sexta-feira, 29 de maio de 2015

PARA ONDE VAI A ALMA APÓS A MORTE? E OS SUPOSTOS DEMÔNIOS? - de O Livro dos Médiuns - Allan kardec.


ALMA E DEMÔNIO - PARA ONDE VÃO APÓS A MORTE DO CORPO FÍSICO?
Admitindo isso, é claro que a alma terá de ir para algum lugar. Mas para onde vai, e o que é feito dela? Segundo a crença comum, ela vai para o Céu ou para o Inferno. Mas onde estão o Céu e o Inferno? Dizia-se antigamente que o Céu estava no alto e o Inferno embaixo. Mas o que é o alto e o baixo no Universo desde que sabemos que a Terra é redonda; que os astros giram, de maneira que o alto e o baixo se revezam cada doze horas para nós; e conhecemos o infinito do espaço, no qual podemos mergulhar a distâncias incomensuráveis?
            É verdade que podemos entender por lugares baixos as profundezas da Terra. Mas o que são hoje essas profundezas, depois das escavações geológicas? O que são, também, essas esferas concêntricas chamadas céu de fogo, céu das estrelas, depois que aprendemos não ser o nosso planeta o centro do Universo, e que o nosso próprio Sol nada mais é do que um entre milhões de sóis que brilham no infinito, sendo cada qual o centro de um turbilhão planetário? Que foi feito da antiga importância da Terra agora perdida nessa imensidade? E por que estranho motivo este imperceptível de areia, que não se distingue pelo seu tamanho, nem pela sua posição, nem qualquer papel particular no cosmo, seria o único povoado de seres racionais? A razão se recusa a admitir essa inutilidade do infinito, e tudo nos diz que esses mundos também são habitados. E se assim é eles também fornecem os seus contingentes para o mundo das almas. Então, voltamos à pergunta: em que se tornam as almas, depois da morte do corpo, e para onde vão? A Astronomia e a Geologia destruíram as suas antigas moradas, e a teoria racional da pluralidade dos mundos habitados multiplicou-as ao infinito. Não havendo concordância entre a doutrina da localização das almas e os dados das ciências, temos de aceitar uma doutrina mais lógica, que não lhes marca este ou aquele lugar circunscrito, mas dá-lhes o espaço infinito: é todo um mundo invisível que nos envolve e no meio do qual vivemos, rodeados por elas.
            Há nisso alguma impossibilidade, qualquer coisa que repugne à razão? Nada, absolutamente. Tudo nos diz, pelo contrário, que não pode ser de outra maneira. Mas em que se transformam as penas e recompensas futuras, se as almas não vão para determinado lugar? Vê-se que a ideia dessas penas e recompensas é absurda e que dá motivo à incredulidade. Mas entendemos que as almas, em vez de penarem ou gozarem em determinado lugar, carregam em seu íntimo, a felicidade ou a desgraça, pois a sorte de cada uma depende de sua condição moral, e que a reunião das almas boas e afins é um motivo de felicidade, e tudo se tornará mais claro. Compreendamos que, segundo o seu grau de pureza, elas percebem e tem visões inacessíveis, às mais grosseiras; que somente pelos esforços que fazem para se melhorarem, e depois das provas necessárias, podem atingir os graus mais elevados;
E que os anjos são as almas humanas que chegaram ao grau supremo e que todos podem chegar até lá, através da boa vontade; que os anjos são os mensageiros de Deus, incumbidos de zelar pela execução de seus desígnios em todo o universo, sendo felizes com essa missão gloriosa; e a felicidade de após morte será uma condição útil e aceitável, mais atraente que a inutilidade perpétua da contemplação eterna. 
E os demônios? Compreendamos que são almas das criaturas más, ainda não depuradas, mas que podem chegar, como as outras, ao estado de pureza, e a justiça e a bondade de Deus se tornarão racionais, ao contrário do que nos apresenta a doutrina dos seres criados para o mal de maneira irrevogável. Eis, afinal, o que a mais exigente razão, a lógica mais rigorosa, o bom-senso, numa palavra, podem admitir.
           

