sábado, 4 de outubro de 2014

MENSAGEM DE CHICO XAVIER APÓS SUA DESENCARNAÇÃO

MENSAGEM DE CHICO XAVIER
 APÓS SUA DESENCARNAÇÃO 


Queridos irmãos e irmãs,

Jesus nos abençoe!

Estou aqui e, através destas palavras singelas, venho ao encontro de todos vocês, com muito carinho e reconhecimento em meu coração de servidor sempre agradecido.

Dirigindo-me à querida família espírita de nossa inesquecível Pedro Leopoldo, dirijo-me, com a permissão de Jesus, a todos os integrantes da querida e imensa família espírita que, do nosso Brasil, se estende por outros países.

Agradeço-lhes, meus irmãos, por tudo: pelo carinho que vocês sempre me dispensaram, ao lado dos nossos Benfeitores Espirituais, para que eu conseguisse levar adiante o compromisso abraçado.

Louvado seja Deus, que os colocou em meu caminho para que, diante dos obstáculos, eu não esmorecesse na luta que, evidentemente, há de prosseguir para todos nós, para maior honra e glória Daquele a quem nos compete servir invariavelmente.

Perdoem-me, se, neste momento, a emoção toma o meu coração por inteiro e eu, igualmente, não saiba o que lhes dizer com exatidão.

Aqui compareço, nesta manhã, na mesma condição daqueles companheiros que me antecederam na palavra e sinceramente, não me reconheço sob regime de qualquer privilégio em relação a eles ou a vocês, que continuam e devem continuar esforçando para prosseguir com o ideal que abraçamos, em nossa Doutrina de Amor e Paz.

Unamo-nos e procuremos melhor servir aos propósitos do Evangelho,operando a nossa própria renovação, dando combate às imperfeições que ainda nos assinalam e que, tantas vezes, nos induzem a cometer maiores equívocos no cumprimento do dever.

A obra dos Amigos Espirituais, por meu intermédio, em verdade, não pertencem a eles mesmo e muito menos a mim, que prossigo deste Outro Lado da Vida me considerando na condição de um cisco! 

A tarefa que encetamos na Doutrina pertence ao Senhor e, para executá-la com a devida fidelidade, carecemos de colocar de lado o personalismo e não tomarmos o caminho da polêmica inútil.

Não nos dispersemos, despendendo energias espirituais que deverão ser consumidas unicamente nas tarefas que prosseguem sob a nossa responsabilidade.

Perdoem-me, se, escrevendo a vocês neste instante, eu não consigo deixar de ser o Chico que sempre fui... O que, afinal de contas, continuo sendo, para ser o espírito feericamente iluminado que os amigos sempre me supuseram, por bondade deles e não por méritos que, em verdade, eu nunca tive e prossigo sem ter!! 

Em mim, mesmo após a desencarnação, continuam subsistindo muitos traços de treva e me reconheço muito distante da posição que os amigos me colocam.

A nada mais aspiro, se o Senhor assim me consentir, senão dar sequência ao humilde trabalho que o Espiritismo, na revivescência do Evangelho, nos possibilita em favor de todos os nossos irmãos em Humanidade.

Escrevo-lhes nesta hora, acreditem, sem nenhuma preocupação e espero, sinceramente espero, que estas minhas palavras não nos ocasionem maiores contendas e nem nos induzam ao esquecimento de nossas obrigações fundamentais.

Eu jamais seria capaz de silenciar ou de considerar um espírito diferente de tantos outros - embora minha total desvalia -, que estão e sempre estarão à disposição daqueles que necessitarem de uma palavra de encorajamento e de companheirismo, a fim de que não fragilizem na vivência do ideal.

Deixo-lhes, queridos irmãos e irmãs, o meu abraço fraternal e a minha alegria por ainda me sentir integrados à todos vocês, na Causa que nos é comum e que, sem dúvida, nos merece e nos merecerá sempre o melhor esforço e o maior devotamento.

Impossível que, neste primeiro contato, eu lograsse extravasar todas as emoções que me possuem o espírito em forma de gratidão e de reconhecimento à família espírita do Brasil, da qual eu me tornei eternamente devedor.

Com minha saudade, a minha imensa saudade de todos os dias, sou irmão e servidor sempre grato, o menor dentre os menores servidores de nossa Causa, sempre o seu . . .

