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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

OS OBREIROS DO SENHOR - Capítulo XX: Os Trabalhadores da última hora

 Evangelho no Lar, 10/12/2024

Nunca vi uma obra que, escrita no século XIX, pudesse fazer tanto sentido na vida presente do século XXI. Eu leio o Evangelho Segundo o Espiritismo desde 1989, e sempre tinha a sensação de que jamais chegaríamos a ver essas coisas acontecerem. Hoje, em uma das muitas releituras, leio o mesmo Evangelho com a sensação de estar enxergando os fenômenos implícitos nas mensagens acontecendo.

Muito oportuna a leitura desse capítulo XX para o momento atual em que o Planeta Terra vive seu momento mais intenso de transformação de Planeta de Provas e Expiações para um Planeta de Regeneração.

No item " OS OBREIROS DO SENHOR", O Espírito de Verdade, Paris, 1862 trouxe uma mensagem, que parece fazer muito sentido, neste exato momento do ano 2024-2025, como se os acontecimentos atuais estivessem validando a sua mensagem.

“5 – Chegastes no tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas sobre a transformação da Humanidade. " 

- Atualmente a humanidade tem passado por muitos desafios, catástrofes naturais, doenças jamais vistas, muitos acidentes com resgates coletivos,  mudanças climáticas que acabam impactando no comportamento da humanidade para com a Terra.

"Felizes serão os que tiverem trabalhado o campo do Senhor com desinteresse, e movidos apenas pela caridade! Suas jornadas de trabalho serão pagas ao cêntuplo do que tenham esperado. "

- Fazer o bem, propagar a paz e a fraternidade , fazer por amor e abnegação, coaduna com o comportamento de Jesus, nosso modelo e guia.

"Felizes serão os que houverem dito a seus irmãos: “Trabalhemos juntos, e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, na sua vinda, encontre a obra acabada”, porque a esses o Senhor dirá: Vinde a mim, vós que sois os bons servidores, vós que soubestes calar os vossos melindres e as vossas discórdias, para que a obra não sofresse!” 

- A solidariedade humana anda bastante esquecida a partir do ato voluntário, entretanto, há na centelha divina uma energia que mobiliza muitas pessoas a trabalharem juntas em prol e benefício de outros. Contudo a imaturidade espiritual,  e ainda, a descrença nos líderes atuais, quanto a honestidade e verdade, faz com que a humanidade cansada de sofrer e se decepcionar, precise de um motivo maior para se mobilizar, daí as grandes catástrofes.

"Mas infelizes os que, por suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, porque a tempestade chegará e eles serão levados no turbilhão! Nessa reclamarão: “Graça! Graça!” Mas o Senhor lhes dirá: “Por que pedis graça, se não tivestes piedade de vossos irmãos, se vos recusastes a lhes estender as mãos, e se esmagastes o fraco em vez de o socorrer? Por que pedis graça, se procurastes a recompensa nos prazeres da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebeste a vossa recompensa, de acordo com a vossa vontade. Nada mais tendes a pedir. "
- Ainda assim, há aqueles que passam indiferentes ao sofrimento alheio, como se nada tivesse com o outro, que vive tamanha dor e necessidade.
"As recompensas celestes são para aqueles que não houverem pedido recompensas da Terra”.
- Ainda bem que nem tudo está perdido na humanidade! Apesar as mídias transmitirem notícias que poderiam fazer a pessoa desistir, como se o mundo não tivesse jeito, essa é apenas uma parte do que acontece com a humanidade. Há uma boa parte de obreiros do Senhor trabalhando incessantemente, no bem, na verdade e na luz, no anonimato, e certamente, terás suas recompensas recebidas.
"Deus faz, neste momento, a enumeração dos seus servidores fiéis. E já marcou pelo seu dedo os que só têm a aparência do devotamento, para que não usurpem o salário dos servidores corajosos. Porque é a esses, que não recuaram diante de sua tarefa, que vai confiar os postos mais difíceis, na grande obra da regeneração pelo Espiritismo."
- Tantos regates coletivos têm acontecido nos últimos anos, se intensificando cada vez mais. Seria essa a forma separar joio do trigo, onde possa enumerar seus servidores fiéis? De que lado você quer estar: daqueles que aparentam ser o que não são ou dos servidores corajosos de Deus?
"E estas palavras se cumprirão: “Os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros no Reino dos Céus!”.
- É preciso refletir bastante para descobrir se no agora, você está entre os primeiros que serão os últimos ou se está entre os últimos que serão os primeiros?

REFERÊNCIAS: 
O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec (1804-1869)

segunda-feira, 18 de abril de 2022

domingo, 24 de novembro de 2019

Prefácio - Evangelho Segundo Espiritismo para os jovens.