EXISTEM ESPÍRITOS? - de O Livro dos Médiuns - Allan Kardec

1. A causa principal da dúvida sobre a existência dos Espíritos é a ignorância da sua verdadeira natureza. Imaginam-se os Espíritos como seres à parte na Criação, sem nenhuma prova da sua necessidade. Muitas pessoas só concedem os Espíritos através das estórias fantasiosas que ouviram em crianças, mais ou menos como as que conhecem História pelos romances. Não procuram saber se essas estórias, desprovidas do pitoresco,podem revelar um fundo verdadeiro, ao lado do absurdo que as choca. Não se dão ao trabalho de quebrar a casca da noz para descobrir a amêndoa. Assim, rejeitam a estória, como fazem os religiosos que, chocados por alguns abusos, afastam-se da religião.
Seja qual for à ideia que se faça dos Espíritos, a crença na sua existência decorre necessariamente do fato de haver um princípio inteligente no Universo, além da matéria. Essa crença é incompatível com a negação absoluta do referido princípio. Partimos, pois, da aceitação da existência, sobrevivência e individualidade da alma, de que o Espiritualismo em geral nos oferece a demonstração teórica dogmática, e o Espiritismo a demonstração experimental. Mas façamos, por um instante, abstrações das manifestações propriamente ditas, e raciocinemos por indução. Vejamos a que conseqüências chegaremos.
            2. Admitimos a existência da alma e da sua individualidade após a morte, é necessário admitir também:
                    1º) Que a sua natureza é diferente da corpórea, pois ao separar-se do corpo ela não conserva as propriedades materiais;
                    2º) Que ela possuía consciência própria, pois lhe atribuímos a capacidade de ser feliz ou sofredora, e que tem de ser assim, pois do contrário ela seria um ser inerte e de nada nos valeria a sua existência.