Chico Xavier 

(Mensagem psicografada pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do dia 22 de junho 
de 2003, na sede do C. E. Ben. "Bezerra de Menezes", na cidade de Pedro Leopoldo, Minas 
Gerais, Brasil) 

PSICOPATOLOGIAS DO PERISPÍRITO

PSICOPATOLOGIAS DO PERISPÍRITO

O homem selvagem emprega a força e a astúcia para dominar os seres inferiores e a natureza à sua volta, mas não tem preparo algum para enfrentar o grande desconhecido que se descortina para ele após a morte física.

“O espetáculo da vastidão cósmica perturba-lhe o olhar e a visita de seres extraterrestres, mesmo benevolentes e sábios, infunde-lhe pavor, crendo-se à frente de deuses bons ou maus, cuja natureza ele próprio se incumbe de fantasiar na exiguidade das próprias concepções” ( Evolução em Dois Mundos , de André Luiz). 

Assim, depois do óbito, permanece tímido ao pé dos seus, em cuja companhia passa a viver em outras condições vibratórias e em processos variados de simbiose, ansioso por voltar à existência corpórea. 

Mantém-se, assim, vinculado à choça, aos seus e “não tem outro pensamento senão voltar, voltar ao convívio revitalizante daqueles que lhe usam a linguagem e lhe comungam os interesses”. Tal qual as bactérias que se transformam em esporos quando as condições do meio lhe são adversas, tornando-se imóveis e resistentes ao ambiente durante anos a fio, também o espírito do selvagem perde os órgãos do corpo espiritual, que se lhe atrofiam por falta de função. Isso porque se estabelece em seu íntimo o monoideísmo, a ideia fixa de voltar para a carne, cujo desejo eclipsa todas as demais. Dá-se então o que André Luiz chama de “monoideísmo auto-hipnotizante”, provocado por um pensamento fixo-depressivo nascido de sua inadaptação ao mundo extrafísico. 

Por esse processo, o desencarnado perde seu corpo espiritual, transformando-se em ovoide, forma pela qual expressa seu corpo mental.

AS DISFUNÇÕES E O MONOIDEÍSMO 

No monoideísmo, o núcleo da visão profunda, localizado no centro coronário, sofre disfunção específica, na qual o espírito contemplará tão somente os quadros terríficos relacionados com as culpas contraídas, deixando de observar tudo o mais. 

Vejamos o caso de Leonardo Pires (citado por André Luiz no livro Entre a Terra e o Céu ), desencarnado há 20 anos e que vive agora na casa da neta, Antonina. 

Apresenta-se como um velhinho, de acordo com seus últimos dias terrestres. A mente dele, porém, está fixada nos lances da última existência, com recordações que o obcecam.

A FIXAÇÃO DA MENTE EM CULPAS CONTRAÍDAS DURANTE A VIDA FÍSICA GERAM DISTORÇÕES NA FORMA DO CORPO ESPIRITUAL

Marlene Rossi Severino Nobre
Associação Médico-Espírita do Brasil

Quando jovem, foi empregado do marechal Guilherme Xavier de Souza e hoje conserva a mente detida num crime de envenenamento que cometeu quando integrava as forças brasileiras acampadas em Piraju, no Paraguai.

Enciumado, sentindo-se preterido pela mulher leviana com a qual se relacionava, por causa de um colega de farda, Leonardo idealizou o crime e o executou, utilizando vinho envenenado. 

Como as tropas deveriam seguir rumo ao Paraguai, o caso foi encerrado sem maiores investigações. Leonardo seguiu em frente, convivendo por algum tempo com a mulher que fora pivô do crime, mas se casou ao regressar para o Brasil, deixando vários descendentes, entre os quais Antonina.

No leito de morte, reconheceu que a lembrança do referido crime castigava seu mundo íntimo, centralizando todos os episódios apenas nesse.

No além, o monoideísmo persistiu. Com olhar de louco, segue a única imagem que se vitaliza a cada dia em sua memória, ao influxo da própria consciência que se considera culpada. 

Como ensinaram os espíritos reveladores a Allan Kardec na questão 621 de O Livro dos Espíritos , “a lei de Deus está inscrita na consciência”. E ninguém pode ludibriá-la impunemente.

PARASITAS OVOIDES 

Há espíritos que perdem a forma humana de apresentação de seu perispírito, surgindo como esferas ovoides. 

