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sábado, 14 de julho de 2018

SIMBIOSE ESPIRITUAL - Uma forma grave de obsessão!

A Simbiose no seu conceito básico e genérico é o processo pelo qual dois seres vivos se associam. 

Para falarmos de Simbiose Espiritual, que é um tipo grave de obsessão, é preciso conhecer os GRAUS em que se desenvolvem as Obsessões, segundo Allan Kardec.


OBSESSÃO SIMPLES
Na obsessão simples o indivíduo é perturbado por ideias infelizes, porém permanece em pleno uso de suas faculdades mentais.
(Onde encontramos influências nos PENSAMENTOS, no MENTAL)

OBSESSÃO POR FASCINAÇÃO

Na fascinação o indivíduo se vê convencido das ideias do obsessor como se fossem dele, e ninguém o convence do contrário.

(Onde encontramos a SIMBIOSE)

OBSESSÃO POR SUBJUGAÇÃO
Na subjugação pouco importa o que pensa. O obsessor controla seus movimentos, como uma marionete.

(Onde se encontra o VAMPIRISMO)


A Simbiose pode ocorrer em todos os tipos de relação entre os envolvidos:

Entre Desencarnado e Encarnado 

       O Espíritos André Luiz, no Livro Missionários da Luz de Chico Xavier, define a SIMBIOSE ESPIRITUAL entre encarnado e desencarnado, onde os últimos “se aglutinam ao hábitos dos vivos, partilhando-lhes a existência e absorvendo-lhes parcialmente a vitalidade, de que se sustentam”.

  Ambos buscam-se, mutuamente, na satisfação e realização de suas necessidades. O Desencarnado se mantém acoplado ao corpo espiritual do encarnado, influenciando-o em todas as suas decisões. Na vigília o encarnado acredita serem suas as decisões, porém, durante o desdobramento do sono, seu espírito livre do envoltório corporal se locupletam em perfeita simbiose consciente.
Entre Desencarnado e Desencarnado 

   Dois espíritos se valem um do outro para tomar toda e qualquer atitude relacionada à sua vida, numa relação consciente de dependência mútua, na qual acreditam estar se beneficiando um ao outro.

Entre encarnado e encarnado 

      Ambos acreditam que por afinidades que criam, desenvolvem uma relação de dependência mutua, que afeta a sua capacidade de discernir sobre a sua própria vida, de tal sorte que, não consegue tomar nenhuma decisão sem perguntar antes o que o outro acha.
A SIMBIOSE ESPIRITUAL
     É uma obsessão no grau de FASCINAÇÃO, ou seja, um tem domínio sobre o mental do outro, porém, acreditam cegamente que a ideia é sua e em seu benefício. Ficam cegos em relação ao problema que os envolvem. 
      Não existe aí, a obsessão de uma parte para outra parte. Ambos se obsidiam mutuamente, criando uma relação de dependência em relação ao outro, para toda e qualquer decisão sobre si.
      Se concretiza pela BUSCA BILATERAL das partes envolvidas, sejam encarnados ou desencarnados, ou seja, se buscam mutuamente para atender os seus desejos mais iminentes, sobre os quais não conseguem realizar sozinhos, se sentem incapazes de exercer a sua individualidade, criando uma RELAÇÃO DE DEPENDÊNCIA entre ambos.  Ambos acreditam que para conseguir permanecer na caminhada, necessitam um do outro, para vencer suas expectativas.
      A simbiose espiritual se estende a duradoura associação biológica entredois seres vivos, partindo da necessidade de um perante o outro, bem como de sua incapacidade de seguir no comando de sua própria vidaacreditando que esta relação traga benefícios recíprocos.
    O vínculo entre os espíritos envolvidos num processo simbiótico é muito forte e se realizada pela ligação de ambos através de fluidos ou teias energéticas de mesma vibração, que compartilham da presente sintonia como se fossem um só, uma nada faz, decide ou realizada sem o outro.
       