Introdução - de O livro dos Médiuns - Allan kardec

            Diariamente a experiência confirma a nossa opinião de que as dificuldades e desilusões encontradas na prática espírita decorrem da ignorância dos princípios doutrinários: Sentimo-nos felizes ao verificar que foi eficiente o nosso trabalho para prevenir os adeptos para os perigos do aprendizado, e que muitos puderam evitá-los, com a leitura atenta desta obra.
            Muito natural o desejo dos que se dedicam ao Espiritismo, de entrarem pessoalmente em comunicação com os Espíritos. Esta obra destina-se a facilitar-lhes  isso, permitindo-lhes aproveitar os frutos de nossos longos e laboriosos estudos. Pois bem errado andaria quem julgasse que, para tornar-se perito no assunto, bastaria aprender a pôr os dedos numa mesa para fazê-la girar ou pegar um lápis para escrever.
            Igualmente se enganaria quem pensasse encontrar nesta obra uma receita universal infalível para fazer médiuns. Embora cada qual já traga em si mesmo os germes das qualidades necessárias, essas qualidades se apresentam em graus diversos, e o seu desenvolvimento depende de causas estranhas à vontade humana. Não fazemos poetas, nem pintores ou músicos com as regras dessas artes, que servem apenas para orientar os dons de quem possui os respectivos talentos. Sua finalidade é indicar os meios de desenvolvimento da mediunidade em que a possui, segundo as possibilidades de cada um, e sobretudo orientar o seu emprego de maneira proveitosa. Mas não é esse o nosso único objetivo.
Aumenta todos os dias, ao lado dos médiuns, o número de pessoas que se dedica a manifestações espíritas. Orientá-las nas suas observações, apontar-lhes as dificuldades que certamente encontrarão, ensinar-lhes a maneira de se comunicarem com os Espíritos, obtendo boas comunicações, é o que também devemos fazer para completar o nosso trabalho. Ninguém estranhe, pois, se encontrar ensinamentos que poderão parecer descabidos. A experiência mostrará que são úteis. O estudo atencioso deste livro facilitará a compreensão dos fatos a observar. A linguagem de certos Espíritos parecerá menos estranha. Como instrução prática ele não se dirige exclusivamente aos médiuns, mas a todos que querem observar os fenômenos espíritas.
            Desejariam alguns que publicássemos um manual prático mais sucinto, indicando em poucas palavras como entrar em comunicação com os Espíritos. Entendem que um livrinho assim, mais barato podendo ser difundido com mais profusão, seria poderoso meio de propaganda, multiplicando o número de médiuns. Pensamos que isso seria mais nocivo do que útil, pelo menos no momento. A prática  espírita é difícil, apresentando escolhos que somente um estudo sério e completo pode prevenir. Uma exposição sucinta poderia facilitar experiências levianas, que levariam a decepções. São coisas com as quais não se deve brincar, e acreditamos que seria inconveniente pô-las ao alcance de qualquer estouvado que inventasse conversar com os mortos. Dirigimo-nos aos que vêem no Espiritismo um objetivo sério, compreendendo toda a sua gravidade e não pretendem brincar com as comunicações do outro mundo.
            Chegamos a publicar uma Instrução Prática para os médiuns que se encontra esgotada. Fizemo-la com objetivo sério e grave mas apesar disso não a reimprimiríamos, pois já não corresponde à necessidade de esclarecimento completo das dificuldades que podem ser encontradas. Preferimos substituí-la por esta, em que reunimos todos os dados de uma longa experiência e de um estudo consciencioso. Ela contribuirá, esperamos, para mostrar o caráter sério do Espiritismo, que é a sua essência, e para afastar a idéia de frivolidade e divertimento.
            Acrescentaremos uma importante consideração: a de que as experiências feitas com leviandade, sem conhecimento de causa, provocam péssimas impressões nos principiantes ou pessoas mal preparadas, tendo o inconveniente de dar uma idéia bastante falsa do mundo dos Espíritos, favorecendo a zombaria e dando motivos a críticas quase sempre bem fundadas. É por isso que os incrédulos saem dessas reuniões raramente convencidos e pouco dispostos a reconhecerem o aspecto sério do Espiritismo. A ignorância e a leviandade de certos médiuns têm causado maiores prejuízos do   que se pensa na opinião de muita gente.
            Vem progredindo bastante o Espiritismo, desde alguns anos, mas o seu maior progresso se verifica depois que entrou no rumo filosófico, porque despertou a atenção de pessoas esclarecidas. Hoje não é mais uma diversão, mas uma doutrina de que não riem os que zombavam das mesas-girantes. Esforçando-nos por sustentá-lo nesse terreno, estamos certos de conquistar adeptos mais úteis do que através de manifestações levianas. Temos a prova disso todos os dias, pelo número de adeptos resultantes da simples leitura de O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
            Depois da exposição do aspecto filosófico da ciência espírita em O LIVRO DOS ESPÍRITOS, damos nesta obra a sua parte prática, para aqueles que desejarem ocupar-se das manifestações, seja pessoalmente, seja pela observação de experiências alheias. Verão aqui os escolhos que poderão encontrar e estarão em condições de evitá-los. Essas duas obras, embora se completem, são até certo ponto independentes uma da outra. Mas a quem quiser tratar seriamente do assunto, recomendamos primeiramente a leitura de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, porque contém os princípios fundamentais, sem o quais talvez seja difícil a compreensão de algumas partes desta obra.
            Esta segunda edição foi bem melhorada, apresentando-se mais completa do que a primeira. Foi corrigida com especial cuidado pelos Espíritos, que lhe acrescentaram grande número de observações e instruções do mais alto interesse. Como eles reviram tudo, aprovando ou modificando a vontade, podemos dizer que ela é, em grande parte, obra deles. Mesmo porque não se limitaram a intervir em algumas comunicações assinadas. Só indicamos os nomes, quando isso nos pareceu necessário para caracterizar algumas exposições mais extensas, como feitas textualmente por eles. De outra maneira, teríamos de mencioná-los quase em cada página, particularmente nas respostas dadas às nossas perguntas, o que nos pareceu inútil. Os nomes pouco importam, como se sabe, neste assunto. O essencial é que o trabalho corresponda, no seu conjunto, aos objetivos propostos. Esperamos assim que esta edição, mais perfeita que a primeira, seja tão bem recebida como aquela.
            Como acrescentamos muitas coisas, e muitos capítulos inteiros, assim também suprimimos alguns trechos repetidos, como o da ESCALA ESPÍRITA, que já se encontra em O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
            Suprimimos ainda do vocabulário o que não se refere propriamente a esta obra, substituindo-o por coisas mais úteis. Esse vocabulário, aliás, não está completo, pretendemos publicá-lo mais tarde, em separado, na forma de um pequeno dicionário da filosofia espírita. Conservamos nesta obra, tão somente, as palavras novas específicas, relativas ao assunto de que nos ocupamos.(1)

(1) A segunda edição, que serviu para esta tradução, constitui o texto definitivo do livro. As características que se notam entre este final do prefácio e o das nossas demais traduções de O LIVRO DOS MÉDIUNS decorrentes de modificações nas edições francesas posteriores à morte de Kardec. É de particular interesse doutrinário a referência do Codificador ao seu desejo de publicar um Pequeno Dicionário da Filosofia Espírita, obra que continua a fazer falta na bibliografia doutrinária. (N. do

EXPLICAÇÃO - De O Livro dos Médiuns - Allan kardec - Tadução José Herculano Pires.