“Pela densidade da mente, saturada de impulsos inferiores, não conseguem se elevar e gravitam ao redor das paixões absorventes que, por muitos anos, elegeram como centro de interesses fundamentais” ( Libertação , de André Luiz).

Inúmeros desencarnados, empolgados pela ideia de fazerem justiça com as próprias mãos ou apegados a vícios aviltantes, por repetirem infinitamente essas imagens degradantes, acabam em deplorável fixação monoideística, fora das noções de espaço e tempo, sofrendo enormes transformações na morfologia do psicossoma. 

Por falta de função, os órgãos psicossomáticos ficam retraídos e surge a forma ovoide. Atingida esta forma, permanecem colados àqueles que foram seus sócios nos crimes, obedecendo à orientação das inteligências que os entrelaçam na rede do mal. 

Por isso, servem às empreitadas infelizes nos processos de obsessão. Nas regiões inferiores, onde André Luiz esteve em missão de paz na companhia do instrutor Gúbio e que estão descritas no extraordinário livro Libertação , um grande número de entidades transportavam essas esferas como se estivessem imantadas às suas próprias irradiações. 

O médico desencarnado explicou que esses ovoides são pouco maiores que um crânio humano, variando muito nas particularidades. Alguns denunciam movimento próprio, como se fossem grandes amebas, outros parecem em repouso, aparentemente inertes, ligados ao halo vital de outras entidades.

Qual a situação psíquica desses ovoides? A maioria deles dorme em estranhos pesadelos, incapazes de exteriorizações maiores.


DEFORMAÇÕES DO CORPO ESPIRITUAL

 Ao lado de espíritos que já conquistaram belas vestes de apresentação, encontramos outros cujos psicossomas revestem-se de verdadeiras deformidades. 

No livro Libertação, André Luiz teve oportunidade de constatar, de forma inesperada, um caso com essas alterações. A senhora de um médico revelava extremo cuidado com a aparência externa, apresentando-se sempre muito bem penteada e maquiada. 

Entretanto, o médico desencarnado teve oportunidade de vê-la como autêntica bruxa, igual àquelas dos contos infantis, quando, pela ação do sono, seu perispírito se desprendeu do corpo físico. 

Realmente as aparências enganam!

Em Evolução em Dois Mundos , André Luiz utiliza a nomenclatura corrente no mundo espiritual para designar as diversas alterações do psicossoma consequentes de patologias mentais diferentes. 

“Adinamia” seria a queda mental no remorso e “hiperdinamia”, a patologia conseqüente dos delírios da imaginação, provocando hipo ou hipertensão no movimento circulatório das forças que o mantêm. 

Utiliza também a denominação “miopraxia do centro genésico atonizado” para designar a patologia do organismo sutil no caso do aborto provocado, que seria a arritmia do chacra responsável pela organização das energias sexuais.

 Em Ação e Reação , nos trabalhos de socorro da Mansão Paz, estabelecimento situado nas regiões inferiores, foi recolhido um desencarnado cujo rosto era disforme, todos os traços se confundiam como se fosse uma esfera estranha e, além disso, seus braços e pernas eram hipertrofiados, enormes.

Depois de consultá-lo, o instrutor Druso afirmou que o desencarnado em questão encontrava-se sob terrível hipnose, tendo sido conduzido a essa posição por adversários temíveis, que, para torturá-lo, fixaram sua mente em alguma penosa recordação. 

Era Antônio Olímpio, o fazendeiro que assassinara os dois irmãos e cujo crime passou despercebido da justiça humana. Sua história está também no estudo da fixação mental. 

Em Libertação , porém, os relatos reportam-se a zonas muitíssimo inferiores, as regiões infernais. Lá estão presentes a velhice, a moléstia, o desencanto, o aleijão, as deformidades de toda a sorte e os ovoides.

 O perispírito de todos os habitantes dessas regiões é opaco como o corpo físico e pode sofrer ainda alterações mais profundas, deixando sua forma humana para se apresentar como a de um animal. 

É o fenômeno conhecido genericamente como “zoantropia”, mas que tem na “licantropia” (transformação em lobo) o processo mais conhecido. 

Nas regiões inferiores, uma mulher é julgada por um tribunal constituído de entidades inteligentes e perversas, caso citado no livro Libertação . Diante dos juízes, confessou que matou quatro filhinhos e contratou o assassinato do próprio marido, entregando-se depois às “bebidas de prazer” , mas nunca pôde fugir da própria consciência. 

