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quinta-feira, 19 de março de 2020
quarta-feira, 13 de novembro de 2019
Herdeiros do Novo Mundo - Mundo de Regeneração.
Que a paz esteja em todos os corações, queridos filhos.
Observando o empenho de cada um na obra de todos nós, aqui
estamos para congratular-nos com vossos esforços uma vez que, graças a eles, a
eficiência dos atendimentos espirituais está ganhando em qualidade, o que fazia
necessário há muito tempo.
As horas difíceis se multiplicam a cada dia, no horizonte das
criaturas que dormem.
Quando aconselhou ao homem convocado ao anúncio do Reino de Deus
que deixasse aos mortos que lhe sepultassem o corpo do seu pai falecido, Jesus
concitava-nos ao pensamento claro sobre a condição de mortos-vivos apresentada
pela imensa maioria dos irmãos que estão ocupando corpos carnais neste momento,
na Terra.
Não dispostos a despertar ao som dos clarins generosos que
convocam o idealismo ao serviço do Bem, os mortos-vivos estarão sendo chamados
à vida, à consciência, à lucidez, por meios diversos, mas igualmente dolorosos.
A falta de base firme,
de alicerce na rocha, no entanto, fará com que esses imaturos seres,
frequentadores de religiões e cerimônias, não saibam como agir diante das
agonias que terão de enfrentar.
Por esse motivo, queridos filhos, é que estamos aqui. É
necessário estarmos alertas e vigilantes para que as angústias alheias não
sejam assumidas como angustias próprias. São convocados a servir como enfermeiros
junto à chusma dos doentes, lembrando-se de que precisam manter o cuidado ara
não se contaminarem com a epidemia.
E entre os homens haverá de se alastrar a do medo, a da
revolta, a da agressividade à medida que a dor assumir a tarefa de produzir despertamento
por atacado.
Não serão apenas as crises financeiras, que irão toldar com
seu manto de preocupações e angústias a alma dos indiferentes.
Multiplicar-se-ão as enfermidades físicas, os acidentes geológicos e
atmosféricos, as conflagrações sociais, de forma que a todos estará sendo
avaliada a reação diante dos desafios diversos.
Serão bem-aventurados se guardarem a serenidade nas horas
difíceis e, sem desespero nem entorpecimento, empenharem-se na obra da
Esperança, sinalizando o caminho aos perdidos da rota.
Suas exemplificações serão tesouro no meio da tempestade e,
graças a elas, os que possuam algum entendimento poderão encontrar forças para
não desabarem na angústia coletiva nem se tresloucarem em condutas desesperadas.
Dos dois lados da vida se realiza a grande transformação já
em andamento desde muitos anos, mas que se acelera nestes tempos, porquanto é
necessário que todas as coisas sejam concretizadas.
Este aviso se destina a suas vidas pessoais, igualmente,
porque em seus lares também repercutirão as mazelas que recairão sobre todos.
Nada de privilégios especiais ou proteções injustificáveis, notadamente para
aqueles que já sabem como se proteger.
Não seria lógico que se cuidasse mais do enfermeiro- que já
se qualificou pelo aprendizado da enfermagem – do que do doente que nada
conhece.
É como enfermeiros que estão habilitados na Escola da Vida
todos aqueles, que, como vocês, participam dos banquetes da Verdade do Espírito.
Por isso, saberão velar pela dor alheia sem se olvidarem da higiene espiritual
que os protegerá, da assepsia de pensamentos e sentimentos, da esterilização
das palavras e atitudes para matar todos os germes que os contaminem com o mal.
Quando Noé aceitou construir a arca para salvar do afogamento
os que nela quisessem entrar, assumiu para si próprio um imenso e extenuante
trabalho. No entanto, graças ao devotado ancião, conseguiu ele próprio e sua
família encontrarem a proteção e a segurança que os demais não quiseram, quando
chegou o momento áspero da tormenta fatal.
