domingo, 8 de junho de 2014

Livro dos Espiritos, Allan Kardec-Introdução a "O livro dos Espíritos" -O Problema Científico


O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Tradução de José Herculano Pires.

O Problema Científico

“A ciência propriamente dita, como ciência, é incompetente para se pronunciar sobre a questão do espiritismo: não lhe cabe ocupar-se do assunto e seu pronunciamento a respeito, qualquer que seja, favorável ou não, nenhum peso teria. (Allan Kardec).”


·       A Doutrina tem um caráter científico, caráter próprio, pois se trata de uma ciência que deve ter seus próprios métodos, uma vez que seu objeto não é a matéria, mas o Espírito.

·       A insistência do “caráter científico” se deve ao fato de que “O Livro dos Espíritos” vem abrir uma nova era no estudo dos problemas espirituais.

·       O Espiritismo vem mostrar a possibilidade de encararmos os problemas espirituais através da experiência agostiniana, ou seja, através da razão que aplicamos aos problemas materiais.

·       O Livro dos Espíritos se apresenta como o divisor de águas, em que tudo aquilo que, antes dele, constitui o espiritualismo, pode ser chamado de “espiritualismo utópico”, e tudo o que vem com e depois dele, seguindo a sua linha doutrinária,” espiritualismo científico”.

·       Com O Livro dos Espíritos o sobrenatural tornou-se natural. Tudo se reduziu a uma questão de conhecimento das leis que regem o universo. Não existe o sobrenatural, senão para a ignorância humana das leis naturais, uma vez que o Universo é um sistema único, e todas as suas partes se entrosam na grande estrutura.

Livro dos Espiritos, Allan Kardec-Introdução a "O livro dos Espíritos" - A Legitimidade do Livro


O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Tradução de José Herculano Pires.

A Legitimidade do Livro

·       Ao lançar a Gênese, em 1868, Kardec pode acentuar que “O Livro dos Espíritos”, lançado 11 anos antes, continuava tão sólido como então, pois nenhum dos seus princípios fundamentais haviam sido abalados pela experiência. Mais de 100 anos depois ainda se pode dizer o mesmo.

·       A verdade, o desenvolvimento da ciência se processa exatamente na direção dos princípios espíritas. Kardec proclamava que o Espiritismo não tinha nada a perder com a evolução da ciência, pelo contrário, só tinha a ganhar.

o   A desintegração da matéria pela física nuclear;

o   A concepção da matéria como concentração de energia;

o   A concepção cada vez mais clara de uma estrutura matemática do Universo;

o   A conclusão a que alguns cientistas são forçados a chegar, de que, por trás da energia parece haver outra coisa, que seria o pensamento.


·       Segurança dos princípios espíritas:

o   Decorre de três fatores:

§  Da legitimidade da fonte espiritual deste livro;

§  Da pureza dos meios de transmissão mediúnica;

§  Da precisão do método Karderciano.

o   A fonte:

§  Pela revelação espontânea e inesperada do Espírito da Verdade e toda a sua falange espiritual a Kardec.

§  Pela confirmação posterior de tantos outros Espíritos;

§  Ainda pelo processo de restabelecimento do Cristianismo, que o Espiritismo realiza.

o   As médiuns que serviram a esse trabalho:

§  Duas meninas, Caroline(16) e Julie Boudin(14) inicialmente. Mais tarde se juntariam menina Cecile Japhet no processo de revisão do Livro.

§  As meninas punham as mãos sobre uma cesta e esta se movimentava escrevendo as mensagens com absoluta impossibilidade de ação das médiuns na escrita.


·       O método de Kardec:

1.   Escolha de colaboradores insuspeitos tanto do ponto de vista moral, quanto da pureza das faculdades e da assistência espiritual;

2.   Análise rigorosa das comunicações, do ponto de vista lógico, bem como do seu confronta com as verdades científicas já demonstradas, pondo-se de lado tudo aquilo que não possa ser logicamente justificado.