- Fico pensando nos valores que os jovens da atualidade trazem em si, enquanto espíritos, recém-chegados à Terra, num momento em que a transição do mundo de provas e expiações para o mundo de regeneração acontece. Me questiono ainda se nós temos algo valorável a ensiná-los, ou se serão eles que irão nos ensinar novos valores a serem construídos, sobre os quais a humanidade ainda não conseguiu se apropriar, sem os desvios do egoísmo que acomete a humanidade desde o nascimento de Jesus. A partir dessa reflexão, me perguntei o que diria Kardec, ou como Kardec diria, tudo o que disse, aos  jovens de hoje, na sua linguagem e capacidade de entendimento? Então fui refletir na perspectiva do Evangelho....
PREFÁCIO 

ALLAN KARDEC ESCREVEU:
“Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos céus, como um imenso exército que se movimenta desde que dele recebeu o comando, espalham-se sobre toda a superfície da Terra; semelhantes às estrelas cadentes, vêm iluminar o caminho e abrir os olhos aos cegos.” (O Espírito de Verdade)
TALVEZ ELE DISSESSE:
- Vocês são os Espíritos do Senhor, cheios de virtudes aprendidas quando ainda estavam nos céus, que como um imenso exército se preparavam para retornar à Terra, quando Deus assim, os autorizassem, renascendo cada um em diferentes lugares da Terra, para levar à humanidade o esclarecimento e o entendimento das coisas divinas, colaborando para que, a humanidade tome consciência de si pelos ensinamentos do Cristo, e percebam o caminho iluminado que os levarão ao Pai. (Alessandra Uzêda)
ALLAN KARDEC ESCREVEU:
"Eu vos digo em verdade, são chegados os tempos em que todas as coisas devem ser restabelecidas em seu sentido verdadeiro para DISSIPAR AS TREVAS, confundir os ORGULHOSOS e glorificar os JUSTOS." (O Espírito de Verdade)
TALVEZ ELE DISSESSE:
- Vocês são o meio pelo qual, todas as coisas devem ser restabelecidas  nos valores éticos e morais, em que a humanidade se perdeu, e que restabelecendo o sentido verdadeiro das coisas, aqueles que não compactuam das mesmas ideias, não encontrarão guarida no coração de nenhum jovem, cujos valores espirituais estão fortalecidos pela boa nova, e socialmente, estes serão banidos com o seu orgulho, evidenciando aqueles comprometidos com a justiça divina. (Alessandra Uzêda)
ALLAN KARDEC ESCREVEU:
"As grandes vozes do céu ressoam como o som da trombeta, e os coros dos anjos se reúnem. Homens, nós vos convidamos ao concerto divino; que vossas mãos tomem a lira; que vossas vozes se unam, e que em um hino sagrado se estendam e vibrem de uma extremidade a outra do Universo." (O Espírito de Verdade)
TALVEZ ELE DISSESSE:
- Esse é o momento que os jovens devem assumir posturas éticas e morais perante a humanidade, unindo-se na implantação  do bem, do amor e da fraternidade universal, de um lado a outro do Universo. (Alessandra Uzêda)
ALLAN KARDEC ESCREVEU:
"Homens, irmãos a quem amamos, estamos juntos de vós; amai-vos também uns aos outros, e dizei do fundo do vosso coração, fazendo as vontades do Pai que está no céu: “Senhor! Senhor!” e podereis entrar no reino dos céus. (O Espírito de Verdade)."
TALVEZ ELE DISSESSE:
- Jovens, irmãos a quem amamos, o amor entre todos deve ser fortalecido, vocês sabem fazê-lo,  porque os caminhos que o levam a esse amor fraternal, é a porta que se abre para que possas entrar no reino dos céus. (Alessandra Uzêda)


terça-feira, 16 de julho de 2019

Evangelho é Vida!

Quando a angústia chegar,
Apertando seu coração,
Busca no evangelho
A verdadeira consolação.

Quando o desânimo  te alcançar
Paralisando suas ações
Trata de encontrar
No ânimo firme do evangelho
A vontade de realizar.

Quando o Vitimismo te fragilizar
Deixando-o inerte diante do outro
Busca a luz do evangelho
E perceba o quão belo
É o ser que habita em ti.

Quando a desesperança chegar
E não conseguires mais imaginar
Soluções para tuas aflições
Abre o evangelho de Jesus
Que está cheio de consolações.

Quando o autoabandono te alcançar,
E você não mais quiser se cuidar
Abre o evangelho de Jesus
E sente sua presença ao teu lado,
Só querendo te adorar.
E quando a vida física cessar
E sua consciência despertar
Vive e entrega-te à vida do espírito
Que Jesus está a te esperar.


