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terça-feira, 21 de abril de 2020

Cap. 8 - Permuta Incessante - Espírito Emmanuel

"Embora nem sempre se reconheça isto, de maneira consciente, no mundo, estamos constantemente trocando valores que a existência nos confere por elementos que nos ajudam ou desajudam, enriquecendo a vida ou empobrecendo-a por nossa conta."
- Vivemos numa constante troca, e por essa razão somos seres sociais, e que, portanto, não vivemos sós. Precisamos uns dos outros, para que, através do uso de nosso livre-arbítrio, possamos nos relacionar, possibilitando essa troca de valores em meio a tanta diversidade.

"* Poder, fortuna, inteligência, força, cultura ou habilidade são recursos que a Divina Providência nos situa nas mãos. "
- Por isso mesmo, somos apenas depositários, e não proprietários. São recursos Divinos colocados a nossa disposição, para que, com discernimento, saibamos utilizar.

"* Tudo o que a Terra possui, em matéria de bem ou de mal, luz ou treva é resultado de permuta efetuada pelos homens, no curso do tempo, na utilização dos meios que Deus lhes confia. Em virtude disso, temos no plano físico, os negócios materiais alicerçados em mercado terrestre e negócios da alma envolvendo interesses do espírito imperecível. Uma casa, na essência, é fruto de uma transação. Aqueles que levantaram deram trabalho e suor ao tempo e o tempo lhes retribui com a esperada realização. * Um plano concretizado é a justa equação de um convênio perfeito."
- Os resultados dessas transações de troca no plano material, nunca é unilateral, mas envolve diferentes vias para que a troca ou permuta de valores, sejam eles, materiais ou espirituais, se concretiza.

 "A criatura insiste com os próprios anseios, junto às Leis do Universo, e as Leis do Universo lhe atendem aos anelos, dando-lhe forma aos pensamentos." * Observa o que fazes de ti, em que te trocas. Ainda que o não reconheçamos, de pronto, cada um de nós se dá por aquilo que busca."
- Tudo no Universo que tiver que ser seu encontrará um caminho para chegar até você. A qualidade daquilo que lhe atinge depende da qualidade daquilo que plantas. O plantio e a colheita são diretamente proporcionais sempre.

"* Basta raciocines quanto à responsabilidade de viver e perceberás que a tua própria existência é um ajuste incessante entre as escolhas que eleges e os agentes imponderáveis da natureza que respondem às decisões. Por isso mesmo, estamos hoje naquilo em que nos demos ontem e, naquilo em que nos traçamos hoje, estaremos fatalmente amanhã."
- estamos na condição e na vida em que escolhemos e trabalhamos para estar. A vida hoje é fruto da vida de ontem e certamente, irá determinar a vida do amanhã. Que tenhamos mais responsabilidade com as nossas escolhas, certos de que, para uma boa semeadura, sempre haverá uma colheita farta de alegrias e realizações.


Fonte:

Livro: Mãos Unidas. 
Autor: Francisco Cândido Xavier
Autor Espiritual: Emmanuel

Interpretação: Alessandra Uzêda

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Emoções Secundárias ou Complexas

As emoções básicas se fundem para formar as emoções secundárias de ordem cultural e adultas. Emoções essas, que nascem com todos os seres humanos e que, portanto, são inatas, têm função necessária à adaptação do ser humano na vida da encarnação.  

Tristeza e alegria, amor e ódio, raiva, medo e surpresa são elementares na vida do espírito encarnado.  E na medida em que, estes se misturam, interagindo com o meio em que vivem culturalmente, politicamente e socialmente, vão surgindo as emoções secundárias, das mais variadas espécies assumindo um contexto de complexidade compatível com as questões do Espírito.  

As emoções complexas ou secundárias, tais como: insegurança. culpa, constrangimento, entusiasmo, orgulho, prazer, satisfação, vergonha, dentre outras, não são inatas como as emoções básicas. 

Elas vão sendo construídas a partir das vivências em que o Espírito se encontra imiscuído, em construção do saber emocional que demanda cada vez mais, maturidade espiritual para lidar com o momento de transição no qual estamos passando. 

É a partir das relações interpessoais e das influências socioculturais que a nossa ancestralidade vai surgindo, identificando as nossas crenças e a forma que vemos o mundo, considerando a nossa individualidade. 

Tomando como base as emoções secundárias para compreensão do ser espiritual, pode-se dizer que, as experiências vivenciadas nas suas variadas encarnações, acabam ressurgindo em função dos gatilhos disparados nas experiencias atuais, e também, na relação com  as pessoas, com as quais foste convidado a viver. 

 Essas emoções são acima de tudo, aprendidas, apreendidas, mas sem sempre, ou diria ainda, quase nunca incompreendidas pelo ser humano que habita a Terra, por se tratarem ainda de analfabetos emocionais.