AS MOTIVAÇÕES DAS OBSESSÕES
    O desencarnado pode se aproximar do individuo aproveitando-se de EMANAÇÕES FLUÍDICAS que são peculiares a ambos, ou seja, pelas AFINIDADES.
   Pode aparecer quando a mente desencarnada se aproveita da receptividade dos que lhe choram a perda, influenciando-os com emanações de seu próprio corpo espiritualutilizando-os como instrumentos de seus próprios pensamentos. 
   Em determinas situações a SIMBIOSE ESPIRITUAL torna-se necessária aos indivíduos em conluio espiritual, pois a separação de ambos pode trazer consequências graves para os espíritos ali envolvidos.
    Muitas vezes a criatura, ao reencarnar, já traz a companhia invisível da entidade com a qual está ligada por tarefas e dívidas de outras existências: harmonizadas na MESMA ONDA MENTAL, integram-se como HIPNOTIZADOR E HIPNOTIZADO.
      As Obssessões se caracterizam pelo domínio sobre o outro para atender às suas necessidades:
SIMPLES – SATISFAÇÃO É UNILATERAL –EM PREJUÍZO DO OUTRO –                               RELAÇÃO DE AFETO OU SEM VÍNCULO AFETIVO
      Exemplo1: Com AFETO - Um ente querido que já morreu, permanece vinculado ao seu lar, numa intenção de ajudar, por amor ou qualquer motivação benéfica aos seus, porém, não se dá conta de que ali, estabelece uma relação de obsessão, devido ao vínculo afetivo.
        Exemplo 2: Sem VÍNCULO AFETIVO - Alguém desencarnado, que ainda não alcançou a consciência necessária a fim de despertar para a vida espiritual na qual está inserido, preso aos velhos hábitos materiais da vida física, bem como, às suas viciações, como por exemplo, álcool, drogas, sexo, se unem a qualquer encarnado desavisado, invigilante que compactuam da mesma sintonia, para sugar-lhes as energias vitais das quais precisam para satisfazer tais necessidades ainda iminentes no espírito ainda muito materializado e preso à vida terrena.
FASCINAÇÃO – SATISFAÇÃO MÚTUA, BILATERAL-  SIMBIOSE –                                              RELAÇÃO DE AFETO
       Exemplo 1: Com AFETO -  A afetividade pré-dispõe as partes ao conluio voluntário, de satisfação pessoal, influenciando diretamente o mental do outro, de tal forma, que o indivíduo acredita e está sempre convicto de que não outra verdade. Fica cego, hipnotizado, não é capaz de discernir.
SUBJUGAÇÃO- SATISFAÇÃO É UNILATERAL –EM PREJUÍZO DO                                              OUTRO- RELAÇÃO  DE DESAFETO
      Exemplo 2: Com DESAFETO - Um espírito persegue o outro até que consiga manter vínculos energéticos de teor prejudicial, motivado pelo desejo perverso de fazer o mal, adoecer o outro e até mesmo levá-lo ao desencarne por motivos de ódio, vingança, inveja, etc.
É PRECISO BUSCAR AJUDA ESPIRITUAL 
    Todo e qualquer TIPO DE OBSESSÃO perdura enquanto a criatura encarnada, submetida, fascinada, subjugada, por fluidos que lhe são estranhos e deletérios, não buscar a própria renovação através do estudo, da oração, da aquisição de virtudes. 
   Todos as pessoas envolvidas nesses processos de obsessão têm no campo espiritual, Espíritos Amigos, Benfeitores Espiritual, Anjos Guardiões, os tarefeiros, conselheiros espirituais, que se dispõem a NOS ACONSELHAR NO CAMINHO DO BEM, a fim de que, O INDIVÍDUO DESPERTE para a NECESSIDADE DE MUDAR VELHOS HÁBITOS, VALORES, CONDUTAS, PENSAMENTOS, SENTIMENTOS,  e sobretudo, ATITUDES. 
    Estando ainda na sintonia e, portanto, no nível de vibração dos espíritos inferiores que nos circundam diária e cotidianamente, não conseguimos elevar a nossa sintonia para escutar os Espíritos elevados que se dispõem a ajudar, a fim de que possamos despertar para o processo de AUTOTRANSFORMAÇÃO por meio do AUTOENCONTRO, elevando assim, a nossa vibração, e consequentemente, a nossa sintonia. 
       E, exatamente, por estar em sintonia com essas energias de baixo padrão vibratório que nos distancia dos ensinamentos e práticas cristãs, é que adoecemos ou vivenciamos dramas ainda mais intensos.
      Não basta portanto, buscar ajuda espiritual numa Casa Espírita, por exemplo, sem antes se dispor a TRANSFORMAR-SE, a modificar velhos hábitos que os vinculam a entidades de baixo padrão vibratório, que os fazem adoecer.
       A BUSCA É PESSOAL, e deve começar DE DENTRO PARA FORA. 
      O local que vai procurar deve sempre oferecer uma  ALTERNATIVA EDUCATIVA DE TRANSFORMAÇÃOaliada à DESOBSESSÃO, e o TRATAMENTO ENERGÉTICO associado à bênção da ÁGUA FLUIDIFICADA. Em muitos casos mais graves de obsessão, muitos são encaminhados para a CIRURGIA ESPIRITUAL.