            Este é o segundo volume da Codificação do Espiritismo. Logo após a publicação de O Livro dos Espíritos, obra básica da doutrina, em 1857, Kardec lançou, em 58, um livrinho intitulado Instruções Práticas Sobre as Manifestações Espíritas. Era um ensaio para elaboração de O Livro dos Médiuns, que só pode aparecer em 1861. Publicado este, Kardec suprimiu aquele. Apesar disso, 65 anos mais tarde, em 1923, Jean Meyer, então diretor da Casa dos Espíritas, resolveu reeditar o Instruções, para circular juntamente com este livro, por considerar aquele livrinho útil à iniciação nas questões mediúnicas. No Brasil, Cairbar Schutel, em sua gráfica de Matão, lançou também o Instruções em nossa língua.
            A finalidade deste livro é desenvolver a parte prática da doutrina, em seqüência à exposição teórica do livro básico. Por isso Kardec o considerou “continuação de O Livro dos Espíritos”, como se vê no frontispício. Mesmo porque, segundo declara na Introdução, este livro também pertence aos Espíritos. Foram eles que o orientaram na sua elaboração, eles que o reviram e modificaram inteiramente para a segunda edição de 1862, que ficou sendo a definitiva e que serviu para esta tradução.
            Apesar de escrito há mais de cem anos. O livro dos Médiuns é atualismo. Nenhuma outra obra, espírita ou não, sobre a fenomenologia mediúnica conseguiu superá-lo. É um tratado que tem por fundamento a pesquisa científica e a experiência, além da contribuição teórica dos Espíritos na explicação de vários problemas ainda inacessíveis à pesquisa científica. Essas explicações só eram aceitas por Kardec na medida da sua racionalidade, de acordo com o método de controle rigoroso que estabeleceu para o seu trabalho. Esse método é explicado neste livro e pode ser examinado em minúcias nos relatórios e registros de sessões publicadas na Revista Espírita.
            As teorias explicativas dos fenômenos, formuladas por Kardec com os dados de sua investigação e a contribuição dos Espíritos, permanecem ainda como as mais viáveis. Basta um confronto entre essas teorias e as formuladas pelos parapsicólogos atuais para se verificar a solidez das primeiras, até hoje nunca desmentidas, e a fragilidade das segundas. Um exemplo típico é a teoria das aparições, que na atual Parapsicologia constitui um emaranhado de suposições curiosas e nada mais, enquanto neste livro se apresenta fundada em pesquisas, observações, deduções rigorosas e explicações dada por numerosas entidades espirituais em ocasiões diversas, por meios diversos e com todas as provas de seriedade e coerência exigidas pelo método kardeciano.
            Kardec e os Espíritos insistem numa posição ainda pouco compreendida pelos próprios espíritas: a Ciência Espírita teve como vestíbulo as manifestações físicas, mas sua finalidade é moral e suas pesquisas devem desenvolver-se nesse sentido. Provada a sobrevivência espiritual e a comunicabilidade, o Espiritismo deve aprofundar-se na investigação dos processos de comunicação, da situação dos Espíritos após a morte, das leis que regulam as relações permanentes entre os Espíritos e os homens e suas conseqüências nesta vida, e assim por diante.
            O leitor deve encarar este livro, portanto, como um tratado superior de fenomenologia paranormal, em que a fase metapsíquica e parapsicológica de pesquisa material está superada. O Livro dos Médiuns apresenta solução dos problemas em que ainda se enredam as pesquisas atuais e convida os estudiosos a avançarem além. Mas tudo isso com critério e métodos científicos, segundo o próprio Richet o reconheceu ao se referir a Kardec no Tratado de Metapsíquica.
            O problema está assim colocado: as pesquisas espíritas não se prendem aos fenômenos em si, ao mundo fenomênico ou material, e por isso mesmo exigem métodos diferentes dos utilizados nas ciências físicas. Kardec compreendeu isso em pleno século XIX e elaborou o método especial que lhe permitiu avançar sobre seu tempo. A prova disso é que toda a pesquisa metapsíquica e parapsicológica nada mais conseguiu, até agora, no tocante aos resultados positivos, do que referendar as teorias deste livro. Para ajudar o leitor e o estudante a verificarem isso, o presente volume apresenta grande quantidade de notas de pé de página com indicações bibliográficas.
José Herculano Pires,
Tradutor