Assim são os convidados do Senhor. Os próprios trabalhadores
da última hora não estão livres do suor, do cansaço, do desgaste e dos
testemunhos da fé.
No entanto, chegará o momento da serenidade se tiverem
honrado com empenho a Obra de Deus.
Encarnados e desencarnados já estão sendo separados, segundo
suas vibrações específicas, a fim de que a atmosfera humana não fique à mercê
dos ataques da vasta horda da ignorância, que se opõe aos nobres princípios
representados pelo Cordeiro de Deus.
Esforcem-se por entrar na porta estreita e não descansem até
que o consigam. Do lado de forma, posso lhes afirmar, já há prantos e ranger de
dentes.
Que a paz de Jesus vos abasteça em todos os momentos da vida,
sobretudo, na hora difícil dos testemunhos que são o prenúncio da Alvorada da
Esperança.
Boa noite, queridos filhos. Espírito Bezerra de Menezes
Fonte: Herdeiros do
novo mundo, Espírito Lúcius, André Luiz Ruiz.
domingo, 13 de janeiro de 2019
ORAI SEMPRE
"Filhos, não vos esqueçais de orar sempre. A oração possibilita ao homem abrandar os próprios sentimentos.
Quem se habitua a orar não se entrega ao desespero e à revolta. A prece jamais é um monólogo...
Pelo recolhimento íntimo na oração, a criatura conversa com o Criador, que não a deixa sem resposta.
Ato de fé solitário, a prece exterioriza a sinceridade do filho que, reconhecendo a própria insignificância, recorre aos préstimos do Pai, que tudo pode.
Jesus orava com freqüência. Sem este contato pessoal com Deus, a crença do homem não passa de uma aparente manifestação de religiosidade.
Os que oram nunca se fragilizam diante das lutas que faceiam.
Orai no silêncio de vossas reflexões; orai com a vossa mente e com o vosso coração.
Buscai forças no Alto para os embates inevitáveis do caminho, repleto de urzes e de pedras. Orai com as vossas mãos mergulhadas na caridade; que as vossas petições sejam referendadas pelas vossas atitudes no bem dos semelhantes...
A persistência da fé remove obstáculos intransponíveis. A oração modifica o tônus espiritual de quem, por vezes, não enxerga saída para os impasses da existência.
Quem não ora será sempre uma presa fácil da obsessão e do desequilíbrio oriundo de si mesmo.
Filhos, abençoai as vossas provas! Afagai o madeiro que vos pesa nos ombros e, sob o sol causticante de vossas dificuldades, não vos afasteis do oásis aconchegante da oração.
A prece é o ato de humildade que mais engrandece o espírito! Sede homens de fé e de oração.
Quanto maior o desafio lançado à vossa crença, mais devereis vos curvar à necessidade de orar.
"Pedi e obtereis" - exortou-nos o Senhor, em suas palavras jamais pronunciadas em vão."
Fonte: Coragem da Fé
Autor: Carlos A. Bacelli
Espírito: Bezerra de Menezes
CAMINHAI COM DETERMINAÇÃO
"Filhos, apesar dos percalços que enfrentais, inclusive no que se refere à conquista do pão de cada dia, prossegui caminhando com determinação. Compreendei o eco do passado distante nas lutas que vos alcançam no presente: o filho rebelde, o cônjuge difícil, a carência material, o assédio sistemático das trevas...
Não descreiais do Amparo Divino, através dos amigos do Mais Alto, que não vos deixam a sós com as vossas provas. Não fosse pela intercessão daqueles que por vós se interessam do Além, é possível que vos precipitásseis em mais profundos abismos de dor. Inútil pretender qualquer colheita sem justa semeadura.
Por outro lado, de que valeria lançar sobre a gleba inculta a semente promissora? Quantos anseiam por terem o que nada fazem para possuírem?
Adquiri mais ampla compreensão da vida e atinareis com a causa de todos os vossos padecimentos. Toda lágrima encerra uma lição e se constitui num estímulo ao progresso.
