Mostrando postagens com marcador Véu do Esquecimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Véu do Esquecimento. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Cap 2 - No Corpo - Espírito Emmanuel

"Há quem menospreze o corpo, alegando com isso honorificar a alma; no entanto, isso é o mesmo que combater a escola, sob o estranho pretexto de beneficiar o aprendiz.  Leve observação, porém, nos fará lembrar a importância da vida física." 

"Diz-se, muitas vezes, que o corpo é adversário do espírito; contudo, é no corpo que dispomos daquele bendito anestésico do esquecimento temporário, com que a cirurgia da vida, nos hospitais do tempo, nos suprime as chagas morais instaladas por nós mesmos, no campo íntimo;"
- Deus é tão Misericordioso que nos permite um corpo que seja capaz de bloquear as experiências de vida pregressa, através do Véu- do esquecimento, afim de que, possamos reconstruir uma nova caminhada no bem.

"nele, reencontramos os desafetos de passadas reencarnações, nas teias da consanguinidade ou nas obrigações do grupo de serviço para a quitação necessária de nossos débitos, perante a lei que nos governa os destinos;"
- No corpo trazemos características hereditárias capazes de identificar as relações de afetividade, sejam elas afeto ou desafetos, que nos vinculam  para os devidos ajustes cármicos.

 "com ele, entesouramos, pouco a pouco, os valores da evolução e da cultura;"
- Trazemos guardado em nosso corpo espiritual, valores de todo nosso processo evolutivo, enquanto Espírito imortal que somos, bem como as diferentes culturas vivenciadas em encarnações pregressas.

"auxiliados por ele, perdemos os derradeiros resquícios de herança animal, que carregamos por força da longa vivência nos reinos inferiores da Criação, a fim de que nos elevemos aos topes da inteligência;"
- A cada encarnação vivida, vamos nos distanciando dos instintos animalescos do homem primitivo, e galgando um horizonte de desenvolvimento intelectual que nos aproxima do homem racional e do bom-senso.

 "integrados nele, é que somos pacientemente burilados pelos instrumentos da Natureza, ante a glória espiritual que a todos nos aguarda, no Infinito, na condição de filhos de Deus;"
- Integrados no corpo físico vamos construindo uma perspectiva evolutiva de crescimento e aprendizado na seara da vida, para que um dia, consigamos alcançar o infinito, na condição de filhos do Pai.

"e, finalmente, é ainda no corpo que somos defrontados pelos grandes amores, a começar pela abnegação dos anjos maternais da Terra, que nos presidem o estágio no plano físico, habilitando-nos para aquisição dos mais altos títulos da escola da experiência."
- É na condição de encarnados, dotados de um corpo físico, que nos reencontramos com os grandes amores, para ajustes e entendimento, rumo a evolução. 

" Meditemos em tudo isso e saibamos ver no corpo a harpa sublime em que a sabedoria do Senhor nos ensina, século a século, existência a existência e dia por dia, a bendita ciência do crescimento e da ascensão para a Vida Imortal."
- Aproveitemos a oportunidade em que a vida de forma globalizada, mesmo que imposta pela viralização do COVID-19 em todo o Planete Terra, para fazermos nossa parte, cuidando de si em casa, fortalecendo o sistema imunológico que enseja seu corpo no enfrentamento da pandemia do coronavírus.

Fonte:
Livro: Mãos Unidas. 
Autor: Francisco Cândido Xavier
Autor Espiritual: Emmanuel

Interpretação: Alessandra Uzêda

domingo, 16 de junho de 2019

Entenda a importância que seu corpo físico tem para você!



O Espírito Emmanuel afirma que há quem menospreze o corpo, alegando com isso honorificar a alma; no entanto, isso é o mesmo que combater a escola, sob o estranho pretexto de beneficiar o aprendiz. É importante lembrar do valor da vida física no âmbito das encarnações, para melhor valorizar o corpo físico, de tal sorte que não o submeta a sofrimentos cuja causas estão em nossas imperfeições morais que a culpa e a angústia nos consome, perante as tentativas de acertos.