Vida e Paz! Alessandra Uzêda

segunda-feira, 22 de maio de 2017

DR. BEZERRA DE MENEZES - Curas Espirituais

Ao abordarmos a questão das curas espirituais, não podemos nos esquecer de falar mais detalhadamente de uma grande figura, um grande espírito que viveu entre nós e que hoje atua no plano espiritual para orientar todo um trabalho competente de auxílio médico. Estamos falando do dr. Bezerra de Menezes, conhecido por muitos como “o médico dos pobres”, um dos nomes mais significativos na história do Espiritismo. 

 Além de grande médico, Bezerra de Menezes sempre foi um homem de reputação ilibada, um político de atitudes dignas e de grande honradez. Mas, fundamentalmente, foi ao abraçar os pobres necessitados e dividir com eles sua vida e trabalho que a pureza desse espírito de escol aflorou, dando exemplos e mais exemplos de amor e dedicação ao próximo. 

Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu em uma pequena localidade do interior do Ceará, Riacho do Sangue (hoje Jaguaretama), em 29 de agosto de 1831. 

Aos sete anos, ingressou na escola pública, levando cerca de 10 meses apenas para ficar bem instruído. 

Aos 11, já cursava humanidades e, aos 13, dava aulas de latim, substituindo a ausência do professor. Por questões de ordem política, sua família se mudou para o Rio Grande do Norte, de onde só regressou em 1846, passando a morar em Fortaleza. Bezerra de Menezes era filho de Antônio Bezerra de Menezes, um tenente-coronel da antiga Guarda Nacional que legou ao filho toda a sua carga de caráter e honradez. 

Seu pai tinha um coração muito bom, usando sua grande fortuna para ajudar muitas pessoas, mas diante da exploração de amigos e parentes, o velho coronel viu sua riqueza minguar. Acabou por se tornar um administrador de suas próprias posses, como se fossem apenas “emprestadas”, utilizando o suficiente para manter sua família dignamente. Foi assim que o coronel teve uma conversa com Bezerra de Menezes, pois sabia do sonho do filho de se formar em medicina. Disse-lhe que não podia, por dever de consciência, usar as posses que tinha para custear sua formação, já que cuidava de seus bens como um verdadeiro empréstimo. Foi essa demonstração de probidade que deu mais ânimo para Bezerra de Menezes lutar como nunca para realizar sua vontade e justificar o merecimento de  ter um pai com tamanha nobreza de espírito. 

Com uma quantia razoável, partiu em 1851 para o Rio de Janeiro, pronto para estudar e se tornar médico. Com a coragem e a honradez herdadas do pai, Bezerra de Menezes fez de tudo para custear seus estudos. Dava aulas particulares para sustentar suas despesas com moradia e taxas do curso, até que, em 1856, conseguiu o diploma de médico com as melhores notas da faculdade em todo o período que lá passou. Um ano depois, entrou no exército graças à indicação de seu professor, o dr. Manuel Feliciano Pereira de Carvalho, sendo nomeado cirurgião-tenente. 

