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terça-feira, 18 de junho de 2019

Salve a luz da vida! - Essa poesia se refere às mais de 1000 crianças mortas na guerra da Síria em 2018.


Salve a luz da vida
Da criança ainda perdida
Salve a energia da pureza
Mesmo diante de tanta brabeza
Salve a inocência da criança
Mesmo adulta em construção
para que quando na idade adulta
Consciente de seus compromissos
Possam não fugir à luta.

Salve a luz da vida
Que ilumina aquele que caminha
Na busca do entendimento
De uma vida em construção.
Salve a formosura,
E porque não a candura
Salve a criança pura
Mesmo ainda imatura.

Salve Jesus, Salve,
Que acolhe com seu amor
Todos os pequeninos seres
Que este mundo deixou. Salve!

Em 12 de Março de 2018

 Espírito Irmã Ana Rosa, uma Carmelita de pés descalços
Psicografia de Alessandra Uzêda



  

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A IMPORTÂNCIA DA PRIMEIRA FASE DA INFÂNCIA PARA A PROGRAMAÇÃO ESPIRITUAL

"A infância ainda tem outra utilidade. Os espíritos só entram na vida corporal para se aperfeiçoarem, para se melhorarem. A delicadeza da idade infantil os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devem fazê-los progredir. 

Nessa fase é que se lhes pode reformar os caracteres e reprimir os maus pendores. Tal o dever que Deus impôs aos pais, missão sagrada de que terão que dar conta, ..." Allan Kardec "O Livro dos Espíritos", questão 385. 

Emmanuel, no prefácio do livro "Missionários da Luz", intitulado "Ante os Tempos Novos", informa que André Luiz retorna: "( ... ) esclarecendo que o homem é um Espírito eterno habitando temporariamente o templo vivo da carne terrestre; que o perispírito não é um corpo de vaga neblina e, sim, organização viva a que se amoldam as células materiais; que a alma, em qualquer parte, recebe, segundo as suas criações individuais; que os laços do amor e do ódio nos acompanham em qualquer círculo da vida; que outras atividades são desempenhadas pela consciência encarnada, além da luta vulgar de cada dia; que a reencarnação é orientada por sublimes ascendentes espirituais e que, além do sepulcro, a alma continua lutando e aprendendo, aperfeiçoando-se e servindo aos desígnios do Senhor, crescendo sempre para a glória imortal a que o Pai nos destinou". (Missionários da Luz, Emmanuel) 

O ser humano não é apenas o resultado do encontro de um espermatozóide e um óvulo, que dá origem ao zigoto, mas acima de tudo, um espírito que retorna ao cenário terreno com uma nova proposta de vida, com todo o seu cabedal de aquisições, conhecimentos e expectativas e que, após a fecundação, se liga, através do seu perispírito, à nova forma física que se inicia. 

Milhares de transformações acontecem então, num processo que nada tem de casual, evidentemente obedecendo às leis da genética, mas trazendo no seu bojo, no fulcro mais recôndito, a presença do espírito reencarnante, que influencia vibratoriamente, com toda a sua carga energética, a seqüência desencadeada.

Esta a gênese da vida física. A presença do espírito é fator determinante e indica que o feto não é apenas um amontoado de células que se organizam de forma automatizada, mas, sim, um ser humano que regressa ao plano material, com seus sentimentos, virtudes e paixões e, acima de tudo, que necessita da sagrada oportunidade de um novo corpo físico. 

A exemplo da crisálida da borboleta, pode-se dizer que a veste física é o casulo da vida, ao qual o espírito está profundamente vinculado, para que ocorra, na experiência reencarnatória, durante o tempo necessário, o  maravilhoso processo de sua transformação e aperfeiçoamento, que, ao final, rompendo-se o casulo pela morte, permitirá que o voo de libertação enfim aconteça. 

No livro acima citado, André Luiz descreve com detalhes os preparativos que antecedem o retorno do espírito Segismundo ao mundo corporal. Segundo este autor espiritual, expressivo número de reencarnações são precedidas por um planejamento meticuloso, que engloba desde a escolha dos pais, o meio em que acontecerá o retorno até minuciosas providências com relação ao corpo carnal que registrará as sequelas, as distonias ou o equilíbrio, a harmonia que expressam as aquisições do espírito através de seu campo perispiritual. 

