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domingo, 2 de julho de 2017

ARABESCOS - Gotas de Luz - Francisco Cândido Xavier - Espírito Casimiro da Cunha

 Embora a crítica azeda, 
Atende ao dever cristão. 

A inveja combate sempre 
O esforço da elevação. 

Ilumina a própria senda, 
Faze -te sábio e melhor. 
De todos os males juntos 
A ignorância é o maior. 

A fortuna, muitas vezes, 
É neblina deletéria. 
A riqueza sem virtude 
É mais triste que a miséria. 

Não te esqueças da verdade, 
Recorda que para a morte 
Não vale bolsa repleta, 
Nem existe casa forte. 

Trabalha, constantemente, 
Firme e fiel ao teu posto. 
Descanso desnecessário 
E’ plantação de desgosto. 

Ao despeito envenenado 
A retidão não se rende. 
De pessoa desbriada 
O insulto não ofende. 

Dos vermes de ruína e morte, 
Que atacam o fruto e a flor, 
O mais cruel é a preguiça 
Que mora no lavrador. 

Respeita a moderação. 
Quem com pouco se compraz, 
Entre as bênçãos da alegria, 
Serve muito e vive em paz.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

DEUS RESPONDEU-LHE COM UM SORRISO! - Reflexão!

DEUS RESPONDEU-LHE COM UM SORRISO! 


Que aprendas que não podes fazer que todos te amem e o que podes fazer é amar os outros. 

Que aprendas que o mais valioso não é o que tens na vida, mas que tens vida.

Que aprendas que não é bom te comparar com os outros.

Que aprendas que uma pessoa rica não é a que tem mais, mas a que necessita menos.

Que aprendas que unicamente leva uns segundos a ferir profundamente uma pessoa que amas, e que pode levar muitos anos a cicatrizar a ferida.

Que perdoar, se aprende perdoando..... 

Que aprendas que há pessoas que te amam estranhamente, e que muitas vezes não sabem como exprimi-lo ..... 

Que aprendas que duas pessoas podem olhar a mesma coisa,e cada uma delas vê-la de modo bem diferente.

Que perdoar aos outros não é fácil, e que perdoar a si mesmo é o primeiro passo..... 



MENSAGENS TRANSFORMADORAS PARA NOSSA REFLEXÃO VOLUME 1 Compilação e adaptações: J. Meirelles

domingo, 19 de outubro de 2014

V- Provas da Riqueza e da Miséria - O Livro dos Espíritos, Allan Kardec -AS LEIS MORAIS CAPÍTULO IX- LEI DE IGUALDADE

LIVRO TERCEIRO
AS LEIS MORAIS
CAPÍTULO IX- LEI DE IGUALDADE
V- Provas da Riqueza e da Miséria
(Questão 814 a 816)

Deus concedeu a uns a riqueza e o poder e a outros, a miséria para provar a cada um de uma maneira diferente. Aliás, vós o sabeis, essas provas são escolhidas pelos próprios Espíritos, que muitas vezes sucumbem ao realizá-las.

Todas as duas provas podem ser perigosas para o homem: a da desgraça ou a da riqueza. A miséria provoca a lamentação contra a Providência; a riqueza leva a todos os excessos.

O rico sofre mais tentações, porém dispõe também de mais meios para fazer o bem. E é justamente o que nem sempre faz; torna-se egoísta, orgulhoso insaciável; suas necessidades aumentam com a fortuna e julga não ter o bastante para si mesmo.

Comentário de Kardec: A posição elevada no mundo e a autoridade sobre os semelhantes são provas tão grandes e arriscadas quanto a miséria; porque, quanto mais o homem for rico e poderoso, mais obrigações têm a cumprir, maiores são os meios de que dispõe para fazer o bem e o mal. Deus experimenta o pobre pela resignação e o rico pelo uso que faz de seus bens e do seu poder.
      A riqueza e o poder despertam todas as paixões que nos prendem à matéria e nos distanciam da perfeição espiritual. Foi por isso que Jesus disse:

— “Em verdade, vos digo: é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”.  


IV- Desigualdades das Riquezas- O Livro dos Espíritos, Allan Kardec -AS LEIS MORAIS CAPÍTULO IX- LEI DE IGUALDADE

LIVRO TERCEIRO
AS LEIS MORAIS
CAPÍTULO IX- LEI DE IGUALDADE
IV- Desigualdades das Riquezas
(Questão 806 a 807)

A desigualdade das riquezas nem sempre tem sua origem na desigualdade das faculdades, que dão a uns mais meios de adquirir do que a outros, se considerarmos que existe a astúcia e o roubo.
 