 A transição para o século XXI tem exigido grande esforço das pessoas, no sentido de despertar para o que há de importante na vida do ser, enquanto espírito, expandindo as suas consciências e se apropriando do seu propósito de vida. Isso tem exigido grandes esforços para lidar com essas emoções conflituosas, de caráter complexo para as quais, ninguém lhes ensinou como fazê-la.

Como as emoções secundárias são aprendidas socialmente, culturalmente e politicamente é preciso pensar, sobre onde você se encontra nesse contexto, para compreender o potencial transformador da educação que recebeste, para a partir daí, conseguir se autoanalisar, fazer uma autorreflexão que lhe possibilite o autoconhecimento.

As emoções são chamadas secundárias por se originarem de uma fonte não inata, na qual a causa primeira, geralmente, se encontra em uma das emoções simples que trazemos na alma como elementar ao processo de adaptação e sobrevivência.

 Considere por exemplo, como emoção secundária a insegurança. Socialmente ou culturalmente, percebe-se que se convencionou que existem padrões estabelecidos pelo critério de certo ou errado, verdade ou mentira, no qual os opostos fazem aflorar o ser real que há nos seres humanos. 

Quando nos encontramos distantes desses padrões estabelecidos socialmente e culturalmente, não nos damos conta de que não atender a certos padrões, não é motivo para se sentir inseguro, mas apenas admitir um ponto de vista divergente, que pode representar a sua verdade, a sua individualidade e a sua subjetividade, em relação a um conflito.  

A insegurança é uma emoção secundária provocada por fatos externos, mas que tem relação com a emoção básica do medo, mais especificamente, porque o estado de medo, impulsiona a insegurança, que pode ser potencialmente negativa ou positiva, se considerarmos que todas as emoções sejam elas básicas ou secundarias, devem ser vividas com equilíbrio para que possam, não afetar o ser humano.

Se o conflito enfrentado for motivador de grande insegurança, a pessoa poderá ser bastante prejudicada, porque o medo de agir poderá ser potencialmente paralisador, causando-lhe prejuízos em suas caminhadas.  Por outro lado, quando o ser é dotado de maturidade espiritual e emocional, acaba compreendendo que a insegurança é um estado momentâneo que precisa ser enfrentado com assertiva cautela, para superação do medo que o paralisa. E quando o enfrentamento dessa emoção secundária de alta complexidade ocorre de forma pensada e medida, onde a razão e o bom senso permeiam as diretrizes a serem tomadas, o indivíduo acaba percebendo que a insegurança é, essencialmente, fruto da ignorância, na qual estão submetidos em função de uma acomodação que o sujeito se coloca, em virtude das mais variadas demandas que a vida oferece.  

Com essa serenidade para lidar com a insegurança, a pessoa consegue buscar, através do conhecimento e do domínio das questões relacionadas ao fato, que o colocou com medo e insegurança, apreendendo o conteúdo no sentido de transformar a sua conduta e, portanto, a sua vida.
Nenhuma emoção, potencialmente negativa, seja ela secundária ou primária, é essencialmente, um poder destruidor sobre o ser. Isso só acontece, quando o ser não sabe lidar com elas de forma equilibrada espiritualmente, mas sobretudo, emocionalmente.  

Quando se verem envolvidos com tais emoções, reflitam sobre a perspectiva do conhecimento e da transformação. Embora sejam emoções potencialmente negativas, elas trazem em si, uma função curativa, necessária a cada indivíduo, no que diz respeito ao seu crescimento e evolução espiritual.

Os seres encarnados se encontram no status de analfabetos emocionais porque não foram educados para refletir sobre seus sentimentos, menos ainda, para olhar para si. O caminho de volta para dentro de si,  precisa ser iniciado, urgentemente, em função da transição em que vivem os filhos da Terra.

Exercício 3                                                  
AUTORREFLEXÃO

1. O que você está sentindo?
2. É uma emoção básica ou secundária?
3. Se for básica, você a traz em si, busque o equilíbrio.
4. Se for secundária, qual a emoção causal?
5. Quais as consequências dessa emoção sobre mim?  
6. Como posso lidar com ela de forma equilibrada?

Psicografia de Alessandra Uzêda
Pelo Espírito Irmã Tereza
Em 03/06/2019

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O Evangelho como roteiro para a família.



"Para alcançarmos um significado mais profundo, além das palavras, é preciso abrir o coração para o sentimento do amor a mente para a sabedoria espiritual." (ADENAUER)

OBSERVE AS MENSAGENS SUBLIMINARES !

Detrás das palavras ditas por Jesus Cristo, há preciosas lições de SABEDORIA que, quando CONTEXTUALIZADAS, oferecem ROTEIROS para a COMPREENSÃO dos mais diversos problemas familiares, nos quais todas as pessoas, de alguma maneira estão envolvidas ou se envolverão ao longo de suas vidas.

QUE USO VOCÊ TEM FEITO DO EVANGELHO?

A utilização do Evangelho, como ferramenta para o trato social, não exclui sua aplicação ao mundo íntimo de cada um, sobretudo, quando na vivência das relações familiares.  Não basta aplicá-lo no convívio social. É preciso antes de tudo, aplicá-lo em si e no núcleo familiar.

