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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Seja Feliz!


Amados filhos do coração, Jesus abençoe todos vocês, suas famílias e, que Maria Santíssima possa envolve-los com seu manto de amor e paz.

A vida é feita de escolhas, as quais nem sempre nos damos conta de suas consequências, porque não temos o hábito de refletir antes de efetuar essa escolha, seja ela no campo do trabalho, do amor, das amizades, e porque não, da Espiritualidade.

O ser humano para ser feliz precisa conquistar os aspectos gerais que podem proporcionar essa felicidade possível de se ter na Terra que são: saúde, amor, trabalho e espiritualidade. O amor assume diversas faces quando se pensa em família nuclear, em amizades, em relacionamentos. Cada uma delas tem um papel importante e determinante na conquista da felicidade.

A família genitora, essência geradora da vida física, traz em si oportunidades enormes de crescimento moral e espiritual, sobretudo, quando as dificuldades são grandes, na convivência. Aí a vida está lhe chamando a reconciliar-te com aqueles que se desviaram de seu caminho em algum momento de sua caminhada espiritual. Àqueles com os quais simpatiza e se identifica nas ideias, nos pensamentos, no jeito de ser e agir no mundo são as almas afins, que estão ao seu lado para encorajá-lo a seguir adiante sempre, sem perder de vista o seu propósito de vida que lhe é singular e individual.

As amizades representam os irmãos de alma, aqueles com os quais sintoniza, se afinam e que também estão nos seus caminhos para impulsiona-los. Àqueles com os quais tem se desarmonizado, se desentendido no caminho, merecem oportunidade de reconciliação, não porque ele precisa ou está a buscar, mas sobretudo, porque você precisa se dar oportunidade de refazer o caminho, reconhecendo a responsabilidade de sua participação no processo de desentendimento, despindo-se de seus valores e visão de mundo, para se colocar empaticamente no lugar do outro, e finalmente, compreendê-lo. Somente assim, será possível abrir os caminhos para os laços de amizade se refaçam na sua mais perfeita forma, lembrando que todo desentendimento e obstáculo encontrado no caminho funcionam como avisos para o seu espírito de que algo não vai bem e precisa ser ajustado. Nunca perca de vista que, aqueles nós, que não são possíveis de serem desatados nessa encarnação, alimentando ódios, ressentimentos e rancores, mantendo a ferida aberta por mais essa encarnação, foi antes de tudo isso, um amor ferido em algum momento do passado, podendo ser nessa ou em outra vida. Não perdes, portanto, a oportunidade de reconciliar-te com seus adversários.

Os relacionamentos podem ser pessoais ou de trabalho. No trabalho muitas das competições surgem entre as pessoas, mesmo entre aquelas que sintonizam e se afinizam, na mesma energia, porque tem em si o mesmo objeto de interesse. A disputa existe para que consigamos alcançar o melhor de cada um de nós, nos desafiando a enfrentar os desafios da autossuperação, porém, isso precisa acontecer de forma leal, verdadeira e justa entre aqueles que disputam o mesmo objeto de desejo. Os méritos acontecem para aquele que no momento, em determinadas tarefas conseguiram obter um maior rendimento ou um melhor resultado dentro daquilo que se espera ou que veio realizar. Aí há a necessidade de agir com plena consciência daquilo que acredita, sem incorrer no erro de se submeter ou se moldar a forma de trabalhar de outrem. Faz aquilo que estás consciente e pleno de entendimento e espera com paciência os louros de seus esforços, que certamente encontrarão um meio de encontra-lo na vida. Nem sempre somos reconhecidos como gostaríamos, mas Deus sabe o que é melhor para cada um de seus filhos, e certamente, se não foi o momento ou da forma como gostaria, certamente há uma razão maior para que isso não aconteça em sua vida. Aceitação e acolhimento daquilo que a vida nos nega, permite que, outras portas se abram para um novo recomeço.
Os relacionamentos pessoais são de extrema importância para a felicidade do homem na terra, tão necessitado de afeto, de compreensão, de segurança, de apoio. Relacionamentos sadios são capazes de proporcionar essa egrégora edificante, e leva-lo a autorrealização e paz na consciência. Entretanto, relacionamentos doentios, ou ainda, se fechar para os ciclos da afetividade que o ser humano está fadado a vivenciar em suas experiências de vida, é adiar para outras vidas um campo de sua existência presente, seja por medo de se expor, seja por medo de sofrer, ou de ser julgado e não acolhido. 

O ser humano foi criado por Deus para conviver em todos os seus mais amplos aspectos, de integrar-se na sua completude do ser, em estado de evolução, que necessita desenvolver todas as dimensões do espírito de forma completa e complexa. Se negar a vivenciar ou experienciar aquilo que a vida lhe proporciona é se negar a desenvolver algo que precisa ser visto, cuidado, e acolhido amorosamente, nas próprias imperfeições.

As avaliações enquanto grupo, traz a conotação de seus respectivos desenvolvimentos pessoais, agrupados num mesmo trabalho, o que se reflete nas produções com as quais se afiniza, integralmente. Buscar esse entendimento do crescimento pessoal é se permitir trabalhar nos vínculos espirituais, com a consciência ampliada, estando inteiramente voltado para os trabalhos e realizações. Não há outro meio de avançarem nos trabalhos espirituais se não fizerem avanços significativos e conscientes em suas vidas pessoais. À medida que as consciências vão avançando, desapegando de velhos hábitos, pensamentos e sentimentos do homem velho, vai florescendo um novo homem capaz de amar integralmente toda e qualquer forma de relacionamento, que a vida enseja, para o seu próprio crescimento e evolução.

Trabalhar com as consciências projetadas para além daquilo que é palpável e real para o homem, possibilita uma maior conexão com a Espiritualidade presente, mas muitas vezes, distantes por não encontrar nos homens o viés da sintonia, quando não, interrompidas em diversas frequências com as quais vibra o homem da terra.

