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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

ABSTEM-SE

Abstém-se de fixar as deficiências do companheiro e procura destacar-lhe as qualidades nobres, nas quais se caracterizem de alguma forma. Examina o bem, louva o bem e estende o bem quanto puderes. 

A paz pode passar a residir hoje mesmo em nosso campo íntimo. Basta lhe ofereçamos o refúgio da compreensão e isso depende unicamente de nós.

 Se te encontras na condição de peça na engrenagem de hoje, a que se acolhem tantas criaturas aflitas, não te entregues ao luxo do desânimo e, sim, trabalha servindo sempre. É preciso aprender a suportar os revezes do mundo, sem perder a própria segurança. Haja o que houver, trabalha na edificação do bem e segue adiante. 

Dor, na maioria das vezes, é o tributo que se paga ao aperfeiçoamento espiritual. Dificuldade mede eficiência. Ofensa avalia a compreensão. A própria morte é nova forma de vida. 

Resiste aos movimentos que tendam a desfibrar-te a coragem e mantém-te de pé na tarefa a que a vida te buscou. Recorda que tudo se altera para o bem.

Livro: Caminho Iluminado
Autor: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Emmanuel

domingo, 18 de outubro de 2015

PERGUNTAS SOBRE A NATUREZA E A IDENTIDADE DOS ESPÍRITOS - de O Livro dos Médiuns, Allan Kardec

