Mostrando postagens com marcador Encarnados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Encarnados. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de junho de 2019

Inimigos desencarnados ou amigos feridos de outras vidas?


O olhar sobre o problema é algo que muda todo o entendimento sobre determinados fatos. Se pensarmos que para termos um inimigo, é preciso antes de tudo, que haja uma relação de afetividade, que por alguma razão, que muitas vezes desconhecemos, esse afeto foi ferido, seja lá por qual motivo for, e que, a partir daí, ganhamos um inimigo, entendemos que o inimigo pode realmente ser aquele amigo ferido em um dado momento. 

Quando a gente consegue alcançar essa compreensão, passamos a ser mais indulgentes, sabendo que nem sempre o homem é todo mal, e nem sempre o homem é todo bem. Somos parte dessas duas realidades que se expressam motivadas por determinadas causas.  E essas causas, residem no fato de sermos espíritos em processo de evolução, dotados de tamanhas imperfeições, mas que em algum momento, estaremos prontos a sair desses estágios mais primitivos de nossa existência.

Seja encarnado ou desencarnado, o Espírito em processo de evolução, caminha para o reconhecimento de suas imperfeições afim de se melhorar a cada dia, rumo ao seu destino. Entretanto, em se tratando de espíritos desencarnados, é preciso pensar que a morte não o livre senão, de seu envoltório corporal, mas que o espírito  do desencarnado pode estar vinculado ao seu, mesmo depois de ter deixado a terra. Tudo depende de suas motivações junto aos seus desafetos.

Por essa razão, é que os encarnados, enquanto estiverem na oportunidade da vida na carne, devem procurar encontrar um meio de viver em harmonia com seus amigos, familiares, mas sobretudo, buscarem um entendimento com seus desafetos, no sentido de neutralizar os conflitos, e os consequentes sentimentos de ódio, raiva, desejo de vingança, etc. Para isso, é preciso que estejamos revestidos de sentimentos nobres do entendimento,  pautados na humildade para reconhecer a sua participação no processo de conflito, e buscar o outro para esse entendimento fraterno e amigável; disponibilidade para o perdão verdadeiro, que traz para perto de si, aquele que um dia o ofendeu, sem mesmo lembrar da ofensa; amor para a busca e o acolhimento na medida de uma relação sadia, sem conflitos ou desconfiança, porque é preciso que atinjamos um nível de evolução espiritual que nos permita cumprir a máxima do Cristo: "amai os vossos inimigos".

Não há coração tão perverso que não seja tocado de bons procedimentos, mesmo inconscientemente (ALLAN KARDEC, 1864). Essa afirmativa nos remete a raciocinar sobre os nossos amigos feridos ou inimigos desencarnados sob a perspectiva  do amor, do cuidar, e porque não, da caridade? Pois, mesmo diante de intensos conflitos, que muitas vezes, se estendem por diversas vidas, quando uma das partes, humildemente, reconhece a sua responsabilidade, ela consegue tocar o outro, redirecionando ou lançando um novo olhar para o problema, e da mesma forma que de um amigo, conseguimos fazer um inimigo com a nossa animosidade, também conseguimos fazer de um inimigo um amigo, com a nossa amorosidade.

Os inimigos desencarnados manifestam seu ódio, suas perseguições pelas obsessões e subjugações, ocasionando as grandes provas sobre as quais, as pessoas estão submetidas na vida. A partir daí, é que surgem as dificuldades e os obstáculos que a maioria das pessoas acabam por enfrentar em suas vidas, além é claro, daqueles ocasionados por elas mesmas, por meio de suas respectivas escolhas com o uso de seus livre-arbítrios. Viver implica em escolhas diárias e cotidianas, que nos direcionam e orientam em direção ao nosso destino. Em virtude, de não termos alcançado ainda, um patamar de evolução espiritual e moral ideal, nos perdemos na rota do amor e da caridade, e acabamos nos colocando entre vítimas e algozes, nos caminhos da vida.