É preciso buscar essa elevação para compreender os obstáculos da vida além de seus valores e, de sua visão de mundo. É transcender às verdades que o homem é capaz de criar para garantir seu mundo em padrões intocáveis, sem se dar oportunidade de quebrar paradigmas e experimentar o novo, usando da energia criativa, criadora da qual todos são dotados, com a finalidade ampla e profunda de transformar aquilo que o impede de crescer e evoluir.

Os estudos edificam, fortalecem, desenvolvem o intelecto, mas são as ações que transformam teoria em prática espontânea e habitualmente, sem que seja preciso realizar o esforço para cumpri-la. Transforma-te e o mundo a sua volta também se transformará em todos os aspectos da vida. Seja feliz!

Espírito Irmã Tereza
Psicografia de Alessandra Uzêda
Em 27/07/2020

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Problemas de Família: Revolta

Um encarnado muito revoltado tem a permissão para se comunicar e ser orientado. A revolta está na má resolução dos problemas familiares. Casado, pai de dois filhos, não confia na família, mesmo no final de sua vida, a tal ponto, em que a família não tem ciência de seus bens. Confiou esse segredo a alguém da família, para que, ao desencarnar, tudo seja doado a desconhecidos, e nada deixará para a família, por que nesta, vida não conseguiram alcançar um entendimento necessário para um convívio saudável, em virtude dos problemas materiais. Ciente do seu desencarne que está por vir, está convicto de que os filhos são de responsabilidade da mãe, já que não o escutam, então procura não se envolver.  

Ledo engano! Deus confiou nossos filhos para que estes sejam encaminhados ao caminho do bem, da justiça, da verdade e do amor. Nenhum pai, nenhuma mãe, tem responsabilidade exclusiva sobre o desenvolvimento de seus filhos. Ambos irão responder perante ao Pai: - O que fizestes daqueles a quem te confiei? A resposta é de responsabilidade de ambos: pai e mãe. A melhor receita para que tudo caminhe bem é: aceitação - cuidado - amor.

A revolta o deixa cego. Ele não percebe que também está equivocado porque é mais fácil culpar o outro do que assumir a própria responsabilidade. Revoltado, por discordar da condução das coisas, não aceita os seus com suas verdades, opta por deixar seguir sozinho, dispensando seus cuidados, e o amor ferido, vai se transformando em rejeição, possivelmente em ódio

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O Evangelho como roteiro para a família.



"Para alcançarmos um significado mais profundo, além das palavras, é preciso abrir o coração para o sentimento do amor a mente para a sabedoria espiritual." (ADENAUER)

OBSERVE AS MENSAGENS SUBLIMINARES !

Detrás das palavras ditas por Jesus Cristo, há preciosas lições de SABEDORIA que, quando CONTEXTUALIZADAS, oferecem ROTEIROS para a COMPREENSÃO dos mais diversos problemas familiares, nos quais todas as pessoas, de alguma maneira estão envolvidas ou se envolverão ao longo de suas vidas.

QUE USO VOCÊ TEM FEITO DO EVANGELHO?

A utilização do Evangelho, como ferramenta para o trato social, não exclui sua aplicação ao mundo íntimo de cada um, sobretudo, quando na vivência das relações familiares.  Não basta aplicá-lo no convívio social. É preciso antes de tudo, aplicá-lo em si e no núcleo familiar.

A sua aplicação no mundo íntimo de cada um implica uma condição de busca pela transformação pessoal, a destino da reforma íntima tão necessária aos homens de hoje.

O QUE É O EVANGELHO?

É um guia precioso que pode nos fazer entender melhor, do ponto de vista psicológico, os mais complexos problemas envolvendo relacionamento familiar.

Jesus falou para pessoas que viviam num contexto familiar, entretanto, suas palavras ão se dirigiam apenas a eles, mas também, à família da qual faziam parte.

O QUE NOS DIZEM AS IDEIAS DE JESUS?

Jesus trouxe ideias que podem nos levar ao entendimento de que a vida em família é um sistema possível, no qual a convivência e o auxílio mútuo podem proporcionar a felicidade ao grupo de espíritos que dela fazem parte.

Suas ideias penetram o espírito fazendo com que, este olhe para si mesmo,mostrando-lhe que a vida é mais do que o corpo físico, e do que sua exclusiva felicidade.

NÃO ESTAMOS MAIS NO TEMPO EM QUE UMA ÚNICA PESSOA 
É RESPONSÁVEL PELOS DESTINOS DE UMA FAMÍLIA.

Todos agora são convidados a assumir os rumos que o grupo familiar vai seguir. Pais, filhos, e agregados, são corresponsáveis pelo futura da família.

A partir da adolescência, o espírito começa de fato, a assumir a sua encarnação, saindo da condição de criança que precisa de cuidados para a de adulto que já colabora e participa das decisões coletivas.


O ESPÍRITO, CADA VEZ MAIS PRECOCEMENTE, ASSUME SEUS 
PROCESSOS CÁRMICOS QUE INFLUENCIARÃO O PRÓPRIO DESTINO.

Por esse motivo, a família se torna mais cedo, o palco onde todos são convocados a colaborar uns com os outros, no qual se mistura desejos e expectativas, com as provas que a vida propõe a cada um.

É na família que a gente cresce! 
Mais divergências e conflitos, maior a necessidade de ajustes e entendimento.

O EVANGELHO EM FAMÍLIA DEVE SER PASSADO PRINCIPALMENTE PELO EXEMPLO

Quando verbalizado se deve mostrar como LIÇÕES IMORTAIS DE AMOR E LUZ, proferidas com suavidade e sem manipulações moralistas. 

De nada adianta tentar convencer moralmente alguém com palavras, se esta não as pratica em suas relações de convivência. 

O EVANGELHO NÃO DEVE SER IMPOSTO

Não se deve obrigar alguém a aceitar uma ideia. É preciso respeitar os limites de cada um e seu momento evolutivo. Porém, deve-se mostrá-la em doses adequadas, para que sua divina claridade não prejudique sua absorção, ou seja, tudo deve ser ensinado na medida da capacidade que o outro tem de compreender.

CADA UM TRAZ SEUS PROCESSOS CÁRMICOS A SEREM RESOLVIDOS. 
ELES SÃO INTRANSFERÍVEIS.