Quantos são os que negam a existência de Deus, unicamente por não serem atendidos em seus caprichos de ordem pessoal? O que não tendes nem sempre deve ser interpretado por demérito de vossa parte.
Muitas vezes, a providência que vos é mais necessária ao esforço de auto-superação é o obstáculo que vos parece restringir os movimentos.
Caminhai, pois, com alegria, sem permitir que a descrença se vos insinue no espírito."
Fonte: A Coragem da fé
Autor: Carlos A. Bacelli
Espírito: Bezerra de Menezes
PERSEVERAI
"Filhos, perseverai no testemunho da fé espírita que abraçastes, ante a revivescência do Evangelho do Senhor. Não recueis ante as provas que vos são necessárias ao burilamento.
Sustentai a coragem na luta, conscientes de que toda conquista nos domínios do espírito reclama esforço e sacrifício continuados. Ninguém ascende aos Cimos de passo preso à retaguarda.
A Doutrina Espírita liberta o pensamento, no entanto aquele que procura superar o comodismo intelectual de séculos sempre encontrará oposição. É natural, pois, que as trevas conspirem contra os vossos anseios de elevação.
Os espíritos, quer encarnados, quer desencarnados, habituados à mesmice em que vivem, haverão de pelejar para vos desalentar em vossos novos propósitos na existência. Muitos vos tentarão com o imediatismo dos prazeres mundanos e com as facilidades materiais do caminho. Outros urdirão sofismas, com o intento de vos afastar dos objetivos superiores que concentrastes, na necessidade de renovação íntima.
Sem que percais de vista a trajetória do Cristo, não olvideis que a obra da redenção humana diz respeito a cada espírito em particular. A hora do testemunho é uma hora solitária. Em torno, apupos e injúrias, hostilidade e incompreensão.
Não raro, amigos e companheiros permanecerão à distância, vos contemplando as reações. Convosco, não tereis por escora, na áspera subida, outra que não seja a cruz que vos pesa nos ombros.
Quase ninguém vos verá o pranto que se vos escorre na face, confundindo-se com o suor derramado no cumprimento do dever.
Inevitável, a sensação de extremo abandono dos homens, que vos deve induzir a bem maior confiança em Deus.
Filhos, não permuteis o que é eterno pelo que é transitório. Embora sob duros reveses, insisti na prática do bem aos semelhantes e tomai a iniciativa do perdão, na certeza de que o tempo urge e que, ao termo da vossa caminhada sobre a Terra, não tereis outro Céu que não seja o da consciência tranqüila. "
Fonte: A Coragem da Fé
Autor: Carlos A. Bacelli
Espírito: Bezerra de Menezes
domingo, 4 de junho de 2017
Oração a Bezerra de Menezes
Nós Te rogamos, Pai de Infinita Bondade e Justiça, as graças de Jesus Cristo, através de Bezerra de Menezes e suas legiões de companheiros.
Que eles nos assistam, Senhor, consolando os aflitos, curando aqueles que se tornem merecedores, confortando aqueles que tiverem suas provas e expiações a passar, esclarecendo aos que desejarem conhecer a Verdade e assistindo a todos quantos apelam ao Teu Infinito Amor.
Jesus, Divino Portador da Graça e da Verdade, estende Tuas mãos dadivosas em socorro daqueles que Te reconhecem o Despenseiro Fiel e Prudente; faze-o, Divino Modelo, através de Tuas legiões consoladoras, de Teus Santos Espíritos, a fim de que a Fé se eleve, a Esperança aumente, a Bondade se expanda e o Amor triunfe sobre todas as coisas.
Bezerra de Menezes, Apóstolo do Bem e da Paz, amigo dos humildes e dos enfermos, movimenta as tuas falanges amigas em benefício daqueles que sofrem, sejam males físicos ou espirituais. Santos Espíritos, dignos obreiros do Senhor, derramai as graças e as curas sobre a humanidade sofredora, a fim de que as criaturas se tornem amigas da Paz e do Conhecimento, da Harmonia e do Perdão, semeando pelo mundo os Divinos Exemplos de Jesus Cristo.