Vale ressaltar, a esta altura, conforme instrui Joanna de Ângelis, que: 

"Os sofrimentos humanos de natureza cármica podem apresentar-se sob dois aspectos que se complementam: provação e expiação. Ambos objetivam educar ou reeducar, predispondo as criaturas ao inevitável crescimento íntimo, na busca da plenitude que as aguarda". (Plenitude, Joanna de Ângelis) 

Como se pode inferir, estes dois aspectos expressam as condições evolutivas do espírito reencarnante. Registra Allan Kardec, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", ao enfocar as diferentes categorias de mundos habitados (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo), que a nossa Terra está classificada entre aqueles de provas e expiações. O que quer dizer que a Humanidade que habita o Planeta está neste patamar evolutivo. Portanto, a nossa casa planetária está concorde com seus habitantes. Em decorrência, os espíritos encarnados e desencarnados que integram a população total do globo terrestre apresentam-se nestas mesmas condições (Exceção de determinados espíritos que reencarnam em missão no Planeta) e cada um terá a programação espiritual que lhe for mais benéfica e produtiva.

 Ao ser programado o retorno de um espírito, se este estiver no nível de provação, terá condições de solicitar alguma experiência que lhe pareça necessária, propor algo, como também ouvirá as ponderações e orientações de seus guias espirituais, que analisarão sua ficha espiritual e as probabilidades de êxito, de acordo com as tendências, conquistas e comprometimentos relacionados com as experiências pregressas. 

Não se pode perder de vista o fato de que o espírito, quando desencarnado, tem outro entendimento acerca da sua própria situação, exceção, é claro, dos que ainda estão cristalizados em condutas de rebeldia perante as Leis Divinas, que cultivam a crueldade e a violência. 

Assim, o espírito cônscio de sua real condição sentirá, em seu mundo íntimo, a necessidade imperiosa de ressarcir os erros do passado. 

Vejamos como a Benfeitora Joanna assinala as características do quadro provacional: 

"As provações se manifestam, desta forma, de maneira suave, lenificadora no seu conteúdo e abençoada nas suas finalidades. Sem o caráter punitivo, educam de forma consciente, incitando ao aproveitamento da ocasião em forma eficiente e mais lucrativa, com o que equipam aqueles que as experimentam, para que se convertam em exemplos, apóstolos do amor, do sofrimento, missionários do bem, mártires dos ideais que esposam, mesmo que no anonimato dos testemunhos, sempre se tornando modelos dignos de serem imitados por outras pessoas. 

As provações mudam de curso, suavizando-se ou agravando-se conforme o desempenho do espírito". (Joanna de Ângelis, Plenitude) Portanto, a programação delineada poderá ser alterada, amenizada, desde que a vivência, no plano físico, expresse uma característica altruística, empenho no bem e esforço de melhoria íntima. 

Caso o espírito reencarnado, no uso de seu livre-arbítrio, esquecido de seus compromissos e fascinado por certas condutas terrenas, nas quais imperam os vícios e desequilíbrios, optar por estas experiências, terá, como é natural, um agravamento de sua situação

Isto, porém, não significa retrocesso, visto que o espírito não retroage. "O Livro dos Espíritos", perg. 398-a: porquanto o Espírito é suscetível de se adiantar ou de parar; nunca, porém, de retroceder", 

As expiações, entretanto, expressam situações mais graves e, por isso mesmo, são impostas e irrecusáveis. Segundo Joanna, constituem: "medicação eficaz, a cirurgia corretiva para o mal que se agravou", 

Sua diferença primordial, em relação às provações, reside no fato de que estas promovem o indivíduo através do sofrimento reparador, enquanto que as expiações visam a restaurar o equilíbrio perdido, ao tempo em que reconduzem o infrator à posição espiritual em que se encontrava, antes da queda desastrosa. 

Os quadros expiatórios traduzem situações de maior gravidade, não sendo possível uma mudança de curso, embora possam ser atenuados, dependendo da conduta daquele que está submetido a tais experiências. 

É importante ter em mente que a dor não é uma punição divina, mas um processo educativo ínsito na Lei de Ação e Reação. 

Quando agredimos a Lei Divina, esta, nos seus perfeitos mecanismos, nos propiciará a reação correspondente aos atos danosos praticados. 