O Evangelho, se bem vivido, torna-se poderoso instrumento para que a encarnação seja um abençoado momento de equilíbrio e aprendizado.

Os ensinamentos nele contidos, podem ser encontrados em outras religiões, pois o AMOR e a SABEDORIA não são privilégios dos cristãos, e sim patrimônio de Deus (ADENAUER)

A FAMÍLIA É O NÚCLEO BÁSICO DA SOCIEDADE
 EM SUA EXPRESSÃO MAIS SIMPLES

Cada ser humano no convívio familiar deve: 
  • Aprender e vivenciar experiências que serão úteis em sua vida social.
  • Buscar ser na sociedade o que é em família, e vice-versa.
Ausentar-se dela, sob pretexto de que é diferente dos demais com quem convive, é fugir do próprio destino e da oportunidade de crescer espiritualmente.


POR QUE EVANGELHO EM FAMÍLIA?

A vida em sociedade é uma parte da vida do espírito. A outra se dá na família. 
Na sociedade ele vive o mundo da "persona", o mundo cheio de máscaras. 
Em família, ele se revela o mais próximo possível de sua realidade existencial.

RECOMENDO O EVANGELHO NO LAR!

  1. Escolha um dia da semana.
  2. Estabeleça um horário fixo para começar.
  3. Reúna a família.
  4. Faça uma prece espontânea de abertura.
  5. Leitura e comentário do Evangelho.
  6. Prece de encerramento.
  7. Mantenha-se firme toda semana, no mesmo dia e horário, para realizar o Evangelho no lar ainda que nenhum membro da família queira participar.

BENEFÍCIOS DO EVANGELHO NO LAR
(Espírito André Luiz, Os Mensageiros, FEB, 2011, p.233)


Os benefícios do culto no lar nos são explicados por André Luiz: 

    "Toda vez que se ora num lar, prepara-se a melhoria do ambiente doméstico. Cada prece do coração constitui emissão eletromagnética de relativo poder. Por isso mesmo, o culto familiar do Evangelho não é tão só um curso de iluminação interior, mas também processo avançado de defesa exterior, pelas claridades espirituais que acende em torno. O homem que ora traz consigo inalienável couraça. O lar que cultiva a prece transforma-se em fortaleza, compreenderam? As entidades da sombra experimentam choques de vulto, em contato com as vibrações luminosas deste santuário doméstico, e é por isso que se mantêm a distância, procurando outros rumos . . . " (André Luiz, Os Mensageiros, FEB, 2011, p. 233).


BENEFÍCIOS DO EVANGELHO NO LAR
(Espírito Emmanuel, mentor espiritual de Chico Xavier)

     Emmanuel destaca a importância dessa prática nos lares, quando afirma:
     1) O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte, onde o cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação.(...)

    Sendo o Evangelho roteiro de transformação moral do indivíduo, convida o homem à autotransformação, e à medida que vai se transformando, vai elevando seu padrão vibratório e sublimando, elevando a sua sintonia com as energias do alto.


     2) Quando o ensinamento do Mestre vibra entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.

       Os sacrifícios do convívio doméstico implica renúncias, entendimento, paciência, tolerância, e outras virtudes que só conquistamos quando compreendemos e apreendemos os ensinamentos crísticos, o que vai tornando a convivência mais leve e feliz.

BENEFÍCIOS DO EVANGELHO NO LAR
(Espírito Bezerra de Menezes, o Médico dos Pobres)

Trabalhemos pela implantação do Evangelho no Lar, quando estiver ao alcance de nossas possibilidades. (...)

Trazer as claridades da Boa Nova ao templo da família é aprimorar todos os valores que a experiência terrestre nos pode oferecer.







BENEFÍCIOS DO EVANGELHO NO LAR
(Espírito Joanna de Ângelis, Mentora Espiritual de Divaldo Franco)

Pelo menos, uma vez por semana, reúne a tua família e felicita-a com o O Evangelho segundo o Espiritismo, criando, assim, e mantendo, o culto evangélico, para que a diretriz do Mestre seja eficiente rota de amor à sabedoria em tua casa... E prossegue: E se desejares felicidade, na Terra, incorpora-o ao teu lar, criando um clima de felicidade geral. Acende o sol do Evangelho em casa, reúne-te com os teus para orar.



quarta-feira, 6 de junho de 2018

COMO ESTÁ SEU CONVÍVIO FAMILIAR?

O núcleo familiar é realmente um aprendizado constante. Muitas vezes fico analisando as questões emocionais e comportamentais entre os membros da família, mas sobretudo, como a primeira ramificação desse núcleo familiar pode influenciar dentro de casa. 

É impressionante a capacidade de manifestação das formas-pensamentos pré-estabelecidas, sobretudo, nos momentos de pequenos conflitos que acabam eclodindo em conflitos ainda maiores.

Atualmente, as famílias estão cada vez menores, e também me pergunto o porque disso. Pensar que não deve ser somente uma questão financeira, nos remete a refletir sobre os resgates entre os membros das famílias. 

Quem sou eu pra falar em nome de Deus, mas imagino que Ele na sua Misericórdia Divina, age através de nós, em doses homeopáticas quanto aos resgates com os nossos afetos. Algo do tipo: vou restringir a família a poucos para que consigam dar conta dos conflitos ainda que parcialmente, mas com algum progresso. É a compreensão divina no entendimento de nossas limitações em saber lidar com o outro.

E aí, diria Deus, oportunamente, talvez em outra encarnação, enviaremos outros afetos para seus respectivos resgates, a fim de que consigam dar conta pelo menos de alguma diferença. E vejam só, que as vezes, numa família de apenas dois, não damos conta desse resgate e acabamos tendo que voltar a conviver numa outra vida.  Então para que adiar o inadiável?

Fico pensando como eram as famílias antigas, de apenas  uma ou duas gerações atrás da minha, em que tinham 10 filhos, viviam numa quase "comunidade" com muitas restrições, alimentares, de vestuário, em que a mulher não trabalhava, e estudavam em colégio público.

