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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

LEIS MORAIS - Leitura que capacita você para a vida! Pense nisso! Leiam a íntegra.

O Livro dos Espíritos, Allan Kardec
LIVRO TERCEIRO
1.     A Lei Divina ou Natural - (Questão 614 até 648)

A Lei Divina ou Natural é a Lei de Deus, e toda a lei de Deus está encerrada na máxima do amor ao próximo ensinada por Jesus. Certamente essa máxima encerra todos os deveres dos homens entre si; mas é necessário mostrar-lhes a aplicação, pois do contrário podem negligenciá-la, como já a fazem hoje. 

Aliás, a lei natural compreende todas as circunstâncias da vida e essa máxima se refere a apenas um dos seus aspectos. Os homens necessitam de regras precisas. Os preceitos gerais e muito vagos deixam muitas portas abertas à interpretação.

No Livro dos Espíritos você encontrará, um maior aprofundamento da Lei Divina ou Natural, que trata dos caracteres e conhecimentos da Lei Natural; explica ainda sobre o Bem e o Mal e sobre a Divisão da Lei Natural, que vai dar origem às Leis de Moisés.

2.     Lei de Adoração (Questão 649 a 673)

A adoração é a elevação do pensamento a Deus.

Pela adoração o homem aproxima de Deus a sua alma.

A adoração faz parte da lei natural, porque é o resultado de um sentimento inato no homem; por isso a encontramos entre todos os povos, embora sob formas diferentes.

A Lei de Adoração aborda questões relacionadas a Adoração Exterior, mostrando que a verdadeira adoração não necessita de manifestações exteriores. A verdadeira adoração é a do coração. Em todas as vossas ações, pensai sempre que o Senhor vos observa.Fala da Vida contemplativa e de sua importância perante a Deus; Fala da prece que sempre é agradável a Deus quando ditada pelo coração, porque a intenção é tudo para Ele; trata do Politeísmo, ou seja, a existência de vários deuses, que remonta à Antiguidade, onde tudo o que lhe parecia ultrapassar as proporções da inteligência comum tornava-se para ele uma divindade.E por fim, fala dos sacrifícios humanos e de animais, deixando claro que Deus jamais exigiu sacrifícios, nem de animais, nem de homens. Ele não pode ser honrado com a destruição inútil de sua própria criatura.

3.     Lei do Trabalho (Questão 674 até 685)

A Lei do trabalho fala da Necessidade do Trabalho e do Limite do Trabalho, repouso. Sobre a necessidade do trabalho, pode-se dizer que o trabalho é uma lei da Natureza, e por isso mesmo é uma necessidade. A civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque aumenta as suas necessidades e os seus prazeres. Devemos entender o trabalho não só do ponto de vista das ocupações, pois que o Espírito também trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.

Do ponto de vista do Limite do Trabalho, do Repouso, Kardec explica que o repouso serve para reparar as forças do corpo. E também necessário para deixar um pouco mais de liberdade à inteligência, que deve elevar-se acima da matéria. O limite do trabalho está no limite das forças de cada um, para isso Deus dá liberdade ao homem.


domingo, 14 de setembro de 2014

I- Caracteres da Lei Natural - LIVRO TERCEIRO - CAPÍTULO I - Lei Divina ou Natural

LIVRO TERCEIRO
AS LEIS MORAIS
CAPÍTULO I- A LEI DIVINA OU NATURAL

(Questão 614 a 618)

A lei natural é a lei de Deus; é a única necessária à felicidade do homem; ela lhe indica o que ele deve fazer ou não fazer e ele só se torna infeliz porque dela se afasta.

A lei de Deus é eterna e imutável, como o próprio Deus.

Jamais Deus teria prescrito aos homens, numa época, aquilo que lhes proibiria em outra, pois que Deus não se engana; os homens é que são obrigados a modificar as suas leis que são imperfeitas; mas as leis de Deus são perfeitas. A harmonia que regula o universo material e o universo moral se funda nas leis que Deus estabeleceu por toda a eternidade.

As Lei Divinas abrangem todas as leis da Natureza, pois Deus é o autor de todas as coisas. O sábio estuda as leis da matéria; o homem de bem, as da alma, e as segue.


É dado ao homem aprofundar umas e outras, mas uma só existência não lhe é suficiente para isso.

Comentário de Kardec: Que são de fato, alguns anos para se adquirir tudo o que constitui o ser perfeito embora não consideremos mais do que a distância que separa o selvagem do homem civilizado? A mais longa existência possível e insuficiente e com mais forte razão quando ela é abreviada, como acontece com um grande número.

Entre as leis divinas, umas regulam o movimento e as relações da matéria bruta: são as leis físicas; seu estudo pertence ao domínio da Ciência.

As outras concernem especialmente ao homem e às suas relações com Deus e com os seus semelhantes. Compreendem as regras da vida do corpo e as da vida da alma: são as leis morais.

As leis divinas à luz da razão, nos diz que elas devem ser apropriadas à natureza de cada mundo e proporcionais ao grau de adiantamento dos seres que os habitam.


Por este princípio: “a lei natural é a lei de Deus, eterna e imutável como Ele mesmo”, certos teólogos católicos e protestantes acusam o Espiritismo de doutrina panteísta. Os mesmos fizeram com Espinosa, para quem Deus, a substância única é a própria Natureza, mas não no seu aspecto material, e sim nas suas leis. Espinosa respondeu: 

“Afirmo-o com Paulo, e talvez com todos os antigos hebreus.” (Carta LXXIII, explicando a proposição XV da “Ética”: “Tudo o que existe em Deus, e nada pode existir nem ser concebido sem Deus”). Embora exista funda divergência entre a concepção espinosiana e a espírita de Deus, ambas concordam ao negar o antropomorfismo católico e protestante, ao reafirmar o princípio Paulino acima citado e ao estabelecer a identidade de origem e natureza divina para todas as leis do Universo. Por outro lado, assim como Espinosa não confundia a natureza material (Natura naturata) com Deus, mas apenas a natureza inteligente ( natura naturans) , assim também o Espiritismo não faz semelhante confusão, estabelecendo ainda que as leis de Deus são uma coisa e Deus mesmo é outra. 

Veja-se o capítulo primeiro do livro primeiro, sobre Deus. Não há possibilidades de confusão entre Espinosa e Panteísmo, a menos que se admita como panteísta a doutrina da imanência de Deus, por força mesmo de sua transcendência; e nesse caso, católicos e protestantes também seriam panteístas. As revoluções atuais no campo da Teologia, particularmente o movimento da Teologia Radical, mostram mais uma vez o acerto da concepção espírita de Deus. (N. do T.)