Mostrando postagens com marcador Dr. Bezerra de Menezes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dr. Bezerra de Menezes. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Herdeiros do Novo Mundo - Mundo de Regeneração.


Que a paz esteja em todos os corações, queridos filhos.

Observando o empenho de cada um na obra de todos nós, aqui estamos para congratular-nos com vossos esforços uma vez que, graças a eles, a eficiência dos atendimentos espirituais está ganhando em qualidade, o que fazia necessário há muito tempo.

As horas difíceis se multiplicam a cada dia, no horizonte das criaturas que dormem.

Quando aconselhou ao homem convocado ao anúncio do Reino de Deus que deixasse aos mortos que lhe sepultassem o corpo do seu pai falecido, Jesus concitava-nos ao pensamento claro sobre a condição de mortos-vivos apresentada pela imensa maioria dos irmãos que estão ocupando corpos carnais neste momento, na Terra.

Não dispostos a despertar ao som dos clarins generosos que convocam o idealismo ao serviço do Bem, os mortos-vivos estarão sendo chamados à vida, à consciência, à lucidez, por meios diversos, mas igualmente dolorosos.

 A falta de base firme, de alicerce na rocha, no entanto, fará com que esses imaturos seres, frequentadores de religiões e cerimônias, não saibam como agir diante das agonias que terão de enfrentar.

Por esse motivo, queridos filhos, é que estamos aqui. É necessário estarmos alertas e vigilantes para que as angústias alheias não sejam assumidas como angustias próprias. São convocados a servir como enfermeiros junto à chusma dos doentes, lembrando-se de que precisam manter o cuidado ara não se contaminarem com a epidemia.

E entre os homens haverá de se alastrar a do medo, a da revolta, a da agressividade à medida que a dor assumir a tarefa de produzir despertamento por atacado.

Não serão apenas as crises financeiras, que irão toldar com seu manto de preocupações e angústias a alma dos indiferentes. Multiplicar-se-ão as enfermidades físicas, os acidentes geológicos e atmosféricos, as conflagrações sociais, de forma que a todos estará sendo avaliada a reação diante dos desafios diversos.

Serão bem-aventurados se guardarem a serenidade nas horas difíceis e, sem desespero nem entorpecimento, empenharem-se na obra da Esperança, sinalizando o caminho aos perdidos da rota.
Suas exemplificações serão tesouro no meio da tempestade e, graças a elas, os que possuam algum entendimento poderão encontrar forças para não desabarem na angústia coletiva nem se tresloucarem em condutas desesperadas.

Dos dois lados da vida se realiza a grande transformação já em andamento desde muitos anos, mas que se acelera nestes tempos, porquanto é necessário que todas as coisas sejam concretizadas.

Este aviso se destina a suas vidas pessoais, igualmente, porque em seus lares também repercutirão as mazelas que recairão sobre todos. Nada de privilégios especiais ou proteções injustificáveis, notadamente para aqueles que já sabem como se proteger.

Não seria lógico que se cuidasse mais do enfermeiro- que já se qualificou pelo aprendizado da enfermagem – do que do doente que nada conhece.

É como enfermeiros que estão habilitados na Escola da Vida todos aqueles, que, como vocês, participam dos banquetes da Verdade do Espírito. Por isso, saberão velar pela dor alheia sem se olvidarem da higiene espiritual que os protegerá, da assepsia de pensamentos e sentimentos, da esterilização das palavras e atitudes para matar todos os germes que os contaminem com o mal.

Quando Noé aceitou construir a arca para salvar do afogamento os que nela quisessem entrar, assumiu para si próprio um imenso e extenuante trabalho. No entanto, graças ao devotado ancião, conseguiu ele próprio e sua família encontrarem a proteção e a segurança que os demais não quiseram, quando chegou o momento áspero da tormenta fatal.

Assim são os convidados do Senhor. Os próprios trabalhadores da última hora não estão livres do suor, do cansaço, do desgaste e dos testemunhos da fé.

No entanto, chegará o momento da serenidade se tiverem honrado com empenho a Obra de Deus.
Encarnados e desencarnados já estão sendo separados, segundo suas vibrações específicas, a fim de que a atmosfera humana não fique à mercê dos ataques da vasta horda da ignorância, que se opõe aos nobres princípios representados pelo Cordeiro de Deus.