    
                                                          RESIGNAÇÃO

Entretanto, essas provas devem ser vistas e aceitas com a RESIGNAÇÃO  (aceitação daquilo que não pode ser mudado) e a RESILIÊNCIA (poder de recuperação, dar a volta por cima) necessárias ao enfrentamento dessas dificuldades. Quando compreender que os espíritos são pessoas desencarnados que já viveram na Terra como nós, e que por hora, orbitam em torno na Terra porque vibram na mesma sintonia dos encarnados dessa Terra de provas e expiações, aceitamos pelo entendimento  e compreensão, que os espíritos desencarnados são os espíritos encarnados de outrora, e que nós, espíritos encarnados, somos os espíritos desencarnados de outrora também. 

Passamos a compreender também que não há demônio , esse bicho cabeludo que andam pintando por aí, como se fosse de outra gênese, que não a do Espírito, ou que não a do homem. Assim como entre encarnados há homens animalizados, capazes das maiores atrocidades, sobre os quais ainda reinam um homem primitivo, possuído por instintos de agressividade constante, por não terem atingido um nível de esclarecimento e evolução que o tornasse capaz de amar, também há espíritos  desencarnados ainda animalizados por essas mesmas características, de tal sorte, que o faz agir como bicho. Ambos nas fieiras da reencarnação, necessitando de oportunidades para encarnar, afim de evoluir, aprender, e se espiritualizar. "O Espiritismo vem provar que esses demônios não são outros senão as almas dos homens perversos, que não se despojaram ainda dos instintos materiais; que não se pode apaziguá-los senão pelo sacrifício de seu ódio, quer dizer, pela caridade..."(ALLAN KARDEC, 1864)

Então fica a dica para todos os que vivem em conflitos, brigando e lutando por coisas alheias ao ser, e voltadas para o ter,  que é na vida de encarnado que temos as oportunidades de apaziguar nossos conflitos internos e externos, e nos entendermos com aqueles com os quais menos afinidades temos, mais conflitos causamos, mais dificuldades enfrentamos. 

Cada ponto de dificuldade, conflito, desafeto que permeia nossas vidas, devem ser olhados, cuidadosamente sob o olhar da indulgência, humildade e caridade, mas sobretudo, sobre o olhar do amor, lembrando que esse desafeto hoje, pode ter sido, o maior de todos os seus afetos por diversas vidas. 

Por Alessandra Uzêda
Reflexão Evangelho no Lar de 16/06/2019 21 hs
O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XII - Amai os vossos Inimigos - Os inimigos desencarnados.

sábado, 18 de maio de 2019

Estudo das Obsessões - Aula II – TIPOS DE OBSESSORES


Extensão do Curso de Educação e Desenvolvimento Prático Mediúnico


ESPÍRITOS TREVOSOS OU OBSESSORES
São espíritos que se encontram desajustados perante à Lei. Provocam os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde simples até as mais complexas obsessões. São espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vinganças, calcadas no ódio doentio.

COMO O OBSESSOR AGE SOBRE O ENCARNADO?

Quando um ESPÍRITO, BOM ou MAU, quer agir sobre um indivíduo, ele o envolve por assim dizer, com seu perispírito, como um manto; os fluidos se penetram. Os dois pensamentos e as duas vontades se confundem e o Espírito pode, então, se servir desse corpo como o seu próprio, fazê-lo agir segundo sua vontade, falar escrever e desenhar, tais são os médiuns.

A obsessão no mundo das trevas ocorre, sobretudo, entre dois polos:

1.    OBSESSÃO DE DESENCARNADO PARA DESENCARNADO

       Escravização de espíritos para concretização dos planos sórdidos das hordas do mal, em troca de promessas ou satisfações materiais e espirituais junto aos seus algozes.

