Vamos relaxando e se
desligando do ambiente externo deixando nas mãos de Deus todos os nossos
problemas, todos os nossos obstáculos que nos impede de obter a paz interior.
Respire lenta e profundamente...expire.
Sinta que a cada vez que você
inspira lenta e profundamente você recarrega o seu corpo e o seu espírito de
energias renovadoras que te fortalece e o incentiva a seguir firme.
Perceba que a cada expiração
você estará colocando para fora toda a energia densa, que te impede de
raciocinar nos seus objetivos.
Nessa sintonia de transmutação
de energias, respire mais uma vez lenta e profundamente e expire. Sinta-se
leve, você é amado por Deus e nesse momento está sendo amparado e acolhido por
seu anjo guardião, espíritos amigos.
O seu Anjo Guardião irá
conduzi-los a um local de raríssima beleza e de energias sublimes junto aos
seus amigos aqui presentes. Esse
encontro o levará ao contato com a Mãe Natureza em todas as suas formas.
Estamos nesse momento seguindo
por uma estrada de luz. Essa estrada vai em direção à Floresta. Chegando à essa
Floresta de grandes árvores frondosas, como que num túnel de árvores,
adentramos na companhia de nossos anjos guardiões, seguindo sempre na direção
da luz que nos guia a frente.
Em meio a floresta, vemos um
globo de luz muito forte. Para entrar nesse globo de luz, coloque a sua frente
o seu anjo guardião. Siga com ele e adentre ao globo. Observe que dentro do
globo há muitas árvores. Escolha uma delas e toque-a de melhor maneira que
achar. Vocês estão sendo convidadas pela espiritualidade maior a renovar as
suas esperanças interiores através do processo de reforma íntima.
Nesse instante uma entidade
vem nos dar uma breve palavra sobre a reforma íntima a qual nos propomos fazer
por meio dessas meditações, a fim de compreendermos os nossos propósitos nesse
trabalho tão edificante. E tomando a palavra disse:
“A reforma intima é o renovar
das esperanças interiores, tendo por meta o fortalecimento da fé, a
solidificação do amor, a incessante busca do perdão, o cultivo dos sentimentos
positivos e a finalização no aperfeiçoamento do ser.
Reformar-se intimamente, é se
esforçar para melhorar-se moralmente.
Sua base de apoio fundamental
são os ensinamentos de Jesus, que apresentam um roteiro luminoso ruma à
conquista de um grau mais elevado na cadeia universal evolutiva
A Doutrina Espírita tem por
missão esclarecer o significado exato e a essencialidade da reforma intima a
todos os encarnados dispostos a aprendê-la.
Múltiplas reencarnações, ao
longo de milênios, são palco das aguerridas batalhas consigo mesmo em busca do
incremento do lado cristão que todos possuem.
O grande propósito da reforma
intima é levar o encarnado a compreender-se melhor e também o semelhante,
avaliar suas ações e reações, tocar profundamente seus sentimentos, enxergar as
suas deficiências, propor soluções, calcular projetos para essa busca cristã,
debater dilemas, resolver problemas, solucionar dúvidas, levantar questões e
atingir um ponto a mais no seu esclarecimento humano, eis a meta da Reforma
Íntima tão necessária entre vós.
Nesse momento somos convidados
a sair do globo e retomar o caminho de luz em meio a floresta. Sinta o cheiro
da Natureza, ouça o canto dos pássaros e mais adiante, ouça o barulho das
águas. Águas das Cachoeiras que caem em meio a correnteza do rio a lavar-lhe os
pés. Sinta o frescor das águas e sintonize toda a energia negativa e densa que
ainda carregas consigo, com a velocidade da correnteza das águas. A água se
encarregará de levar tudo aquilo que o importuna e o impede de se abrir ao
processo de reforma intima.
Sinta o mundo positivamente
caminhando ao seu favor, deixando fruir o âmago cristão, conforme recomendado
por Jesus. Cultive apenas sentimentos bons como a abnegação, a afabilidade, o
bem-querer, a benevolência, a bondade, a brandura, a caridade, o carinho e a
clemência, a compaixão e a confiança, coragem e desprendimento, devotamento,
disciplina, doçura e esperança, fé, flexibilidade, generosidade e gratidão,
humildade e indulgência lealdade, justiça, mansuetude, misericórdia, modéstia e
otimismo, paciência, pacificidade, perseverança e piedade, pureza de coração,
resignação e responsabilidade, simpatia e simplicidade, sinceridade,
solidariedade e ternura, eis as grandes e nobres virtudes do homem de bem. Eis
as chaves do progresso do espírito e os bálsamos que aplacam as chagas do mal;
eis o mais eficaz remédio contra o sofrimento e a oportunidade maior que o
encarnado possui de atingir a paz interior, sublime, mansa e benéfica.