A sua aplicação no mundo íntimo de cada um implica uma condição de busca pela transformação pessoal, a destino da reforma íntima tão necessária aos homens de hoje.

O QUE É O EVANGELHO?

É um guia precioso que pode nos fazer entender melhor, do ponto de vista psicológico, os mais complexos problemas envolvendo relacionamento familiar.

Jesus falou para pessoas que viviam num contexto familiar, entretanto, suas palavras ão se dirigiam apenas a eles, mas também, à família da qual faziam parte.

O QUE NOS DIZEM AS IDEIAS DE JESUS?

Jesus trouxe ideias que podem nos levar ao entendimento de que a vida em família é um sistema possível, no qual a convivência e o auxílio mútuo podem proporcionar a felicidade ao grupo de espíritos que dela fazem parte.

Suas ideias penetram o espírito fazendo com que, este olhe para si mesmo,mostrando-lhe que a vida é mais do que o corpo físico, e do que sua exclusiva felicidade.

NÃO ESTAMOS MAIS NO TEMPO EM QUE UMA ÚNICA PESSOA 
É RESPONSÁVEL PELOS DESTINOS DE UMA FAMÍLIA.

Todos agora são convidados a assumir os rumos que o grupo familiar vai seguir. Pais, filhos, e agregados, são corresponsáveis pelo futura da família.

A partir da adolescência, o espírito começa de fato, a assumir a sua encarnação, saindo da condição de criança que precisa de cuidados para a de adulto que já colabora e participa das decisões coletivas.


O ESPÍRITO, CADA VEZ MAIS PRECOCEMENTE, ASSUME SEUS 
PROCESSOS CÁRMICOS QUE INFLUENCIARÃO O PRÓPRIO DESTINO.

Por esse motivo, a família se torna mais cedo, o palco onde todos são convocados a colaborar uns com os outros, no qual se mistura desejos e expectativas, com as provas que a vida propõe a cada um.

É na família que a gente cresce! 
Mais divergências e conflitos, maior a necessidade de ajustes e entendimento.

O EVANGELHO EM FAMÍLIA DEVE SER PASSADO PRINCIPALMENTE PELO EXEMPLO

Quando verbalizado se deve mostrar como LIÇÕES IMORTAIS DE AMOR E LUZ, proferidas com suavidade e sem manipulações moralistas. 

De nada adianta tentar convencer moralmente alguém com palavras, se esta não as pratica em suas relações de convivência. 

O EVANGELHO NÃO DEVE SER IMPOSTO

Não se deve obrigar alguém a aceitar uma ideia. É preciso respeitar os limites de cada um e seu momento evolutivo. Porém, deve-se mostrá-la em doses adequadas, para que sua divina claridade não prejudique sua absorção, ou seja, tudo deve ser ensinado na medida da capacidade que o outro tem de compreender.

CADA UM TRAZ SEUS PROCESSOS CÁRMICOS A SEREM RESOLVIDOS. 
ELES SÃO INTRANSFERÍVEIS.

O Evangelho, se bem vivido, torna-se poderoso instrumento para que a encarnação seja um abençoado momento de equilíbrio e aprendizado.

Os ensinamentos nele contidos, podem ser encontrados em outras religiões, pois o AMOR e a SABEDORIA não são privilégios dos cristãos, e sim patrimônio de Deus (ADENAUER)

A FAMÍLIA É O NÚCLEO BÁSICO DA SOCIEDADE
 EM SUA EXPRESSÃO MAIS SIMPLES

Cada ser humano no convívio familiar deve: 
  • Aprender e vivenciar experiências que serão úteis em sua vida social.
  • Buscar ser na sociedade o que é em família, e vice-versa.
Ausentar-se dela, sob pretexto de que é diferente dos demais com quem convive, é fugir do próprio destino e da oportunidade de crescer espiritualmente.


POR QUE EVANGELHO EM FAMÍLIA?

A vida em sociedade é uma parte da vida do espírito. A outra se dá na família. 
Na sociedade ele vive o mundo da "persona", o mundo cheio de máscaras. 
Em família, ele se revela o mais próximo possível de sua realidade existencial.

RECOMENDO O EVANGELHO NO LAR!

  1. Escolha um dia da semana.
  2. Estabeleça um horário fixo para começar.
  3. Reúna a família.
  4. Faça uma prece espontânea de abertura.
  5. Leitura e comentário do Evangelho.
  6. Prece de encerramento.
  7. Mantenha-se firme toda semana, no mesmo dia e horário, para realizar o Evangelho no lar ainda que nenhum membro da família queira participar.

