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sábado, 2 de junho de 2018

É TEMPO DE CONSTRUIR...

É chegado um novo ano,
Concedido por Jesus,
Que mesmo com sua cruz,
Só reluz amor e esperança.

É chegado um novo ano,
Onde o amor do Cristo
Cria ao redor de seus filhos,
Uma luz de energia amorosa,
Um tanto quanto poderosa,
Capaz de edificar uma nova luz
Regenerada e salutar.

É chegado um novo ano,
Que a humanidade na incerteza,
Não consegue discernir
Onde está toda beleza.

É chegado maIs um ano
De uma estrada ainda virgem,
Esperando pela sua passada,
Para tornar sua caminhada,
Possível de grandes realizações.
  
É chegado mais um ano
Em que a terra fértil só aguarda,
A semente boa desta seara,
Para um plantio inigualável,
De uma colheita abundante,
Em que Deus nosso comandante
Guia seus filhos pelo leme
Em direção à terra prometida
De grande regeneração.

Vim aqui dar boas vindas
Aos amigos de longas vidas
Ratificando em suas vidas
Que as experiências vividas
São somente para saber
Que em meio às dificuldades
Desprezem toda a maldade
E concentrem-se no amor de Jesus
Que fez de cada um de vocês
Somente luz.
Deus abençoe a todos!

Em 09/01/2017
Espírito Irmã Ana Rosa, uma carmelita de pés descalços.
Psicografia de Alessandra Uzêda

DIAS DE CAOS por Divaldo Pereira Franco

Democracia constitui o mais audacioso e nobre estado de liberdade para a governança de um povo. Acostumadas as criaturas aos regimes arbitrários e violentos, acreditam que o direito da força é capaz de substituir a força do direito, e normalmente derrapam no cerceamento das liberdades de pensar, de agir, de contribuir em favor da coletividade.
De igual maneira os regimes totalitários utilizam-se da fragilidade e ignorância do povo para instalar-se, mediante promessas de suborno das consciências e de falsa igualdade de direitos, estimulando as classes menos favorecidas para a fidelidade, oferecendo-lhes migalhas, enquanto se locupletam no abuso do poder e da indignidade, mantendo a miséria moral, social e econômica.
A comodidade, fruto inevitável do desconhecimento dos direitos à cidadania, acredita-se feliz com os parcos recursos que lhe são fornecidos pelo Estado delinquente, e homenageia os seus ditadores como sendo salvadores dos seus problemas.
É muito mais fácil oferecer-se “pão e circo” às massas do que dignidade aos indivíduos.
A situação lamentável em que se encontra a sociedade brasileira neste momento, resulta, sem dúvida, da negligência dos governantes anteriores que estabeleceram leis injustas e inadequadas para manter-se no poder, pensando somente nos seus e nos interesses dos partidos aos quais pertencem.
Esses administradores infiéis contam com o apoio dos enganados que se fanatizam e somente pensam nas miseráveis compensações que recebem, levando a nação ao caos da desordem e do sofrimento. Nesse clima de instabilidade e desconforto encontram-se os vírus das desoladoras revoluções e desastrosas soluções para pior.
Este é um momento muito grave, talvez dos mais difíceis para a nacionalidade brasileira.
Não é momento para humor, mas para a busca de soluções legais, a fim de que se voltem a instalar a serenidade e o respeito aos códigos que vigem em toda sociedade democrática.
Quando, porém, o desprezo pelas leis e a corrupção se instalam nas altas cortes da administração, que deveriam pautar a sua conduta pelos estatutos da dignidade, o problema faz-se mais grave, exigindo que o povo venha às ruas impor o cumprimento dos deveres por aqueles que devem zelar pela honradez da sociedade.
Não foram outros os motivos que derrubaram a Bastilha em 14 de julho de 1789 e deram início à Revolução Francesa, que também derrapou nos tremendos crimes do denominado período do terror.
O Brasil, que possui tradições cristãs arraigadas e que sempre se caracterizou pelos valores da paz, deve repetir neste momento o gesto corajoso de enfrentar os dislates da corrupção e exigir imediata reforma nacional para restabelecer a paz e o progresso.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, 30.05.2018.