Lembrando aos amigos desencarnados aqui presentes, que a reforma-íntima pode e
deve ser iniciada na erraticidade ainda a fim de que venham cumprir as suas
breves reencarnações com o propósito firme do bem.
Mais adiante, caminhando na
direção das correntezas do rio, abre-se um enorme oásis de areias finas e
brancas rodeando uma imensa e cristalina lagoa de águas doces. Encante-se com a
beleza desse lugar que o Pai teve o cuidado de preparar para recebe-lo. Ao
redor da lagoa, vemos diversas tendas de lençóis brancos com apenas duas
cadeiras em cada uma delas. Escolha uma tenda e dirija-se para lá com o seu
Anjo Guardião. O seu anjo guardião vem lhe trazer a palavra sobre as
necessidades e as dificuldades da reforma íntima numa confidente e amorosa
conversa.
“Embora a reforma íntima possa
desgastar e ferir a você quando coloca à falência o seu sentimento de
superioridade, inato, natural e por vezes inconsciente, ela se faz necessária,
essencial e crucial na jornada a que passa o espírito na Terra.
Cuida dos seus pensamentos
porque são eles que o aproximam ou o afastam de Deus, em maior ou em menor
grau, com maior ou menor duração.
Quanto maior for a sua paz
interior, enorme a possibilidade de estar harmonizado com a superioridade
divina.
Quanto maiores forem seus
distúrbios psicológicos ou as perturbações psicossomáticas, crescentes lhes
serão as influências negativas do plano inferior da vida.
O equilíbrio é indispensável
para que você, devedor que é por natureza, enfrente os obstáculos de sua
caminhada e seja bem sucedido na sua oportunidade reencarnatória.
Cultive a vontade firme e
acredite que ela é o melhor instrumento que possui para ser feliz e vencer em
sua caminhada.
O livre-arbítrio é o artífice
do seu empreendimento, mestre de seus passos, mentor do seu discernimento. Pode
ser herói ou vilão, salvador ou algoz, benéfico ou maligno. É o comando de vida
entregue por Deus nas mãos de cada homem.
Eis as necessidades da reforma
íntima. Porém, deve considerar que as dificuldades na prática da reforma íntima
serão muitas.
O sofrimento lhes será
inevitável, pois os seus conflitos internos estarão em ebulição e não bastará a
aparência para concretizar verdadeiramente qualquer modificação substancial.
Um dos primeiros entraves a
ser resolvido é a ausência de autocrítica. Ninguém está livre de se auto
avaliar. É preciso se auto avaliar para que possa perceber os seus erros, os
seus desvios em seu dia a dia. Todos nós, somos passíveis de erros em nossas
vidas. Você não está só! Persista na descoberta de seus próprios defeitos
ampliando consideravelmente a possibilidade de êxito. Somente quem sabe os
males que possui pode curá-los. A ignorância é um sério entrave na renovação
interior.
Abra o seu coração para o bem
e estará tecendo condições para um envolvimento positivo e comisso surgirá a possibilidade
de ouvir críticas e estabelecer o diálogo acerca dos problemas que cercam sua
personalidade e seu modo de agir. Aja sempre com sinceridade, alimente sua fé e
fundamente suas ações nos valores cristão propostos por Jesus Cristo.
Nesse momento em que finda o
diálogo com o seu anjo guardião sobre as necessidades e as dificuldades da
reforma intima. Levante-se e aproxime-se de seu anjo guardião dando-lhe um
terno abraço de agradecimento por ter lhe aberto as portas para o
autoconhecimento, para a autotransformação e para a auto descoberta ainda nesta
vida de encarnado.
Junte-se aos seus amigos
encarnados e frente a um adeus coletivo procurem retornar lentamente ao
ambiente sensório, trazendo consigo a energia da mãe natureza, as energias das
árvores e das águas conservando em sua memória as grandes virtudes que formam o
homem de bem a que está se propondo a ser, perante ao Pai.
Que Deus abençoe a todos e que
fortaleçam sempre, o propósito de se modificarem perante aos ensinamentos de
Jesus.
Certa vez, um homem pediu a Deus uma flor e uma borboleta, mas Deus lhe deu um cacto e uma lagarta.
O homem ficou triste pois não entendeu o porque do seu pedido
vir errado.
Daí pensou : Também, com tanta gente para atender... e
resolveu não questionar.
Passado algum tempo, o homem foi verificar o pedido que
deixara esquecido. Para sua surpresa, do espinhoso e feio cacto havia nascido a
mais bela das flores. E a horrível lagarta transformara-se em
uma belíssima borboleta.