2.    OBSESSÃO DE DESENCARNADO PARA ENCARNADOS

       Os “chefes do mal” designam seus subordinados, subjugados na execução de tais tarefas. Seguem, estudam o modo de ser e de viver do encarnado, escutam seus pensamentos e observam seus sentimentos, impõe sobre este, seus fluidos densos sobre seus centros cerebrais, causando dificuldade de exteriorização e confusão mental.

Os ambientes escolhidos à ação do mal pelos obsessores, geralmente, são aqueles ligados ao entretenimento, muito comuns na atualidade, tais como:

       Ambientes escuros, ruidosos; se unem aos excessos do álcool, favorecendo as intensas aventuras da intimidade descompromissada (desejo, sexo); as loucas maneiras de se envolver com algum desconhecido para alguns momentos de emoção carnal; Liberações alcoólicas, fumo, drogas.
  
As obsessões também podem ocorrer durante o sono, enquanto o corpo descansa.
   

  
Espíritos encarnados trazem as viciações da alma, para serem superadas na reencarnação. Muitos ainda, não conseguindo se manter em equilíbrio, com autocontrole sobre suas viciações, durante o desdobramento do sono, seu espirito vai em busca de locais e pessoas para satisfazer as suas viciações.

Essas entidades sombrias se achegam até o orbe terrestre, através da Lei de Sintonia e Vibração, existindo conivência e campo energético propício, para que essas entidades sombrias cheguem até o orbe terrestre. Os encarnados a atraem, porque, favorecem a ação dessas entidades atraídas pela sensualidade, pelo vício, o crime, etc

Do mesmo jeito que os desencarnados, os encarnados só vão a determinados lugares se sintonizarem e vibrarem no mesmo patamar de energias. Contudo, pode-se observar a seguir, como espíritos obsessores agem sobre os encarnados com suas ideias:





PENSAMENTOS e SENTIMENTOS

Ambos são essenciais para medir e direcionar o padrão de qualidade da sintonia e da vibração que se estabelece entre dois espíritos, sejam encarnados ou desencarnados.  os pensamentos devem estar sempre direcionados para o bem, a justiça e a verdade. Eles são a base de nossa RAZÃO.  Para direcioná-los para o bem, a justiça e a verdade, é preciso submete-lo ao princípio básico ensinado por Jesus Cristo: Coloque-se no lugar do outro para saber se você gostaria que PENSASSEM o mesmo com você. Jamais devemos permitir que sentimentos inferiores se sobreponham aos sentimentos de ordem elevada, a fim de não perdermos a lucidez e a razão.
É pelo sentimento que os cordões ganham vida, natureza, cor, cheiro, som, movimento e consistência.



AÇÕES DOS ESPÍRITOS

Todas as pessoas estão sujeitas, em algum momento da vida, a perder a razão e o bom-senso, por algum motivo de força maior. A ação dos mundos inferiores não dá descanso, como pode ser visto a seguir:

·       Agem durante a vigília - na invigilância de seus pensamentos, sentimentos e atitudes são despercebidos. 
·       Agem durante o sono - obsessores se fazem passar por aqueles que o obsidiado se afiniza para conquistar seus objetivos.

CLASSE E ATUAÇÃO DOS DIFERENTES ESPÍRITOS PUROS, SOCORRISTAS E TAREFEIROS

 Para entendermos os ambientes espirituais nos quais acontecem os diferentes tipos de  obsessões espirituais, veremos a seguir, alguns dos ambientes sombrios, descritos  em alguns dos livros citados nas referências:

VALES DA MALDADE

       Os vales da maldade e suas manifestações destrutivas nada mais são que uma imagem das SOMBRAS INTERIORES, que guardam largo ascendente no psiquismo humano.
       O entorno do inferno é o retrato fiel da VIDA MENTAL DO PLANETA.
       A dor que campeia por fora resulta da aflição íntima do ser diante de suas próprias escolhas egoísticas.