Havia um ditado popular que dizia assim: onde come um comem dez. De fato, mesmo com toda limitação, não haviam despesas de educação tão altas como as que enfrentamos hoje no Brasil, por não haver colégio público competitivo com as oportunidades dos colégios particulares.

Mas o fato é que atualmente, onde se come um ainda acabam comendo dez, "massssss", onde estuda um, muitas vezes, nem dois podem estudar,   por conta da baixa renda familiar.  Hoje pra você manter dois filhos numa escola particular conceituada no Brasil é preciso dispensar com eles,entre mensalidade e outros gastos,  cerca de cinco, seis mil reais por mês e posso afirmar, que uma minoria têm renda compatível para isso.

Então fico a analisar os comportamentos dentro de um núcleo familiar restrito de apenas um casal com dois filhos.  Vejo as diferenças nas formas de pensar e agir entre os quatro, como oportunidade de crescimento, mas não é tarefa fácil, porque exige esforço, compreensão, tolerância, empatia, concessões, mas sobretudo, amor. Se não houver amor, as coisas não se mantêm, não se superam, e as famílias acabam sendo separadas, para conseguirem viver bem,

Conviver é algo grandioso, é a sala de aula "on line" do ser humano, e exige muitas habilidades para o consciente manejo das energias que ali se misturam, mas não é nada fácil.

Faz vir a tona sentimentos confusos, muitas vezes sem causa justificável, como a culpa;  remorsos; melindres em relação ao outro; nos distanciamos dos enfrentamentos necessários ao crescimento pessoal, afim de evitarmos conflitos; nem sempre sabemos exatamente o que estão pensando, maquinando na mente; quando mais sensíveis, percebemos as alterações de humor; mudanças nas feições; percebemos ainda quando um se fecha para outro e ai é preciso respeitar o momento, para esperar a hora de entrar no espaço do outro.

A convivência exige um verdadeiro malabarismo, exige jogo de cintura, requer flexibilidade para compreender. Por essas e outras que  muitas vezes fica insustentável e as famílias vão se desfazendo, cada vez mais rápido porque a capacidade de tolerar o outro é quase inexistente.

Só o amor sustenta, aliado a uma maturidade espiritual para perceber o todo, entender o propósito maior da vida,  entender que estamos unidos pelos laços eternos e precisamos transformar nossos nós, em belos laços afetivos.

E como se não bastasse os resgates internos entre os membros de uma família, por ora encarnados, ainda veem os nossos inimigos espirituais se intrometer em nossas demandas pessoais. É isso mesmo! Eles se intrometem de tal maneira que muitas vezes não distinguimos se somos nós, os verdadeiros proprietários daqueles pensamentos, sentimentos e atitudes que achamos serem nossos. Agem diretamente em nosso mental, nos influenciando, nos confundindo, incentivando atitudes contrárias ao entendimento mútuo, alimento nossas mágoas antigas, nossos rancores, acentuando nossas diferenças para que ao invés de buscarmos os entendimentos, entremos na natureza dos conflitos eternos, contraditórios ao caminho de nossa felicidade.

Precisamos refletir sobre nossa própria personalidade e ainda, sobre a personalidade daqueles com os quais convivemos, para encontrarmos os meios mais eficazes e favoráveis à nossa felicidade. Vamos perceber coisas como:

  • Afinidades maiores entre alguns dos membros.
  • Desidentificação nos propósitos da vida como um todo.
  • Posicionamentos diferenciados entre seres que recebem a mesma educação, mas que adotam atitudes diferenciadas.
  • Condutas morais diferentes, embora fruto de uma mesma educação.
  • Valores diferentes constituído nas teias das sucessivas encarnações que por ora, eclodem na atual encarnação.
  • Pontos de vista equivocados perante o equilíbrio tão necessário na hora de discernir.
  • Disputas muitas vezes fúteis, em aparato de competitividade, sobre ser melhor, estar melhor, conquistar mais, etc,
  • Sensibilidades mais afloradas, ensejando sentimentos de vitimismo, coitadismo, injustiçado.
  • Emocionalmente mais frágeis uns que os outros.
  • Traços de rudeza que ainda carregam do homem velho primitivo que há em si.
  • Comportamentos agressivos, de autodefesa, por não desejar que o outro perceba suas fragilidades
  • Isolacionismo dentro do próprio lar, a fim de fazerem cada um, aquilo que o satisfaz, sem ter que se submeter ao sacrifício de ceder de alguma forma para o outro.
  • Absenteísmo, prática de estar fora, fora de si, fora do contexto, deslocado, e isso se faz, pelo usos de ferramentas sociais de alienação, tais como, whatsapp, séries, vídeo games, sites de relacionamentos, etc, etc, etc. Enquanto está envolvido o ser se distancia de sua realidade pessoal e do meio em que vive, para viver uma realidade subjetiva e ilusória, fugindo de si.
  • Hábitos diferentes em virtude de rotinas criadas em consonância com as necessidades individuais de cada um.
  • Viciações comportamentais ou morais que podem ser adquiridas ou trazidas em sua  personalidade congênita.
  • Escolhas diferentes que muitas vezes levam uns aos sucesso e outros ao fracasso.
  • Formas de tratamentos diferenciadas entre os membros da família, onde se pode ver que, um pai ou uma mãe pode proteger mais um filho que o outro, e vice-versa. 
Etc, etc, etc.... são muitas as observações que poderia aqui estar dirigindo à autoanálise no núcleo familiar, mas de que importa tudo isso?

Importa que concentremos nossa melhor energia nos nossos maiores desafios, colocando o amor para abrir os caminhos, a compreensão para abrir uma possibilidade de dialogar, a tolerância para aprender a conviver sem julgar, e a vontade firme para buscar um ponto de equilíbrio que lhe permita conviver em harmonia, sem grandes demandas de energia gasta pelo sacrifício.

Tarefa fácil? Não. Diria ainda, que esta é a tarefa mais difícil e desafiadora, que enfrentamos nos resgates de nossas respectivas encarnações.