Esforcem-se por entrar na porta estreita e não descansem até que o consigam. Do lado de forma, posso lhes afirmar, já há prantos e ranger de dentes.

Que a paz de Jesus vos abasteça em todos os momentos da vida, sobretudo, na hora difícil dos testemunhos que são o prenúncio da Alvorada da Esperança.

Boa noite, queridos filhos. Espírito Bezerra de Menezes

Fonte:  Herdeiros do novo mundo, Espírito Lúcius, André Luiz Ruiz.

domingo, 13 de janeiro de 2019

ORAI SEMPRE


"Filhos, não vos esqueçais de orar sempre. A oração possibilita ao homem abrandar os próprios sentimentos. 

Quem se habitua a orar não se entrega ao desespero e à revolta. A prece jamais é um monólogo... 

Pelo recolhimento íntimo na oração, a criatura conversa com o Criador, que não a deixa sem resposta. 

Ato de fé solitário, a prece exterioriza a sinceridade do filho que, reconhecendo a própria insignificância, recorre aos préstimos do Pai, que tudo pode. 

Jesus orava com freqüência. Sem este contato pessoal com Deus, a crença do homem não passa de uma aparente manifestação de religiosidade. 

Os que oram nunca se fragilizam diante das lutas que faceiam. 

Orai no silêncio de vossas reflexões; orai com a vossa mente e com o vosso coração.

Buscai forças no Alto para os embates inevitáveis do caminho, repleto de urzes e de pedras. Orai com as vossas mãos mergulhadas na caridade; que as vossas petições sejam referendadas pelas vossas atitudes no bem dos semelhantes... 

A persistência da fé remove obstáculos intransponíveis. A oração modifica o tônus espiritual de quem, por vezes, não enxerga saída para os impasses da existência. 

Quem não ora será sempre uma presa fácil da obsessão e do desequilíbrio oriundo de si mesmo. 

Filhos, abençoai as vossas provas! Afagai o madeiro que vos pesa nos ombros e, sob o sol causticante de vossas dificuldades, não vos afasteis do oásis aconchegante da oração.

A prece é o ato de humildade que mais engrandece o espírito! Sede homens de fé e de oração. 

Quanto maior o desafio lançado à vossa crença, mais devereis vos curvar à necessidade de orar.

 "Pedi e obtereis" - exortou-nos o Senhor, em suas palavras jamais pronunciadas em vão."

Fonte: Coragem da Fé
Autor: Carlos A. Bacelli
Espírito: Bezerra de Menezes

CAMINHAI COM DETERMINAÇÃO


"Filhos, apesar dos percalços que enfrentais, inclusive no que se refere à conquista do pão de cada dia, prossegui caminhando com determinação. Compreendei o eco do passado distante nas lutas que vos alcançam no presente: o filho rebelde, o cônjuge difícil, a carência material, o assédio sistemático das trevas... 

Não descreiais do Amparo Divino, através dos amigos do Mais Alto, que não vos deixam a sós com as vossas provas. Não fosse pela intercessão daqueles que por vós se interessam do Além, é possível que vos precipitásseis em mais profundos abismos de dor. Inútil pretender qualquer colheita sem justa semeadura. 

Por outro lado, de que valeria lançar sobre a gleba inculta a semente promissora? Quantos anseiam por terem o que nada fazem para possuírem? 

Adquiri mais ampla compreensão da vida e atinareis com a causa de todos os vossos padecimentos. Toda lágrima encerra uma lição e se constitui num estímulo ao progresso.

 Quantos são os que negam a existência de Deus, unicamente por não serem atendidos em seus caprichos de ordem pessoal? O que não tendes nem sempre deve ser interpretado por demérito de vossa parte. 

Muitas vezes, a providência que vos é mais necessária ao esforço de auto-superação é o obstáculo que vos parece restringir os movimentos.

 Caminhai, pois, com alegria, sem permitir que a descrença se vos insinue no espírito."