O BAIXO ASTRAL

       Este baixo astral é uma enorme "egrégora" formada pelos maus pensamentos e atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados, denominado por muitos cristãos de inferno. Sentimentos baixos, vãs paixões ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada, vícios de toda estirpe.


       Os prédios utilizados para a finalidade que seus habitantes desencarnados usam geralmente se espera que espíritos atrasados habitem regiões negras com cheiro ácido e com muita sujeira, o que refletiria seu estado íntimo de desequilíbrio. É o que acontece geralmente, mas há exceções.
       Utilizam disfarces como foi o caso de um resgate em que a entrada era uma capela barroca e no subsolo funcionava a instalação do mal.
       Como relata o espírito Ângelo Inácio em Tambores de Angola, “há instalações para o mal imponentes, com perfeição de detalhes. Tudo é limpo e organizado, com piso que assemelhava a granito.
       Um balcão iluminado funcionava como recepção, onde o espírito de uma mulher, de aparência jovem, recebia outros espíritos que ali chegavam com objetivos que eu, no momento nem imaginava. Era a imagem do luxo exagerado.
       Aqui neste prédio estudam as mesmas forças e energias que os benfeitores. Entretanto, empregam-nas em sentido contrario.
       Todo aquele conjunto arquitetônico fora então elaborado com a finalidade de abrigar espíritos dedicados a planos funestos de vingança. Era toda uma organização das trevas, com os requintes da modernidade, da tecnologia e os demais recursos que o homem encarnado conhecia na atualidade, mas que certamente iriam além, com possibilidades que nós mesmos desconhecíamos. Implantavam chips de controle da mente e de pensamentos inferiores.”
       Um balcão iluminado funcionava como recepção, onde o espírito de uma mulher, de aparência jovem, recebia outros espíritos que ali chegavam com objetivos que eu, no momento nem imaginava. Era a imagem do luxo exagerado.
       Aqui neste prédio estudam as mesmas forças e energias que os benfeitores. Entretanto, empregam-nas em sentido contrário.
       Todo aquele conjunto arquitetônico fora então elaborado com a finalidade de abrigar espíritos dedicados a planos funestos de vingança. Era toda uma organização das trevas, com os requintes da modernidade, da tecnologia e os demais recursos que o homem encarnado conhecia na atualidade, mas que certamente iriam além, com possibilidades que nós mesmos desconhecíamos. Implantavam chips de controle da mente e de pensamentos inferiores.”

ESFERAS SUPERIORES

São regiões de felicidade, onde estacionam Espíritos devotados de grande elevação moral, lá habitam os Bons Espíritos e os Espíritos Superiores.

ESFERAS RESPLANDESCENTES
       Regiões Espirituais onde impera a bondade, a confiança e a felicidade verdadeiras. No livro RENÚNCIA ditado pelo Esp. Emmanuel médium Chico Xavier, é descrita a paragem espiritual a que está vinculado o Espírito ALCÍONE, são paisagens que nossa pobre imaginação não consegue nem sonhar.

Não é nada fácil manter o equilíbrio e o autocontrole Porque para mantermos o EQUILÍBRIO e o AUTOCONTROLE precisamos NEGAR A REALIZAÇÃO DE NOSSOS DESEJOS MAIS ÍNTIMOS, CONTRARIAR NOSSOS QUERERES, NOSSOS PENSAMENTOS E SENTIMENTOS.

BOAS AÇÕES EXIGEM EQUILÍBRIO E AUTOCONTROLE

Somente o EQUILÍBRIO e o AUTOCONTROLE nos permite RACIOCINAR de forma eficiente, lúcida, fazendo um momento de INTROSPECÇÃO, coibindo dessa forma, os instintos selvagens que por momentos, se tornam mais expressivos, arraigados ao nosso passado reencarnatório.