          Em 06 de Agosto  de 2018 
Espírito Irmã Ana Rosa 
Psicografia de Alessandra Uzêda


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O Evangelho como roteiro para a família.



"Para alcançarmos um significado mais profundo, além das palavras, é preciso abrir o coração para o sentimento do amor a mente para a sabedoria espiritual." (ADENAUER)

OBSERVE AS MENSAGENS SUBLIMINARES !

Detrás das palavras ditas por Jesus Cristo, há preciosas lições de SABEDORIA que, quando CONTEXTUALIZADAS, oferecem ROTEIROS para a COMPREENSÃO dos mais diversos problemas familiares, nos quais todas as pessoas, de alguma maneira estão envolvidas ou se envolverão ao longo de suas vidas.

QUE USO VOCÊ TEM FEITO DO EVANGELHO?

A utilização do Evangelho, como ferramenta para o trato social, não exclui sua aplicação ao mundo íntimo de cada um, sobretudo, quando na vivência das relações familiares.  Não basta aplicá-lo no convívio social. É preciso antes de tudo, aplicá-lo em si e no núcleo familiar.

A sua aplicação no mundo íntimo de cada um implica uma condição de busca pela transformação pessoal, a destino da reforma íntima tão necessária aos homens de hoje.

O QUE É O EVANGELHO?

É um guia precioso que pode nos fazer entender melhor, do ponto de vista psicológico, os mais complexos problemas envolvendo relacionamento familiar.

Jesus falou para pessoas que viviam num contexto familiar, entretanto, suas palavras ão se dirigiam apenas a eles, mas também, à família da qual faziam parte.

O QUE NOS DIZEM AS IDEIAS DE JESUS?

Jesus trouxe ideias que podem nos levar ao entendimento de que a vida em família é um sistema possível, no qual a convivência e o auxílio mútuo podem proporcionar a felicidade ao grupo de espíritos que dela fazem parte.

Suas ideias penetram o espírito fazendo com que, este olhe para si mesmo,mostrando-lhe que a vida é mais do que o corpo físico, e do que sua exclusiva felicidade.

NÃO ESTAMOS MAIS NO TEMPO EM QUE UMA ÚNICA PESSOA 
É RESPONSÁVEL PELOS DESTINOS DE UMA FAMÍLIA.

Todos agora são convidados a assumir os rumos que o grupo familiar vai seguir. Pais, filhos, e agregados, são corresponsáveis pelo futura da família.

A partir da adolescência, o espírito começa de fato, a assumir a sua encarnação, saindo da condição de criança que precisa de cuidados para a de adulto que já colabora e participa das decisões coletivas.


O ESPÍRITO, CADA VEZ MAIS PRECOCEMENTE, ASSUME SEUS 
PROCESSOS CÁRMICOS QUE INFLUENCIARÃO O PRÓPRIO DESTINO.

Por esse motivo, a família se torna mais cedo, o palco onde todos são convocados a colaborar uns com os outros, no qual se mistura desejos e expectativas, com as provas que a vida propõe a cada um.

É na família que a gente cresce! 
Mais divergências e conflitos, maior a necessidade de ajustes e entendimento.

O EVANGELHO EM FAMÍLIA DEVE SER PASSADO PRINCIPALMENTE PELO EXEMPLO

Quando verbalizado se deve mostrar como LIÇÕES IMORTAIS DE AMOR E LUZ, proferidas com suavidade e sem manipulações moralistas. 

De nada adianta tentar convencer moralmente alguém com palavras, se esta não as pratica em suas relações de convivência. 

O EVANGELHO NÃO DEVE SER IMPOSTO

Não se deve obrigar alguém a aceitar uma ideia. É preciso respeitar os limites de cada um e seu momento evolutivo. Porém, deve-se mostrá-la em doses adequadas, para que sua divina claridade não prejudique sua absorção, ou seja, tudo deve ser ensinado na medida da capacidade que o outro tem de compreender.

CADA UM TRAZ SEUS PROCESSOS CÁRMICOS A SEREM RESOLVIDOS. 
ELES SÃO INTRANSFERÍVEIS.

O Evangelho, se bem vivido, torna-se poderoso instrumento para que a encarnação seja um abençoado momento de equilíbrio e aprendizado.

Os ensinamentos nele contidos, podem ser encontrados em outras religiões, pois o AMOR e a SABEDORIA não são privilégios dos cristãos, e sim patrimônio de Deus (ADENAUER)

A FAMÍLIA É O NÚCLEO BÁSICO DA SOCIEDADE
 EM SUA EXPRESSÃO MAIS SIMPLES

Cada ser humano no convívio familiar deve: 
  • Aprender e vivenciar experiências que serão úteis em sua vida social.
  • Buscar ser na sociedade o que é em família, e vice-versa.
Ausentar-se dela, sob pretexto de que é diferente dos demais com quem convive, é fugir do próprio destino e da oportunidade de crescer espiritualmente.