Fonte: A Coragem da fé
Autor: Carlos A. Bacelli
Espírito: Bezerra de Menezes

PERSEVERAI


"Filhos, perseverai no testemunho da fé espírita que abraçastes, ante a revivescência do Evangelho do Senhor. Não recueis ante as provas que vos são necessárias ao burilamento. 

Sustentai a coragem na luta, conscientes de que toda conquista nos domínios do espírito reclama esforço e sacrifício continuados. Ninguém ascende aos Cimos de passo preso à retaguarda. 

A Doutrina Espírita liberta o pensamento, no entanto aquele que procura superar o comodismo intelectual de séculos sempre encontrará oposição. É natural, pois, que as trevas conspirem contra os vossos anseios de elevação. 

Os espíritos, quer encarnados, quer desencarnados, habituados à mesmice em que vivem, haverão de pelejar para vos desalentar em vossos novos propósitos na existência. Muitos vos tentarão com o imediatismo dos prazeres mundanos e com as facilidades materiais do caminho. Outros urdirão sofismas, com o intento de vos afastar dos objetivos superiores que concentrastes, na necessidade de renovação íntima. 

Sem que percais de vista a trajetória do Cristo, não olvideis que a obra da redenção humana diz respeito a cada espírito em particular. A hora do testemunho é uma hora solitária. Em torno, apupos e injúrias, hostilidade e incompreensão. 

Não raro, amigos e companheiros permanecerão à distância, vos contemplando as reações. Convosco, não tereis por escora, na áspera subida, outra que não seja a cruz que vos pesa nos ombros. 

Quase ninguém vos verá o pranto que se vos escorre na face, confundindo-se com o suor derramado no cumprimento do dever. 

Inevitável, a sensação de extremo abandono dos homens, que vos deve induzir a bem maior confiança em Deus. 

Filhos, não permuteis o que é eterno pelo que é transitório. Embora sob duros reveses, insisti na prática do bem aos semelhantes e tomai a iniciativa do perdão, na certeza de que o tempo urge e que, ao termo da vossa caminhada sobre a Terra, não tereis outro Céu que não seja o da consciência tranqüila. "

Fonte: A Coragem da Fé 
Autor: Carlos A. Bacelli
Espírito: Bezerra de Menezes

domingo, 4 de junho de 2017

Oração a Bezerra de Menezes


Nós Te rogamos, Pai de Infinita Bondade e Justiça, as graças de Jesus Cristo, através de Bezerra de Menezes e suas legiões de companheiros. 

Que eles nos assistam, Senhor, consolando os aflitos, curando aqueles que se tornem merecedores, confortando aqueles que tiverem suas provas e expiações a passar, esclarecendo aos que desejarem conhecer a Verdade e assistindo a todos quantos apelam ao Teu Infinito Amor. 

Jesus, Divino Portador da Graça e da Verdade, estende Tuas mãos dadivosas em socorro daqueles que Te reconhecem o Despenseiro Fiel e Prudente; faze-o, Divino Modelo, através de Tuas legiões consoladoras, de Teus Santos Espíritos, a fim de que a Fé se eleve, a Esperança aumente, a Bondade se expanda e o Amor triunfe sobre todas as coisas. 

Bezerra de Menezes, Apóstolo do Bem e da Paz, amigo dos humildes e dos enfermos, movimenta as tuas falanges amigas em benefício daqueles que sofrem, sejam males físicos ou espirituais. Santos Espíritos, dignos obreiros do Senhor, derramai as graças e as curas sobre a humanidade sofredora, a fim de que as criaturas se tornem amigas da Paz e do Conhecimento, da Harmonia e do Perdão, semeando pelo mundo os Divinos Exemplos de Jesus Cristo.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

TORNE-SE RECEPTIVO À CURA!


Geralmente, as pessoas que procuram tratamento espiritual já estão fazendo algum tipo de recuperação por meios médicos convencionais (alopatia, fisioterapia, quimioterapia etc.) ou estão se submetendo a tratamentos com acupuntura, homeopatia e outras técnicas naturalistas. 

Muitas dessas pessoas só procuraram a cura por métodos espíritas porque não estavam satisfeitas com seus tratamentos, porque estes se prolongavam muito, sem resultados satisfatórios, ou porque, em alguns casos, a situação era desesperadora e sem expectativas de cura. 