É uma ignorância do homem, dizer que o corpo é adversário do espírito. Sem o corpo físico, jamais poderíamos desfrutar da bênção que é o véu do esquecimento e menos ainda, construir uma nova caminhada junto aos nossos desafetos. Como bem explica, Emmanuel é no corpo que dispomos daquele bendito anestésico do esquecimento temporário, com que a cirurgia da vida, nos hospitais do tempo, nos suprime as chagas morais instaladas por nós mesmos, no campo íntimo; nele, reencontramos os desafetos de passadas reencarnações, nas teias da consanguinidade ou nas obrigações do grupo de serviço para a quitação necessária de nossos débitos, perante a lei que nos governa os destinos; com ele, entesouramos, pouco a pouco, os valores da evolução e da cultura; auxiliados por ele, perdemos os derradeiros resquícios de herança animal, que carregamos por força da longa vivência nos reinos inferiores da Criação, a fim de que nos elevemos aos topes da inteligência; integrados nele, é que somos pacientemente burilados pelos instrumentos da Natureza, ante a glória espiritual que a todos nos aguarda, no Infinito, na condição de filhos de Deus; e, finalmente, é ainda no corpo que somos defrontados pelos grandes amores, a começar pela abnegação dos anjos maternais da Terra, que nos presidem o estágio no plano físico, habilitando-nos para aquisição dos mais altos títulos da escola da experiência. (CHICO XAVIER)

Emmanuel nos sugere que meditemos em tudo isso e saibamos ver no corpo a harpa sublime em que a sabedoria do Senhor nos ensina, século a século, existência a existência e dia por dia, a bendita ciência do crescimento e da ascensão para a Vida Imortal. 

Livro: Mãos Unidas de Francisco Cândido Xavier. Espírito Emmanuel. 2.O CORPO.

domingo, 31 de agosto de 2014

O PORQUÊ DO ESQUECIMENTO - Refletindo...

   O porquê do esquecimento

Deus nos concede a cada nova encarnação a dádiva do esquecimento do passado, para que possamos ter uma nova oportunidade de construir uma vida nova, distante dos erros já cometidos no passado.

Sem esse esquecimento do passado, não teríamos a mínima chance, menos ainda condições psicológicas e emocionais de para encontrar motivações que nos levem à autotransformação, na escalada da vida espiritual.

Havendo a lembrança de todos os nossos erros do passado, os mais horrendos possíveis cometidos em vidas pretéritas, estaríamos condenados à vergonha, ao remorso, ao rancor, à mágoa, sentimentos constantemente presentes entre as entidades que nos tem dado comunicação nas reuniões mediúnicas de desobsessão ocorridas na Casa da Caridade.

Esses sentimentos, estando presentes em nossos corações durante a encarnação desencadearia uma série de conflitos entre aqueles com os quais convivemos familiarmente, no trabalho, na comunidade em que vive. Dessa forma, não seria possível reconstruir entre estes, os laços de afetos regados pelo amor verdadeiro construído ao longo dessa encarnação.

Ao contrário disso, nós encarnados devemos concentrar todas as nossas energias nas realizações mais nobres, na consolidação de uma vida centrada no amor e na razão, pois que toda atitude deverá ser submetida ao crivo da razão e apelos do bom senso, a fim de que as escolhas provenientes do uso do livre-arbítrio possam estar sempre no caminho do bem.

Para isso, é indispensável tomarmos a consciência de que somos ainda muito limitados e carecemos de grandes virtudes para evoluirmos, que ainda não dominamos em nosso ser.

Contudo, deve-se lutar contra o desânimo e a desolação; compreender que não deve se cobrar tanto ao ponto de se martirizar, porque não consegue atender aos padrões de comportamento e condutar determinados pelo extremo rigor.

Cada pequena conquista, ao final, se apresentará como uma grande batalha na evolução.

A proposta apresentada àqueles que estão dispostos a se transformar está na tomada de consciência de nossas atitudes negativas, mais impetuosas, para combate-las quando vierem à tona, adotando comportamentos contrários a elas.

Desenvolver o senso-crítico para se permitir analisar e julgar os seus próprios pensamentos, a fim de que nossas más inclinações, omitidas pelo “véu do esquecimento”, não se apresente em nossas atitudes.

A mudança interior se inicia pelo combate aos pensamentos e sentimentos porque estes ainda se encontram na alçada da intenção e do coração, respectivamente. Esse é o momento de refletir nossas ações, que irão modificar a exteriorização do que sentimos e pensamos.