POR QUE EVANGELHO EM FAMÍLIA?

A vida em sociedade é uma parte da vida do espírito. A outra se dá na família. 
Na sociedade ele vive o mundo da "persona", o mundo cheio de máscaras. 
Em família, ele se revela o mais próximo possível de sua realidade existencial.

RECOMENDO O EVANGELHO NO LAR!

  1. Escolha um dia da semana.
  2. Estabeleça um horário fixo para começar.
  3. Reúna a família.
  4. Faça uma prece espontânea de abertura.
  5. Leitura e comentário do Evangelho.
  6. Prece de encerramento.
  7. Mantenha-se firme toda semana, no mesmo dia e horário, para realizar o Evangelho no lar ainda que nenhum membro da família queira participar.

BENEFÍCIOS DO EVANGELHO NO LAR
(Espírito André Luiz, Os Mensageiros, FEB, 2011, p.233)


Os benefícios do culto no lar nos são explicados por André Luiz: 

    "Toda vez que se ora num lar, prepara-se a melhoria do ambiente doméstico. Cada prece do coração constitui emissão eletromagnética de relativo poder. Por isso mesmo, o culto familiar do Evangelho não é tão só um curso de iluminação interior, mas também processo avançado de defesa exterior, pelas claridades espirituais que acende em torno. O homem que ora traz consigo inalienável couraça. O lar que cultiva a prece transforma-se em fortaleza, compreenderam? As entidades da sombra experimentam choques de vulto, em contato com as vibrações luminosas deste santuário doméstico, e é por isso que se mantêm a distância, procurando outros rumos . . . " (André Luiz, Os Mensageiros, FEB, 2011, p. 233).


BENEFÍCIOS DO EVANGELHO NO LAR
(Espírito Emmanuel, mentor espiritual de Chico Xavier)

     Emmanuel destaca a importância dessa prática nos lares, quando afirma:
     1) O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte, onde o cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação.(...)

    Sendo o Evangelho roteiro de transformação moral do indivíduo, convida o homem à autotransformação, e à medida que vai se transformando, vai elevando seu padrão vibratório e sublimando, elevando a sua sintonia com as energias do alto.


     2) Quando o ensinamento do Mestre vibra entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.

       Os sacrifícios do convívio doméstico implica renúncias, entendimento, paciência, tolerância, e outras virtudes que só conquistamos quando compreendemos e apreendemos os ensinamentos crísticos, o que vai tornando a convivência mais leve e feliz.

BENEFÍCIOS DO EVANGELHO NO LAR
(Espírito Bezerra de Menezes, o Médico dos Pobres)

Trabalhemos pela implantação do Evangelho no Lar, quando estiver ao alcance de nossas possibilidades. (...)

Trazer as claridades da Boa Nova ao templo da família é aprimorar todos os valores que a experiência terrestre nos pode oferecer.







BENEFÍCIOS DO EVANGELHO NO LAR
(Espírito Joanna de Ângelis, Mentora Espiritual de Divaldo Franco)

Pelo menos, uma vez por semana, reúne a tua família e felicita-a com o O Evangelho segundo o Espiritismo, criando, assim, e mantendo, o culto evangélico, para que a diretriz do Mestre seja eficiente rota de amor à sabedoria em tua casa... E prossegue: E se desejares felicidade, na Terra, incorpora-o ao teu lar, criando um clima de felicidade geral. Acende o sol do Evangelho em casa, reúne-te com os teus para orar.



domingo, 3 de maio de 2015

APRIMORAMENTO INTIMO - XV - VIDA FELIZ Pelo Espírito Joanna de Ângelis Psicografado por Divaldo P. Franco





"Somente lobos caem em armadilhas de lobos" — leciona o Evangelho de Jesus. Desse modo, jamais te permitas o espinho da humilhação ou da desonra, quando agredido ou malsinado.

És o que vives interiormente e não aquilo de que te acusam. Não te tornarás melhor, porque estás elogiado ou ficarás pior, porque combatido. 

Permanece, honrado e discreto, sendo tu mesmo, em busca do aprimoramento íntimo.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec - CAPÍTULO XXVII-PEDI E OBTEREIS-Da prece pelos mortos e pelos espíritos sofredores


CAPÍTULO XXVII

PEDI E OBTEREIS

Condição da Prece. – Eficácia da Prece. – Ação da Prece. Transmissão do pensamento. – Preces inteligíveis. – Da prece pelos mortos e pelos Espíritos sofredores. – Instruções dos Espíritos.