 PERGUNTAS SOBRE A NATUREZA E A IDENTIDADE DOS ESPÍRITOS
1 – Por que sinais podemos reconhecer a superioridade ou a inferioridade dos Espíritos?
— Pela sua linguagem, como distingues um estouvado de um homem sensato. Já dissemos que os Espíritos superiores nunca se contradizem e só tratam de boas coisas. Só querem o bem. Essa é a sua preocupação.
— Os Espíritos inferiores estão ainda dominados pelas idéias materiais. Suas manifestações se ressentem da sua ignorância e da sua imperfeição. Só aos Espíritos superiores é dado conhecer todas as coisas e julgá-las em paixão.
2. O conhecimento científico de um Espírito é sempre uma prova da sua elevação?
— Não, porque se ainda estivesse sob a influência da matéria pode ter os vossos vícios e preconceitos. Há pessoas que são no vosso mundo excessivamente invejosas e orgulhosas. Pensas que ao deixá-lo perdem esses defeitos? Resta-lhes, depois que partem daí, principalmente às que alimentam fortes paixões, uma espécie de atmosfera que as envolve e conserva todas essas coisas más.
— Esses Espíritos semi-imperfeitos são mais temíveis que os Espíritos maus, porque, na sua maioria, juntam a astúcia e o orgulho à inteligência. Pelo seu pretenso saber eles se impõem às pessoas simples e ignorantes, que aceitam sem exame as suas teorias absurdas e mentirosas. Embora essas teorias não possam prevalecer contra a verdade, não deixam de produzir um mal momentâneo porque entravam a marcha do Espiritismo e porque os médiuns se enganam ingenuamente quanto ao mérito das comunicações que recebem. Este o ponto que requer grande estudo de parte dos espíritas esclarecidos e dos médiuns. Para distinguir o verdadeiro do falso é que devemos convergir toda a nossa atenção.(10)
3. Muitos Espíritos protetores se apresentam com nomes de santos ou de personagens conhecidos. O que devemos pensar disso?
— Todos os nomes de santos e de personagens conhecidos não bastariam pra designar o protetor de cada criatura. São poucos os Espíritos de nomes conhecidos na Terra. É por isso que quase sempre não dão os seus nomes. Mas na maioria das vezes quereis um nome. Então, para vos satisfazer eles usam o de um homem que conheceis e que respeitais.
4. Esse empréstimo de nome não pode ser considerado uma fraude?
— Seria uma fraude se feito por um Espírito mau que desejasse enganar. Mas sendo para o bem, Deus permite que assim se faça entre os Espíritos da mesma ordem, pois entre eles existe solidariedade e similitude de pensamentos.
5. Assim, quando um Espírito protetor se apresenta como São Paulo, por exemplo, não é certo que seja o Espírito ou a alma do apóstolo desse nome?
— De maneira alguma, pois se encontram milhares de pessoas às quais disseram que têm São Paulo como anjo guardião, ou outro santo. Mas que importa, se o Espírito que vos protege é da mesma elevação do apóstolo Paulo? Já vos disse: precisais de um nome e eles se servem de um para que os chameis e os reconheçais. É como fazeis com os nomes de batismo para vos distinguir dos demais membros da família. Eles podem também tomar os nomes dos arcanjos Rafael, Miguel, etc., sem que isso traga conseqüências.
— Aliás,quanto mais um Espírito é elevado, mais se multiplica o seu poder de irradiação. Sabei que um Espírito protetor de ordem superior pode tutelar centenas de encarnados. Entre vós, na Terra, tendes os notários que se encarregam dos negócios de cem ou duzentas famílias. Porque haveríamos de ser menos aptos, espiritualmente falando, na direção moral dos homens, do que aqueles na direção material de seus interesses?
6. Porque os Espíritos comunicantes tomam com tanta freqüência nomes de santos?
— Identifica-se com os hábitos daqueles a quem dirigem-se. Tomam os nomes mais aptos a melhor impressionar o homem, de acordo com as crenças deste.
7. Certos Espíritos superiores que se costumam evocar atendem sempre em pessoa? Ou, como pensam alguns mandatários para transmitir o seu pensamento?
— Porque não atenderiam em pessoa, se o podem? Mas se o Espírito não puder atender, em seu nome falará forçosamente um mandatário.
8. O mandatário é sempre suficientemente esclarecido para responder como o faria o próprio Espírito?
— Os Espíritos superiores sabem a quem confiam o encargo de os substituir. Aliás, quanto mais elevados são os Espíritos, mais se harmonizam num pensamento comum, de tal maneira que para eles a personalidade é diferente, como deve ser também para vós. Pensais então que no mundo dos Espíritos superiores só existem aqueles que conhecestes na Terra como capazes de vos instruir? Sois de tal modo levados a vos tomar por tipos universais que acreditais nada haver além do vosso mundo. Assemelhai-vos de fato aos selvagens que nunca saíram de sua ilha e pensam que o mundo não vai além dela.
9. Compreendemos que seja assim quando se trata de ensinamento sério. Mas como os Espíritos elevados permitem a Espíritos de baixa classe usarem nomes respeitáveis para semear o erro através de máximas muitas vezes perversas?
— Não é com a sua permissão que o fazem. Isso não acontece também entre vós? Os que assim enganam serão punidos, estai certos disso, e a punição será proporcional à gravidade da impostura. Aliás, se não fôsseis imperfeitos só tereis Espíritos bons ao vosso redor. Se sois enganados, não o deveis senão a vós mesmos. Deus o permite para provar a vossa perseverança e o vosso discernimento, para vos ensinar a distinguir a verdade do erro. Se não o fazeis é porque não estais suficientemente elevados e necessitais ainda das lições da experiência.
10. Espíritos pouco adiantados, mas animados de boas intenções e do desejo de progredir não são às vezes incumbidos de substituir um Espírito superior para se exercitarem na prática do ensino?
 Jamais nos Centros importantes. Quero dizer nos Centros sérios e para um ensino de ordem geral.(11) Os que o fazem é por sua própria conta e, como dizem, para se exercitarem. É por isso que as suas comunicações,embora boas, trazem sempre a marca da sua inferioridade. Recebem essa incumbência apenas para as comunicações de segunda importância e para as que podemos chamar de pessoais.
11. As comunicações espíritas ridículas são às vezes entremeadas de boas máximas. Como resolver essa anomalia, que parece indicar a presença simultânea de Espíritos bons e maus?
— Os Espíritos maus ou levianos se metem também a sentenciar, mas sem perceberem bem o alcance ou a significação do que dizem. Todos os que o fazem entre vós são homens superiores? Não, os Espíritos bons e maus não se misturam. É pela constante uniforme das boas comunicações que reconhecereis a presença dos Espíritos bons.
12. Os Espíritos que induzem ao erro estão sempre conscientes do que fazem?
— Não. Há Espíritos bons, mas ignorantes, podem enganar-se de boa fé. Quando tomam consciência da sua falta de capacidade eles a reconhecem e só dizem o que sabem.
13. Ao dar uma falsa comunicação,o Espírito sempre o faz com má intenção?
— Não. Se for um Espírito leviano apenas se diverte a mistificar, sem outra finalidade.
14. Desde que certos Espíritos podem enganar pela linguagem, podem tomar também uma falsa aparência para os médiuns videntes?
