domingo, 9 de março de 2014

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec - CAPÍTULO XII - AMAI OS VOSSOS INIMIGOS- OS INIMIGOS DESENCARNADOS


CAPÍTULO XII

AMAI OS VOSSO INIMIGOS

Pagar o mal com o bem. – Os inimigos desencarnados. – Se alguém vos bate a face direita, apresentai-lhe também a outra. – Instruções dos Espíritos: A vingança – O ódio – O duelo.


OS INIMIGOS DESENCARNADOS

 Motivos de INDULGÊNCIA que o ESPÍRITA deve ter com os outros:

·       Sabe que a maldade não é um estado permanente dos homens, que ela se deve a uma imperfeição momentânea, e que, do mesmo modo que a criança se corrige com seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia seus erros e se tornará bom.

·       Sabe que a morte não o livra senão da presença material do inimigo, mas que este pode persegui-lo com seu ódio, mesmo depois de ter deixado a Terra, o que origina o processo de obsessão.

 Não há coração tão perverso que não seja tocado de bons procedimentos, mesmo inconscientemente.

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec - CAPÍTULO XII - AMAI OS VOSSOS INIMIGOS


CAPÍTULO XII

AMAI OS VOSSO INIMIGOS

Pagar o mal com o bem. – Os inimigos desencarnados. – Se alguém vos bate a face direita, apresentai-lhe também a outra. – Instruções dos Espíritos: A vingança – O ódio – O duelo.

 PAGAR O MAL COM O BEM

“1. Aprendestes que foi dito: Amareis vosso próximo e odiareis vossos inimigos. E eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazei o bem àqueles que vos odeiam e orai por aqueles que vos perseguem e vos caluniam: a fim de que sejais os filhos de vosso Pai que está nos céus, que faz erguer o sol sobre os bons e sobre os maus, e faz chover sobre os justos e os injustos; porque se não amardes senão aqueles que vos amam, que recompensa disso tereis?”

·       Se o amor ao próximo é o princípio da caridade, amar os inimigos é sua aplicação sublime, porque esta virtude e uma das maiores vitória alcançadas sobre o egoísmo e o orgulho.

·       Jesus não quis dizer com estas palavras que se deve ter pelo inimigo a mesma ternura que se tem pelo seu irmão ou amigo; a ternura supõe confiança, não se pode ter confiança naquele que sabemos nos querer mal.

·       Não se pode ter o mesmo prazer ao se encontrar com um inimigo do que com um amigo. Esse sentimento resulta de uma lei física: a da assimilação e da repulsão dos fluidos.

o   Pensamento malévolo: dirige uma corrente fluídica cuja impressão é penosa.

o   Pensamento benevolente: vos envolve de um eflúvio agradável.

 AMAR OS INIMIGOS...

·       Não pode pois significar que não se deve fazer nenhuma diferença entre eles e os amigos;

·       Não é pois, ter para com eles uma afeição que não está n Natureza, porque o contato com um inimigo faz bater o coração bem diferente de um amigo.


·       É não ter contra eles nem ÓDIO, nem RANCOR, nem desejo de VINGANÇA.

·       É Perdoar-lhes SEM SEGUNDA INTENÇÃO e INCONDICIONALMENTE o mal que nos fazem;

·       É não opor nenhum obstáculo à reconciliação;

·       É desejar-lhe o bem em lugar de desejar-lhes o mal.;

·       É regozijar-se em lugar de se afligir pelo bem que os alcança;

·       É lhes estender mão segura em caso e necessidade;

·       É abster-se em palavras e em ações, de tudo o que possa prejudica-los;

·       Enfim, é retribuir-lhes, o mal com o bem, SEM A INTENÇÃO DE OS HUMILHAR.

 Quem quer que faça isso, cumpre as condições do mandamento: AMAI OS VOSSOS INIMIGOS.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

O Evangelho Segundo o Espiritismo-Allan KArdec-CAPÍTULO XI-AMAR O´PRÓXIMO COMO A SI MESMO -A CARIDADE PARA COM OS CRIMINOSOS


CAPÍTULO XI

AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO


CARIDADE PARA COM OS CRIMINOSOS


Palavras proferidas pelo Espírito ELISABETH DE FRANÇA, Havre, 1862:

·       Deveis amar os infelizes, os criminosos como criaturas de Deus, as quais o perdão e a misericórdia serão concedidos, se se arrependerem, como a vós mesmos, pelas faltas que cometeis contra a vossa lei.