RECOMENDAÇÃO DE DONA MARIA MODESTA AOS SERVIDORES DAS TAREFAS JUNTO AOS CAMPOS SOMBRIOS DO SUBMUNDO

       Cautela com o ORGULHO, que pode incendiar a mente com pensamentos de grandeza, abrindo campo para trazer de volta os mais nocivos vícios de outrora.
       Entender o que se passa por fora focando na educação interior, evitando assim, distração obsedante nas fileiras santificadas de Espiritismo com espíritos.
       A mais elementar magia que precisamos aprender diz respeito ao mundo íntimo. Se aprendermos a movimentar energias por fora sem saber como lidar com as forças de dentro, na certa, será prejuízo e distração, obsessão e tormenta.
       Coragem para tratar os temas necessários sem se preocupar com as opiniões públicas ou com a pureza dos princípios espíritas.
       O melhor conceito de fidelidade ao Espiritismo continua sendo o exemplo, a atitude. Neste assunto estamos acentuadamente carentes.



REFERÊNCIAS
o   XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Evolução em Dois Mundos: Cap. XVII
o    XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Mecanismos da Mediunidade: Cap. X
o    XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade: Cap. XI
o   KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XV
o   KARDEC, Allan. Obras Póstumas: Manifestações dos Espíritos
o   PIRES, J. Herculano. Mediunidade: Capitulo XIII
o   MELO, Jacob. O Passe: cap. IV item 2
o    XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Pensamento e Vida: Cap.8
https://www.google.com.br/search?q=“psicoscópio&espv=2&biw=1201&bih
o   FLUIDO VITAL. Disponível em: http://www.grupodocanto.org/mediunidade/06%20Fluido%20Vital.pdf, Acesso: 05/02/2019;
o   Vídeos:
Energia e Fluídos - Na Lei Universal - Verdade Luz. Disponível em youtube:
www.verdadeluz.com.br/energia-e-fluidos-na-lei-universal/
o   Energia Negativa | Aprenda a fazer limpeza e proteção energética. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=--WR2mZRBWI


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Problemas de Família: Revolta

Um encarnado muito revoltado tem a permissão para se comunicar e ser orientado. A revolta está na má resolução dos problemas familiares. Casado, pai de dois filhos, não confia na família, mesmo no final de sua vida, a tal ponto, em que a família não tem ciência de seus bens. Confiou esse segredo a alguém da família, para que, ao desencarnar, tudo seja doado a desconhecidos, e nada deixará para a família, por que nesta, vida não conseguiram alcançar um entendimento necessário para um convívio saudável, em virtude dos problemas materiais. Ciente do seu desencarne que está por vir, está convicto de que os filhos são de responsabilidade da mãe, já que não o escutam, então procura não se envolver.  

Ledo engano! Deus confiou nossos filhos para que estes sejam encaminhados ao caminho do bem, da justiça, da verdade e do amor. Nenhum pai, nenhuma mãe, tem responsabilidade exclusiva sobre o desenvolvimento de seus filhos. Ambos irão responder perante ao Pai: - O que fizestes daqueles a quem te confiei? A resposta é de responsabilidade de ambos: pai e mãe. A melhor receita para que tudo caminhe bem é: aceitação - cuidado - amor.

A revolta o deixa cego. Ele não percebe que também está equivocado porque é mais fácil culpar o outro do que assumir a própria responsabilidade. Revoltado, por discordar da condução das coisas, não aceita os seus com suas verdades, opta por deixar seguir sozinho, dispensando seus cuidados, e o amor ferido, vai se transformando em rejeição, possivelmente em ódio

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A IMPORTÂNCIA DA PRIMEIRA FASE DA INFÂNCIA PARA A PROGRAMAÇÃO ESPIRITUAL

"A infância ainda tem outra utilidade. Os espíritos só entram na vida corporal para se aperfeiçoarem, para se melhorarem. A delicadeza da idade infantil os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devem fazê-los progredir. 

Nessa fase é que se lhes pode reformar os caracteres e reprimir os maus pendores. Tal o dever que Deus impôs aos pais, missão sagrada de que terão que dar conta, ..." Allan Kardec "O Livro dos Espíritos", questão 385. 