3.   Controle dos Espíritos comunicantes, através da coerência de suas comunicações e do teor de sua linguagem.

4.   Consenso universal, ou seja, concordância de várias comunicações, dadas por médiuns diferentes, ao mesmo tempo, em vários lugares, sobre o mesmo assunto.


“Interessava lembrar que esse mesmo critério tem suas raízes no Novo testamento ensinado por João em sua primeira epístola (IV:1) bem como pelo apóstolo Paulo, em sua primeira epístola aos coríntios.”

A explicação está na sinceridade de Kardec e na sua fidelidade aos Espíritos, que lhe revelaram a Doutrina. Além disso, suas explicações a respeito são absolutamente claras, para todos os que estão aptos a compreender o fenômeno espírita em sua plenitude.

O Livro dos Espiritos, Allan Kardec-Introdução a "O livro dos Espíritos" - A Dialética Espírita


O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Tradução de José Herculano Pires.

A Dialética Espírita

·       O Processo dialético do Espiritismo:


o   Dá ênfase à harmonia, à fusão dos contrários, para uma nova criação ao invés de, dar ênfase à contradição em si, às lutas dos opostos.

o   Kardec dialogava com todo o mundo invisível, analisando rigorosamente suas vozes, ouvindo inferiores e superiores, para descobrir as leis desse mundo, as formas de vida nele existentes, o mecanismo das suas relações com o nosso.

o   O método dialético é o processo natural do desenvolvimento, tanto do pensamento como de todas as coisas.

o   O Livro dos Espíritos é a síntese do diálogo entre o Velho Testamento e o apelo dos homens à Deus, e o Novo Testamento à resposta de Deus(Emmanuel). É o momento em que segundo Hamelin, o apelo e a resposta se fundem na compreensão espiritual, abrindo caminho a uma nova fase da vida terrena.

O Livro dos Espiritos, Allan Kardec-Introdução a "O livro dos Espíritos" - A Filosofia Espírita


O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Tradução de José Herculano Pires.

A Filosofia Espírita

1.      “O Livro dos Espíritos”

a.     Arcabouço filosófico do Espiritismo.

b.    Contém os princípios da Doutrina Espírita.

c.     Destinava-se a divulgar os princípios da Doutrina Espírita amplamente ao grande púbico, e não apenas aos especialistas.

d.    Método didático através de perguntas e respostas intercaladas de comentários e explicações.

e.     Mostra que o sistema é completo e que compreende uma metafísica, inteiramente repleta de considerações físicas ou genéticas, e uma moral.

f.      Começa pela metafísica, seguindo pela cosmologia, sociologia, ética, teologia e psicologia.


2.      Allan Kardec

a.     Não era um filósofo, mas um educador, especialista em pedagogia, discípulo emérito de Pestalozzi.

b.    A Obra foi elaborada com base nas respostas dadas pelos Espíritos Superiores às suas perguntas, nas sessões mediúnicas, com as meninas Bourdin e Japhet, mais tarde com outros médiuns.

3.      O Espiritismo

a.     Tem um próprio sistema e sua força está na sua filosofia no apelo que faz à razão e ao bom senso.

O Livro dos Espiritos, Allan Kardec-Introdução a "O livro dos Espíritos" - A Codificação


O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, tradução de José Herculano Pires.
A Codificação Espírita

1.      “O Livro dos Espíritos”

a.     Marco inicial da nova codificação;

b.    É o seu próprio delineamento, seu núcleo central e ao mesmo tempo o arcabouço geral da doutrina espírita.


