aura de profunda tranqüilidade os envolve. É que, esclareceu o mentor que nos acompanhava, os marcianos já solucionaram os problemas do meio e já passaram pelas experimentações da vida animal, em suas fases mais grosseiras. Não conhecem os fenômenos da guerra e qualquer flagelo social seria, entre eles, um acontecimento inacreditável”. 
Conforme se depreende facilmente, as duas últimas mensagens aqui reproduzidas, de fonte mediúnica comprovadamente fidedigna, opõem-se frontalmente às instruções recebidas por Victorien Sardou, considerado pelo Professor Rivail como “um desses fervorosos e esclarecidos adeptos” (Revista Espírita, ano I, nº 08, agosto/1858). 
Entretanto, de posse de seu peculiar bom senso, Kardec jamais conferiu às orientações dos Espíritos o caráter de verdades absolutas, consciente de que o tempo traria novas revelações ou descobertas científicas que haveriam de modificá-las ou ratificá-las, pois que, à época, a Doutrina Espírita apenas acabara de desabrochar. E isto, pelo visto, parece ter ocorrido; tanto por parte das comunicações espirituais, conforme constatado, como da Ciência Acadêmica, à qual se submetem os princípios fundamentais do Espiritismo, pois assim se estatuiu:
“Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará” (Kardec, A Gênese, capítulo I, item 55).
E, certamente, as investidas espaciais nos têm dado relevante contribuição, principalmente através dos engenhos norte-americanos denominados Mariner 9,Viking (1e2), Mars Pathfinder e, mais recentemente, da sonda não tripuladaPathfinder, fruto do investimento de milhões de dólares, que, tendo pousado em solo marciano no dia 4 de julho de 1997, liberou, dois dias após, o veículo teleguiado denominado Sojourner. Durante meses diversas imagens nos foram transmitidas, entretanto, em momento algum foram encontrados quaisquer indícios de vida orgânica, nem, tampouco, de “criaturas sub-humanas”. 
Ante o exposto, uma dúvida naturalmente se estabelecerá: Se nos é defeso, enquanto encarnados, visualizar aspectos da civilização marciana, mesmo de posse dos mais hodiernos recursos da tecnologia astronômica, a que espécie de vida, afinal, se referiram os Espíritos Humberto de Campos e Maria João de Deus em suas revelações? 
Recorramos, primeiramente, à questão 181, de O Livro dos Espíritos, na qual o mestre de Lion indaga:
Os seres que habitam os diferentes mundos têm corpos semelhantes aos nossos?
A que os Espíritos respondem:
“Sem dúvida possuem corpo, porque é preciso que o Espírito esteja revestido de matéria para agir sobre a matéria. Porém, esse corpo é mais ou menos material, de acordo com o grau de pureza a que chegaram os Espíritos. E é isso que diferencia os mundos que devem percorrer; porque há muitas moradas na casa de nosso Pai e, portanto, muitos graus (...)”.
E mais adiante, à questão 186, Kardec questionaria: 
“Há mundos em que o Espírito, deixando de habitar um corpo material, tem apenas como envoltório o perispírito?
...tendo obtido o seguinte esclarecimento:
-Sim, há. Nesses mundos até mesmo esse envoltório, o perispírito, torna-se tão etéreo que para vós é como se não existisse. É o estado dos Espíritos puros (grifei). 
Percebemos, destarte, que os Espíritos que ora habitam o planeta Marte, ainda que não se encontrem num patamar evolutivo de absoluta pureza, certamente se fazem revestir de um corpo de matéria tão quintessenciada que nossa limitada percepção visual não consegue atingir. 
Ademais, aguardemos, por orientação futurista do próprio codificador, os avanços científicos que, gradualmente, confirmarão todos os fundamentos espíritas, pois que, contradições, quando se apresentam, são mais na superfície do que no fundo, o que atesta a essência irrefutavelmente divina do Espiritismo, apanágio que, em última análise, constitui seu inabalável alicerce. 