BENEFÍCIOS DO EVANGELHO NO LAR
(Espírito André Luiz, Os Mensageiros, FEB, 2011, p.233)


Os benefícios do culto no lar nos são explicados por André Luiz: 

    "Toda vez que se ora num lar, prepara-se a melhoria do ambiente doméstico. Cada prece do coração constitui emissão eletromagnética de relativo poder. Por isso mesmo, o culto familiar do Evangelho não é tão só um curso de iluminação interior, mas também processo avançado de defesa exterior, pelas claridades espirituais que acende em torno. O homem que ora traz consigo inalienável couraça. O lar que cultiva a prece transforma-se em fortaleza, compreenderam? As entidades da sombra experimentam choques de vulto, em contato com as vibrações luminosas deste santuário doméstico, e é por isso que se mantêm a distância, procurando outros rumos . . . " (André Luiz, Os Mensageiros, FEB, 2011, p. 233).


BENEFÍCIOS DO EVANGELHO NO LAR
(Espírito Emmanuel, mentor espiritual de Chico Xavier)

     Emmanuel destaca a importância dessa prática nos lares, quando afirma:
     1) O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte, onde o cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação.(...)

    Sendo o Evangelho roteiro de transformação moral do indivíduo, convida o homem à autotransformação, e à medida que vai se transformando, vai elevando seu padrão vibratório e sublimando, elevando a sua sintonia com as energias do alto.


     2) Quando o ensinamento do Mestre vibra entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.

       Os sacrifícios do convívio doméstico implica renúncias, entendimento, paciência, tolerância, e outras virtudes que só conquistamos quando compreendemos e apreendemos os ensinamentos crísticos, o que vai tornando a convivência mais leve e feliz.

BENEFÍCIOS DO EVANGELHO NO LAR
(Espírito Bezerra de Menezes, o Médico dos Pobres)

Trabalhemos pela implantação do Evangelho no Lar, quando estiver ao alcance de nossas possibilidades. (...)

Trazer as claridades da Boa Nova ao templo da família é aprimorar todos os valores que a experiência terrestre nos pode oferecer.







BENEFÍCIOS DO EVANGELHO NO LAR
(Espírito Joanna de Ângelis, Mentora Espiritual de Divaldo Franco)

Pelo menos, uma vez por semana, reúne a tua família e felicita-a com o O Evangelho segundo o Espiritismo, criando, assim, e mantendo, o culto evangélico, para que a diretriz do Mestre seja eficiente rota de amor à sabedoria em tua casa... E prossegue: E se desejares felicidade, na Terra, incorpora-o ao teu lar, criando um clima de felicidade geral. Acende o sol do Evangelho em casa, reúne-te com os teus para orar.



sexta-feira, 10 de agosto de 2018

OS COFLITOS TAMBÉM SÃO NECESSÁRIOS!

A transformação pessoal pode ser voluntária, pela busca pessoal, mas também pode ser fruto de conflitos existentes e necessários nas relações de convivências.

É certo que ninguém muda ninguém; e que vivendo isoladamente ninguém ninguém consegue mudar também. Precisamos conviver, para que possamos mudar nos encontros da vida. 

É nas relações de convivência que nos transformamos. Quando convivemos nos dispomos a conhecer e nos envolver com novas ideias e sentimentos do outro. 

É importante observar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato. Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar. 

Basta analisar a sua relação com as pessoas de seu convívio familiar, de trabalho, amigos, enfim, como essas pessoas contribuem para a sua transformação pessoal cotidianamente? Como elas podem tornar-lhe alguém melhor?

É claro que nem todo relacionamento são flores. Há aquelas convivências  que na verdade gostaríamos que nunca tivessem acontecido. Mas partindo do princípio de que nada acontece por acaso, e que não cai uma só folha no chão sem a permissão de Deus, que tal pensarmos que tal experiência negativa, tinha ou ainda tem algo de positivo a nos ensinar? 

São as pedras do caminho nos convidando a refletir e ressignificar.  Mas como podemos fazer isso, já que não parece tão fácil?

Primeiramente é preciso trabalhar aceitação e perdão. Aceitação para compreender que naquele momento ainda não estava pronto para lidar com o fato, mas que agora é tempo de mudar. Perdão, para se libertar do peso da ofensa, da mágoa, da ferida constantemente aberta. 

Segundo, é preciso refletir sobre a sua parcela de responsabilidade para que tenham chegado a tal conflito, e a partir daí, reconhecendo que nenhum conflito é unilateral e que ambos de alguma forma têm responsabilidades, ressignficar. E ressignificar implica em dar um novo sentido, para o efeito negativo que aquilo causou. 

Para tanto, pergunte-se o que o motivo da ofensa está lhe convidando a aprender? Por exemplo, se o motivo do conflito for poder, que tal aprender a ser um pouco mais humilde? 

É dessa forma que vamos dando novo sentido aos conflitos existentes nas relações de convivência, porque alguém, geralmente com maior maturidade espiritual precisa entender a incapacidade de tomar atitude de reparação do outro, e ter a iniciativa para mudar, transformar.

Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de Deus, é que finalmente nos tornamos grandes em valor, aprendemos a amar mesmo diante dos conflitos.


quarta-feira, 6 de junho de 2018

COMO ESTÁ SEU CONVÍVIO FAMILIAR?