E, em 1858, casou-se com Maria Cândida de Lacerda, com quem teve dois filhos. Apesar das recomendações de seu pai para que não entrasse na política, além de estar atarefado com seus doentes, Bezerra de Menezes foi procurado para que fizesse parte da lista de candidatos a vereador 90 do Partido Liberal (o mesmo partido ao qual seu pai sempre esteve ligado ideologicamente) nas eleições de 1860 . Foi eleito, mas teve seu mandato impugnado por ser integrante do exército. Entretanto, ele não pensou duas vezes para abandonar o cargo militar e poder, assim, assumir sua vaga na Câmara. Como político, sempre se preocupou em trabalhar para trazer benefícios ao povo que o elegeu. Sempre bateu de frente com o poder, atitude que lhe trouxe problemas tanto com o governo como com integrantes de seu próprio partido, mais interessados em fazer ações convenientes politicamente. Em 1867, Bezerra de Menezes foi eleito deputado pelo Rio de Janeiro, quando então seu nome tomou uma projeção nacional. Porém, com a ascensão do Partido Conservador e a dissolução da Câmara dos Deputados, ele se afastou um pouco da política, retornando somente em 1876, novamente como vereador. 

 O encontro com o Espiritismo 

No entanto, o que movia o dr. Bezerra de Menezes era mesmo o trabalho médico, a possibilidade de exercer a caridade e levar a cura para tantos necessitados, sobretudo, para aqueles mais pobres e sem condições materiais. Tanto que sua pouca fortuna veio de quando foi detentor da Companhia da Estrada de Ferro Macaé-Campos, o que não durou muito, devido às perseguições governamentais que o levaram a ficar sem recursos financeiros. 

Mas Bezerra de Menezes não se preocupava com isso, não era aferrado aos bens materiais. No livro Vida e Obra de Bezerra de Menezes, de Sylvio Brito Soares, temos uma boa ideia de sua vocação para a caridade:

 “Seu espírito, porém, pairava sempre acima dos bens efêmeros do mundo e tanto isso é verdade que, dispondo de todos os elementos para reconquistá-los, mostrou em todas as horas sua completa indiferença, para se dedicar única e exclusivamente ao exercício de seu sacerdócio médico e ser caridoso com todos os infelizes”. 

O jovem Bezerra de Menezes havia sido criado no seio de uma família católica, porém, chegando ao Rio de Janeiro, passou a deixar de lado essa crença, pois, segundo ele, não era firmada em uma fé raciocinada. 

Só voltou a se interessar mais por questões religiosas quando sua esposa faleceu, em 1863. De um amigo, recebeu um exemplar da Bíblia, que passou a ler e ficar interessado, mas depois teve a necessidade de crer em algo firmado na razão. Era uma época em que o espiritismo começava a ganhar forma, afinal de contas, a codificação da doutrina realizada por Allan Kardec havia acontecido em 1857. 

Inicialmente, Bezerra de Menezes repudiava as idéias espíritas, por temer que elas desarranjassem os pensamentos que haviam lhe conduzido novamente à religião de sua família. Porém, foi um colega de profissão, o dr. Joaquim Carlos Travassos, quem lhe  abriu as portas dessa doutrina consoladora e esclarecedora. 

Ao ter em mãos a tradução em português de O Livro dos Espíritos, o dr. Joaquim presenteou Bezerra de Menezes com a obra, gentilmente aceita por este. 

Certo dia, ao tomar um bonde, o “médico dos pobres” passou a ler o livro para se distrair durante a viagem. Apesar de repudiar o Espiritismo, considerava que deveria ao menos estudá- la, como fazia com outras doutrinas. Ficou tão absorvido com o conteúdo de O Livro dos Espíritos (dizia encontrar ali nada que fosse novo para o espírito, mas novo para ele) que chegou à conclusão de que parecia ser “um espírita inconsciente ou, como se diz vulgarmente, de nascença”, conforme palavras dele mesmo. 