Deus sempre age certo.O Seu caminho é o melhor, mesmo que
aos nossos olhos pareça estar dando tudo errado.
Se você pediu a Deus uma coisa e recebeu outra, confie.
Tenha a
certeza de que Ele sempre dá o que você precisa, no momento
certo.
Nem sempre o que você deseja é o que você precisa.
MENSAGENS TRANSFORMADORAS PARA NOSSA REFLEXÃO VOLUME 1 Compilação e adaptações: J. Meirelles
A vida social é natural. Deus fez o homem para viver em sociedade. Deus não deu inutilmente ao
homem a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação.
O isolamento absoluto é contrário a lei natural, pois os homens buscam a sociedade por instinto e devem todos concorrer
para o progresso, ajudando-se mutuamente.
O
homem deve progredir, mas sozinho não o pode fazer não possui todas as
faculdades por isso busca a sociedade, precisa do contato dos outros homens. No
isolamento ele se embrutece e se estiola.
Comentário
de Kardec:Nenhum homem dispõe de
faculdades completas e é pela união social que eles se completam uns aos
outros, para assegurarem o seu próprio bem-estar e progredirem. Eis porque,
tendo necessidade uns dos outros, são feitos para viver em sociedade e não
isolados.
A destruição é uma lei da Natureza pois
que é necessário que tudo se destrua para
renascer e se regenerar porque isso a que chamais destruição não é mais
que transformação, cujo objetivo é a renovação e o melhoramento dos seres
vivos.
As criaturas de Deus são os instrumentos de que ele se serve
para atingir os seus fins. Para se nutrirem, os seres vivos se destroem
entre si e isso com o duplo objetivo de manter o equilíbrio da reprodução,
que poderia tornar-se excessiva, e de utilizar os restos do invólucro
exterior. Mas é apenas o invólucro que é destruído e esse não é mais que
acessório, não a parte essencial do ser pensante, pois este é o princípio
inteligente indestrutível que se elabora através das diferentes
metamorfoses por que passa.
A destruição é necessária para a regeneração dos
seres, por isso, a Natureza os cerca de meios de preservação e conservação a
fim de evitar a destruição antes do tempo
necessário. Toda destruição antecipada entrava o desenvolvimento do
princípio inteligente. Foi por isso que Deus deu a cada ser a necessidade
de viver e de se reproduzir.
Desde que a morte deve conduzir-nos a uma vida
melhor, e que nos livra dos males deste mundo, sendo mais de se desejar do que
de se temer, o homem tem por ela um horror instintivo que a torna motivo de
apreensão porque o deve procurar prolongar a sua vida
para cumprir a sua tarefa. Foi por isso que Deus lhe deu o instinto de
conservação e esse instinto o sustenta nas suas provas; sem isso, muito frequentemente
ele se entregaria ao desânimo. A voz secreta que o faz repelir a morte lhe
diz que ainda pode fazer alguma coisa pelo seu adiantamento. Quando um
perigo o ameaça, ela o adverte de que deve aproveitar o tempo que Deus lhe
concede, mas o ingrato rende geralmente graças à sua estrela, em lugar do
Criador.
Ao lado dos meios de conservação, a Natureza colocou
ao mesmo tempo os agentes destruidores pois que o remédio ao lado do mal é necessário para manter o equilíbrio e servir
de contrapeso.
A necessidade de destruição em todos os mundos, é proporcional ao estado mais ou menos material dos mundos e desaparece
num estado físico e moral mais apurado. Nos mundos mais avançados que o
vosso, as condições de existência são muito diferentes.
A necessidade de destruição entre os homens na Terra
diminui entre os homens à medida
que o Espírito supera a matéria; é por isso que ao horror da destruição
vedes seguir-se o desenvolvimento intelectual e moral.
O estado atual do homem com relação ao seu direito
em relação à destruição sobre os animais, é regulado
pela necessidade de prover à sua alimentação e à sua segurança; o abuso
jamais foi um direito.
Deve-se pensar sobre a destruição que ultrapassa os
limites das necessidades e da segurança; da caça, por exemplo, quando não tem
por objetivo senão o prazer de destruir, sem utilidade como predominância da bestialidade sobre a natureza espiritual.
Toda destruição que ultrapassa os limites da necessidade é uma violação da
lei de Deus. Os animais não destroem mais do que necessitam, mas o homem,
que tem o livre-arbítrio, destrói sem necessidade. Prestará contas do
abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois nesses casos ele cede aos
maus instintos.
Os povos que levam ao excesso o escrúpulo no tocante
à destruição dos animais é um excesso, num sentimento que em si
mesmo é louvável, mas que se torna abusivo e cujo mérito acaba
neutralizado por abusos de toda espécie. Eles têm mais temor supersticioso do
que verdadeira bondade.