Os consulentes de centros espíritas buscam, além da cura física, a vital, a emocional e a psíquico-espiritual para resolverem seus conflitos familiares, problemas amorosos, problemas de negócios, questões judiciais etc

Essas pessoas ficam sabendo, através de amigos ou parentes, de algum centro que faz excelentes trabalhos de cura espiritual e, assim, quando chegam a esse  centro, já estão com uma atitude positiva, esperançosa e confiante. E isto já é um dos requisitos para estar receptivo à cura. 

Habitualmente, o paciente, no centro espírita, passa por uma triagem, uma consulta e só então é estabelecido algum tipo de tratamento espiritual adequado para cada tipo de desequilíbrio ou doença. 

O tratamento básico prescrito geralmente conta com desobsessão, passes, doutrinação espírita e a leitura do Evangelho Segundo o Espiritismo.

Quando há necessidade de cirurgia espiritual, é recomendado também algum tipo de alimentação especial e moderação de vícios como cigarro e álcool. O paciente é aconselhado, ainda, a evocar o auxílio do dr. Bezerra de Menezes e de outros médicos do plano espiritual, além de orar a Jesus. 

Todas essas orientações são muito importantes, entre outras razões, porque, desta forma, o paciente é obrigado “a fazer sua parte”. Com essa participação ativa no tratamento, ele se torna mais receptivo à cura.

Algumas recomendações muito importantes para se facilitar a obtenção da cura são: a reforma íntima, a leitura de caráter espiritual, os entretenimentos sadios, a manutenção daquela atitude que Jesus denominou como “vigiai e orai”, praticar o silêncio e a prece e ter moderação em tudo que fizer.

DR. BEZERRA DE MENEZES - Curas Espirituais

Ao abordarmos a questão das curas espirituais, não podemos nos esquecer de falar mais detalhadamente de uma grande figura, um grande espírito que viveu entre nós e que hoje atua no plano espiritual para orientar todo um trabalho competente de auxílio médico. Estamos falando do dr. Bezerra de Menezes, conhecido por muitos como “o médico dos pobres”, um dos nomes mais significativos na história do Espiritismo. 

 Além de grande médico, Bezerra de Menezes sempre foi um homem de reputação ilibada, um político de atitudes dignas e de grande honradez. Mas, fundamentalmente, foi ao abraçar os pobres necessitados e dividir com eles sua vida e trabalho que a pureza desse espírito de escol aflorou, dando exemplos e mais exemplos de amor e dedicação ao próximo. 

Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu em uma pequena localidade do interior do Ceará, Riacho do Sangue (hoje Jaguaretama), em 29 de agosto de 1831. 

Aos sete anos, ingressou na escola pública, levando cerca de 10 meses apenas para ficar bem instruído. 

Aos 11, já cursava humanidades e, aos 13, dava aulas de latim, substituindo a ausência do professor. Por questões de ordem política, sua família se mudou para o Rio Grande do Norte, de onde só regressou em 1846, passando a morar em Fortaleza. Bezerra de Menezes era filho de Antônio Bezerra de Menezes, um tenente-coronel da antiga Guarda Nacional que legou ao filho toda a sua carga de caráter e honradez. 

Seu pai tinha um coração muito bom, usando sua grande fortuna para ajudar muitas pessoas, mas diante da exploração de amigos e parentes, o velho coronel viu sua riqueza minguar. Acabou por se tornar um administrador de suas próprias posses, como se fossem apenas “emprestadas”, utilizando o suficiente para manter sua família dignamente. Foi assim que o coronel teve uma conversa com Bezerra de Menezes, pois sabia do sonho do filho de se formar em medicina. Disse-lhe que não podia, por dever de consciência, usar as posses que tinha para custear sua formação, já que cuidava de seus bens como um verdadeiro empréstimo. Foi essa demonstração de probidade que deu mais ânimo para Bezerra de Menezes lutar como nunca para realizar sua vontade e justificar o merecimento de  ter um pai com tamanha nobreza de espírito. 