Mas foi ao sofrer de dispepsia que Bezerra de Menezes pôde começar a comprovar e se encantar com a doutrina espírita. Ele não conseguia obter melhoras por meio da medicina oficial e, depois de cinco anos de tratamentos infrutíferos, resolveu procurar um médium de nome João Gonçalves do Nascimento. 

Bezerra não acreditava muito, achava se tratar apenas de um especulador, mas queria também ter uma convicção mais fundamentada sobre o que acabava de conhecer. Um médico amigo seu é quem foi à presença desse médium e depois, ao ler o que este havia escrito, surpreendeu-se com o teor da mensagem, que trazia uma descrição de quem ele era (apesar de ter se identificado apenas com seu primeiro nome, pouquíssimo conhecido) e do mal que sofria. 

Em três meses de tratamento espiritual, Bezerra de Menezes estava completamente curado e pronto para voltar a seus afazeres. Para impressioná-lo ainda mais, tempos depois, sua segunda esposa também ficou seriamente doente, chegaram a condená-la como tuberculosa. 

Recorreu novamente ao médium, que diagnosticou que o problema estava no útero, o que refletia nos pulmões. Tratada espiritualmente, ela ficou curada e não apresentou mais problemas. Bezerra de Menezes se sentia um novo homem, havia encontrado no espiritismo o porto seguro onde aportar, algo em que podia crer depois de tanto procurar. 

Segundo ele, “não encontrava onde assentar minha crença porque o ensino de Jesus me era oferecido sob um aspecto impossível de se acomodar com um sentimento íntimo, instrutivo, exato, que me desse a razão e a consciência de ali estar a verdade”. 

Em 16 de agosto de 1886, diante de cerca de 2 mil pessoas da alta sociedade reunidas no salão da Guarda Velha, o dr. Adolfo Bezerra de Menezes declarava solenemente e cheio de orgulho que havia aderido ao espiritismo. 

A partir de então, passou a ser um dos maiores divulgadores e defensores da doutrina em nosso país. Trabalhou incansavelmente para levar a palavra dos espíritos para todos os cantos e todas as pessoas, sobretudo, aos enfermos. 96 Lutou contra aqueles que detratavam a doutrina, virando-se contra atos como a condenação das práticas espíritas contida no Código Criminal promulgado quando da proclamação da República. 

Usava páginas de jornais como O Paiz para publicar seus artigos em favor do Espiritismo, gerando grandes e acalorados debates. Em 11 de abril de 1900, Adolfo Bezerra de Menezes partiu para o mundo espiritual, causando muita comoção em todos os amigos e admiradores. Sua missão terrena chegava ao fim, mas o trabalho no plano superior tinha muito ainda a se realizar. Bezerra de Menezes passaria a inspirar a divulgação da doutrina e trabalhar para curar espiritualmente muitas almas necessitadas do amor e dedicação que caracterizavam o “médico dos pobres”. 

Os trabalhos de cura

 Quando encarnado, Bezerra de Menezes disse certa feita: “Um médico não  tem o direito de terminar uma refeição nem de perguntar se é longe ou perto quando um aflito qualquer lhe bate à porta. O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e se achar fatigado ou por ser alta hora da noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe ou no morro, o que, sobretudo, pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, esse não é médico, é negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos de formatura”. 

Sendo assim, nunca teve pudores de cuidar e curar quem quer que fosse, na hora e no lugar que fosse, sempre tendo em mente que “fora da caridade não há salvação”. 

Trabalhava de graça, levando sua palavra de conforto, seus recursos de médico e sua bolsa de remédios para minorar o sofrimento das pessoas. Medicamentos, aliás, que eram fornecidos gratuitamente na Pharmacia Cordeiro, no Rio de Janeiro, onde costumava fazer seus atendimentos. 