— Isso acontece, mas é mais difícil. Em todos os casos isso somente se dá com uma finalidade que os próprios Espíritos maus desconhecem, pois servem de instrumentos para uma lição. O médium vidente pode ver os Espíritos levianos e mentirosos como os outros médiuns podem ouvi-los ou escrever sob sua influência. Os Espíritos levianos podem aproveitar-se da faculdade do médium para o enganar com uma falsa aparência. Isso depende das qualidades do próprio Espírito do médium.(12)
15. É suficiente a boa intenção para não ser enganado, e nesse caso os homens realmente sérios, que não mesclam de curiosidade leviana os seus estudos, também estariam expostos à mistificação?
— Menos do que os outros, evidentemente. Mas o homem tem sempre algumas esquisitices que atraem os Espíritos zombeteiros. Julga-se forte e quase nunca o é. Deve desconfiar, por isso mesmo, da fraqueza proveniente do orgulho e dos preconceitos. Não se levam muito em conta essas duas causas de que os Espíritos se aproveitam, pois lhes agradando as manias estão seguros de conseguir o que desejam.(13)
16. Porque Deus permite que os Espíritos maus se comuniquem e digam coisas más?
— Mesmo o que há de pior traz um ensinamento. Cabe a vós saber tirá-lo. É necessário que haja comunicações de toda espécie para vos ensinar a distinguir os Espíritos bons dos maus e para que vos sirvam de espelho.
17. Os Espíritos podem sugerir desconfiança injusta contra certas pessoas, por meio de comunicações escritas, e separar amigos?
— Os Espíritos perversos e invejosos podem praticar os males que os homens praticam. Eis porque precisamos estar sempre em guarda. Os espíritos superiores são sempre prudentes e reservados quando censuram: nada dizem de mal, advertem com jeito. Se quiserem que duas pessoas, no próprio interesse delas, deixem de ver-se, provocarão incidentes que as separam de maneira natural. Uma linguagem que semeia discórdia e desconfiança provém sempre de um Espírito mau, seja qual for o nome de que se sirva. Assim, recebei sempre com reservas o que um Espírito disser de mau contra outro, sobretudo quando um Espírito bom já vos disse o contrário, e desconfiai também de vós mesmos, das vossas próprias aversões. Das comunicações espíritas aceitai somente o que for bom, grande, belo, racional e o que a vossa consciência aprove.
18. Pela facilidade com que os Espíritos maus se infiltram nas comunicações, parece que nunca se pode estar certo da verdade?
— Sim, podeis, desde que tendes a razão para os julgar. Ao ler uma carta sabeis reconhecer muito bem se foi um grosseirão ou um homem educado, um tolo ou um sábio que a escreveu. Se recebeis uma carta de um amigo distante, o que vos prova que é dele? A letra, direis. Mas não há farsantes que imitam todas as letras e tratantes que podem conhecer os vossos negócios? Não obstante, há indícios que não vos permitem enganar. O mesmo se dá com os Espíritos. Imaginai que é um amigo que vos escreve ou que se trata da obra de um escritor. E julgai da mesma maneira.
19. Os Espíritos superiores poderiam impedir os maus de tomarem nomes falsos?
— Certamente que o podem. Mas, quanto piores são os Espíritos, mais teimosos são e freqüentemente resistem às injunções. Convém saber que há pessoas pelas quais os Espíritos superiores se interessam mais do que por outras, e quando julgam necessários sabem preservá-las da mentira. Contra essas pessoas os mistificadores são impotentes.
20. Qual a razão dessa parcialidade?
— Isso não é parcialidade, é justiça. Os Espíritos bons se interessam pelos que aproveitam os seus conselhos e se esforçam seriamente para melhorarem. São esses os seus preferidos e os ajudam, mas pouco se importam com aqueles que os fazem perder o seu tempo em belas palavras.
21. Porque Deus permite aos Espíritos o sacrilégio de usarem falsamente nomes veneráveis?
— Poderíeis perguntar também porque Deus permite aos homens mentir e blasfemar. Os Espíritos como os homens, têm o seu livre arbítrio para o bem e para o mal, mas nem uns nem outros escaparão à justiça de Deus.
22. Há fórmulas eficazes para expulsar Espíritos mentirosos?
 Fórmula é matéria. Vale mais um bom pensamento dirigido a Deus.
23. Certos Espíritos disseram possuir sinais gráficos inimitáveis, espécies de selos pelos quais se pode reconhecer e constatar a sua identidade. Isso é verdade?
— Os Espíritos superiores só possuem como sinais de sua identidade a elevação de suas idéias e de sua linguagem. Qualquer Espírito pode imitar um sinal material. Quanto aos Espíritos inferiores, traem-se de tantas maneiras que só um cego se deixa enganar por eles.
24. Os Espíritos inferiores não podem imitar o pensamento?
— Imitam o pensamento como os cenários do teatro imitam a Natureza.
25. Seria assim tão fácil descobrir a fraude por um exame atento?
— Nem há dúvida. Os Espíritos só enganam os que se deixam enganar. Mas é preciso ter os olhos de joalheiro para distinguir a pedra verdadeira da falsa, e quem não sabe distingui-la procura um lapidário.
26. Há pessoas que se deixam seduzir por uma linguagem enfática, que se contentam mais com palavras do que com idéias, que chegam mesmo a tomar idéias falsas e vulgares por sublimes. Como essas pessoas, inaptas para julgar os homens, podem julgar os Espíritos?
— Quando são bastante modestas para reconhecer a sua insuficiência não se fiam em si mesmas. Quando, por orgulho, se julgam mais capazes do que são, pagam pela sua tola vaidade. Os Espíritos mistificadores sabem a quem se dirigem. Há pessoas simples e pouco instruídas que são mais difíceis de enganar do que as espertas e sabidas. Agradando o amor próprio eles fazem dos homens o que querem.(14)
27. Ao escrever, os Espíritos maus às vezes se traem por sinais materiais involuntários?
— Os habilidosos, não. Os inábeis se atrapalham. Qualquer sinal inútil e pueril é indício certo de inferioridade. Os Espíritos elevados não fazem nada inútil.
28. Muitos médiuns reconhecem os Espíritos bons e maus pela sensação agradável ou penosa que experimentam a sua aproximação. Perguntamos se a impressão desagradável, a agitação convulsiva, ou mal-estar enfim, são sempre indícios da natureza má dos Espíritos manifestantes?
— O médium experimenta as sensações do estado em que se encontra o Espírito manifestante. Quando o Espírito é feliz, seu estado é tranqüilo, calmo; quando é infeliz, é agitado, febril e essa agitação se transmitem naturalmente ao sistema nervoso do médium. Aliás, é assim o homem na Terra: aquele que é bom mostra-se calmo e tranqüilo; aquele que é mal está sempre agitado.
Observação de Kardec: Há médiuns de maior ou menor impressionabilidade e por isso não se pode considerar a agitação como regra absoluta. Nisto, como em tudo, devemos levar em conta as circunstâncias. A natureza penosa e desagradável da sensação é produzida pelo contraste, pois se o Espírito do médium simpatizar com o Espírito mau que se manifesta será pouco ou nada afetado por este. Além disso, é necessário não confundir a rapidez da escrita, produzida pela extrema flexibilidade de certos médiuns, com a agitação convulsiva que os médiuns mais lentos podem sofrer ao contato dos Espíritos imperfeitos.