Com uma quantia razoável, partiu em 1851 para o Rio de Janeiro, pronto para estudar e se tornar médico. Com a coragem e a honradez herdadas do pai, Bezerra de Menezes fez de tudo para custear seus estudos. Dava aulas particulares para sustentar suas despesas com moradia e taxas do curso, até que, em 1856, conseguiu o diploma de médico com as melhores notas da faculdade em todo o período que lá passou. Um ano depois, entrou no exército graças à indicação de seu professor, o dr. Manuel Feliciano Pereira de Carvalho, sendo nomeado cirurgião-tenente. 

E, em 1858, casou-se com Maria Cândida de Lacerda, com quem teve dois filhos. Apesar das recomendações de seu pai para que não entrasse na política, além de estar atarefado com seus doentes, Bezerra de Menezes foi procurado para que fizesse parte da lista de candidatos a vereador 90 do Partido Liberal (o mesmo partido ao qual seu pai sempre esteve ligado ideologicamente) nas eleições de 1860 . Foi eleito, mas teve seu mandato impugnado por ser integrante do exército. Entretanto, ele não pensou duas vezes para abandonar o cargo militar e poder, assim, assumir sua vaga na Câmara. Como político, sempre se preocupou em trabalhar para trazer benefícios ao povo que o elegeu. Sempre bateu de frente com o poder, atitude que lhe trouxe problemas tanto com o governo como com integrantes de seu próprio partido, mais interessados em fazer ações convenientes politicamente. Em 1867, Bezerra de Menezes foi eleito deputado pelo Rio de Janeiro, quando então seu nome tomou uma projeção nacional. Porém, com a ascensão do Partido Conservador e a dissolução da Câmara dos Deputados, ele se afastou um pouco da política, retornando somente em 1876, novamente como vereador. 

 O encontro com o Espiritismo 

No entanto, o que movia o dr. Bezerra de Menezes era mesmo o trabalho médico, a possibilidade de exercer a caridade e levar a cura para tantos necessitados, sobretudo, para aqueles mais pobres e sem condições materiais. Tanto que sua pouca fortuna veio de quando foi detentor da Companhia da Estrada de Ferro Macaé-Campos, o que não durou muito, devido às perseguições governamentais que o levaram a ficar sem recursos financeiros. 

Mas Bezerra de Menezes não se preocupava com isso, não era aferrado aos bens materiais. No livro Vida e Obra de Bezerra de Menezes, de Sylvio Brito Soares, temos uma boa ideia de sua vocação para a caridade:

 “Seu espírito, porém, pairava sempre acima dos bens efêmeros do mundo e tanto isso é verdade que, dispondo de todos os elementos para reconquistá-los, mostrou em todas as horas sua completa indiferença, para se dedicar única e exclusivamente ao exercício de seu sacerdócio médico e ser caridoso com todos os infelizes”. 

O jovem Bezerra de Menezes havia sido criado no seio de uma família católica, porém, chegando ao Rio de Janeiro, passou a deixar de lado essa crença, pois, segundo ele, não era firmada em uma fé raciocinada. 

Só voltou a se interessar mais por questões religiosas quando sua esposa faleceu, em 1863. De um amigo, recebeu um exemplar da Bíblia, que passou a ler e ficar interessado, mas depois teve a necessidade de crer em algo firmado na razão. Era uma época em que o espiritismo começava a ganhar forma, afinal de contas, a codificação da doutrina realizada por Allan Kardec havia acontecido em 1857. 

Inicialmente, Bezerra de Menezes repudiava as idéias espíritas, por temer que elas desarranjassem os pensamentos que haviam lhe conduzido novamente à religião de sua família. Porém, foi um colega de profissão, o dr. Joaquim Carlos Travassos, quem lhe  abriu as portas dessa doutrina consoladora e esclarecedora. 

Ao ter em mãos a tradução em português de O Livro dos Espíritos, o dr. Joaquim presenteou Bezerra de Menezes com a obra, gentilmente aceita por este. 

Certo dia, ao tomar um bonde, o “médico dos pobres” passou a ler o livro para se distrair durante a viagem. Apesar de repudiar o Espiritismo, considerava que deveria ao menos estudá- la, como fazia com outras doutrinas. Ficou tão absorvido com o conteúdo de O Livro dos Espíritos (dizia encontrar ali nada que fosse novo para o espírito, mas novo para ele) que chegou à conclusão de que parecia ser “um espírita inconsciente ou, como se diz vulgarmente, de nascença”, conforme palavras dele mesmo. 