Emmanuel, no prefácio do livro "Missionários da Luz", intitulado "Ante os Tempos Novos", informa que André Luiz retorna: "( ... ) esclarecendo que o homem é um Espírito eterno habitando temporariamente o templo vivo da carne terrestre; que o perispírito não é um corpo de vaga neblina e, sim, organização viva a que se amoldam as células materiais; que a alma, em qualquer parte, recebe, segundo as suas criações individuais; que os laços do amor e do ódio nos acompanham em qualquer círculo da vida; que outras atividades são desempenhadas pela consciência encarnada, além da luta vulgar de cada dia; que a reencarnação é orientada por sublimes ascendentes espirituais e que, além do sepulcro, a alma continua lutando e aprendendo, aperfeiçoando-se e servindo aos desígnios do Senhor, crescendo sempre para a glória imortal a que o Pai nos destinou". (Missionários da Luz, Emmanuel) 

O ser humano não é apenas o resultado do encontro de um espermatozóide e um óvulo, que dá origem ao zigoto, mas acima de tudo, um espírito que retorna ao cenário terreno com uma nova proposta de vida, com todo o seu cabedal de aquisições, conhecimentos e expectativas e que, após a fecundação, se liga, através do seu perispírito, à nova forma física que se inicia. 

Milhares de transformações acontecem então, num processo que nada tem de casual, evidentemente obedecendo às leis da genética, mas trazendo no seu bojo, no fulcro mais recôndito, a presença do espírito reencarnante, que influencia vibratoriamente, com toda a sua carga energética, a seqüência desencadeada.

Esta a gênese da vida física. A presença do espírito é fator determinante e indica que o feto não é apenas um amontoado de células que se organizam de forma automatizada, mas, sim, um ser humano que regressa ao plano material, com seus sentimentos, virtudes e paixões e, acima de tudo, que necessita da sagrada oportunidade de um novo corpo físico. 

A exemplo da crisálida da borboleta, pode-se dizer que a veste física é o casulo da vida, ao qual o espírito está profundamente vinculado, para que ocorra, na experiência reencarnatória, durante o tempo necessário, o  maravilhoso processo de sua transformação e aperfeiçoamento, que, ao final, rompendo-se o casulo pela morte, permitirá que o voo de libertação enfim aconteça. 

No livro acima citado, André Luiz descreve com detalhes os preparativos que antecedem o retorno do espírito Segismundo ao mundo corporal. Segundo este autor espiritual, expressivo número de reencarnações são precedidas por um planejamento meticuloso, que engloba desde a escolha dos pais, o meio em que acontecerá o retorno até minuciosas providências com relação ao corpo carnal que registrará as sequelas, as distonias ou o equilíbrio, a harmonia que expressam as aquisições do espírito através de seu campo perispiritual. 

Vale ressaltar, a esta altura, conforme instrui Joanna de Ângelis, que: 

"Os sofrimentos humanos de natureza cármica podem apresentar-se sob dois aspectos que se complementam: provação e expiação. Ambos objetivam educar ou reeducar, predispondo as criaturas ao inevitável crescimento íntimo, na busca da plenitude que as aguarda". (Plenitude, Joanna de Ângelis) 

Como se pode inferir, estes dois aspectos expressam as condições evolutivas do espírito reencarnante. Registra Allan Kardec, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", ao enfocar as diferentes categorias de mundos habitados (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo), que a nossa Terra está classificada entre aqueles de provas e expiações. O que quer dizer que a Humanidade que habita o Planeta está neste patamar evolutivo. Portanto, a nossa casa planetária está concorde com seus habitantes. Em decorrência, os espíritos encarnados e desencarnados que integram a população total do globo terrestre apresentam-se nestas mesmas condições (Exceção de determinados espíritos que reencarnam em missão no Planeta) e cada um terá a programação espiritual que lhe for mais benéfica e produtiva.