O núcleo familiar é realmente um aprendizado constante. Muitas vezes fico analisando as questões emocionais e comportamentais entre os membros da família, mas sobretudo, como a primeira ramificação desse núcleo familiar pode influenciar dentro de casa. 

É impressionante a capacidade de manifestação das formas-pensamentos pré-estabelecidas, sobretudo, nos momentos de pequenos conflitos que acabam eclodindo em conflitos ainda maiores.

Atualmente, as famílias estão cada vez menores, e também me pergunto o porque disso. Pensar que não deve ser somente uma questão financeira, nos remete a refletir sobre os resgates entre os membros das famílias. 

Quem sou eu pra falar em nome de Deus, mas imagino que Ele na sua Misericórdia Divina, age através de nós, em doses homeopáticas quanto aos resgates com os nossos afetos. Algo do tipo: vou restringir a família a poucos para que consigam dar conta dos conflitos ainda que parcialmente, mas com algum progresso. É a compreensão divina no entendimento de nossas limitações em saber lidar com o outro.

E aí, diria Deus, oportunamente, talvez em outra encarnação, enviaremos outros afetos para seus respectivos resgates, a fim de que consigam dar conta pelo menos de alguma diferença. E vejam só, que as vezes, numa família de apenas dois, não damos conta desse resgate e acabamos tendo que voltar a conviver numa outra vida.  Então para que adiar o inadiável?

Fico pensando como eram as famílias antigas, de apenas  uma ou duas gerações atrás da minha, em que tinham 10 filhos, viviam numa quase "comunidade" com muitas restrições, alimentares, de vestuário, em que a mulher não trabalhava, e estudavam em colégio público.

Havia um ditado popular que dizia assim: onde come um comem dez. De fato, mesmo com toda limitação, não haviam despesas de educação tão altas como as que enfrentamos hoje no Brasil, por não haver colégio público competitivo com as oportunidades dos colégios particulares.

Mas o fato é que atualmente, onde se come um ainda acabam comendo dez, "massssss", onde estuda um, muitas vezes, nem dois podem estudar,   por conta da baixa renda familiar.  Hoje pra você manter dois filhos numa escola particular conceituada no Brasil é preciso dispensar com eles,entre mensalidade e outros gastos,  cerca de cinco, seis mil reais por mês e posso afirmar, que uma minoria têm renda compatível para isso.

Então fico a analisar os comportamentos dentro de um núcleo familiar restrito de apenas um casal com dois filhos.  Vejo as diferenças nas formas de pensar e agir entre os quatro, como oportunidade de crescimento, mas não é tarefa fácil, porque exige esforço, compreensão, tolerância, empatia, concessões, mas sobretudo, amor. Se não houver amor, as coisas não se mantêm, não se superam, e as famílias acabam sendo separadas, para conseguirem viver bem,

Conviver é algo grandioso, é a sala de aula "on line" do ser humano, e exige muitas habilidades para o consciente manejo das energias que ali se misturam, mas não é nada fácil.

Faz vir a tona sentimentos confusos, muitas vezes sem causa justificável, como a culpa;  remorsos; melindres em relação ao outro; nos distanciamos dos enfrentamentos necessários ao crescimento pessoal, afim de evitarmos conflitos; nem sempre sabemos exatamente o que estão pensando, maquinando na mente; quando mais sensíveis, percebemos as alterações de humor; mudanças nas feições; percebemos ainda quando um se fecha para outro e ai é preciso respeitar o momento, para esperar a hora de entrar no espaço do outro.

A convivência exige um verdadeiro malabarismo, exige jogo de cintura, requer flexibilidade para compreender. Por essas e outras que  muitas vezes fica insustentável e as famílias vão se desfazendo, cada vez mais rápido porque a capacidade de tolerar o outro é quase inexistente.

Só o amor sustenta, aliado a uma maturidade espiritual para perceber o todo, entender o propósito maior da vida,  entender que estamos unidos pelos laços eternos e precisamos transformar nossos nós, em belos laços afetivos.

E como se não bastasse os resgates internos entre os membros de uma família, por ora encarnados, ainda veem os nossos inimigos espirituais se intrometer em nossas demandas pessoais. É isso mesmo! Eles se intrometem de tal maneira que muitas vezes não distinguimos se somos nós, os verdadeiros proprietários daqueles pensamentos, sentimentos e atitudes que achamos serem nossos. Agem diretamente em nosso mental, nos influenciando, nos confundindo, incentivando atitudes contrárias ao entendimento mútuo, alimento nossas mágoas antigas, nossos rancores, acentuando nossas diferenças para que ao invés de buscarmos os entendimentos, entremos na natureza dos conflitos eternos, contraditórios ao caminho de nossa felicidade.