domingo, 31 de maio de 2015

CATEGORIAS DE CRENTES NO ESPIRITISMO - de O Livro dos Médiuns, allan kardec

CATEGORIAS DE CRENTES NO ESPIRITISMO

ESPÍRITAS SEM O SABER
27. Se lançarmos agora um olhar sobre as diversas categorias de crentes, encontraremos primeiro os espíritas sem o saber. São uma variedade ou uma subdivisão da classe dos vacilantes. Sem jamais terem ouvido falar da Doutrina Espírita, tem o sentimento inato dos seus grandes princípios e esse sentimento se reflete em algumas passagens de seus escritos ou de seus discursos, de tal maneira que, ouvindo-os, acredita-se que sejam verdadeiros iniciados. Encontram-se numerosos desses exemplos entre os escritores sacros e profanos, entre os poetas, os oradores, os moralistas, os filósofos antigos e modernos.
CONVENCIDOS PELOS ESTUDOS
  28. Entre os que se convenceram estudando diretamente os assuntos podemos distinguir:
1º) Os que acreditam pura e simplesmente nas manifestações.Consideram o Espiritismo como uma simples ciências de observação, apresentando uma série de fatos mais ou menos curiosos. Chamamo-los: espíritas experimentadores.
2º) Os que não se interessam apenas pelos fatos e compreendem o aspecto filosófico do Espiritismo, admitindo a moral que dele decorre, mas sem a praticarem. A influência da Doutrina sobre o seu caráter é insignificante ou nula. Não modificam em nada os seus hábitos e não se privariam de nenhum de seus prazeres. O avarento continua insensível, o orgulhoso cheio de amor próprio, o invejoso e os ciumentos sempre agressivos. Para eles, a caridade cristã não passa de uma bela máxima. São os espíritas imperfeitos.
3º) Os que não se contentam em admirar apenas a moral espírita, mas a praticam e aceitam todas as suas conseqüências. Convictos de que a existência terrena é uma prova passageira, tratam de aproveitar os seus breves instantes para avançar na senda do progresso, única que pode elevá-los de posição no Mundo dos Espíritos, esforçando-se para fazer o bem e reprimir as suas más tendências. Sua amizade é sempre segura, porque a sua firmeza de convicção os afasta de todo mau pensamento. A caridade é sempre a sua regra de conduta. São esses osverdadeiros espíritas, ou melhor os espíritas cristãos.(1)  
4º) Há, por fim, os espíritas exaltados. A espécie humana seria perfeita, se preferisse sempre o lado bom das coisas. O exagero é prejudicial em tudo. No Espiritismo ele produz uma confiança cega e freqüentemente pueril nas manifestações do mundo invisível, fazendo aceitar muito facilmente e sem controle aquilo que a reflexão e o exame demonstrariam ser absurdo ou impossível, pois o entusiasmo não esclarece, ofusca. Esta espécie de adeptos é mais nociva do que útil a causa do Espiritismo. São os menos capazes de convencer, porque se desconfia com razão do seu julgamento. São enganados facilmente por Espíritos mistificadores ou por pessoas que procuram explorar a sua credulidade. Se apenas eles tivessem de sofrer as conseqüências o mal seria melhor, mas o pior é que oferecem, embora sem querer, motivos aos incrédulos que mais procuram zombar do que se convencer e não deixam de imputar a todos o ridículo de alguns. Isso não é justo nem racional, sem dúvida, mas os adversários do Espiritismo, como se sabe, só reconhecem como boa a sua razão e pouco se importam de conhecer a fundo aquilo de que falam.
  