Referências bibliográficas:

  • XAVIER, Francisco Cândido
  • Novas Mensagens, FEB; pelo espírito Humberto de Campos
  • Cartas de Uma Morta, editora LAKE; pelo espírito Maria João de Deus
  • KARDEC, Allan
  • O Livro dos Espíritos, editora LAKE, tradução de Herculano Pires
  • Revista Espírita, Ano I, agosto de 1858, número 8
  • JESUS, Novo Testamento, Evangelho de João, capítulo 14

PASSANDO PELA TERRA- Emmanuel (Francisco Cândido Xavier) - (ESDE)

PASSANDO PELA TERRA- Emmanuel (Francisco Cândido Xavier)


Sempre útil não te esqueceres de que te encontras em estágio educativo na Terra. 
Jornadeando nas trilhas da evolução, não é o tempo que passa por ti, mas, inversamente, és a criatura que passa pelo tempo. 
Conserva a esperança em teus apetrechos de viagem. 
Caminha trabalhando e fazendo o bem que puderes. 
Aceita os companheiros do caminho, qual se mostram, sem exigir-lhes a perfeição da qual todos nos vemos ainda muito distantes. 
Suporta as falhas do próximo com paciência, reconhecendo que nós, os espíritos ainda vinculados à Terra, não nos achamos isentos de imperfeições. 
Levanta os caídos e ampara os que tropecem. 
Não te lamentes. 
Habitua-te a facear dificuldades e problemas, de ânimo firme, assimilando-lhes o ensino de que se façam portadores. 
Não te detenhas no passado, embora o passado deva ser uma lição inesquecível no arquivo da experiência. 
Desculpa, sem condições, quaisquer ofensas, sejam quais sejam, para que consigas avançar, estrada afora, livre do mal. 
Auxilia ao outros, quanto estiver ao teu alcance, e repete semelhante benefício, tantas vezes quantas isso te for solicitado. 
Não te sirvam de estorvo ao trabalho evolutivo as calamidades e provas em que te vejas, já que te reconheces passando pela Terra, a caminho da Vida Maior. 
Louva, agradece, abençoa e serve sempre. 
E não nos esqueçamos de que as nossas realizações constituem a nossa própria bagagem, onde estivermos, e nem olvidemos que das parcelas de tudo aquilo que doamos ou fazemos na Terra, teremos a justa equação na Vida Espiritual.

Texto ditado pelo Espírito Humberto de Campos, psicografado pelo médium Chico Xavier. (ESDE)

Texto ditado pelo Espírito Humberto de Campos, psicografado pelo médium Chico Xavier.