Através de um olhar temível, o juiz a sentenciou, dizendo que ela não passava de uma loba. A mulher desencarnada passou a se modificar paulatinamente diante da sentença repetida várias vezes, chegando ao resultado final da licantropia. 

Segundo explicações espirituais, ela não passaria por essa humilhação se não a merecesse. No entanto, a renovação mental depende única e exclusivamente dela. 

Deus mantém a senda redentora sempre aberta a seus filhos. Tornou-se clássica na literatura espiritualista o caso de Nabucodonosor, rei cruel e despótico que viveu se sentindo como animal durante sete anos. Diz a Bíblia (Dn 4.33) que “o seu corpo foi molhado de orvalho do céu, até que lhe cresceu pelos como as penas da águia e suas unhas como as das aves”.


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

COMO SERÁ NOSSO PLANETA TERRA EM 2.060? -domingo, 24 de abril de 2011


COMO SERÁ NOSSO PLANETA TERRA EM 2.060?
(Fonte: www.cooperativaespirita.org/artigos.mais.importante.reencarnacao.htm)


A resposta da questão acima, a teremos de forma dedutiva:

a) Em 2.060 os espíritos nobres, fraternos e inteligentes que, segundo os amáveis espíritos Joanna de Angelis e Maria Modesto Cravo, já estão retornando à Terra, terãoaté 70 anos de idade;

b) Em 2.060 os duzentos mil espíritos altamente evoluídos que reencarnarão em 2.025, segundo informação recebida (e divulgada) pelo respeitabilíssimo médium e orador Divaldo Franco, terão 35 anos de idade;

c) Em 2.060 os atuais líderes mundiais e indivíduos outros que tendem ao mal ESTARÃO DESENCARNADOS! 

Conclusão – VI:

No ano de 2.060 estarão habitando a Terra espíritos que, pela sua índole, tem todas as qualidades para habitar um Mundo de Regeneração, dentro dos limites de tempo em que Kardec afirma que o Espiritismo será Crença Comum.

PARA REFLETIRMOS:

Considerando que nós, habitantes atuais da Terra:

a) Eventualmente não fazemos parte dos espíritos que nas últimas décadas do século XX iniciaram o retorno a este planeta, com nobreza no coração e espírito de fraternidade; 

b) Com certeza, não fazemos parte dos espíritos altamente evoluídos que reencarnarão em 2.025;

A questão é: Como ficamos nós?

Bem, a oportunidade nos foi dada. Somos habitantes da Terra num momento muito especial, o que é uma dádiva divina. 

Esta é grande oportunidade que temos de iniciarmos a reparação dos nossos erros pretéritos. 

Precisamos com toda nossa força, com toda nossa vontade, com todo nosso empenho, aproveitar desta oportunidade de aqui estarmos habitando este planeta que logo-logo pode nos dar a condição de termos um ambiente onde a tendência ao bem será a tônica. 

Como alcançarmos esta graça? 

A única solução é iniciarmos já nossa regeneração espiritual. Sugiro três passos, para bem aproveitarmos dessa nossa atual existência:

Primeiro Passo:
Valorizarmos e agradecermos ao Mestre Jesus pela oportunidade de estarmos vivendo nossa mais importante encarnação de todas as existências que tivemos. 

Sobre a importância da reencarnação, relembremos o que disse o Espírito Emmanuel: 





“Cada encarnação é como se fosse um atalho nas estradas da ascensão. Por este motivo, o ser humano deve amar a sua existência de lutas e de amarguras temporárias,porquanto ela significa uma benção divina, quase um perdão de Deus”.



Considerando que grande é a fila de seres que querem ter a oportunidade de reencarnar na Terra, e cientes de que poucos conseguem este retorno, então a afirmação acima, de Emmanuel, nos faz refletir como temos que agradecer por termos tido a oportunidade de sermos atuais moradores deste nosso amado planeta.

Reflitamos: Por que dentre bilhões de espíritos que habitam as diversas dimensões do nosso planeta Terra, nós fazemos parte do percentual mínimo dos que vivem em sua superfície justamente na época da transição para o mundo de regeneração?