Que eles nos assistam, Senhor, consolando os aflitos, curando aqueles que se tornem merecedores, confortando aqueles que tiverem suas provas e expiações a passar, esclarecendo aos que desejarem conhecer a Verdade e assistindo a todos quantos apelam ao Teu Infinito Amor.
Jesus, Divino Portador da Graça e da Verdade, estende Tuas mãos dadivosas em socorro daqueles que Te reconhecem o Despenseiro Fiel e Prudente; faze-o, Divino Modelo, através de Tuas legiões consoladoras, de Teus Santos Espíritos, a fim de que a Fé se eleve, a Esperança aumente, a Bondade se expanda e o Amor triunfe sobre todas as coisas.
Bezerra de Menezes, Apóstolo do Bem e da Paz, amigo dos humildes e dos enfermos, movimenta as tuas falanges amigas em benefício daqueles que sofrem, sejam males físicos ou espirituais. Santos Espíritos, dignos obreiros do Senhor, derramai as graças e as curas sobre a humanidade sofredora, a fim de que as criaturas se tornem amigas da Paz e do Conhecimento, da Harmonia e do Perdão, semeando pelo mundo os Divinos Exemplos de Jesus Cristo.
segunda-feira, 22 de maio de 2017
TORNE-SE RECEPTIVO À CURA!
Geralmente, as pessoas que procuram
tratamento espiritual já estão fazendo algum
tipo de recuperação por meios médicos
convencionais (alopatia, fisioterapia,
quimioterapia etc.) ou estão se submetendo
a tratamentos com acupuntura, homeopatia
e outras técnicas naturalistas.
Muitas
dessas pessoas só procuraram a cura por
métodos espíritas porque não estavam satisfeitas
com seus tratamentos, porque estes
se prolongavam muito, sem resultados
satisfatórios, ou porque, em alguns casos,
a situação era desesperadora e sem expectativas
de cura.
Os consulentes de centros espíritas
buscam, além da cura física, a vital, a emocional
e a psíquico-espiritual para resolverem
seus conflitos familiares, problemas
amorosos, problemas de negócios, questões
judiciais etc.
Essas pessoas ficam sabendo,
através de amigos ou parentes, de algum
centro que faz excelentes trabalhos de cura
espiritual e, assim, quando chegam a esse centro, já estão com uma atitude positiva,
esperançosa e confiante. E isto já é um dos
requisitos para estar receptivo à cura.
Habitualmente, o paciente, no centro
espírita, passa por uma triagem, uma consulta
e só então é estabelecido algum tipo
de tratamento espiritual adequado para cada
tipo de desequilíbrio ou doença.
O tratamento
básico prescrito geralmente conta
com desobsessão, passes, doutrinação espírita
e a leitura do Evangelho Segundo o
Espiritismo.
Quando há necessidade de cirurgia
espiritual, é recomendado também algum
tipo de alimentação especial e moderação de vícios como cigarro e álcool. O paciente
é aconselhado, ainda, a evocar o auxílio
do dr. Bezerra de Menezes e de outros
médicos do plano espiritual, além de orar a
Jesus.
Todas essas orientações são muito importantes,
entre outras razões, porque, desta
forma, o paciente é obrigado “a fazer sua
parte”. Com essa participação ativa no tratamento, ele se torna mais receptivo à cura.
Algumas recomendações muito importantes
para se facilitar a obtenção da cura
são: a reforma íntima, a leitura de caráter
espiritual, os entretenimentos sadios, a manutenção
daquela atitude que Jesus denominou
como “vigiai e orai”, praticar o silêncio
e a prece e ter moderação em tudo
que fizer.