2.      Todas as demais Obras de Allan Kardec partem de “O Livro dos Espíritos”.


3.      A Bíblia tem seu núcleo central no Pentateuco. O Evangelho no ensino moral do Cristo e O Livro dos Espíritos seu núcleo está nos Livros I e II até o 5º capítulo, no qual fala sobre ele mesmo.

a.     O Livro dos Médiuns – Allan Kardec ( Livro II)

b.    Trata da parte experimental da Doutrina


4.      O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec (Livro III)

a.     Terceiro livro, no qual se estudam as Leis Morais, especialmente sobre a aplicação dos princípios da moral evangélica;

b.    Dos problemas religiosos da adoração;

c.     Da prece;

d.    Da prática da caridade.


5.      O Céu e o inferno ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo (Livro IV)

a.     São estudados os problemas referentes às penas e aos gozos terrenos e futuros.

b.    Ressurreição da carne;

c.     Paraíso, inferno e purgatório.


6.      A Gênese, os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo (Livro I-cap. II,III e IV) e (Livro III- cap. IX,X e XI)

a.     Trata dos problemas genésicos e da evolução física da Terra.


7.      O que é o Espiritismo?

a.     Decorre da Introdução e dos Prolegômenos.



8.      Obras Póstumas – Allan Kardec

a.     Representa o testamento doutrinário de Kardec.

b.    Escritos e anotações íntimas que não pode realizar.

O Livro dos Espiritos, Allan Kardec-Introdução a "O livro dos Espíritos"


O Livro dos Espíritos, Allan Kardec
Tradução de José Herculano Pires.

Introdução a “O Livro dos Espíritos”


·       18 de abril de 1857 – O Livro dos Espíritos dá início a uma nova era: a era espírita.

·       O Livro dos Espíritos é um código de uma nova fase da evolução humana.

·       Sobre este Livro se ergue a Doutrina Espírita. Pedra fundamental do Espiritismo, o seu marco inicial.

·       Faz alusão à uma sequência histórica de quando o mundo se preparava para sair das civilizações primitivas.

·       Surge então Moisés, como condutor de um povo destinado a traçar as linhas de um novo mundo.

·       Surge a Bíblia (primeira codificação da revelação cristã) através de Moisés.

·       Surge Jesus, e de suas palavras recolhidas pelos discípulos, surge o Evangelho. (Segunda codificação da revelação cristã).

·       No Evangelho já se previa a aparição de um novo código, o do Espírito da Verdade (JOÃO XIV). E o novo código surgiu pelas mãos de Allan Kardec, sob a orientação do Espírito da Verdade: o Livro dos Espíritos (terceira codificação da revelação cristã)

·       AS fases da evolução humana:

o   A Bíblia – síntese da antiguidade.

o   O Evangelho – síntese do mundo greco-romano.

o   O Livro dos Espíritos- síntese do mundo moderno.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Oração pelo Amor - Ermance Dufaux

Oração pelo Amor

Senhor,

Estamos exaustos pelo descaminho por que optamos.

Escolhemos o desamor e tombamos na decepção e na revolta.

Assegura-nos rumos novos.

Ante o convite da ilusão, fortifica-nos para fugirmos dos atalhos  e aderirmos à verdade.

Falta-nos força e coragem para amar como deveríamos. Por isso te rogamos que supra nossas inibições.

Encoraja-nos a zelar com carinho por aqueles que deliberadamente não nos querem bem.

Amplia-nos o discernimento no uso do equilíbrio com quantos fortalecem com amor Tua participação em nossos passos.

Jesus, ensina-nos o amor para que vivamos no coração os sublimes sentimentos que há muito louvamos na palavra  e esquecemos ou não sabemos como aplicar.

Permita-nos aprender a gostar da vida e amar a nós mesmos, enaltecendo o mundo com a cooperação na Obra Excelso do Pai e celebrando a dádiva da vida em nossos caminhos de cada dia.

Pela súplica sincera que brota de nossa alma nesta hora, de nós receba, hoje e sempre, a gratidão de quantos te devem  tanto por receber mais que merecemos do Teu inesgotável amor.

Obrigado Senhor!

                                                                                                               -Ermance Dufaux