Mas ao partir para o plano espiritual, Bezerra de Menezes manteve viva a vontade e a disposição de trabalhar pela cura dos enfermos. Por meio de cirurgias espirituais, traz conforto e saúde para aqueles que tanto necessitam. 

No livro Lindos Casos de Bezerra de Menezes, de Ramiro Gama, podemos encontrar vários relatos sobre casos de cura promovidos pelo “médico dos pobres”, como este que transcrevemos a seguir: “Este caso quem nos contou foi o prezado amigo e irmão Manuel Epaminondas, residente em Três Rios, Estado do Rio de Janeiro. 

Sua sobrinha Luzia se achava atacada há quase dois anos por uma sinusite crônica, segundo o diagnóstico de seu médico assistente. Em meados do ano anterior, 1941, a doença se agravou, complicando-se com outras velhas enfermidades. Seu médico, depois de lançar mão de todos os recursos de sua ciência, desenganou-a, tanto mais que a operação que lhe poderia salvar era contraindicada, dada sua fraqueza orgânica, que  progredia diariamente. Foi quando, à residência da irmã dele, que residia no Rio nesta época, na qual estava sua sobrinha, chegou uma senhora espírita. Observou a doente desenganada e aconselhou: ‘Por que não levam a Luzia a um grupo espírita e não a tratam pelo espiritismo? Tenho a intuição de que ficará boa, tanto mais que a medicina da Terra se mostra impotente para curá-la’. Sua irmã e o cunhado eram católicos, se bem que eram simpáticos à doutrina espírita também, e ficaram indecisos. 

Mais tarde, apareceram outras visitas que aconselharam a terapêutica espírita. Dormiram, pois, todos apreensivos com as recomendações. Pela manhã, sua irmã, o cunhado e a própria doente contaram seus sonhos. Eram idênticos. Sonharam os três que o dr. Bezerra de Menezes havia lhes aparecido e dito: ‘O caso é de operação. Amanhã, no fim da tarde, às 18h, concentrem-se porque vou operá-la. Tenham fé em Jesus’. 

A perplexidade era geral. Então o caso era mesmo sério e haveria de dar bom resultado. Confiaram e esperaram. Neste ínterim, entra a senhora espírita que os visitara na véspera e os aconselhara a procurar um grupo espírita, contando-lhes: ‘Esta noite sonhei com Luzia e o dr. Bezerra. Ouvi nitidamente ele dizer que vai operá-la hoje à tarde’. Era demais. A comoção invadiu a todos. A graça lhes parecia além de seus merecimentos. E à tarde, às 18h, de acordo com as recomendações do dr. Bezerra de Menezes nos quatro sonhos, concentraram-se. Oraram com respeito e emoção. A doente foi colocada na cama e esperaram todos, temerosos, apreensivos. Daí em diante, a enferma dormiu para acordar minutos depois, gritando emocionadíssima: 

‘Fui operada por um velhinho de branco, que aqui esteve, fez-me dormir e, depois, senti que me operava, que abria minha testa e limpava. Despediu-se me abraçando e ouvi que dizia: vão lhe aparecer na  testa algumas feridinhas, mas não se incomode, depressa desaparecerão e depois você ficará completamente curada. Dê graças a Deus! Eleve seu coração para Jesus, o divino médico do corpo e da alma, que, por intercessão de Maria Santíssima, permitiu a operação. E partiu’. Isto se deu, concluiu nosso caro amigo Nonda, há 17 anos e sua sobrinha Luzia se acha hoje completamente curada.

Tudo se realizou como o dr. Bezerra lhe disse, pequenas feridas apareceram-lhe na testa e, depois, desapareceram como que por encanto”. Mesmo ao partir para o plano espiritual, Bezerra de Menezes manteve viva a vontade e a disposição de trabalhar pela cura dos enfermos  Para concluir, vejamos as palavras de Sylvio Brito Soares, em seu livro Vida e Obra de Bezerra de Menezes, sobre o “médico dos pobres”:

 “Bezerra de Menezes é, para todos os que mourejam em terra do “coração do mundo”, a âncora de salvação quando a borrasca do infortúnio os atinge. Milhões de vozes pedem diariamente seu socorro. Milhões de corações a todo instante agradecem a esse grande benfeitor as dádivas de seu amor. Bezerra de Menezes vive nos corações de todos os espiritistas do Cruzeiro do Sul”.