Precisamos refletir sobre nossa própria personalidade e ainda, sobre a personalidade daqueles com os quais convivemos, para encontrarmos os meios mais eficazes e favoráveis à nossa felicidade. Vamos perceber coisas como:

  • Afinidades maiores entre alguns dos membros.
  • Desidentificação nos propósitos da vida como um todo.
  • Posicionamentos diferenciados entre seres que recebem a mesma educação, mas que adotam atitudes diferenciadas.
  • Condutas morais diferentes, embora fruto de uma mesma educação.
  • Valores diferentes constituído nas teias das sucessivas encarnações que por ora, eclodem na atual encarnação.
  • Pontos de vista equivocados perante o equilíbrio tão necessário na hora de discernir.
  • Disputas muitas vezes fúteis, em aparato de competitividade, sobre ser melhor, estar melhor, conquistar mais, etc,
  • Sensibilidades mais afloradas, ensejando sentimentos de vitimismo, coitadismo, injustiçado.
  • Emocionalmente mais frágeis uns que os outros.
  • Traços de rudeza que ainda carregam do homem velho primitivo que há em si.
  • Comportamentos agressivos, de autodefesa, por não desejar que o outro perceba suas fragilidades
  • Isolacionismo dentro do próprio lar, a fim de fazerem cada um, aquilo que o satisfaz, sem ter que se submeter ao sacrifício de ceder de alguma forma para o outro.
  • Absenteísmo, prática de estar fora, fora de si, fora do contexto, deslocado, e isso se faz, pelo usos de ferramentas sociais de alienação, tais como, whatsapp, séries, vídeo games, sites de relacionamentos, etc, etc, etc. Enquanto está envolvido o ser se distancia de sua realidade pessoal e do meio em que vive, para viver uma realidade subjetiva e ilusória, fugindo de si.
  • Hábitos diferentes em virtude de rotinas criadas em consonância com as necessidades individuais de cada um.
  • Viciações comportamentais ou morais que podem ser adquiridas ou trazidas em sua  personalidade congênita.
  • Escolhas diferentes que muitas vezes levam uns aos sucesso e outros ao fracasso.
  • Formas de tratamentos diferenciadas entre os membros da família, onde se pode ver que, um pai ou uma mãe pode proteger mais um filho que o outro, e vice-versa. 
Etc, etc, etc.... são muitas as observações que poderia aqui estar dirigindo à autoanálise no núcleo familiar, mas de que importa tudo isso?

Importa que concentremos nossa melhor energia nos nossos maiores desafios, colocando o amor para abrir os caminhos, a compreensão para abrir uma possibilidade de dialogar, a tolerância para aprender a conviver sem julgar, e a vontade firme para buscar um ponto de equilíbrio que lhe permita conviver em harmonia, sem grandes demandas de energia gasta pelo sacrifício.

Tarefa fácil? Não. Diria ainda, que esta é a tarefa mais difícil e desafiadora, que enfrentamos nos resgates de nossas respectivas encarnações.

Sejamos, portanto, perseverantes em nossas demandas pessoais, sejamos resilientes ensejando a capacidade de nos superarmos a cada dia, para o bem de nós mesmos, e daqueles que amamos e fomos convidados a conviver.

Esta não é uma questão isolada de minha família, de minha cidade ou do meu País. Esta é uma questão que envolve todas as nações, porque se trata da humanidade em si.

Vida e Paz!
Alessandra Uzêda

quinta-feira, 31 de maio de 2018

FALTAS COMETIDAS ENTRE NÓS.

É mesmo muito difícil reconhecer em si a capacidade de provocar no outro faltas, que se viram contra nós, e a partir de então nos colocarmos em situação de vítima.

É importante se perceber no contexto dos conflitos como parte ativa deste, admitindo a hipótese de que muitas vezes agimos impensadamente, e na contrapartida,  atraímos constrangimentos consequentes da reação do outro. Muitas vezes uma risada fora de hora, ou chamar atenção no momento errado, pode engatilhar uma reação desfavorável. E muito embora, não tenha a intenção de ferir o outro, com tais comportamentos, pode criar a desarmonia ao ponto de se chegar a conflitos maiores.

Os relacionamentos estão sujeitos a melindres que circunstanciam as personalidades ali envolvidas, de tal sorte que, as partes acabam adoecendo com os questionamentos que a mente perturbada não cesse por parar. Será que ofendi mesmo? Fiquei com tanta raiva que fiquei cega nem tive discernimento para ver a realidade. Tive a melhor das intenções e acabei abrindo uma ferida que nem sabia que existia...

E muitos outros desses questionamentos acabam por atormentar os pensamentos, os sentimentos daquele que os cometem. Diante desse contexto, o espírito Emmanuel nos aconselha:

"Se a consciência te acusa, repara a falta enquanto pe cedo.
Chispa de fogo gera incêndio.
Leve alfinetada prepara a infecção.
Humildade é o caminho.
Entendimento é o remédio.
Perdão é profilaxia.
Muitas vezes, loucura é crime, dispersão e calamidade nascem de pequeninos desajustes acalentados.
Não hesites rogar desculpas, nem vaciles apagar-te a favor da concórdia, com aparente desvantagem particular,  porquanto, na maioria dos casos de incompreensão, em que nos imaginamos sofrer dores e ser vítimas, os verdadeiros culpados somos nós mesmos."