Sejamos, portanto, perseverantes em nossas demandas pessoais, sejamos resilientes ensejando a capacidade de nos superarmos a cada dia, para o bem de nós mesmos, e daqueles que amamos e fomos convidados a conviver.

Esta não é uma questão isolada de minha família, de minha cidade ou do meu País. Esta é uma questão que envolve todas as nações, porque se trata da humanidade em si.

Vida e Paz!
Alessandra Uzêda

domingo, 4 de junho de 2017

Deu no Jornal da Vida : “Menina não escutou os pais e está numa pior.”

A HISTÓRIA

O grande laço cor de rosa que adornava a porta do quarto da maternidade , anunciava que mais uma menina contava entre os vivos da Terra. A família sentiu grande alegria. Papai e mamãe eram somente sorrisos e contentamento. O tempo foi passando , e a pequena garotinha era tratada com muito amor e carinho. O pai dizia ser ela a sua princesinha , enquanto a mãe , dedicada e carinhosa, desmanchava-se em beijos e carícias. Assim , cercada de carinho , a pequena flor desabrochou e tornou-se uma linda adolescente.

Infelizmente , apesar dos cuidados da família , a menina viu-se envolvida em funesta trama ; a sombra , através da figura de um sedutor rapaz , armava sua armadilha para desviar a garota do bom caminho.

Contra a vontade dos pais , a menina iniciou o namoro com um jovem que habitualmente frequentava o bar em frente ao colégio onde ela estudava. O pai lhe dizia que o moço possuía comportamento estranho , que não  era boa influência , pois andava em más companhias. Todavia, a menina , completamente apaixonada e sem usar a razão , retrucava dizendo que o namorado era incompreendido por todos , que ela o amava e chegaria às últimas conseqüências para ficar ao seu lado. A jovem agora vivia trancada em seu quarto ou ao telefone em longas conversas com o rapaz. Não mais sorria , e na escola , nem de longe , lembrava a aluna extrovertida e aplicada de outros tempos.

Os pais desesperados tentavam de todos os meios persuadi-la a mudar a conduta , mas ela parecia indiferente a qualquer orientação. Incentivada pelo namorado acabou envolvendo-se com drogas.

Frequentava lugares perigosos e andava em companhia de pessoas completamente alienadas das responsabilidades da vida.

Por que não ouviu as orientações de seus pais ? 
Por que preferiu dar ouvidos ao namorado , que tão pouco conhecia , ao invés de escutar aqueles que mais lhe amavam na vida ?

 Hoje encontra-se internada em uma clínica para viciados , onde luta para livrar-se do vício e voltar a uma vida normal. O namorado desencarnou , vítima de uma dose fatal de cocaína. ·

A MORAL

“Devido ao orgulho , a imaturidade , ou até mesmo a ignorância , muitas vezes fechamos nossos ouvidos justamente para aqueles que desejam nosso bem e nosso sucesso. Não bastasse isso , lá estamos nós a seguir conselhos de pessoas que , intencionalmente ou não , querem nos arrastar para a mesma situação infeliz em que se encontram. Não faça isto. Mesmo que os pais não tenham muita habilidade com as palavras , devemos procurar escutá-los com o coração desarmado, pois desejam nossa felicidade. Aja com maturidade , reflita bem e decida com sabedoria a quem você deve escutar.

A PRECE

 Jesus! Faça com que minha alma seja dócil e receptiva às orientações que visam conduzir-me para o bem. Amigo fiel , retire do meu coração a rebeldia e a teimosia e não permita que o mal venha sobre minha vida. Muito obrigado.


Livro: Se liga, Juventude!
Autor: Carlos Caldo

Deu no Jornal da Vida : “Filho ingrato causa dor e tristeza à família.” - Se Liga, Juventude!

A HISTÓRIA

O casal feliz recebia a notícia da gravidez com festa e euforia. Após nove meses de expectativa vinha ao mundo o tão esperado bebê. Enquanto o pai esforçava-se no trabalho para que nada faltasse ao pequenino , a mãe cuidava de trocar as fraldas , de amamentar e cuidar das coisas do lar. Muitas noites a dedicada mamãe passava acordada , pois o bebê tinha febre e requisitava cuidados especiais. 

O pai , não menos zeloso , dedicava ao filho todos os momentos que podia. Assim seguiram os dias naquele reduto de amor. Graças ao esforço dos pais e a bondade de Deus, a criança cresceu saudável , pôde frequentar uma escola e tornou-se um belo adolescente. Entretanto , o jovem , contrariando o que dele se esperava , enveredou por caminhos escuros. 

A escola já não frequentava com assiduidade , esquecendo do esforço do pai para garantir-lhe a instrução. Em casa tratava a mãe sem o menor carinho e respeito , esquecendo de todos os cuidados que sua genitora dispensou para garantir-lhe a saúde .

Nas madrugadas , embebedava-se com companheiros infelizes , envolvendo-se em brigas ou perdendo tempo atrás de prazeres sexuais passageiros e muitas vezes perigosos.

O coração de sua mãe chorou. O pai , magoado, adoeceu. A família , que era feliz e unida , agora estava triste , sem rumo... · 

A MORAL

“Reflita sobre seu comportamento para com sua família. Não seja ingrato como o jovem de nossa pequena história. Peça a seu Anjo Guardião para que lhe guie sempre por caminhos de luz. A ingratidão de um filho é ato repugnante que traz tristeza e infelicidade. Se liga !"


A PRECE

 Meu Anjo Guardião ! Fazei que em meu coração não haja espaço para a ingratidão e a rebeldia. Que eu possa ser um bom filho , amando e respeitando aos meus pais. Obrigado , muito obrigado


Livro: Se liga, Juventude!
Autor: Carlos Caldo

sábado, 27 de maio de 2017

Dificuldade e Evolução


A dificuldade é o meio pelo qual todos crescemos.
É preciso compreender as dificuldades como necessidade de vivência e êxito. 

Que as famílias se fortaleçam unidas pelas dificuldades que a vida lhes apresenta, sem resmungar, sem se lamentar, sem se vitimizar.