A riqueza hereditária, entretanto, pode ser fruto das más paixões. É preciso remontar à origem para ver se é sempre pura. Sabes se no princípio não foi o fruto de uma espoliação ou de uma injustiça?

Mas sem falar em origem, que pode ser má, crês que a cobiça de bens, mesmo os melhor adquiridos, e os desejos secretos que se concebem de possuir o mais cedo possível, sejam sentimentos louváveis? Isso é o que Deus julga, e te asseguro que o seu julgamento é mais severo que o dos homens.

Se uma fortuna foi mal adquirida, os herdeiros não serão responsáveis  pelo mal que outros tenham feito, tanto mais que o podem ignorar, mas fica sabendo que, muitas vezes, uma fortuna se destina a um homem para lhe dar ocasião de reparar uma injustiça. Feliz dele se o compreender! E se o fizer em nome daquele que cometeu a injustiça, a reparação será levada em conta para ambos, porque quase sempre é este último quem a provoca.

Sem fraudar a legalidade, podemos dispor dos nossos bens de maneira mais ou menos equitativa. Quem assim o faz é responsável, depois da morte, pelas disposições testamentárias pois toda ação traz os seus frutos; os das boas ações são doces e os das outras são sempre amargos; sempre, entendei bem isso.

A igualdade absoluta das riquezas não é possível pois a diversidade das faculdades e dos caracteres se opõe a isso.

Os homens, entretanto, que creem estar nisso o remédio para os males sociais são sistemáticos ou ambiciosos e invejosos. Não compreendem que a igualdade seria logo rompida pela própria força das coisas. Combatei o egoísmo, pois essa é a vossa chaga social, e não corrais atrás de quimeras.

Se a igualdade das riquezas não é possível, não quer dizer que acontece o mesmo com o bem-estar; mas o bem-estar é relativo e cada um poderia gozá-lo, se todos se entendessem bem…

Porque o verdadeiro bem-estar consiste no emprego do tempo de acordo com a vontade, e não em trabalhos pelos quais não se tem nenhum gosto.

Como cada um tem aptidões diferentes, nenhum trabalho útil ficaria por fazer. O equilíbrio existe em tudo e é o homem quem o perturba.

Somente será possível que todos os homens se entendam quando praticarem a lei da justiça.

Há pessoas que caem nas privações e na miséria por sua própria culpa; a sociedade pode ser responsabilizada por isso pois ela é sempre a causa primeira dessas faltas; pois não lhe cabe velar pela educação moral de seus membros?

É frequentemente a má educação que falseia o critério dessas pessoas, em lugar de aniquilar lhes as tendências perniciosas. 



(1) No mundo de hoje, este problema já vem provocando tentativas de solução. Trata-se do aproveitamento das vocações, cujo desperdício sistemático acarreta perdas consideráveis à economia social e profundo desequilíbrio na estrutura das sociedades (N. do T.)


domingo, 6 de abril de 2014

O Evangelho Segundo o Espiritismo-CAPÍTULO XVI - NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON-DESIGUALDADE DE RIQUEZAS


CAPÍTULO XVI

NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON

Salvação dos ricos. – Guardar-se da avareza. - Jesus na casa de Zaqueu. – Parábola do mau rico. – Parábola dos talentos. – Utilidade providencial da fortuna. – Provas da riqueza e da miséria. – Desigualdade das riquezas. – Instruções dos Espíritos: A verdadeira propriedade. – Emprego da fortuna. – Desprendimento dos bens terrenos. – transmissão da fortuna.

DESIGUALDADE DAS RIQUEZAS


  8 – A desigualdade das riquezas é um dos problemas que em vão se procuram resolver, quando se considera apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é a seguinte. Por que todos os homens não são igualmente ricos?

Por uma razão muito simples: é que não são igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. Aliás, é uma questão matematicamente demonstrada que, supondo-se feita essa repartição, o equilíbrio seria rompido em pouco tempo, em virtude da diversidade de caracteres e aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente o necessário para viver, isso equivaleria ao aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e o bem-estar da humanidade; que, portanto, supondo-se que ela desse a cada um o necessário, desapareceria o estímulo que impulsiona as grandes descobertas e os empreendimentos úteis.

Se Deus a concentra em alguns lugares, é para que dos mesmos ela se expanda, em quantidades suficientes, segundo as necessidades.