DA PRECE PELOS MORTOS E PELOS ESPÍRITOS SOFREDORES

“18 – Os Espíritos sofredores reclamam preces, e estas lhe são de utilidade, pois ao verem que são lembrados, sentem-se menos abandonados e menos infelizes. Mas a prece tem sobre eles uma ação mais direta: renegue-lhes a coragem, excita-lhes o desejo de se elevarem, pelo arrependimento e a reparação, e pode desviá-los do pensamento do mal. É nesse sentido que ela pode não somente aliviar, mas abreviar-lhes os sofrimentos. (Ver Céu e Inferno, II ª parte: Exemplos).”

            19 – Algumas pessoas não admitem a prece pelos mortos, porque acreditam que a alma só tem uma alternativa: ser salva ou condenada às penas eternas. Num e noutro caso, portanto, a prece seria inútil. Sem discutir o valor dessa crença, admitamos por um instante a realidade das penas eternas e irremissíveis, e que as nossas preces sejam impotentes para interrompê-las. Perguntamos se mesmo com essa hipótese, é lógico, é caridoso, é cristão, recusar a prece pelos réprobos? Essas preces, por mais importantes que sejam para libertá-los, não serão para eles uma prova de piedade, que poderá minorar lhes os sofrimentos? Na Terra, quando um homem é condenado à prisão perpétua, mesmo que não haja nenhuma esperança de obter-se a graça para ele, é proibido a uma pessoa caridosa auxiliá-lo a carregar o peso dos grilhões? Quando alguém está atacado de mal incurável, não havendo portanto nenhuma esperança de cura, deve-se abandoná-lo sem nenhum alívio? Pensai que entre os réprobos pode estar uma pessoa que vos seja cara: um amigo talvez um pai, a mãe ou um filho, e só porque, segundo julgais, essa criatura não pode ser perdoada, poderíeis recusar-lhe um copo d´água para mitigar a sede, um bálsamo para secar-lhe as feridas? Não faríeis por ela o que faríeis por um prisioneiro? Não lhe daria uma prova de amor, uma consolação? Não, isso não seria cristão!

Uma crença que endurece o coração não pode conciliar-se com a crença num Deus que coloca, como o primeiro de todos os deveres, o amor do próximo!

            Negar a eternidade das penas não implica negar uma penalidade temporária, mesmo porque, na sua justiça, Deus não pode confundir o mal com o bem. Ora, nesse caso, negar a eficácia da prece seria negar a eficácia da consolação, dos estímulos e dos bons conselhos; e isso equivaleria a negar a força que haurimos da assistência moral dos que nos amam.

            20 – Outros se fundam numa razão mais especiosa: a imutabilidade dos desígnios divinos. Deus, dizem, eles, não pode modificar as suas decisões a pedido das criaturas, pois caso contrário nada seria estável no mundo. O homem nada tem, portanto, de pedir a Deus, cabendo-lhes apenas submeter-se e adorá-lo.

            Há nesta ideia uma falsa interpretação da imutabilidade da lei divina, ou melhor, ignorância da lei, no que concerne à penalidade futura. Essa lei é revelada pelos Espíritos do Senhor, hoje que o homem já amadureceu para compreender o que, na lei, é conforme ou contrário aos atributos divinos.

            Segundo o dogma da eternidade absoluta das penas, nem os remorsos nem o arrependimento são considerados a favor do culpado. Para ele, todo o desejo de melhorar-se é inútil: está condenado a permanecer eternamente no mal. Se foi condenado, entretanto, por um determinado tempo, a pena cessará no fim do prazo. Mas quem pode afirmar que ele terá então melhorado os seus sentimentos? Quem dirá que, a exemplo de muitos condenados da Terra, ao sair da prisão, ele não será tão mau quanto antes? No primeiro caso, seria manter sob a dor do castigo um homem que se tornara bom; no segundo, seria agraciar aquele que continua culpado. A lei de Deus é mais previdente: sempre justa, equitativa e misericordiosa, não fixa nenhuma duração para a pena, qualquer que seja. Ela se resume assim:

            21 – “O homem sofre sempre a consequência das suas faltas; não há uma única infração à lei de Deus, que não tenha a sua punição”.

            “A severidade do castigo é proporcional à gravidade da falta”.

            “A duração do castigo, para qualquer falta, é indeterminada, pois fica subordinada ao arrependimento do culpado e ao seu retorno ao bem; assim, a pena dura tanto quanto a obstinação no mal; seria perpétua, se a obstinação o fosse; é de curta duração, se o arrependimento vir logo”.