Segundo Passo:
Iniciarmos urgentemente um processo de auto-conhecimento. A base de toda mudança comportamental é o auto-conhecimento. E aí está a maior dificuldade do ser humano. O auto-conhecimento não é “uma das maiores” dificuldades, é (repito) “a maior” dificuldade do ser humano. Por exemplo, se somos avarentos, dissemos que somos “econômicos”; se somos prepotentes, afirmamos que sabemos reconhecer o nosso valor!

Para nos conhecermos, o Budismo nos ensina dois especiais procedimentos:

Atenção Plena: Que é a arte budista de observarmo-nos incansavelmente, procurando dirigir os olhos para nós mesmos. O que é um hábito que para ser desenvolvido exige esforço e grande força de vontade.

Interiorização: Que é o ato de enfrentarmos o nosso mundo interior e de admitirmos para nós mesmos a natureza de nossos sentimentos. Isto é, não falarmos “eu nunca sinto mágoa” ou “a raiva não faz parte de minha vida”. Este proceder de negar nossos 
sentimentos inferiores chama-se auto-ilusão, um proceder altamente destrutivo. 

A partir do momento em que admitimos nossos sentimentos inferiores, abre-se uma porta para aprendermos a ter autocontrole e nos dá condição de iniciarmos o processo de mudança. 

Complementa a “interiorização” o ato de estudarmos nossas reações perante a vida. Por exemplo: quando alguém nos chama de “incompetente” e sentimos vontade de estrangulá-lo, devemos perguntar a nós mesmos “se sei que sou competente, por que senti tamanha raiva quando meu colega chamou-me de incompetente?” 
Assim agindo estaremos nos dando a oportunidade de estudarmos e conhecer o porquê de nossas reações, o que é um importante passo para a mudança de comportamento. 

Os dois procedimentos acima levam-nos a adquirir a maior riqueza que podemos ter: o auto-conhecimento, que é a base do desenvolvimento em todos os campos de nossa vida. 

Sobre o tema auto-conhecimento, disse o Espírito Ermance Dufaux (livro Mereça Ser Feliz, Editora Dufaux):







“Não existe felicidade, sem pleno conhecimento de si mesmo. O mergulho nas águas abissais do mar íntimo é indispensável. E a convivência, nesse contexto, é a Escola Bendita. Saber os motivos de nossas reações frente aos outros, entender os sentimentos e ideias nas relações é preciosa lição  para o engrandecimento da alma na busca de si próprio”.

Terceiro Passo:
Transformarmos em vivência prática nosso discurso sobre convivência e fraternidade, principalmente em nossa casa espírita.
Sobre o tema fraternidade, disse o espírito Ermance Dufaux (livro Unidos Pelo Amor, Editora Dufaux):

“Antes dos projetos ‘além-paredes’, estimulemos a fraternidade, prioritariamente, ao próximo mais próximo, aquele que divide conosco as responsabilidades doutrinárias  rotineiras em nossa casa espírita, encetando esforços pela convivência jubilosa e libertadora. Conviver fraternalmente deve ser a essência de nossa causa. O Centro Espírita, Escola das Virtudes Superiores, é o ambiente de disciplina e treinamento dos novos modelos de relações (...).”

CONCLUSÃO FINAL:
No primeiro semestre do ano de 2.005 ouvi de uma presidenta de determinado Centro Espírita da cidade de São Paulo:

“Dentro de nossa casa espírita havia muita intriga, muitas discussões e conflitos improdutivos. Um dia nossa equipe se reuniu e fizemos um acordo, o de sermos fraternos. Isto já faz um ano. Desde aquele dia até hoje, a fraternidade está presente entre nós. Sabe, nós descobrimos que ser fraterno é uma questão de escolha”.

Concluindo, podemos em nosso meio espírita escolher uma das duas opções seguintes: 

a) Sermos iniciadores ou propagadores de conflitos improdutivos entre irmãos do mesmo ideal, como ainda ocorre atualmente

ou 

b) Escolher sermos fraternos, aceitando nossas diferenças, isto é, exercitando a alteridade. Sermos fraternos é - simplesmente - uma questão de escolha. Então, que nós que temos a dádiva de ter conhecido o Espírito Consolador, possamos escolher o caminho da 
fraternidade e, com isto, merecermos ser habitantes da Terra em sua nova e breve etapa: Mundo de Regeneração!