 Admitindo-se isto, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos. Essa é ainda uma prova da sabedoria e da bondade de Deus. Ao dar ao homem o livre arbítrio, quis que ele chegasse, pela sua própria experiência, a discernir o bem e o mal, de maneira que a prática do bem fosse o resultado dos seus esforços, da sua própria vontade. Ele não deve ser fatalmente levado a um nem ao outro, pois então seria um instrumento passivo e irresponsável como os animais.

A fortuna é um meio de prová-lo moralmente; mas como, ao mesmo tempo, é um poderoso meio de ação para o progresso, Deus não quer que permaneça improdutiva, e é por isso que incessantemente a transfere.

Cada qual deve possuí-la, para exercitar-se no seu uso e provar a maneira por que o sabe fazer. Como há a impossibilidade material de que todos a possuam ao mesmo tempo, e como, se todos a possuíssem, ninguém trabalharia, e o melhoramento do globo sofreria com isso: cada qual a possui por sua vez. Dessa maneira, o que hoje não a tem, já a teve no passado ou a terá no futuro, numa outra existência, e o que hoje a possui poderá não tê-la mais amanhã.

Há ricos e pobres porque, Deus sendo justo, cada qual deve trabalhar por sua vez.

A pobreza é para uns a prova da paciência e da resignação; a riqueza é para outros a prova da caridade e da abnegação.

Lamenta-se, com razão, o triste uso que algumas pessoas fazem da sua fortuna, as ignóbeis paixões que a cobiça desperta, e pergunta-se se Deus é justo, ao dar a riqueza a tais pessoas. É claro que, se o homem só tivesse uma existência, nada justificaria semelhante repartição dos bens terrenos; mas, se em lugar de limitar sua vida ao presente, considerar-se o conjunto das existências, vê-se que tudo se equilibra com justiça. O pobre não tem, portanto, motivo para acusar a Providência, nem para invejar os ricos, e estes não o têm para se vangloriarem do que possuem. Se, por outro lado, estes abusam da fortuna, não será através de decretos, nem de leis suntuárias, que se poderá remediar o mal. As leis podem modificar momentaneamente o exterior, mas não podem modificar o coração: eis porque têm um efeito temporário e provocam sempre uma reação mais desenfreada.

A fonte do mal está no egoísmo e no orgulho. Os abusos de toda espécie cessarão por si mesmos, quando os homens se dirigem pela lei da caridade.

O Evangelho Segundo o Espiritismo-CAPÍTULO XVI - NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON-UTILIDADE PROVIDENCIAL DA FORTUNA-PROVAS DA RIQUEZA E DA MISÉRIA


CAPÍTULO XVI

NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON

Salvação dos ricos. – Guardar-se da avareza. - Jesus na casa de Zaqueu. – Parábola do mau rico. – Parábola dos talentos. – Utilidade providencial da fortuna. – Provas da riqueza e da miséria. – Desigualdade das riquezas. – Instruções dos Espíritos: A verdadeira propriedade. – Emprego da fortuna. – Desprendimento dos bens terrenos. – transmissão da fortuna.

UTILIDADE PROVIDENCIAL DA FORTUNA

PROVAS DA RIQUEZA E DA MISÉRIA

  7 – Se a riqueza tivesse de ser um obstáculo absoluto à salvação dos que a possuem, como se poderia inferir de certas expressões de Jesus, interpretadas segundo a letra e não segundo o espírito? Deus, que a distribui, teria posto nas mãos de alguns um instrumento fatal de perdição, o que repugna à razão. A riqueza é, sem dúvida, uma prova mais arriscada, mais perigosa que a miséria, em virtude das excitações e das tentações que oferece, da fascinação que exerce. É o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual. É o laço que mais poderosamente liga o homem a Terra e desvia os seus pensamentos do céu. Produz tamanha vertigem, que vemos quase sempre os que passam da miséria à fortuna esquecerem-se rapidamente da sua antiga posição, bem como dos seus companheiros, dos que os ajudaram, tornando-se insensíveis, egoístas e fúteis. Mas, por tornar o caminho mais difícil, não se segue que o torne inviável, e não possa vir a ser um meio de salvação nas mãos do que a sabe utilizar, como certos venenos que restabelecem a saúde, quando empregados a propósito e com discernimento.