            “Desde que o culpado clame por misericórdia, Deus o ouve e lhe concede a esperança. Mas o simples remorso não basta: é necessária a reparação da falta. É por isso que o culpado se vê submetido a novas provas, nas quais ele pode, sempre pela sua própria vontade, fazer o bem para a reparação do mal anteriormente praticado”.

            “O homem é assim o árbitro constante da sua própria sorte. Ele pode abreviar o seu suplício ou prolongá-lo indefinidamente. Sua felicidade ou sua desgraça depende da sua vontade de fazer o bem”.

            Essa é a lei; lei imutável e conforme a bondade e à justiça de Deus.

            O Espírito culpado e infeliz, dessa maneira, pode sempre se salvar a si mesmo: a lei de Deus lhe diz sob quais condições ele pode fazê-lo. O que geralmente lhe falta é à vontade, a força e a coragem. Se, pelas nossas preces, lhe inspiramos essa vontade, se o amparamos e encorajamos; se, pelos nossos conselhos, lhe damos as luzes que lhe faltam, em vez de solicitar a Deus que derrogue a sua lei, tornamo-nos instrumentos da execução dessa lei de amor e caridade, da qual ele assim nos permite participar, para darmos nós mesmos uma prova de caridade. (Ver Céu e Inferno, I ª parte, caps. IV, VII e VIII).

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec - CAPÍTULO XXVII-PEDI E OBTEREIS-Alegria da Prece


CAPÍTULO XXVII

PEDI E OBTEREIS

Condição da Prece. – Eficácia da Prece. – Ação da Prece. Transmissão do pensamento. – Preces inteligíveis. – Da prece pelos mortos e pelos Espíritos sofredores. – Instruções dos Espíritos.

ALEGRIA DA PRECE


“23. Vinde, vós que quereis crer: os Espíritos celestes acorrem e vêm anunciar grandes coisas. Deus, meus filhos, abre seus tesouros para vos dar todos os seus benefícios. Homens incrédulos! Se soubésseis quanto a fé faz bem ao coração e leva alma ao arrependimento e à prece! A prece! Ah! Como são tocantes as palavras que saem da boca que ora! A prece é um orvalho divino que destrói o maior calor das paixões: filha primogênita da fé, ela nos conduz ao caminho que nos leva a Deus. No recolhimento e na solidão, estais com Deus, para vós não há mais mistérios, eles se vos revelam. Apóstolos do pensamento, para vós é a vida; vossa alma se desliga da matéria e rola nesses mundos infinitos e etéreos que os pobres humanos desconhecem. ”


“Marchai, marchai nos caminhos da prece e ouvireis a voz dos anjos. Que harmonia! Não mais os ruídos confusos e a entonação aguda da Terra; são as liras dos arcanjos, a voz doce e suave dos serafins, mais leves que as brisas da manhã, quando brincam nas folhagens dos vossos grandes bosques. Em que delícias caminhareis! Vossa linguagem não poderá definir essa felicidade, tanto entrará por todos os poros, tanto a fonte na qual bebe, orando, é viva e refrescante! Does vozes, embriagadores perfumes que a alma ouve e saboreia quando se lança a essas esferas desconhecidas e habitadas pela prece! Sem mistura de desejos carnais, todas as aspirações são divinas. E vós, também, orai com o Cristo, levando sua cruz do Gólgota ao Calvário; levai a vossa cruz e sentireis as doces emoções que passavam em sua alma, embora carregado de um madeiro infamante; ele ia morrer, mas para viver a vida celestial na morada de seu Pai, (Santo Agostinho, Paris, 1861).”

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec - CAPÍTULO XXVII-PEDI E OBTEREIS-Preces Inteligíveis


CAPÍTULO XXVII

PEDI E OBTEREIS

Condição da Prece. – Eficácia da Prece. – Ação da Prece. Transmissão do pensamento. – Preces inteligíveis. – Da prece pelos mortos e pelos Espíritos sofredores. – Instruções dos Espíritos.

PRECES INTELIGÍVEIS

“16Se eu pois não entender o que significam as palavras, serei um bárbaro para aquele a quem falo; e o que fala, sê-lo-á para mim do mesmo modo. Porque se eu orar numa língua estrangeira, verdade é que o meu espírito ora, mas o meu entendimento fica sem fruto. Mas se louvares com o espírito, o que ocupa o lugar do simples povo como dirá Amém sobre a tua benção, visto não entender ele o que tu dizes? Verdade é que tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado. (Paulo, I Coríntios, XIV: 11 – 14,  16-17).”

·       A prece só tem valor pelo pensamento que a informa. Ora, é impossível ligar um pensamento àquilo que não se compreende, pois o que não se compreende não pode tocar o coração.