terça-feira, 26 de maio de 2015

Intolerância - Grupo Espírita Allan kardec

Intolerância: não embarque nessa onda!



Por que somos tão intolerantes? Por que sentimos tanto prazer em comentar o lado desagradável de pessoas e situações? Por que enxergamos tão bem o cisco no olho do nosso vizinho e não enxergamos a trave no nosso? Por que exigimos perfeição dos que nos rodeiam e somos complacentes com nossos abusos?
Sentiu dificuldade em responder a essas questões? Não se impressione! Isso não acontece somente com você! E sabe por que ainda somos assim? Porque ainda predomina em nós o orgulho, que nos leva a dissimular nossos próprios defeitos! E a vaidade, que os disfarça de mil modos!
Estamos vivendo um momento delicadíssimo no que diz respeito a intolerância. Mas quando tratamos desse assunto, não estamos nos referindo apenas a intolerância social, política, religiosa, entre povos e nações. Estamos falando da intolerância que sai de nós mesmos em direção aos nosso semelhante, ao nosso próximo mais próximo, em todo e qualquer momento, seja onde for que estejamos.
Allan Kardec, que atuou como professor dos 19 aos 50 anos de idade, tinha uma preocupação enorme com as atitudes dos pais e educadores, das pessoas em geral, em relação aos jovens e crianças. Dizia ele que, uma palavra mal colocada por causa de um gesto de intolerância poderia por a perder todo o processo de regeneração de um ser.
No sermão da montanha, Jesus encorajou, enfaticamente, os mansos e pacíficos, isto é, os cultivadores da serenidade e da paciência; encorajou igualmente os pacificadores, ou seja, aqueles que promovem a paz. Encorajou-os para que continuassem com aquela postura, para que não desanimassem diante da dureza do coração humano e das dificuldades da vida, pois se assim fizessem, sairiam vitoriosos, dignos de merecerem o "Reino dos Céus".
Paciência significa "paz em nós". Se não conseguimos cultivar e promover essa paz em nós mesmos, dificilmente a aplicaremos em relação aos outros.
Estamos vivendo uma onda de intolerância, em todos os setores da atividade humana: no lar, no ambiente de trabalho, no trânsito, nas filas de bancos e supermercados, no meio social...
Não embarque nessa onda! Se a situação estiver extremamente complexa e perturbadora, ao invés de se render a qualquer gesto de intolerância, ligue o alerta:
S.O.S. = Silêncio. Oração. Serviço.
Se a intolerância tem sido uma prática constante em sua vida, faça algo em favor de si mesmo para não se deixar arrastar por ela! Quando puder e se quiser, assista o vídeo abaixo, sobre a mensagem  "Calma" do Espírito André Luis, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. Que ela possa lhe proporcionar conforto e bem estar!

terça-feira, 19 de maio de 2015

Oração à Jesus - por Alessandra Uzêda

Oração à Jesus

Senhor Jesus, estejais conosco nos momentos difíceis!

Conforta os corações apertados e apreensivos pelas coisas da vida de encarnado. 

Como a vida é difícil e sobretudo como nós a dificultamos ainda mais por não a compreender sempre, a luz da razão.

Senhor Jesus, olhai por nós que buscamos a paz. A paz interior, a paz edificante, a paz do Amor Divino.

Senhor Jesus, conforta esses corações aflitos, atormentados pelas provações da vida, mesmo que estas provações sejam ou tenha sido escolhida por cada um de nós.

Senhor Jesus, que a sua infinita bondade derrame sobre os corações tomados pelos sentimentos negativos, o seu Manto de Amor e Misericórdia para com todos.

Senhor Jesus, ilumina a consciência desses seres encarnados a fim de que não desperdicem as suas últimas oportunidades de fazerem parte de um novo mundo.