DR. BEZERRA DE MENEZES - Curas Espirituais
Ao abordarmos a questão das curas espirituais,
não podemos nos esquecer de falar
mais detalhadamente de uma grande figura,
um grande espírito que viveu entre nós
e que hoje atua no plano espiritual para
orientar todo um trabalho competente de
auxílio médico. Estamos falando do dr. Bezerra
de Menezes, conhecido por muitos
como “o médico dos pobres”, um dos nomes
mais significativos na história do Espiritismo.
Além de grande médico, Bezerra de
Menezes sempre foi um homem de reputação ilibada, um político de atitudes dignas
e de grande honradez. Mas, fundamentalmente,
foi ao abraçar os pobres necessitados
e dividir com eles sua vida e trabalho
que a pureza desse espírito de escol aflorou,
dando exemplos e mais exemplos de amor
e dedicação ao próximo.
Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti
nasceu em uma pequena localidade do interior
do Ceará, Riacho do Sangue (hoje Jaguaretama),
em 29 de agosto de 1831.
Aos
sete anos, ingressou na escola pública, levando
cerca de 10 meses apenas para ficar
bem instruído.
Aos 11, já cursava humanidades
e, aos 13, dava aulas de latim, substituindo
a ausência do professor. Por questões
de ordem política, sua família se mudou
para o Rio Grande do Norte, de onde
só regressou em 1846, passando a morar
em Fortaleza.
Bezerra de Menezes era filho de Antônio Bezerra de Menezes, um tenente-coronel
da antiga Guarda Nacional que legou
ao filho toda a sua carga de caráter e honradez.
Seu pai tinha um coração muito
bom, usando sua grande fortuna para ajudar
muitas pessoas, mas diante da exploração
de amigos e parentes, o velho coronel
viu sua riqueza minguar. Acabou por
se tornar um administrador de suas próprias
posses, como se fossem apenas “emprestadas”,
utilizando o suficiente para manter
sua família dignamente.
Foi assim que o coronel teve uma conversa
com Bezerra de Menezes, pois sabia
do sonho do filho de se formar em medicina.
Disse-lhe que não podia, por dever
de consciência, usar as posses que tinha
para custear sua formação, já que cuidava
de seus bens como um verdadeiro empréstimo.
Foi essa demonstração de probidade
que deu mais ânimo para Bezerra de
Menezes lutar como nunca para realizar
sua vontade e justificar o merecimento de ter um pai com tamanha nobreza de espírito.
Com uma quantia razoável, partiu em
1851 para o Rio de Janeiro, pronto para
estudar e se tornar médico.
Com a coragem e a honradez herdadas
do pai, Bezerra de Menezes fez de tudo
para custear seus estudos. Dava aulas particulares
para sustentar suas despesas com
moradia e taxas do curso, até que, em
1856, conseguiu o diploma de médico
com as melhores notas da faculdade em
todo o período que lá passou. Um ano
depois, entrou no exército graças à indicação
de seu professor, o dr. Manuel
Feliciano Pereira de Carvalho, sendo nomeado
cirurgião-tenente.
E, em 1858, casou-se
com Maria Cândida de Lacerda, com
quem teve dois filhos.
Apesar das recomendações de seu pai
para que não entrasse na política, além de
estar atarefado com seus doentes, Bezerra
de Menezes foi procurado para que fizesse
parte da lista de candidatos a vereador
90
do Partido Liberal (o mesmo partido ao
qual seu pai sempre esteve ligado ideologicamente)
nas eleições de 1860 . Foi eleito,
mas teve seu mandato impugnado por
ser integrante do exército. Entretanto, ele
não pensou duas vezes para abandonar o
cargo militar e poder, assim, assumir sua
vaga na Câmara.
Como político, sempre se preocupou
em trabalhar para trazer benefícios ao povo
que o elegeu. Sempre bateu de frente com
o poder, atitude que lhe trouxe problemas
tanto com o governo como com integrantes
de seu próprio partido, mais interessados
em fazer ações convenientes politicamente.