·       Não julgueis, porque o julgamento vos será aplicado mais severamente ainda e tendes necessidade de indulgência para os pecados que cometeis sem cessar.


·       A caridade sublime ensinada por Jesus, consiste também na benevolência concedida sempre, e em todas as coisas, ao vosso próximo. Essa virtude pode ser exercitada entre muitos seres que não precisam de esmola mas carecem de palavras de amor, de consolação e de encorajamento.


·       Deus permite que “grandes criminosos” estejam entre vós, a fim de que vos sirvam de ensinamento. Logo, quando os homens forem conduzidos às verdadeiras leis de Deus, não haverá mais necessidade desses ensinamentos e todos os Espíritos impuros e revoltados serão dispersados nos mundos inferiores, de acordo com suas tendências.


“15. Um homem está em perigo de morte; para salvá-lo é preciso expor a vida; mas sabe-se que esse homem é infeliz, e que, se ele escapar poderá cometer novos crimes. Deve-se malgrado isso, se expor para salvá-lo?”

Resposta dada pelo Espírito LAMENNAIS, Paris, 1862, segundo seu grau de adiantamento moral, uma vez que se trata saber se se deve expor a própria vida por um malfeitor.

“Deve-se socorrer o inimigo na sociedade, numa palavra, um malfeitor. Credes que é somente à morte que se vai arrancar esse infeliz? É talvez a toda a sua vida passada. Lançai-vos pois homens! Vós a quem a ciência espírita vos esclareceu, lançai-vos, arrancai-vos à sua condenação. Ide em seu socorro, porque salvando-o, obedeceis a essa voz do coração que vos diz: Podes salvá-lo, salva-o!”

A FÉ E A CARIDADE - O Evangelho Segundo o Espiritismo-Allan KArdec-CAPÍTULO XI-AMAR O´PRÓXIMO COMO A SI MESMO


CAPÍTULO XI

AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO


A FÉ E A CARIDADE


Palavras proferidas pelo ESPÍRITO PROTETOR, Cracóvia, 1861):

·       Eu vos disse, ultimamente, meus caros filhos, que a caridade sem a fé não bastava para manter, entre os homens, uma ordem social, capaz de torna-los felizes. Devia ter dito que a caridade é impossível sem a fé.


·       É em vão que o homem, ávido de prazeres, se queira iludir sobre a sua destinação nesse mundo, sustentando que lhe é permitido não se ocupar senão da sua felicidade.


·       Deus nos criou para sermos felizes na eternidade.


·       A vida terrestre deve servir unicamente ao nosso aperfeiçoamento moral, que se adquire mais facilmente com a ajuda dos órgãos e do mundo material. É também um meio de vos aperfeiçoar exercitando a caridade por meio das concessões e dos sacrifícios mútuos e daí manter a harmonia entre elementos tão diversos.


·       Para encontrar a felicidade ainda nesse mundo, é preciso fazer o sacrifício do egoísmo, do orgulho e da vaidade e, aí, triunfará se a caridade vos inspirar e se a fé vos sustentar.

O Evangelho Segundo o Espiritismo-Allan KArdec-CAPÍTULO XI-AMAR O´PRÓXIMO COMO A SI MESMO - O EGOÍSMO


CAPÍTULO XI

AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO


O EGOÍSMO

·       Trata-se de uma chaga da Humanidade que deverá desparecer da Terra visto que retarda o progresso moral

·       Ao Espiritismo é dada a tarefa de fazê-la subir na hierarquia dos mundos.

·       É a fonte de todas as misérias do mundo.

·       É a negação da caridade, maior obstáculo dos homens.

·       Se os homens se amassem mutuamente, a caridade seria melhor praticada. A dureza mata os bons sentimentos


“Começai por dar o exemplo vós mesmos; sede caridosos para com todos indistintamente; esforçai-vos por não mais notar aqueles que vos olham com desdém, e deixai a Deus o cuidado de toda justiça, porque cada dia, em seu reino, ele separa o joio do trigo,”

“O egoísmo é a negação da caridade; sem caridade não haverá tranquilidade na sociedade; digo mais, nem segurança. Com o egoísmo e o orgulho, que andam de mãos dadas, haverá sempre um caminho para o mais sagaz, uma luta de interesses, onde são pisoteadas as mais santas afeições, onde os laços sagrados da família não são mesmo respeitados. (PASCAL, Sens, 1862).”