Isto, como é óbvio, ocorre igualmente em relação às ações altruísticas que realizamos. "Cada ser vive com a consciência que estrutura", enfatiza a mentora citada. 

Podemos observar entre os quadros expiatórios as ocorrências de limitações orgânicas e mentais graves, as patologias congênitas irreversíveis, enfermidades degenerativas, alguns tipos de câncer, certos tipos de transtornos mentais. São recursos educativos para o infrator reincidente e rebelde. 

Diante destas explicações, extremamente justas porque abrangem todos os seres humanos na sua escalada evolutiva, embora apresentem infinitas gradações de acordo com o patamar evolutivo de cada um, trazem no seu bojo a presença permanente da Misericórdia Divina a velar e amparar a todos os seus filhos. 

De nossa parte, diante de nossos irmãos que estão vivenciando expiações dolorosas, devemos ter o cuidado e a sensibilidade de não os rotularmos como criminosos, trânsfugas das divinas leis, pois existem outras situações para as quais devemos atentar, além de expressarmos uma maneira negativa e, até mesmo, descaridosa. Quanto mais não seja porque, quem sabe, talvez em nosso passado tivéssemos a mesma conduta que hoje recriminamos ou condenamos.

Joanna de Ângelis enfoca nesse mesmo livro, a questão das aparentes expiações - seres que, em nome do amor, escolheram situações de grande sofrimento para exemplificarem coragem, paciência, resignação ou mesmo um alerta e um convite para uma vivência espiritualizada junto aos que os cercam. 

Jesus é o exemplo máximo. Na mesma linha estão Francisco de Assis, Helen Keller e alguns outros vultos que não expurgavam débitos e se constituíram em lições vivas de amor à humanidade. 

Huberto Rohden, autor espiritualista, fala a respeito e menciona ser um "sofrimento crédito". (Huberto, Rohden, Por que sofremos) 

No Evangelho de João, cap. 9, nos itens 1 a 41, encontramos a cura do cego de nascença, que é um excelente e belo exemplo de sofrimento crédito. 

Analisemos o trecho a seguir: "E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestassem nele as obras de Deus". (O novo testamento) 

Não está muito claro o texto evangélico? Voltemos agora a André Luiz. 

Usando como exemplo o processo reencarnatório de Segismundo, que retornaria à esfera terrena com o propósito de rearmonizar-se com desafetos do passado, André evidencia a cuidadosa programação que antecede o momento do nascimento, o que nos enseja conhecer um pouco a trajetória do ser em suas etapas evolutivas. 

Assim, já sabemos que, acima de tudo, esplende o espírito imortal, que imprime na organização fetal, através de seu perispírito, os seus conteúdos energéticos, para escrever mais um capítulo da sua história pessoal. 

ndré Luiz esclarece quanto a outros processos reencarnatórios, que vale mencionar. É importante ressaltar, ainda, que cada um de nós conta com orientadores espirituais, espíritos amigos, que se interessam pelo nosso progresso e, em especial, com aquele que é denominado anjo-de-guarda. Este é o espírito protetor, que vela mais diretamente pelo reencarnado. Todos os seres humanos contam com essa proteção. Mas é preciso evidenciar, desde já, que também nos observam, nos cercam, nos acompanham e até podem chegar a perseguir-nos os que prejudicamos no passado, agora desejosos de promover e assistir aos nossos insucessos. 

Até a idade de sete anos, o espírito protetor está bem próximo de seu protegido. Por essa época, o processo reencarnatório está consolidado, e esse bom amigo passará a segui-lo a certa distância, permitindo-lhe, gradualmente, o exercício do livre-arbítrio e o crescimento pessoal à custa do próprio esforço. Mas sempre estará emitindo ideias e instruções que o ajudem nas suas escolhas. 

O espírito vem, portanto, reaprender a vida e, a partir das novas experiências, reconstruir o seu mundo íntimo, através dos reajustamentos que possa conseguir com seus credores e com os demais que lhe enriquecerão o convívio pessoal.