Fonte: Revista Crista de Espiritismo - O Que e Cura Espiritual- Biblioteca Espírita Virtual

A ÁGUA FLUIDIFICADA - Saúde!

A água é um condutor fluídico por excelência, refletindo o teor e as vibrações normais daqueles que dela se servem para todos os fins.

A própria ciência terrestre reconhece que a água é um excelente condutor de energias. Sua simbologia está presente em quase todas as iniciações religiosas, com o significado de limpar o homem da capa de seus pecados e torná-lo um novo ser. 

Um dos corpos mais simples e receptivos da Terra, a água é como uma base pura, na qual a medicação espiritual pode ser impressa através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma.

 O processo é invisível aos olhos mortais, por isso, a CONFIANÇA e a FÉ do paciente são essenciais para os bons efeitos do tratamento.

Atualmente, estamos mais livres de atos ou gestos ritualísticos, pois conhecemos mais as propriedades efetivas da água, muitas das quais já comprovadas em laboratório. 

A água fluidificada expande os átomos físicos, ocasionando a entrada de átomos espirituais ainda desconhecidos e que servem para auxiliar em nossa cura.

Essa noção racional é que permitiu sua utilização nos templos do Espiritismo como um meio condutor de energias de saúde e harmonia orgânica. 

Mas como a água pode ser fluidificada? 


Recebendo-a para fluidificar, basta ao médium colocá-la na câmara de passes e os espíritos magnetizadores, utilizando-se dos recursos dos próprios médiuns passistas e da natureza vegetal e fluídica, vão imprimir nela combinações medicamentosas para aliviar e até curar enfermidades

No entanto, havendo um médium dotado com o dom da cura no grupo, ele também poderá fluidificar a água, bastando direcionar suas mãos em direção ao recipiente e projetar os próprios fluidos ou, melhor ainda, captar pela prece os fluidos espirituais e projetá- los sobre a água. 

Não é necessário abrir os recipientes para fluidificação, já que, para as energias radiantes, a matéria não representa obstáculo e, portanto, os fluidos salutares manipulados pelos espíritos podem atravessá-la com facilidade. 

Lembremo-nos que a ciência terrestre já demonstrou que a matéria compacta é a junção de diversas moléculas e entre essas existe sempre um espaço, embora invisível aos olhos humanos. 

Se os espíritos podem agir na intimidade de corpos físicos, impregnando seus órgãos com os fluidos e estabelecendo o equilíbrio orgânico, o que os impediria de agir em uma pequena garrafa lacrada por uma tampa de cortiça ou material plástico? 

Todos os recipientes colocados para fluidificação recebem os eflúvios balsâmicos e revigorantes, que atuarão como um tônico reconstituinte nas organizações somáticas dos que fizerem uso da água. 

Quando for destinada a um determinado enfermo, é justo que dela só se sirva a pessoa indicada, a fim de que os espíritos magnetizadores possam combiná-la ao caso particular em tratamento. 

Quando não houver um motivo especial, seu uso poderá ser generalizado entre todos os familiares, sem qualquer tipo de inconveniência.


Fonte: Revista Crista de Espiritismo - O Que e Cura Espiritual- Biblioteca Espírita Virtual

Atmosfera Psíquica - FLUIDOTERAPIA - Saúde!

Estamos mergulhados em uma atmosfera  fluídica da qual absorvemos energias automaticamente, as quais metabolizamos e damos características particulares, conforme nossos pensamentos e sentimentos.

Sendo assim, existem variadas categorias de fluidos, pois cada uma serve como vestimenta  dos sentimentos, pensamentos e ações de cada um de nós. Portanto, vivemos na atmosfera psíquica que criamos. 

