quinta-feira, 25 de setembro de 2014

O ESTRANHO CANSAÇO - Do Livro respostas da vida - Chico Xavier pelo Espírito André Luiz

31. O estranho cansaço 


Quando você estiver pensando:

nas hostilidades do mundo... 
nas aflições capazes de surgir...
nos erros das pessoas queridas...
na desorientação de algum parente... 
nos críticos que lhe observam a estrada...
na angústia que lhe ensombra o coração... 
                                   no desprezo de que se crê vítima... 
                                    nas ingratidões que supõe haver sofrido...
                                    na deserção de algum ente amado... 
                                    nos seus próprios desejos desatendidos...

...não se admita em doença grave, nem julgue que você esteja querendo socorrer o mundo ou melhorá-lo. 

Com semelhantes problemas você apenas demonstra que se cansou de estar unicamente em si mesmo, na concha do "eu", que se isola. 

Quando isso estiver acontecendo consigo, você tão somente sofre de cansaço emocional e, para curar-se, basta uma indicação: 

Busque esquecer-se, fuja de si mesmo, reflita nos problemas dos companheiros em dificuldades maiores dos que as nossas e procuremos trabalhar. 

MALES E REMÉDIOS - Do Livro respostas da vida - Chico Xavier pelo Espírito André Luiz

30. Males e Remédios 

Inconformação diante dos sofrimentos?
Olhe em derredor e reconhecerá legiões de pessoas que sofrem muito mais sem as suas possibilidades de reconforto. 

Desentendimento em família?
Oriente as crianças de casa e respeite os adultos, deixando a eles a faculdade de se decidirem, quanto às próprias realizações, qual acontece no mundo íntimo de cada um de nós. 

Algum erro cometido? 
Reconsidere a própria atitude e não se constranja em aceitar as suas deficiências, de modo a corrigi-las. 

Erros alheios? Observando-se quão difícil aprender sem errar, saibamos desculpar os desacertos dos outros, tanto quanto esperamos tolerância para os nossos. 

Entes queridos em falha? 
Deus que nos criou a todos saberá conduzi-los sem que tenhamos a obrigação de arrasar-nos ao vê-los adquirindo as experiências da vida, pelas quais também nós temos pago ou pagaremos o preço que nos compete. 

Provação? 
Uma visita ao hospital pode dar a você a ficha de suas vantagens em relação aos outros. 

Problemas?
Não se sabe de criatura alguma que evolua ou se aperfeiçoe, sem eles, incluindo aquelas que se supõe tranquilas por estarem fugindo provisoriamente de trabalhar. 

Angústia?
Ao que se conhece, todo tratamento para supressão da ansiedade está baseado ou complementado pelo serviço em favor de alguma causa nobre ou em auxílio de alguém.

 Censura? 
Um minuto de auto-análise nos fará sentir que não estamos muito certos, quanto à nossa própria resistência, se acaso estivéssemos no lugar daqueles que jazem caídos em desapreço. 

Desilusões e fracassos no relacionamento afetivo?
Experimente Jesus. 

ITENS DA PAZ - Do Livro respostas da vida - Chico Xavier pelo Espírito André Luiz

29. Itens da paz 

Aflição perante desastres iminentes? 
Talvez não aconteça. 

Contrariedades e contratempos?
Quase sempre são medidas da Espiritualidade Superior livrando-lhe o coração de males maiores.

Desgostos de longo alcance? 
Oportunidade de revisão de nosso próprio comportamento. 

Injúrias e perseguições?
Os que agravam o próximo são doentes necessitados de internação na clínica do silêncio e da prece. 

Preterições?
Compadeça-se dos que se dispõe a tomar o direito dos outros, porque ignoram os problemas que serão compelidos a enfrentar. 

Erros nossos? 
Ensejo bendito de corrigenda em nós por nós mesmos. 

Faltas ou quedas de entes queridos?
Respeitemos as experiências deles, reconhecendo que estamos à frente de nossas próprias lições. 

Dificuldades? 
A provação é o metro de avaliação de nossa própria fé. 

Moléstias físicas? 
Pausas para iluminação e refazimento da vida Espiritual. 

Profecias inquietantes? 
Reflitamos: O Sol que se levantou ontem pela misericórdia de Deus, pela misericórdia de Deus brilhará para nós também hoje. 

MELHORAR - Do Livro respostas da vida - Chico Xavier pelo Espírito André Luiz

28. Melhorar 



Melhore sempre suas condições pessoais, pelo trabalho e pelo estudo, a fim de que você melhore a vida, em derredor de você. 