 Ao ser programado o retorno de um espírito, se este estiver no nível de provação, terá condições de solicitar alguma experiência que lhe pareça necessária, propor algo, como também ouvirá as ponderações e orientações de seus guias espirituais, que analisarão sua ficha espiritual e as probabilidades de êxito, de acordo com as tendências, conquistas e comprometimentos relacionados com as experiências pregressas. 

Não se pode perder de vista o fato de que o espírito, quando desencarnado, tem outro entendimento acerca da sua própria situação, exceção, é claro, dos que ainda estão cristalizados em condutas de rebeldia perante as Leis Divinas, que cultivam a crueldade e a violência. 

Assim, o espírito cônscio de sua real condição sentirá, em seu mundo íntimo, a necessidade imperiosa de ressarcir os erros do passado. 

Vejamos como a Benfeitora Joanna assinala as características do quadro provacional: 

"As provações se manifestam, desta forma, de maneira suave, lenificadora no seu conteúdo e abençoada nas suas finalidades. Sem o caráter punitivo, educam de forma consciente, incitando ao aproveitamento da ocasião em forma eficiente e mais lucrativa, com o que equipam aqueles que as experimentam, para que se convertam em exemplos, apóstolos do amor, do sofrimento, missionários do bem, mártires dos ideais que esposam, mesmo que no anonimato dos testemunhos, sempre se tornando modelos dignos de serem imitados por outras pessoas. 

As provações mudam de curso, suavizando-se ou agravando-se conforme o desempenho do espírito". (Joanna de Ângelis, Plenitude) Portanto, a programação delineada poderá ser alterada, amenizada, desde que a vivência, no plano físico, expresse uma característica altruística, empenho no bem e esforço de melhoria íntima. 

Caso o espírito reencarnado, no uso de seu livre-arbítrio, esquecido de seus compromissos e fascinado por certas condutas terrenas, nas quais imperam os vícios e desequilíbrios, optar por estas experiências, terá, como é natural, um agravamento de sua situação

Isto, porém, não significa retrocesso, visto que o espírito não retroage. "O Livro dos Espíritos", perg. 398-a: porquanto o Espírito é suscetível de se adiantar ou de parar; nunca, porém, de retroceder", 

As expiações, entretanto, expressam situações mais graves e, por isso mesmo, são impostas e irrecusáveis. Segundo Joanna, constituem: "medicação eficaz, a cirurgia corretiva para o mal que se agravou", 

Sua diferença primordial, em relação às provações, reside no fato de que estas promovem o indivíduo através do sofrimento reparador, enquanto que as expiações visam a restaurar o equilíbrio perdido, ao tempo em que reconduzem o infrator à posição espiritual em que se encontrava, antes da queda desastrosa. 

Os quadros expiatórios traduzem situações de maior gravidade, não sendo possível uma mudança de curso, embora possam ser atenuados, dependendo da conduta daquele que está submetido a tais experiências. 

É importante ter em mente que a dor não é uma punição divina, mas um processo educativo ínsito na Lei de Ação e Reação. 

Quando agredimos a Lei Divina, esta, nos seus perfeitos mecanismos, nos propiciará a reação correspondente aos atos danosos praticados. 

Isto, como é óbvio, ocorre igualmente em relação às ações altruísticas que realizamos. "Cada ser vive com a consciência que estrutura", enfatiza a mentora citada. 

Podemos observar entre os quadros expiatórios as ocorrências de limitações orgânicas e mentais graves, as patologias congênitas irreversíveis, enfermidades degenerativas, alguns tipos de câncer, certos tipos de transtornos mentais. São recursos educativos para o infrator reincidente e rebelde. 

Diante destas explicações, extremamente justas porque abrangem todos os seres humanos na sua escalada evolutiva, embora apresentem infinitas gradações de acordo com o patamar evolutivo de cada um, trazem no seu bojo a presença permanente da Misericórdia Divina a velar e amparar a todos os seus filhos. 