Em 1867, Bezerra de Menezes foi
eleito deputado pelo Rio de Janeiro, quando
então seu nome tomou uma projeção
nacional. Porém, com a ascensão do Partido
Conservador e a dissolução da Câmara
dos Deputados, ele se afastou um pouco
da política, retornando somente em 1876,
novamente como vereador.
O encontro com o Espiritismo
No entanto, o que movia o dr. Bezerra
de Menezes era mesmo o trabalho médico,
a possibilidade de exercer a caridade e levar
a cura para tantos necessitados, sobretudo,
para aqueles mais pobres e sem condições
materiais. Tanto que sua pouca fortuna
veio de quando foi detentor da Companhia
da Estrada de Ferro Macaé-Campos,
o que não durou muito, devido às perseguições
governamentais que o levaram a ficar
sem recursos financeiros.
Mas Bezerra de Menezes não se preocupava
com isso, não era aferrado aos bens
materiais. No livro Vida e Obra de Bezerra
de Menezes, de Sylvio Brito Soares, temos
uma boa ideia de sua vocação para a caridade:
“Seu espírito, porém, pairava sempre
acima dos bens efêmeros do mundo e tanto
isso é verdade que, dispondo de todos
os elementos para reconquistá-los, mostrou
em todas as horas sua completa indiferença, para se dedicar única e exclusivamente ao exercício de seu sacerdócio médico e
ser caridoso com todos os infelizes”.
O jovem Bezerra de Menezes havia sido
criado no seio de uma família católica,
porém, chegando ao Rio de Janeiro, passou
a deixar de lado essa crença, pois, segundo
ele, não era firmada em uma fé raciocinada.
Só voltou a se interessar mais por
questões religiosas quando sua esposa faleceu,
em 1863. De um amigo, recebeu um
exemplar da Bíblia, que passou a ler e ficar
interessado, mas depois teve a necessidade
de crer em algo firmado na razão.
Era uma época em que o espiritismo
começava a ganhar forma, afinal de contas,
a codificação da doutrina realizada por
Allan Kardec havia acontecido em 1857.
Inicialmente, Bezerra de Menezes repudiava
as idéias espíritas, por temer que elas desarranjassem
os pensamentos que haviam
lhe conduzido novamente à religião de sua
família. Porém, foi um colega de profissão,
o dr. Joaquim Carlos Travassos, quem lhe abriu as portas dessa doutrina consoladora
e esclarecedora.
Ao ter em mãos a tradução em português
de O Livro dos Espíritos, o dr. Joaquim
presenteou Bezerra de Menezes com a obra,
gentilmente aceita por este.
Certo dia, ao
tomar um bonde, o “médico dos pobres”
passou a ler o livro para se distrair durante
a viagem. Apesar de repudiar o Espiritismo,
considerava que deveria ao menos estudá-
la, como fazia com outras doutrinas. Ficou
tão absorvido com o conteúdo de O Livro
dos Espíritos (dizia encontrar ali nada que
fosse novo para o espírito, mas novo para
ele) que chegou à conclusão de que parecia
ser “um espírita inconsciente ou, como
se diz vulgarmente, de nascença”, conforme
palavras dele mesmo.
Mas foi ao sofrer de dispepsia que Bezerra
de Menezes pôde começar a comprovar
e se encantar com a doutrina espírita.
Ele não conseguia obter melhoras por meio
da medicina oficial e, depois de cinco anos de tratamentos infrutíferos, resolveu procurar
um médium de nome João Gonçalves
do Nascimento.
Bezerra não acreditava
muito, achava se tratar apenas de um especulador,
mas queria também ter uma convicção
mais fundamentada sobre o que acabava
de conhecer.
Um médico amigo seu é quem foi à
presença desse médium e depois, ao ler o
que este havia escrito, surpreendeu-se com
o teor da mensagem, que trazia uma descrição de quem ele era (apesar de ter se identificado
apenas com seu primeiro nome,
pouquíssimo conhecido) e do mal que sofria.
Em três meses de tratamento espiritual,
Bezerra de Menezes estava completamente
curado e pronto para voltar a seus afazeres.