Livro: Justiça Divina
Autor: Francisco Cândido Xavier
Espírito Emmanuel

sábado, 18 de junho de 2016

CRÍTICA



Se você está na hora de criticar alguém, pense um pouco, antes de iniciar. 

Se o parente está em erro, lembre-se de que você vive junto dele para ajudar.

Se o irmão revela procedimento lamentável, recorde que há moléstias ocultas que podem atingir você mesmo. 

Se um companheiro faliu, é chegado o momento de substituí-lo em trabalho, até que volte. 

Se o amigo está desorientado, medite nas tramas da obsessão.

Se o humano da atividade pública parece fora do eixo, o desequilíbrio é problema dele. 

Se há desastres morais nos vizinhos, isso é motivo para auxílio fraterno, porquanto esses mesmos desastres provavelmente chegarão até nós.

Se o próximo caiu em falta, não é preciso que alguém lhe agrave as dores de consciência. 

Se uma pessoa entrou em desespero, no colapso das próprias energias, o azedume não adianta. 

Ainda que você esteja diante daqueles que se mostram plenamente mergulhados na loucura ou na delinquência, fale no bem e fuja da crítica destrutiva, porque a sua reprovação não fará o serviço dos médicos e dos juízes indicados para socorrê-los, e, mesmo que a sua opinião seja austera e condenatória, nisso ou naquilo, você não pode olvidar que a opinião de Deus, Pai de nós todos, pode ser diferente. 

Espírito: ANDRÉ LUIZ 
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Espírito da Verdade" - EDIÇÃO FEB  

quarta-feira, 30 de março de 2016

Será que as suas emoções estão te sinalizando algo?

O alerta das emoções

Emoção é uma expressão do campo dos sentimentos humanos. Isso quer dizer que tudo aquilo que sentimos, se expressa através dessa emoção, que pode ser boa ou ruim, dependendo da sintonia de nossos sentimentos.

As emoções emergem nas condutas, atitudes e comportamentos humanos. São forças, poderes que brotam do íntimo e imprimem uma qualidade nas relações interpessoais agradáveis ou desagradáveis.

As emoções pressupõem um estado psicológico provocador de mudanças fisiológicas. 

Há emoções que refletem no físico, por exemplo:

·       Quando estamos muito nervosos, podemos nos deparar com uma dor de barriga inesperada, sudoreses, etc.

·       Quando estamos muito felizes e entramos em estado de euforia intensa também podemos sentir taquicardia, tremer as mãos, etc.

No processo emocional, o psiquismo e a organização física demonstram um estado de excitação que vai se exprimir nos gestos, nas palavras, no rosto, enfim, em todo o corpo.

As emoções básicas: medo, raiva e prazer, combinadas com variedades de sensações e sentimentos correspondem aos momentos e aos impulsos da mente e dos sentimentos.

Sem que haja o controle dos impulsos ficamos à mercê de uma variedade de estímulos e sensações, que nos causam prazer ou desprazer, mas mão teremos a razão lúcida para dirigir os nossos comportamentos senão houver controle dos pensamentos e das atitudes.

A maturação da capacidade de autodeterminação para o equilíbrio das emoções nos ajuda a proceder com mais coerência e sensatez. Ou seja, quando adquirimos maturidade para agir com determinação conseguimos atingir um estado de equilíbrio das emoções satisfatório levando-nos a agir com essa coerência e sensatez a que Lívia se refere.

Sem tal disposição nos deixaríamos envolver pela tensão emocional, agravando as nossas tendências para estados de inquietações e perturbações, provocados por distúrbios de ordem física e psíquica. Como acontece com pessoas que se queixam de cansaço diário, elas já saem de casa para o trabalho, se sentindo esgotadas por enfrentar situações familiares difíceis , ao retornar para as suas residências, ainda traz irritações e impaciências, adquiridas nas atividades profissionais-ou outras – aumentando, assim, o seu estado de ansiedade e fragilidade que concorrem para:

·       Crises emocionais que indicam o sofrimento da pessoa;

·       Tensões profundas as quais muitas vezes necessitam de ajuda médica para saírem desse quadro.

O estado emocional sinaliza a crise que deve ser cuidada de imediato.  Para minimizar tal processo faz necessário o despertar da espiritualidade compreendendo:

            4 – As vicissitudes da vida são de duas espécies, ou, se quisermos, tem duas origens bem diversas, que importa distinguir: umas têm sua causa na vida presente; fora desta vida.
            Remontando à fonte dos males terrenos, reconhece-se que muitos são as consequências naturais do caráter e da conduta daqueles que os sofrem. Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição! Quantas pessoas arruinadas por falta de ordem, de perseverança, por mau comportamento ou por terem limitado os seus desejos!
( O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V item 4)

Os apelos da alma correspondem às suas necessidades mais íntimas que repercutem:

  • ·      No nível de aspiração
  • ·      Na motivação
  • ·      No grau de entendimento
  • ·      Na maturidade

Quando conseguirmos dominar os ímpetos e as tendências que geram motivos e distúrbios psicossomáticos desviaremos os raios da emotividade e controlaremos  as emoções  mais grosseiras que nos causam  constrangimentos. Porém devemos estar atentos para nossa sensibilidade porque sem esta, seremos pessoas indiferentes, insensíveis e robotizadas.