Todavia, é preciso salientar que não vivemos isolados, mas que agimos e reagimos uns sobre os outros. Essa ação, porém, se subordina à lei de afinidade, segundo a qual os semelhantes se atraem e os contrários se repudiam. 

Cada um de nós é um dínamo-psiquismo emissor e perceptor permanente. Assim, não apenas recebemos influências dos outros, mas mantemos sobre eles nossas influenciações. 

Como absorvemos automática e involuntariamente as energias que estão à nossa volta, temos que aprender a aceitar as que nos fazem bem e repelir as que nos fazem mal. Para isso, temos que perceber os tipos de energia que estão ao nosso redor. Entre perceber e absorver existe uma diferença muito grande e é esta diferença que nos possibilita ter o controle de nossa harmonia fluídica.

Perceber é sentir o tipo de vibração à nossa volta, enquanto que absorver não é apenas perceber, mas atrair para si a corrente fluídica.

Devemos sempre avaliar as vibrações com as quais nos sintonizamos, .absorvendo-as quando positivas e rechaçando-as quando negativas. Esse rechaçamento se faz de maneira automática ou voluntária, lembrando-se que forças contrárias se repelem e forças afins se atraem e se somam.

Quando estamos impregnados de fluidos perniciosos, estes neutralizam a ação dos fluidos salutares. Então, são desses fluidos maus que nos importa ficarmos livres. 

Um fluido mau não pode ser eliminado por outro igualmente mau, é preciso expelir um fluido mau com o auxílio de um fluido melhor.

A fluidoterapia, como o próprio nome indica, é o tratamento feito com fluidos, ou seja, através da:

 PRECE


 PASSE


IRRADIAÇÃO
   

ÁGUA FLUIDIFICADA

EVANGELHO NO LAR



Fonte: Revista Crista de Espiritismo - O Que e Cura Espiritual- Biblioteca Espírita Virtual

Remédios espirituais - Saúde!



Os remédios espirituais são elementos que atuam diretamente sobre as manchas perispirituais, onde se encontram os focos das doenças. 

As manchas perispirituais são provocadas por fluidos impuros assimilados pelo organismo ou que se produziram nele, causados por pensamentos e sentimentos afins, gerando focos que se instalam no perispírito e formam doenças ou pioram as enfermidades cármicas.

O remédio material cura o corpo e não o perispírito. Desta forma, se a doença tem sua origem no perispírito, a cura será apenas momentânea.Enquanto persistir a mancha de fluidos impuros, a doença sempre se manifestará, de uma forma ou de outra. 

Já o remédio espiritual se dirige especialmente ao perispírito, pois se este está curado, necessariamente o corpo material também estará. Ou seja: um corpo espiritual saudável é igual a um corpo material saudável, enquanto que um corpo espiritual doente é igual a um corpo material doente. 

Os remédios espirituais consistem em fluidos, que são ministrados aos doentes por meio do passe, da prece, da irradiação e da água fluidificada.

 

O passe é uma transfusão de fluidos.







A irradiação é uma transmissão mental de fluidos a distância.


A água fluidificada é uma água comum fortemente impregnada com fluidos.

Na prece, ocorre uma concentração fluídica. 


Os doentes incuráveis encontrarão alívio e resignação para a prova ou expiação que estão enfrentando por meio da calma interior que passarão a desfrutar. Alguns deles precisam de uma reencarnação dolorosa, a fim de que as manchas cármicas possam ser curadas. 

O ambiente familiar fica impregnado pelos resíduos de pensamentos emitidos pelos moradores, os quais podem ser bons e maus. Além disso, vivemos assistidos por entidades atraídas pela lei de afinidade. Assim, as entidades que trazem perturbações no ambiente podem ser retiradas através da mudança vibratória, conseguida por meio de pensamentos bons, leituras sadias, compreensão, entendimento, tolerância entre os familiares etc. 


Um método eficaz de melhorar o ambiente familiar é a prática do Evangelho no Lar.










Fonte: Revista Crista de Espiritismo - O Que e Cura Espiritual- Biblioteca Espírita Virtual