É preciso compreender que cada pequena conquista obtida na vida, já é um pequeno passo no caminho da evolução. De nada adianta se martirizar! Reflita a cada dia de sua vida como uma nova oportunidade de constituir algo novo, construtivo a favor da sua evolução espiritual. E ao final do seu dia, pergunte-se sempre: O que eu fiz de bom no dia de hoje? E quando encontrar a resposta se predisponha a construir o dia de amanhã ainda melhor.

Não é preciso lembrar o passado. É preciso refletir o presente que é a única oportunidade de construir um futuro melhor. Ao refletir o presente, você estará se sensibilizando às suas mais profundas inspirações de maneira que será sempre intuído a tomar decisões e escolhas certas. Haverá sempre um Anjo Bondoso soprando aos seus ouvidos o melhor cominho a seguir. Escute-o através da vigilância na reflexão e da oração.

A importância do esquecimento está em não podermos responsabilizar ou culpar ninguém por nossas vivências atuais. Como exatamente o que plantamos, é uma nova vida! Porém, certamente vivemos situações que nos propiciam o resgate de nossas diferenças em relação àqueles contra os quais contraímos dívidas em vidas passadas.
Às lembranças do passado, estão reservadas apenas aos chamados da Espiritualidade, durante o descanso do corpo material, e restaura suas forças para o recomeço de um novo dia.


A proposta do Espiritismo é convidá-lo a viver a realidade de suas possibilidades nesta vida, dentro dos limites, do bom senso e atendendo aos apelos da razão. Aceitar que o passado já não poder mais ser modificado, e tratar de construir um presente digno de um futuro maravilhoso que nos aguarda no porvir.

Vida e Paz!

domingo, 10 de agosto de 2014

VIII-ESQUECIMENTO DO PASSADO- O Livro dos Espíritos, Allan Kardec ,CAPÍTULO VII: Retorno à Vida Corporal- LIVRO SEGUNDO

LIVRO SEGUNDO
MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS
CAPÍTULO VII– RETORNO À VIDA CORPORAL
VIII- Esquecimento do Passado
             (Questões 392 à 399)


O Espírito encarnado perde a lembrança do seu passado porque o homem nem pode nem deve saber tudo; Deus assim o quer na sua sabedoria. Sem o véu que lhe encobre certas coisas, o homem ficaria ofuscado como aquele que passa sem transição da obscuridade para a luz Pelo esquecimento do passado, ele é mais ele mesmo.

Como pode o homem ser responsável por atos e resgatar faltas dos quais não se recorda? Como pode aproveitar-se da experiência adquiria em existências que caíram no esquecimento? Seria concebível que as tribulações da vida fossem para ele uma lição, se pudesse lembrar-se daquilo que as atraiu mas desde que não se recorda, cada existência é para ele como se fosse a primeira, e é assim que ele está sempre a recomeçar. Como conciliar isto com a justiça de Deus?

A cada nova existência o homem tem mais inteligência e pode melhor distinguir o bem e o mal. Onde estaria o seu mérito se ele se recordasse de todo o passado? Quando o Espírito entra na sua vida de origem (a vida espírita) toda a sua vida passada se desenrola diante dele; vê as faltas cometidas e que são causa do seu sofrimento, bem como aquilo que poderia tê-lo impedido de cometê-las; compreende a justiça da posição que lhe é dada e procura então a existência necessária a reparara que acaba de escoar-se.  Procura provas semelhantes àquelas por que passou, ou as lutas que acredita apropriadas ao seu adiantamento e pede a Espíritos que lhe são superiores para o ajudarem na nova tarefa a empreender, porque sabe que o Espírito que lhe será dado por guia nessa nova existência procurará fazê-lo reparar suas faltas, dando-lhe uma espécie de intuição das que ele cometeu. Essa mesma intuição é o pensamento, o desejo criminoso que frequentemente vos assalta e ao qual resistis instintivamente, atribuindo a vossa resistência, na maioria das vezes, aos princípios que recebestes de vossos pais, enquanto é a voz da consciência que vos fala e essa voz e a recordação do passado, voz que vos adverte para não cairdes nas faltas anteriormente cometidas. Nessa nova existência, se o Espírito sofrer as suas provas com coragem e souber resistir, eleva-se a si próprio e ascenderá na hierarquia dos Espíritos, quando voltar para o meio deles.