domingo, 22 de março de 2015

“Medo e Insegurança” - por Alessandra Uzêda



“Medo e Insegurança”

O medo e a insegurança são dois pesos sem medidas para um coração. A balança do equilíbrio emocional que deve estar em pleno vigor de suas ações se descompassa frequentemente quando o medo e a insegurança estão presentes.
Mas, quando podemos perceber a sua presença nas mais simples vivências da vida em si, devemos recorrer a Deus. Deus de amor, Deus acolhedor. Deus que ampara e orienta seus filhos nos caminhos a seguir.
Mas, o fato é que a maioria dos homens não estão abertos ou maduros o suficiente para observar e perceber esses sinais. É quando cai no desespero e acabam por tomar atitudes erradas.
O momento pede de cada um de nós, mais reflexões que antecedem as nossas atitudes. Ao contrário disso, se não se está ligado ao Pai, as reflexões só aparecem após as atitudes erradas cometidas contra si e o seu próximo. Reflete antes de agir porque a angústia do arrependimento fragiliza ainda mais os homens na Terra. Eis o momento no qual os inimigos espirituais se aproximam de ti fortalecendo no seu pensamento a ideia contraria de agir instintivamente.
O mal feito deve ser reparado; a palavra dita não se tira nem se esquece, exceto quando o agredido já atingiu um razoável grau de maturidade e obediência para perdoar o agressor.
Cabe a cada um refletir as atitudes a serem tomadas levando em consideração duas máximas do Cristo: o seu direito termina quando o do outro começa; e, não faças aos outros aquilo que não gostaria que fizessem contigo.
Quando o homem compreender a verdadeira essência das palavras do Cristo, sobretudo em situações de medo e insegurança, passará a refletir as suas atitudes para com o próximo, e por consequência, a ponderar as suas ações, colocando-se no lugar do outro, certamente começará a se auto burilar, a se autotransformar, a educar seus sentimentos pra tomar novas atitudes se instalando aí o processo de reforma íntima tão necessária a essa geração que carrega o fardo das provas, transformando-as em vícios ou virtudes, que recaem sobre o mal ou o bem, respectivamente.
Kardec explica que todas as virtudes dessa geração, estão voltadas para as atividades intelectuais, e que em contrapartida, todos os vícios dessa geração estão fortalecidos pela indiferença moral.
Amigos, abre-se ao entendimento, pois bem aventurados são aqueles que são brandos porque prestarão dócil ouvido aos ensinamentos.
A Doutrina de Jesus, amparada na doçura, exige de nós obediência e resignação. A obediência meus amigos, é o consentimento da razão. Aquele lado da balança que faz você refletir uma conduta ética, moral e de bom senso, para depois agir. É dentro desse consentimento da razão que encontrará a paz interior ao invés do medo e da insegurança.
Já a resignação é o consentimento do coração para agir no caminho do bem e do amor, o que lhe trará o equilíbrio do ouro lado da balança. É sabedoria divina desenvolvermos a consciência e a percepção, a sensibilidade e a amorosidade para que não precisemos levar uma vida de medos e inseguranças a cada prova que nos depararmos como trajetória de evolução de nosso espírito.
Somos chamados a todo instante pelo nosso Anjo Guardião, pelos Espíritos Protetores, Espíritos Amigos, Mentores Espirituais que cuidam de seus trabalhadores na Terra, chamados a refletir nossas ações, nossos pensamentos, a sintonia que estabelecemos com o Alto, com o propósito e a finalidade de não nos desvirtuarmos do nosso planejamento espiritual, a fim de que ainda nesta encarnação possamos dar cumprimento aos nossos propósitos elementares ao nosso desenvolvimento e escalada espiritual.
Portanto meus amigos, quando sentires medo e insegurança, primeiramente aceite que eles existem para lhes fazerem refletir sobre as suas atitudes, sobretudo do ponto de vista moral.
Aceitar que existe o medo e a insegurança, te faz perceber que há uma ameaça iminente mas que necessariamente pode não acontecer, e tudo pode dar certo.
É um momento para analisar a sua conduta e fortalecer a sua fé no Pai que jamais desampara seus filhos, lembrando que a análise de sua conduta deve estar amparada no respeito ao direito do outro e fundamentada no princípio de que deve-se sempre colocar-se no lugar do outro e questionar-se se gostaria que fizessem com você o mesmo.
Não deixe que o medo e a insegurança estagnem, cristalize a sua caminhada. A fé em Deus e a paz interior vão lhes dar a força necessária para continuar a conduzir o leme da embarcação que é você, que é o seu corpo e o seu espírito, e que não terá outro destino senão chegar a Deus.
Meus amigos quero lhes dizer que Deus jamais desampara seus filhos e mais do que isso, o Pai Misericordioso compreende cada fragilidade de um espírito encarnado como vós, e desencarnados como todos que aqui foram chamados.
A compreensão do Pai é de fundamental importância na decisão de permitir a reencarnação num Planeta como a Terra, dando-lhes nova oportunidade de reparar seus vícios e enobrecer suas virtudes.
Se abre ao entendimento dos ensinamentos do Pai e trata de fazer valer a razão de sua encarnação, a fim de que não desperdices como muitos dos desencarnados a fizeram em vida, e que hoje, choram suas amarguras no arrependimento e no sofrimento, porque se não encontrarem o caminho do Pai, permanecerão no medo e na insegurança também na vida espiritual.
Olhai para os céus, e sinta a sintonia que liga ao Pai, convidando-os a experimentar a paz de espírito, o amor e a felicidade ainda nesta vida a fim de que ao regressar À casa do pai, recebas o mérito da missão cumprida.
Que Deus abençoe a cada um de vocês tocando o seu coração de paz!
Vida e Paz!
Por Alessandra Uzêda
22 de fevereiro de 2015