Obrigação cumprida será sempre o nosso mais valioso seguro de proteção.

Amplie quanto puder a sua exportação de gentileza. Fazer "algo mais além do próprio dever", em benefício dos outros, é criar um gerador de simpatia, em nosso auxílio.

Esqueçamos o que não serve para o bem, a fim de que  se realize o melhor. Reclamar é ferir-se. 

Se você deseja vencer, aprenda a sorrir, além do cansaço. 

O grupo familiar recorda a terra que produz para nós, segundo a nossa própria plantação. 

Esperança vitoriosa é aquela que não deixa de trabalhar. Guarde as suas impressões infelizes para não prejudicar o caminho dos outros.

LEIS MORAIS - Leitura que capacita você para a vida! Pense nisso! Leiam a íntegra.

4.     Lei da Reprodução (Questão 686 até 701)

Essa Lei da reprodução trata da necessidade da reprodução do mundo corpóreo perante a evolução do espírito; trata da sucessão e aperfeiçoamento das raças, ratificando que o as raças extintas, primitivas são os mesmos espíritos que voltaram para se aperfeiçoarem em novos corpos, mas que ainda estão longe da perfeição; trata dos obstáculos à reprodução, com ênfase em um poder que Deus deu ao homem; sobre todos os seres vivos, e de que ele deve usar para o bem, mas não abusar. Ele pode regular a reprodução segundo às necessidades, mas não deve entravá-la sem necessidade; trata o Casamento como uma evolução na humanidade e chama atenção para o celibato que só tem mérito segundo os olhos de Deus quando se renuncia às alegrias da vida familiar, em favor da humanidade, na prática do bem ao próximo; e por fim, trata da Poligamia como sendo uma lei humana, cuja abolição marca um progresso social. O casamento, segundo as vistas de Deus, deve fundar-se na afeição dos seres que se unem. Na poligamia não há verdadeira afeição: não há mais do que sensualidade.


5.     Lei de Conservação (Questão 702 até 726)

Trata dos instintos e os meios de conservação, sobre os quais todos somos dotados; trata do gozo dos bens da Terra chamando atenção para as tentações da vida, cuja finalidade maior é desenvolver a razão; faz distinção entre o necessário e o supérfluo; por fim, trata das privações voluntárias, sobretudo dos prazeres inúteis, porque liberta o homem da matéria e eleva sua alma.



6.     Lei de Destruição (Questão 728 até 765)

Trata da destruição necessária como meio de transformação, morrer para renascer; Trata da destruição desnecessária, pois quando a destruição é antecipada entrava o desenvolvimento do princípio inteligente. Foi por isso que Deus deu a cada ser a necessidade de viver e de se reproduzir; Aborda a questão dos flagelos destruidores como necessários À humanidade como meio de fazê-la avançar mais depressa. Que a destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição; trata das Guerras nas quais há um predomínio da natureza animal sobre a natureza espiritual, na satisfação de suas paixões; trata ainda dos Assassínio, pois que a ninguém é dado o direito de retirar a vida do seu próximo, da Crueldade humana, do Duelo cujas partes são suicidas em potencial, e da Pena de Morte sobre a qual Kardec afirma que a pena de morte desaparecerá incontestavelmente e sua supressão assinalará um progresso da Humanidade. Quando os homens forem mais esclarecidos, a pena de morte será completamente abolida da Terra.



LEIS MORAIS - Leitura que capacita você para a vida! Pense nisso! Leiam a íntegra.

7.     Lei de Sociedade (Questão 766 até 775)

Fala da Necessidade da vida social, pois que Deus fez o homem para viver em sociedade; trata da Vida de Isolamento, voto de silêncio, como uma satisfação egoísta; trata dos Laços de Família como uma necessidade ao progresso. Os liames sociais são necessários ao progresso e os laços de família resumem os liames sociais; eis porque eles constituem uma lei natural. Deus quis que os homens, assim, aprendessem a amar-se como irmãos.

8.     Lei de Progresso (Questão 776 até 802)

Faz distinção entre o Estado Natural, que é o estado primitivo e a Lei Natural, que contribui para o progresso da humanidade; Fala da Marcha do Progresso individual dos homens, cada qual a seu tempo e de forma diferenciadas; dos Povos degenerados, convulsionados pela barbárie vão se aniquilando corporalmente, dia a dia; fala das Civilização dos Homens como um Progresso incompleto, pois que o homem não passa subitamente da infância à maturidade; trata do Progresso da Legislação Humana, que tendo sido feita pelos mais fortes, recai no favoritismo beneficiando a uns em detrimento de outros; trata da influência do Espiritismo no Progresso sobre o qual Kardec afirma que Certamente ele se tomará uma crença comum e marcará uma nova era na História da Humanidade, porque pertence à Natureza e chegou o tempo em que deve tomar lugar entre os conhecimentos humanos.