Estamos à prova a todo instante e sabendo que a caminhada de encarnado na escola da vida é curta, estejamos atentos para lidarmos com estas, da melhor maneira possível, não deixando de fora a serenidade, o bom-senso e o amor.

Que Deus abençoe a todos!


Pelo Espírito Irmã Tereza
Psicografia de Alessandra Uzêda

Em 18 de janeiro de 2016

domingo, 6 de novembro de 2016

CONVIVER BEM! - Psicografia do Espírito Irmã Tereza

Meus amados filhos, Jesus esteja com todos, em todos os momentos de seu dia a dia, em todos os dias de suas vidas tão curtas sobre a Terra.

Precisamos de mais tempo para consertarmos, transformarmos tantas imperfeiçoes em virtudes e por isso Deus nos deu a bênção da reencarnação.

Muitas vezes estamos imbuídos de um bem maior, mas no caminho, surgem obstáculos que nos transformam, nos desequilibram emocionalmente e tudo que pregamos e cultuamos como ideal passa a ser efêmero diante de nossas reações.

Aprender, transformar as más virtudes que ainda trazemos de vidas pretéritas exige a experiência, a vivência do Evangelho. Transformar é sobretudo, experienciar o evangelho, os ensinamentos do Cristo em suas vidas.

Tomai as palavras do Cristo como verdade, mas sobretudo, como o caminho a ser percorrido. Entendemos aqueles momentos em que o homem encarnado se perde nos seus propósitos cristãos e ainda agem em contradição aos ensinamentos de Jesus. Porém, quando estiverem diante dessas contradições, que sintonizam energias contrárias ao bem, ora fervorosamente, fortalece a tua fé, vigia seus pensamentos recorrentes que os colocam em conflitos constantes com os seres amados. Cuida continuamente, para que nada, nem ninguém, encarnado ou desencarnado, os desvirtue de agir como cristãos.

Dialoga sem precisar gritar, sem precisar o enfrentamento agressivo, fazendo o mal-uso das palavras. Se assim o faz, aceita as tuas limitações como verdades, volta atrás, retoma a situação em que te perdeu e refaz a trajetória positivamente sem ferir ninguém.

Não é necessário que te culpes por não conseguirem sempre se manter numa linha de conduta a qual gostaria, mas é necessário sim, o refazimento positivo do caminho interrompido pelo agravo da situação desequilibrante a qual possas ter se submetido.
Reflete antes de agir para que o impulso não o torne indesejado nas relações de convivência.

Aprende a servir, tanto aos que amam, quanto aos que desconhecem, , quantas vezes se fizerem necessárias.

Compreende que aquelas pessoas que estão em seu caminho tem o propósito maior de aprender e lhe ensinar algo pertinente à sua caminhada.

Procurada se organizar para que a família não seja objeto de segundo plano, buscando o amor, o amparo mútuo, e o crescimento no grupo, no qual escolheu viver.

Fiquem com Deus!

Pelo Espírito Irmã Tereza
Psicografia de Alessandra Uzêda

Em 08 de Agosto de 2016

sábado, 12 de março de 2016

Depressão e Ansiedade

"Quadros de depressão e de ansiedade são, com muita frequência, decorrentes do esforço sobre-humano de carregar o mundo nas costas, de submeter-se a abusos e manipulações com o intuito de atender à família, ao cônjuge, aos amigos ou outras pessoas que são importantes na nossa vida."

domingo, 2 de agosto de 2015

Oração pela família.

Oração pela família.

Obrigada Senhor, pela família que nos destes!

Ajuda-nos a compreendermos uns aos outros nos momentos de dificuldades e de conflitos.

Que o nosso amor seja sempre maior que as desavenças, a fim de que possamos sempre compreender e respeitar as razões do outro.

Que os Espíritos Amigos, nossos Anjos Guardiões, estejam sempre ao nosso lado, inspirando-nos a serenidade  necessária para compreendermos e ampararmos uns aos outros.

Amém!


domingo, 22 de março de 2015

A FAMÍLIA - por Alessandra Uzêda

 A FAMÍLIA

É na família que encontramos os maiores desafios que a vida no reserva. Olhai ao seu lado e espreita com toda a sabedoria que Deus lhe deu quem são realmente aqueles que lhes foi confiado.
Cuidai para que eles sejam bem sucedidos não só espiritualmente como fisicamente. O caminho está na compreensão do outro, do seu par, para que que em conjunto possam trilhar as melhores perspectivas a todos, enquanto não têm poderes de uso de seus livres-arbítrios respectivamente.
Deus está a orientá-la através de seus mensageiros para que possas conduzir com serenidade a sua família.
Estejais atenta aos sinais, para que em sintonia com aqueles que cuidam de você e dos seus, possamos interceder juntos nos ajustes da formação espiritual que cabe à sua família como um todo.
Continue a manter essa sintonia de conexão com o Plano Maior sem se ocupar daqueles que vibram negativamente, porque assim, não encontrarão acesso nos corações de nenhum de vocês.
Estamos caminhando para uma aproximação real da Espiritualidade contigo, com as melhores perspectivas de realização no caminho do bem e do amor ao próximo.
A sua fé e o seu amor pela Doutrina Espírita iluminam toda a sua visão de mundo, sem mesmo ter que vê-la com os olhos físicos.
Estais a caminho rumo à evolução espiritual em busca de seu crescimento e evolução. Os outros a quem constituiu família nesta vida, a seguirão pela sua luz e verdade.
Vida e Paz!