Um Resumo Espírita da Cremação Por Bismael B. Moraes (Mestre em Direito Processual / USP)

CREMAÇÃO

Imaginemos um ente querido de nossa família – pai, mãe, filho ou irmão – que, ainda em vida, deixasse a nosso critério que, após sua morte física ou seu desencarne, fizéssemos a escolha quanto ao destino de seus restos Mortais: inumação(sepultamento) ou cremação (incinerar)! Como decidir, de modo consciente, sem o condicionamento a costumes, fatores históricos, dogmas religiosos, 
aceitos e não discutidos pela razão? 

Vamos a uma breve análise sobre isso, mesmo porque“não saber alguma coisa é menos mal do que não querer saber coisa alguma”.

A população da Terra, de acordo com o censo da ONU, em 1999, já ultrapassou os 6 bilhões de habitantes. 

Por outro lado, segundo a Organização Mundial de Saúde, a vida média dos seres humanos varia entre 60 e 70 anos.

Disso, pode-se deduzir que, no globo terrestre, a cada 70 anos, morrem ou desencarnam todos os seus habitantes e nascem outros, em número ainda maior. 

O planeta Terra, porém, é mensurável, é finito. 

Conclui-se, assim, que bilhões e bilhões de corpos vão encharcar o solo, invadir as águas com o necrochorume (líquido dos cadáveres), disseminando doenças, riscos sobre os quais sanitaristas e pesquisadores têm se preocupado. 

De longa data, os indianos e outros povos reencarnacionistas sabem que o corpo físico, uma vez extinto, não mais pode ser habitado por um Espírito (ser inteligente da Natureza), pois isso contraria a Lei Natural; portanto, o cadáver poderá ser cremado, transformado em cinzas, sem qualquer processo dolorido, porque o Espírito usa do corpo, por tempo determinado por Deus, para seu aprendizado e progresso. 

Historicamente, há registros de cremação de corpos na Palestina, 4000 anos a.C.; no Japão, a Imperatriz Jito foi cremada no ano 704 d.C.; tem-se, também, informações do processo crematório antigo, em fornos da Itália. Aliás, o método originário da Itália foi, em 1874, introduzido na Inglaterra, pelo cirurgião da rainha, Sir Henry Thompson, que inclusive escreveu o livro “Cremação: o tratamento do corpo após a morte”. 

Da Inglaterra, criadas sociedades de cremação, os fornos crematórios foram se espalhando pelo mundo: Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, assim como na Suécia, Noruega, Dinamarca, Islândia, Finlândia e em todos os países da Europa. 

Por isso, na Inglaterra, desde 1937, existe uma Federação Internacional de Cremação, para congressos e divulgação. 

Destarte, as grandes barreiras que existiram quanto à cremação foram criadas pela Religião Católica, sob argumentação de que isso contrariava a fé cristã (o dogma da ressurreição dos corpos); era, aliás, proibição constante do Código Canônico. 

Só foram permitidos ritos eclesiásticos aos cristãos favoráveis à cremação, com Ritual das Exéquias de 1969, que vigora desde 1º de junho de 1970. 

O medo da morte ou o temor de que o corpo sofra com o fogo não devem existir. Pelo conhecimento e o desapego às coisas materiais, descobre-se que o corpo físico é passageiro, é máquina de que se serve o Espírito para cumprir suas tarefas e progredir. 

Há, todavia, Espíritos que se apegam ao corpo, mormente quando não têm esclarecimentos e desencarnam ou morrem em processos violentos. Mas, mesmo nos países em que, com freqüência, procede-se à cremação do corpo, isso não é imposto pela lei; cada pessoa o escolhe, de acordo coma a sua consciência. 

No Brasil, há ainda poucos fornos de cremação. E a Lei dos Registros Públicos / LRP (nº 6015, de 31/12/1973), no seu artigo 77, § 2º, diz: 

“A cremação de cadáver somente será feita daquele que houver manifestado a vontade de ser incinerado ou no interesse da saúde pública e se o atestado de óbito houver sido firmado por 2 (dois) médicos ou por 1 (um) médico-legista e, no caso de morte violenta, depois de autorizado pela autoridade judiciária”. 

Há muitas questões que podem ser respondidas pela pesquisa sobre o assunto. 

O Espiritismo não recomenda nem proíbe a cremação; isso depende da consciência de cada pessoa.