9.     Lei de Igualdade (Questão 803 até 824)

Trata da igualdade natural sobre a qual Kardec diz que todos os homens são submetidos às mesmas leis naturais, todos nascem com a mesma fragilidade, estão sujeitos às mesmas dores e o corpo do rico se destrói como o do pobre. Deus não concedeu, portanto, superioridade natural a nenhum homem, nem pelo nascimento, nem pela morte: todos são iguais diante dele; fala das desigualdades de aptidões na Deus criou todos os Espíritos iguais, mas cada um deles viveu mais ou menos tempo, e por conseguinte realizou mais ou menos aquisições; a diferença está no grau de experiência e na vontade, que é o livre-arbítrio; afirma categoricamente que as Desigualdades Sociais é obra do homem e não de Deus; trata das desigualdades das riquezas nas suas mais diversas origens; fala das Provas da Riqueza e da Pobreza, e de seus respectivos perigos, pois a miséria provoca a lamentação contra a  Providência; a riqueza leva a todos os excessos. Fala da Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher, pois que Deus deu a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir. Todos são iguais perante a Deus; Igualdade perante o Túmulo, chama a atenção para o orgulho parental no ato de perpetuar a memória dos seus.


10.  Lei de Liberdade (Questão 825 até 872)

Trata da Liberdade Natural como a do a do eremita no deserto. Desde que haja dois homens juntos, há direitos a respeitar e não terão eles, portanto, liberdade absoluta; Fala da Escravidão, e afirma que toda sujeição de um homem a outro é contrária a Lei de Deus; da Liberdade de Pensamento sobre a qual o homem goza de uma liberdade sem limites, porque o pensamento não conhece entraves. Pode-se impedir a sua manifestação, mas não aniquilá-lo. O homem é responsável perante Deus. Só Deus, podendo conhecê-lo, condena-lo ou absolve-lo, segundo a sua justiça; fala da Liberdade da Consciência como sendo um pensamento íntimo, que pertence ao homem como todos os outros pensamentos. Trata do Livre-Arbítrio como meio de pensar e agir; Fala da Fatalidade, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte. Chegando esse momento, de uma forma ou de outra, a ele não podeis furtar- vos. Assim, qualquer que seja o período que nos ameace, não morreremos se a nossa hora não chegou, e tens destes milhares de exemplos. Mas quando chegar a tua hora de partir, nada te livrará; fala sobre o Conhecimento do Futuro pelo homem. Em princípio o futuro lhe é oculto e só em casos raros e excepcionais Deus lhe permite a sua revelação. Faz um Resumo Teórico do Móvel das Ações Humanas e explica que a questão do livre-arbítrio pode resumir-se assim: o homem não é fatalmente conduzido ao mal; os atos que pratica não “estavam escritos”; os crimes que comete não são o resultado de um decreto do destino Ele pode como prova e expiação, escolher uma existência cm que se sentirá arrastado para o crime, seja pelo meio em que estiver situado, seja pelas circunstâncias supervenientes. Mas será sempre livre de agir como quiser. Assim, o livre-arbítrio existe, no estado de Espírito, com a escolha da existência e das provas; e, no estado corpóreo, com a faculdade de ceder ou resistir aos arrastamentos a que voluntariamente estamos submetidos. Cabe à educação combater as más tendências, e ela o fará de maneira eficiente quando se basear no estudo aprofundado da natureza moral do homem. Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza moral, chegar-se-á a modificá-la, como se modificam a inteligência pela instrução e as condições físicas pela higiene.

11.  Lei de Justiça, Amor e Caridade (Questão 873 até 892)


Mostra que o Sentimento de Justiça é natural ao homem, posto que Deus o pôs em seu coração; fala do Direito de Propriedade, Roubo, com ênfase no Direito de Viver. Deus disse: “Não roubarás” e Jesus disse: “Dái a César o que é de César”. Aquilo que o homem ajunta por um trabalho honesto é propriedade legítima, afirma Kardec; Kardec fala sobre a Caridade e Amor ao Próximo, como complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem possível, que desejaríamos que nos fosse feito. Tal é o sentido das palavras de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como irmãos”, por fim Amor Maternal e Filial, dado ao homem, e que persiste por toda vida e comporta um devotamento e uma abnegação que constituem virtudes; sobrevive mesmo à própria morte, acompanhando o filho além da tumba.