Um Amigo Protetor
Por Alessandra Uzêda
15 de dezembro de 2014

AS CRIANÇAS DA RAZÃO - por Alessandra Uzêda


AS CRIANÇAS DA RAZÃO
Meus amigos, estamos em mais um ano de muitas lutas e conquistas a serem vencidas. É tempo de corrermos atrás do tempo perdido. Orienta nossas crianças no uso íntegro da razão para que desenvolvam o discernimento e o bom senso para que façam bom uso desse atributo que já alcançaram.
Pais, mães, famílias, professores, têm um papel preponderante na formação do caráter  e da moral dessa nova geração que vem surgindo de intelecto desenvolvido, de razão em sua mais absoluta propriedade, mas que precisa ser canalizada no sentido do uso coerente, no bem, no entendimento dos princípios basilares de que não devem fazer aos outros aquilo que não gostariam que fizessem consigo mesmo, sempre adotando quando em conflito, a medida educativa de fazê-los colocar-se  no lugar do ouro a quem deseja atingir em seus conflitos de crianças, para que quando adultos , já tendo esse bom hábito de colocar-se no lugar do outro, aprenda a segunda parte mais valiosa no processo de autotransformação, de auto-burilamento, que é o de refletir antes de agir.
Enquanto crianças ainda agem instintivamente, sobretudo até os 7 anos de idade, mas quando adultas, dotadas da razão de ser, de existir, se não forem bem educadas, não refletirão antes de agir, desenvolvendo e conquistando assim, o tão temido carma da humanidade, porque todos somos responsáveis e responderemos assim pelos nossos desacertos na mesma proporção e medida em que os cometemos.
Que a Paz de Deus esteja com todos!



Por Alessandra Uzêda

16 de março de 2015

domingo, 26 de outubro de 2014

Sábias Palavras -do Livro Dor Causa & Efeito de Lívia Pereira Santos

Sábias Palavras


“A EQUIPE ESPIRITUAL reavalia, todos os dias, todos os médiuns que frequentam as casas espíritas.

 A avaliação é sempre feita levando-se em consideração: o INTELECTO, a MORAL, a MEDIUNIDADE, o RELACIONAMENTO SOCIAL, FAMILIAR e PROFISSIONAL do médium. 

Tudo é visto para que possamos realizar uma avaliação consciente e responsável. 

É importante que o MÉDIUM saiba e sinta que está sendo acompanhado espiritualmente, a fim de que se aprimore e se melhore a cada dia.”

Lívia Pereira Santos

Livro: Dor Causa & Efeito

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Valores no lar- Livro Evangelho e Família de Adenáuer Novaes

Valores no lar

Quais os valores que devem nortear a formação de um lar? Aqueles oriundos da religião? Os das tradições familiares vindos dos avós maternos ou paternos? Os do pai? Os da mãe? Os do meio social? Aqueles adquiridos nos livros e filmes televisivos? 

Talvez devamos escutar mais o coração e perceber que ele contém uma mensagem divina, gravada pelo Criador da Vida ao nos fazer existir. Raramente conseguimos escutá-la por estarmos demasiadamente ligados ao mundo externo.

Ouvimos muitos sons, prestamos atenção ao mundo para poder dominá-lo, ouvimos as pessoas para compreendê-las, ouvimos nossos pensamentos para ordená-los, mas dificilmente aprendemos a escutar o que vem de nosso íntimo, do coração.

Dali partem as intuições que nos elevam e nos fazem divinos. É de lá que vem a mensagem e os valores que devem nortear nossa caminhada evolutiva. Foi dali que o Cristo retirou sua mensagem de amor. 

Escutar esse canto divino pressupõe silêncio, humildade e confiança. A cada momento, em cada segundo de nossa vida ele envia um pulso que permite-nos enxergar melhor o mundo, nos fortalecendo para os desafios que ele promove. 

Os valores que devem ser utilizados pelo espírito em suas experiências evolutivas devem conter aqueles que nos legaram nossos antepassados, os que adquirimos no convívio social, os que admitimos pelas relações que estabelecemos com alguém, mas devem receber, sobretudo, o que vem do coração como um recado direto de Deus ao ser humano individualmente.

As religiões nos oferecem importantes balizas orientadoras que nos auxiliam, sobretudo nos momentos de tempestades íntimas. São valiosas contribuições àqueles que necessitam vivenciar aquilo que lhe é sagrado.

Os que se pautam pelas diretrizes luminosas de uma religião devem, dia-a-dia, acrescentar-lhes aquelas que lhe vêm do coração para que se elevem ainda mais. 

O maior valor que se deve vivenciar no lar e passar adiante aos filhos é a amorosidade para com os outros, para com a vida, para consigo mesmo e para com Deus.

A sociedade está sempre em mudança de costumes e de valores. Não é diferente na família. Ela passa por transformações mais sutis que aquelas que percebemos na sociedade, cujos meios de comunicação conseguem nos mostrar com mais evidência. 

Evoluímos da sociedade tribal, na qual a família vivia para o grupo e não tinha sua identidade, para a urbana que também passa pelo desaparecimento de um status.

No período medieval europeu pode-se notar uma certa conquista de identidade em função da distinção entre nobres e plebeus, mas na idade moderna via-se o declínio da tradição calcada no nome e na riqueza.

 A família hoje se constitui mais pela atração entre as pessoas do que pela necessidade de transmitir valores de um deter- minado clã para seus descendentes.

Os problemas de relacionamento, de afetividade, de poder e financeiros são a tônica do mundo moderno.

 Os valores a serem passados aos filhos estão em segundo plano ou em nenhum. 

A família é o campo de entrada do espírito pelas portas da reencarnação na vida material. Nela ele irá desempenhar papéis importantes para sua vida psíquica e para sua evolução.

Sua mente irá lembrar e consolidar estruturas psicológicas de relevância para sua existência no corpo físico. Com ela o espírito se insere na vida social o que o fará concorrer para o progresso da humanidade. Dessa forma ele se sentirá responsável pelo progresso que ele mesmo experimenta.

Na família o espírito evita o isolamento que contribui para o egoísmo e para a não utilidade da reencarnação, visto que o convívio social proporciona o progresso da humanidade e o aperfeiçoamento pessoal.

Para Deus não há sacrifício necessário que possa ser maior do que o espírito fazer o bem que esteja a seu alcance. O bem para si e para a sociedade. 

É na família que o espírito inicia seu processo de auto-ajuda e de colaboração com o progresso social. É em família que o espírito recicla suas emoções e aprende a reconhecê-las como instrumento precioso para sua evolução. Evolui quem aprende a lidar com elas.  