O grande mentor Emmanuel, na psicografia de Chico Xavier, informa que:

“a cremação é legítima para todos aqueles que a desejam, desde que haja um período de, pelo menos, 72 horas de espera para que tal ocorra no forno crematório, o que poderá se verificar com o depósito de despojos humanos em ambiente frio”. 

Assim, pode a cremação, com base em critérios médico-científicos, se dar em 24 horas; mas é aconselhável esperar 72 horas para isso.

São Paulo, 31/08/2006

V- Privações Voluntárias- Mortificações- O Livro dos Espíritos de Allan Kardec - LIVRO TERCEIRO - AS LEIS MORAIS - CAPÍTULO V- LEI DE CONSERVAÇÃO

LIVRO TERCEIRO
AS LEIS MORAIS
CAPÍTULO V- LEI DE CONSERVAÇÃO
V- Privações Voluntárias- Mortificações
(Questão 718 a 727)

A lei de conservação obriga-nos a prover as necessidades do corpo, pois sem a energia e a saúde o trabalho é impossível.

O homem não é censurável por procurar o bem-estar. O bem-estar é um desejo natural. Deus só proíbe o abuso, por ser contrário à conservação, e não considera um crime a procura do bem-estar, se este não for conquistado às expensas de alguém e se não enfraquecer as vossas forças morais nem as vossas forças físicas.

As privações voluntárias, com vistas a uma expiação igualmente voluntária, não têm tanto mérito aos olhos de Deus. Fazei o bem aos outros e tereis maior mérito.

Há privações voluntárias que sejam meritórias; a privação dos prazeres inúteis, porque liberta o homem da matéria e eleva sua alma. O meritório é resistir à tentação que vos convida aos excessos e ao gozo das coisas inúteis; é retirar do necessário para dar aos que o não têm. Se a privação nada mais for que um fingimento, será apenas uma irrisão.

A vida de mortificações no ascetismo tem sido praticada desde toda a Antiguidade e nos diferentes povos; Perguntai a quem ela aproveita e saberá se há mérito. Se não serve senão ao que a pratica e o impede de fazer o bem, é egoísta, qualquer que seja o pretexto sob o qual se disfarce. Submeter-se a privações no trabalho pelos outros é a verdadeira mortificação, de acordo com a caridade cristã.

A abstenção de certos alimentos, prescrita entre diversos povos, funda-se na razão. Tudo aquilo de que o homem se possa alimentar, sem prejuízo para a sua saúde, é permitido. Mas os legisladores puderam interditar alguns alimentos com uma finalidade útil. E para dar maior crédito às suas leis apresentaram-nas como provindas de Deus.

A alimentação animal, para o homem, não é contrária à lei natural. Na vossa constituição física, a carne nutre a carne, pois do contrário o homem perece. A lei de conservação impõe ao homem o dever de conservar as suas energias e a sua saúde para poder cumprir a lei do trabalho. Ele deve alimentar-se, portanto, segundo o exige a sua organização.

A abstenção de alimentos animais ou outros, como expiação só é meritória, se o homem se priva em favor dos outros, pois Deus não pode ver mortificação quando não há privação séria e útil. Eis porque dizemos que os que só se privam em aparência são hipócritas. 

As mutilações praticadas no corpo do homem ou dos animais é inútil e portanto, não pode ser agradável a Deus e o que é prejudicial lhe é sempre desagradável. Porque, ficai sabendo, Deus só é sensível aos sentimentos que elevam a alma para ele, e é praticando as suas leis, em vez de violá-las, que podereis sacudir o jugo de vossa matéria terrena.

Os únicos sofrimentos que elevam são os naturais, porque vêm de Deus. Os sofrimentos voluntários não servem para nada, quando nada valem para o bem de outros. Crês que os que abreviam a vida através de rigores sobre-humanos, como o fazem os banzos, os faquires e alguns fanáticos de tantas seitas, avançam na sua senda? Por que não trabalham, antes em favor dos seus semelhantes? Que vistam o indigente, consolem o que chora trabalhem pelo que está enfermo, sofram privações para o alívio dos infelizes e então sua vida será útil e agradável a Deus. Quando, nos sofrimentos voluntários a que se sujeita, o homem não tem em vista senão a si mesmo trata-se de egoísmo; quando alguém sofre pelos outros, pratica a caridade; são esses os preceitos do Cristo.
    