A LUZ DIVINA - por Alessandra Uzêda


A LUZ DIVINA

Que a luz Divina se abra e seus caminhos!
Oh menina, Quanta luz está por vir a irradiar aqueles que caminham e seguem ao seu lado. Confia no Pai! Ele está a nos enviar para perto de ti como uma bênção a aclarar seus pensamentos e seu coração.
Oh menina, segue em frente! Segue na luz, segue na paz, segue no amor do Cristo e no desejo firme de fazer o bem.
Confia e estabelece sempre a sintonia necessária com o Alto, com seu Anjo Guardião, Espíritos Amigos, Mentores Espirituais e desenvolve o trabalho de conectar-se sem questionamentos vis. Você pode muito mais do que a sua razão pode lhe mostrar.
Confia em Deus e Ele lhe mostrará!
-Alguém que te ama.
Por Alessandra Uzêda

09 de março de 2015

ENERGIA IMPOSITIVA - por Alessandra Uzêda


ENERGIA IMPOSITIVA
Energia impositiva, mais parece um sargento levando seu batalhão a uma verdadeira guerra. Mas para que armar-se tanto assim? Desarme-se! Aqui todos lhe querem bem.
Não é preciso impor-se com altivez para conquistar um pedacinho no coração de ninguém.
Pratique a brandura, a mansuetude para aproximar-se do que deseja intimamente.Todos querem ser bem aceitos e todos terão oportunidades de assim o fazerem.
Estais escolhendo o caminho errado, porque somente a brandura e a mansuetude poderão fazer com que os outros se abram a você.
É chegado o tempo de que todos deverão desarmar-se contra o seu próximo e nessa condição fraterna acolher os diferentes.
As guerras são transitórias, necessárias para os resgates daqueles que não terão mais tempo na terra para modificar-se e permanecer no orbe. Mas aqueles que não estão na guerra, sobretudo, nas guerras das disputas internas, onde vibram as energias mais baixas de domínio, de imposição e de concorrência, também serão chamados a refletir.
É tempo de mudanças de atitudes porque nenhum lugar aqui é permanente nem eterno para ninguém. Tudo é passageiro, tudo é efêmero!
Muda! Muda enquanto há tempo de tornar-se melhor!
Que Deus te abençoe!

Por Alessandra Uzêda

09 de março de 2015

A MORTE - por Alessandra Uzêda



A morte

Meus amigos, para que se ocupar da morte quando ainda estais tão vivos e com tantos trabalhos a fazer?
A morte é apenas um momento de transição, um meio pelo qual tu serás trazido a viver conosco.
Para onde ir? Dependes do seu plantio, do seu amor, da sua seara bem trabalhada. Só assim, a semeadura será de flores.
Não te preocupas com a morte, com o desenlace de seu espírito ao corpo físico. Ocupa-te de fazer a sua caminhada, a melhor possível, a semeadura de bondade, de benevolência consigo mesmo e com o seu próximo.
Trabalha pela vida, pela vitória de seu espírito e nós junto aos seus Anjos Guardiães estaremos cá a esperar por cada um de vocês para continuidade dos trabalhos no mundo espiritual.