Mas foi ao sofrer de dispepsia que Bezerra de Menezes pôde começar a comprovar e se encantar com a doutrina espírita. Ele não conseguia obter melhoras por meio da medicina oficial e, depois de cinco anos de tratamentos infrutíferos, resolveu procurar um médium de nome João Gonçalves do Nascimento. 

Bezerra não acreditava muito, achava se tratar apenas de um especulador, mas queria também ter uma convicção mais fundamentada sobre o que acabava de conhecer. Um médico amigo seu é quem foi à presença desse médium e depois, ao ler o que este havia escrito, surpreendeu-se com o teor da mensagem, que trazia uma descrição de quem ele era (apesar de ter se identificado apenas com seu primeiro nome, pouquíssimo conhecido) e do mal que sofria. 

Em três meses de tratamento espiritual, Bezerra de Menezes estava completamente curado e pronto para voltar a seus afazeres. Para impressioná-lo ainda mais, tempos depois, sua segunda esposa também ficou seriamente doente, chegaram a condená-la como tuberculosa. 

Recorreu novamente ao médium, que diagnosticou que o problema estava no útero, o que refletia nos pulmões. Tratada espiritualmente, ela ficou curada e não apresentou mais problemas. Bezerra de Menezes se sentia um novo homem, havia encontrado no espiritismo o porto seguro onde aportar, algo em que podia crer depois de tanto procurar. 

Segundo ele, “não encontrava onde assentar minha crença porque o ensino de Jesus me era oferecido sob um aspecto impossível de se acomodar com um sentimento íntimo, instrutivo, exato, que me desse a razão e a consciência de ali estar a verdade”. 

Em 16 de agosto de 1886, diante de cerca de 2 mil pessoas da alta sociedade reunidas no salão da Guarda Velha, o dr. Adolfo Bezerra de Menezes declarava solenemente e cheio de orgulho que havia aderido ao espiritismo. 

A partir de então, passou a ser um dos maiores divulgadores e defensores da doutrina em nosso país. Trabalhou incansavelmente para levar a palavra dos espíritos para todos os cantos e todas as pessoas, sobretudo, aos enfermos. 96 Lutou contra aqueles que detratavam a doutrina, virando-se contra atos como a condenação das práticas espíritas contida no Código Criminal promulgado quando da proclamação da República. 

Usava páginas de jornais como O Paiz para publicar seus artigos em favor do Espiritismo, gerando grandes e acalorados debates. Em 11 de abril de 1900, Adolfo Bezerra de Menezes partiu para o mundo espiritual, causando muita comoção em todos os amigos e admiradores. Sua missão terrena chegava ao fim, mas o trabalho no plano superior tinha muito ainda a se realizar. Bezerra de Menezes passaria a inspirar a divulgação da doutrina e trabalhar para curar espiritualmente muitas almas necessitadas do amor e dedicação que caracterizavam o “médico dos pobres”. 

Os trabalhos de cura

 Quando encarnado, Bezerra de Menezes disse certa feita: “Um médico não  tem o direito de terminar uma refeição nem de perguntar se é longe ou perto quando um aflito qualquer lhe bate à porta. O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e se achar fatigado ou por ser alta hora da noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe ou no morro, o que, sobretudo, pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, esse não é médico, é negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos de formatura”. 

Sendo assim, nunca teve pudores de cuidar e curar quem quer que fosse, na hora e no lugar que fosse, sempre tendo em mente que “fora da caridade não há salvação”. 

Trabalhava de graça, levando sua palavra de conforto, seus recursos de médico e sua bolsa de remédios para minorar o sofrimento das pessoas. Medicamentos, aliás, que eram fornecidos gratuitamente na Pharmacia Cordeiro, no Rio de Janeiro, onde costumava fazer seus atendimentos. 

Mas ao partir para o plano espiritual, Bezerra de Menezes manteve viva a vontade e a disposição de trabalhar pela cura dos enfermos. Por meio de cirurgias espirituais, traz conforto e saúde para aqueles que tanto necessitam. 