·        Para a grande maioria, as preces numa língua desconhecida não passam de mistura de palavras que nada dizem ao espírito.

·       Para que a prece toque o coração, é necessário que cada palavra revele uma ideia, e se não a compreendermos, ela não pode revelar nenhuma. Podemos repeti-la como simples fórmula, cuja virtude estará apenas no menor ou maior número das repetições.

·       Muitos oram por dever, alguns, mesmo, para seguir o costume; eis porque eles se julgam quites com o dever, depois de uma prece repetida por certo número de vezes e segundo determinada ordem.

·       Mas Deus lê no íntimo dos corações; perscruta o nosso pensamento e a nossa sinceridade; e considerá-lo mais sensível à forma do que ao fundo seria rebaixá-lo.

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec - CAPÍTULO XXVII-PEDI E OBTEREIS-Ação da Prece-Transmissão do Pensamento


CAPÍTULO XXVII

PEDI E OBTEREIS

Condição da Prece. – Eficácia da Prece. – Ação da Prece. Transmissão do pensamento. – Preces inteligíveis. – Da prece pelos mortos e pelos Espíritos sofredores. – Instruções dos Espíritos.

AÇÃO DA PRECE

TRANSMISSÃO DO PENSAMENTO

·       A prece é uma invocação: por ela nos pomos em relação mental com o ser a que nos dirigimos.

·       Ela pode ter por objeto um pedido, um agradecimento ou um louvor.

·       Podemos orar por nós mesmos ou pelos outros, pelos vivos ou pelos mortos.

·       As preces dirigidas a Deus são ouvidas pelos Espíritos encarregados da execução dos seus desígnios; as que são dirigidas aos Bons Espíritos vão também para Deus.

·       Quando oramos para outros seres, e não para Deus, aqueles nos servem apenas de intermediários, de intercessores, porque nada pode ser feito sem à vontade de De


O Espiritismo nos faz compreender a ação da prece, ao explicar a forma de transmissão do pensamento, seja quando o ser a quem oramos atende ao nosso apelo, seja quando o nosso pensamento eleva-se a ele. Para se compreender o que ocorre nesse caso, é necessário imaginar os seres, encarnados e desencarnados, mergulhados no fluido universal que preenche o espaço, assim como na Terra estamos envolvidos pela atmosfera.

Esse fluido é impulsionado pela vontade, pois é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, enquanto as do fluido universal se ampliam ao infinito. Quando, pois, o pensamento se dirige para algum ser, na terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som.

            A energia da corrente está na razão direta da energia do pensamento e da vontade. É assim que a prece é ouvida pelos Espíritos, onde quer que eles se encontrem, assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem as suas inspirações, e que as relações se estabelecem à distância entre os próprios encarnados.

            Esta explicação se dirige sobretudo aos que não compreendem a utilidade da prece puramente mística. Não tem por fim materializar a prece, mas tornar compreensíveis os seus efeitos, ao mostrar que ela pode exercer ação direta e positiva. Nem por isso está menos sujeita à vontade de Deus, juiz supremo em todas as coisas, e único que pode dar eficácia à sua ação.

Pela prece...

·       O homem atrai o concurso dos Bons Espíritos, que o vêm sustentar nas suas boas resoluções e inspirar-lhe bons pensamentos.

·       Ele adquire assim a força moral necessária para vencer as dificuldades e voltar ao caminho reto, quando dele se afastou; e assim também podem desviar de si os males que atrairia pelas suas próprias faltas.

·       Um homem, por exemplo, sente a sua saúde arruinada pelos excessos que cometeu, e arrasta, até o fim dos seus dias, uma vida de sofrimento. Tem o direito de queixar-se, se não conseguir a cura? Não, porque poderia encontrar na prece a força para resistir às tentações.

            12 – Se dividirmos os males da vida em duas categorias, sendo uma a dos que o homem não pode evitar, e outra a das atribuições que ele mesmo provoca, por sua incúria e pelos seus excessos. (Ver cap. V, nº 4), veremos que esta última é muito mais numerosa que a primeira. Torna-se pois evidente que o homem é o autor da maioria das suas aflições, e que poderia poupar-se, se agisse sempre com sabedoria e prudência.

            É certo, também, que essas misérias resultam das nossas infrações às leis de Deus, e que, se as observássemos rigorosamente, seríamos perfeitamente felizes.

·       Se não ultrapassássemos os limites do necessário, na satisfação das nossas exigências vitais, não sofreríamos as doenças que são provocadas pelos excessos, e as vicissitudes decorrentes dessas doenças.

·       Se limitássemos as nossas ambições, não temeríamos a ruína. Se não quiséssemos subir mais alto do que podemos, não recearíamos a queda.