A importância da missão dos pais avulta, nesse contexto, conforme ressalta Allan Kardec, no cap. XXVIII, item 53, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo": 

"O encargo de lhes guiar os primeiros passos e de encaminhá-los para o bem cabe a seus pais, que responderão perante Deus pelo desempenho que derem a este mandato. Para facilitar-lhes, foi que Deus fez do amor paterno e do amor filial uma lei da Natureza, lei que jamais se transgride impunemente". (Joanna de Ângelis, Plenitude). 

Livro: Mediunidade e obsessão em crianças
Autora: Suely caldas Schubert

QUEM É A CRIANÇA À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA?


A criança é um espírito reencarnado. Esta é a mais revolucionária de todas as ideias, no tocante à compreensão de quem é a criança.

Ao elucidar esta verdade, o Espiritismo promove uma notável revolução nas deduções e métodos dos especialistas em desenvolvimento infantil.

A criança é um espírito imortal, dotado de experiências decorrentes de suas encarnações anteriores. 

Como todos os filhos de Deus, traz em si mesma o germe da perfeição, consoante elucida Allan Kardec, em "O Livro dos Espíritos", nos seus comentários à questão 776:

 "Sendo perfectível e trazendo em si o germe do seu aperfeiçoamento, o homem não foi destinado a viver perpetuamente no estado de natureza, como não o foi a viver eternamente na infância". (Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos) 

Oportuno registrar, para aprofundar nosso entendimento, a palavra do Instrutor Espiritual Calderaro, no livro "No Mundo Maior", ressaltando o processo evolutivo: 

"Somos filhos de Deus e herdeiros dos séculos, conquistando valores, de experiência em experiência, de milênio a milênio. Não há favoritismo no Templo Universal do Eterno,  e todas as forças da Criação aperfeiçoam-se no Infinito. A crisálida de consciência que reside no cristal a rolar na corrente do rio, aí se acha em processo liberatório; as árvores que, por vezes, se aprumam centenas de anos, a suportar os golpes do inverno e acalentadas pelas carícias da primavera, estão conquistando a memória; a fêmea do tigre, lambendo os filhinhos recém-natos, aprende rudimentos do amor; o símio, guinchando, organiza a faculdade da palavra. Em verdade, Deus criou o mundo, mas nós nos conservamos ainda longe da obra completa. Os seres que habitam o Universo ressumbrarão suor por muito tempo, a aprimorá-lo. Assim também a individualidade. Somos criação do Autor Divino e devemos aperfeiçoar-nos integralmente. O Eterno Pai estabeleceu como lei universal que seja a perfeição obra de cooperativismo entre Ele e nós, os seus filhos". (No mundo maior, André Luiz)

Portanto, quando no instante do parto um recém-nascido dá o seu primeiro choro, isto significa que um espírito se revestiu de um corpo físico trazendo consigo uma longa história já escrita, repleta de erros e acertos, a prosseguir pelo tempo afora, em sucessivas e imprescindíveis experiências reencarnatórias, escrevendo novos capítulos, no laborioso processo evolutivo rumo à perfeição

Assim, o ser humano traz em seu íntimo as infinitas possibilidades de crescimento, de amadurecimento espiritual que só através do tempo irão se concretizar. 

A esta altura, é oportuno mencionar que Allan Kardec questionou os Instrutores Espirituais quanto à importância da encarnação, em "O Livro dos Espíritos": 

"Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos? 

- Deus lhes impôs a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação.

 Visa ainda a outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da Criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, afim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. 

É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta. "(Allan Kardec, O livro dos Espíritos) - questão 132. Mais adiante, o Codificador acrescenta: 

Como pode a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea,acabar de depurar-se? 

- Sofrendo a prova de uma nova existência." - questão 166.

Sendo a criança um espírito reencarnado, traz ínsito em seu inconsciente, o acervo de conhecimentos e conquistas anteriores, que assomam durante a vida terrena em forma de  aptidões, tendências, preferências, limitações, bloqueios, traumas, que constituem todo o elenco de facilidades e dificuldades nas múltiplas áreas de sua atuação e que irão influenciar o processo do seu desenvolvimento, educação, formação de caráter para compor a sua personalidade atual.

Infere-se que, a cada encarnação, o espírito, sem perder a sua individualidade, assume uma nova personalidade, decorrente de suas necessidades mais prementes. 