De nossa parte, diante de nossos irmãos que estão vivenciando expiações dolorosas, devemos ter o cuidado e a sensibilidade de não os rotularmos como criminosos, trânsfugas das divinas leis, pois existem outras situações para as quais devemos atentar, além de expressarmos uma maneira negativa e, até mesmo, descaridosa. Quanto mais não seja porque, quem sabe, talvez em nosso passado tivéssemos a mesma conduta que hoje recriminamos ou condenamos.

Joanna de Ângelis enfoca nesse mesmo livro, a questão das aparentes expiações - seres que, em nome do amor, escolheram situações de grande sofrimento para exemplificarem coragem, paciência, resignação ou mesmo um alerta e um convite para uma vivência espiritualizada junto aos que os cercam. 

Jesus é o exemplo máximo. Na mesma linha estão Francisco de Assis, Helen Keller e alguns outros vultos que não expurgavam débitos e se constituíram em lições vivas de amor à humanidade. 

Huberto Rohden, autor espiritualista, fala a respeito e menciona ser um "sofrimento crédito". (Huberto, Rohden, Por que sofremos) 

No Evangelho de João, cap. 9, nos itens 1 a 41, encontramos a cura do cego de nascença, que é um excelente e belo exemplo de sofrimento crédito. 

Analisemos o trecho a seguir: "E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestassem nele as obras de Deus". (O novo testamento) 

Não está muito claro o texto evangélico? Voltemos agora a André Luiz. 

Usando como exemplo o processo reencarnatório de Segismundo, que retornaria à esfera terrena com o propósito de rearmonizar-se com desafetos do passado, André evidencia a cuidadosa programação que antecede o momento do nascimento, o que nos enseja conhecer um pouco a trajetória do ser em suas etapas evolutivas. 

Assim, já sabemos que, acima de tudo, esplende o espírito imortal, que imprime na organização fetal, através de seu perispírito, os seus conteúdos energéticos, para escrever mais um capítulo da sua história pessoal. 

ndré Luiz esclarece quanto a outros processos reencarnatórios, que vale mencionar. É importante ressaltar, ainda, que cada um de nós conta com orientadores espirituais, espíritos amigos, que se interessam pelo nosso progresso e, em especial, com aquele que é denominado anjo-de-guarda. Este é o espírito protetor, que vela mais diretamente pelo reencarnado. Todos os seres humanos contam com essa proteção. Mas é preciso evidenciar, desde já, que também nos observam, nos cercam, nos acompanham e até podem chegar a perseguir-nos os que prejudicamos no passado, agora desejosos de promover e assistir aos nossos insucessos. 

Até a idade de sete anos, o espírito protetor está bem próximo de seu protegido. Por essa época, o processo reencarnatório está consolidado, e esse bom amigo passará a segui-lo a certa distância, permitindo-lhe, gradualmente, o exercício do livre-arbítrio e o crescimento pessoal à custa do próprio esforço. Mas sempre estará emitindo ideias e instruções que o ajudem nas suas escolhas. 

O espírito vem, portanto, reaprender a vida e, a partir das novas experiências, reconstruir o seu mundo íntimo, através dos reajustamentos que possa conseguir com seus credores e com os demais que lhe enriquecerão o convívio pessoal.

A importância da missão dos pais avulta, nesse contexto, conforme ressalta Allan Kardec, no cap. XXVIII, item 53, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo": 

"O encargo de lhes guiar os primeiros passos e de encaminhá-los para o bem cabe a seus pais, que responderão perante Deus pelo desempenho que derem a este mandato. Para facilitar-lhes, foi que Deus fez do amor paterno e do amor filial uma lei da Natureza, lei que jamais se transgride impunemente". (Joanna de Ângelis, Plenitude). 

Livro: Mediunidade e obsessão em crianças
Autora: Suely caldas Schubert