Um amigo da casa, quase sempre presente nos trabalhos.


Por Alessandra Uzêda
02 d fevereiro de 2015

TEMPOS DE MUDANÇAS - por Alessandra Uzêda

TEMPOS DE MUDANÇAS

Que o menino Jesus possa renascer em nós nesse momento de renovação espiritual a que tanto necessitamos nesse período de transição do Planeta Terra.
É tempo de transformarmos nossas ideologias teorizadas em doutrina em atitudes de amor, de sabedoria à luz da razão e do esclarecimento de que tanto necessitamos.
Somos almas carentes de renovação imediata e somente a luz do espiritismo redivivo poderá nos fazer espíritas melhores. O trabalho urge não só na casa espírita, mas também na família, no trabalho, nas relações que se estabelecem entre aqueles que estão em nossos caminhos, a propósito de aprender ou ensinar algo entre si.
Sejamos conscientes de nossas responsabilidades espirituais as quais somos chamados a praticá-las com seriedade, amor e equilíbrio com o nosso próximo.
Estejamos atentos à espiritualidade amiga que nos acompanha em nossa escalada de evolução espiritual a fim de compreendermos as sinalizações que nos sãos dadas nos momentos dos quais mais precisamos.
 A sintonia da oração, com o coração puro nos torna receptivos à compreensão daquilo que vem para nós. A sintonia se estabelece pela oração e pelo sentimento puro que colocamos naquilo a que nos propomos fazer num ideal de amor.
Vamos construir uma edificação de luz, de energia positiva onde os sentimentos pequenos dos quais se ocupam o homem encarnado, sejam desfeitos por essa energia de amor, energia construtiva, imbuídos no bem.
Sejamos fortes e determinados a se ocupar das causas nobres que engrandecem o nosso ser perante o Cristo.
Separemos o joio do trigo de maneira que o joio não seja renegado, mas acolhido e transformado. Entendamos que o trigo de hoje foi o joio de ontem e se hoje você é trigo ontem já foi joio.
Jesus disse: “Amai os vossos inimigos como a si mesmo”. Essa máxima engloba toda a caridade necessária que deve ser praticada ao seu próximo ainda que o seu próximo esteja bem distante daquilo que seja o ideal perante o Cristo. Mas quem somos nós para julgar?
Exerçamos o que nos cabe por direito, o que dispomos para derramarmos sobre os nossos irmãos que nada mais é o perdão de todas as ofensas sofridas e causadas por cada um de nós, não só nessa vida como em vidas passadas.
Essa casa amparada pelos Irmãos Espirituais, Mentores Celestes, vem ajuda-los a reerguer a seara do bem, pois vos sois os trabalhadores da última hora. Estejamos sempre na sintonia com a Espiritualidade Maior que jamais desampara, jamais castiga, porque está livre de julgamentos, porém se mantém na condição desse barco de amor a guiar o leme.
Ao joio raramente a luz vai esclarecer e é preciso saber lidar com ele. Pois, é preciso compreender que cada um tem seu tempo de esclarecimento, de compreender o espiritismo à luz da razão e não mais da emoção pura e simples.
Quando é chegado o tempo do esclarecimento à luz da razão, o momento se abre à maioridade das ideias espíritas que exige de nós a educação de nossos sentimentos, de nossos instintos, tornando possível uma relação harmônica entre todos.
Não há outro caminho para a autotransformação que não seja através da educação de nossos sentimentos.
Irmãos, eu venho lhes convidar a fazer parte dessa busca incessante, de auto-burilamento a qual a humanidade está inserida sem a consciência real de seus atos perante a construção de sua escalada espiritual, rumo à evolução.
Sejamos fortes e determinados, imbuídos no sentimento de amor e nos dediquemos nesse momento, a identificar em nós, cada imperfeição moral que trazemos de vidas passadas, construindo o homem novo que Deus escolheu para habitar o Planeta Terra que busca construir os alicerces da regeneração, deixando aos poucos de ser um planeta de provas e expiações. Tomamos consciência de que a regeneração começa em cada um de nós individualmente, para daí construirmos o todo de um planeta tão complexo.
Irmãos, estejamos unidos pelos mesmos objetivos, em tempos de concórdia e amorosidade de que tanto necessitamos.
Que a Paz de Deus esteja com todos!