Assim, está sempre vivenciando novas experiências, como por exemplo, desenvolvendo, em determinada existência, uma aptidão artística para cuja atividade encontrará facilidades ou aprimorando uma propensão para a mecânica, para a matemática, para o exercício da medicina, da engenharia, para pesquisas científicas, etc., como também poderá renascer em um meio onde não tenha condições de exercer determinadas tendências, embora estejam latentes em seu íntimo, como uma prova necessária, por tê-las usado de forma prejudicial para si e para os outros. Em contrapartida, a fim de burilar o seu caráter, no âmbito dos valores morais, passará por experiências e situações que o motivem a isso. 

Percebendo a importância do período infantil, Allan Kardec propôs aos Benfeitores Espirituais a seguinte questão:

Qual é, para este [o Espírito], a utilidade de passar pelo estado de infância?

 - Encarnando, com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo. (Allan Kardec, O livro dos Espíritos) - questão 383. 

A infância é, pois, o período propício para que sejam introjetados no íntimo do espírito recentemente reencarnado os novos valores, através da aquisição de hábitos, condutas, vivências que o enriqueçam e preparem para o decurso de sua vida terrena.

Autora: Suely Caldas Schubert
Livro: Mediunidade e Obsessão em crianças

sábado, 17 de junho de 2017

A CRIANÇA- COMO EU ENTENDO 2 0 0 M E N S A G E N S Francisco Cândido Xavier e vários.

Levantará o humano o próprio ninho à plena altura, estagiando no tope dos gigantescos edifícios de cimento armado... 
Escalará o fastígio da ciência, povoando o espaço de ondas múltiplas, incessantemente convertidas em mensagens de som e cor. 
Voará em palácios aéreos, cruzando os céus com a rapidez do raio...
Elevar-se-á sobre torres poderosas, estudando a natureza e movimento dos astros... 
Erguer-se-á, vitorioso, ao cimo da cultura intelectual, especulando sobre a essência do Universo... 
Entretanto, se não descer, repleto de amor, para auxiliar a criança, no chão do mundo, debalde esperará pela humanidade melhor. 

Na infância, surge, renovado, o germe da perfeição, tanto quanto na alvorada recomeça o fulgor do dia. Estende os braços generosos e ampara os pequeninos que te rodeiam. 

Livra-os, hoje, da ignorância e da penúria, da preguiça e da crueldade, para que, amanhã, saibam livrar-se do crime e do sofrimento. Filha de tua carne ou rebento do lar alheio, cada criança é vida de tua vida. 

Aprende a descer para ajudá-la, como Jesus desceu até nós para instruir-nos. Sem a recuperação da infância para a glória do certo, todo o progresso humano continuará oscilando nos espinheiros da ilusão e do erro. 

Não duvides que, ao pé de cada berço, Deus nos permite encontrar o próprio futuro. De nós depende fazê-lo trilho perigoso para a descida à sombra ou estrada sublime para ascensão à luz. 

Espírito: EMMANUEL
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Taça de Luz" - EDIÇÃO LAKE

sábado, 18 de junho de 2016

A CRIANÇA



Levantará o humano o próprio ninho à plena altura, estagiando no tope dos gigantescos edifícios de cimento armado...

Escalará o fastígio da ciência, povoando o espaço de ondas múltiplas, incessantemente convertidas em mensagens de som e cor. 

Voará em palácios aéreos, cruzando os céus com a rapidez do raio... 

Elevar-se-á sobre torres poderosas, estudando a natureza e movimento dos astros... 

Erguer-se-á, vitorioso, ao cimo da cultura intelectual, especulando sobre a essência do Universo...

Entretanto, se não descer, repleto de amor, para auxiliar a criança, no chão do mundo, debalde esperará pela humanidade melhor.

Na infância, surge, renovado, o germe da perfeição, tanto quanto na alvorada recomeça o fulgor do dia. 

Estende os braços generosos e ampara os pequeninos que te rodeiam. 

Livra-os, hoje, da ignorância e da penúria, da preguiça e da crueldade, para que, amanhã, saibam livrar-se do crime e do sofrimento. 

Filha de tua carne ou rebento do lar alheio, cada criança é vida de tua vida. 

Aprende a descer para ajudá-la, como Jesus desceu até nós para instruir-nos. 

Sem a recuperação da infância para a glória do certo, todo o progresso humano continuará oscilando nos espinheiros da ilusão e do erro. 