Senhor Jesus, tende misericórdia desses espíritos desencarnados que ainda com a venda nos olhos, estão cegos pelo orgulho, pelo ódio, pela mágoa.

Concede-lhes Senhor, uma nova chance para que possam despertar para os dias de hoje em que se começa a regeneração.

Que a misericórdia Divina possa abrir-lhes os olhos e o coração para o entendimento e despertar de suas consciências.

Os olhos, para se utilizarem da razão para reconhecerem que os princípios elementares da formação moral do ser jamais devem ser feridos.

E o coração, para sentirem a emoção de serem amados como filhos do Pai que somos.

Abrir-lhes os olhos para perceberem que o seu limite termina quando o do outro começa e que não deves fazer aos outros aquilo que não gostaria que fizessem contigo.

Abrir-lhes o coração para que as emoções aflorem no sentimento que nutre entre aqueles que amam a fim de se permitirem colocar-se sem no lugar do outro.

Senhor Jesus, que essas palavras possam iluminar as mentes e corações daqueles que aqui estão e que ainda terão a oportunidade de escutar essas mensagens como bálsamo para suas feridas.

Obrigado Senhor Jesus, por permitir que as minúsculas faíscas da Tua luz possam clarear os caminhos de todos nós.

Que a paz de Deus esteja com todos!

Por Alessandra Uzêda
18/05/2015


sábado, 16 de maio de 2015

INQUISIÇÃO e DESOBSESSÃO - Relatos de uma Mediúnica

Relatos de uma Mediúnica
Inquisição e Desobsessão

Nas Mediúnicas de Desobsessão temos contado com a presença de entidades que se dizem inquisidoras, detentoras de um poder que acreditam que ainda têm. 

Não podemos menosprezar a sua inteligência e capacidade de articular e dominar hordas de Espíritos ainda dominados pelo poder religioso, que temem libertar-se das Imposições e torturas aplicadas a eles pelos Inquisidores da Idade Média, e que ainda sentem em sua constituição perispiritual as sensações sofridas pelas torturas e morte na Fogueira Santa. 

Pelos relatos de entidades dominadas por eles (Inquisidores), demonstram claramente  medo de sofrerem represálias e de contrariarem os seus interesses que não passam de um falso domínio que ainda acreditam ter criando as chamadas hordas espirituais, governadas por uma espécie de hipnose coletiva do psiquê de entidades sofredoras, subserviente e condenadas pelo seu próprio medo.

Entidades nessa condição do domínio inquisidor querem a qualquer custo atrapalhar e destruir todo e qualquer trabalho que se realiza no caminho do bem e do amor de Jesus Cristo. Portanto, tudo aquilo que se constrói de bom, de generoso, de instrutivo levando seres encarnados e desencarnados ao esclarecimento e despertar de sua consciência para o caminho do bem e do amor, os contrariam, e por isso mesmo, tentam destruir, interferir, obsedando aqueles envolvidos nos trabalhos de desarticulação dessas hordas espirituais maléficas, inclusive aqueles que os cercam. 

Àqueles que o cercam tentam a qualquer custo intervir em seus pensamentos, e por consequência em suas atitudes.  Agem pelo pensamento, influenciando-os a intervir nos compromissos espirituais daqueles que estão a trabalho da Espiritualidade Maior, destituindo o mal e fortalecendo o bem para que eles mesmos, ligados ao trabalhador, possam impedir a realização de seus trabalhos.

Essas entidades estão sendo doutrinadas para perceberem que ainda vivem num passado distante e precisam acordar para o momento espiritual da atualidade, a fim de evoluírem moralmente, pois intelectualmente são bem evoluídos, capazes de articular os planos mais mirabolantes.

Precisam se despir de seu orgulho e vaidade para perceberem que não são mais autoridades, mais que são apenas espíritos presos ao passados, incapazes de evoluir moralmente  porque estão dominados por um poder religioso que ainda acreditam ter mas que de nada vale no momento espiritual em que vive o Planeta Terra. 

Para estes Espíritos que vivem num estado de ignorância moral e ética, absolutamente, não há outra coisa a fazer do que VIGIAR as suas interferências e ORAR a Deus pela sua Misericórdia e Compaixão por esses espíritos ignorantes que ainda não compreenderam os ensinamentos de Jesus Cristo.