por Alessandra Uzêda

Salvador, 17 de novembro de 2014

AS CRIANÇAS DA RAZÃO - por Alessandra Uzêda


AS CRIANÇAS DA RAZÃO
Meus amigos, estamos em mais um ano de muitas lutas e conquistas a serem vencidas. É tempo de corrermos atrás do tempo perdido. Orienta nossas crianças no uso íntegro da razão para que desenvolvam o discernimento e o bom senso para que façam bom uso desse atributo que já alcançaram.
Pais, mães, famílias, professores, têm um papel preponderante na formação do caráter  e da moral dessa nova geração que vem surgindo de intelecto desenvolvido, de razão em sua mais absoluta propriedade, mas que precisa ser canalizada no sentido do uso coerente, no bem, no entendimento dos princípios basilares de que não devem fazer aos outros aquilo que não gostariam que fizessem consigo mesmo, sempre adotando quando em conflito, a medida educativa de fazê-los colocar-se  no lugar do ouro a quem deseja atingir em seus conflitos de crianças, para que quando adultos , já tendo esse bom hábito de colocar-se no lugar do outro, aprenda a segunda parte mais valiosa no processo de autotransformação, de auto-burilamento, que é o de refletir antes de agir.
Enquanto crianças ainda agem instintivamente, sobretudo até os 7 anos de idade, mas quando adultas, dotadas da razão de ser, de existir, se não forem bem educadas, não refletirão antes de agir, desenvolvendo e conquistando assim, o tão temido carma da humanidade, porque todos somos responsáveis e responderemos assim pelos nossos desacertos na mesma proporção e medida em que os cometemos.
Que a Paz de Deus esteja com todos!



Por Alessandra Uzêda

16 de março de 2015

MENSAGEM DO CORAÇÃO - por Alessandra Uzêda


MENSAGEM DO CORAÇÃO
Meus amigos, venho lhes trazer a mensagem do meu coração. Colocar pra fora os sentimentos que me acompanham para que sirva de alerta a vocês.
Sinto a paz e a agonia. A paz de caminhar na sintonia do Senhor, do bem e do amor. Mas agonia de ser contrariado, magoado, não desejado.
Sinto a angústia de ter que galgar a cada dia uma batalha nova, cheia de obstáculos, e ainda assim, sinto a alegria de conquistar ao final do dia os meus objetivos.
Sinto a leveza de não causar o mal intencionalmente ao meu próximo, mas sinto o pesar de vê-lo magoado por mais uma conquista minha, que no momento de melindre dele, sentiu-se ferido.
Não se orgulho ou se feche no seu mundo por ter galgado êxito! Se abra ao entendimento do outro e o ajude a se levantar consigo. Assim eu tento fazer.
Muitas vezes as portas se fecham e você, se assim como eu, me aborreço, esmoreço. Mas sempre haverá o momento pra que tudo volte a acontecer.
A vida é cíclica e certamente mais a frente você tornará a passar pelo mesmo ponto do qual partiu. Há momento pra tudo e muitas vezes é preciso recuar para avançar.
Esse sentimento que me angustia é algo semelhante à rejeição. Muitas vezes desejamos atingir a certos objetivos, mas há muitos obstáculos a serem vencidos no caminho.
Não há com o que se preocupar! Externar esse sentimento com vocês é de grande valia para que eu possa conviver e dissipar esse sentimento que angustia o meu coração no conforto de saber que tudo que tiver que acontecer, acontecerá conforme a vontade única de Deus.
Que assim seja!

Por Alessandra Uzêda

16 de março de 2015

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

AO ESPÍRITA

"Todo espírita que pretender-se ter ainda hoje o direito de vingar-se, seria indigno de figurar por mais tempo na falange que tomou por divisa o lema: "Fora da Caridade não há salvação".

Mas, não, não me deterei em semelhante ideia, de que um membro da grande família espírita possa jamais ceder ao impulso da vingança mas, pelo contrário, ao do perdão."

- Jules Oliver, Parism 1862

A VINGANÇA DEVE EXTINGUIR-SE DE NOSSOS CORAÇÕES

"A vingança é um dos últimos resíduos dos costumes bárbaros, que tendem a desaparecer entre os homens. Ela é como o duelo, um dos derradeiros vestígios daqueles costumes selvagens em que se debatia a humanidade no começo da era cristã. Por isso, a vingança é um índice seguro de atraso dos homens que a ela se entregam, e dos espíritos que ainda podem inspirá-la. 

Portanto meus amigos, esse sentimento jamais deve fazer vibrar o coração de quem quer que se diga  e se afirme espírita, Vingar-se é ainda, vós o sabeis, de tal maneira, contrário a este preceito do Cristo: "Perdoais aos vossos inimigos, que aquele que se recusa a perdoar não somente não é espírita, como também não é cristão."