Não duvides que, ao pé de cada berço, Deus nos permite encontrar o próprio futuro. De nós depende fazê-lo trilho perigoso para a descida à sombra ou estrada sublime para ascensão à luz. 

Espírito: EMMANUEL
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Taça de Luz" - EDIÇÃO LAKE  

sábado, 9 de abril de 2016

Você sabe o que é Zegota?

    
 Zegota (Resgate)
  
Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações. Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus (sendo alemã!).

Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua caminhonete (para crianças de maior tamanho).

Também levava na parte de trás da camioneta um cão, a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto. Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.
Enquanto pôde manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.

Por fim os nazis apanharam-na. Souberam dessas atividades e em
20 de Outubro de 1943 Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak, onde foi brutalmentetorturada.Num colchão de palha, encontrou uma pequena estampadeJesus com a inscrição: “Jesus, em Vós confio”, e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu aoPapa João Paulo II.
Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Já recuperada foi, no entanto, condenada à morte.

Enquanto esperava pela execução, um
 soldadoalemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, ele gritou-lhe em polaco: "Corra!".
Esperando ser baleada pelas costas, Irena, contudo, correu por uma porta lateral e fugiu, escondendo-se nos becos cobertos de neve até ter certeza de que não fora seguida. No dia seguinte, já abrigada entre amigos, Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados que os alemães publicavam nos jornais.

Os membros da
 organização Żegota("Resgate") tinham conseguido deter a execução de Irena, subornando os alemães e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.

Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, guardadas num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.

Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais, ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos.

Em 2006 foi proposta para receber o Prêmio Nobel da Paz... mas não foi selecionada. Quem o recebeu foi Al Gore por sua campanha sobre o Aquecimento Global.

Não permitamos que alguma vez esta Senhora seja esquecida!!

Estou transportando o meu grão de areia, reenviando esta mensagem. Espero que faças o mesmo.

Passaram já mais de 60 anos, desde que terminou a 2ª Guerra Mundial na Europa. Este e-mail será reenviado como uma cadeia comemorativa, em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos (inclusive 1.900 sacerdotes católicos ), 500 mil ciganos, centenas de milhares de socialistas, comunistas e democratas e milhares de deficientes físicos e mentais e que foram assassinados, massacrados, violados, mortos à fome e humilhados, com os povos do  mundo muitas vezes olhando para o outro lado...

Agora, mais do que nunca, com o recrudescimento do racismo, da discriminação e os massacres de milhões civis em conflitos e guerras sem fim em todos os continentes, é imperativo assegurar que o Mundo nunca esqueça.  Gente como Irena Sendler, que salvou milhares de vidas praticamente sozinha, é extremamente necessária.

A intenção deste e-mail é chegar a 40 milhões de pessoas em todo o mundo.

Una-se a nós e seja mais um elo desta cadeia comemorativa e ajudar a distribuí-la por todo o mundo... Por favor, envia este e-mail às pessoas que conhece e peça que não interrompam esta cadeia.
"A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância.
Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade." - Irena Sendler
Por favor, não apague simplesmente.
Não  levará um minuto para reenviá-lo.
Obrigado.

domingo, 3 de maio de 2015

AS CRIANÇAS - XXVIII - VIDA FELIZ Pelo Espírito Joanna de Ângelis Psicografado por Divaldo P. Franco



Sê gentil com as crianças. Elas necessitam de oportunidade e de amor para lograrem o triunfo. 

Esses cidadãos em formação ignoram as lutas que os aguardam. Distende-lhes o gesto de simpatia, transmitindo-lhes confiança na humanidade que representas. 

Não as atemorizes, nem as maltrates. 