Enquanto as empresas de turismo organizam na Terra os grandes cruzeiros intercontinentais, realizando um dos mais belos esforços de socialização do século XX, no mundo dos Espíritos organizam-se caravanas de fraternidade, nos planos do intermúndio.
        Enquanto os astrônomos europeus e americanos examinam, cuidadosamente, os seus telescópios, para a contemplação da paisagem de Marte, à distância, de quase trinta e sete milhões de milhas, preparando as lentes poderosas de seus instrumentos de óptica, fomos felicitados com uma passagem gratuita ao nosso admirável vizinho do Sistema_Solar, cujo percurso, nas adjacências do orbe, vem empolgando igualmente os núcleos de seres invisíveis, localizados nas regiões mais próximas da Terra.
        Depois de alguns segundos, chegávamos ao termo de nossa viagem vertiginosa.
        Dentro da atmosfera marciana, experimentamos uma extraordinária sensação de leveza... Ao longe, divisei cidades fantásticas pela sua beleza inaudita, cujos edifícios, de algum modo, me recordavam a Torre Eiffel ou os mais ousados arranhacéus de Nova York. Máquinas possantes, como se fossem sustidas por novos elementos semelhantes ao “Hélium”, balouçavam-se, ao pé das nuvens, apresentando um vasto sentido de estabilidade e de harmonia, entre as forças aéreas.
        Aos meus olhos, desenhavam-se panoramas que o meu Espírito imaginara apenas para os mundos ideais da mitologia grega, com os seus paraísos cariciosos.
        Aturdido, interpelei o chefe da nossa caravana, que se conservava silencioso: “Se a Terra julga a influência de Marte como profundamente belicosa, como poderemos conciliar a definição dos astrólogos com os espetáculos que estamos presenciando?“
        — “E porventura — respondeu-me o excelente mentor espiritual — chegaste a conhecer no planeta terrestre um homem ou uma idéia, que retirasse a humanidade de sua rotina, sem sofrimento e sem guerra?  Para o nosso mundo, Marte é um irmão mais velho e mais experimentado na vida. Sua atuação no campo magnético de nossas energias cósmicas visam a auxiliar os homens terrenos para que possam despir os seus envoltórios de separatividade e de egoísmo.”
        Mas, nesse instante, havíamos chegado a um belo cômoroatapetado de verdura florida.
        Ante os meus olhos atônitos, rasgavam-se avenidas extensas e amplas, onde as construções eram fundamente análogas às da Terra.
        Tive então ensejo de contemplar os habitantes do nosso vizinho,cuja organização física difere um tanto do arcabouço típico com que realizamos as nossas experiências terrestres
  • Notei, igualmente, que os homens de Marte não apresentam as expressões psicológicas de inquietação em que se mergulham os nossos irmãos das grandes metrópoles terrenas. 
  • Uma aura de profunda tranquilidade os envolve.
        É que, esclareceu o mentor que nos acompanhava, os marcianos já solucionaram os problemas do meio e já passaram pelas experimentações da vida animal, em suas fases mais grosseiras. Não conhecem os fenômenos da guerra e qualquer flagelo social seria, entre eles, um acontecimento inacreditável. Evolveram sem as expiaçõescoletivas, amarguradas e terríveis, com que são atormentados os povos insubmissos da Terra. As pátrias, ali, não recebem o tributo do sangue ou da morte de seus filhos, mas são departamentos econômicos e órgãos educativos, administrados por instituições justas e sábias.
        Era tempo, contudo, de observarmos a cidade com as suas disposições interessantes.
        O leitor não poderá dispensar o nome dessa cidade prodigiosa, e à falta de termos comparativos, chamemos-lhe Marciópolis.
        Orientados pelo amigo que nos dirigia a singular excursão, atingimos extensa praça, onde se erguia um templo maravilhoso pela sua imponência, tocada de majestosa simplicidade, e onde, ao que fomos informados, se haviam reunido todos os credos religiosos.
        De uma de suas eminências, vimos o nosso Solbastante diferenciado, entornando na paisagem as tintas do crepúsculo.
        A vegetação de Marte, educada em parques gigantescos, sofria grandes modificações, em comparação com a da Terra. É de um colorido mais interessante e mais belo, apresentando uma expressão de tonalidade avermelhada em suas características gerais.
        Na atmosfera, ao longe, vagavam nuvens imensas, levemente azuladas, que nos reclamaram a atenção, explicando-nos o mentor da caravana fraterna que se tratava de espessas aglomerações de vapor d'agua, criadas por máquinas poderosas da ciência marciana, a fim de que sejam supridas as deficiências do líquido nas regiões mais pobres e mais afastadas do largo sistema de canais, que ali coloca os grandes oceanos polares em contínua comunicação, uns com os outros.
        Tais providências, explica o Espírito superior e benevolente, destinam-se a proteger a vida dos reinos mais fracos da natureza planetária; porque, em Marteo problema da alimentação essencial, através das forças atmosféricas, já foi resolvido, sendo dispensável aos seus habitantes felizes a ingestão das vísceras cadavéricas dos seus irmãos inferiores, como acontece na Terra, superlotada de frigoríficos e de matadouros.