Para impressioná-lo ainda mais, tempos
depois, sua segunda esposa também ficou
seriamente doente, chegaram a condená-la
como tuberculosa.
Recorreu novamente ao
médium, que diagnosticou que o problema
estava no útero, o que refletia nos pulmões. Tratada espiritualmente, ela ficou
curada e não apresentou mais problemas.
Bezerra de Menezes se sentia um novo
homem, havia encontrado no espiritismo o
porto seguro onde aportar, algo em que
podia crer depois de tanto procurar.
Segundo
ele, “não encontrava onde assentar minha
crença porque o ensino de Jesus me
era oferecido sob um aspecto impossível de
se acomodar com um sentimento íntimo,
instrutivo, exato, que me desse a razão e a
consciência de ali estar a verdade”.
Em 16 de agosto de 1886, diante de
cerca de 2 mil pessoas da alta sociedade
reunidas no salão da Guarda Velha, o dr.
Adolfo Bezerra de Menezes declarava solenemente
e cheio de orgulho que havia aderido
ao espiritismo.
A partir de então, passou
a ser um dos maiores divulgadores e
defensores da doutrina em nosso país. Trabalhou
incansavelmente para levar a palavra
dos espíritos para todos os cantos e todas
as pessoas, sobretudo, aos enfermos.
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Lutou contra aqueles que detratavam a doutrina,
virando-se contra atos como a condenação
das práticas espíritas contida no
Código Criminal promulgado quando da
proclamação da República.
Usava páginas
de jornais como O Paiz para publicar seus
artigos em favor do Espiritismo, gerando
grandes e acalorados debates.
Em 11 de abril de 1900, Adolfo Bezerra
de Menezes partiu para o mundo espiritual,
causando muita comoção em todos
os amigos e admiradores. Sua missão terrena
chegava ao fim, mas o trabalho no plano
superior tinha muito ainda a se realizar.
Bezerra de Menezes passaria a inspirar a
divulgação da doutrina e trabalhar para
curar espiritualmente muitas almas necessitadas
do amor e dedicação que caracterizavam
o “médico dos pobres”.
Os trabalhos de cura
Quando encarnado, Bezerra de
Menezes disse certa feita: “Um médico não tem o direito de terminar uma refeição nem
de perguntar se é longe ou perto quando
um aflito qualquer lhe bate à porta. O que
não acode por estar com visitas, por ter
trabalhado muito e se achar fatigado ou
por ser alta hora da noite, mau o caminho
ou o tempo, ficar longe ou no morro, o
que, sobretudo, pede um carro a quem não
tem com que pagar a receita, esse não é
médico, é negociante de medicina, que trabalha
para recolher capital e juros dos gastos
de formatura”.
Sendo assim, nunca teve pudores de
cuidar e curar quem quer que fosse, na hora
e no lugar que fosse, sempre tendo em mente
que “fora da caridade não há salvação”.
Trabalhava de graça, levando sua palavra
de conforto, seus recursos de médico e sua
bolsa de remédios para minorar o sofrimento
das pessoas. Medicamentos, aliás, que
eram fornecidos gratuitamente na Pharmacia Cordeiro, no Rio de Janeiro, onde costumava
fazer seus atendimentos.
Mas ao partir para o plano espiritual,
Bezerra de Menezes manteve viva a vontade
e a disposição de trabalhar pela cura dos
enfermos. Por meio de cirurgias espirituais,
traz conforto e saúde para aqueles que tanto
necessitam.
No livro Lindos Casos de Bezerra
de Menezes, de Ramiro Gama, podemos
encontrar vários relatos sobre casos de
cura promovidos pelo “médico dos pobres”,
como este que transcrevemos a seguir:
“Este caso quem nos contou foi o prezado
amigo e irmão Manuel Epaminondas,
residente em Três Rios, Estado do Rio de Janeiro.