Quem visse aquele menino, em Nazaré, no passado, entre outras crianças, brincando descuidadamente, não poderia imaginar que era o Construtor da Terra, nosso Modelo e Guia.

domingo, 22 de março de 2015

AS CRIANÇAS DA RAZÃO - por Alessandra Uzêda


AS CRIANÇAS DA RAZÃO
Meus amigos, estamos em mais um ano de muitas lutas e conquistas a serem vencidas. É tempo de corrermos atrás do tempo perdido. Orienta nossas crianças no uso íntegro da razão para que desenvolvam o discernimento e o bom senso para que façam bom uso desse atributo que já alcançaram.
Pais, mães, famílias, professores, têm um papel preponderante na formação do caráter  e da moral dessa nova geração que vem surgindo de intelecto desenvolvido, de razão em sua mais absoluta propriedade, mas que precisa ser canalizada no sentido do uso coerente, no bem, no entendimento dos princípios basilares de que não devem fazer aos outros aquilo que não gostariam que fizessem consigo mesmo, sempre adotando quando em conflito, a medida educativa de fazê-los colocar-se  no lugar do ouro a quem deseja atingir em seus conflitos de crianças, para que quando adultos , já tendo esse bom hábito de colocar-se no lugar do outro, aprenda a segunda parte mais valiosa no processo de autotransformação, de auto-burilamento, que é o de refletir antes de agir.
Enquanto crianças ainda agem instintivamente, sobretudo até os 7 anos de idade, mas quando adultas, dotadas da razão de ser, de existir, se não forem bem educadas, não refletirão antes de agir, desenvolvendo e conquistando assim, o tão temido carma da humanidade, porque todos somos responsáveis e responderemos assim pelos nossos desacertos na mesma proporção e medida em que os cometemos.
Que a Paz de Deus esteja com todos!



Por Alessandra Uzêda

16 de março de 2015

domingo, 27 de julho de 2014

V- Sorte das Crianças após a Morte, O Livro dos Espíritos, Allan Kardec ,CAPÍTULO IV: Pluralidade das Existências- LIVRO SEGUNDO

LIVRO SEGUNDO
MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS
CAPÍTULO IV– PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS
V – Sorte das Crianças após a Morte
(Questões 197 à 199)

O Espírito de uma criança morta em tenra idade pode ser tão adiantado como o de um adulto, porque pode ter vivido muito mais e possuir maiores experiências, sobretudo se progrediu.
O Espírito de uma criança pode então ser mais adiantado que o de seu pai, aliás isso é bastante frequente; não o vedes tantas vezes na Terra?

 O Espírito da criança que morre em tenra idade, não tendo podido fazer o mal, não significa que pertence aos graus superiores. Se não fez, o mal, também não fez o bem, e Deus não o afasta das provas que deve sofrer. Se é puro, não é pelo fato de ter sido criança, mas porque já se havia adiantado.

A vida se interrompe com frequência na infância porque a duração da vida da criança pode ser, para o seu Espírito, o complemento de uma vida interrompida antes do termo devido, e sua morte é frequentemente uma prova ou uma expiação para os pais.

 O Espírito de uma criança morta em tenra idade, recomeça uma nova existência.

 Comentário de Kardec: Se o homem só tivesse uma existência e se, após essa, a sua sorte fosse fixada para a eternidade, qual seria o merecimento da metade da espécie humana, que morre em tenra idade, para gozar sem esforço da felicidade eterna? E com que direito seria ela libertada das condições, quase sempre duras, impostas à outra metade? Uma tal ordem de coisas não poderia estar de acordo com a justiça de Deus. Pela reencarnação. Faz-se a igualdade para todos: o futuro pertence a todos, sem exceção e sem favoritismo, e os que chegarem por último só poderão queixar-se de si mesmos. O homem deve ter o mérito das suas ações, como tem a sua responsabilidade.

 Não é, aliás, razoável considerar-se a infância como um estado de inocência. Não se veem crianças dotadas dos piores instintos, numa idade em que a educação ainda não pôde exercer a sua influência? Não se veem algumas que parecem trazer inatos a astúcia, a falsidade, a perfídia, o instinto mesmo do roubo e do assassínio, e isso não obstante os bons exemplos do meio? A lei civil absolve os seus erros, por considerar que elas agem mais instintivamente do que por deliberado propósito. Mas de onde podem provir esses instintos, tão diferentes entre as crianças da mesma idade, educadas nas mesmas condições e submetidas às mesmas influências? De onde vem essa perversidade precoce, a não ser da inferioridade do Espírito, pois que a educação nada tem com ela? Aqueles que são viciosos é que progridem menos e têm então de sofrer as consequências, não dos seus atos da infância, mas das suas existências anteriores. É assim que a lei se mostra a mesma para todos, e a justiça de Deus a todos abrange.