Comentário de Kardec:  Se não temos, durante a vida corpórea, uma lembrança precisa daquilo que fomos, e do que fizemos de bem ou de mal em nossas existências anteriores, temos, entretanto, a sua intuição. E as nossas tendências instintivas são uma reminiscência do nosso passado, as quais a nossa consciência, — que representa o desejo por nós concebido de não mais cometer as mesmas faltas — adverte que devemos resistir.

Nos mundos mais adiantados que o nosso, onde não existem todas as nossas necessidades físicas e as nossas enfermidades, os homens compreendem que são mais felizes do que nós? A felicidade, em geral, é relativa; sentimo-la por comparação com um estado menos feliz. Como, em suma, alguns desses mundos, embora melhores que o nosso, não chegaram ao estado de perfeição, os homens que os habitam devem ter motivos de aborrecimento a seu modo. Entre nós, o rico, ainda que não sofra a angústia das necessidades materiais, como o pobre, não está menos sujeito a tribulações que lhe amarguram a vida. Ora, pergunto se, na sua posição, os habitantes desses mundos não se sentem tão infelizes quanto nós e não lastimam a própria sorte, já que não têm a lembrança de uma existência inferior para comparação?

A isto é preciso dar duas respostas diferentes. Há mundos, entre aqueles de que falas, em que os habitantes, situados, como dizes, em melhores condições que vós, nem por isso estão menos sujeitos a grandes desgostos, e mesmo a infelicidades. Estes não apreciam a sua felicidade pelo fato mesmo de não se lembrarem de um estado ainda mais infeliz. Se, entretanto não a apreciam como homens, o fazem como Espíritos.

 Comentário de KardecNão há, no esquecimento dessas existências passadas sobretudo quando foram penosas, alguma coisa de providenciai, onde se revela a sabedoria divina?

  É nos mundos superiores, quando a lembrança das existências infelizes não passa de um sonho mau que elas se apresentam à memória. Nos mundos inferiores as infelicidades presentes não seriam agravadas pela recordação de tudo aquilo que tivesse suportado?

  Concluamos, portanto, que tudo quanto Deus fez é bem feito e que não nos cabe criticar as suas obras e dizer como ele deveria ter regulado o Universo.

 A lembrança de nossas individualidades anteriores teria gravíssimos inconvenientes. Poderia em certos casos, humilhar-nos extraordinariamente; em outros, exaltar o nosso orgulho e por isso mesmo entravar o nosso livre-arbítrio Deus, nos deu para nos melhorarmos, justamente o que nos é necessário e suficiente; a voz da consciência e nossas tendências instintivas, tirando-nos aquilo que poderia prejudicar-nos. Acrescentemos ainda que, se tivéssemos a lembrança de nossos atos pessoais anteriores, teríamos a dos atos alheios, e esse conhecimento poderia ter os mais desagradáveis efeitos sobre as relações sociais. Não havendo sempre motivo para nos orgulharmos do nosso passado, é quase sempre uma felicidade que um véu seja lançado sobre ele. Isso concorda perfeitamente com a doutrina dos espíritos sobre os mundos superiores aos nossos. Nesses mundos, onde não reina senão o bem, a lembrança do passado nada tem de penosa; é por isso que neles se recorda com frequência a existência precedente. Como nos lembramos do que fizemos na véspera. Quanto à passagem que se possa ter tido por mundos inferiores, a sua lembrança nada mais é, como dissemos, que um sonho mau.

Nem sempre podemos ter algumas revelações sobre as nossas existências anteriores. Muitos sabem, entretanto, o que foram e o que fizeram; se lhes fosse permitido dizê-lo abertamente, fariam singulares revelações sobre o passado.

Algumas pessoas creem ter a vaga lembrança de um passado desconhecido, vislumbrado como imagem fugitiva de um sonho, que em vão se procura deter. Essa ideia não seria uma ilusão?

Algumas vezes é real; mas quase sempre é também uma ilusão, contra a qual se deve precaver, pois pode ser o efeito de uma imaginação superexcitada.     
                    