        Todavia, ao apagar das luzes diurnas, o grande templo de Marciópolis enchia-se de povo. Observei que a nossa presença espiritual não era percebida, dai podermos examinar a multidão, à vontade, em seus mínimos movimentos.
        Todos os grandes centros deste planeta, esclareceu o nosso amigo e mentor espiritual, sentem-se incomodados pelas influências nocivas da Terra, o único orbe de aura infeliz, nas suas vizinhanças mais próximas, e, desde muitos anos, enviam mensagens ao globo terráqueo, através das ondasluminosas, as quais se confundem com os raios_cósmicos, cuja presença, no mundo, é registrada pela generalidade dos aparelhos radiofônicos.
        Ainda há pouco tempo, o Instituto de Tecnologia da Califórnia inaugurou um vasto período de experimentações, para averiguar a procedência dessas mensagens, misteriosas para o homem da Terra, anotadas com mais violência pelos balões estratosféricos, conforme as demonstrações obtidas pelo Dr. Robert Millikan, nas suas experiências científicas. (Ver: misteriosa explosão)
        A palestra esclarecedora seguia o seu curso interessante, mas os movimentos na praça acentuavam-se, sobremaneira.
        No horizonte, surgia uma grande estrela de luz avermelhada, enquanto os dois satélites marciáticos resplandeciam.
        Todos os olhares fitavam o céu, ansiosamente.
        Aquela estrela era a Terra.
        Uma comissão de cientistas iniciou, da tribuna maior do santuário, uma vasta série de estudos sobre o nosso mundo distante. Aparelhos luminosos foram afixados, na praça pública, ao passo que presenciávamos a exibição de mapas quase irrepreensíveis dos nossos continentes e dos nossos mares.  Teorias notáveis com respeito à situação espiritual do planeta terrestre foram expendidas, entendendo-se perfeitamente as idéias dos estudiosos que as expunham, através da linguagem universal do pensamento.
        A Terra enviava-nos a sua claridade, em reflexos trêmulos e tristes. Observamos, então, que os marcianos haviam colocado em seu templo poderosos telescópios.
        Enquanto os melhores aparelhos da América possuem um diâmetro de duzentas polegadas, com a possibilidade de aumentar a imagem de Martedoze mil vezes, a astronomia marciana pode contemplar e estudar a Terra, aumentando-lhe a imagem mais de cem mil vezes, chegando ao extremo de examinar as vibrações de ordem psíquica, na sua atmosfera.
        A nossa grande surpresa não parou ai, entre os mais avançados aspectos de evolução e de cultura.
        Enquanto a luz avermelhada da Terra tocava a nossa visão espiritual, víamos que todas as multidões do templo se haviam aquietado, de leve... A Ciência unida à Fé apresentava um dos espetáculos mais belos para o nosso espírito.
        Vimos, então, que ao influxo poderoso daquelas mentes irmanadas no mesmo nível evolutivo, pela sabedoria e pelo sentimento, formara-se sobre o santuário uma estrada luminosa, em cujos reflexos descera do Alto um mensageiro celeste.
          Recebido com as intensas vibrações de júbilo divino e silencioso, a figura, quase angélica, começou a falar, depois de uma prece comovedora:
        — “Irmãos, ainda é inútil toda tentativa de comunicação com a Terra rebelde e incompreensível!  Debalde os astrônomos terrenos vos procuram ansiosos, nos abismos do Infinito!
        Seus telescópios estão frios, suas máquinas, geladas. Faltam-lhes os ardores divinos da intuição sublime e pura, com as vibrações da  que os levariam da ciência_transitória à sabedoria imortal.  Fatigados na impenitência que lhes caracteriza as atividades inquietas e angustiosas, os homens terrestres precisam de iluminação pelo amor, a fim de que se afastem do círculo vicioso da destruição, na tecnocracia da guerra.
        Irmãos, contemplemos a Terra e peçamos ao Senhor do Universo queas_modificações,_precisas_ao_seu_aperfeiçoamentosejam menos dolorosas ao coração de suas coletividades! Oremos pelos nossos companheiros, iludidos nas expressões animais de uma vida inferior, de modo que a luz se faça em seus corações e em suas consciências, possibilitando as vibrações recíprocas de simpatia e comunicação, entre os dois mundos!...”
        A multidão ouvia-lhe a palavra, atenta e comovida, e nós lhe escutávamos a exortação profunda, como se fôramos convocados, de longe, pela harmonia mágica da lira de Orfeu, quando o nosso mentor espiritual nos acorda, do êxtasea nos bater levemente nos ombros, chamando-nos ao regresso.
        Em todos os lugares, há os que mandam, e vivem os que obedecem. Na categoria dos últimos, voltamos às esferas_espirituais da Terra, como o homem ignorante que fizesse um vôo, sem escalas, através do mundo, confundido e deslumbrado, embora não lhe seja possível definir o mais leve traço de seu espantoso caminho.