Se não devemos criar para nós sofrimentos voluntários que não são  de nenhuma utilidade para os outros, devemos, no entanto, preservar-nos dos que prevemos ou dos que nos ameaçam. O instinto de conservação foi dado a todos os seres contra os perigos e os sofrimentos. Fustigai o vosso Espírito e não o vosso corpo, mortificai vosso orgulho, sufocai o vosso egoísmo que se assemelha a uma serpente a vos devorar o coração e fareis mais pelo vosso adiantamento do que por meio de rigores que não mais pertencem a este século.


IV- Necessário e Supérfluo- O Livro dos Espíritos de Allan Kardec - LIVRO TERCEIRO - AS LEIS MORAIS - CAPÍTULO V- LEI DE CONSERVAÇÃO

LIVRO TERCEIRO
AS LEIS MORAIS
CAPÍTULO V- LEI DE CONSERVAÇÃO
IV- Necessário e Supérfluo
(Questão 715 a 717)

O homem sensato conhece o limite do necessário por intuição e muitos o conhecem à custa de suas próprias experiências.

A Natureza traçou o limite do necessário em nossa própria organização, mas o homem é insaciável. A Natureza traçou limites de suas necessidades na sua organização, mas os vícios alteraram a sua constituição e criaram para ele necessidades artificiais.

Aqueles que açambarcam os bens da Terra para se proporcionarem o supérfluo, em prejuízo dos que não têm sequer o necessário, desconhecem a lei de Deus e terão de responder pelas privações que ocasionarem.

 Comentário de Kardec: O limite entre o necessário e o supérfluo nada tem de absoluto. A civilização criou necessidades que não existem no estado de selvageria, e os Espíritos que ditaram esses preceitos não querem que o homem civilizado vivo como selvagem. Tudo é relativo e cabe à razão colocar cada coisa em seu lugar. A civilização desenvolve o senso moral e ao mesmo tempo o sentimento de caridade que leva os homens a se apoiarem mutuamente. Os que vivem à custa das privações alheias exploram os benefícios da civilização em proveito próprio; não têm de civilizados mais do que o verniz, como há pessoas que não possuem da religião mais do que a aparência.


III- Gozo dos Bens Terrenos- O Livro dos Espíritos de Allan Kardec - LIVRO TERCEIRO - AS LEIS MORAIS - CAPÍTULO V- LEI DE CONSERVAÇÃO

LIVRO TERCEIRO
AS LEIS MORAIS
CAPÍTULO V- LEI DE CONSERVAÇÃO
III- Gozo dos Bens Terrenos
(Questão 711 a 714)

O uso dos bens da Terra é um direito de todos os homens e esse direito é a consequência da necessidade de viver. Deus não pode impor um dever sem conceder os meios de ser cumprido.

Deus fez atrativos os gozos dos bens materiais com a finalidade de instigar o homem ao cumprimento da sua missão e também para o provar na tentação.

O objetivo dessa tentação está em desenvolver a razão que deve preservá-lo dos excessos.

Comentário de Kardec: Se o homem não fosse instigado ao uso dos bens da Terra senão em vista de sua utilidade, sua indiferença poderia ter comprometido a harmonia do Universo. Deus lhe dá o atrativo do prazer que o solicita a realização dos desígnios da Providência. Mas, por meio desse mesmo atrativo, Deus quis prova-lo também pela tentação, que o arrasta ao abuso, do qual a sua razão deve livrá-lo
       
Os gozos têm limites traçados pela Natureza, para vos mostrar o termo do necessário; mas pelos vossos excessos chegais até o aborrecimento e com isso vos punis a vós mesmos.

Sobre o homem que procura nos excessos de toda espécie um refinamento dos seus gozos, deve-se pensar como uma pobre criatura que devemos lastimar e não invejar, porque está bem próxima da morte! Tanto da morte física como da morte moral que ele se aproxima.

Comentário de Kardec:  O homem que procura, nos excessos de toda espécie um refinamento dos gozos coloca-se abaixo dos animais, porque estes sabem limitar-se à satisfação de suas necessidades. Ele abdica da razão que Deus lhe deu para guia e quanto maiores forem os seus excessos maiores é o império que concedeu a sua natureza animal sobre a espiritual. As doenças, a decadência, a própria morte, que são a consequência do abuso, são também a punição da transgressão da lei de Deus.