Ajuda-te e o céu te ajudará. –
Observai os pássaros do céu. – Não vos inquieteis pela posse do ouro.
OBSERVAI OS PÁSSAROS DO CÉU.
6– Não
queirais tesouros na Terra, onde a ferrugem e a traça os consomem, e onde os ladrões
os desenterram e roubam. Mas entesourai para vós tesouros no céu, onde não os
consomem a ferrugem nem a traça, e onde os ladrões não o desenterram nem
roubam. Porque onde está o tesouro, aí está também o teu coração.
Jesus
disse...
Não vos inquieteis por saber onde achareis do
que comer para o sustento de vossa vida., nem onde tirareis roupas para vestir
o vosso corpo. A vida não é mais que o alimento e o corpo mais que a roupa?
Observai os pássaros no céu. Eles não semeiam
e não colhem, e não amontoam nada nos celeiros, mas vosso Pai celestial os
sustenta. Porventura não sois muito mais do que eles? E qual de vós,
discorrendo, pode acrescentar um côvado à sua estatura?
E por que andais vós solícitos pelo vestido?
Considerai como crescem os lírios do campo; eles não trabalham nem fiam;
digo-vos mais, que nem Salomão, em toda a sua glória, se cobriu jamais como um
destes. Pois se ao feno do campo, que hoje é e amanhã é lançado no forno. Deus
veste assim, quanto mais a vós, homens de pouca fé?
Não
vos aflijais, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos
cobriremos? Porque os gentios é que se cansam por estas coisas. Porquanto vosso
Pai sabe que tendes necessidade de todas elas. Buscai primeiramente o Reino de
Deus e a sua justiça, e todas estas coisas se vos acrescentarão. E assim não andeis inquietos pelo dia de
amanhã. Porque o dia de amanhã a si mesmo trará seu cuidado; ao dia basta a suaprópria aflição. (Mateus, 19-21,
25-34).
Se tomássemos estas palavras ao pé da letra, elas seriam a negação de toda a
previdência e de todo o trabalho, e consequentemente, de todo o progresso.
Segundo esse
princípio, o homem se reduziria a um expectador passivo. Suas forças físicas e
intelectuais não seriam postas em atividade.
Se essa tivesse
sido a sua condição normal na Terra, ele jamais sairia do estado primitivo, e
se adotasse agora esse princípio, não teria mais nada a fazer. É evidente que
não poderia ter sido esse o pensamento de Jesus, porque estaria em contradição
com o que ele já dissera em outras ocasiões, como no tocante às leis da
natureza.
Deus criou o homem sem roupas e
sem casa, mas deu-lhe a inteligência para produzi-las.(Ver cap.
XIV, nº 6 e cap. XXV, nº 2).
Se nem sempre os socorre com
ajuda material, inspira-lhes os meios de saírem por si mesmos de suas
dificuldades.
O necessário e o supérfluo...
Deus conhece as nossas necessidades, e a elas provê, conforme for necessário.
Mas o homem, insaciável nos seus desejos, nem sempre contenta-se com o que tem.
O necessário não lhe basta, ele quer também o supérfluo. É então
que a Providência o entrega a si mesmo.
Frequentemente ele se torna infeliz por sua própria culpa, e por
não haver atendido as advertências da voz da consciência, e Deus o deixa sofrer
as consequências, para que isso lhe sirva de lição no futuro.
A Terra...
A Terra produz o suficiente para alimentar a todos os seus
habitantes.
Quando os homens souberem administrar a sua produção, segundo as
leis de justiça, caridade e amor ao próximo. Quando a fraternidade reinar entre
os povos, como entre as províncias de um mesmo império, o que sobrar para um
determinado momento, suprirá a insuficiência momentânea de outro, e todos terão
o necessário.
O rico...
O rico, então, considerará a si mesmo como um homem que possui
grandes depósitos de sementes: se as distribuir, elas produzirão ao cêntuplo,
para ele e para os outros; mas, se as comer sozinho, se as desperdiçar e deixar
que se perca o excedente do que comeu, elas nada produzirão, e todos ficarão em
necessidade. Se as fechar no seu celeiro, os insetos as devorarão.
Jesus ensinou...
Não amontoeis tesouros na Terra, pois são perecíveis, mas
amontoai-os no céu, onde são eternos. Em outras palavras: não deis mais
importância aos bens materiais do que aos espirituais, e aprendei a sacrificar
os primeiros em favor dos segundos.
Tarefa do Espiritismo...
Não é através de leis que se decretam a caridade e a fraternidade. Se elas não
estiverem no coração, o egoísmo as asfixiará sempre. Fazê-las ali penetrar, é a
tarefa do Espiritismo.