            Quando Jesus disse ao moço que interrogava sobre os meios de atingir a vida eterna: “Desfaze-te de todos os bens, e segue-me”, não pretendia estabelecer como princípio absoluto que cada um devia despojar-se do que possui, e que a salvação só se consegue a esse preço, mas mostrar que o apego aos bens terrenos é um obstáculo à salvação. Aquele moço, com efeito, julgava-se quite com a lei, porque havia observado certos mandamentos, e no entanto recusava à ideia de abandonar os seus bens; seu desejo de obter a vida eterna não ia até esse sacrifício.

            A proposição que Jesus lhe fazia era uma prova decisiva, para por às claras o fundo do seu pensamento. Ele podia, sem dúvida, ser um padrão de homem honesto, segundo o mundo, não prejudicar a ninguém, não maldizer o próximo, não ser frívolo, nem orgulhoso, honrar ao pai e a mãe. Mas não tinha a verdadeira caridade, pois a sua virtude não chegava até à abnegação. Eis o que Jesus quis demonstrar. Era uma aplicação do princípio: Fora da caridade não há salvação.

            A consequência daquelas palavras, tomadas na sua mais rigorosa acepção, seria a abolição da fortuna, como prejudicial à felicidade futura e como fonte de incontáveis males terrenos; e isso seria também a condenação do trabalho, que a pode proporcionar. Consequência absurda, que reconduziria o homem à vida selvagem, e que, por isso mesmo, estaria em contradição com a lei do progresso, que é uma lei de Deus.

            Se a riqueza é a fonte de muitos males, se excita tantas más paixões, se provoca mesmo tantos crimes, não é a ela que devemos ater-nos, mas o homem que dela abusa, como abusa de todos os dons de Deus. Pelo abuso, ele torna pernicioso o que poderia ser-lhe mais útil, o que é uma consequência do estado de inferioridade do mundo terreno. Se a riqueza só tivesse de produzir o mal, Deus não a teria posto na Terra. Cabe ao homem transformá-la em fonte do bem. Se ela não é uma causa imediata do progresso moral, é, sem contestação, um poderoso elemento do progresso intelectual.

            O homem, com efeito, tem por missão trabalhar pela melhoria material do globo. Deve desbravá-lo, saneá-lo, dispô-lo para um dia receber toda a população que a sua extensão comporta. Para alimentar essa população, que cresce sem cessar, deve aumentar a produção. Se a produção de uma região for insuficiente, precisa ir buscá-la noutra. Por isso mesmo, as relações de povo a povo tornam-se uma necessidade, e para facilitá-las é forçoso destruir os obstáculos materiais que os separam, tornar mais rápidas as comunicações. Para os trabalhos das gerações, que se realizam através dos séculos, o homem teve de extrair materiais das próprias entranhas da terra. Procurou na ciência os meios de executá-los mais rápida e seguramente; mas, para fazê-lo, necessitava de recursos: a própria necessidade o levou a produzir a riqueza, como o havia feito descobrir a ciência. A atividade exigida por esses trabalhos lhe aumenta e desenvolve a inteligência. Essa inteligência, que ele a princípio concentra na satisfação de suas necessidades materiais, o ajudará mais tarde a compreender as grandes verdades morais. A riqueza, portanto, sendo o primeiro meio de execução, sem ela não haveria grandes trabalhos, nem atividade, nem estímulo, nem pesquisas: com razão, pois, é considerada elemento de progresso.

O Evangelho Segundo o Espiritismo-CAPÍTULO XVI - NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON-PARÁBOLA DO MAU RICO


CAPÍTULO XVI

NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON

Salvação dos ricos. – Guardar-se da avareza. - Jesus na casa de Zaqueu. – Parábola do mau rico. – Parábola dos talentos. – Utilidade providencial da fortuna. – Provas da riqueza e da miséria. – Desigualdade das riquezas. – Instruções dos Espíritos: A verdadeira propriedade. – Emprego da fortuna. – Desprendimento dos bens terrenos. – transmissão da fortuna.