As emoções quando educadas, apresentam-nos mais sensibilidade. A medida em que o espirito evolui esta se sutiliza, imprimindo-lhe um caráter aprimorado e iluminado com sentimentos mais nobres.

Entretanto, quando o homem resiste ao ato de aprender com as experiências que a vida lhe concede, deve se perguntar.

Causas atuais das aflições
A quem, portanto, devem todas essas aflições, senão a si mesmos? O homem é, assim, num grande número de casos o autor de seus próprios infortúnios. Mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, e menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência, a falta de oportunidade, sua má estrela, enquanto, na verdade, sua má estrela é a sua própria incúria.
            Os males dessa espécie constituem, seguramente, um número considerável das vicissitudes da vida. O homem os evitará, quando trabalhar para o seu adiantamento moral e intelectual.
( O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V item 4)

Os males da vida são criados pelo próprio homem, quando não aceita as lições morais e espirituais da Doutrina Crística, que são indicadores do processo evolutivo e de transformação para a melhoria da humanidade.

Quando temos só a visão imediata das dores e dos sofrimentos, e, não temos a consciência de infringirmos as leis morais, ou de nossas vidas pretéritas, parece-nos que estamos sendo castigados que somos inocentes e que nada cometemos que viesse causar tais infortúnios.

Lívia Pereira Santos em seu livro Frente ao Estresse, chama atenção para o fato de que sem conhecermos as Leis da Reencarnação achamos injustas as provas e as expiações.
JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES
                 3 – As compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra só podem realizar-se na vida futura. Sem a certeza do porvir, essas máximas seriam um contrassenso, ou mais ainda, seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, compreende-se dificilmente a utilidade de sofrer para ser feliz. Diz-se que é para haver mais mérito. Mas então se pergunta por que uns sofrem mais do que outros; por que uns nascem na miséria e outros na opulência, sem nada terem feito para justificar essa posição; por que para uns nada dá certo, enquanto para outros tudo parece sorrir? Mas o que ainda menos se compreende é ver os bens e os males tão desigualmente distribuídos entre o vício e a virtude; ver homens virtuosos sofrer ao lado de malvados que prosperam. A fé no futuro pode consolar e proporcionar paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus. ( O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap V item 3)

Sem as verdadeiras instruções dos espíritos ficaríamos sem uma reposta segura par tais paradoxos:

Entretanto, desde que se admite a existência de Deus, não é possível concebê-lo sem suas perfeições. Ele deve ser todo poderoso, todo justiça, todo bondade, pois sem isso não seria Deus. E se Deus é soberanamente justo e bom, não pode agir por capricho ou com parcialidade. As vicissitudes da vida têm, pois, uma causa, e como Deus é justo, essa causa deve ser justa. Eis do que todos devem compenetrar-se. Deus encaminhou os homens na compreensão dessa causa pelos ensinos de Jesus, e hoje, considerando-os suficientemente maduros para compreendê-la, revela-a por completo através do Espiritismo, ou seja, pela voz dos Espíritos. ( O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap V item 3)

A maturidade espiritual favorece o homem em seu equilíbrio emocional e na tomada de decisões frente aos desafios da vida.

Sem o equilíbrio da vida intima e a compreensão das perdas e das frustrações, pois estará sem a sua capacidade de conduzir com vontade e consciência do bem, o ser poderá:

·      Se tornar indiferente;  
·      Se tornar extremamente sensível
·      Sentir ódio
·      Sentir amor sem equilíbrio.

Como antídoto para a cura espiritual nesse processo, será necessário desenvolver algumas virtudes:
  • ·     Paciência
  • ·      Perdão
  • ·      Amor ao pr óximo

Quando se tem equilíbrio das emoções e autodomínio é possível se ter uma visão realista da vida.

Lívia sugere um meio eficaz para aprendermos a doutrina que nos eleva na atitude de autorrealização que é através dos seguintes meios educativos:

  • ·      Moderação
  • ·      Entendimento
  • ·      Consciência de si mesmo
  • ·      Compreensão
  • ·      Sensatez
  •  

Quando buscamos a alegria de viver e a felicidade mobilizamos recursos íntimos que nos proporcionam:

  • ·      Firmeza e decisão;
  • ·      Segurança e vontade;
  • ·      Autoestima
  • ·      Autorreflexão para nos questionarmos sobre:

o  Quem somos?
o  Que pensamos?
o  Que sentimos?
o  Que queremos?
o  Como agimos?
o  Como reagimos?