No livro Lindos Casos de Bezerra de Menezes, de Ramiro Gama, podemos encontrar vários relatos sobre casos de cura promovidos pelo “médico dos pobres”, como este que transcrevemos a seguir: “Este caso quem nos contou foi o prezado amigo e irmão Manuel Epaminondas, residente em Três Rios, Estado do Rio de Janeiro. 

Sua sobrinha Luzia se achava atacada há quase dois anos por uma sinusite crônica, segundo o diagnóstico de seu médico assistente. Em meados do ano anterior, 1941, a doença se agravou, complicando-se com outras velhas enfermidades. Seu médico, depois de lançar mão de todos os recursos de sua ciência, desenganou-a, tanto mais que a operação que lhe poderia salvar era contraindicada, dada sua fraqueza orgânica, que  progredia diariamente. Foi quando, à residência da irmã dele, que residia no Rio nesta época, na qual estava sua sobrinha, chegou uma senhora espírita. Observou a doente desenganada e aconselhou: ‘Por que não levam a Luzia a um grupo espírita e não a tratam pelo espiritismo? Tenho a intuição de que ficará boa, tanto mais que a medicina da Terra se mostra impotente para curá-la’. Sua irmã e o cunhado eram católicos, se bem que eram simpáticos à doutrina espírita também, e ficaram indecisos. 

Mais tarde, apareceram outras visitas que aconselharam a terapêutica espírita. Dormiram, pois, todos apreensivos com as recomendações. Pela manhã, sua irmã, o cunhado e a própria doente contaram seus sonhos. Eram idênticos. Sonharam os três que o dr. Bezerra de Menezes havia lhes aparecido e dito: ‘O caso é de operação. Amanhã, no fim da tarde, às 18h, concentrem-se porque vou operá-la. Tenham fé em Jesus’. 

A perplexidade era geral. Então o caso era mesmo sério e haveria de dar bom resultado. Confiaram e esperaram. Neste ínterim, entra a senhora espírita que os visitara na véspera e os aconselhara a procurar um grupo espírita, contando-lhes: ‘Esta noite sonhei com Luzia e o dr. Bezerra. Ouvi nitidamente ele dizer que vai operá-la hoje à tarde’. Era demais. A comoção invadiu a todos. A graça lhes parecia além de seus merecimentos. E à tarde, às 18h, de acordo com as recomendações do dr. Bezerra de Menezes nos quatro sonhos, concentraram-se. Oraram com respeito e emoção. A doente foi colocada na cama e esperaram todos, temerosos, apreensivos. Daí em diante, a enferma dormiu para acordar minutos depois, gritando emocionadíssima: 

‘Fui operada por um velhinho de branco, que aqui esteve, fez-me dormir e, depois, senti que me operava, que abria minha testa e limpava. Despediu-se me abraçando e ouvi que dizia: vão lhe aparecer na  testa algumas feridinhas, mas não se incomode, depressa desaparecerão e depois você ficará completamente curada. Dê graças a Deus! Eleve seu coração para Jesus, o divino médico do corpo e da alma, que, por intercessão de Maria Santíssima, permitiu a operação. E partiu’. Isto se deu, concluiu nosso caro amigo Nonda, há 17 anos e sua sobrinha Luzia se acha hoje completamente curada.

Tudo se realizou como o dr. Bezerra lhe disse, pequenas feridas apareceram-lhe na testa e, depois, desapareceram como que por encanto”. Mesmo ao partir para o plano espiritual, Bezerra de Menezes manteve viva a vontade e a disposição de trabalhar pela cura dos enfermos  Para concluir, vejamos as palavras de Sylvio Brito Soares, em seu livro Vida e Obra de Bezerra de Menezes, sobre o “médico dos pobres”:

 “Bezerra de Menezes é, para todos os que mourejam em terra do “coração do mundo”, a âncora de salvação quando a borrasca do infortúnio os atinge. Milhões de vozes pedem diariamente seu socorro. Milhões de corações a todo instante agradecem a esse grande benfeitor as dádivas de seu amor. Bezerra de Menezes vive nos corações de todos os espiritistas do Cruzeiro do Sul”.



Fonte: Revista Crista de Espiritismo - O Que e Cura Espiritual- Biblioteca Espírita Virtual