Sua sobrinha Luzia se achava atacada
há quase dois anos por uma sinusite crônica,
segundo o diagnóstico de seu médico assistente. Em meados do ano anterior, 1941, a
doença se agravou, complicando-se com outras
velhas enfermidades. Seu médico, depois
de lançar mão de todos os recursos de sua
ciência, desenganou-a, tanto mais que a operação
que lhe poderia salvar era contraindicada,
dada sua fraqueza orgânica, que progredia diariamente.
Foi quando, à residência da irmã dele,
que residia no Rio nesta época, na qual estava
sua sobrinha, chegou uma senhora espírita.
Observou a doente desenganada e
aconselhou: ‘Por que não levam a Luzia a
um grupo espírita e não a tratam pelo espiritismo?
Tenho a intuição de que ficará boa,
tanto mais que a medicina da Terra se mostra
impotente para curá-la’.
Sua irmã e o cunhado eram católicos,
se bem que eram simpáticos à doutrina espírita também, e ficaram indecisos.
Mais tarde,
apareceram outras visitas que aconselharam
a terapêutica espírita.
Dormiram, pois, todos apreensivos com
as recomendações. Pela manhã, sua irmã, o
cunhado e a própria doente contaram seus
sonhos. Eram idênticos. Sonharam os três que
o dr. Bezerra de Menezes havia lhes aparecido
e dito: ‘O caso é de operação. Amanhã,
no fim da tarde, às 18h, concentrem-se porque
vou operá-la. Tenham fé em Jesus’.
A perplexidade era geral. Então o caso
era mesmo sério e haveria de dar bom resultado.
Confiaram e esperaram. Neste ínterim,
entra a senhora espírita que os visitara na
véspera e os aconselhara a procurar um grupo
espírita, contando-lhes: ‘Esta noite sonhei
com Luzia e o dr. Bezerra. Ouvi nitidamente
ele dizer que vai operá-la hoje à tarde’.
Era demais. A comoção invadiu a todos.
A graça lhes parecia além de seus merecimentos.
E à tarde, às 18h, de acordo com
as recomendações do dr. Bezerra de
Menezes nos quatro sonhos, concentraram-se.
Oraram com respeito e emoção. A doente
foi colocada na cama e esperaram todos,
temerosos, apreensivos.
Daí em diante, a enferma dormiu para
acordar minutos depois, gritando emocionadíssima:
‘Fui operada por um velhinho de
branco, que aqui esteve, fez-me dormir e,
depois, senti que me operava, que abria minha
testa e limpava. Despediu-se me abraçando e ouvi que dizia: vão lhe aparecer na testa algumas feridinhas, mas não se incomode,
depressa desaparecerão e depois você
ficará completamente curada. Dê graças a
Deus! Eleve seu coração para Jesus, o divino
médico do corpo e da alma, que, por
intercessão de Maria Santíssima, permitiu a
operação. E partiu’.
Isto se deu, concluiu nosso caro amigo
Nonda, há 17 anos e sua sobrinha Luzia se
acha hoje completamente curada.
Tudo se
realizou como o dr. Bezerra lhe disse, pequenas
feridas apareceram-lhe na testa e, depois,
desapareceram como que por encanto”.
Mesmo ao partir para o plano
espiritual, Bezerra de Menezes manteve
viva a vontade e a disposição de
trabalhar pela cura dos enfermos Para concluir, vejamos as palavras de
Sylvio Brito Soares, em seu livro Vida e Obra
de Bezerra de Menezes, sobre o “médico
dos pobres”:
“Bezerra de Menezes é, para
todos os que mourejam em terra do “coração do mundo”, a âncora de salvação quando
a borrasca do infortúnio os atinge. Milhões
de vozes pedem diariamente seu socorro.
Milhões de corações a todo instante
agradecem a esse grande benfeitor as dádivas
de seu amor. Bezerra de Menezes vive
nos corações de todos os espiritistas do
Cruzeiro do Sul”.
Fonte: Revista Crista de Espiritismo - O Que e Cura Espiritual- Biblioteca Espírita Virtual
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