Não há um espírito igual a outro como não existe outro Deus se não a inteligência suprema do Universo. Somos singularidades de Deus, gerados pelo seu amor. Existimos para alcançarmos a perfeição. Até lá muitas etapas serão vencidas e muitos desafios ultrapassados. Todos eles através da internalização da capacidade de amar. 

Nascemos para a própria glória e para a construção do amor no Universo como a Realização de Deus. Porém, essa glória não se encontra nos lugares de destaque da sociedade nem nos registros de imóveis dos cartórios, nem tampouco nos valores das contas bancárias. Ela se realiza na intimidade do lar que representará o troféu de vitória de quem o constrói. 

Certos valores devem ser consolidados em cada pessoa e estabelecidos como normas de convivência para que se alcance o lar desejado. 

Valores que não estarão escritos nem precisarão ser verbalizados, visto que se encontram no coração de cada um. 

Existem princípios consagrados pela sociedade e inscritos nos códigos religiosos da humanidade que podem nos ser úteis para determinação de tais valores. Princípios como o amor, a caridade, a fé, a fraternidade e a paz são fundamentais e básicos para a compreensão dos reais valores. 

Do amor podemos alcançar o sentimento de respeito ao outro. Toda pessoa que se sente respeitada por alguém tem consciência de pertencimento e identidade. Quanto mais respeitamos as pessoas como filhos de Deus, por mais imerecedoras que possam parecer, estaremos contribuindo para o fortalecimento do amor.

Da caridade podemos estabelecer o valor da doação que será fundamental para a conquista da amizade do outro. Quanto mais pudermos renunciar em favor de alguém mais conquistaremos essa pessoa. 

Ceder é o princípio que permite a conquista de alguém. Todo ser humano é grato a outro quando percebe neste outro um ato de renúncia em favor de sua felicidade, pois assim a gratidão é despertada.

Da fé podemos extrair a crença no ser humano como capaz de superar seus limites e vencer desafios. Acreditar na capacidade das pessoas auxilia a que elas confiem em si mesmas. As pessoas precisam ser acreditadas, pois assim estimulam o potencial de realização que naturalmente têm. 

Da fraternidade extraímos a aproximação e o maior contato com o mundo do outro, no sentido de auxiliar sua compreensão da Vida. Quanto mais nos aproximamos das pessoas, respeitando sua privacidade, mais podemos nos mostrar filhos de um mesmo Pai, irmãos em humanidade. 

Da paz extraímos a capacidade de ouvir o outro. Ouvir as pessoas significa dar-lhes o direito de se mostrarem e de fazer parte de nosso mundo. Cada vez mais as pessoas querem falar, porém cada vez menos encontramos escutadores. Escutar é sair de si e destinar a atenção ao outro. 

Além dos valores que a sociedade nos oferece devemos cultivar o respeito, a doação, a crença no outro, a aproximação e a audição ao próximo.  

Os valores que passamos àqueles que convivem conosco na família não se transmitem apenas pelas palavras que lhes dirigimos ou atos que praticamos, mas principalmente, pelo que não falamos e pelo que não fazemos. 

O que sentimos e pensamos das pessoas à nossa volta, e que não traduzimos em palavras, manifesta-se pelas expressões corporais e, invisivelmente, pelas conexões que se estabelecem mente a mente, não obedecendo às barreiras condicionadas pela matéria e pelo ego.

Portanto, o que falamos, fazemos e sentimos, alcança aqueles com quem nos relacionamos, mas os sentimentos se tornam mais relevantes por serem transmitidos de forma inconsciente, em virtude de nos ligarmos uns aos outros pelas imperceptíveis e sutis vibrações do Espírito.

Emitir bons pensamentos, desejar paz e equilíbrio para alguém não é apenas um exercício para o ego que deseja seu próprio bem estar, mas uma emissão psíquica que alcança a outra pessoa onde quer que se encontre. Da mesma forma, a oração sentida alcança seu objetivo quando se destina em favor de alguém. Neste caso, o benefício é duplo, pois enriquece quem a faz e a pessoa para qual foi destinada.

 Cada transformação no indivíduo, que implique em aquisição de valores espirituais profundos, promove uma melhoria em sua vibração pessoal. 

Essa vibração mental pessoal se constitui numa marca individual que se torna automaticamente perceptível aos espíritos desencarnados e, sutilmente, às pessoas em geral. 

O que se passa dentro das quatro paredes onde vive uma família a ela pertence. Quando algum assunto necessite extrapolar seus limites, o motivo deve ser para o equilíbrio e a manutenção do lar. 

Todas as vezes que deixamos que entrem ou saiam assuntos que não levem em consideração a harmonia do lar estaremos abrindo flancos perigosos para os ataques psíquicos. 

Um lar é um campo de amor onde devem vibrar os sentimentos de seus indivíduos. Ali deve se tornar um lugar sagrado no qual a entrada de outras vibrações deve ser examinada para que nada possa contaminar o equilíbrio do conjunto.

 A maledicência, a revolta, o ódio, bem com as lembranças de experiências que tragam sentimentos aversivos e contrários aos valores do lar devem ser tidos como danosos. Precisam ser tratados com cuidado e com o necessário equilíbrio para não se tornar lugar comum na família.

O campo do lar é pouso e, às vezes, morada de bons espíritos que encontram um refúgio para que possam proporcionar o bem entre os encarnados. 

Valorizá-lo como uma importante célula no organismo social é dever de quem o constituiu. Quanto mais assim o fizermos, mais estaremos seguros e no caminho adequado à nossa evolução espiritual.

Cada um de nós sempre encontra justificativas para evitarmos assumir responsabilidades quando o desequilíbrio se instala numa família. 

No ambiente familiar, quando alguém se apresenta doente ou em desequilíbrio, todos aqueles que convivem com aquela pessoa, de alguma forma, tornam-se co-responsáveis pelo encontro de soluções que visem restabelecer a paz e a harmonia ao conjunto. 

Manter psiquicamente um lar é tarefa que exige esforço, renúncia e abnegação. Não há vitória possível sem luta interna, sem esforço pessoal e sem doação de amor.