E para compreendermos ainda o que foi a Santa Inquisição, vejamos uma publicação feita pelo  CEFAK (Centro Espírita Fraternidade Allan Kardec, que nos dá um norte sobre esse acontecimento que ainda atua nos dias atuais.

 INQUISIÇÃO

Rodeada de uma auréola de fanatismo e intransigência, a Inquisição constituiu, na verdade uma instituição complexa, que variou notavelmente de forma segundo os lugares e épocas históricas. 

Inquisição, ou Santo Ofício, foi a designação dada a um tribunal eclesiástico, vigente na Idade Média e começo da modernidade, que julgava os hereges e as pessoas suspeitas de se desviarem da ortodoxia católica. 

Sua origem remonta ao século IV, mas atingiu o auge no século XIII, no combate às heresias e a outras práticas contra a fé e a unidade do cristianismo.

Depois entrou em declínio, até ressurgir em novos moldes na Espanha, onde alcançou enorme poderio, e em Roma. 

                          INQUISIÇÃO EM PORTUGAL

 Assim como na Espanha, a Inquisição em Portugal representava as camadas dominantes - a nobreza e o alto clero. 

Também julgava os hereges e as pessoas suspeitas de se desviarem da ortodoxia católica. O primeiro auto-de-fé realizou-se em Lisboa em 1540. 

No fim do século XVIII a Inquisição, tanto em Portugal como na Espanha, transferiu suas perseguições aos maçons e partidários das idéias dos enciclopedistas e Iluministas (Movimento filosófico, a partir do século XVIII, que se caracterizava pela confiança no progresso e na razão, pelo desafio à tradição e à autoridade e pelo incentivo à liberdade de pensamento). 

Até ser abolida, em 31 de março de 1821, vitimou um número de pessoas estimado em quarenta mil, das quais 1.175 foram queimadas. 

Com a expansão colonial, e porque muitos cristãos-novos fugiram para as colônias, também para lá a Inquisição emigrou.

INQUISIÇÃO NO BRASIL 

O Santo Ofício da Inquisição nunca estabeleceu oficialmente um tribunal no Brasil, embora tenha sempre agido sobre terras brasileiras por intermédio das autoridades eclesiásticas locais e visitadores.

Os bispos tinham poderes para efetuar prisões, confiscar bens de suspeitos e enviar prisioneiros ou seus processos para a Inquisição de Lisboa - Portugal, que tratava dos casos relativos ao Brasil e as demais colônias. 

Na última década do século XVI, o arquiduque Alberto da Áustria, inquisidor-mor de Portugal e colônias, mandou o visitador Heitor Furtado de Mendonça a São Tome, Cabo Verde e Brasil. 

A primeira "visitação" do Santo Ofício ocorreu em 09 de Junho de 1591, na Bahia, e estendeu-se até 1593, quando seguiu para Pernambuco, onde permaneceu por dois anos. 

Após a partida do visitador, o bispo da Bahia ficou incumbido da fiscalização. Além de realizar visitações anuais, enviava os processos para Lisboa, prendia, punia e confiscava os bens dos condenados.

Os jesuítas, assim como os vigários locais, ajudavam na busca dos culpados e suspeitos. 

Em 1618 chegou à Bahia o segundo visitador oficial, Marcos Teixeira, que organizou uma comissão inquisitorial e ali permaneceu até 1619. 

A partir de 1623, os negócios da Inquisição no Brasil ficaram entregues a um homônimo do visitador, o bispo Marcos Teixeira. 

De 1591 a 1624 foram processados 245 cristãos-novos, acusados de judaísmo. 

Durante as invasões holandesas, a Inquisição recebia denúncias contra cristãos-novos, mas estas eram mais dirigidas contra o inimigo político que contra o herege. 

Foram ouvidas mais de 120 testemunhas e denunciada mais de 100 pessoas, entre cristãos-novos, blasfemos, hereges e feiticeiros.

Em três séculos (XVI a XVIII), 29 brasileiros foram condenados à morte pela Inquisição de Lisboa. Crime praticado por eles: Prática do judaísmo. 

No Brasil, segundo atestam os registros históricos, nunca houve uma pena de morte pela fogueira. 

Dos 29 brasileiros condenados a morte, todos foram sentenciados pela Inquisição de Portugal. Sete foram mortos e depois queimados. Os outros 22 foram queimados vivos. (Enciclopédia Britânica do Brasil )