PARÁBOLA DO MAU RICO

   5 – Havia um homem rico, que se vestia de púrpura e de Holanda, e que todos os dias se banqueteava esplendidamente. Havia também um pobre mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à sua porta, e que desejava fartar-se das migalhas que caíam da mesa do rico, mas ninguém lhes dava; e os cães vinham lembre-lhe as úlceras. Ora, sucedeu morrer este mendigo, que foi levado pelos anjos ao seio de Abrão. E morreu também o rico, e foi sepultado no inferno. E quando ele estava nos tormentos, levantando os olhos, viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E gritando ele, disse: Pai Abraão, compadece-te de mim, e manda cá Lázaro, para que molhe em água a ponta do seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou atormentado nesta chama. E Abraão lhe respondeu: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e de que Lázaro não teve senão males; por isso está ele agora consolado, e tu em tormentos. E demais, que entre vós está firmado um grande abismo, de maneira que os que querem passar daqui para vós não podem, nem os de lá passar para cá. E disse o rico: Pois eu te rogo, Pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, e não suceda venham também eles parar a neste lugar de tormentos. E Abraão lhe disse: Eles lá têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. Disse pois o rico: Não, pai Abraão, mas se for a eles algum dos mortos, hão de fazer penitência. Abraão, porém, lhe respondeu: Se eles não dão ouvidos a Moisés e aos profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite algum dos mortos. (São Lucas, XVI: 19-31).

O Evangelho Segundo o Espiritismo-CAPÍTULO XVI - NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON-GUARDAR-SE DA AVAREZA


CAPÍTULO XVI

NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON

Salvação dos ricos. – Guardar-se da avareza. - Jesus na casa de Zaqueu. – Parábola do mau rico. – Parábola dos talentos. – Utilidade providencial da fortuna. – Provas da riqueza e da miséria. – Desigualdade das riquezas. – Instruções dos Espíritos: A verdadeira propriedade. – Emprego da fortuna. – Desprendimento dos bens terrenos. – transmissão da fortuna.

GUARDAR-SE DA AVAREZA

3Então lhe disse um homem da plebe: Mestre, dizei a meu irmão que reparta comigo da herança.

Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constitui a mim juiz, ou partidor, sobre vós outros? Depois lhe disse: Guardai-vos e acautelai-vos de toda avareza, porque a vida de cada um não consiste na abundância das coisas que possui.

 Sobre o que lhes propôs esta parábola, dizendo: O campo de um homem rico tinha dado abundantes frutos, e ele revolvia dentro de si estes pensamentos, dizendo: Que farei, que não tenho onde recolher os meus frutos? Farei isto, disse ele: derrubarei os meus celeiros e os farei maiores; e neles recolherei todas as minhas novidades, e os meus bens. E direi à minha alma: Alma minha, tu tens muitos bens em depósito para largos anos: descansa, come, bebe, regala-te.

Mas Deus disse a este homem: Insensato que és! Vai ser retomada a tua alma esta noite mesmo; e pra quem será as coisas que amontoastes (São Lucas, XII: 13-21).

O Evangelho Segundo o Espiritismo-CAPÍTULO XVI - NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON-SALVAÇÃO DOS RICOS


CAPÍTULO XVI

NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON

Salvação dos ricos. – Guardar-se da avareza. - Jesus na casa de Zaqueu. – Parábola do mau rico. – Parábola dos talentos. – Utilidade providencial da fortuna. – Provas da riqueza e da miséria. – Desigualdade das riquezas. – Instruções dos Espíritos: A verdadeira propriedade. – Emprego da fortuna. – Desprendimento dos bens terrenos. – transmissão da fortuna.

SALVAÇÃO DOS RICOS

1Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou se afeiçoará a um ou desprezará o outro; Não podeis servir ao mesmo tempo Deus e a Mamon. (São Lucas, cap.XVI: v.13).

            2 – E eis que, chegando-se a ele um, lhe disse:

- Bom Mestre, que obras boas devo eu fazer, para alcançar a vida eterna?

Jesus lhe respondeu:

- Por que me chamas bom? Bom só Deus o é. Porém, se tu queres entrar na vida, guarda os mandamentos.

Ele lhe perguntou: - Quais?

E Jesus lhe disse: - Não cometerás homicídio; não adulterarás; não cometerás furto; não dirás falso testemunho; Honra a teu pai e a tua mãe, e ama o teu próximo como a ti mesmo.

 O jovem lhe disse:- Eu tenho guardado tudo isso desde a minha mocidade; que é que me falta ainda?

Jesus lhe respondeu: -Se quereis ser perfeito, vai, vende o que tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem e segue-me.

 O jovem, porém, como ouviu esta palavra, retirou-se triste; porque tinha muitos bens.

E Jesus disse aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é bem difícil que um rico entre no Reino dos Céus. Ainda vos digo mais: que mais fácil é passar m camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no Reino dos Céus. (São Mateus, XIX: 16-24 – Lucas, XVII: 18-25 – Marcos, X: 17-25).