O Evangelho Segundo o Espiritismo_Allan Kardec - CAPÍTULO XI-AMAR O PROXIMO COMO A SI MESMO- INSTRUÇÕES DOS ESPIRITOS-A LEI DE AMOR


CAPÍTULO XI

AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO


INSTRUÇÕES DOS ESPIRITOS - A LEI DE AMOR


Primeira palavra da doutrina de Jesus: AMOR.

·       O AMOR é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado.

·       No seu início, o homem não tem senão instintos;

·       Mais avançado e corrompido, o homem só tem sensações;

·       Mais instruído e purificado, o homem tem sentimentos;

·       E o ponto delicado dos sentimentos é o AMOR, ou seja, o sol interior que condensa e reúne todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas.

·       Deus lhes depositou nos corações, na sua criação, esse germe vivaz que se desenvolve com a moralidade e a inteligência.

·       É a fonte de santas e doces virtudes que fazem afeições sinceras e duráveis, e vos ajudam a transpor a rota escarpada e árida da existência humana.


O Espiritismo vem pronunciar a segunda palavra do alfabeto Divino: REENCARNAÇÃO.

·       Triunfando sobre a morte, revela ao homem maravilhado seu patrimônio intelectual;

·       O conduz à conquista do seu ser, elevado e transfigurado.

·       O Espirito deve ser cultivado como um campo; toda a riqueza futura depende do labor presente, e mais do que bens terrestres, segue a sua elevação espiritual.


A tarefa será longa e difícil mas se cumprirá segundo a vontade de Deus. Deus o quer, e a lei do amor é o primeiro e o mais importante preceito de vossa nova doutrina, porque é a que deverá, um dia, matar o egoísmo, sob qualquer forma que ele se apresente.

Os efeitos da lei do amor são o aperfeiçoamento moral da raça humana e a felicidade durante a vida terrestre.

A Terra, morada de prova e de exílio, será então purificada por esse fogo sagrado, e verá praticar a caridade, a humildade, a paciência, o devotamento, a abnegação, a resignação, o sacrifício, virtudes todas filhas do amor.

Amar no sentido profundo da palavra, é...

·       Ser leal, probo, consciencioso, para fazer aos outros o que se quereria para si mesmo;

·       Procurar ao redor de si o sentido íntimo de todas as dores que oprimem vossos irmãos, para abrandá-las.

·       Encarar a grande família humana como a sua.

·       Dar a todos os sofrimentos, uma palavra de esperança e de apoio, a fim de que sejais todo amor, todo justiça.

O Evangelho Segundo o Espiritismo-Allan Kardec-CAPÍTULO XI-AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO- DAI A CESAR O QUE É DE CESAR


CAPÍTULO XI

AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO

O maior mandamento. Fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem. Parábola dos credores e dos devedores; Dai César o que é de César. Instruções dos Espíritos: A lei do amor. – O egoísmo. – A fé a caridade. – Caridade para com os criminosos. – Deve-se expor a própria vida por um malfeitor?

 DAI A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR

A CIRCUNSTÂNCIA...

·       Os Judeus tinham horror ao tributo que lhe era imposto pelos Romanos, o que fizeram uma questão religiosa.

·       Um partido numeroso se formara para repelir o imposto.

·       O pagamento do tributo era para eles uma questão irritante e atual, que o fizeram perguntar a Jesus: “É-nos permitido pagar, ou não pagá-lo, o tributo a César?

·       A pergunta foi feita com a intenção de excitar contra ele, seja a autoridade romana ou os Judeus dissidentes.

·       Jesus percebendo sua malícia, dá-lhes uma lição de justiça, dizendo-lhes para restituírem a cada um o que lhe era devido.


Essa máxima “Dai a César o que e de César” é uma princípio consequente de:

·       Daquele que manda agir para com os outros como quereríamos que os outros agissem para conosco;

·       Ele condena todo prejuízo material e moral acarretado a outrem, toda violação dos seus interesses;

·       Prescreve o respeito dos direitos de cada um, como cada um deseja que se respeite os seus;

·       Estende-se ao cumprimento dos deveres contraídos para com a família, a sociedade, a autoridade, assim como para com os indivíduos.