Nas existências corpóreas de natureza mais elevada que a nossa, a lembrança das existências anteriores é mais precisa, à medida que o corpo é menos material, recorda-se melhor. A lembrança do passado é mais clara para aqueles que habitam os mundos de uma ordem superior.

As tendências instintivas do homem, sendo uma reminiscência do seu passado, pelo estudo dessas tendências ele poderá conhecer as faltas que cometeu, até certo ponto; mas é necessário ter em conta a melhora que se possa ter operado no Espírito e as resoluções que ele tomou no seu estado errante. A existência atual pode ser muito melhor que a precedente.

     O homem poderá ou não, cometer numa existência faltas não cometidas na precedente. Isso depende do seu adiantamento. Se ele não souber resistir às provas, pode ser arrastado a novas faltas, que serão a consequência da posição por ele mesmo escolhida. Mas, em geral, essas faltas denunciam antes um estado estacionário do que retrógrado, porque o Espírito pode avançar ou se deter, mas não recuar.

Sendo as vicissitudes da vida corpórea ao mesmo tempo uma expiação das faltas passadas e provas para o futuro, segue-se que, da natureza dessas vicissitudes, muito frequentemente, possa induzir-se o gênero da existência anterior, pois cada um é punido naquilo em que pecou. Entretanto, não se deve tirar daí uma regra absoluta; as tendências instintivas são um índice mais seguro, porque as provas que um Espírito sofre, tanto se referem ao futuro quanto ao passado.

 Comentário de KardecChegado ao termo que a Providência marcou para a sua vida errante, o Espírito escolhe por ele mesmo as provas às quais deseja submeter-se, para apressar o seu adiantamento, ou seja, o gênero de existência que acredita mais apropriado a lhe fornecer os meios, e essas provas estão sempre em relação com as faltas que deve expiar. Se nelas triunfa, ele se eleva; se sucumbe, tem de recomeçar.
      O Espírito goza sempre do seu livre-arbítrio. É em virtude dessa liberdade que, no estado de Espírito, escolhe as provas da vida corpórea e, no estado de encarnado, delibera o que fará ou não fará, escolhendo entre o bem e o mal. Negar ao homem o livre-arbítrio seria reduzi-lo à condição de máquina.

     Integrado na vida corpórea, o Espírito perde momentaneamente a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as ocultasse. Não obstante, tem, às vezes, uma vaga consciência, e elas podem mesmo lhe ser reveladas em certas circunstâncias. Mas isto não acontece senão pela vontade dos Espíritos superiores, que o fazem espontaneamente, com um fim útil e jamais para satisfazer uma curiosidade vã.

       As existências futuras não podem ser reveladas em caso algum, por dependerem da maneira por que se cumpre a existência presente e da escolha ulterior do Espírito.
       O esquecimento das faltas cometidas não é obstáculo à melhoria do Espírito porque, se ele não tem uma lembrança precisa, o conhecimento que delas teve no estado errante e o desejo que concebeu de as reparar guiam-no pela intuição e lhe dão o pensamento de resistir ao mal. Este pensamento é a voz da consciência, secundada pelos Espíritos que o assistem, se ele atende às boas inspirações que estes lhe sugerem.

       Se o homem não conhece os próprios atos que cometeu em suas existências anteriores, pode sempre saber qual o gênero de faltas de que se tornou culpado e qual era o seu caráter dominante. Basta que se estude a si mesmo e poderá julgar o que foi, não pelo que é. mas pelas suas tendências.

o tempo, uma expiação das faltas passadas e provas para o futuro. Elas nos depuram e nos elevam, se as sofremos com resignação e sem reclamações.

       A natureza das vicissitudes e das provas que sofremos pode também esclarecer-nos sobre o que fomos e o que fizemos, como neste mundo julgamos os atos de um criminoso pelo castigo que a lei lhe inflige. Assim, este será castigado no seu orgulho pela humilhação de uma existência subalterna; o mau rico e avarento, pela miséria; aquele que foi duro para os outros, pelos tratamentos duros que sofrerá; o tirano, pela escravidão; o mau filho, pela ingratidão dos seus filhos; o preguiçoso, por um trabalho forçado etc.