·       Se fossemos humildes, não sofreríamos as decepções do orgulho abatido.

·       Se praticássemos a lei de caridade, não seríamos maledicentes, nem invejosos, nem ciumentos, e evitaríamos as querelas e as dissensões.

·       Se não fizéssemos nenhum mal a ninguém, não teríamos de temer as vinganças, e assim por diante.

Admitamos que o homem nada pudesse fazer contra os outros males; que todas as preces fossem inúteis para livrar-se deles; já não seria muito, poder afastar todos os que decorrem da sua própria conduta? Pois bem: neste caso concebe-se facilmente a ação da prece, que tem por fim atrair a inspiração salutar dos Bons Espíritos, pedir-lhes a força necessária para resistirmos aos maus pensamentos, cuja execução pode nos ser funesta. E, para nos atenderem nisto, não é o mal que eles afastam de nós, mas é a nós que eles afastam do pensamento que nos pode causar o mal; não embaraçam em nada os desígnios de Deus, nem suspendem o curso das leis naturais, mas é a nós que impedem de infringirmos as leis, ao orientarem o nosso livre arbítrio. Mas o fazem sem o perceberem, de maneira oculta, para não prejudicarem a nossa vontade.

O homem se encontra então na posição de quem solicita bons conselhos e os segue, mas conservando a liberdade de segui-los ou não. Deus quer que assim seja, para que ele tenha a responsabilidade dos seus atos e para lhe deixar o mérito da escolha entre o bem e o mal. É isso o que o homem sempre receberá, se pedir com fervor, e ao que se podem sobretudo aplicar estas palavras: “Pedi e obtereis”.

            A eficácia da prece, mesmo reduzida a essas proporções, não daria imenso resultado? Estava reservado ao Espiritismo provar a sua ação, pela revelação das relações entre o mundo corpóreo e o mundo espiritual. Mas não se limitam a isso os seus efeitos. A prece é recomendada por todos os Espíritos. Renunciar a ela é ignorar a bondade de Deus; é rejeitar para si mesmo a sua assistência; e para os outros, o bem que se poderia fazer.

            13 – Ao atender o pedido que lhe é dirigido, Deus tem frequentemente em vista recompensar a intenção, o devotamento e a fé daquele que ora. Eis porque a prece do homem de bem tem mais merecimento aos olhos de Deus, e sempre maior eficácia. Porque o homem vicioso e mau não pode orar com o fervor e a confiança que só o sentimento da verdadeira piedade pode dar. Do coração do egoísta, daquele que só ora com os lábios, não poderiam sair mais do que palavras, e nunca os impulsos da caridade, que dão à prece toda a sua força. Compreende-se isso tão bem que, instintivamente, preferimos recomendar-nos às preces daquela cuja conduta nos parece que deve agradar a Deus, pois que são melhores escutados.

            14 – Se a prece exerce uma espécie de ação magnética, podemos supor que o seu efeito estivesse subordinado à potência fluídica. Entretanto, não é assim. Desde que os Espíritos exercem esta ação sobre os homens, eles suprem, quando necessário, a insuficiência daquele que ora, seja através de uma ação direta em seu nome, seja ao lhe conferirem momentaneamente uma força excepcional, quando ele for julgado digno desse benefício ou quando isso possa ser útil.

            O homem que não se julga suficientemente bom para exercer uma influência salutar, não deve deixar de orar por outro, por pensar que não é digno de ser ouvido. A consciência de sua inferioridade é uma prova de humildade, sempre agradável a Deus, que leva em conta a sua intenção caridosa. Seu fervor e sua confiança em Deus constituem o primeiro passo do seu retorno ao bem, que os Bons Espíritos se sentem felizes de estimular. A prece que é repelida é a do orgulhoso, que só tem fé no seu poder e nos seus méritos, e julga poder substituir-se à vontade do Eterno.

            15 – O poder da prece está no pensamento, e não depende nem das palavras, nem do lugar, nem do momento em que é feita. Pode-se, pois, orar em qualquer hora, a sós ou em conjunto. A influência do lugar ou do tempo depende das circunstâncias que possam favorecer o recolhimento. A prece em comum tem ação mais poderosa, quando todos os que a fazem se associam de coração num mesmo pensamento e têm a mesma finalidade, porque então é como se muitos clamassem juntos e em uníssono. Mas que importaria estarem reunidos em grande número, se cada qual agisse isoladamente e por sua própria conta? Cem pessoas reunidas podem orar como egoístas, enquanto duas ou três, ligadas por uma aspiração comum, orarão como verdadeiros irmãos em Deus, e sua prece terá mais força do que a daquelas cem. (Ver cap. XXVIII, nº 4 e 5 ).